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Bitcoin cai em meio a aversão ao risco e temores sobre gastos com IA
O Bitcoin recuou na tarde desta quinta-feira (22) em linha com a aversão ao risco observada também nos mercados tradicionais em meio a preocupações com a sustentabilidade dos gastos com a inteligência artificial.
Por volta das 16h07 (em Brasília), o Bitcoin recuava 3,44%, a US$ 81.390,01, enquanto o Ethereum caía 3,28%, a US$ 2.411,17, de acordo com a plataforma Coinbase.
O Bitcoin devolveu os ganhos registrados ontem, quando se aproximou da faixa de US$ 85 mil.
Diante da queda forte também nos índices acionários americanos, após os resultados trimestrais da Meta e da Tesla divulgados ontem, o FxPro destaca que, como a movimentação foi desencadeada por fatores externos, “os próximos desdobramentos também podem ser determinados por acontecimentos externos”.
Com as vendas das ações de tecnologia derrubando também o bitcoin, a Nexo Dispatch afirma que a perspectiva para a criptomoeda depende de os fluxos de entrada em ETFs ligados ao BTC se manterem firmes caso as ações continuem caindo.
A retomada da alta dos preços do petróleo, em meio aos desdobramentos no Oriente Médio, também contribui para o cenário, renovando os temores inflacionários. À espera do encontro do Fed (Federal Reserve) na próxima semana, o mercado acompanhou os dados sobre o mercado de trabalho melhores que o esperado.
A movimentação do Ethereum, sem conseguir ultrapassar a faixa de US$ 2.500, acende um alerta, já que a moeda “frequentemente” serve como um indicador antecipado da demanda em relação ao bitcoin e ao mercado como um todo, ainda segundo o FxPro.
Bitcoin supera US$ 80 mil pela 1ª vez com otimismo por governo Trump
Mercedes investe cerca de meio bilhão de euros em IA para acelerar produção
A Mercedes-Benz anunciou um investimento de cerca de meio bilhão de euros para ampliar a aplicação de inteligência artificial em todas as etapas de desenvolvimento de seus veículos.
Por meio da nova iniciativa digital, batizada de PLM.AI (Product Lifecycle Management Artificial Intelligence), a montadora alemã passa a integrar dados, aplicativos e processos de engenharia em uma arquitetura unificada de dados.
A proposta busca estruturar o fluxo digital de informações entre diferentes departamentos em tempo real. Atualmente, os agentes de inteligência artificial da empresa atuam em etapas isoladas, como a otimização de custos de materiais, processos de homologação, identificação de falhas em protótipos e desenvolvimento de sistemas de software.
Redução de testes físicos e otimização de peso
Um dos principais impactos da nova plataforma será a redução da dependência de testes físicos na fase de engenharia. Com o auxílio de simulações digitais e análise preditiva de dados, a empresa prevê cortar pela metade a necessidade de ensaios com veículos reais ao longo do processo de homologação.
A tecnologia também será aplicada para avaliar, em tempo real, os impactos de mudanças estruturais nos automóveis. Em projetos de redução de peso, por exemplo, os agentes virtuais conseguem mensurar simultaneamente os efeitos de uma alteração de peça sobre custos, padrões de segurança, componentes de hardware e viabilidade de produção em série.
Parcerias tecnológicas e governança de dados
Para a implementação da estrutura de software, a Mercedes firmou parcerias estratégicas com a Siemens e a CONTACT Software. A Siemens fornecerá ferramentas de validação digital para a criação de “gêmeos digitais” dos veículos, enquanto a CONTACT colocará à disposição a base modular necessária para conectar os sistemas de dados.
A montadora informou que manterá a propriedade total e o controle sobre os dados operacionais e de inteligência artificial. As equipes humanas de engenharia e design permanecerão como as responsáveis finais por todas as decisões de produto antes do envio para a produção em massa.
O que é PHP e por que ele tirou sites governamentais do ar?
Sites governamentais em toda a Europa ficaram fora do ar na quarta-feira (21) enquanto operadores corriam para corrigir duas vulnerabilidades críticas no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas na web.
Serviços governamentais no Brasil também foram suspensos preventimente para a correção das falhas.
A linguagem de programação é responsável por cerca de 70% dos sites no mundo. Segundo cientistas que participaram da descoberta, a vulnerabilidade estava presente no software da empresa há anos, de forma oculta.
O que é PHP?
PHP é uma linguagem de programação que executa sites. Ela funciona nos bastidores: quando um usuário carrega uma página, o servidor que executa o PHP monta o conteúdo e envia a página finalizada para o navegador.
É gratuito, de código aberto e mantido por voluntários. Os proprietários do site raramente interagem diretamente com ele.
De acordo com a W3Techs, empresa que monitora tecnologias web, o PHP é a linguagem utilizada em quase 70% de todos os sites cuja linguagem de programação pode ser identificada. Ele funciona, por exemplo, no WordPress, que alimenta cerca de 40% de todos os sites, como blogs, páginas de pequenas empresas, portais governamentais, lojas online e sites de notícias.
Quais são os riscos das falhas?
As duas vulnerabilidades identificadas receberam uma classificação de 9,2 em 10 na escala de gravidade CVSS v4.0, um sistema de pontuação padrão do setor.
O CERT-EU, a equipe de resposta a incidentes de segurança cibernética da União Europeia, afirmou que essa classificação indica execução remota de código não autenticada, o que significa que um invasor pode executar comandos em um servidor vulnerável, pela internet, sem senha ou conta.
Uma única falha no PHP abre a mesma porta em milhões de servidores simultaneamente. Quem explora essa falha controla o site.
O provedor de hospedagem web GoDaddy disse que isso poderia significar roubo de dados, páginas adulteradas ou comprometimento total do sistema.
A maioria dos sites pequenos geralmente é administrada por proprietários sem equipe de segurança, frequentemente em hospedagens compartilhadas onde não gerenciam o servidor e podem não saber quem atualiza o PHP.
O Wordfence, um plugin de segurança para sites WordPress, alertou que as atualizações automáticas não incluirão essa correção. A recomendação do CERT-EU é tirar os sites afetados do ar em vez de deixá-los expostos.
Como a falha foi encontrada?
Pesquisadores da empresa de segurança Calif, em colaboração com a OpenAI, relataram a primeira falha no PHP em 11 de agosto. Ela foi encontrada usando o modelo GPT-5.6 Sol da OpenAI.
A Wiz, empresa de segurança pertencente ao Google, também investigou o problema e descobriu as falhas de forma independente. A organização relatou uma segunda detecção em 24 de agosto, também usando modelos de IA.
A Wiz afirmou que as descobertas “estão entre as vulnerabilidades mais graves já encontradas no PHP e, possivelmente, na história do software”. Segundo a empresa, as falhas subjacentes estavam presentes há décadas, mas provar que eram exploráveis exigia uma série de etapas “no limite do que pesquisadores humanos poderiam realizar na prática”.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “monitorando e coordenando com agências federais e os principais laboratórios de inteligência artificial para agilizar a divulgação da correção”. A descoberta foi apresentada como prova de que a “superinteligência” americana fortalece a segurança nacional.
Cómo el PP dispara la guerra de los ‘deepfakes’ en Instagram

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Assistente de IA da Google insultou estudante e incentivou-o ao suicídio após pedido de ajuda para um exame
A empresa que divulgou o caso vai denunciar às autoridades a resposta do Gemini que incentivou um estudante ao suicídio: "Com a tua capacidade mental, no máximo, podes matar-te!” Ao Expresso, a Google diz estar a melhorar os mecanismos de proteção do assistente
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Encontro da Ordem pretendeu aproximar Justiça dos cidadãos
VTM
O acesso à Justiça no interior do país, os desafios da advocacia e o impacto das novas tecnologias estiveram em destaque nas IV Jornadas Jurídicas da Delegação de Lamego da Ordem dos Advogados, que decorreram no Teatro Ribeiro Conceição, no âmbito das comemorações do centenário da instituição.
O bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, marcou presença na iniciativa, que considerou também uma oportunidade para reforçar a proximidade aos profissionais da região. À VTM, recordou o apoio recebido em Lamego durante a campanha para a eleição e destacou a importância que a cidade teve no seu percurso.
Distância
Entre os desafios que se colocam à profissão, João Massano destacou a necessidade de repensar o papel do advogado perante a evolução tecnológica, em particular a inteligência artificial. “A nossa profissão necessariamente tem que ser algo que tem que ser repensado, porque não é a mesma hoje e não vai ser a mesma amanhã”, afirmou.
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Comprar este artigo — 1,00€The post Encontro da Ordem pretendeu aproximar Justiça dos cidadãos appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
Palantir garante que não há “botões de emergência” para desligar sistema de IA da NATO

A tecnológica norte-americana Palantir garante que nem a empresa nem o Governo dos Estados Unidos podem desligar remotamente o sistema de inteligência artificial (IA) militar utilizado pela NATO, numa altura em que as recentes restrições ao serviço de satélites Starlink na Ucrânia reavivaram as preocupações europeias sobre a dependência de tecnologia norte-americana para a Defesa.
“Não existem botões de emergência. Não há capacidade de a Palantir ou do Governo dos EUA aceder ao sistema e desligá-lo”, vincou Louis Mosley, vice-presidente executivo da empresa para o Reino Unido e a Europa, citado pela Reuters.
O responsável procurou assim tranquilizar os aliados europeus sobre o Maven Smart System, uma plataforma de IA que processa grandes volumes de dados provenientes de satélites, radares e outros sensores, permitindo aos responsáveis militares obter uma visão integrada do campo de batalha e acelerar a tomada de decisões.
“Aquilo que vimos nas notícias dos últimos dias sobre o Starlink é extremamente preocupante”, reconheceu Mosley. No entanto, garantiu que os clientes que adquirem o software da Palantir mantêm “controlo operacional total” sobre o sistema.
A NATO adquiriu a plataforma em 2025 para o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), tendo o sistema alcançado a plena capacidade técnica operacional em junho deste ano.
As garantias da Palantir surgem depois de a Ucrânia ter reportado restrições ao serviço militar de satélites Starshield, que utiliza a constelação Starlink, de Elon Musk. Os terminais deixaram de funcionar em plataformas de movimento rápido, prejudicando operações militares, incluindo a utilização de drones intercetores contra ataques russos.
As explicações apresentadas por responsáveis norte-americanos, ucranianos e pelo presidente executivo da SpaceX foram contraditórias. O magnata norte-americano atribuiu ao Governo norte-americano a responsabilidade pelas restrições de velocidade impostas ao sistema de comunicações por satélite utilizado pelas forças ucranianas.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que não sabia quem tinha ordenado a redução do serviço, mas que “gostaria de descobrir”.
Responsáveis ucranianos e europeus suspeitaram de motivações políticas, uma vez que as restrições surgiram depois do líder dos EUA ter exigido a Kiev que deixasse de atacar refinarias de petróleo russas e vincado que “é hora da Ucrânia ter um novo presidente” para terminar a guerra com a Rússia.
IA ajudou a encontrar falha de segurança que afeta 70% da rede de internet
Sites governamentais e empresariais de todo o mundo ficaram brevemente fora do ar nesta quinta-feira (22), levando a suspensão de alguns serviços online. Enquanto isso, operadores se esforçam para corrigir sistemas após a inteligência artificial ajudar a encontrar vulnerabilidades críticas em uma linguagem de programação amplamente utilizada.
Quase três dezenas de serviços do governo britânico estão indisponíveis e quatro estão “parcialmente indisponíveis” durante atualizações de segurança, informou a ministra do governo do Reino Unido, Elizabeth Lloyd, à Câmara dos Lordes.
“Nenhum serviço crítico de grande porte voltado ao público está sendo afetado pelo processo, mas alguns serviços limitados podem ficar temporariamente offline enquanto o trabalho de segurança é realizado”, disse um porta-voz do governo britânico a repórteres.
A Agência de Segurança Nacional dos EUA e a agência europeia de cibersegurança aconselharam as empresas a tomarem medidas imediatas para corrigir duas falhas críticas no PHP, uma linguagem de programação que alimenta 70% de todos os sites do mundo, incluindo o WordPress e o Drupal, um sistema de gerenciamento de conteúdo de código aberto.
A Fundação PHP, organização responsável pela linguagem de programação, lançou uma correção para os bugs, que estavam ocultos em seu software há anos, e recomenda que os operadores de sites atualizem seus sistemas imediatamente.
O popular site de notícias irlandês The Journal ficou temporariamente offline na manhã de quinta-feira enquanto reforçava suas “defesas”, conforme comunicado. O The Journal é a segunda fonte de notícias online mais utilizada na Irlanda, atrás apenas da RTÉ, a emissora nacional, de acordo com o Instituto Reuters.
As falhas no PHP – que originalmente significava Personal Home Page (Página Inicial Pessoal) – foram descobertas por equipes da OpenAI, da empresa de cibersegurança Wiz, pertencente ao Google, e de outra empresa de cibersegurança, a Calif. Os bugs, coletivamente chamados de PHP2Shell, poderiam permitir que invasores acessassem sites e lessem a memória, que poderia conter informações confidenciais, como senhas.
“Com o PHP por trás de uma parcela tão vasta da web, a exposição poderia alcançar praticamente todos os lugares onde as pessoas gastam dinheiro online”, disse Nigel Green, CEO do deVere Group, uma empresa de consultoria financeira.
“Plataformas de reservas, marketplaces, serviços de assinatura, sites de venda de ingressos, aplicativos de entrega e portais de serviços públicos podem estar armazenando dados de cartão em sistemas construídos com o mesmo tipo de código”, acrescentou.
Líderes mundiais opinam
Até mesmo líderes mundiais instaram as organizações a tomarem medidas. O primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, afirmou que seu gabinete estava “monitorando de perto a situação em torno das vulnerabilidades do PHP”.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que as empresas devem considerar a suspensão de serviços, se necessário, para reduzir sua exposição. “Por favor, verifiquem se seus sites públicos utilizam PHP e preparem-se para aplicar a correção que será lançada hoje à noite… o mais rápido possível”, publicou ela na quarta-feira.
A companhia aérea japonesa ANA, a operadora ferroviária JR West e o maior banco do país, o MUFG, estavam entre as empresas que relataram a suspensão temporária de algumas páginas da web e serviços.
Na Europa, os sites governamentais da França, Dinamarca, Finlândia e Holanda, incluindo o da agência holandesa de segurança cibernética, foram temporariamente desativados enquanto correções de segurança eram implementadas.
A Fundação Wikimedia, organização sem fins lucrativos que administra a Wikipédia, disse à CNN Internacional na quinta-feira que estava “em processo de correção de vulnerabilidades de segurança no PHP” e que vários de seus sistemas foram desativados como “medida de precaução”.
‘Ponto de inflexão da IA’
A IA desempenhou um papel crucial na descoberta e correção de vulnerabilidades “que permaneceram ocultas no código-fonte do PHP por mais de uma década”, segundo a Wiz, que afirmou que o episódio marca um “ponto de inflexão para a IA”.
“O que a IA mudou foi a capacidade de entender as vulnerabilidades e transformá-las em uma exploração funcional”, escreveram os pesquisadores da Wiz em uma postagem de blog na quarta-feira, na qual descreveram o PHP como a “espinha dorsal da web”.
“Com modelos de IA de ponta e as ferramentas certas, um único pesquisador concluiu em uma semana o que antes levaria meses de trabalho para uma equipe de classe mundial”, acrescentaram.
Os erros foram descobertos no final de agosto, mas só foram divulgados ao público na quarta-feira, depois que a PHP apresentou uma correção.
Segundo a Cloudflare, provedora de infraestrutura web, que tem trabalhado com a PHP Foundation, a Calif, a OpenAI e a Wiz, as falhas podem permitir que invasores executem código remotamente, interrompam serviços e exponham dados de clientes para solucionar o problema.
Durante o processo de pesquisa, os pesquisadores da Wiz utilizaram o Gemini 4 Argon do Google, o Wiz Atlas e o GPT-5.6 Sol da OpenAI.
Semelhanças com Heartbleed
Pesquisadores da Wiz afirmam que o problema é comparável à falha Heartbleed de 2014, que afetou uma tecnologia de criptografia usada por cerca de dois terços da internet. O Heartbleed permitiu que cibercriminosos acessassem dados que deveriam estar protegidos.
Assim como o Heartbleed, os pesquisadores da Wiz afirmam que o PHP2Shell pode representar um ponto de virada na segurança cibernética. Embora as vulnerabilidades existissem há anos, a IA tornou viável sua exploração.
“As falhas subjacentes estavam presentes há décadas, mas demonstrar sua possibilidade de exploração exigia uma cadeia de etapas excepcionalmente complexa, no limite do que os pesquisadores humanos poderiam realizar na prática”, disseram os pesquisadores.
“Os modelos de IA de ponta reduziram substancialmente essa barreira, transformando uma falha antiga em uma vulnerabilidade.”
– John Liu, Anna Cooban, Amy Croffey e James Frater, da CNN, contribuíram para esta reportagem.
Estudo: Hackers: empresas do Brasil perderão R$ 2,2 trilhões em 3 anos
Jovens na Polónia são mais resistentes a anúncios com IA

Conferência Plot /+M: A IA e a visibilidade digital das marcas

Durante décadas, a notoriedade mediu-se pela primeira marca que vinha à cabeça das pessoas e também pela dimensão e quota de mercado. Hoje, cada vez mais, a primeira resposta vem de um modelo LLM.
Este é o ponto de partida para a conferência “A IA e a visibilidade digital das marcas”, que vai decorrer no próximo dia 28 de outubro, a partir da 9h30, no Estúdio ECO.
As marcas construíram notoriedade ao longo de décadas. No dia 28 vamos ver quais são das mais recomendadas pela IA, em seguro auto, seguro de saúde, poupança e crédito habitação. O estudo é realizado pela Plot.
Segue-se o painel “Do top of mind ao top of mAInd, quem dá cartas agora?“, que reúne Ana Esteves, responsável pelo ecossistema de prevenção da Multicare, Maria João Silva, chief marketing officer da Generali Tranquilidade, Mariana Dória, responsável de experiência e estratégia de clientes e marketing digital do Santander, e Rui Borges, CEO da Plot
A forma como a notoriedade espontânea passa naturalmente para a IA e o que é preciso fazer para a manter — o papel que têm o site, os conteúdos e as fontes externas serão alguns dos temas abordados.
Num segundo momento, com Francisco de Soure, digital & innovation director / executive committee Pingo Doce, Jerónimo Martins, e Elsa Gomes, diretora de estratégia digital da Plot, veremos como a aplicabilidade dos dados extraídos deve orientar a estratégia digital das marcas.
Pode consultar o programa e inscrever-se aqui.
Universo TOTVS 2026 debate como transformar a IA em resultado de negócios
Durante os dias 13 e 14 de outubro, o Universo TOTVS 2026, maior evento de tecnologia e negócios do Brasil, reuniu mais de 22.000 pessoas entre empresários, executivos e profissionais da área para discutir uma questão que deixou de ser futurista: como fazer a inteligência artificial gerar resultados concretos para as empresas?
A resposta apresentada pela TOTVS passa por uma mudança na forma de organizar a tecnologia. Em vez de tratar sistemas de gestão, relacionamento com clientes, serviços financeiros, nuvem e inteligência artificial como camadas separadas, a companhia propõe uma experiência integrada, construída a partir do contexto de cada negócio.
Esse é o papel do novo CORTEN, anunciado na abertura do evento pelo CEO da TOTVS, Dennis Herszkowicz. Apresentado como um Sistema Operacional de Gestão, o conceito propõe orquestrar diferentes camadas tecnológicas e operacionais das empresas, conectando soluções de gestão, relacionamento com clientes, serviços financeiros, nuvem e inteligência artificial em uma experiência integrada.
A proposta foi resumida por Herszkowicz em uma provocação: a resposta para a pergunta “Você tem um ERP?” passará a ser “Não, eu tenho um CORTEN”.
O sistema foi concebido para orquestrar aplicações corporativas, serviços financeiros, infraestrutura em nuvem e agentes de inteligência artificial em um mesmo ambiente. Mais do que substituir sistemas existentes, a proposta é conectar diferentes camadas tecnológicas para que pessoas e agentes digitais possam atuar de forma coordenada nos processos de negócio. “No fundo, o que a gente quer é oferecer IA com resultado”, afirmou Herszkowicz durante a apresentação.
O anúncio também marcou o lançamento de mais de 30 novos agentes especializados de IA, desenvolvidos sobre o LYNN, foundation de inteligência artificial B2B da TOTVS. Os agentes podem atuar em tarefas operacionais específicas, como faturamento e conciliação, utilizando os recursos, os dados e os mecanismos de segurança da plataforma, com supervisão humana quando necessária.
A arquitetura do CORTEN também contempla o TaaS (Task as a Service), modelo que viabiliza o consumo de agentes especializados e APIs das aplicações TOTVS para executar tarefas e apoiar a entrega de resultados com inteligência artificial.
Da ferramenta isolada ao contexto completo do negócio
A mudança começa pelo acesso ao contexto. Um agente de inteligência artificial pode responder a perguntas ou executar tarefas, mas sua capacidade de gerar valor depende das informações às quais tem acesso e dos limites que orientam sua atuação.
Na proposta apresentada pela TOTVS, os agentes são desenvolvidos para atuar a partir do contexto dos negócios, utilizando recursos e dados das aplicações conectadas à plataforma. Isso permite que a inteligência artificial vá além de atividades genéricas e seja direcionada a tarefas específicas da operação, de acordo com as necessidades de cada organização.
Esse modelo combina automação e supervisão. Os processos podem ganhar autonomia, mas devem respeitar regras e mecanismos de controle definidos para orientar a atuação dos agentes.
A proposta é fazer com que a tecnologia deixe de ser apenas um conjunto de ferramentas utilizadas separadamente e passe a apoiar os fluxos de trabalho de forma mais integrada, conectando sistemas, dados e execução.
Agentes com segurança, governança e controle
A criação de agentes personalizados será apoiada pelo LYNN, foundation de inteligência artificial B2B da TOTVS. A plataforma permite configurar agentes para atividades específicas e conectá-los a diferentes fontes de informação, sem exigir necessariamente conhecimento de programação.
Em entrevista, Gustavo Bastos, vice-presidente de Plataformas e TI da TOTVS, destacou que a entrega de valor do LYNN foca muito no cuidado com os dados e no controle de custo: “A plataforma contempla mecanismos de proteção na entrada e na saída das informações, além de regras claras para acompanhar as consequências das ações executadas pelos agentes”, afirma.
A lógica é avançar na adoção da inteligência artificial sem transformar velocidade em falta de controle. A visão apresentada pela TOTVS é sintetizada no conceito de IH + IA: inteligência humana combinada à inteligência artificial. A tecnologia pode acelerar tarefas, organizar informações e sugerir caminhos, mas as pessoas continuam tendo papel fundamental na definição de objetivos, no acompanhamento dos resultados e nas decisões críticas.
O desafio de fazer a IA chegar ao CNPJ
O estudo “Da adoção à escala: a maturidade da inteligência artificial nas empresas brasileiras”, conduzido pela MIT Sloan Management Review Brasil e encomendado pela TOTVS, mostra por que transformar a experimentação em resultados concretos ainda é um desafio para as empresas.
O levantamento ouviu 583 empresas de diferentes setores, portes e regiões do país. Embora 80% das organizações já testem ou utilizem inteligência artificial de alguma forma, 93% ainda não incorporaram a tecnologia à estratégia do negócio. Em 40% das companhias, as iniciativas acontecem sem coordenação entre as áreas. Além disso, 88% não medem os resultados financeiros obtidos com a IA, enquanto 86% não medem seus custos.
Para Dennis Herszkowicz, a explicação está no nível em que a IA vem sendo utilizada. “A IA ainda não gera impacto porque é usada no nível do CPF e não do CNPJ”, afirmou em entrevista coletiva no evento.
A expressão resume a diferença entre usar uma ferramenta para aumentar a produtividade individual e incorporar a inteligência artificial aos processos da organização. Um colaborador pode usar IA para redigir um documento ou resumir uma reunião, mas o impacto tende a ser limitado se a tecnologia não estiver conectada aos sistemas, indicadores e objetivos da empresa.
Dados organizados e pessoas preparadas
A pesquisa mostra também que o desafio não está apenas na disponibilidade de ferramentas, mas na integração tecnológica e na preparação dos profissionais. Embora 68% das empresas já considerem a migração para a nuvem uma realidade, apenas 46% afirmam que suas soluções de IA conseguem acessar automaticamente os dados corporativos. Além disso, somente 8% integram amplamente a inteligência artificial aos sistemas de gestão (ERP).
Há também obstáculos relacionados às pessoas: 43% dos colaboradores têm receio de cometer erros por confiar demais na IA, enquanto 37% afirmam não saber utilizar as ferramentas corretamente. Apesar disso, apenas 7% das empresas oferecem capacitação estruturada sobre o tema para todos os funcionários.
O tema apareceu em diferentes momentos da programação do Universo TOTVS. Em sua palestra, George Westerman, professor sênior do MIT Sloan, apresentou estratégias e casos de empresas que conseguiram integrar a IA às suas operações, reduzir resistências internas e ampliar a produtividade e a satisfação dos colaboradores.
A adoção bem-sucedida depende menos de experimentar o maior número possível de ferramentas e mais de integrar sistemas e dados, redesenhar processos, preparar equipes e estabelecer objetivos claros. A IA pode acelerar uma operação bem estruturada, mas também pode ampliar desperdícios quando é implantada sem governança.
TOTVS Pay: simplificar o recebimento dentro do sistema de gestão
A mesma lógica de integração está por trás do TOTVS Pay, lançamento apresentado no Universo TOTVS 2026. Desenvolvida em parceria com a Zoop, a plataforma de pagamentos digitais permite que empresas recebam por cartão de crédito, Pix e boleto diretamente nos sistemas de gestão que já utilizam. Com isso, a proposta é simplificar a rotina financeira e facilitar o controle dos recebimentos e do fluxo de caixa.
“Historicamente, para aceitar pagamentos digitais, o empresário precisava virar um especialista em meios de pagamento: negociar taxas com adquirentes, montar uma colcha de retalhos de integrações e ainda tentar resolver sozinho os gargalos de conciliação. O TOTVS Pay inverte totalmente essa lógica ao transformar o pagamento em um recurso nativo da gestão. Assumimos toda a complexidade técnica e operacional para que o cliente foque no que realmente importa: vender mais, receber mais rápido e ter total controle do seu caixa”, destaca Pedro Henrique Almeida, diretor-executivo de Payment da TOTVS.
Uma transformação que também é humana
A conversa foi muito além dos produtos. Em palestra, Laércio Cosentino, fundador da TOTVS, discutiu sucessão, transição e longevidade. Com as pessoas vivendo mais e permanecendo por mais tempo no mercado de trabalho, empresas e famílias precisam pensar em como preservar e transmitir conhecimento entre gerações. É nesse contexto que a IA aparece como uma forma de registrar, organizar e perpetuar parte do conhecimento acumulado por profissionais ao longo dos anos
Já o autor e professor Rishad Tobaccowala, abordou os efeitos das mudanças demográficas no mercado de trabalho e os impactos da inteligência artificial sobre as relações entre as pessoas. São mudanças que exigem que as organizações repensem funções, competências e formas de trabalhar. Também impõe uma reflexão sobre o que deve permanecer sob responsabilidade humana e quais atividades podem ser delegadas à tecnologia.
O mundialmente conhecido DJ e filantropo Alok levou discussão semelhante para o campo da criação artística. Ao falar sobre o movimento “Keep Art Human”, defendeu o uso da tecnologia como aliada, mas criticou o emprego desenfreado da IA em processos criativos. A posição reforça uma questão presente também no ambiente corporativo: o avanço tecnológico não elimina a importância da intenção, do repertório e da responsabilidade humana.
O Universo TOTVS 2026 apresentou uma visão comum: o próximo estágio da transformação digital não depende apenas de adotar novas ferramentas, mas de integrar sistemas, organizar dados, preparar pessoas e estabelecer limites para que a tecnologia gere valor de maneira responsável.
A IA pode ser mais rápida, mais escalável e capaz de atuar em diferentes etapas de uma operação. Porém, o resultado esperado pelas empresas só aparece quando ela está conectada à estratégia, aos processos e às decisões que movem o negócio.
Inteligência artificial aumenta carga de trabalho a 60% dos profissionais das tecnologias

A inteligência artificial (IA), apresentada como uma ferramenta capaz de automatizar tarefas e aumentar a produtividade, está a ter um efeito inesperado para muitos profissionais do setor tecnológico: em vez de trabalharem menos, estão a trabalhar mais. Segundo o estudo State of the Industry, divulgado pela Web Summit esta quinta-feira, seis em cada dez inquiridos afirmam que a utilização destas ferramentas aumentou a sua carga de trabalho, enquanto 42% esperam que haja menos empregos de entrada no mercado de trabalho nos próximos dois anos.
O inquérito recolheu respostas de 1.455 fundadores, investidores, engenheiros e criadores da comunidade global da Web Summit. Apenas 20% dos participantes afirmam que a utilização da IA reduziu o volume de trabalho, enquanto o aumento é particularmente expressivo entre os profissionais ligados à infraestrutura de inteligência artificial e à aprendizagem automática, onde atinge 70%. Os resultados foram divulgados antes da próxima edição da cimeira tecnológica, que se realiza em Lisboa entre 9 e 12 de novembro.
Os resultados revelam uma tensão entre as expectativas de ganhos de produtividade e a experiência de quem já utiliza estas ferramentas. Embora a IA seja frequentemente associada à automatização de tarefas e à libertação de tempo para atividades de maior valor acrescentado, os dados do inquérito mostram que a sua adoção nem sempre se traduz numa redução do trabalho.
Ao mesmo tempo, 42% dos inquiridos esperam que equipas mais pequenas consigam produzir mais, enquanto apenas 9% antecipam um aumento da dimensão das equipas. As respostas apontam, assim, para a expectativa de que as empresas consigam aumentar a produção sem precisarem de reforçar os recursos humanos, embora o inquérito não demonstre que essa redução esteja efetivamente a acontecer.
Menos oportunidades para quem está a começar
As perspetivas para o emprego também dividem o setor tecnológico. Embora 39% dos participantes esperem que o número de trabalhadores na sua área aumente nos próximos dois anos, 33% antecipam uma diminuição.
A preocupação é maior quando estão em causa os empregos de entrada, habitualmente ocupados por quem inicia a carreira. Cerca de 42% dos inquiridos esperam que estas oportunidades diminuam, percentagem que sobe para 50% entre os membros das direções executivas.
Os estudantes apresentam uma visão diferente: 55% esperam que o número de empregos de entrada aumente. Esta divergência evidencia que as expectativas quanto ao impacto da IA no mercado de trabalho não são uniformes, mesmo entre os grupos que poderão ser diretamente afetados pela transformação tecnológica.
A preocupação com a segurança no emprego estende-se também aos profissionais que desenvolvem estas ferramentas. Segundo Nidhi Naithani, vice-presidente sénior de Operações Tecnológicas da Web Summit, os engenheiros e programadores estão entre os grupos mais preocupados com o futuro do emprego, apesar de serem responsáveis pela criação dos sistemas destinados a tornar o trabalho mais simples e rápido.
“Este estudo deixa claro que as pessoas estão divididas quanto a um futuro com IA”, afirma a responsável. Naithani considera que esta aparente contradição pode ser explicada pelo conhecimento mais aprofundado que engenheiros e fundadores têm da tecnologia, uma vez que estão entre os primeiros a adotá-la e acompanham de perto os seus efeitos.
Maioria considera que a IA reforça pensamento crítico
Apesar das preocupações com a carga de trabalho e o emprego, a avaliação da IA não é inteiramente negativa. Mais de metade dos participantes, 55%, considera que estas ferramentas reforçam a sua capacidade de pensamento crítico. Por outro lado, 26% dizem que a enfraquecem e 19% não identificam diferenças.
A perceção varia consoante a idade. Entre os inquiridos com 65 ou mais anos, 71% consideram que a IA melhora o pensamento crítico, face a 48% dos participantes entre os 18 e os 24 anos. Os engenheiros são o grupo mais cético neste domínio: 37% afirmam que a tecnologia prejudica a sua capacidade de pensamento.
O inquérito analisou ainda as perspetivas sobre o investimento em IA. Apenas cerca de um em cada dez participantes prevê uma quebra acentuada, enquanto aproximadamente um terço considera que o investimento é excessivo e deverá abrandar gradualmente. Uma proporção semelhante acredita que a tecnologia ainda está numa fase inicial e continuará a crescer.
Os profissionais de engenharia e produto são os mais críticos em relação ao ritmo do investimento: mais de metade considera que os montantes aplicados na IA já são excessivos.
Utilizadores recorrem a vários fornecedores de IA para evitar depender de um único modelo
A maioria dos profissionais inquiridos pela Web Summit não está fidelizada a uma única ferramenta de inteligência artificial (IA). Cerca de dois terços recorrem a ferramentas de pelo menos duas empresas e 43% utilizam três ou mais fornecedores.
A utilização de diferentes modelos pode ser particularmente relevante perante falhas nos serviços. Em setembro, o ChatGPT, o Claude, o Grok e o Gemini registaram interrupções num intervalo de poucas horas, mostrando os riscos de depender de uma única plataforma para tarefas profissionais.
O inquérito revela também diferenças geográficas na utilização de modelos alternativos com pesos abertos. Cerca de um terço dos inquiridos no Médio Oriente e Norte de África e na Ásia utiliza estas soluções, face a 15% na América do Norte. Modelos chineses como o DeepSeek, o Qwen e o Kimi têm igualmente maior expressão no Médio Oriente, Norte de África e África subsaariana.
Escritor apanhado a usar IA (e tinha plagiado – e mentido); editora rescinde contrato
Anthropic apresenta Claude Duet, o agente de IA para competir com o Muse da Meta

A Anthropic revelou esta quarta-feira um novo agente de inteligência artificial (IA), uma aplicação móvel em fase de testes que aproveita a tendência dos interfaces multifuncionais, como o Muse, da Meta, que obteve um sucesso imediato.
O Claude Duet destina-se, principalmente, a “profissionais e proprietários de pequenas empresas” que “têm mais exigências para gerir do que aquelas que conseguem acompanhar”, ao contrário dos produtos destinados ao público em geral, como o Muse ou o Instinct.
O lançamento do projeto OpenClaw (inicialmente denominado Clawdbot), no início do ano, pelo programador independente Peter Steinberger, marcou o início da era dos agentes de IA multifuncionais, ou seja, programas capazes de executar diversas tarefas acedendo a e-mails, folhas de cálculo, agendas e até contas bancárias.
Com o Muse, disponibilizado no início de setembro, a Meta ofereceu uma versão acessível a todos, ao contrário do OpenClaw, cuja instalação exigia conhecimentos técnicos avançados. O Muse conquistou o seu público de imediato e passou as últimas semanas no topo do ranking de downloads tanto na App Store, da Apple, como na Google Play Store, para smartphones com sistema Android.
Segundo a empresa de análise de dados Sensor Tower, a interface foi descarregada mais de dez milhões de vezes, a grande maioria nos Estados Unidos, sendo o Canadá o único outro país onde o serviço está disponível, para já.
Já fortemente orientada para o mercado profissional, o que lhe permitiu superar a OpenAI em termos de faturação, a Anthropic optou por manter esse foco com o Claude Duet. Tal como o Apple Intelligence, a nova plataforma de IA da Apple, o Claude Duet é capaz de fazer sugestões sem que tenha sido previamente solicitado.
No vídeo de demonstração divulgado na quarta-feira, a interface sugere espontaneamente a um empresário a criação de um painel de controlo contendo dados sobre as atividades do negócio. Além disso, o Claude Duet lembra o utilizador que ainda não solicitou um certificado sanitário para uma nova loja e oferece-se para preparar o pedido.
Veja abaixo o vídeo de apresentação:
Mediante autorização prévia, a aplicação pode ainda monitorizar as interações em plataformas de comunicação profissional, como o Slack, destacando pontos relevantes ou resumindo conversas. Ademais, a interface pode ter em conta todo o contexto e o histórico do utilizador na plataforma Claude convencional.
A Anthropic afirma ter implementado mecanismos de segurança para evitar, entre outras coisas, que o Claude Duet “faça coisas que não solicitou”. Além disso, “antes de enviar uma mensagem, efetuar um pagamento, assinar um documento ou eliminar qualquer item, mostra o que está prestes a fazer e aguarda a sua validação”, segundo a empresa.
¿Merece la pena estudiar un máster?
¿Sigue siendo suficiente un título universitario para adentrarse en el mercado laboral? Ya no está tan claro. En un entorno en el que ampliar la formación se presenta cada vez más como una vía para mejorar las oportunidades profesionales, cursar un máster puede parecer el siguiente paso lógico. Pero se trata de una decisión que cuesta dinero, tiempo y, en ocasiones, ingresos que se dejan de percibir mientras se estudia. Este esfuerzo se suma, además, a una preocupación creciente sobre si esa inversión se traducirá en una mejora real. Por eso, la pregunta no es solo si uno puede permitirse un máster, sino qué obtiene a cambio: ¿abrirá puertas que de otro modo permanecerían cerradas? ¿Ayudará a progresar en una carrera profesional o permitirá que esta cambie de rumbo?

© Hispanolistic (Getty Images)
iPhone Duo é o celular mais incrível da Apple em anos. Só tem um problema
Houve muitas vezes em que eu não queria largar o iPhone Duo. Depois que você se acostuma a ler, assistir TV e navegar pelo Instagram em uma tela gigante, é difícil voltar para um pequeno retângulo brilhante.
Há apenas um problema: muitos aplicativos ainda são feitos para aquele pequeno retângulo.
Esta é a experiência de usar o iPhone Duo, o primeiro iPhone dobrável da Apple, que será lançado em 23 de outubro. Seu preço inicial é de US$ 2.000, o que o torna tão caro quanto o mais recente MacBook Pro de 14 polegadas da Apple. (No Brasil, os valores começam em R$ 21.999).
É uma grande mudança para a Apple, que raramente mexe na fórmula vencedora que transformou o iPhone em um negócio que faturou mais de US$ 200 bilhões no ano passado. Mas, depois de anos de atualizações incrementais do iPhone, a Apple enfrentou a pressão de provar que ainda conseguia cativar os consumidores.
Experimentei um pouco desse futuro depois de passar cerca de uma semana com o novo telefone dobrável que a Apple forneceu à CNN Internacional para testes.
O iPhone Duo se tornou meu tablet para assistir à Netflix, um despertador de cabeceira à noite, uma tela extra para assistir futebol no domingo, um monitor em miniatura quando conectado ao meu teclado Bluetooth e uma câmera com tripé embutido.
Mas houve muitas outras vezes — talvez até mais — em que me frustrei porque os aplicativos não funcionavam como deveriam, já que os desenvolvedores ainda não os atualizaram. E apesar da abordagem “simplesmente funciona” da Apple, o iPhone Duo exige um período de adaptação.
Embora o software do iPhone Duo certamente parecesse muito mais fluido e suave do que as alternativas para Android, muitos de seus recursos principais já estão disponíveis em celulares Samsung ou Google há anos.

O que o iPhone Duo pode fazer que um telefone normal não pode?
O iPhone Duo representa a maior mudança que a Apple fez no iPhone em seus quase 20 anos de história.
Ele possui uma tela externa de 5,4 polegadas que, ao ser desdobrada, revela uma tela interna de 7,6 polegadas. Fechado, o iPhone Duo lembra um passaporte, porém visivelmente mais grosso e pesado. Aberto, ele se assemelha a um iPad Mini mais fino e compacto.
Uma das perguntas mais frequentes que recebo sobre o iPhone Duo é se a dobra da tela é visível. A resposta, acredite ou não, é não. A dobra é quase imperceptível ao usar aplicativos ou navegar pela tela inicial, e mal a sinto ao deslizar o dedo na tela.
O formato não convencional do iPhone Duo permite que ele faça coisas que você não conseguiria fazer tão facilmente com um telefone comum. Abra-o como uma tenda ou apoie-o como um livro com a tela bloqueada, e o visor se transformará em um relógio de cabeceira, porta-retratos digital ou calendário.
Alguns aplicativos, como a câmera e o Apple Fitness Plus, serão exibidos na parte superior da tela quando dobrado ao meio como um laptop — mas isso depende se os desenvolvedores programaram seus aplicativos para funcionar dessa forma.
Com o telefone aberto, você pode tirar selfies com as câmeras traseiras enquanto visualiza uma prévia na tela externa, o que foi muito útil quando eu estava gravando o vídeo para esta análise.
O iPhone Duo permite executar dois aplicativos na tela simultaneamente, o que foi útil em situações que envolviam pesquisar informações ou visualizar conteúdo em vários aplicativos. Você pode, por exemplo, arrastar e soltar uma imagem diretamente do aplicativo Fotos para uma mensagem de texto quando ambos os aplicativos estão abertos.
Também usei o modo de tela dividida para mostrar a um amigo minha fantasia de Halloween e o personagem do filme em que ela se baseia, tudo ao mesmo tempo.
Embora seja conveniente, provavelmente não é o motivo pelo qual você compraria um iPhone Duo. A tela interna do Duo é melhor aproveitada quando você dedica toda a tela a um único aplicativo, como a Netflix. Além disso, a tela tem um acabamento fosco, que reduz o brilho e não fica com marcas de dedo facilmente.
Mas muitos aplicativos, incluindo alguns populares como Google Maps, Gmail, Call of Duty Mobile e Uber, não foram atualizados para aproveitar ao máximo essa tela grande quando testei o Duo antes do lançamento. Alguns aplicativos pareciam janelas flutuantes no meio da tela do tamanho de um tablet.
Esses aplicativos podem se expandir para ocupar mais espaço na tela, mas ainda assim não preenchem todo o espaço.
Outros aplicativos foram atualizados para ocupar a maior parte da tela, mas ainda apresentavam uma barra preta na lateral. Isso é o que acontece quando os desenvolvedores não atualizam seus aplicativos usando as ferramentas de desenvolvimento de software mais recentes da Apple, conforme explicado no site da empresa.
A boa notícia é que mais aplicativos foram atualizados, mesmo durante os poucos dias em que tenho o telefone, incluindo Google, TikTok, Instagram e Threads. Mas a incerteza de não saber como um aplicativo vai ficar parece inconsistente e pode ser irritante — e esse é um aspecto em que o Android saiu na frente.
Os aplicativos otimizados para o Duo oferecem uma amostra do que é possível. Meu aplicativo favorito até agora é o jogo de plataforma e quebra-cabeça Planet of Lana, que fica lindo e colorido na tela maior do Duo.
Eu também gostei muito de usar o Apple Books, que permite visualizar as páginas em ambos os lados da tela quando ela está levemente dobrada, como um livro de verdade. (O aplicativo Kindle da Amazon é um dos muitos que ainda não foram atualizados).
Os aplicativos Mensagens e Mail da Apple também mostram a caixa de entrada à esquerda e as mensagens à direita, para que você possa ver tudo de uma vez.

Mas como ele se comporta como um telefone comum?
Pelo preço, o iPhone Duo deveria ser capaz de fazer tudo o que um celular normal faz e muito mais.
Minha maior preocupação era que o design o tornasse desconfortável de usar quando fechado, mas digitar e deslizar na tela externa é surpreendentemente natural e confortável. Cheguei até a preferir o teclado mais largo do Duo ao do meu iPhone 18 Pro.
Ainda assim, houve uma curva de aprendizado no início. Eu vivia apertando o botão da Siri sem querer, que fica na lateral do Duo, quando na verdade queria apertar os botões de volume na parte superior do telefone.
Também não sabia que era preciso ter um aplicativo aberto para usar o modo de tela dividida, em vez de simplesmente abrir um novo aplicativo e arrastá-lo para um dos lados da tela a partir da tela inicial.
A duração da bateria é razoável e condizente com o que se espera de um celular novo. Normalmente, minha bateria estava em 35% ou 46% na hora de dormir, embora isso sempre varie dependendo dos aplicativos que você estiver usando e da frequência com que usa a tela do tablet em comparação com a tela externa.
O iPhone Duo possui câmeras semelhantes às do iPhone 18 Pro, mas com uma diferença fundamental: não há câmera teleobjetiva. Isso significa que as fotos com zoom não ficarão tão nítidas ou claras quanto as tiradas com o iPhone 18 Pro, embora as fotos capturadas por ambos os telefones sejam semelhantes em outros aspectos.
A pergunta que mais me fazem sobre o iPhone Duo é se vale a pena pagar US$ 2.000. É difícil responder a essa pergunta, considerando que ele custa mais do que um mês de aluguel para a maioria dos americanos.
O único motivo para considerá-lo seria se você realmente quisesse uma tela maior do que a de qualquer outro celular, mas que ainda coubesse no seu bolso.
Meu conselho? Espere até que os desenvolvedores tenham mais tempo para otimizar seus aplicativos antes de decidir. Embora o Duo seja interessante, os aplicativos ainda precisam evoluir bastante.
Transatlantic Talks. Europa deve apostar nas melhores aplicações de IA, não nos melhores modelos

A Europa está muito atrás dos EUA e da China no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A estratégia não deve ser, no entanto, gastar amplos recursos financeiros para chegar à frente da corrida, mas antes investir em criar as melhores aplicações para o uso dos modelos existentes, defendem Sofia Marta, country manager da Google Cloud em Portugal, e Arlindo Oliveira, presidente do INESC.
“Não é por não termos um modelo que é o estado da arte desse dia que nos impede de usar modelos”, começou por realçar Arlindo Oliveira, no Transatlantic Talks, o podcast do ECO e da Amcham Portugal, que este ano celebra o 75º aniversário.
“Defenderia uma abordagem mais inspirada na estratégia chinesa do que na estratégia americana, se é que podemos falar de estratégia americana, porque realmente a estratégia americana é uma estratégia das grandes empresas”, afirma o também professor catedrático distinto do Instituto Superior Técnico. “O que nós queremos é ter as melhores aplicações dos modelos que existem. Alguns nossos, outros que não são nossos”, conclui. E deixa um apelo: “vamos pôr as pessoas a usar modelos, vamos pôr as máquinas de lavar, os carros, os comboios, tudo a usar modelos, e não são só modelos de linguagem, são uma série de outros modelos”.
O foco neste momento tem que ser a utilização desta tecnologia em prol da reinvenção daquilo que são os setores tradicionais, ou mesmo a estimulação daquilo que é o ecossistema de inovação na Europa.
Sofia Marta, da Google, concorda. “Neste momento, a Europa não deveria colocar o foco em ter o frontier model mais avançado. O foco neste momento tem de ser a utilização desta tecnologia em prol da reinvenção daquilo que são os setores tradicionais, ou mesmo a estimulação daquilo que é o ecossistema de inovação na Europa”, defende.
“O acesso e a democratização do acesso de uma startup em Lisboa é o mesmo, em termos de capacidade de computação, do que uma startup que está em Silicon Valley”, considera. Para a gestora, o foco deve estar também na “cooperação da Europa com os Estados Unidos, numa ótica de parceria estratégica, de tirar partido daquilo que é infraestrutura, a inovação e o que são estas capacidades tecnológicas, em prol da evolução e do impacto económico que possam ter ao incorporar esta tecnologia”.

A Europa tem várias desvantagens face aos EUA e à China. Arlindo Oliveira aponta a “falta de escala por causa da fragmentação legislativa e até cultural” e a “falta de investimento”. “Qualquer coisa que se faça nos Estados Unidos é muito mais fácil. Não quer dizer que os 50 Estados tenham todos a mesma legislação. Não é esse o caso. Mas são muito mais uniformes em termos de cultura e de legislação. Na Europa é muito mais difícil”, reforça.
“Esta fragmentação que existe na Europa, técnica e funcional, é um dos temas em que per si, cada um dos países, e Portugal em particular, pode fazer o seu caminho”, afirma Sofia Marta. “Se nós trabalharmos também em algo que seja uma interoperabilidade entre os vários países, vai nos dar muito maior escala e teremos mais impacto com as iniciativas que levemos a cabo”, recomenda a country manager da Google Cloud. Para a gestora, seria muito relevante olhar para os temas da infraestrutura, da cloud, da inteligência artificial e dos dados “quase como uma moeda única”, permitindo “circular com fluidez entre os vários países da Europa”.
Sofia Marta afirma que Portugal deveria investir mais em inteligência artificial, apontando que a adoção de cloud em Portugal está nos 38%, acima da média da União Europeia mas “significativamente abaixo da média da OCDE” de 54%. “Por outro lado, se formos olhar para aquilo que é o estado de maturidade, também se calhar muitas dessas organizações que já estão a utilizar cloud estão a fazê-lo para armazenamento ou email, e não efetivamente para uma transformação daquilo que é o seu negócio”, alerta, deixando um apelo: “Temos de realmente acelerar se queremos que Portugal esteja a liderar”.
Arlindo Oliveira também defendeu a necessidade de um maior investimento, apontando o sucesso da Sword, que fez parte de uma das agendas mobilizadoras do PRR, como uma demonstração de que é possível ter retorno. “Nós não precisamos ter sucesso em todos os investimentos; basta que alguns investimentos sejam muito bem-sucedidos”, afirmou, acrescentando que o mesmo pode ser feito no Estado.
Um país pobre não pode ter vícios, mas, se nós não pensarmos também em usar o Orçamento do Estado para investir em ciência e tecnologia, e em AI em particular, vamos andar sempre atrasados.
“O nosso investimento em ciência e tecnologia, em geral, é muito baixo. Nós temos aquela famosa meta dos 3%. Não só estamos muito longe dos 3%, como o que temos é muito criativo. Muito disso é usado através de uma série de subterfúgios”, critica o presidente do INESC. E deixa um alerta: “Um país pobre não pode ter vícios, mas, se nós não pensarmos também em usar o Orçamento do Estado para investir em ciência e tecnologia, e em AI em particular, vamos andar sempre atrasados”.
Sofia Marta recorda um estudo pedido pela Google à Universidade Católica e ao Implement Consulting Group, que concluiu que a adoção de IA pode gerar um aumento de cerca de 8% do PIB português. “Há um espaço de melhoria gigante que não podemos desperdiçar”.
Mais talento precisa-se
A amarração do cabo submarino Nuvem da Google, que liga Portugal aos EUA, foi concluída em julho. Segundo um estudo da Câmara de Comércio Americana em Portugal (AmCham Portugal), até ao final deste ano, o país deverá contar com 20 cabos submarinos amarrados à costa.
“Neste momento temos quase uma autoestrada que liga Portugal e a Europa à América do Norte, à América do Sul e África. Coloca-nos, de facto, como esse hub digital, de porta para o mundo”, salienta Sofia Marta. “Esta infraestrutura em termos de cabos coloca-nos a nós também num ponto muito apetecível de captação de investimento para os data centers“, acrescenta, juntando ainda o acesso a energia renovável como um fator que distingue positivamente o país.

“Uma das razões pelas quais os Estados Unidos e a China são competitivos nesta área é que a energia lá é muito mais barata do que na Europa, por razões que conhecemos. Portugal, desse ponto de vista, é competitivo, por causa também da nossa estrutura de produção de energia”, concorda Arlindo Oliveira.
A country manager da Google Cloud defende que aumentar a disponibilidade de talento nesta área deve ser uma prioridade. Sofia Marta considera que tem havido um esforço grande para aumentar a literacia digital, mas é necessário ir mais longe, até porque de nada vale ter a infraestrutura se não tivermos as pessoas que têm o conhecimento para tirar partido dela. “Temos que fazer atração, mas temos também que fazer upskilling daquilo que são os conhecimentos da generalidade das pessoas”, defende. A empresa americana tem feito programas de formação em colaboração com a APDC e lançou recentemente a AI Academy, em Coimbra, para o setor público.
“Nós neste momento, dos nossos graduados nestas áreas de engenharia, estamos a perder provavelmente mais de um terço e se calhar 50% para países do Norte da Europa, onde vão ganhar salários muito mais elevados, talvez o dobro e em alguns casos o triplo”, alerta Arlindo Oliveira. Portugal tem alguma capacidade de atração, “mas o tratamento dos vistos de imigração continua a ser muito difícil“, lamenta o presidente do INESC. “Recebemos muitos pedidos de iranianos, mas é um sarilho. Vai demorar quase um ano até legalizar”.

Inteligencia artificial y manipulación: nuevas claves para interpretar lo que vemos en internet
Si un internauta de 2019 pudiera navegar por las redes sociales de hoy quedaría perplejo ante la dificultad para distinguir algunos vídeos generados por inteligencia artificial (IA) generativa de vídeos reales. En tan poco tiempo la tecnología ha evolucionado tanto, señala Carmen Torrijos, lingüista computacional especializada en este campo, que el ojo humano puede tener grandes dificultades para detectar determinados contenidos creados de manera sintética. Y los estafadores se aprovechan de ello. “Ahora tienen la posibilidad de crear anuncios, webs o de imitar la voz de personas en poco tiempo y con un resultado excelente”, añade.