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Produtos roubados em protestos na França aparecem em sites de venda online

O mercado online de artigos em segunda mão, Vinted, removeu anúncios de produtos franceses saqueados e intensificou a verificação de anúncios “suspeitos”, numa tentativa das autoridades do país de impedir que bens roubados durante os protestos sejam vendidos online.

A Vinted afirma que as equipes tomaram “medidas imediatas para identificar e remover anúncios ligados aos saques”.

“A venda de produtos roubados, ou a solicitação dos mesmos, é estritamente proibida no Vinted, e temos tolerância zero para isso”, afirmou a empresa em comunicado, observando que “intensificou o monitoramento de anúncios suspeitos”.

Contas que violarem as regras poderão ser banidas permanentemente, afirmou a Vinted, acrescentando que está trabalhando com as autoridades policiais e francesas para “detectar e combater riscos emergentes e comportamentos maliciosos”.

A resposta surge num momento em que o governo francês intensifica a fiscalização dos mercados online, após relatos de que bens roubados durante os protestos no fim de semana apareceram a venda na internet. 

Serge Papin, ministro francês para as Pequenas Empresas, disse no X que as autoridades convocaram uma reunião com operadores de mercados online e representantes dos ministérios do Interior e da Justiça.

Na terça-feira (20), ele afirmou que o governo obteve o compromisso das plataformas de detectar e remover anúncios de itens saqueados, e que também estava monitorando as vendas, alertando que qualquer pessoa que vender produtos roubados será rastreada e processada.

Grandes varejistas, incluindo grupos de luxo como Louis Vuitton e Rolex, e a varejista de cosméticos Sephora, foram atingidos pela violência, informou a Reuters.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

 

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Macron promete que não haverá novo caos na França antes de novos protestos

O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu impedir que os distúrbios e saques do último fim de semana se repitam, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos apresentou planos para uma grande marcha em Paris no sábado (24).

Macron afirmou nesta quarta-feira (21) que aqueles que tentarem causar desordem nos próximos protestos serão impedidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu se reuniu com líderes sindicais em um esforço para amenizar uma das piores crises que a França enfrenta nos últimos anos.

Um representante do movimento “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos), um grupo de base não vinculado aos sindicatos, apresentou planos para uma marcha pelo centro de Paris, incluindo áreas que foram saqueadas há poucos dias.

Grupos estudantis também convocaram protestos para o mesmo dia, a fim de pressionar por maiores investimentos na educação. Os ativistas dos Coletes Amarelos buscam reativar sua campanha, que surgiu em 2018, contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.

As manifestações do último fim de semana degeneraram rapidamente em violência desenfreada, especialmente em Paris, Marselha, Lyon e Limoges, e a polícia, sobrecarregada, levou horas para conter os distúrbios.

Destacando a preocupação dos investidores com a situação, os custos de endividamento do governo francês dispararam nesta semana, elevando os rendimentos dos títulos de referência de 10 anos para 5%, o nível mais alto desde julho de 2002.

Analistas afirmaram que o movimento refletiu preocupações de que a agitação pudesse complicar os esforços do governo para sanar as finanças públicas em tensão, em um momento de pressões orçamentárias já crescentes.

Macron pontuou que se reuniria com autoridades de inteligência, Lecornu e outros ministros na quinta-feira (22) para obter um relato detalhado dos distúrbios de 17 de outubro.

“Aqueles que quiserem causar desordem nos centros das cidades no próximo sábado serão impedidos de fazê-lo”, declarou Macron a repórteres durante uma visita ao Catar, onde vem buscando acordos no setor de energia enquanto a França enfrenta o aumento dos custos dos combustíveis.

“Não pode haver hesitação no topo do Estado”, adicionou.

O líder francês acusou alguns líderes estrangeiros de espalharem desinformação sobre o que havia acontecido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em particular, atribuiu a turbulência à imigração em massa e ao islamismo radical, dizendo que se tratava de um aviso para os norte-americanos.

Questionado se estava se referindo a Trump, Macron disse: “Entre outros”, acrescentando que alguns políticos estrangeiros estavam tentando tirar proveito político às custas da França.

“Não precisamos disso. Já temos dificuldades com as quais lidar”, afirmou.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

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Cerca de 200 manifestantes reunidos em Braga pela habitação

Na Praça da República, manifestantes debateram propostas e criticaram a "ação terrível de repressão" da PSP no Porto e em Lisboa. Protestos continuam.

© MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

Assembleia popular está a decorrer na Praça da República, no centro de Braga
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Agentes da PSP e da GNR manifestam-se em Ponta Delgada

Centenas de agentes reuniram-se em Ponta Delgada. Sindicatos acusam Governo de não cumprir acordo assinado em 2024 sobre carreiras e remunerações.

© EDUARDO COSTA/LUSA

Antes da Madeira e Açores, cerca de 300 agentes da PSP e militares da GNR manifestaram-se a 15 de outubro em Viseu
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Sindicatos franceses voltam a apelar à greve

CGT e CFDT saem de Matignon de mãos a abanar. Lecornu não anunciou medidas e Macron, do Qatar, pede firmeza após violência de 17 de outubro.

© FIRAS ABDULLAH/EPA

Sophie Binet, secretária-geral da CGT: "Chegou o momento de levar a mobilização para o próximo nível; a greve deve assumir o comando"
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Estudantes concentram-se contra descongelamento de propinas

Associações de estudantes de várias instituições da capital convocaram o protesto desta quarta-feira contra a proposta de atualizar o valor máximo das propinas, congelado desde 2020.

© PAULO NOVAIS/LUSA

"A propina é para acabar, não é para aumentar", gritam os manifestantes que se encontram em frente à Culturgest, junto à Sede do Governo
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"Cultura pelo Direito à Habitação" com quase 900 assinaturas

Salvador Sobral, Beatriz Batarda e Valter Hugo Mãe estão entre os subscritores. A carta condena a repressão policial e apoia as exigências dos manifestantes.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

O músico Salvador Sobral é um dos primeiros subscritores da carta aberta
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Protestos abanam 5 países europeus, da Grécia à França

Há protestos em vários países europeus, que contestam o aumento do custo de vida ou a crise da habitação. Em França, depois de mais um fim de semana violento, há reuniões com as centrais sindicais.

© Anadolu via Getty Images

Em Atenas, os estudantes instalaram tendas em frente ao parlamento num protesto simbólico
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15h. Militares absolvidos de violação de segredo de Estado

Em causa estão os militares que recusaram embarcar no NPR Mondego. E ainda, interrogatórios judiciais aos 55 manifestantes ontem detidos na Praça do Rossio, só vão ter lugar para a semana.

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