❌

Normal view

SC Braga vence Gent na estreia de Franclim Carvalho

22 October 2026 at 21:54

O SC Braga venceu hoje na receção aos belgas do Gent, por 2-0, na segunda jornada da Liga Conferência de futebol, abrilhantando a estreia do novo treinador, Franclim Carvalho, com uma boa exibição.

Os golos de Victor Gómez (03 minutos) e Gabri Martínez (76) deram um triunfo justo aos minhotos, permitindo quebrar um ciclo de quatro jogos sem vencer e três derrotas consecutivas, que ditou a saída de Carlos Vicens.

Na estreia, Franclim Carvalho promoveu logo a mudança do esquema tático, passando do ‘3-4-3’ (o mais habitual com o técnico espanhol) para um ‘4-2-3-1’ e a equipa deu uma boa resposta, fazendo os primeiros três pontos na prova europeia, depois da derrota na jornada inaugural, em Copenhaga (3-0).

O novo técnico dos bracarenses fez cinco alterações, três delas na defesa, Victor Gómez, Barisic e Arrey-Mbi (como lateral-esquerdo de uma defesa agora com quatro homens), Gabriel Silva e Milosevic.

O Braga não podia querer melhor início, porque, logo aos três minutos, inaugurou o marcador, após uma excelente jogada coletiva: Gorby tabelou com Ricardo Horta já dentro da área e serviu Victor Gómez que, de primeira, fez o primeiro golo da partida.

O Gent é líder do campeonato belga, mas vinha de uma surpreendente eliminação da Taça da Bélgica por uma equipa do terceiro escalão e mostrou pouco poder ofensivo.

Aos 33 minutos, uma oferta de Paskotsi quase foi aproveitada por Pau Victor para fazer o segundo dos bracarenses, mas o Davy Roef defendeu bem para canto e, logo a seguir, foi a vez de Gabriel Silva, com uma boa jogada individual a rematar já de ângulo reduzido, mas obrigando o guardião belga a defesa atenta.

No segundo tempo, o Gent parecia querer mostrar mais e, aos 52 minutos, Sonko rematou com algum perigo, mas ao lado.

A resposta do SC Braga chegou pouco depois, primeiro com um remate de fora da área de Pau Victor, a que Davy Roef se opôs bem – na sequência, Gabriel Silva amorteceu de cabeça para Ricardo Horta que desviou por cima.

Franclim Carvalho foi refrescando a equipa, primeiro com Dorgeles (61) e, 10 minutos depois, com Tiknaz e Gabri Martínez, tentando estancar um certo ascendente do Gent: Van Der Heyden ameaçou com um remate ao lado (70) e Sonko obrigou Bernardo Fontes à defesa da noite com um remate forte já dentro da área (72).

Seria, contudo, o Braga a fazer o segundo e a ‘matar’ o jogo, por Gabri Martínez, de primeira e com o pé esquerdo a marcar o seu primeiro golo na Liga Conferência (e segundo da época), após assistência de Victor Gómez.

O SC Braga embalou para uns minutos finais de domínio completo e esteve perto do terceiro, por Ricardo Horta, que enviou à barra da baliza belga (85), e Gabri Martínez, por duas vezes (88 e 90).

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Gent, 2-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Victor Gómez, 03 minutos.

2-0, Gabri Martínez, 76.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke, Barisic (Sergio Barcia, 89), Arrey-Mbi, Gorby (Tiknaz, 71), João Moutinho, Pau Victor, Ricardo Horta (Huseinbasc, 89), Gabriel Silva (Gabri Martínez, 71) e Milosevic (Dorgeles, 61).

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Carvalho, Bajrami, Sergio Barcia, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Tiknaz, Travassos, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez e Fran Navarro).

Treinador: Franclim Carvalho.

– Gent: Davy Roef, Maksim Paskotsi (Kyrell Wilson, 82), Christian Burgess, Siebe Van Der Heyden, Tiago Araújo, Tibe De Vlieger, Hyllarion Goore (El Hadji Seck, 63), Mathias Delorge (Leonardo Lopes, 63), Michel-Ange Balikwisha (Lazló Bénes, 41), Momodou Sonko (Gilles De Meyer , 82) e Ibrahima Cissé.

(Suplentes: Kjeel Peersman, Lazló Bénes, Aimé Omgba, Kyrell Wilson, Leonardo Lopes, Mohammed El Adfaoui, Gilles De Meyer, Abdelkahar Kadri, Abdoul Ayinde, Mamadou Diallo, Matties Volckaert e El Hadji Seck).   

Treinador: Rik De Mil.

Árbitro: Andris Treimanis (Letónia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Barisic (27), Maksim Paskotsi (32) e Tiago Sá (40).

Assistência: 10.449 espetadores.

O conteúdo SC Braga vence Gent na estreia de Franclim Carvalho aparece primeiro em O MINHO.

BE requer audição urgente de Benjamim Pereira no Parlamento: “Estas palavras não são uma opinião qualquer”

22 October 2026 at 20:30

O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, requereu hoje a audição urgente do presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) no Parlamento, após as suas declarações acerca das manifestações contra a crise neste setor.

Este pedido para audição urgente surge depois de o presidente do IHRU, Benjamim Pereira, ter dito hoje não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

No requerimento apresentado, Fabian Figueiredo – que pede a demissão do responsável – sustenta que “há uma geração em Portugal que não precisa de lições de sacrifício”, apontando que em 2025 “os jovens portugueses saíram de casa dos pais, em média, aos 28,8 anos, dois anos e meio depois da média da União Europeia, segundo dados do Eurostat”.

O bloquista salienta ainda que “os preços da habitação subiram 16,5% no segundo trimestre de 2026 e a renda mediana dos novos contratos de arrendamento subiu 10,2% num ano, chegando aos 17,79 euros por metro quadrado no concelho de Lisboa”.

Para Fabian Figueiredo, “estas palavras não são uma opinião qualquer”, mas sim do “dirigente máximo do instituto” que, segundo a lei, tem por missão “garantir a concretização, coordenação e monitorização da política nacional de habitação”.

“Ao IHRU cabe também conceder comparticipações e empréstimos a programas habitacionais de natureza cooperativa e gerir o Porta 65 Jovem, o programa de apoio ao arrendamento dos jovens. Quem aconselha os jovens a fazer cooperativas preside ao instituto que tem por atribuição financiá-las”, critica o deputado.

Fabian Figueiredo alega ainda que é importante esclarecer “as condições” em que o atual presidente do IHRU “exerce o cargo”. O bloquista afirma que Benjamim Pereira foi nomeado em setembro de 2024, através de uma resolução de Conselho de Ministros “que dissolveu por mera conveniência o conselho diretivo anterior”.

“Segundo a nota curricular publicada em Diário da República, o seu percurso foi feito na política autárquica, tendo presidido à Câmara Municipal de Esposende entre 2013 e 2024, eleito pelo PSD. Já como presidente do IHRU, declarou-se, em março de 2025, “sempre à disposição do PSD” para assumir responsabilidades políticas locais não executivas. Em maio desse ano, a concelhia do PSD de Esposende aprovou a sua candidatura à presidência da Assembleia Municipal. A Constituição vincula a Administração Pública ao princípio da imparcialidade”, sustenta o deputado.

Fabian Figueiredo quer ouvir o responsável no parlamento sobre as declarações em causa, “a forma como o IHRU está a cumprir a sua missão no acesso dos jovens à habitação, nomeadamente no Porta 65 Jovem e no apoio a soluções cooperativas, e as competências técnicas para o exercício do cargo”.

Além deste requerimento, o BE dirigiu um conjunto de perguntas ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, questionando se o executivo se revê na opinião do presidente do IHRU, que critérios presidiram à sua escolha, “quantas candidaturas ao Porta 65 Jovem aguardam decisão e qual foi, em 2025 e em 2026, o tempo médio de decisão”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse hoje aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia (Porto).

O conteúdo BE requer audição urgente de Benjamim Pereira no Parlamento: “Estas palavras não são uma opinião qualquer” aparece primeiro em O MINHO.

EuroDreams: 17 prémios de 470 euros saem em Portugal

22 October 2026 at 20:25

O terceiro prémio do EuroDreams, de 470,43 euros, saiu a 17 apostadores que registaram os boletins em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Outros 130 apostadores no estrangeiro também ganharam o terceiro prémio, com cinco números certos.

O primeiro prémio especial (50.000 euros/mês durante 30 anos) e o segundo (2.000 euros/mês durante cinco anos) não foram atribuídos.

É esta a chave do sorteio do EuroDreams desta quinta-feira, 22 de outubro: 6, 7, 13, 14, 25, 30 (números) e 1 (número de sonho).

O EuroDreams, cujo primeiro sorteio ocorreu no dia 06 de novembro de 2023, foi criado para assinalar o 20.º aniversário do Euromilhões.

O conteúdo EuroDreams: 17 prémios de 470 euros saem em Portugal aparece primeiro em O MINHO.

Os números do EuroDreams

22 October 2026 at 20:02

É esta a chave do sorteio do EuroDreams desta quinta-feira, 22 de outubro: 6, 7, 13, 14, 25, 30 (números) e 1 (número de sonho).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 50 mil euros por mês durante 30 anos (prémio especial).

O conteúdo Os números do EuroDreams aparece primeiro em O MINHO.

Tribunal anula suspensão aplicada por colégio de Braga a aluna por conversas no WhatsApp

22 October 2026 at 19:48

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a anulação da suspensão por 12 dias aplicada por um colégio de Braga a uma aluna, com base em mensagens que a mesma partilhou num grupo privado e fechado de WhatsApp.

Por acórdão de 29 de setembro, hoje consultado pela Lusa, o STJ refere que as mensagens partilhadas num grupo privado e fechado de WhatsApp “integram a esfera da vida privada dos respetivos participantes, beneficiando da tutela constitucional da reserva da intimidade da vida privada e da confidencialidade das comunicações”.

“Constitui prova ilícita, inadmissível para efeitos de instrução e fundamentação de procedimento disciplinar, a utilização de mensagens trocadas em grupo privado e fechado de WhatsApp obtidas mediante divulgação não autorizada, sendo nulo o procedimento disciplinar que assente em tal meio probatório”, acrescenta.

No entanto, a decisão do STJ não foi consensual, já que uma juíza defendeu que se devia manter a decisão da primeira instância, que dava razão à cooperativa de ensino, por considerar que esta não cometeu qualquer ilicitude no acesso às mensagens.

A Alfacoop decidiu, em fevereiro de 2024 e após processo disciplinar, suspender por 12 dias uma aluna de 16 anos, depois de ter tido conhecimento do teor de conversas que ela teve num grupo fechado e privado no WhatsApp, do qual era administradora e de que eram membros outros nove alunos.

O pai da aluna recorreu para tribunal, pedindo a anulação da suspensão e 140 mil euros de indemnização.

Na primeira instância, o tribunal julgou a ação improcedente, mas o pai recorreu e viu o Tribunal da Relação dar-lhe razão, com a anulação da suspensão.

A Relação determinou ainda que seja apreciado o mérito da indemnização pedida pelos danos psicológicos, emocionais, reputacionais e académicos sofridos pela aluna.

Uma decisão agora confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, após recurso do colégio.

No processo, a Alfacoop acusou a aluna de manter conversas com juízos depreciativos/difamatórios dirigidos a terceiros, calão e ‘stickers’ atentatórios do bom nome e da reputação de alunos e professores, bem como da sua integridade moral.

Alegou que não praticou qualquer ato que consubstanciasse ingerência na correspondência e comunicações da aluna nem violou o respeito devido pela sua privacidade, já que foram outras duas que as transmitiram aos responsáveis da cooperativa de ensino.

Sustentou ainda que tem a obrigação de promover uma cultura de responsabilidade, bem como salvaguardar a segurança no espaço escolar e o respeito pela integridade física e moral dos alunos.

“Não podia defraudar a confiança dos alunos, dos pais e da própria comunidade no seu projeto educativo”, referiu.

Argumentos que não colheram junto do STJ, que considerou que a circunstância de as mensagens terem chegado ao conhecimento da direção da escola, sem a autorização do titular, não as torna públicas, razão pela qual a prova assim obtida é ilícita e não pode ser utilizada para o efeito de instrução de processo disciplinar.

O conteúdo Tribunal anula suspensão aplicada por colégio de Braga a aluna por conversas no WhatsApp aparece primeiro em O MINHO.

António Salvador suspenso por 23 dias

22 October 2026 at 18:50

O presidente do SC Braga, António Salvador, foi hoje suspenso por 23 dias pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ao criticar o árbitro Gustavo Correia após o jogo com o Gil Vicente.

No mapa de processos sumários do CD da FPF, lê-se que, de acordo com os relatórios do árbitro e do delegado da Liga, no final da receção aos gilistas, na segunda-feira, em jogo em atraso da segunda jornada do campeonato, António Salvador foi ao balneário da equipa de arbitragem, deixando críticas ao árbitro da associação do Porto.

“O senhor faça um favor, deixe a arbitragem, falsifica documentos, o senhor psicologicamente não está em condições nenhumas de arbitrar jogos nenhuns, é o estado que a arbitragem portuguesa está”, pode ler-se na transcrição do processo, publicado no sítio oficial da Liga de clubes, como atribuído a Salvador para Gustavo Correia.

Além dos 23 dias de suspensão, o CD da FPF penalizou ainda o presidente dos ‘arsenalistas’ com 4.970 euros de multa.

O SC Braga perdeu com o Gil Vicente 2-1 e, no final, queixou-se que existiu uma falta sobre Pau Victor no início da jogada que viria a resultar no primeiro golo da equipa de Barcelos e que, já no período de descontos, ficou por marcar uma grande penalidade favorável aos bracarenses por suposta falta sobre Ricardo Horta.

O conteúdo António Salvador suspenso por 23 dias aparece primeiro em O MINHO.

Terras de Bouro já tem canil municipal

22 October 2026 at 18:45

O Centro de Recolha Oficial de Terras de Bouro foi inaugurado, esta quinta-feira, para promover o bem-estar animal e o reforço da resposta municipal ao acolhimento e proteção de animais de companhia.

O espaço fica localizado no Lugar de Cabaninhas, na freguesia de Gondoriz, numa cerimónia que contou com a presença do vice-presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Paulo Salsa, e da diretora regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Sandra Sarmento.

Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro

A inauguração foi integrada na Semana Comemorativa do Município, que assinala os 512 anos da atribuição da Carta de Foral.

Com este equipamento, o Município de Terras de Bouro reafirma o seu “compromisso com a proteção animal, a saúde pública e a sensibilização para a adoção responsável”.

O conteúdo Terras de Bouro já tem canil municipal aparece primeiro em O MINHO.

Funeral da mulher que morreu presa em tear numa fábrica em Braga realiza-se na sexta-feira

22 October 2026 at 16:57

O funeral da mulher, de 52 anos, que morreu após ficar presa num tear de uma fábrica de fiação em Celeirós, Braga, na manhã de quarta-feira, vai realizar-se na sexta-feira.

O velório tem início às 14:00, na igreja paroquial de Celeirós, sendo que o funeral realiza-se às 17:30, no mesmo local. O corpo da trabalhadora será sepultado no cemitério local.

Desconhecem-se as circunstâncias em que se deu o acidente de trabalho.

Como O MINHO noticiou, da ocorrência resultou ainda um ferido ligeiro, uma colega da trabalhadora que terá ficado em estado de choque.

Para o local foram mobilizados vários meios dos Bombeiros Sapadores de Braga, Bombeiros Voluntários de Braga, VMER e equipa de psicólogos do INEM.

A GNR registou a ocorrência e a Autoridade para as Condições do Trabalho deslocou-se ao local para apurar o sucedido.

O conteúdo Funeral da mulher que morreu presa em tear numa fábrica em Braga realiza-se na sexta-feira aparece primeiro em O MINHO.

“Não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”

22 October 2026 at 16:39

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse hoje não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse hoje aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia (Porto).

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

Antes, o também ex-presidente da Câmara de Esposende (PSD) tinha dito que vê as manifestações “de forma muito tranquila”.

“Eu acho que as pessoas, os cidadãos devem manifestar-se. Não é [só] pela habitação, é pela habitação, é pela saúde, é por tudo aquilo que entenderem que não está de acordo, enfim, com a sua forma de ver. O que não quer dizer desde logo que tenham razão. Mas podem e devem manifestar-se. Isto só nos dá força para trabalhar mais”, apontou.

Disse ainda haver “algum sentimento de injustiça” para os trabalhadores do IHRU.

“Nós temos trabalhado imenso, temos feito o máximo que está ao nosso alcance para conseguir resolver um problema. Só que é um problema estrutural, não é um problema conjuntural”, sustentou.

Segundo Benjamim Pereira, “não se vai resolver o problema da habitação (…) durante os próximos anos, é preciso todos termos consciência disso”.

Porém, expressou otimismo quanto ao decreto-lei proposto pelo Governo para a habitação, n.º97/2026, “que vai, com toda a certeza, dar um enorme contributo para resolver o problema da habitação”.

“É preciso dar tempo para que ele funcione. Quer o regime simplificado do arrendamento acessível, que vai (…) conter, mas por opção do próprio senhorio, o limite das rendas, que será muito importante”, bem como “os contratos de investimentos de arrendamento”, acrescentou.

Para Benjamim Pereira, estes contratos são “das medidas mais importantes que se tomaram em Portugal nas últimas décadas em relação à habitação” porque convocam o setor privado.

“Os contratos de investimento de arrendamento na sua modalidade, quer da renda moderada, que é obrigatório praticar, quer da renda acessível” podem ser a “bala de prata” com a “obrigatoriedade de manter os imóveis durante 25 anos em arrendamento acessível” para que os jovens “tenham aqui a sua oportunidade”, assinalou.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

O conteúdo “Não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa” aparece primeiro em O MINHO.

Vinhos Verdes procuram mais apreciadores no Japão e Coreia do Sul

22 October 2026 at 15:54

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) promove, entre esta sexta-feira e 30 de outubro, um conjunto de ações de promoção na Ásia, levando 15 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes a Seul (Coreia do Sul), Tóquio e Osaka (Japão) para provas, ‘masterclasses’ e uma “maior proximidade com diferentes públicos naquele mercado de exportação”.

Esta sexta-feira, em Seul, a Prova Anual dos Vinhos Verdes decorre no Ambassador Pullman Seoul e será dirigida por Sangmi Kim, com mais de 200 profissionais a participar no seminário e na prova dirigida a importadores e profissionais do setor, incluindo ainda um momento de prova para o consumidor. 

O segundo destino será Tóquio, a 27 de outubro, no Hotel Prince Sakura Tower: uma plateia de mais de 150 profissionais do setor tem lugar reservado no seminário e na prova destinada também ao ‘trade’, sendo os dois momentos conduzidos por Yoko Obara, antes da habitual prova ao consumidor. 

O Hotel Nikko Osaka é o último ponto de paragem do plano de ações de promoção da Região Demarcada dos Vinhos Verdes no mercado asiático: a 30 de outubro, uma ‘masterclass’ orientada por Yoko Obara e dirigida ao ‘on-trade’, contará com cerca de 40 profissionais para descobrir e conhecer os 14 vinhos em prova. 

“O mercado asiático é, desde há alguns anos, uma importante aposta dos Vinhos Verdes, uma vez que regista grandes oportunidades de crescimento. Os diferentes perfis dos vinhos correspondem às tendências de consumo e harmonizam perfeitamente com a gastronomia asiática, mantendo-se um mercado estratégico para a promoção da Região”, refere Carla Cunha, diretora de marketing da CVRVV.  

O conteúdo Vinhos Verdes procuram mais apreciadores no Japão e Coreia do Sul aparece primeiro em O MINHO.

Administração do matadouro em Trás-os-Montes já previa anulação de insolvência

22 October 2026 at 15:27

A administração do matadouro do Cachão, Mirandela, vincou, hoje, que a anulação da insolvência já era o esperado, mas os problemas mantêm-se e o funcionamento da unidade de abate só é possível graças a dinheiro injetado pelos municípios.

Em declarações à Lusa, o administrador Michel Monteiro realçou que a anulação do processo de insolvência, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, noticiada quarta-feira pela Lusa, “não traz muito de novo”, porque “apesar da incerteza”, havia “uma forte convicção de que o processo ia ter este desfecho”, devido à natureza empresarial do matadouro.

Em abril deste ano, um dos credores do matadouro, a Ares Lusitani, pediu a insolvência da unidade de abate devido a uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.

No entanto, a 15 de outubro, o tribunal da relação anulou o processo, alegando que o matadouro do Cachão é uma empresa local, de natureza intermunicipal, estando sujeita a uma legislação especial.

Este desfecho, para Michel Monteiro, significa voltar à “estaca zero”, mantendo-se os problemas financeiros da unidade de abate, provocados pelo “enorme decréscimo”, na ordem dos “30 a 40%”, no abate de animais, pelo aumento do custo do combustível, do gás e da eletricidade, e ainda assim mantendo os mesmos postos de trabalho.

Face à relevância do matadouro para a região, os municípios, garantiu, “têm feito um enorme esforço” para conseguir manter o matadouro em funcionamento e, em resposta às críticas do sindicato sobre a má gestão, salientou que “poucos políticos teriam esta coragem de injetar tanto dinheiro nesta unidade industrial” que “gera valor negativo”.

“O núcleo central do negócio não é autossustentável, a atividade gera valor negativo no seu dia-a-dia, obrigando a empresa a recorrer a financiamento dos acionistas, no caso concreto, ao município de Vila Flor e ao município de Mirandela”, vincou.

Michel Monteiro sublinhou ainda que as câmaras municipais têm também feito um esforço para manter os 23 postos de trabalho, embora preveja um alívio nos gastos com ordenados, visto que “entre 30 a 40% dos trabalhadores” atingiram a idade da reforma e “muitos deles já não conseguem estar na grande parte dos postos de trabalho”.

“Se por cada dois que se vão reformando nós conseguirmos meter uma pessoa com idade jovem, com ambição, com motivação para dali fazer uma carreira, tem tudo para continuar a funcionar o matadouro”, adiantou.

Durante o processo de insolvência os municípios apresentaram um plano de revitalização para esta unidade de abate situada em Frechas, no concelho de Mirandela. No entanto, com a anulação da insolvência, também este plano cai por terra.

Ainda assim, o administrador revelou que os municípios vão ter de negociar a dívida com os credores.

“Sentarmo-nos e tentarmos negociar uma forma ou um prazo bastante diluído, são esses pormenores que terão de ser discutidos, mas enfim, com alguma margem conseguirmos, a seu tempo, conseguir cumprir com as obrigações que outros assumiram no passado e que até à data (…) o matadouro ainda não conseguiu pagar”, referiu.

Desde o início do processo de insolvência, o matadouro industrial do Cachão manteve-se aberto e em funcionamento, mas os trabalhadores chegaram a anunciar uma greve, por alegados atrasos no pagamento de salários e subsídios de férias, mas acabou por ser cancelada.

No nordeste transmontano há ainda mais três matadouros: em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.

O conteúdo Administração do matadouro em Trás-os-Montes já previa anulação de insolvência aparece primeiro em O MINHO.

Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária

22 October 2026 at 15:10

Elsa da Mota, doente oncológica natural de Vila Verde, angariou 2.772 euros através de uma caminhada solidária que decorreu no passado domingo na freguesia de Vila Verde e Barbudo.

A iniciativa contou com cerca de 500 participantes vestidos de cor-de-rosa e o valor reverteu na íntegra para a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha
Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha
Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha
Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha
Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha

Cada quilómetro do percurso (6 km) foi acompanhado por placas informativas sobre como realizar o autoexame mamário, promovendo a sensibilização e a deteção precoce.

Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Foto: Igor Rocha

Recentemente diagnosticada com cancro da mama, Elsa da Mota tem usado as redes sociais para sensibilizar os seguidores para a doença, documentando o seu processo de tratamento.

O conteúdo Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária aparece primeiro em O MINHO.

Vieira do Minho investe 1,5 milhões em saneamento

22 October 2026 at 14:50

A Câmara de Vieira do Minho vai avançar com a empreitada de ampliação da rede de drenagem de águas residuais nas zonas de Sanguinhedo, Azevedo e Gandra, nas freguesias de Vieira do Minho e do Mosteiro, num investimento que ultrapassa 1,5 milhões de euros, acrescidos de IVA, foi hoje divulgado.

A obra foi adjudicada à empresa Manuel António Ferreira Carvalho & Filho, Lda., e contempla a instalação de uma extensão total de nove quilómetros de rede de saneamento, reforçando as infraestruturas do ciclo urbano da água no concelho.

O prazo de execução é de 20 meses, contados a partir da data de consignação dos trabalhos, cujo arranque está previsto para o início de novembro.

Esta intervenção permitirá “alargar a cobertura da rede de saneamento nas localidades abrangidas, contribuindo para a melhoria das condições de salubridade pública, a proteção dos recursos hídricos e a qualidade de vida da população”, segundo a autarquia, em comunicado enviado às redações.

Com esta obra, o executivo municipal cumpre “uma das suas promessas eleitorais, concretizando um investimento destinado a melhorar as condições de saneamento e a qualidade de vida da população das localidades abrangidas”.

O conteúdo Vieira do Minho investe 1,5 milhões em saneamento aparece primeiro em O MINHO.

Vitória SC: Margarido diz que treinadores “não podem ser únicos responsáveis” por insucesso

22 October 2026 at 14:27

O treinador do Vitória de Guimarães, Tiago Margarido, considerou hoje que os treinadores de futebol não podem ser “os únicos responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso desportivo”, a propósito dos vários despedimentos nesta época.

Face às saídas de Carlos Carvalhal do Famalicão, na segunda-feira, e de Carlos Vicens do Sporting de Braga e de Alexandre Santos do Nacional, na terça-feira, a I Liga portuguesa de futebol passou a contabilizar sete mudanças em 2026/27, número superior a qualquer uma das ‘big 5’ na Europa.

“Ao longo do tempo, habituámo-nos a ser o ‘saco de pancada’, mas, num projeto global, há muitos responsáveis. Não podemos ser os únicos responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso desportivo”, disse, à margem da antevisão à receção ao Marítimo, da nona jornada do campeonato, agendada para sexta-feira.

O técnico, de 37 anos, lembrou, aliás, o comunicado da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), publicado na quarta-feira, acerca das saídas verificadas na I e na II Liga, para vincar que a tendência para despedir treinadores após ciclos de maus resultados a abrir temporadas “não é benéfica para a profissão”.

Ao leme de uma equipa que ocupa o 15.º lugar da I Liga, com cinco pontos, fruto de uma vitória, dois empates e cinco derrotas em oito jornadas, Tiago Margarido disse que os treinadores já “sabem lidar” com a “cultura instalada em Portugal” de “uniformizar a avaliação” do desempenho desportivo numa “única pessoa”, o treinador, mesmo quando não é a única culpada.

“Quando as coisas não correm tão bem, nem sempre é culpa dos treinadores. Por vezes, é. Temos de assumir isso, mas, muitas vezes, as estruturas ‘escondem-se’ nos treinadores, quando as coisas não correm tão bem”, disse.

Além dos três despedimentos ocorridos na semana em curso, o Nacional despediu o treinador João Gião após a quarta jornada, sendo o recordista de saídas em 2026/27, o Rio Ave acertou a saída do grego Sotiris Silaidopoulos após a sétima jornada e o Estoril Praia confirmou a saída de Vasco Matos após a oitava, para além de Vasco Seabra, que trocou o Arouca pelos vila-condenses.

O conteúdo Vitória SC: Margarido diz que treinadores “não podem ser únicos responsáveis” por insucesso aparece primeiro em O MINHO.

Margarido quer Vitória “ofensivo e envolvente” para derrotar Marítimo

22 October 2026 at 14:09

O treinador Tiago Margarido afirmou hoje que o Vitória SC precisa de apresentar “um jogo ofensivo e envolvente” para derrotar o Marítimo, na sexta-feira, em jogo de abertura da nona jornada na I Liga portuguesa de futebol.

Ciente de que os minhotos têm o “desafio de melhorar” face às três anteriores partidas, com Moreirense (1-1), onde os seus jogadores “não estiveram tão bem” quanto esperava, Benfica (derrota por 2-0) e Lamelas, para a Taça de Portugal (triunfo por 1-0), o técnico promete uma equipa “fiel” a um estilo atacante, perante um oponente “com valia”.

“A ‘receita’ [para o encontro] passa muito por jogarmos o nosso futebol ofensivo. O Marítimo é uma equipa bem organizada, com experiência, que sabe ‘ler os momentos do jogo’. Temos de ser fortes. Temos de ter um jogo ofensivo e envolvente, com os laterais a criarem inúmeros desequilíbrios para vencermos”, disse, na antevisão ao desafio marcado para as 20:45, em Guimarães.

Esperançoso no regresso dos vimaranenses a “níveis exibicionais” semelhantes ao da jornada inaugural, pese embora a derrota com o Arouca, do triunfo sobre o Nacional (1-0), na terceira ronda, e do empate com o Casa Pia (0-0), na quinta, o ‘timoneiro’ disse ainda que o Vitória está sempre pressionado para vencer.

“Entramos em todos os jogos para ganhar. Temos a pressão de os ganhar todos. A pressão está bem presente desde o primeiro jogo do campeonato. Os jogadores estão preparados para isso. Precisamos muito dos três pontos. A equipa está tranquila e confiante e quer muito ganhar”, disse, num momento em que os vitorianos somam um triunfo no campeonato e ocupam o 15.º lugar, com cinco pontos.

Tiago Margarido disse ainda que a continuidade de Lucas Furtado na baliza, após ter alinhado frente ao Lamelas, rendendo Oliwier Zych, titular nas primeiras oito rondas do campeonato, é “uma possibilidade”, mas “não uma garantia”, tendo lembrado as várias mudanças operadas na equipa desde o início da época.

O técnico confirmou ainda que o defesa central Thiago Balieiro, totalista no campeonato, permanece em dúvida para a receção aos madeirenses, enquanto o avançado Alioune Ndoye está de regresso às opções após cumprir três jogos de suspensão.

O Vitória SC, 15.º classificado da I Liga portuguesa, com cinco pontos, recebe o Marítimo, 12.º, com oito, em jogo agendado para sexta-feira, às 20:45, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem de Diogo Rosa, da associação de Beja.

O conteúdo Margarido quer Vitória “ofensivo e envolvente” para derrotar Marítimo aparece primeiro em O MINHO.

Autarca promete “continuar a trabalhar” para Póvoa de Lanhoso ser cidade: “É só uma questão de tempo e circunstâncias políticas”

22 October 2026 at 13:29

A Assembleia da República rejeitou a proposta de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendida por este município, presidido por Frederico Castro (PS), que respeita a decisão, mas não se resigna.

“A voz da população contou: Póvoa de Lanhoso mantém a categoria de vila. A Assembleia da República rejeitou, esta quarta-feira, 21 de outubro, o Projeto de Lei n.º 241/XVII/1.ª, que propunha a elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, refere em comunicado a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (PSD), que sempre se opôs à pretensão da câmara.

Segundo a Junta, liderada por Paulo Silva (PSD), “esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, em maio deste ano, acrescentando ser “um sinal da força da participação cívica e do valor de uma Democracia que se constrói ouvindo as pessoas e respeitando a sua vontade”.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara disse respeitar a decisão do Parlamento, mas reiterou a convicção de que a Póvoa de Lanhoso passará a ter o estatuto de cidade, mais cedo ou mais tarde, sendo “apenas uma questão de tempo”.

Frederico Castro lembrou que a medida foi um objetivo assumido por si na última campanha eleitoral, acrescentando que esta decisão desfavorável da Assembleia da República, votada por PSD, CDS e Chega, “que se uniram” no voto negativo, não o faz resignar, mas antes “continuar a trabalhar” para que um dia Póvoa de Lanhoso seja cidade.

“Não tenho a mais pequena dúvida de que é só uma questão de tempo e de circunstâncias políticas. Póvoa de Lanhoso reúne todos os critérios para ser cidade. Não me vou resignar, vamos continuar a trabalhar, a debater o assunto, a esclarecer as pessoas e os partidos. Não vamos abrir mão nem abdicar desse objetivo”, sublinhou o autarca.

Em maio, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso realizou uma consulta pública que culminou com 85% de votos contra a proposta de elevação a cidade, apresentada pela câmara.

A consulta pública teve a participação de 882 cidadãos, dos quais 752 (85,3%) votaram contra a elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade, 129 a favor (14,6%), havendo um voto nulo/branco.

Na Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso estão recenseados cerca de 5.300 eleitores.

A área territorial proposta para a elevação à categoria de cidade correspondia “exclusivamente ao território da Freguesia da Póvoa de Lanhoso, circunstância que motivou a realização desta auscultação pública por parte da Junta de Freguesia, enquanto órgão representativo direto da população abrangida pelo processo”.

O processo de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendido pelo município, e que seguiu para a Assembleia da República por proposta dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga, não foi consensual e gerou debate político e social no concelho, face às posições divergentes entre a câmara PS e a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso PSD.

No comunicado agora divulgado, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso refere ainda que, “desde o primeiro momento, defendeu que uma decisão com impacto na identidade” local “devia contar com a voz de quem nela vive, de quem conhece a sua história e de quem ajuda, todos os dias, a construir o seu futuro”.

“A população participou, fez ouvir a sua voz e viu a sua vontade refletida nesta decisão. É assim que a democracia ganha sentido na vida de uma comunidade. A Póvoa de Lanhoso mantém-se vila, com a sua história, a sua identidade e o orgulho das suas gentes. Mantém também a ambição de crescer, de melhorar e de criar mais oportunidades para todos”, sublinha a Junta.

Em comunicado divulgado aquando da consulta pública, o PS da Póvoa de Lanhoso disse não reconhecer “a alegada ‘consulta pública’ promovida pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Amparo” (Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso) sobre a elevação da vila a cidade.

O conteúdo Autarca promete “continuar a trabalhar” para Póvoa de Lanhoso ser cidade: “É só uma questão de tempo e circunstâncias políticas” aparece primeiro em O MINHO.

Trás-os-Montes: Calor e seca quebram produção de castanha (mas qualidade é boa)

22 October 2026 at 12:42

Produtores de castanha falam de uma antecipação da campanha e uma quebra de produção na zona da Padrela, no concelho de Valpaços, devido ao calor e à seca, mas garantem uma boa qualidade do fruto.

Pelos soutos da serra da Padrela espalham-se trabalhadores que, por estes dias, apanham a castanha, a principal fonte de rendimento deste território do distrito de Vila Real.

Artur Esteves, 62 anos, vive em Cabanas, aldeia da União de freguesias de Carrazedo de Montenegro e Curros, onde tem cerca de 80 hectares de castanheiros e de 8.000 árvores de onde prevê colher à volta de 50 a 60 toneladas de castanha.

“Este é um ano fraco, vai haver pouca castanha. A qualidade é boa e o calibre é muito melhor do que no ano passado. Este ano conto colher 50% a 60% do ano anterior”, afirmou à agência Lusa.

A apanha começou também uns dias mais cedo, como aconteceu com a grande parte das colheitas em 2026, desde a uva à azeitona.

“Já colhi 122 toneladas em 2019 e de lá para cá nunca mais lá cheguei. No ano passado colhi à volta de 100 e este ano prevejo lá para as 50, 60 toneladas, mas a gente está a começar a apanha”, apontou.

Esta ainda é, na sua opinião, uma atividade que rende, mas cada vez menos.

“Está tudo muito mais caro, a castanha mantém-se no mesmo preço ou ainda menos (…) A mão de obra é cara, os adubos também, está tudo caríssimo”, frisou, lembrando ainda que a árvore é sensível a doenças, como o cancro e a tinta, que tem secado muitos castanheiros, e que a vespa-das-galhas-do-castanheiro também tem prejudicado a atividade.

É um agricultor orgulhoso dos soutos e do fruto, ao qual se dedica desde a década de 80 com a ajuda da mulher e de dois filhos, a tempo inteiro. “É todos os dias nos castanheiros”, realçou.

Nos seus soutos estão a trabalhar 26 pessoas e espera o reforço de mais duas, entre familiares, residentes em aldeias vizinhas e uma equipa proveniente da Régua, prevendo que a apanha se estenda por 25 dias.

“Até agora tenho conseguido arranjar mão de obra, vamos ver no futuro”, afirmou.

A filha Alexandra Esteves, 31 anos, trabalha num hotel em Chaves e tira três semanas de férias, nesta altura, para a apanha da castanha.

“Venho ajudar os meus pais, sempre que posso venho. É um trabalho duro, mas já estamos habituados, já fazemos isto desde sempre, crescemos aqui e fomos habituados a isto”, referiu.

José Sousa, 61 anos, e Armanda Sousa, 60 anos, são de Tazém, União das Freguesias de Padrela e Tazém, e estão a fazer a apanha sozinhos.

“Este ano nem a máquina ligámos”, afirmou José Sousa, que explicou que a “produção é pouca” por causa da seca e do calor, prevendo colher “só um terço” da produção do ano passado.

A máquina é a da apanha da castanha. O produtor garantiu que a qualidade “é boa, só que é pouca”.

“Podemos fazer muito, mas se o tempo não ajudar (…) A nossa produção é muito menos”, afirmou a mulher, que explicou que os castanheiros têm ouriços, mas que há ouriços que não têm castanhas.

O calor do verão prolongou-se e choveu pouco.

“Desde 2018 para cá, a produção tem vindo sempre a mingar. A gente tem mais plantação, mas tem vindo sempre a mingar porque seca muito castanheiro com a doença da tinta, o cancro e a vespa, é tudo”, referiu Armanda Sousa.

A agricultora realçou também os custos de produção cada vez mais caros, como o combustível, os adubos, tratamentos e a mão de obra. Até agora, acrescentou, o escoamento do fruto tem estado garantido.

Começou a apanha há cerca de uma semana, 10 dias mais cedo do que no ano passado.

“A castanha era em novembro e agora já se faz metade da campanha em outubro”, sublinhou.

Junto à aldeia da Padrela, o empresário agrícola Nicolas Gonçalves, 38 anos, apanha a castanha para um produtor local.

A equipa é de cinco pessoas e vem de Murça. Aproveita o intervalo depois da vindima e antes do começo da apanha da azeitona, no seu caso a 02 de novembro, para dar uma mão à colheita da castanha.

“Este ano começou tudo mais cedo, podemos falar de vindimas, a castanha e a azeitona. A castanha no ano passado começou a 28 de outubro e, se calhar, vamos fechar ao final do mês e já não há castanha”, referiu o empreiteiro, que disse terem começado a apanha há uma semana.

Do que tem observado, antevê também uma quebra de produção de castanha e classificou a falta de mão de obra como um grande problema em Portugal.

“Não há, as pessoas não querem trabalhar (…) Na área da agricultura não falta trabalho”, frisou.

A Câmara de Valpaços alertou para a presença da vespa asiática (vespa velutina) e recomendou cuidados redobrados durante a apanha da castanha e da azeitona.

Para segurança dos trabalhadores, aconselhou a que se verifiquem as árvores e a vegetação antes de iniciar a atividade, a um especial cuidado durante a varejadura, a poda e a utilização de máquinas agrícolas e ao contacto com as entidades competentes.

É na serra da Padrela que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa e são 18 as localidades do concelho que fazem parte da DOP “Castanha da Padrela”.

A Feira da Castanha Judia – Castmonte 2026 realiza-se de 06 a 08 de novembro.

O conteúdo Trás-os-Montes: Calor e seca quebram produção de castanha (mas qualidade é boa) aparece primeiro em O MINHO.

Feira com mais de 500 anos está de volta a Vila Verde

22 October 2026 at 11:59

As centenárias Feiras Novas da Vila de Pico de Regalados, em Vila Verde, estão de volta entre sexta-feira e domingo.

O Largo da Feira volta a ser ponto de encontro para três dias de “celebração das tradições, dos costumes e da identidade local”.

Com mais de 500 anos de história, o certame teve na sua génese a feira franca e as trocas de gado. Segundo a autarquia, séculos depois, “mantém viva essa essência, preservando atividades tradicionais que continuam a marcar a identidade da comunidade, a par de um programa diversificado que atrai anualmente milhares de visitantes à freguesia”.

O programa arranca na sexta-feira, às 21:00, com a abertura oficial e a atuação dos Rusgas.

Feira com mais de 500 anos está de volta a Vila Verde
Imagem: DR

No sábado, a tradição assume especial destaque com a Feira Franca, o Concurso de Gado e a Corrida de Cavalos, manifestações que evocam a forte ligação do território à atividade agrícola e pecuária. À noite, a animação prossegue com um espetáculo equestre, cantares ao desafio e música popular portuguesa, com Daniel Sousa e Valter S. Martinho.

No domingo, a programação começa com um passeio de BTT pelas Terras de Regalados, seguindo-se a Missa das Colheitas. Durante a tarde, o Festival Folclórico reúne o Rancho Infantil e Juvenil de Pico de Regalados e o Rancho das Tradições, num momento dedicado à música, à dança e à preservação da cultura popular.

Integradas na programação “Na Rota das Colheitas 2026”, promovida pelo Município de Vila Verde, as Feiras Novas são organizadas pela ACRDSS Pico de Regalados, em colaboração com a União das Freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós.

A iniciativa reforça a “valorização das tradições, dos produtos e dos saberes locais, contribuindo para manter viva a memória coletiva e para dinamizar o território através de uma programação que cruza património, ruralidade, cultura popular e convívio entre gerações”.

O conteúdo Feira com mais de 500 anos está de volta a Vila Verde aparece primeiro em O MINHO.

Câmara de Braga vandalizada com pichagem: “Preocupa-me a normalização de discursos de intimidação e ameaça”

22 October 2026 at 10:31

O edifício da Câmara Municipal de Braga ‘acordou’, esta quinta-feira, com uma pichagem na sua fachada com uma frase alusiva à luta pelo direito à habitação: “Sem casas não há futuro”.

O autarca João Rodrigues partilhou uma fotografia do vandalismo para condenar o ato: “Concordo com a frase, mas condeno em absoluto a forma escolhida para a escrever”.

“Conheço bem a dimensão do problema da habitação, compreendo a indignação de quem não consegue pagar uma casa e sei quanto trabalho temos pela frente. Mas isso não pode servir de desculpa para tudo”, refere.

Contudo, o presidente da Câmara alerta para a escalada no tom dos protestos. “Já se ouvem apelos descarados a que se reproduzam em Portugal os confrontos e os episódios de violência que temos visto em França. Preocupa-me a normalização de discursos de intimidação e ameaça. E preocupa-me o silêncio de quem receia condená-los, não vá parecer que está contra o direito à habitação”, lê-se numa publicação nas redes sociais.

E acrescenta: “Os moderados (a esmagadora maioria das pessoas) não têm de pedir desculpa pelo facto de o serem, nem de apresentar provas de sensibilidade social para defender princípios elementares. A moderação não é tibieza nem falta de coragem. Muito pelo contrário. E pintar uma parede não é o mesmo que ameaçar ou agredir. Mas não precisamos de esperar pelo pior para dizer onde estão os limites”.

Como O MINHO tem noticiado, para além de Porto e Lisboa, Braga também tem sido palco de protestos em defesa da habitação e por melhores condições de vida. No próximo sábado, realiza-se nova assembleia popular, na Praça da República, a partir das 15:00.

Além desta proposta, as cerca de duas centenas de pessoas presentes na Praça da República votaram, em assembleia popular, ontem, também favoravelmente a realização de uma acampada em Braga, mas sem definirem uma data, a promoção de uma sessão pública sobre a nova lei das rendas, o contacto com moradores locais e o apoio a uma greve geral ibérica.

O conteúdo Câmara de Braga vandalizada com pichagem: “Preocupa-me a normalização de discursos de intimidação e ameaça” aparece primeiro em O MINHO.

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês

22 October 2026 at 10:10

A WWF Portugal já realizou intervenções em cerca de 46 hectares (ha) de floresta e habitats afetados por incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, através do programa “D-Evolução”, foi hoje divulgado.

Através da gestão seletiva de vegetação e do apoio à regeneração natural, já foram plantadas mais de 1.700 árvores e arbustos autóctones, como carvalhos-alvarinhos (Quercus robur), bétulas (Betula celtibérica), azevinhos (Ilex aquifolium) e pinheiros-silvestres (Pinus sylvestris).

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

De acordo com a ONG, esta recuperação em mosaico florestal devolve “zonas vitais de abrigo e alimentação” ao corço e “fortalece a estabilidade” do habitat do emblemático lobo-ibérico (Canis lupus signatus). 

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

Já a sul, na Serra do Caldeirão, o restauro, que irá iniciar-se nas próximas semanas, foca-se na paisagem mediterrânica e na recuperação de linhas de água e montados em 46,7 ha, dos quais 19 ha já têm financiamento garantido. Os trabalhos incluem a erradicação de canaviais e acácias, a sementeira direta de 10 hectares de pastagens biodiversas e a plantação de mais de 3.100 árvores e arbustos nativos, com grande destaque para o medronheiro (Arbutus unedo) e o sobreiro (Quercus suber). Estas ações previnem a degradação dos solos e reduzem o risco de incêndio, reforçando as condições de habitat para espécies como o lince-ibérico (Lynx pardinus) e a águia-de-Bonelli (Aquila fasciata).

A intervenção pioneira que está em curso nas águas do Estuário do Tejo, na Trafaria, focada na proteção das populações locais de cavalos-marinhos, está a ser desenvolvida pela WWF Portugal em colaboração com o parceiro técnico-científico MARDIVE – Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha, e com o envolvimento da comunidade e entidades locais. Partindo da observação científica que os cavalos-marinhos utilizavam estes resíduos depositados no rio como pontos de fixação e abrigo, devido à escassez de habitats naturais, foram instalados nove abrigos subaquáticos desenvolvidos a partir do reaproveitamento de carrinhos de compras em fim de vida, aos quais se retiraram todos os plásticos e componentes potencialmente perigosos. Estima-se que as atividades em curso tenham impacto numa área de cerca de 16 ha. O objetivo é que estas estruturas possam vir a oferecer refúgio imediato às duas espécies residentes – o cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-comum (Hippocampus hippocampus) – enquanto se consolida um esforço conjunto e de longo prazo entre entidades públicas, comunidade científica, empresas e sociedade civil para a recuperação plena do seu ecossistema.  

“Há um ano, lançámos esta iniciativa sabendo que restaurar a natureza é uma das decisões mais inteligentes que podemos tomar enquanto sociedade. Dados da Comissão Europeia demonstram que cada euro investido na recuperação da natureza gera um retorno estimado entre oito e 38 euros, sublinhando que a estabilidade dos serviços de ecossistema é crucial para reduzir despesas futuras e garantir a sustentabilidade de setores estratégicos. Não estamos a falar apenas de proteger espécies ou recuperar habitats. Estamos a falar de devolver equilíbrio aos sistemas que nos garantem água, alimentos, segurança, saúde e qualidade de vida”, afirma Ângela Morgado, diretora-executiva da WWF Portugal.

“Ao longo destes 12 meses, o D-Evolução juntou proprietários que disponibilizaram terrenos para o restauro, autarquias, entidades gestoras do território, parceiros científicos, cidadãos, empresas, organizações e comunidades locais que decidiram fazer parte da solução. Esta é a prova de que existe uma vontade real de devolver natureza a Portugal”, reforça Ângela Morgado. 

Este arranque foi possível graças à rápida mobilização de parceiros, empresas e cidadãos, que em apenas um ano asseguraram perto de 482 mil euros para o arranque das intervenções.

Sendo a “D-Evolução” uma iniciativa estruturante com um horizonte temporal até 2030, a WWF Portugal encara os cerca de 1,25 milhões de euros necessários para completar este plano como uma “oportunidade extraordinária de investimento contínuo no capital natural do país”. A organização apela ao alargamento desta rede de apoio para levar a recuperação ecológica “ainda mais longe”. 

“Conseguir mobilizar quase meio milhão de euros no primeiro ano demonstra a força deste movimento, mas o seu verdadeiro valor vai muito além do financiamento. Este é apenas o início de um caminho que se estende até 2030. Para devolvermos à natureza o que foi perdido à escala de que o país necessita, precisamos de mobilizar mais investimento, mais parceiros e mais cidadãos. E precisamos, sobretudo, de fazer do restauro da natureza uma prioridade nacional. A WWF Portugal, juntamente com muitos outros parceiros, está a ajudar a demonstrar o que é possível fazer e a acelerar a implementação de soluções no terreno. Mas a responsabilidade de liderar esta transformação cabe ao Estado, através de um Plano Nacional de Restauro ambicioso e com o investimento adequado para recuperar os ecossistemas de que dependem as pessoas e a economia”, conclui Ângela Morgado.

As empresas e cidadãos interessados em apoiar o financiamento das intervenções no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Serra do Caldeirão e Estuário do Tejo podem conhecer em detalhe o trabalho em curso e fazer a sua contribuição (aqui).

O conteúdo Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês aparece primeiro em O MINHO.

❌