Rússia está pronta para negociar acordo final sobre Ucrânia e não trégua "curta", diz Putin





O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para Elon Musk e pediu para ele suspender as restrições ao uso do Starlink pela Ucrânia, informou o WSJ (Wall Street Journal) nesta quinta-feira (22), citando autoridades americanas.
O sistema Starlink estava funcionando de maneira mais estável nesta quinta-feira, pouco depois da conversa entre Trump e Musk, segundo autoridades americanas e ucranianas citadas pelo jornal.
Algumas autoridades ucranianas disseram ao jornal que o sistema não foi restabelecido por completo, mas estava operando em velocidades mais altas do que sob o limite imposto.
O presidente Volodymyr Zelensky disse mais cedo, nesta quinta-feira, que a velocidade do Starlink não havia sido restabelecida para a Ucrânia, acrescentando que esperava conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nos próximos dias.
Trump disse a Musk que estava frustrado porque as velocidades do sistema continuavam limitadas, segundo o WSJ, citando autoridades.
Rubio disse na quarta-feira que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabiam à empresa controladora, a SpaceX, e ao seu presidente-executivo, Musk, e não à Casa Branca.
A Ucrânia usa o Starlink para comunicações no campo de batalha e para operações com drones.
A restrição ao serviço de satélite prejudicou as missões de drones de ataque e de defesa aérea do país contra a Rússia.
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© JIM LO SCALZO/EPA
Fue a las cuatro de la madrugada del viernes pasado. Varios drones alcanzaron al Wine Trader, un buque cisterna que transportaba productos químicos y navegaba por el mar Negro a unos 25 kilómetros de la localidad rumana de Sulina, en la desembocadura del Danubio y a un paso de la frontera con Ucrania. Las explosiones provocaron un incendio y dañaron gravemente la embarcación. Cinco marineros pudieron ser rescatados, pero otros siete permanecen desaparecidos. “Los que tenían sus camarotes en los niveles superiores tuvieron tiempo de salvarse”, explican desde el Sindicato Libre de Navegantes de Rumania. Los desaparecidos, en cambio, probablemente quedaron atrapados bajo la estructura metálica de la embarcación. Esta ofensiva culminó una escalada de incidentes que ha golpeado en apenas diez días a siete mercantes frente a las costas de Rumania y Bulgaria.

© ROMANIAN INTERIOR MINISTRY (via REUTERS)
Vadim Y., ciudadano ucranio residente en Alemania, ha sido arrestado este jueves bajo sospecha de espiar para Rusia. El detenido está siendo investigado por, presuntamente, haber facilitado información a los servicios secretos del Kremlin sobre una base militar alemana y sobre infraestructuras de la OTAN.

© Fabian Bimmer (REUTERS)
Após uma ruptura amarga com Donald Trump ter deixado muitos na Ucrânia temendo que o presidente dos EUA tivesse se alinhado novamente à Rússia, o presidente Volodymyr Zelensky abordou a disputa de frente: não há nada de pessoal entre mim e Trump, disse ele à CNN, mas se aproximar de Vladimir Putin só iria “torná-lo mais forte”.
Os laços entre os EUA e a Ucrânia se deterioraram gravemente nas últimas semanas.
Zelensky disse que Trump estava “do lado errado da história” após ele anunciar um acordo para comprar combustível russo, desfazendo os esforços internacionais para isolar a Rússia. Trump então suspendeu algumas sanções contra a Rússia, gerando críticas até mesmo de seu próprio partido. As forças da Ucrânia viram seu acesso ao serviço Starlink, administrado por Elon Musk, ser restringido.
Falando à CNN a partir de Kyiv na quinta-feira, Zelensky adotou um tom conciliatório, dizendo que as tensões “não eram sobre personalidades” — mas advertiu que Putin não tinha intenção de parar a guerra.
“Minha atitude em relação a Putin é muito clara. Acho que se levantarmos as sanções, vamos torná-lo mais forte. Não é algo pessoal entre mim e o presidente Trump, e é claro que sou contra qualquer levantamento de sanções.”
Zelensky falou à CNN em meio a uma renovada pressão diplomática dos enviados de Trump para encontrar uma resolução para o conflito de quatro anos e meio.
Na quarta-feira, o enviado especial dos EUA Steve Witkoff passou três horas conversando com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo, descrevendo-o de forma controversa como um “humanitário” por sua decisão de libertar o prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Witkoff havia se reunido com Zelensky na Noruega um dia antes.
Trump insistiu na quarta-feira que apertar as sanções contra a Rússia teria significado que Hubbard permaneceria preso. “Você poderia se esquecer dele, nunca o veria de novo, ele voltaria para a prisão por 25 anos”, disse ele em resposta a uma pergunta da jornalista da CNN Kaitlin Collins.
Ele acrescentou que sanções mais rígidas colocariam em risco as chances de um acordo sobre a Ucrânia: “Quando você está perto de um acordo e tem negociações delicadas, você não impõe sanções.”
Zelensky disse que sua reunião na capital norueguesa Oslo foi produtiva, mas que não estava convencido do compromisso de Putin com a paz. Após a visita de Witkoff, Putin concordou com conversações em novembro, sem fornecer muitos detalhes concretos.
“Putin está jogando, sabe, ele é um jogador”, disse Zelensky.
“É uma pena porque ele joga com a vida de outras pessoas, e claro que ele não quer (parar a guerra). Então o que queremos de nossos parceiros (é) não dar a ele a possibilidade de ficar mais forte e nos destruir.”
Trump disse na quarta-feira que seu governo está “mais próximo do que nunca” de resolver a guerra na Ucrânia — apenas para a Rússia lançar centenas de drones e mísseis balísticos contra seu vizinho durante a noite.
Até agora, Putin também manteve suas exigências maximalistas em relação à Ucrânia — incluindo território. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quarta-feira que “a disputa agora está realmente concentrada no que acontece com o restante do Donbas”, a região leste da Ucrânia que está majoritariamente sob controle russo. Ele disse que “surgiram algumas ideias criativas sobre como resolver essa diferença.”
Em entrevista à CNN, Zelensky aludiu à possibilidade de congelar as atuais linhas de frente para “cessar-fogo, parar com as mortes, sentar e conversar.” No entanto, ele deixou claro que a ideia de a Ucrânia ceder seu território à Rússia é inaceitável.
“Nossa terra é muito importante porque é sobre pessoas. Não é sobre quilômetros”, disse ele. “Muitas pessoas morreram defendendo esta terra, defendendo nossa independência, nosso país.”
“Ninguém vai reconhecer esses territórios, que estão temporariamente ocupados, como territórios russos, e acho que a Rússia entende isso. É uma pena se alguém não entende, mas isso é problema deles”, acrescentou o presidente ucraniano.
Houve alguns sinais de distensão após Kiev acusar os EUA de limitar o compartilhamento de inteligência sobre mísseis russos em aproximação, de retardar os serviços vitais do Starlink e de atrasar o fornecimento de armas.
Zelensky disse no início desta semana que o compartilhamento de inteligência foi restabelecido, mas afirmou à CNN que o Starshield, o serviço militar da SpaceX, ainda não foi totalmente restaurado.
Mas a escassez crítica de mísseis interceptores da Ucrânia significa que, mesmo que suas forças militares recebam agora um alerta sobre um míssil balístico russo se aproximando, não há nada para abatê-lo.
Zelensky também disse à CNN na quinta-feira que, embora os aliados europeus da Ucrânia tenham fornecido alguns mísseis de defesa aérea ao país, “não é suficiente para nos defendermos”.
A Ucrânia, disse Zelensky, precisa agora principalmente de duas coisas de seus aliados: “Não levantar as sanções contra Putin… (e) nos dar mísseis melhores”.
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Um cidadão ucraniano foi preso no estado alemão de Brandemburgo sob suspeita de espionagem para a Rússia, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (22) pela Procuradoria-Geral Federal da Alemanha.
Identificado pelas autoridades como Vadym Y., o suspeito mantinha contato com um serviço secreto russo por meio de um intermediário desde, pelo menos, julho de 2025, afirmaram os procuradores.
Segundo o comunicado, ele coletava informações militares, incluindo dados sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos, além de informações sobre pessoal e instalações militares em locais destinados a proteger o flanco oriental da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Embora parte das informações estivesse disponível publicamente, outros detalhes teriam sido solicitados a pessoas que trabalham no setor de defesa europeu, segundo os procuradores.
De acordo com o comunicado, o acusado comparecerá nesta sexta-feira (23) a um juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe comunicará o mandado de prisão e decidirá sobre a decretação da prisão preventiva.
O chanceler alemão Friedrich Merz disse que a prisão não o surpreendeu e alertou que haverá mais casos semelhantes no futuro.
“A Alemanha é alvo de intensa atividade de espionagem; nesse sentido, o fato de este caso ter sido descoberto hoje é um sucesso”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Montenegro.
“No entanto, não nos iludamos: as atividades dos serviços de inteligência russos na Alemanha permanecem em um nível consistentemente alto.”
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Se Donald Trump fosse presidente da Rússia, ele certamente aceitaria um acordo rápido e simples para pôr fim à brutal guerra na Ucrânia, talvez, como já sugeriu, em apenas 24 horas.
Do ponto de vista de Trump, a decisão seria óbvia.
Uma solução para o conflito prolongado, que já está em seu quinto ano, não apenas interromperia a morte dos milhares de “jovens e lindos garotos” que, segundo Trump, são mortos todos os meses na linha de frente, mas também seria — e isso é fundamental — extremamente lucrativa.
As sanções contra Moscou poderiam ser suspensas, enquanto acordos comerciais lucrativos inevitavelmente surgiriam. Em outras palavras, a paz e a prosperidade prevaleceriam.
Mas, é claro, Trump não é o presidente da Rússia. Esse cargo pertence a Vladimir Putin, e o líder do Kremlin parece ter pouquíssimo interesse em abrir mão de seus objetivos declarados na guerra da Ucrânia, seja para preservar vidas russas e ucranianas, seja para acrescentar bilhões de dólares aos cofres do Estado russo.
Esse é um equívoco fundamental que tem orientado os esforços infrutíferos do governo Trump para negociar o fim dos combates. Ele voltou a ficar evidente durante a mais recente reunião crucial em São Petersburgo entre Steve Witkoff, parceiro de negócios de Trump que se tornou seu principal negociador, e o próprio Putin.
Durante o encontro, Putin disse a Witkoff que estava “curioso” sobre o resultado das reuniões realizadas na Noruega no dia anterior, quando autoridades dos Estados Unidos, da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para elaborar possíveis novas propostas de paz, incluindo incentivos econômicos para Moscou.
Mais tarde, um assessor de alto escalão do Kremlin confirmou que o enviado de Trump havia informado o líder russo sobre as discussões. Em seguida, acrescentou, como era de se esperar, que “na verdade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana”.
O resultado era inteiramente previsível por parte de um Kremlin que se recusa obstinadamente a abandonar suas posições rígidas, incluindo a exigência de controlar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia, e de ter influência sobre os futuros acordos de segurança de Kiev.
Ainda assim, a Casa Branca pode ter esperado genuinamente que o Kremlin demonstrasse maior disposição para fazer concessões, sobretudo depois que Trump suspendeu, na semana passada, as sanções às exportações russas de diesel. A medida, motivada politicamente pela tentativa de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato, também representou um enorme benefício econômico para Moscou.
Posteriormente, Trump anunciou um cessar-fogo energético que não teve sucesso e que obrigaria a Ucrânia a interromper os ataques de drones que danificavam refinarias de petróleo russas.
Em meio à troca de acusações, durante a qual o compartilhamento de informações de inteligência pelos Estados Unidos foi afetado, Trump também defendeu uma mudança na liderança ucraniana — tudo o que o Kremlin gostaria de ouvir.
Para Moscou, porém, os acordos, os incentivos e até o desprezo compartilhado por Kiev não são vistos como sinais de que chegou a hora de cooperar e recuar. Pelo contrário: são interpretados como evidências de que a estratégia russa em relação aos Estados Unidos está dando resultados.
E essa estratégia, ao contrário da de Washington, é pragmática e bem definida. O líder do Kremlin entende o que motiva Trump e consegue distraí-lo com facilidade, prometendo grandes acordos econômicos ao seu temperamental interlocutor na Casa Branca.
Mais propostas desse tipo foram apresentadas pelo Kremlin durante a reunião com Witkoff em São Petersburgo. Putin elogiou o controverso acordo sobre o diesel e sugeriu que a Rússia também poderia ampliar as exportações de fertilizantes essenciais para os Estados Unidos, entre outras possibilidades.
“Também estamos discutindo diferentes projetos, como centros de dados, projetos no setor de energia e cooperação energética”, afirmou Kiril Dmitriev, chefe do fundo soberano russo e interlocutor importante do Kremlin junto a autoridades do governo Trump, após o encerramento das conversas, que duraram três horas.
E não são apenas as vantagens econômicas que o Kremlin utiliza para agradar, conquistar simpatia ou manter um interlocutor receptivo na Casa Branca.
Antes da reunião em São Petersburgo, Putin libertou Stephen Hubbard, um cidadão americano de 74 anos que estava detido pela Rússia desde que foi capturado na Ucrânia, em 2022, no início da invasão russa em larga escala. Um Witkoff bajulador descreveu a libertação como um ato “humanitário”.
Hubbard, natural do estado de Michigan, teria sofrido graves problemas de saúde durante os quatro longos anos em que permaneceu preso em uma colônia penal russa remota. Sua libertação, porém, foi celebrada pela Casa Branca como uma demonstração da capacidade de Trump de fechar acordos e da deferência de Putin em relação ao presidente americano.
“Os Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não precisaram oferecer nada em troca — uma situação sem precedentes para a Rússia”, dizia um comunicado publicado na própria plataforma Truth Social de Trump.
Mas é improvável que o ex-agente da KGB, conhecido por sua postura dura no Kremlin, veja a situação dessa maneira.
Ao libertar um ex-professor de 74 anos, provavelmente mantido como moeda de troca justamente para uma ocasião como essa, Trump concedeu a Putin um aval inestimável para as ações do Kremlin — e representou uma dolorosa traição à Ucrânia.
Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

Minsk, 22 oct (Prensa Latina) Rusia entregó a Ucrania 252 cuerpos de soldados caídos y recibió 25 de sus militares, en un nuevo intercambio de cadáveres realizado en la frontera belarusa, informó hoy la agencia de noticias BelTA.
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Moscú, 22 oct (Prensa Latina) La agrupación de fuerzas rusas Este extendió su control en la zona de la operación militar especial al poblado de Mírovka, en la provincia de Zaporozhie, informó hoy el Ministerio de Defensa.
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