❌

Normal view

Pagamentos em falta de consultas com cheque psicólogo

22 October 2026 at 18:17
493 profissionais denunciam atrasos nos pagamentos e jovens à espera de consultas desde agosto. O IPDJ admite erros mas não dá prazo para os resolver.

© FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR

A psicóloga Rosana Milhomens disse que já realizou dezenas de consultas sem a emissão dos cheques

Cruzar os braços durante uma conversa pode fazer você parecer antipático, mas ajuda no foco e na resiliência; entenda o que diz a psicologia

22 October 2026 at 15:25

Cruzar os braços é um dos gestos humanos mais comuns no dia a dia e, mesmo assim, é um dos mais misteriosos. Ao contrário de coçar o nariz, apoiar o queixo ou passar a mão pelo cabelo, os braços cruzados não têm uma justificativa óbvia: talvez por isso sejam interpretados de tantas formas diferentes pela psicologia e pelo estudo da linguagem corporal.

Por que você sente o impulso de cruzar os braços enquanto conversa com alguém, e qual mensagem isso passa para seu interlocutor? Veja as diferentes perspectivas de especialistas sobre este movimento.

Regulação emocional

Acalmar os nervos e confortar a si mesmo é um dos principais motivos para cruzar os braços, segundo o autor Joe Navarro, precursor do uso da análise de linguagem corporal pelo FBI (Federal Bureau of Investigation do governo dos Estados Unidos). Neste caso, o gesto é como um abraço discreto e pode vir acompanhado de automassagem.

Em situações de maior intensidade emocional, braços cruzados podem ajudar a controlar o medo e podem indicar ansiedade quando acompanhados de gestos como cobrir o pescoço com as mãos.

“Pessoas que se sentem inseguras podem cruzar os braços para não se sentirem tão expostas”, escreve Navarro em seu blog pessoal. Ele também afirma que o movimento pode ajudar no autocontrole, restringindo uma reação mais explosiva. “As crianças fazem isso o tempo todo. Quando pedimos que façam algo que não querem fazer, elas cruzam os braços, às vezes empunham as mãos e as pressionam firmemente contra o corpo. De várias formas, isso comunica claramente como elas se sentem, sem dizer uma palavra.”

Leia Mais:

Demonstração de poder

O especialista chama os braços cruzados de “power pose”: uma pose escolhida para indicar poder. “Especialmente homens usam este gesto para parecerem maiores”, afirma. “O Super-Homem é frequentemente apresentado desta maneira. Em escolas, é o que professores infelizmente chamam de ‘pose de valentão'”.

Outra possibilidade é adotar a pose para “criar uma barreira física e psicológica” entre você e alguém com quem você não deseja interagir, “criando distância”.

Outras explicações

Embora frequentemente lido como um gesto rude ou agressivo, cruzar os braços pode ser um movimento completamente inofensivo e involuntário. Navarro conta que pode se tratar simplesmente de um espelhamento da postura do interlocutor:

“Como analisar dois homens que estão de braços cruzados, cada um apoiado com as costas na parede e suas pernas também cruzadas? É sinal de conflito entre os dois? A resposta é não”, exemplifica. “O fato de estarem se espelhando, com as pernas cruzadas, diz que está tudo bem. Só cruzamos as pernas quando nos sentimos confortáveis o bastante com a outra pessoa.”

Uma explicação alternativa é, simplesmente, o frio. Cruzar os braços pode ajudar a aquecer a região do torso e controlar tremores causados pela temperatura.

O que dizem os psicólogos

A postura de braços cruzados em frente ao tronco foi estudada por neurologistas e psicólogos, para além da linguagem corporal. Os resultados sugerem que o gesto pode ser benéfico para quem o faz, seja em conversas ou outras atividades.

Em 2007, um experimento prático na Universidade de Rochester, Estados Unidos, fez diferentes participantes resolverem desafios de lógica com braços cruzados e descruzados, posicionados sobre as coxas. Os voluntários induzidos a cruzar os braços passaram mais tempo tentando solucionar os anagramas apresentados, e tiveram taxa de sucesso maior; não foram identificadas mudanças de humor, nível de conforto ou respeito às instruções da equipe de pesquisa.

Em 2016, foi a vez de um estudo de neuroimagem no Japão verificar os efeitos da pose no corpo. Uma análise de mil participantes revelou que cruzar os braços altera a atividade cerebral na região responsável pelo foco interno e pela percepção do corpo no espaço, além de aumentar a conexão entre diferentes locais do órgão.

Ou seja: de braços cruzados, as áreas associadas ao foco, à reflexão, à autopercepção, à tomada de decisões e ao foco externo conversam mais entre si. Mas há um efeito colateral: ao posicionar os braços e mãos do outro lado da “linha média” do corpo, as referências anatômicas e espaciais se confundem, o que pode afetar a compreensão de estímulos táteis.

Cruzar os braços durante uma conversa pode, então, ajudar no foco e na resolução de problemas, o que é útil em discussões e debates. No entanto, como existem leituras negativas do gesto sob a perspectiva da linguagem corporal, o interlocutor pode intuir insegurança, indisposição ou estresse que, por vezes, não são reais.

“Isso é mais comum entre estranhos”, diz Joe Navarro. “Se você estiver com amigos ou conhecidos, isso pode não ser visto como um distanciamento. Na verdade, muitos interpretam como uma demonstração de interesse e engajamento em um tópico. Isso pode explicar por que vemos esse gesto tão frequentemente entre colegas de trabalho.”

Por qué algunas personas necesitan que su pareja reafirme constantemente que las quiere

22 October 2026 at 11:00

Al caminar por la calle, es algo habitual, por lo menos en España, ver cómo las parejas muestran su cariño al cogerse de las manos, besarse o charlar y reír juntos. Son pequeños gestos, caricias o expresiones que muestran esa conexión, ese amor que se profesan.

Además de los gestos, están las palabras, porque algunas personas necesitan escuchar de manera constante cuáles son los sentimientos de su pareja hacia ellos y que reafirme una y otra vez su amor. Esto puede llegar a causar problemas en la pareja si no se entiende el motivo por el que sucede.

Por qué necesitan que les reafirmen su amor

Esto es algo que sucede en algunas parejas, una de las partes necesita que la otra constantemente le reafirme que le quiere y lo que siente por ella. Suele ser una demanda habitual y no es raro que pregunte directamente: '¿Me quieres?'. Esto puede llegar a causar problemas en la relación porque, mientras uno necesita una reafirmación constante, el otro puede llegar a frustrarse, preguntándose si lo que hace para demostrar su amor por su pareja no es suficiente.

En realidad, no es así, las motivaciones son otras y es algo que la psicóloga Patricia Pasquin ha querido explicar en sus redes sociales, dando luz a un tema que puede llegar a convertirse en un problema para algunas parejas, porque no se trata de que el amor de uno no sea suficiente o no lo demuestre de la mejor manera, sino que es una cuestión de inseguridad emocional.

"Cuando una persona te pregunta continuamente si le quieres, no suele tener nada que ver contigo, sino más bien suele ser una forma de monitorizar los sentimientos", explica la profesional, aclarando que suele ser una respuesta a heridas emocionales del pasado. "Monitorizar los sentimientos de los demás suele ser una respuesta de supervivencia a una infancia emocionalmente inestable, negligente o abusiva".

"Cuando escoges a una persona para amar y compartir la vida, también escoges sus heridas, por lo que un acto de amor y cuidado de la relación también es apoyar y acompañar a esa persona en su proceso, igual que agradecerías que te acompañara en el tuyo". La experta recomienda evitar frustrarse en estas situaciones y no enfadarse o tomarlo como algo personal, lo mejor es "validar y confirmar ese amor y ese cariño para que poco a poco la herida vaya sanando y entonces las preguntas serán cada vez menos".

En algunos casos, esa necesidad de reafirmación constante, esa búsqueda excesiva de tranquilidad, puede aumentar el riesgo de depresión, principalmente cuando se relaciona con el apego ansioso. Esta es una forma de vincularse y no un rasgo inamovible del carácter, por lo que puede 'desaprenderse', aunque suele ser necesario el apoyo de profesionales.

Referencias

Shaver PR, Schachner DA, Mikulincer M. Attachment style, excessive reassurance seeking, relationship processes, and depression. Pers Soc Psychol Bull. 2005 Mar;31(3):343-59. doi: 10.1177/0146167204271709. PMID: 15657450. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15657450/

Ansiedade social e os hábitos ocultos que pioram tudo

By: ZAP
22 October 2026 at 10:00
Pode comprometer o desempenho e as relações interpessoais, mas existem estratégias e formas de apoio psicológico que ajudam a superar o isolamento e a enfrentar os receios associados às interações sociais. Durante a adolescência, Mary (nome fictício) começou a sentir ansiedade em situações sociais. A sua ansiedade tornou-se tão grave que desenvolveu uma depressão e teve de interromper temporariamente os estudos. Quando entrou na universidade, evitava por completo os ambientes de grupo. “Não participava em clubes nem em associações, como faziam os outros”, conta. “Achava simplesmente que ninguém iria querer conhecer-me. Na verdade, não fiz um único amigo durante toda

Héctor Ruiz Martín, investigador: “Padres y docentes no deben confiar en que la dificultad lectora mejore simplemente con la edad”

22 October 2026 at 04:30
Para el divulgador científico Héctor Ruiz Martín, uno de los problemas más perjudiciales en torno a la dislexia es creer que aprender a leer es algo espontáneo como hablar.

Octubre es el mes de la concienciación sobre la dislexia, una oportunidad para poner el foco en una dificultad específica del aprendizaje que todavía está rodeada de mitos y confusión. “Soy estúpida. Nadie dirá nunca que tengo un talento brillante con las palabras. Me esfuerzo. Pero eso no se nota”, comienza un poema que se hizo viral en redes sociales en 2016 y que refleja algunas de las ideas negativas que pueden acompañar a quienes padecen dificultades lectoras. Más allá de esas percepciones, la dislexia puede afectar a la precisión, la fluidez y la comprensión lectora, y su detección temprana resulta clave para poder intervenir.

Seguir leyendo

Cómo los intentos por tener un hijo pueden pasar factura en el terreno sexual

22 October 2026 at 04:30

El instinto maternal de Marta, una madrileña de 53 años, nunca había hecho acto de presencia hasta que conoció a alguien que lo despertó. “De repente, ambos queríamos tener un hijo. El problema es que yo tenía 42 años y mi pareja tenía pocos espermatozoides y eran algo lentos, condición que se conoce con el extraño nombre de oligoastenozoospermia”. La pareja decidió entonces recurrir a las técnicas de reproducción asistida y así estuvieron durante casi dos años hasta que, tras una fecundación in vitro, se quedó embarazada. “Siempre se habla del calvario de los tratamientos. En mi caso, lo peor fue comprobar que todo el proceso había desgastado nuestra vida sexual. De repente, éramos padres que habíamos triunfado en la batalla de la concepción, pero perdimos la de la pareja. Habíamos interiorizado que el sexo sin fruto era vacío, frustrante, falso. Una suerte de maldición que la madre naturaleza nos lanzaba por no poder cumplir con el deber de perpetuar la especie. Y así, como una bruja malvada, nos quitó el deseo”, cuenta.

Seguir leyendo

© milan2099 (Getty Images)

Tanto si se ha tenido descendencia como si no, la sexualidad de la pareja que intenta tener hijos puede sufrir mucho en todo el proceso.

Um reality show da Netflix evoca um dos experimentos científicos mais controversos da história e o homem por trás dele

21 October 2026 at 22:15

O Experimento da Prisão de Stanford durou menos de uma semana em 1971, mas suas conclusões sobre a natureza humana perduraram por décadas. Agora, uma nova série da Netflix traz de volta aos holofotes um dos estudos mais controversos da psicologia e algumas das maiores preocupações que o cercam.

Organizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, o experimento consistia em uma prisão simulada instalada no porão de um prédio da Universidade Stanford. Ele selecionou 24 estudantes universitários do sexo masculino dentre mais de 70 pessoas que responderam a um anúncio de jornal para um “estudo psicológico sobre a vida na prisão” e os dividiu aleatoriamente em prisioneiros e guardas. No cerne desse trabalho estava uma questão fundamental sobre o bem e o mal.

“Basicamente, Zimbardo estava tentando descobrir se pessoas comuns estariam dispostas a dar e a seguir ordens em um ambiente específico, e qual era o papel da situação na formação do comportamento das pessoas”, disse Catherine Sanderson, professora de psicologia da família Poler no Amherst College e ex-aluna de Zimbardo. Ela não participou do experimento. “O que ele queria mostrar é que pessoas normais podem fazer coisas horríveis.”

Os 24 participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em dois grupos: guardas e detentos. • PrisonExp.org

O experimento, que deveria durar até duas semanas, rapidamente saiu do controle pelo menos de acordo com a versão oficial. Em 36 horas, um dos prisioneiros teve um aparente colapso mental e, no segundo dia, os detentos se rebelaram. Os guardas reprimiram a rebelião com vigor, borrifando os rebeldes com extintores de incêndio, despindo-os e trancando-os em um armário escuro apelidado de “o buraco”.

Tudo isso se desenrolava em um contexto de agitação real no mundo real em relação às condições prisionais e ao tratamento dado aos encarcerados. Poucas semanas após o término do experimento, uma rebelião na Penitenciária de Attica, em Nova York, foi sufocada com força letal, resultando em 43 mortes . O evento trouxe a atenção da mídia para o trabalho de Zimbardo, levando-o para além do âmbito acadêmico e para o discurso social, onde permanece desde então.

Mas, ao longo dos anos, o perfil do Experimento da Prisão de Stanford mudou drasticamente, passando de uma visão sem precedentes da psique humana para um estudo amplamente criticado, cujos métodos e conclusões foram questionados.

Philip Zimbardo (primeiro à direita) assumiu o cargo de superintendente da prisão. • PrisonExp.org

“Nossa compreensão do que aconteceu evoluiu muito ao longo do tempo”, disse Sanderson. “Não só surgiram questionamentos éticos sobre o estudo, mas também sobre se os comportamentos ocorreram espontaneamente ou se foram, de certa forma, instruídos por Zimbardo.”

Com a estreia da versão repaginada do experimento pela Netflix, uma questão fundamental permanece: o estudo revelou algo essencial sobre autoridade ou a forma como foi conduzido contribuiu para os comportamentos que o tornaram famoso?

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, tem uma estrutura bastante diferente do notório estudo de 1971 que a inspirou. • Netflix

‘Um grande problema’

Zimbardo concebeu o estudo em parte como uma continuação dos famosos experimentos de obediência conduzidos pelo psicólogo americano Stanley Milgram no início da década de 1960. No primeiro desses estudos, os participantes foram instruídos a aplicar o que acreditavam serem choques elétricos cada vez mais dolorosos em uma pessoa invisível, por terem dado respostas incorretas em um teste de memória, e 65% dos participantes continuaram até o nível máximo, apesar de ouvirem o aparente sofrimento da pessoa.Na realidade, o sofrimento foi simulado por um ator e, se fossem planejados hoje, tanto o experimento de Milgram quanto o de Zimbardo enfrentariam sérios obstáculos sob as normas éticas modernas de pesquisa, devido a problemas com engano, danos psicológicos, conflito de interesses e falta de consentimento informado sobre a intensidade da experiência.

O professor Philip Zimbardo, da Universidade Stanford, discute o Experimento da Prisão de Stanford em 20 de agosto de 1971. • Duke Downey/San Francisco Chronicle/Getty Images

Para começar, os prisioneiros do experimento de Stanford não faziam ideia de que o estudo começaria com uma prisão realista realizada pela polícia local em suas casas. Ao entrarem na prisão simulada, os detentos foram submetidos a uma revista íntima e, em seguida, tiveram que vestir batas largas sem roupa íntima. Eles usavam meias de náilon sobre a cabeça, simulando cabelos raspados.

Os guardas usavam uniformes e óculos de sol espelhados para evitar contato visual. A equipe de pesquisa forneceu-lhes cassetetes de madeira e instruções para não agredirem fisicamente os prisioneiros, mas sim para manter a lei e a ordem. Zimbardo atuou como superintendente da prisão, observando e registrando o experimento.

Como os presos começaram a apresentar sinais evidentes de sofrimento logo no início, alguns familiares que tinham permissão para visitá-los manifestaram a intenção de contatar advogados para interromper o estudo. Nos primeiros quatro dias, três detentos foram liberados após apresentarem sinais de sofrimento.

No quinto dia, Christina Maslach, então recém-formada em psicologia social por Stanford e que mais tarde se casaria com Zimbardo, visitou a prisão e ficou horrorizada com o que viu. Zimbardo encerrou o experimento no dia seguinte.

As evidências de áudio e vídeo do experimento, bem como entrevistas posteriores com os participantes, revelaram que Zimbardo, que faleceu em 2024, influenciou diretamente o resultado do estudo ao interagir com os participantes e orientar os guardas, além de impedir que alguns detentos deixassem a prisão simulada quando solicitaram inicialmente.

“Uma das características de um bom projeto experimental é que o pesquisador responsável pelo estudo não interaja com os participantes”, disse Sanderson. “O fato de Zimbardo ter se envolvido tanto é um grande problema, porque ele tinha crenças e expectativas específicas — poderíamos até dizer objetivos — na condução do estudo.”Mas, na época, os resultados foram bem vistos e Zimbardo aproveitou a fama recém-adquirida: “Aos olhos do público, assim como ao dar uma palestra para uma turma grande, você é um artista e, portanto, deve fazer uma boa apresentação e aprender com os erros para ser mais eficaz da próxima vez”, disse ele em uma entrevista de 2009.

O estresse psicológico fez com que alguns dos alunos que interpretavam o papel de detentos abandonassem o estudo mais cedo. • PrisonExp.org

Segundo Sanderson, Zimbardo era um orador muito poderoso e convincente. “O estudo da prisão de Stanford lhe trouxe muita fama, e ele era muito carismático”, disse ela. “Esse tipo de carisma fez com que as pessoas não prestassem muita atenção a alguns detalhes sobre o que realmente aconteceu.”

Ainda assim, as revelações sobre seu envolvimento serviram para minar as descobertas sobre autoridade e natureza humana que Zimbardo defendia.

“Acho que certamente existe uma visão geral de que pessoas boas podem fazer coisas ruins sob certas circunstâncias, como no anonimato ou quando recebem ordens para fazê-las”, disse Sanderson. “No entanto, o estudo da prisão de Stanford não é um bom exemplo que comprove isso.”

Esse ceticismo reflete uma reflexão mais ampla dentro da psicologia sobre a confiabilidade dos resultados dos estudos. Em 2015, uma tentativa de replicar 100 estudos publicados em importantes periódicos de psicologia resultou em apenas 36% das replicações alcançando resultados estatisticamente significativos, em comparação com 97% nos estudos originais. Essa “crise de replicabilidade” expôs falhas na forma como a pesquisa psicológica é conduzida e publicada, incluindo tamanhos de amostra pequenos e pressão para produzir resultados impactantes em vez de descobertas robustas e reproduzíveis.

A primeira grande tentativa de revisitar o experimento de Stanford, de fato, produziu um resultado completamente diferente. Mas essa reformulação inicial, encomendada pela BBC , também começou reformulando a abordagem.

Resultado alternativo

Em 2002, a BBC transmitiu sua versão da obra de Zimbardo em uma série de televisão chamada “The Experiment”.

O estudo envolveu 15 voluntários do sexo masculino seis guardas e nove prisioneiros em uma prisão construída nos terrenos de um estúdio de cinema. Mas os guardas não se tornaram tiranos, como no experimento de Stanford. Em vez disso, os prisioneiros desafiaram os guardas e levaram a melhor. Ainda mais surpreendente, eles construíram posteriormente uma comunidade unida.

Segundo Stephen Reicher, professor de psicologia da Cátedra Bishop Wardlaw na Universidade de St. Andrews, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa juntamente com Alex Haslam, então psicólogo da Universidade de Exeter, a diferença marcante nos resultados se deveu em parte ao fato de os guardas não terem sido previamente treinados por uma figura de autoridade como Zimbardo.

“Normalmente, em um experimento, você é neutro”, disse Reicher. “Zimbardo, na verdade, se posicionou como chefe da guarda. Em termos gerais, ele diz a eles o que fazer. Ele diz para eles imporem poder. Ele diz para eles fazerem as pessoas se sentirem impotentes.”

Na versão da BBC, não há essa liderança: “Levamos a sério a ideia de simplesmente colocar pessoas em seus respectivos papéis e ver o que aconteceria. Sem uma liderança clara, descobrimos que os guardas não queriam impor poder, não queriam ser brutais e, portanto, tornaram-se impotentes. Eles não se uniram como grupo. Não sabiam o que fazer”, observou Reicher. “Por outro lado, os prisioneiros se uniram como grupo, tinham uma noção clara de como agir e, na verdade, isso inverteu as relações de poder em nosso estudo.”

O experimento revisitado, embora feito para a TV, foi concebido como um estudo científico, disse Reicher.

“Submetemos o estudo a um comitê de ética científica”, acrescentou. “O planejamento foi feito como o de qualquer outro estudo. Não nos limitamos a filmar as atividades dos participantes; realizamos pesquisas diárias. Inclusive, coletamos dados hormonais.”

No entanto, embora os prisioneiros se unissem para criar um sistema mais igualitário, eles não conseguiam controlar verdadeiramente o que estava acontecendo: “Então, eles se sentiam cada vez mais impotentes e se tornavam cada vez mais atraídos por um homem forte, pelo autoritarismo”, disse Reicher. “O que descobrimos foi que a incapacidade dos grupos de controlar seu próprio ambiente os torna atraídos por regimes autoritários, o que eu acho que é uma mensagem bastante importante, considerando o que está acontecendo no mundo hoje.”

A construção de Zimbardo de que uma situação ruim pode levar uma pessoa boa a cometer atos malignos, disse Reicher, é perigosa: “Quando se observam exemplos de brutalidade na história, os responsáveis ​​quase sempre tentam se eximir da responsabilidade posteriormente. A desculpa é que estavam apenas cumprindo ordens, que não tinham escolha”, afirmou. “A explicação dada por Zimbardo não é apenas cientificamente incorreta; é social e moralmente perigosa porque oferece uma desculpa aos perpetradores.”

Teatro versus ciência

As questões sobre abuso de prisioneiros e responsabilização ganharam renovada urgência em 2004, quando fotografias de soldados americanos e detentos iraquianos em Abu Ghraib, uma prisão nos arredores de Bagdá, chocaram o mundo. As imagens suscitaram comparações com o experimento de Stanford e Zimbardo tornou-se um comentarista proeminente sobre o escândalo de Abu Ghraib, argumentando que os abusos não podiam ser compreendidos unicamente como ações de alguns indivíduos.

Zimbardo chegou a testemunhar em defesa de um guarda de Abu Ghraib, e suas observações foram compiladas em um livro de 2007 intitulado “O Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam más”, no qual escreveu: “Qualquer ato que qualquer ser humano já tenha cometido, por mais horrível que seja, é possível para qualquer um de nós, sob as circunstâncias certas ou erradas”.

A renovada popularidade do experimento levou, em 2015, a um filme de Hollywood estrelado por Billy Crudup, intitulado “The Stanford Prison Experiment” (O Experimento da Prisão de Stanford), que contou com Zimbardo como consultor e segue em grande parte sua própria versão dos acontecimentos.

Uma cena do filme “The Stanford Prison Experiment”, de Hollywood, lançado em 2015, com o ator Billy Crudup (primeiro à esquerda) interpretando Philip Zimbardo. • Steve Dietls/Golpe de Estado/Banco de Areia/Abandon/Ifc/Kobal/Shutterstock

A crítica mais contundente ao trabalho de Zimbardo surgiu pouco depois, em 2018, quando Thibault Le Texier, historiador francês e pesquisador associado do Centro de Sociologia e Ciência Política Europeias em Paris, publicou primeiro um livro em francês sobre o experimento e, em seguida, o resumiu em um estudo de 2019 intitulado “Desmascarando o Experimento da Prisão de Stanford”.

Le Texier reconstruiu toda a cronologia do experimento após passar semanas analisando material de arquivo, como gravações e transcrições, na Universidade de Stanford.

“Desde o início, o Experimento da Prisão de Stanford foi organizado e planejado como um espetáculo”, disse Le Texier à CNN. “Era mais teatro do que ciência.”

Le Texier também afirmou que, embora Zimbardo tenha admitido ter dado instruções gerais aos guardas, na realidade, Zimbardo ou seus associados os instruíram de forma muito específica sobre como se comportar durante o experimento a ponto de os guardas terem recebido um “plano” de como agir.

“Eles não terão nenhuma privacidade, haverá vigilância constante nada do que fizerem passará despercebido”, disse Zimbardo durante uma sessão de orientação para guardas, gravada em vídeo . “Eles não terão liberdade de ação. Não poderão fazer nem dizer nada que não permitamos. Tiraremos a individualidade deles de várias maneiras.”

A aparente influência de Zimbardo frustra qualquer esperança que os cientistas possam ter de obter conclusões definitivas a partir do experimento da prisão de Stanford, acrescentou Le Texier. “A única conclusão científica que se pode tirar é a de que os cientistas podem fazer ciência muito ruim”, disse ele.

Um detento na prisão de Abu Ghraib, posteriormente identificado corretamente como Abdou Hussain Saad Faleh, em pé sobre uma caixa com fios conectados. • Comando de Investigação Criminal do Exército dos EUA

Segundo Le Texier, Zimbardo dificultou intencionalmente a saída dos prisioneiros do experimento, mesmo que eles pedissem, e criou condições de vida desconfortáveis ​​para eles: “Eles não podiam ler, não podiam assistir à TV, não podiam ir ao banheiro à noite, não tinham absolutamente nada para fazer durante o dia, as condições eram piores até do que em uma prisão de verdade, simplesmente porque Zimbardo temia que, se os prisioneiros se divertissem, nada aconteceria e o experimento seria um fracasso”, disse Le Texier.

Em 2018, Zimbardo publicou uma longa resposta às críticas ao experimento, incluindo a de Le Texier, na qual defendeu os métodos utilizados, argumentando que os participantes podiam sair e que o comportamento dos guardas não era roteirizado. Le Texier rejeita a resposta como “besteira”, afirmando que, embora tenha servido para “elogiar o experimento”, não abordou especificamente suas críticas.

Feito para a TV

Os frequentes paralelos entre a experiência e as produções teatrais acabaram por chamar a atenção de Stephen Scott-Bottom, professor de teatro contemporâneo, drama e cinema na Universidade de Manchester.

“Meu interesse inicial foi pensar nisso como uma situação construída onde as pessoas são solicitadas a desempenhar papéis”, disse ele. “Se você pedir às pessoas que representem um cenário e, em seguida, pedir a um grupo diferente de pessoas que representem esse cenário novamente, você obterá resultados completamente diferentes, dependendo da combinação específica de personalidades.”

Zimbardo e seus colegas, argumentou Scott-Bottoms, queriam enfatizar a importância da situação, minimizando assim a importância das personalidades individuais.

Para um estudo sobre o experimento que publicou em 2020, Scott-Bottoms localizou e entrevistou vários guardas e prisioneiros, incluindo o detento cujo aparente colapso, cerca de 36 horas após o início do estudo, tornou-se um de seus episódios mais famosos: “O primeiro colapso emocional que você ouve falar em toda a documentação foi fingido por um cara que só estava tentando sair”, disse Scott-Bottoms.

O prisioneiro em questão, Doug Korpi, também admitiu ao jornalista Ben Blum que sua agonia era uma farsa, e Blum incluiu a revelação em uma reportagem mais ampla criticando o experimento, publicada em 2018. Korpi queria abandonar o experimento porque não tinha permissão para estudar para uma prova de admissão à pós-graduação e estava preocupado em não estar preparado.

O papel de Zimbardo na prisão, disse Scott-Bottoms, era focado em impedir que o experimento estagnasse: “Eu o considero tanto um artista da mídia quanto um cientista”, disse Scott-Bottoms. “Ele era muito bom em encontrar um ângulo ou um gancho para chamar a sua atenção, para que você ouvisse aquilo sobre o que ele realmente queria falar, certo ou errado.”

Philip Zimbardo posa para um retrato em sua casa em São Francisco, em 2015. Lea Suzuki/The San Francisco • Chronicle/Getty Images

Apenas um mês após a morte de Zimbardo, em outubro de 2024, estreou no canal National Geographic um documentário em três partes intitulado “O Experimento da Prisão de Stanford: Revelando a Verdade” . O documentário incluía uma das últimas entrevistas de Zimbardo.

No documentário, vários guardas e prisioneiros do estudo original contestam a versão de Zimbardo sobre o ocorrido e se referem a ele como “um vendedor”, “uma espécie de palhaço”, “um charlatão”, além de usarem repetidamente a palavra “fraude” em associação com o experimento.

Dave Eshleman, que se destacou na prisão simulada como o guarda mais mal-humorado, ganhando o apelido de “John Wayne”, chega a chamar seu papel no experimento de “um trabalho de atuação” e fala sobre “entrar no personagem” antes de entrar na prisão. Ele afirma que Zimbardo deu a entender que os guardas não eram considerados sujeitos do experimento: “Se tivesse ficado claro para nós que estávamos lá para sermos estudados, e não para ajudar a estudar os prisioneiros, teríamos agido de forma completamente diferente”, disse ele.

Em sua entrevista, Zimbardo responde a essas acusações dizendo que Eshleman e os outros tiveram que justificar o que fizeram, e a maneira mais fácil de fazer isso é dizer que estavam atuando. Eles também não conseguiam mais distinguir “a improvisação de impulsos sádicos reais”, acrescentou o psicólogo. O fato de todos terem se encaixado em seus papéis, disse Zimbardo, demonstra “a validade do experimento”.

Ele também não fez segredo da natureza teatral do experimento: “Pensei no experimento como um drama improvisado, o pátio do porão era o palco, os atores eram prisioneiros e guardas com uniformes diferentes e a câmera de vídeo era a plateia.”

Os 30 participantes do programa da Netflix aguardam a designação de suas funções na prisão após sua chegada. • Netflix
O programa foi filmado em uma seção desativada do Centro de Detenção de Adultos do Condado de Cherokee, em Canton, Geórgia. • Netflix

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, que foi filmada em uma prisão real e consiste em seis episódios de 45 minutos, não tem a mesma estrutura da original, e seus criadores não estão tentando realizar um experimento científico.

“Se estivéssemos simplesmente recriando o experimento original, isso seria inconcebível”, disse Jane Lipsitz, produtora executiva do programa, em um comunicado . “Mas este é um momento diferente, com participantes diferentes, medidas de segurança diferentes e, em última análise, uma jornada muito diferente.”

“Pareceu-nos o momento certo para revisitar essa questão com uma nova geração e perguntar se o poder inevitavelmente nos transforma, ou se somos capazes de resistir aos papéis, às regras e aos sistemas em que somos colocados. O que descobrimos durante esse processo foi algo que jamais imaginávamos”, acrescentou ela.

Os produtores do programa da Netflix afirmaram ter implementado “diversas medidas de segurança” para proteger os participantes, incluindo avaliações psicológicas e a possibilidade de sair a qualquer momento apenas pronunciando uma palavra de segurança. As 30 pessoas envolvidas, incluindo três mulheres, também formam um grupo muito mais diverso do que o estudo original ou o trabalho da BBC.

Na série da Netflix, os guardas realizam um “simulado” com equipamento antimotim, e os detentos são algemados no chão. © 2026. • Netflix

Os guardas são divididos em dois grupos e recebem um treinamento inicial, durante o qual são instruídos a “assumir o controle”. Mas, em nítido contraste com a versão da BBC e as exigências de um experimento científico, a série da Netflix é altamente estruturada e introduz mudanças radicais em sua configuração à medida que avança com resultados divertidos, ainda que irreais.

Mesmo meio século depois, ainda existem aspectos interessantes do experimento original de Stanford, apesar de suas falhas, observou Reicher. A nova série talvez seja uma prova disso.

“O estudo ainda consta nos livros didáticos. Há também quem o rejeite completamente. E há outros que dizem que há lições a serem aprendidas com ele, especificamente sobre o papel da liderança”, disse Reicher. “No fim das contas, em qualquer estudo, você não descreve tudo. Você descreve o que considera importante.”

Así es la 'nueva' depresión circadiana: noctámbulos, agotados al despertar y peor respuesta a antidepresivos

By: R.R.V.
21 October 2026 at 16:05

No todas las depresiones son iguales y quizá tampoco deberían tratarse siempre de la misma manera. Investigadores de la Universidad de Sídney (Australia) han identificado lo que denominan «depresión circadiana», un subtipo asociado a alteraciones del reloj biológico que regula nuestros ciclos de sueño y vigilia. El hallazgo podría ayudar a explicar por qué determinados pacientes responden peor a algunos de los antidepresivos utilizados habitualmente.

El trabajo, publicado en The British Journal of Psychiatry, analizó datos clínicos y genéticos de más de 10.000 australianos con depresión grave, recurrente o persistente. Los investigadores identificaron características de este subtipo circadiano en 2.604 participantes, cerca de una cuarta parte de las personas estudiadas. Es importante el matiz: esto no significa que una de cada cuatro personas con depresión de la población general tenga este subtipo, ya que la investigación se realizó sobre un grupo concreto de pacientes.

Pero ¿qué tiene que ver nuestro reloj interno con la salud mental? Los ritmos circadianos son ciclos biológicos de aproximadamente 24 horas que ayudan a organizar funciones como el sueño y la vigilia. En las personas clasificadas dentro del nuevo subtipo aparecían características como ser más nocturnas, dormir durante más tiempo cuando estaban deprimidas, levantarse sintiéndose muy cansadas o experimentar un componente estacional en la enfermedad.

Enfermedad a edad más temprana

«La depresión no es una enfermedad uniforme», explica Emiliana Tonini, primera autora del estudio e investigadora del Brain and Mind Centre de la Universidad de Sídney. Para la especialista, conocer las características de los diferentes subtipos podría facilitar que los pacientes accedan antes a los tratamientos que tienen más posibilidades de resultar efectivos.

La investigación encontró además diferencias importantes en este grupo. Las personas con depresión circadiana tendían a desarrollar la enfermedad a una edad más temprana y presentaban cuadros más graves, con mayor frecuencia de pensamientos suicidas y síntomas de manía. Los análisis también detectaron una mayor predisposición genética a determinados problemas inflamatorios y cardiovasculares y a trastornos del neurodesarrollo como el TDAH. Se trata de asociaciones genéticas observadas en el estudio, no de que la depresión circadiana provoque necesariamente esas enfermedades.

Tratamientos "más relevantes"

Una de las cuestiones más interesantes afecta al tratamiento. Los investigadores observaron que los antidepresivos habituales que actúan sobre la serotonina, como los ISRS, y los que actúan sobre serotonina y noradrenalina, los IRSN, resultaban menos eficaces y se asociaban con más efectos secundarios entre las personas clasificadas dentro de este subtipo. El hallazgo abre la puerta a prestar mayor atención al reloj biológico a la hora de decidir cómo abordar determinados casos.

«Dado que la depresión circadiana está vinculada al reloj biológico interno de las personas, los tratamientos dirigidos al ritmo circadiano, como la fototerapia y la melatonina, pueden ser mucho más relevantes», señala Jacob Crouse, coautor principal del trabajo. Los investigadores plantean que este tipo de intervenciones podría considerarse antes en pacientes con estas características, aunque eso no significa que una persona con depresión deba comenzar por su cuenta a tomar melatonina o abandonar la medicación prescrita.

El hallazgo podría ser especialmente relevante entre los jóvenes. Ian Hickie, profesor de Psiquiatría y codirector del Brain and Mind Centre, señala que muchos reciben inicialmente un ISRS y considera importante reconocer cuanto antes a quienes presentan un perfil circadiano. El objetivo es evitar sucesivos tratamientos que no funcionen suficientemente bien y avanzar hacia una psiquiatría en la que las características concretas de cada paciente ayuden a escoger la terapia.

Cómo salvarnos de tiempos monstruosos

21 October 2026 at 04:30

La película de Pixar Monstruos, S. A. pasa en un mundo de fantasía donde toda una sociedad industrial se sostiene sobre la energía de los gritos de los niños. Para eso, hay toda una factoría, ocupando una gigantesca nave industrial, que va poniendo a disposición de monstruos profesionales puertas mágicas que les conducen a las habitaciones infantiles. Los monstruos entran, asustan y se van a quedar con los amigos o a cenar. Para ellos es una industria cualquiera.

Seguir leyendo

© Cantero de las Muelas. Lucía

Fotograma de la película 'Monstruos S.A.'.

Un estudio sobre niños que dicen recordar vidas pasadas analiza 1.678 casos y encuentra un patrón sorprendente en los informes de “reencarnación”

Según la investigadora Saeedeh Sadeghi, muchos de los niños que dicen recordar una vida anterior describen una muerte traumática. Un nuevo análisis de la Universidad de Virginia ha medido algo más concreto: cuánto tiempo pasó entre la muerte de la persona «recordada» y el nacimiento del niño. El resultado es que ese intervalo tiende a […]

Juntos en casa, pero desconectados: cómo recuperar el tiempo en familia

21 October 2026 at 04:30

Uno de los asuntos que más preocupa a las familias hoy en día es la gestión del tiempo que pasan con sus hijos. En un ritmo de vida acelerado, en el que la productividad marca los horarios, la convivencia diaria suele plantear una pregunta fundamental: ¿es suficiente con estar con nuestros hijos en el mismo espacio o es necesario que compartamos actividades para sentir que estamos juntos?

Seguir leyendo

© Natalia Lebedinskaia (Getty Images)

La verdadera compañía consiste en el acto consciente de compartir: escuchar activamente lo que el niño tiene que decir.

La esquizofrenia: ¿un concepto listo para ser desmontado?

21 October 2026 at 04:30

Nos lo preguntan los pacientes, los familiares, los estudiantes y la gente de nuestro entorno: “Esto de la esquizofrenia, ¿qué es realmente?”. Y tratamos de responder con solvencia, aunque algo nos deja insatisfechos: una enfermedad del neurodesarrollo que suele comenzar en la adolescencia, con episodios de delirios, alucinaciones y desorganización. Posteriormente, cursa con una persistente apatía, aplanamiento y tendencia al aislamiento. Seguimos: es una enfermedad poligénica, más de 100 genes están involucrados, cada uno con un tamaño del efecto muy pequeño. Interactúan con una multitud de factores ambientales, entre los que destacan las complicaciones en el embarazo y parto, el trauma, el consumo de drogas, vivir en grandes ciudades o la migración. ¿Hay alteraciones en el cerebro en este grupo de pacientes? Sí, como grupo, sí: aumento de los ventrículos laterales, reducción del hipocampo, adelgazamiento cortical generalizado. Aunque, por otro lado —admitimos—, estos hallazgos no sirven para el diagnóstico. La explicación es correcta, pero algo en nuestra mente científica nos indica que es imprecisa y quizá inútil.

Seguir leyendo

© CasarsaGuru (Getty Images)

Una imagen representativa de una persona en medio de un episodio esquizofrénico.

Laura Güemes, psicóloga: "Disfrutar el presente significa vivir el ahora sin intentar estar en el siguiente paso"

20 October 2026 at 11:00

Tenemos la cabeza en todas partes menos donde tenemos que tenerla, que es el aquí y ahora. Para Laura Güemes, psicóloga, disfrutar del presente no consiste en que todo nos encante ni en sentirnos bien todo el tiempo, sino en ser capaces de estar donde estamos. "Pensamos que disfrutar el presente es estar feliz todo el rato y motivado, y que me encante todo lo que hago. Y no, disfrutar el presente no tiene que ser necesariamente todo eso, puede ser simplemente estar donde estás", explica en un vídeo de redes sociales.

Y es que no siempre estamos realmente en el momento que estamos viviendo. "Muchas veces estamos de vacaciones pensando en el trabajo, estamos con los amigos pensando en lo que hay que hacer mañana o estamos viendo una serie y nos sentimos mal por no estar siendo productivos. Así que ahí no estás en ningún sitio", señala la psicóloga.

Estar donde estés

Para Laura Güemes, una de las claves está en dejar de asociar el presente con una sensación constante de felicidad. No todos los momentos tienen que ser extraordinarios para que podamos vivirlos plenamente: "Para mí disfrutar el presente no significa que todo sea increíble, sino darte permiso para vivir lo que estás viviendo ahora, sin intentar estar ya en el siguiente paso", apunta.

Esto también implica aceptar que puede haber momentos aburridos, preocupaciones, cansancio o situaciones que no nos entusiasmen. El objetivo no sería convertir cada instante en una experiencia maravillosa, sino dejar de vivir permanentemente adelantados, pensando en lo que vendrá después.

La pregunta, entonces, es cómo podemos entrenar esa capacidad en nuestro día a día. La psicóloga considera que el primer paso es algo tan sencillo como prestar atención a dónde está nuestra mente. "Lo primero es que necesitamos ser conscientes, así que a lo largo del día pregúntate varias veces dónde está tu cabeza ahora mismo", recomienda la experta.

La respuesta puede ser que estamos pensando en una preocupación futura, repasando mentalmente una lista de tareas pendientes o anticipando lo que tendremos que hacer después. En ese caso, el ejercicio consiste en regresar, de forma consciente, a aquello que estamos haciendo. "Y si te das cuenta de que estás en el mañana, en una preocupación futura, en una lista interminable de tareas, vuelve al presente. A lo que estás viviendo, a lo que estás escuchando, a la conversación que tienes delante, a la comida que estás comiendo", explica.

Una de las ideas que resume esta forma de entender el presente tiene que ver precisamente con esa tendencia a posponer el descanso, el disfrute o incluso la propia vida hasta que hayamos terminado todas nuestras obligaciones. "La vida no ocurre cuando terminas todo lo pendiente, está ocurriendo ahora", concluye la psicóloga Laura Güemes.

¿Se puede amar a quien no soporta a tu mascota?: “Me engañé pensando que le cogería cariño”

20 October 2026 at 04:30

Cuando alguien se enamora le resulta muy difícil identificar qué características exactas han hecho que llegue a amar a la otra persona. Normalmente se listan virtudes con cierto componente lírico, aunque lo cierto es que, para que una pareja funcione, se han de dar algunas coincidencias algo más prosaicas, como estilos de vida similares y aspiraciones vitales compatibles. Estar de acuerdo en grandes preguntas, como si se quiere o no tener hijos, decidir dónde vivir o cómo gestionar el tiempo libre, predice la durabilidad de una relación. Y ahora, cada vez más, hay otra cuestión que toma protagonismo: ¿qué se opina sobre los animales de compañía?

Seguir leyendo

© Peter 'Hopper' Stone (ABC/Courtesy/Everett Collection/Cordon Press)

Sofía Vergara y Ed O'Neill en un fotograma de 'Modern Family'.

El nuevo lenguaje de las relaciones: ¿nos ayuda a entendernos o solo a juzgar?

20 October 2026 at 04:00

Nunca habíamos sabido tanto sobre relaciones. Hoy cualquiera maneja términos que hace unos años pertenecían casi exclusivamente al ámbito clínico o terapéutico: narcisista, evitativo, dependiente, tóxico, trauma, apego ansioso, red flag, responsabilidad afectiva… Aparentemente, con toda esta retahíla de conocimiento deberíamos estar relacionándonos mejor que nunca. Pero parece que no es así. Las redes sociales están llenas de este vocabulario y lo hemos incorporado con una facilidad pasmosa a nuestra manera de interpretar las relaciones.

El problema aparece cuando utilizamos esos conceptos principalmente para definir al otro y dejamos fuera de la ecuación nuestra propia manera de relacionarnos. Así encontramos discursos del tipo "pon límites", "aléjate de personas así" o "no permitas que te traten de esa manera". Y, por supuesto, hay situaciones en las que eso es absolutamente necesario.

Si alguien no me trata bien, su comportamiento no es mi responsabilidad. Pero sí me corresponde observar qué hago yo ante esa realidad, y qué me estoy contando que me impide tomar determinadas decisiones. Ese es, para mí, el paso que muchas veces falta. Porque saber que alguien es evitativo, narcisista o tóxico puede ayudarme a comprender determinados comportamientos, pero centrarme en señalar al otro me va a despistar del verdadero foco: darme cuenta de qué me está contando esta relación sobre mi, sobre mis carencias, sobre mis miedos, sobre mis creencias. Y ahí es donde el conocimiento psicológico debería servirnos para algo más que para colocar etiquetas.

Así que de lo que se trata en realidad es de comprender que cualquier relación en la que participo contiene información sobre mí. Pero no se trata de culpabilizarme por estar viviendo una determinada relación. Lo importante es no desaprovechar la información que esa experiencia me está dando sobre mí.

El peligro de poner etiquetas

Y ojo, que no digo yo que poner una etiqueta no tenga algo de tranquilizador. Ordena lo que ocurre. Pero en realidad no deja de ser una cortina de humo, desde la cual yo voy a empezar a filtrar lo que ocurre en la relación. Por ejemplo, si concluyo que mi pareja tiene apego evitativo porque siento que no se compromete y que no está tan encima de la relación como yo, puedo correr el riesgo de centrarme en esa crítica, creer que he tenido mala suerte y obviar el hecho más importante de todos: darme cuenta de que seguramente yo soy una persona que necesita reafirmarse a través del otro y voy a entrar en ansiedad cada vez que se aleje. Eso es lo que voy a tener que trabajar si quiero encontrar relaciones diferentes.

Además, hay otra deriva de todo esto que veo cada vez más en consulta. Y es cómo todo este lenguaje psicológico también ha entrado de lleno en las conversaciones de pareja. Frases como "eso es tu herida", "estás proyectando", "eso te pasa porque tienes apego ansioso" o "tienes que trabajar tus inseguridades" pueden sonar muy conscientes y, sin embargo, utilizarse para invalidar lo que el otro siente o para evitar hacerse cargo de la propia parte.

El conocimiento psicológico puede ayudarnos a comprender mejor una relación, pero también puede convertirse en una forma bastante camuflada de tener razón. Ahí es cuando el ego se sofistica, vestido de consciencia y lo único que hace es reforzar la misma estructura desde la que nos veníamos relacionando.

Por eso, insisto, tenemos que hacer una distinción importante: manejar términos y teorías psicológicas no es lo mismo que experimentarte en una relación desde la conciencia. Saber que una persona tiene apego evitativo puede ayudarme a entender por qué se distancia. Tener conciencia implica observar qué ocurre en mí cuando se distancia, qué hago ante ello, qué necesito, qué interpreto, qué espero y qué decisiones tomo o no tomo. Una cosa me da información sobre el otro. La otra me incluye a mí en lo que estoy viviendo.

Cada persona y su contexto

Y cuando empiezas a mirar las relaciones desde ese lugar, también dejan de tener sentido todos esos discursos que necesitan convertir al otro en el enemigo: hombres contra mujeres, evitativos contra ansiosos, víctimas contra tóxicos. Porque en cuanto reduzco a la otra persona a una categoría, dejo de verla como alguien con su propia historia, sus propios miedos y su propia manera de relacionarse, y vuelvo a colocarme fuera de la experiencia.

Así que ni hombres ni mujeres. Personas. Toda relación llega a tu vida para ayudarte con tu propia evolución interna. Te guste esa relación o no. Ya lo decía Alejandro Jodorowsky: “Estamos irresistiblemente atraídos por quien va a darnos los problemas que necesitamos para nuestra evolución”.

Y de eso se trata al final: de dejar de poner la mirada en los demás y empezar a ponerla en mi mapa y en mis procesos internos. Eso es lo que verdaderamente va a tener un impacto positivo y evolutivo en tu vida y en tus relaciones.

Hace más de dos mil años, en Delfos, una máxima resumía en apenas tres palabras algo que seguimos intentando aprender hoy: "Conócete a ti mismo". Quizá no hayamos avanzado tanto como creemos.

As millennials já não querem ser chefes

By: ZAP
18 October 2026 at 09:20
A geração das girlboss que queriam ter tudo está a mudar de ideias. Durante uma década, o conselho foi “façam acontecer”: agarrem a carreira, sentem-se à mesa, cheguem ao topo. Agora, parte das mulheres está a fazer o contrário, diz Sheryl Sandberg ao Business Insider. E a antiga número dois da Meta não tem dúvidas: as empresas são as culpadas. A viragem tem números. No relatório Women in the Workplace 2025, da consultora McKinsey com a organização LeanIn.Org, que inquiriu cerca de 9500 trabalhadores em 124 empresas norte-americanas, as mulheres surgem, pela primeira vez em 11 edições, menos interessadas do

❌