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Sócrates tenta parar julgamento com argumentos já rejeitados

Ex-PM já alegou durante a fase de instrução criminal e em recursos que está a ser julgado duas vezes pelos mesmos crimes de branqueamento. Juíza de instrução e desembargadoras não lhe deram razão.

© FOTOILUSTRAÇÃO RODRIGO MENDES/OBSERVADOR

O ex-primeiro-ministro José Sócrates e o seu amigo Carlos Santos Silva estão a ser julgados num segundo processo que nasceu da Operação Marquês
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Como os partidos querem reanimar o mercado de arrendamento


As tendas montadas na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa, levaram o debate sobre o arrendamento da Assembleia da República para a rua. Os acampamentos pelo direito à habitação estavam, no domingo, no décimo dia no Porto e no terceiro em Lisboa, e os manifestantes apelaram à marcação de uma greve ibérica para 11 de novembro. Pedem, entre outras coisas, que o Governo retire a proposta de revisão da lei do arrendamento.

A proposta passou a 30 de setembro na generalidade, com os votos favoráveis de PSD, Iniciativa Liberal e CDS-PP e a abstenção do Chega. Votaram contra PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP. Mas isso não mudou nenhum contrato, dado que o Parlamento aprovou apenas um pedido de autorização para o Governo rever o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), e o conteúdo final depende da discussão na especialidade, que ainda não começou.

É nessa fase que a abstenção do Chega pode deixar de bastar. PSD, CDS-PP e IL somam 100 deputados, 16 abaixo da maioria de 116, e o PS mantém o voto contra. Sem o Chega, o diploma não tem votos para avançar.

No domingo, André Ventura sublinhou que o acordo assinado com o PSD previa alterações que o Governo ainda não introduziu, e acrescentou um pacote próprio para a habitação, com maiores deduções de IRS, com destaque para as deduções com rendas que seria de 50%.

Os protestos em Lisboa e no Porto surgem num mercado em que arrendar casa continua a ficar mais caro, como fica bem visível nos últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, que apontam para uma subida anual de 10,2% das novas rendas no segundo trimestre para um valor mediano de 10,17 euro por metro quadrados.

É perante esta pressão sobre os orçamentos das famílias que Governo e partidos discutem como atrair mais casas para o arrendamento, tornar as rendas comportáveis e repartir o risco entre inquilinos, senhorios e Estado.

  • Governo e PSD apostam na oferta

O Executivo de Luís Montenegro parte da ideia de que mais segurança jurídica para os senhorios e mais liberdade contratual trazem casas para o mercado e baixam as rendas. Segundo as suas contas, há cerca de 375 mil alojamentos vagos sem intenção de venda ou arrendamento, quase 250 mil em boas condições. É este o universo de imóveis que o Governo identifica, não uma previsão das casas que a lei vai colocar no mercado.

A proposta do Governo revoga um conjunto de medidas integrantes do programa “Mais Habitação”, que limita a renda fixada na transição entre contratos habitacionais. Permite ainda que as partes acordem o pagamento antecipado de mais rendas e elimina os limites à caução. O Governo argumenta que estes mecanismos reduzem o risco do senhorio e, por isso, podem baixar as rendas. Para quem procura casa, significam mais dinheiro à cabeça para assinar o contrato.

O Governo propõe ainda que o contrato possa ser resolvido quando a mora no pagamento da renda for igual ou superior a dois meses; e pode também ser resolvido quando houver atraso superior a oito dias mais de três vezes em 12 meses, ou mais de quatro vezes em 18 meses. Nos contratos anteriores a 1990, quando não há acordo, o contrato passa para o NRAU com prazo certo de cinco anos.

Ficam protegidos os arrendatários, ou parentes que vivam na casa há mais de cinco anos, com 65 ou mais anos ou com incapacidade igual ou superior a 60%. A atualização extraordinária da renda só se aplica se o rendimento anual bruto corrigido do agregado ultrapassar cinco retribuições mínimas anuais.

A proposta do Governo não estima quanto poderão descer as rendas. A redução depende de entrar oferta suficiente para aumentar a concorrência entre senhorios, e esse efeito não está medido.

  • Chega pede correções e propõe um pacote

O Chega admite votar contra a lei do arrendamento na especialidade se o Governo não corrigir o diploma, o que faria cair a proposta, dado que o PS votou contra no Parlamento a 30 de setembro. A ameaça foi feita por André Ventura a 18 de outubro, no dia em que apresentou um pacote próprio para a habitação.

O partido tinha viabilizado a proposta na generalidade com a abstenção, depois de assinar com o PSD, a 30 de setembro, um acordo escrito de quatro pontos, que prevê: limites aos pagamentos antecipados e às cauções, proteção dos idosos com contratos anteriores a 1990, mais resposta social e uma distinção entre abuso e incapacidade real de pagar.

Porém, André Ventura diz que o Governo ainda não deu sinais de querer concretizar estas alterações, apesar de lembrar que a discussão na especialidade nem começou. Para o Chega, o entendimento “não é um cheque em branco”, e o voto contra “está sempre em cima da mesa”.

O “pacote legislativo de emergência” do Chega prevê aumentar em 50% as deduções em IRS com rendas e com prestações do crédito à habitação, rever o IMI e reavaliar os benefícios fiscais de quem tem capacidade financeira para comprar casas em Portugal. André Ventura admite financiar as medidas com défice e diz que “vale a pena correr o risco”.

Uma dedução maior reduz o encargo líquido do inquilino, mas não altera a renda do contrato. O ganho dependerá do limite que vier a ser fixado e do imposto de cada agregado, e as informações divulgadas não indicam o custo global do pacote nem as condições de acesso.

Na rua, a discussão sobre o arrendamento ganhou voz. Os acampamentos em Lisboa e no Porto pedem respostas ao custo da habitação e a retirada da nova lei das rendas, cujo futuro no Parlamento depende agora do que o Chega decidir.Hugo Amaral/ECO
  • PS rejeita e propõe uma garantia pública

O PS rejeita a revisão do arrendamento proposta pelo Governo e defende incentivos fiscais e garantias públicas para atrair proprietários ao mercado. À garantia apresentada em setembro, José Luís Carneiro acrescentou a proposta de contratos de cinco anos, por opção das partes, com tributação das rendas a 5% e cobertura pública em caso de falta de pagamento.

A redução do imposto permitiria ao senhorio conservar uma parcela maior da renda, enquanto a garantia reduziria o risco de incumprimento. O anúncio não define, porém, um limite de renda ou uma obrigação de baixar o preço em troca destes benefícios, pelo que não permite antecipar quanto desse ganho fiscal chegaria aos inquilinos.

As novas medidas são distintas do projeto de Garantia Pública de Segurança no Arrendamento Habitacional, rejeitado no Parlamento a 30 de setembro por PSD, Chega, IL e CDS-PP. Nesse projeto, a adesão dependeria do acordo entre senhorio e inquilino e abrangeria jovens dos 18 aos 35 anos ou arrendatários com rendimentos até ao sexto escalão do IRS, em contratos registados nas Finanças e com rendas dentro dos limites do arrendamento acessível.

A garantia cobriria rendas em falta e danos no imóvel, mas não extinguiria a dívida do arrendatário: o Estado pagaria ao proprietário e cobraria depois ao inquilino. O mecanismo procurava facilitar o acesso de quem não dispõe das garantias exigidas pelos senhorios, sem impor uma redução da renda ou a dispensa de caução.

  • Iniciativa Liberal quer acabar com as rendas congeladas

A Iniciativa Liberal propõe revogar os mecanismos de condicionamento e congelamento de rendas. O texto apresentado no Parlamento defende que os contratos abrangidos ficam, durante três anos, sujeitos apenas à atualização anual, com um acréscimo de 50 pontos base, até ao valor médio de arrendamento para a localização e a tipologia, apurado pelo INE.

O partido estima que o regime afete cerca de 150 mil arrendamentos, aproximadamente 15% do mercado, sobretudo em Lisboa e no Porto. Quem não aguente a subida teria direito a um apoio à renda até ao fim do contrato, desde que cumpra pelo menos dois de três critérios:

  1. ter um rendimento do agregado inferior a três retribuições mínimas anuais;
  2. ter 65 ou mais anos, ou uma incapacidade igual ou superior a 60%, com rendimento inferior a cinco retribuições;
  3. ter uma taxa de esforço acima de 35%. O argumento do partido é que a ação social cabe ao Estado e não ao proprietário.

Fora do projeto lei entregue no Parlamento, a presidente do partido, Mariana Leitão, desafiou o Governo a disponibilizar os imóveis devolutos do Estado para arrendamento acessível e defendeu uma parceria entre Estado e privados com o mesmo fim.

Além disso, defende também incentivos à construção e rejeita tetos às rendas, citando o caso de Espanha. O projeto liberal não estima o efeito nas rendas dos novos contratos. A subida das rendas hoje condicionadas é a consequência direta da revogação.

  • Esquerda defende estabilidade e limites

O Livre, o PCP e o Bloco de Esquerda apresentaram projetos com regras mais exigentes para as rendas e os contratos. O PCP propõe contratos de dez anos quando as partes nada acordem, renovações mínimas de três anos e caução limitada a uma renda. Admite antecipar até três meses e fixa, para a denúncia para habitação, uma compensação de dois anos e meio de renda.

O Livre propõe estabilidade contratual e limites às rendas dos novos contratos. O Bloco de Esquerda liga benefícios a rendas acessíveis e critica o limite de 2.300 euros do regime de rendas moderadas. Citando a DECO PROteste e a Associação de Inquilinos Lisbonenses, diz que esse limite tende a funcionar como piso e não como teto. Nenhum dos projetos quantifica quantos senhorios aceitariam as condições, nem quantas casas poderiam sair do mercado.

O Chega admite votar contra se o Governo não corrigir o diploma, e o PSD reconhece que o entendimento pode não chegar à votação final.

A especialidade da lei do arrendamento decorre numa semana de protestos e antes do debate do Orçamento do Estado para 2027. Nessa fase, o Governo, o Chega e o PS terão de dizer o que aceitam, e o texto que sair dela determina o alcance da autorização.

A discussão parlamentar separa duas perguntas que a lei não resolve em conjunto. A primeira é quantas casas entram no arrendamento e a que preço. A segunda é quem paga o risco quando o inquilino não consegue pagar a renda.

O Governo responde à primeira com mais liberdade contratual e à segunda com mais segurança para o senhorio, na expectativa de que a confiança atraia imóveis hoje vazios. O PS e os partidos à esquerda respondem com garantias públicas, mais estabilidade nos contratos e limites às rendas. A IL quer acabar com os regimes de exceção e transferir a proteção social para o Estado.

As propostas assentam em hipóteses diferentes sobre o comportamento dos senhorios. Umas pressupõem que mais liberdade e menos risco trazem casas ao mercado. Outras partem do princípio de que, sem limites, as rendas continuam a subir. Mas nenhuma estima quantas casas podem entrar no arrendamento ou quanto podem baixar as rendas, pelo que o efeito de cada medida só será conhecido depois de aplicada.

O calendário ajuda a perceber o que pesa na decisão. Os manifestantes marcaram uma concentração frente à Assembleia da República a 27 de outubro, dia do debate do Orçamento do Estado para 2027, uma manifestação em Lisboa a 14 de novembro e a jornada da CGTP a 24 de novembro, na votação final do Orçamento. Pediram ainda às centrais sindicais uma greve geral ibérica a 11 de novembro, data da greve geral em Espanha.

Em paralelo, o Chega admite votar contra se o Governo não corrigir o diploma, e o PSD reconhece que o entendimento pode não chegar à votação final. Sem os votos do Chega, o Executivo terá de encontrar outra solução para aprovar a lei, porque o PS já anunciou que se opõe.

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Luz verde al pelotazo con pisos de lujo junto a La Romareda: el Gobierno del PP mejora las condiciones al promotor

Luz verde al pelotazo con pisos de lujo junto a La Romareda: el Gobierno del PP mejora las condiciones al promotor

El convenio definitivo para el antiguo Convento de Jerusalén, donde se proyectan hasta 220 viviendas, consolida más edificabilidad de la que el Tribunal Superior de Justicia reconoció en una sentencia que el Ayuntamiento ha evitado hacer pública

El informe técnico del último pelotazo en Zaragoza desmiente a Urbanismo: no hay “valoración que justifique” los 22 millones

El Ayuntamiento de Zaragoza ha aprobado este lunes de forma definitiva la modificación del Plan General de Ordenación Urbana que permite al Grupo Bancalé transformar el antiguo convento de Jerusalén, anexo al estadio de La Romareda, en un complejo residencial y asistencial de 220 viviendas y dos residencias. Una operación, bautizada como 'Living Romareda', que consolida uno de los mayores pelotazos urbanísticos de la ciudad en los últimos años: una parcela adquirida en 2018 por unos 8,8 millones de euros se convierte en un proyecto cuya edificabilidad más que se triplica y cuyas viviendas, con una superficie media superior a los 120 metros cuadrados en una de las zonas más cotizadas de Zaragoza, pueden superar el millón de euros por unidad.

El consejero de Urbanismo, Víctor Serrano, ha presentado el plan como un ejemplo de regeneración urbana. “Zaragoza avanza con determinación en la resolución de cicatrices urbanas que llevaban décadas lastrando la escena urbana de nuestros barrios”, ha declarado este lunes, y ha valorado que su impulso responde “directamente al interés público”.

En junio, cuando se aprobó inicialmente el proyecto, los ingresos para el Ayuntamiento se situaron en 22 millones de euros, la cifra que el promotor había propuesto como tope máximo en diciembre de 2025. El convenio urbanístico aprobado este lunes fija esa compensación en apenas 400.000 euros más. Lo que en ese momento era una estimación del propio interesado sin justificación técnica acreditada –así lo señaló el informe de la arquitecta jefa del Servicio Técnico de Planeamiento, que advirtió de que la propuesta económica no iba acompañada “de valoración técnica que justifique la cantidad señalada”– se ha convertido diez meses después en la cifra definitiva del convenio, incrementada en un 1,8%.

A cambio, la edificabilidad total del proyecto ha crecido. El convenio definitivo recoge 17.120 metros cuadrados de techo para usos terciarios y 25.255 para uso residencial, un total de 42.375 metros cuadrados, frente a los 39.445 metros cuadrados de la propuesta inicial. Así, el promotor obtiene casi 3.000 metros cuadrados adicionales de edificabilidad por 400.000 euros más de compensación. Cuestionadas al respecto, fuentes municipales se limitan a señalar que “la estimación de todo, atada y bien analizada por los técnicos municipales, da el resultado del importe total que se indica”.

El trasfondo judicial

La operación tiene además un trasfondo judicial que el Ayuntamiento no ha mencionado en ninguna de sus comunicaciones públicas sobre el proyecto desde mayo. Entonces, el Tribunal Superior de Justicia de Aragón resolvió en una sentencia que la edificabilidad terciaria que consolida el convenio –17.120 metros cuadrados– supera en casi 5.000 metros la que el tribunal reconoció como correcta bajo el planeamiento vigente, e incluso supera los 15.595 metros cuadrados que el propio promotor había reclamado en su solicitud inicial.

El fallo del TSJ resolvió además que la cesión de 1.135 metros cuadrados para la apertura de un nuevo vial entre el paseo de Isabel la Católica y la calle de Álvaro de Bazán debía realizarse de forma gratuita y sin contraprestación. El promotor había litigado durante años para que fuera considerada onerosa y, por lo tanto, generadora de edificabilidad adicional. El convenio hecho público este lunes recoge esa cesión gratuita, que Serrano ha presentado como una aportación del promotor al barrio. “Hemos escuchado a los vecinos y a los grupos políticos para mejorar sustancialmente el proyecto”, ha declarado el consejero, que ha destacado que la cesión “transformará un recinto amurallado en un espacio permeable y con mejores dotaciones de movilidad para todo el barrio.”

La tramitación del expediente ha durado diez meses desde que Enta Properties, la sociedad del Grupo Bancalé propietaria del solar, presentó la solicitud en diciembre de 2025. El proceso ha pasado por el Consejo de Gerencia de Urbanismo, la Comisión de Urbanismo y el período de información pública, en el que solo se presentaron tres alegaciones de vecinos particulares. “Durante el periodo, durante lo que ha sido el expediente y de cara a esta aprobación definitiva solamente ha habido tres alegaciones de tres vecinos”, ha confirmado el propio Serrano. La aprobación definitiva ha contado con el respaldo de PP, Vox y la concejal no adscrita, y con el rechazo de PSOE y Zaragoza en Común.

Más plazas de aparcamiento

Como novedad respecto a la aprobación inicial de junio, el convenio definitivo incorpora la obligación de construir un 20% adicional de plazas de aparcamiento privado por encima del mínimo legal, condición que Vox exigió para apoyar el proyecto. “Esos aprovechamientos vienen a suponer en número aproximadamente unas 100 plazas de aparcamiento más de las que había previsto”, ha explicado Serrano. Las viviendas destinadas a alquiler –entre 68 y 70 de las 220 previstas– deberán mantenerse en ese régimen durante un plazo mínimo de diez años.

El Grupo Bancalé, fundado por el empresario aragonés Juan Ramón Fabre Marqués, adquirió la parcela del antiguo convento en septiembre de 2018. La sociedad compradora, Enta Properties SL, es una filial del grupo cuya administración única corresponde a Bancalé Servicios Integrales SL. La parcela estuvo bloqueada durante años por un procedimiento judicial sobre licencias de demolición y apertura que concluyó con la sentencia del TSJ de mayo de 2026. El Ayuntamiento fue condenado en costas en primera instancia por inactividad administrativa prolongada ante las solicitudes de licencia presentadas por el promotor en 2019.

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Tutti Frutti. Ticão pronuncia para julgamento 56 arguidos

Apenas 4 dos 60 arguidos acusados pelo MP viram o Tribunal Central de Instrução Criminal arquivar os autos. Os restantes 56, entre os quais três ex-deputados e vários ex-autarcas, vão a julgamento.

© FOTOILUSTRAÇÃO RODRIGO MENDES/OBSERVADOR

da esquerda para a direita) Luís Newton, deputado do PSD e presidente da Junta da Estrela, Sérgio Azevedo, ex-deputado do PSD, e Carlos Eduardo Reis, deputado do PSD e empresário, vão ser julgados no âmbito da Operação Tutti Fruti
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¿Cómo de ricos son tus vecinos? El mapa de la renta de los españoles, calle a calle

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La renta mediana por unidad de consumo siguió creciendo en 2024 en la gran mayoría de las secciones censales de España, la unidad estadística más pequeña, donde viven unas 1.500 personas. Entre 2019 y 2024 la renta aumentó en términos nominales en casi todas las más de 33.600 que hay en el país, pero en una de cada cinco el aumento no bastó para compensar la inflación acumulada del periodo, que fue del 18,8%. Es decir, en esas zonas los ingresos subieron menos que los precios y, por tanto, los hogares perdieron poder adquisitivo.

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Fica no Minho o hotel mais romântico da Europa

O hotel Pousada Mosteiro de Amares voltou a ganhar o prémio de “Resort Mais Romântico da Europa”, dos World Travel Awards, conhecidos como os “Óscares do Turismo”, numa cerimónia realizada no sábado, em Kotor, no Montenegro.

A Pousada de Santa Maria do Bouro, mais conhecida como Pousada Mosteiro Amares, resulta da restauração de um Mosteiro Cisterciense do séc. XII, um trabalho do arquiteto Eduardo Souto de Moura, premiado com o Prémio Pritzker 2011.

Propriedade do Grupo Pestana, já havia conquistado o prémio em 2024.

É de amares o hotel mais romântico da europa
Foto: DR
É de amares o hotel mais romântico da europa
Foto: DR

“A Pousada encontra-se localizada apenas a 17 minutos do Parque Nacional da Peneda-Gerês envolvida com paisagens fascinantes”, pode ler-se na descrição do seu site.

O hotel tem piscina exterior, campo de ténis, parque de estacionamento, restaurante e bar com lareira.

“Os quartos são acolhedores e confortáveis, com mobiliário assinado pelo Siza Vieira e equipados com televisão por cabo e internet wi-fi gratuito”, acrescenta.

Como O MINHO noticiou, nesta cerimónia, Portugal voltou a ser eleito o Melhor Destino da Europa .em 2026.

Atribuídos desde 1993, os World Travel Awards são considerados os “Óscares do Turismo” mundial. Os World Travel Awards são uma iniciativa global que reconhece e premeia a excelência em viagens e turismo com base na votação de profissionais da indústria de viagens, comunicação social e consumidores de todo o mundo

Vencedores portugueses

Portugal – Melhor Destino da Europa
Turismo de Portugal – Melhor Organismo Oficial de Turismo
Algarve – Melhor Destino de Praia
Madeira – Melhor Destino Insular
Açores – Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura
Lisboa – Melhor Destino Urbano
Lisboa – Melhor Destino de Cruzeiros
Porto – Melhor Destino Urbano Cultural
Passadiços do Paiva, Arouca – Melhor Atração Turística de Aventura
Dark Sky Alqueva – Melhor Atração Turística
Dark Sky Alqueva – Prémio de Turismo Responsável
TAP Air Portugal – Melhor Companhia Aérea para África
TAP Air Portugal – Melhor Companhia Aérea para a América do Sul
Azores Airlines – Melhor Companhia Aérea para a América do Norte
SATA Air Açores – Melhor Companhia Aérea Regional
Amazing Evolution – Melhor Operador de Hotéis Boutique
Amazing Evolution – Melhor Empresa de Gestão Hoteleira
Aquashow Water Park – Melhor Parque Aquático
NETVIAGENS.pt – Melhor Agência de Viagens Online
Top Atlântico – Melhor Agência de Viagens

Hotéis e resorts portugueses distinguidos

Renaissance Porto Lapa Hotel – Melhor Hotel de Negócios
1908 Lisboa Hotel – Melhor Hotel de Design
Estoril Vintage Hotel – Melhor Hotel
Pine Cliffs Residence – Melhores Residências Hoteleiras
Hyatt Regency Vilamoura Algarve – Melhor Hotel Lifestyle
Pestana Palace Lisboa – Melhor Hotel de Negócios de Luxo
Dunas Douradas Beach Club – Melhores Villas de Resort
Cascade Wellness Resort – Melhor Resort Desportivo
Inspira Liberdade Boutique Hotel – Melhor Hotel Urbano Sustentável
White Shell Beach Villas – Melhor Resort de Villas
L’AND Vineyards – Melhor Hotel numa Região Vitivinícola
Pousada Mosteiro de Amares – Resort Mais Romântico

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La huelga eleva la tensión con cortes en la A-3 y boicot a la consejera de Educación

El cuarto día de huelga indefinida de los profesores de la Comunidad de Madrid ha arrancado con un menor seguimiento en las aulas, pero ha elevado la tensión en las concentraciones multitudinarias en las calles. Entre ellas, el escrache a Isabel Díaz Ayuso en el centro de la capital y el corte de la A-3 a la altura del distrito de Moratalaz. La presidenta ha permanecido durante varios minutos en el interior del Palacio de Santoña, la sede que la Cámara de Comercio tiene en la calle Huertas de Madrid donde participaba en un foro. Las entradas al edificio han quedado rodeadas por centenares de manifestantes que pedían abrir las negociaciones en educación. Esto ha impedido a la dirigente abandonar el recinto. La situación ha requerido la intervención de la policía que ha cargado contra los concentrados para despejar la salida.

"Ayuso, escucha, la pública está en lucha", "más pupitres y menos fondos buitre", son algunas de las consignas que los docentes han dirigido este lunes a la presidenta de la Comunidad de Madrid. Alrededor de la 13.00 horas, Díaz Ayuso ha asistido a un acto en la Cámara Oficial de Comercio e Industria de Madrid. Debido a la presencia de la dirigente, el edificio ha quedado rodeado por una marea verde de cientos de profesores. Durante este escrache, los manifestantes han reclamado abrir una negociación en la que abordar las reivindicaciones planteadas para mejorar sus condiciones laborales.

Tras una hora de abucheos y cánticos que se escuchaban desde el interior del edificio, sobre las 14.00 horas se ha ordenado la intervención de la Policía Nacional para despejar los accesos y que la presidenta regional pudiera abandonar el edificio. "Manos arriba estás rodeada", ha coreado la gente que se concentraba en la calle. A los pocos minutos, los agentes han empezado a lanzar salvas de advertencia para alejar a los manifestantes. A estos estruendos les ha sucedido una carga policial. En estas maniobras para despejar la entrada, se ha apartado a los manifestantes hacia uno de los lados de la calle, lo que ha generado un tapón por la aglomeración. En este instante, se ha vivido uno de los momentos más tensos de la jornada debido a la imposibilidad de avanzar y por la embestida de los agentes.

"Al rincón de pensar Policía Nacional", han reprochado los docentes tras las cargas sufridas. Hacia las 14.15 horas, Díaz Ayuso ha abandonado escoltada el edificio para subirse a un coche oficial aparcado a escasos metros de la puerta principal. Alrededor de las 14.35 horas, este punto de la capital se ha ido despejando. El escrache contra Díaz Ayuso se ha producido después de la concentración programada a las 12.00 horas frente a la Consejería de Educación, Ciencia y Universidades, en la calle Alcalá. Al concluir esta protesta es cuando los manifestantes han decidido desplazarse de forma espontánea hacia la Cámara Oficial de Comercio e Industria de Madrid.

La jornada del lunes ha comenzado con piquetes informativos en los colegios e institutos y con el corte de uno de los accesos a la M-30 desde la A-3, en Moratalaz. Alrededor de 200 personas se han desplegado en uno de los ramales de la autovía y han colocado una barrera de pupitres, que sumada a un cordón de docentes ha impedido el paso de vehículos hasta alrededor de las 9.00 horas, al llegar la Policía al lugar.

Tras esta protesta, los manifestantes se han trasladado hasta el instituto Antonio Palacios, en el distrito de Puente de Vallecas, donde a las 10.00 horas estaba prevista la asistencia de la consejera de Educación, Mercedes Zarzalejo. Sin embargo, la decena de manifestantes apostados a la entrada del centro pidiendo la dimisión de la titular del área ha obligado a suspender el acto. "Arriba todos a luchar, esta huelga la vamos a ganar", ha proclamado el grupo formado por unos 300 docentes.

Desde el Ejecutivo regional han expresado que a primera hora se ha comenzado a "rodear" el centro "impidiendo el normal paso de vehículos a las instalaciones e incluso utilizando bengalas". "La Unidad de Prevención y Reacción (UPR) de la Policía Nacional se ha personado en el centro para tratar de facilitar la celebración del acto, pero ante la actitud y número de los concentrados ha recomendado que no se celebrara", han señalado las citadas fuentes.

Tras cuatro días de huelga, el apoyo de la huelga en la aula se ha reducido. Los sindicatos cifran el seguimiento en un 50%, mientras que la Comunidad de Madrid lo sitúa en un 15,4%. Durante el arranque de los paros el 14 de octubre, los sindicatos contabilizaron que el 70% de los docentes secundaron la huelga, mientras que la Comunidad situó este porcentaje en un 44,6% de la plantilla de los centros públicos. El calendario previsto por los sindicatos para el martes y miércoles centra la actividad en la celebración de asambleas informativas y acciones descentralizadas. Para el jueves, se prepara una concentración en la Asamblea de Madrid, coincidiendo con el pleno semanal, y la tercera manifestación que empezará a las 18.00 horas en Atocha y finalizará en la calle Alcalá. "Esto no va a parar. La consejera tiene que tomar una decisión, tiene que sentarse y tiene que negociar", ha asegurado durante la mañana de este lunes la secretaria general de la Federación de Educación de CC OO de Madrid, Aída San Millán.

El Gobierno regional lamenta la "radicalización"

"Responsabilizo a la Delegación de Gobierno, y a Pedro Sánchez en concreto, de toda la violencia que se está produciendo en las calles de Madrid, coaccionando a los gobiernos y, casualmente, al mío", ha afirmado Ayuso antes de participar en el acto en la Cámara de Comercio del que después ha tenido dificultades para salir. "Quiero saber por qué no hay policía y no hay refuerzos allá donde es evidente que estás cosas están sucediendo. Hoy han hecho un escrache a un director general en la entrada de un instituto en Vallecas, están persiguiendo a mi consejera y quiero saber, por tanto, si esta historia de 'no habrá paz en las calles de Madrid' que está fomentando La Moncloa va a estar durante todas las elecciones", ha añadido.

La presidenta de la Comunidad de Madrid también se ha preguntado si el objetivo de estas protestas es recrear la estampa de otros países europeos, como Francia. "Quisiera saber si lo que estamos viendo en el resto de Europa va a trasladarse también a las calles de Madrid con el no habrá paz, porque se parece bastante a lo que está ocurriendo en otros muchos sitios. Solo quieren la violencia y el acoso, porque la izquierda antidemocrática de este país no admite dejar las urnas", ha comentado Díaz Ayuso.

Por su parte, la consejera de Educación ha lamentado la cancelación de su visita al instituto y ha resaltado la "radicalización" de las protestas por la pérdida de apoyo en las aulas. "Nos han aconsejado no ir para no provocar mayores problemas de orden público. Estas actuaciones perjudican el normal funcionamiento de las instituciones", ha indicado Zarzalejo. "Es curioso que en la cuarta jornada de esta huelga el seguimiento son más de treinta puntos por debajo del seguimiento del primer día, mientras las concentraciones en las calles son más radicales y con síntomas de mayor agresividad", ha comentado sobre lo sucedido en el día.

Las reivindicaciones del profesorado

El profesorado madrileño se está movilizando para presionar a la Comunidad de Madrid a aprobar mejoras laborales. Las reivindicaciones se articulan a través de dos convocatorias que se desarrollan en paralelo: una organizada por el comité de huelga (en la que participan UGT y CC OO junto a asociaciones de familias, alumnos y otras plataformas) y otra programada por CSIF con paros parciales a lo largo de todo el curso.

Desde el comité de huelga demandan reducir el número de alumnos por aula para establecer ratios de 13 estudiantes en Infantil, 15 en Primaria, 20 en Secundaria, 23 en Bachillerato y 15 en Formación Profesional. Además, se recoge la necesidad de establecer cupos específicos para los alumnos con necesidades especiales. Dentro de las demandas, también se plantea implantar las 17 horas lectivas en Secundaria (en la actualidad está en marcha un proceso para aminorar la carga hasta las 18 horas semanales) y las 22 horas en Primaria (reduciendo las 25 horas semanales vigentes).

Además, los profesores consideran un agravio comparativo el hecho de que en otras autonomías esta profesión esté mejor retribuida, a pesar de que Madrid tiene la mayor renta per cápita de España y uno de los costes de vida más elevados. En este contexto, consideran necesario incrementar en 600 euros mensuales el salario. A su vez, entre las prioridades, se expone la necesidad de alcanzar una mayor "equidad y recursos para los centros de especial complejidad". En este listado se contemplan otras medidas como eliminar el actual modelo bilingüe o elaborar un plan de climatización de los centros, entre otras.

Por su parte, CSIF sitúa entre las prioridades abordar en la mesa de negociación la reducción de las ratios y las horas lectivas, así como la mejora salarial. En esta línea, una de las principales reclamaciones es crear un complemento de capitalidad para mejorar la retribución de los docentes y compensar las condiciones económicas de la región. Desde la plataforma consideran que esta opción es más adecuada que la propuesta del Ejecutivo autonómico de incluir la carrera profesional. Asimismo, plantean eliminar la carga burocrática del profesorado, reducir a 23 horas lectivas en Infantil y Primaria, reconocer como horas lectivas las funciones de jefatura, tutorías y labores de coordinación, mejorar la atención a la diversidad con más recursos o crear un plan integral de infraestructuras y climatización. Por otro lado, el sindicato ha reclamado que se introduzcan los nuevos permisos y licencias acordados.

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The time of avatars in the classroom has arrived: Harvard clones its faculty

David Shrier has not always controlled his image. When this university lecturer left the institution where he had taught, the school continued using his face to promote an online entrepreneurship course with videos he had recorded, and without paying him. He had to hire a lawyer to have them removed from the internet. But the idea did not disappear after the lawsuit. Today Shrier teaches at Imperial Business School in London and he has a digital replica that answers his students’ questions at any time of the day. They call it Davatar. “What I know is that now my name, my image and my appearance belong to me,” he says.

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© HBS FOUNDRY (EL PAÍS)

Avatar of Professor Jim Matheson, of the Harvard Business School.
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Empresa de Braga cria clube de leitura e oferece um livro a cada dois meses aos funcionários

O Grupo DST, de Braga, lançou um Clube de Leitura destinado a todos os seus trabalhadores. A iniciativa cultural conta, no seu arranque, já com mais de duas centenas de inscritos e prevê a oferta gratuita de um livro a cada dois meses, complementada por encontros de reflexão e discussão sobre as obras, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado a O MINHO, a DST explica que o projeto pretende estimular os hábitos de leitura e reforçar o acesso ao conhecimento, dando continuidade a uma política de formação que coloca o desenvolvimento intelectual e humano no centro da cultura organizacional do grupo.

Lançado em 01 de outubro, o Clube de Leitura, intitulado Clube do Espanto e do Encantamento, destina-se aos trabalhadores das diferentes empresas do Grupo DST, independentemente da sua função ou local de trabalho, abrangendo o campus, as obras e as fábricas, com possibilidade de participação online. Os livros são integralmente oferecidos pelo grupo e permanecem na posse dos trabalhadores, incentivando a criação de bibliotecas pessoais e a continuidade dos hábitos de leitura.

“Vivemos numa economia que está a ser fundada na imaginação. A ficção é uma forma de construirmos utopias no trabalho. A leitura é a ferramenta que mais facilita a aprendizagem da imaginação. Temos de conseguir imaginar um modo de economia que implique um modo de vida boa para todos, onde a pobreza não seja apenas reduzida, mas seja eliminada. O nosso clube de leitura é para as massas e não uma pequena parte dos nossos trabalhadores. A leitura saiu à rua.”, afirma José Teixeira, presidente do Conselho de Administração da DST, citado no comunicado.

Empresa de Braga cria clube de leitura e oferece um livro a cada dois meses aos funcionários
Foto: DR

A primeira sessão reuniu mais de uma centena de trabalhadores em torno da obra O Desencanto, de Beatriz Serrano, escolhida para inaugurar um projeto que pretende promover o contacto regular com a literatura e criar espaços de partilha, debate e reflexão coletiva.

A seleção das obras resulta de uma curadoria interna, assegurada por dois trabalhadores responsáveis pelo Clube de Leitura, Catarina Ferreira e João Pedro Costa, em conjunto com José Teixeira, presidente do Conselho de Administração, mas aberta às sugestões dos seus participantes.

“A minha paixão pelos livros nasceu quando descobri as primeiras letras do alfabeto e percebi que, da sua infinita combinação, podiam nascer mundos inteiros. Desde então, os livros têm sido companheiros de vida. Há quase vinte anos que faço parte do dstgroup e a ideia de criar um Clube de Leitura foi amadurecendo ao longo destes anos, alimentada pela vontade de transformar uma paixão individual numa experiência coletiva. Porque os livros não nos ensinam apenas a ler o mundo. Ensinam-nos também a habitá-lo e, quem sabe, a transformá-lo”, destaca Catarina Ferreira, responsável Onboarding, Integração e Mentorias, e uma das coordenadoras do Clube de Leitura, a par de João Pedro, contabilista.

Para João Pedro, “os livros são, ao mesmo tempo, uma janela para o mundo e um espelho de nós próprios. Estar à frente deste projeto vejo-o como uma enorme responsabilidade, mas também como uma oportunidade única de, pela leitura e partilha em grupo, abrirmos horizontes e crescermos em termos de capacidades emocionais e intelectuais”.

A iniciativa nasce da convicção de que a leitura constitui uma ferramenta essencial para a formação das pessoas, estimulando a curiosidade, a capacidade de questionamento, a comunicação e a autonomia intelectual. “Num contexto profissional e social marcado por transformações constantes, a DST procura criar condições para que os seus trabalhadores desenvolvam competências que lhes permitam interpretar diferentes realidades, confrontar ideias e participar de forma mais consciente e crítica na sociedade”, destaca o comunicado.

Empresa de Braga cria clube de leitura e oferece um livro a cada dois meses aos funcionários
Foto: DR

A criação do Clube de Leitura insere-se numa estratégia de promoção cultural que tem vindo a aproximar os livros do quotidiano dos trabalhadores, independentemente do contexto em que desempenham as suas funções. No campus da DST, em Braga, existem espaços dedicados à leitura, nomeadamente, duas bibliotecas – a Clarice Lispector e a Bernardo Soares – às quais se juntaram, há cerca de dois anos, as bibliotecas em obra, instaladas nos estaleiros e construídas pelos próprios trabalhadores com recurso a materiais disponíveis no local.

Nascidas de uma sugestão apresentada por um encarregado de obra no âmbito de um concurso interno de qualidade, as bibliotecas em obra tornaram-se uma prática instituída no grupo, garantindo que cada estaleiro dispõe de um espaço de leitura idealizado e construído pelas próprias equipas. Esta iniciativa procura democratizar o acesso aos livros, aproximando a cultura de diferentes profissões e contextos de trabalho e promovendo a aprendizagem contínua.

O novo Clube de Leitura reforça este percurso, acrescentando uma dimensão de participação e reflexão coletiva à disponibilização de livros. Através dos encontros bimestrais, os trabalhadores terão oportunidade de partilhar interpretações, confrontar diferentes perspetivas e desenvolver o pensamento crítico, num ambiente que valoriza a diversidade de opiniões e experiências.

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Chuva regressa esta semana ao Minho

A semana começa com o sol a brilhar, mas a partir de quinta-feira a chuva deverá regressar ao Minho, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Hoje, as máximas serão de 22ºC em Braga e 18ºC em Viana do Castelo, com previsão de céu limpo.

A partir de amanhã, o IPMA já prevê maiores períodos de nebulosidade e uma ligeira descida das máximas.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 19Ter, 20Qua, 21Qui, 22Sex, 23
Tempo
Limpo

Parc. nublado

Nuvens altas

Aguaceiros

Aguac. fracos
Máx./mín.22° 8°20° 7°19° 8°18° 7°20° 9°
Chuva0%27%60%57%84%
VentoNE, fracoNO, fracoNO, fracoSO, fracoNO, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 19Ter, 20Qua, 21Qui, 22Sex, 23
Tempo
Limpo

Parc. nublado

Nuvens altas

Chuva

Aguac. fracos
Máx./mín.18° 9°17° 7°17° 9°17° 8°17° 10°
Chuva0%41%57%65%82%
VentoNO, fracoNO, moderadoN, fracoS, fracoNO, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 19/10 às 07:31.

O cenário altera-se, sobretudo, na quinta-feira, com a previsão de chuva, que passará a aguaceiros fracos na sexta-feira.

Os chuviscos deverão manter-se nos dias seguintes, segundo o IPMA.

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Já estão a caminho: Cinco amigos vêm de Paris até ao Alto Minho de trator

Já estão a caminho do Alto Minho os cinco amigos que decidiram viajar até à terra natal de trator. Arrancaram no sábado e hoje partiram da zona de Limoges, em direção a Marmande. Mais uma etapa de cerca de 200 quilómetros.

Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão percorrer mais de 1.600 quilómetros durante uma semana por estradas secundárias.

A previsão é que no sábado, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.

Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”

Dinis Amorim, 56 anos, o único elemento de Arcos de Valdevez, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.

A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.

Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.

Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.

“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, conclui.

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O Mundo a Seus Pés: porque está a América Latina a virar à direita?

A forma como os brasileiros votaram a 4 de outubro e talvez votarão no próximo dia 25 faz parte de um padrão mais amplo que se tem verificado na maioria do continente americano. A viragem política está a acentuar-se sobretudo “à direita da direita”. Oiça aqui o último episódio do podcast “O Mundo A Seus Pés” com Carmen Fonseca, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais

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Lufthansa paga uma taxa de 1,5% ao ano até fechar a compra da TAP


A Lufthansa vai pagar uma taxa de 1,5% ao ano pelo tempo que o negócio da TAP demorar a fechar, prazo que o grupo alemão situa no primeiro semestre de 2028. Till Streichert, administrador financeiro da companhia alemã, descreveu o mecanismo na quinta-feira, numa conferência com analistas, ao detalhar o preço da participação inicial de 44,9%, que ronda os 1.025 milhões de euros. A taxa, conhecida no mercado como ticking fee, é a compensação que o comprador paga ao vendedor enquanto a operação aguarda aprovações.

“Compraremos uma participação inicial de 44,9% na TAP por 1.025 milhões de euros”, disse Till Streichert. Segundo o gestor, a participação “poderá chegar a 49,9%, incluindo (…) uma ticking fee de 1,5% por ano, até 1,2 mil milhões de euros no total”, consoante a adesão dos trabalhadores à parcela de 5% que lhes está reservada.

Till Streichert, CFO da Lufthansa, disse aos analistas que o fecho do negócio de aquisição de 44,9% da TAP está previsto para o primeiro semestre de 2028, “sujeito às condições habituais”.

O CFO da companhia alemã acrescentou que o negócio assenta num conceito de lockbox sobre as contas de fecho de 2025, ou seja, o preço foi calculado com base nesse balanço e não acompanha os resultados da TAP entre essa data e a conclusão.

Segundo o Governo, o encaixe potencial de 1.201 milhões de euros junta o preço de referência de 1.025 milhões, 118 milhões relativos aos 5% reservados aos trabalhadores e 58 milhões de ajustamentos temporais. Estes últimos incluem a ticking fee e os efeitos da venda da SPdH e da Cateringpor, imposta por Bruxelas no plano de reestruturação. Nenhuma das fontes divulgadas separa o valor da taxa dentro desses 58 milhões.

O prazo é o fator que determina o valor da taxa. Till Streichert disse aos analistas que o fecho do negócio está previsto para o primeiro semestre de 2028, “sujeito às condições habituais”. Já o Governo fala em concluir a operação “até ao início de 2028”.

Questionado por um analista do Deutsche Bank sobre o impacto nas contas, o CFO da Lufthansa indicou que o fecho e a contabilização por equivalência patrimonial devem ocorrer dentro de “18, 24 meses, ou algo assim”. A Lufthansa espera que a compra aumente os lucros por ação no primeiro ano completo depois do fecho e vai financiá-la com caixa, sem emitir ações.

Carsten Spohr, CEO da companhia alemã, afirmou ainda que, “do ponto de vista da concorrência, esta é uma transação fácil de aprovar”, por haver menos sobreposição de redes do que haveria com outros compradores. A conferência não esclareceu se a taxa continua a ser paga caso a decisão de Bruxelas se prolongue para lá de 2028.

A assinatura do contrato está prevista para breve e a compra dos restantes 50,1% da TAP depende de uma proposta não vinculativa, ainda em negociação. Isto se o Governo vier a ter apoio político para a venda da totalidade do capital, intenção que para já esbarra na oposição de Chega e PS.

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Llegó la hora de los avatares en las aulas: Harvard clona a sus docentes

David Shrier no siempre ha sido dueño de su imagen. Cuando este profesor universitario abandonó la antigua institución académica donde impartía clases, esta siguió usando su rostro para promocionar un curso de emprendimiento en línea, con vídeos que él había grabado y sin pagarle nada a cambio. Tuvo que contratar a un abogado para que los retirasen de internet. Pero la idea no se desvaneció tras el pleito. Hoy Shrier enseña en Imperial Business School, en Londres, y cuenta con una réplica digital que responde a sus alumnos a cualquier hora. La conocen como Davatar. “Lo que sé es que ahora mi nombre, mi imagen y mi apariencia me pertenecen”, afirma.

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© HBS FOUNDRY (EL PAÍS)

Avatar del profesor Jim Matheson, de Harvard Business School.
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La huelga de profesores en Madrid arranca la semana con una protesta frente a la Consejería y prevén otra marcha

La huelga indefinida de los profesores de la Comunidad de Madrid arranca su segunda semana. Los colegios e institutos de la región iniciaron el 14 de octubre movilizaciones para reclamar mejoras salariales, una reducción del número de alumnos por aula o la bajada de horas lectivas para los docentes. Este lunes empieza una nueva jornada de protestas para presionar al Gobierno regional a abrir una nueva vía de negociación en la que abordar las demandas planteadas. Sin embargo, por ahora, hay un gran distanciamiento entre los sindicatos y la Administración autonómica. El calendario de movilizaciones para esta semana arranca esta misma mañana con una concentración frente a la Consejería de Educación. Para el jueves, está prevista una protesta en la Asamblea de Madrid y una nueva manifestación entre Atocha y la calle Alcalá.

"No vamos a parar hasta conseguir lo que es justo. Defendiendo a la pública, defendemos el futuro", exponían los profesores la semana pasada. Los paros en colegios e institutos de la región comenzaron el pasado miércoles con un gran seguimiento y apoyo de los docentes. En la primera jornada, más de la mitad de los profesores secundaron la huelga y, aunque este porcentaje se redujo en las siguientes días, se mantuvo más elevado que en otras convocatorias y se calificó de "éxito". Para esta semana, el comité de huelga mantiene los paros indefinidos, mientras que CSIF ha convocado parciales en horario de mañana y tarde para los días 20, 22, 26 y 30 de octubre.

Junto a los paros, se ha fijado un nuevo calendario de movilizaciones y se mantendrán los piquetes informativos en los centros. Sobre las 12.00 horas de este lunes, está programada una protesta frente a la Consejería de Educación. El martes y miércoles la actividad se centrará en desarrollar las asambleas informativas de zona y realizar acciones descentralizadas. Para el jueves, se prepara una concentración en la Asamblea de Madrid, coincidiendo con el pleno semanal, y la tercera manifestación que empezará a las 18.00 horas en Atocha y finalizará en la calle Alcalá.

El inicio de la huelga indefinida augura que las movilizaciones se extenderán en el tiempo debido a los posicionamientos adoptados por los sindicatos y la Administración autonómica. En apariencia, la posibilidad de llegar a un entendimiento parece complicada por ahora. "No vamos a aplicar ninguna medida por la huelga política y revolucionaria, salvo la de garantizar que se cumplan los servicios mínimos, denunciar cualquier acto de agresión y velar por el respeto al derecho a la educación de los alumnos y al derecho al trabajo", manifestó la consejera de Educación, Ciencia y Universidades, Mercedes Zarzalejo, sobre las movilizaciones y demandas, que tacha de imposibles.

Desde la Comunidad de Madrid mantienen su postura de no abrir una nuevo canal de negociaciones y remarcan que continuarán cumpliendo con las medidas acordadas con los sindicatos en el último Acuerdo Sectorial, así como avanzar en la implantación de la carrera profesional para introducir nuevos pluses para los docentes en función de sus méritos. "Queremos rechazar la pérdida de tiempo que se está invirtiendo en esta supuesta negociación cuando hay asuntos más urgentes", comentó CSIF sobre esta iniciativa. Hasta ahora, solo la Asociación Nacional de Profesionales de la Enseñanza (ANPE), el único sindicato que no se ha sumado a la huelga indefinida, apoya este mecanismo para introducir pluses por los méritos de cada docente.

Reivindicaciones del profesorados

Estas movilizaciones se han convocado para presionar a la Comunidad de Madrid a aprobar mejoras laborales. Las reivindicaciones se articulan a través de dos convocatorias que se desarrollan en paralelo: una organizada por el comité de huelga (en la que participan UGT y CC OO junto a asociaciones de familias, alumnos y otras plataformas) y otra programada por CSIF con paros parciales a lo largo de todo el curso.

Desde el comité de huelga demandan reducir el número de alumnos por aula para establecer ratios de 13 estudiantes en Infantil, 15 en Primaria, 20 en Secundaria, 23 en Bachillerato y 15 en Formación Profesional. Además, se recoge la necesidad de establecer cupos específicos para los alumnos con necesidades especiales. Dentro de las demandas, también se plantea implantar las 17 horas lectivas en Secundaria (en la actualidad está en marcha un proceso para aminorar la carga hasta las 18 horas semanales) y las 22 horas en Primaria (reduciendo las 25 horas semanales vigentes).

Además, los profesores consideran un agravio comparativo el hecho de que en otras autonomías esta profesión esté mejor retribuida, a pesar de que Madrid tiene la mayor renta per cápita de España y uno de los costes de vida más elevados. En este contexto, consideran necesario incrementar en 600 euros mensuales el salario. A su vez, entre las prioridades, se expone la necesidad de alcanzar una mayor "equidad y recursos para los centros de especial complejidad". En este listado se contemplan otras medidas como eliminar el actual modelo bilingüe o elaborar un plan de climatización de los centros, entre otras.

Por su parte, CSIF sitúa entre las prioridades abordar en la mesa de negociación la reducción de las ratios y las horas lectivas, así como la mejora salarial. En esta línea, una de las principales reclamaciones es crear un complemento de capitalidad para mejorar la retribución de los docentes y compensar las condiciones económicas de la región. Desde la plataforma consideran que esta opción es más adecuada que la propuesta del Ejecutivo autonómico de incluir la carrera profesional. Asimismo, plantean eliminar la carga burocrática del profesorado, reducir a 23 horas lectivas en Infantil y Primaria, reconocer como horas lectivas las funciones de jefatura, tutorías y labores de coordinación, mejorar la atención a la diversidad con más recursos o crear un plan integral de infraestructuras y climatización. Por otro lado, el sindicato ha reclamado que se introduzcan los nuevos permisos y licencias acordados.

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