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Wozu der geheime Besuch des CIA-Direktors in Moskau?

26 August 2026 at 11:25
Der Dienstag war in Moskau ein interessanter Tag. Russische Medien meldeten am Morgen unter Berufung auf Flightradar, ein um 7.50 Uhr in Riga gestartetes US-Militärflugzeug vom Typ Boeing C-17 Globemaster III sei um 9.04 Uhr auf dem Moskauer Flughafen Vnukovo gelandet. Zwei Tage zuvor sei die Maschine von der Airbase Andrews, wo auch die Flugzeuge […]

La Batalla de Navarino, el día que la flota otomana fue borrada del mapa y Grecia consiguió su independencia

«Le he enviado una cinta cuando, en realidad, lo que merecía era una soga». Esta frase se atribuye al rey Jorge IV de Inglaterra y la cinta en cuestión sería la de la Orden del Baño, que acababa de conceder a Edward Codrington, el almirante que había obtenido la victoria en la batalla naval de […]

O método: como a extrema direita ataca professores para engajar eleitores

24 August 2026 at 08:00

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

O ano letivo de 2024 seguia seu curso normal quando Jadir Anchieta, professor de História, começou a ouvir comentários de estudantes que diziam ter saudades de Jair Bolsonaro. Era uma aula sobre o período entreguerras, ministrada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual São Tarcísio, no município catarinense de São Bonifácio. O professor havia acabado de entrar na sala quando um grupo de alunos passou a fazer provocações sobre temas políticos. Foram poucos minutos, mas, para Jadir, a cena durou uma eternidade. A dinâmica parecia ensaiada. Cerca de quatro alunos o bombardearam com perguntas e cobraram um posicionamento sobre o tema. Ele sabia que aquele comportamento fugia ao perfil da turma e a direção da escola precisou mediar o conflito. O que o professor de História não sabia, contudo, era que a cena havia sido gravada pelos estudantes.

Em diferentes regiões do Brasil, o roteiro percorrido por Jadir Anchieta tem se repetido. Há um padrão em curso, segundo Rodrigo Timm, advogado do Observatório Nacional da Violência Contra Educadores (Onve). Primeiro, estabelece-se um clima de desconfiança em torno do ambiente escolar e de seus profissionais. Em seguida, os alunos são incentivados, muitas vezes pelos próprios pais, a gravar os professores em vídeo ou em áudio. Essas gravações são, então, retiradas de seu contexto original e repassadas a parlamentares da extrema direita. O material ganha espaço nas redes e se transforma em um ativo político. 

Um levantamento da Agência Pública identificou, desde as últimas eleições gerais, em 2022, até 2025, ao menos 18 parlamentares, a maioria do Partido Liberal (PL), que fizeram ataques a professores. Entre eles estão nomes como Júlia Zanatta (PL-SC), Jessé Lopes (PL-SC), Alex Brasil (PL-SC), Ana Campagnolo (PL-SC), Alan Lopes (PL-RJ) e Fernando Cordeiro (PL-SC), todos em busca de uma vaga nas eleições de outubro. A estratégia de atacar professores é, ainda, uma maneira de ascender politicamente: é o caso do vereador Fernando Cordeiro (PL) de Chapecó, no oeste catarinense, que quase triplicou a votação no município após liderar ataques contra uma docente e agora se prepara para disputar o cargo de deputado federal por Santa Catarina. Cordeiro recebe apoio da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que, em seu mandato, ficou conhecida por denunciar “professores doutrinadores”, ganhando projeção política após processar sua orientadora de mestrado.

A gravação da aula de Jadir, por exemplo, foi parar nos perfis da deputada federal Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina. O professor e a direção da escola foram surpreendidos pela exposição nas redes sociais. Dias depois, em uma nova publicação, Zanatta comemorou as providências imediatas tomadas pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também do PL. Tratava-se da abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar a conduta de Jadir por agir “de forma inadequada no exercício de suas funções”. A postagem que expôs o professor de História alcançou mais de 30 mil curtidas e foi compartilhada por outros nomes da extrema direita, como o vereador Fernando Cordeiro, do PL de Chapecó.

A repercussão do caso escalou até a Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, apresentou uma moção de repúdio contra Jadir na Comissão de Educação, então presidida por Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, mas a proposta foi rejeitada por 20 votos a 13. Durante a sessão, outros parlamentares denunciaram a instrumentalização do episódio. O deputado Tarcísio Motta, (PSOL-RJ), afirmou que o caso era mais uma manifestação de uma parcela da extrema direita, em busca de ganhos eleitorais por meio da perseguição a profissionais da educação.

Apesar da moção de repúdio ter sido barrada no Congresso Nacional, as consequências estaduais seguiram seu curso. Em decorrência do PAD aberto pela Secretaria de Educação de Santa Catarina, Jadir foi afastado de suas funções em março de 2024. O afastamento foi prorrogado duas vezes até que, em agosto do mesmo ano, ele foi demitido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou o PAD apenas em maio de 2025 e determinou a readmissão do professor. Na decisão, o desembargador responsável argumentou que a “sala de aula não é um campo de polícia ideológica” e que o docente não pode estar “submetido a censores discentes, tampouco à disposição de visões idiossincráticas de bedéis mascarados como pais”.

Montagem mostra incitação à violência contra o professor Jadir Anchieta

Processos contra educadores aumentam nas eleições

No levantamento da Pública, também foram analisadas as características de 596 PADs abertos pela Secretaria de Educação de Santa Catarina e publicados no Diário Oficial entre janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2024. Os dados mostram que, em ambos os anos eleitorais, a abertura de processos contra educadores como Jadir foi maior. Fernando Penna, coordenador do Onve, observa que, em períodos de disputas políticas, o número de processos contra educadores aumenta, o que evidencia que as escolas se consolidaram como espaços de embate ideológico.

A análise dos PADs também identificou indícios de punições desproporcionais, espetacularização dos casos e prolongamento indevido dos trâmites. Cerca de um terço dos processos analisados pela reportagem no período foi arquivado, seja pela inocência do servidor, seja pela inexistência do fato. Para Penna, o índice revela que muitos PADs são abertos sem materialidade, desprovidos de testemunhos efetivos ou de evidências de infração. São instaurados de forma vazia, com o propósito de intimidar.

Para Jadir, o arquivamento do processo não apaga os impactos da exposição. O professor conta que ficou profundamente abalado pela violência sofrida. Precisou deixar São Bonifácio, foi alvo de ameaças e viu milhares de pessoas o xingarem na internet. Eram desconhecidos, e ele não sabia se representavam um perigo real. Quase dois anos após a abertura do PAD, Jadir avalia que a ação orquestrada serviu para “faturar cliques e votos”.

A situação de Jadir, contudo, não se encerrou com a decisão judicial. Em julho de 2025, mesmo sob a vigência da Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em sala de aula, o professor teve, mais uma vez, a aula gravada por alunos. O áudio foi, novamente, divulgado nas redes sociais. Entre os comentários, o deputado estadual Sargento Lima, do PL, que já havia discursado contra “professores doutrinadores” na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, afirmou que o episódio provava a importância da instalação de câmeras nas salas de aula. 

Lima já havia se envolvido em outro episódio, em fevereiro de 2023, relacionado à orientadora educacional Juliana Andozio, que foi vítima de uma sindicância acusatória, suspensa e afastada, após permitir que uma aluna trans usasse o banheiro feminino da escola. De acordo com a educadora, seis famílias queriam saber “qual banheiro a aluna trans usava” e “queriam proibir as discussões sobre gênero, orientação sexual, diversidade, questões da mulher, da democracia e do grêmio estudantil na escola”.

Juliana sofreu ataques após as “denúncias” feitas pelo vereador Bericó (PL) nas redes sociais. Seu carro foi alvo de ovos, pedras e limões. “Jogavam coisas na escola, jogaram fogos de artifício em mim, jogaram lixo na minha casa. Eu tive que ir morar três meses na casa da minha mãe porque passavam motoqueiros na frente da minha casa me xingando de coisas horrorosas”, desabafa.

O caso chegou à tribuna da Alesc quando o deputado Sargento Lima (PL) ameaçou a educadora. “Fosse minha neta, uma das minhas enteadas, meu filho, uma dessa, um suplente estaria assumindo a minha vaga aqui porque eu estaria na cadeia. Simplesmente isso”, disse o parlamentar na sessão de 15 de março de 2023. O processo que acusava Juliana de “doutrinação político/partidária” foi anulado em janeiro de 2024.

O relatório “Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil”, publicado em 2025 pelo Onve, aponta que a violência contra professores começou a se intensificar a partir de 2010. Os picos ocorreram em 2016, 2018 e 2022, anos marcados pelo impeachment de Dilma Rousseff e por duas eleições presidenciais. A pesquisa, que ouviu mais de três mil educadores nas cinco regiões do país, indica que o Sul concentra o maior número de casos, seguido pelo Sudeste. Fernando Penna observa que o dado não surpreende, uma vez que Santa Catarina, estado com maior presença de políticos de extrema direita, foi um dos que registraram o maior número de respondentes.

O coordenador do Onve projeta que, em 2026, a direita mobilizará todas as estratégias políticas que já deram retorno eleitoral para voltar ao poder. A perseguição a educadores e a incitação do pânico moral em torno da ideologia de gênero devem estar no centro dessa mobilização. A hipótese de Penna é que 2026 será um ano particularmente difícil para os profissionais da educação.

Todos os parlamentares citados foram procurados pela reportagem, mas não houve retorno até a publicação. Já a Secretaria de Educação de Santa Catarina afirmou “seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar”. 

LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED), ressalta seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar. Todos os procedimentos correcionais instaurados pela pasta seguem critérios técnicos e rigorosa análise jurídica, conforme prevê a legislação vigente.

A abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ocorre apenas quando há indícios de eventual irregularidade funcional, sempre com garantia plena do contraditório e da ampla defesa aos servidores envolvidos. A instauração de um PAD não representa punição antecipada, mas instrumento legal de apuração.

A SED também esclarece que denúncias relacionadas à atuação em sala de aula são analisadas com responsabilidade, considerando o contexto pedagógico, a liberdade de cátedra e os deveres funcionais previstos na legislação.

Em relação às decisões judiciais, a SED respeita integralmente as determinações do Poder Judiciário e cumpre todas as decisões nos termos estabelecidos pela Justiça, mantendo permanente aperfeiçoamento dos seus fluxos e procedimentos internos.

Por fim, a Secretaria reforça que atua de forma séria, equilibrada e responsável para garantir um ambiente escolar seguro, respeitoso e alinhado aos princípios da educação pública catarinense.

Quando a perseguição é transformada em voto

A partir de uma denúncia feita pelo vereador Fernando Cordeiro, de Chapecó, a professora de Língua Portuguesa Ibriela Sevilla foi alvo de um PAD por trabalhar, em sala de aula, o livro Não Alimente a Escritora, da autora catarinense Telma Scherer. A atividade ocorreu em uma turma do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Angela Lourdes Lago. Pais de alunos acionaram a direção da escola e pediram a demissão da professora, alegando que o livro continha linguagem inapropriada. A obra, que consiste em um poema de 94 páginas, já havia sido utilizada por Ibriela em 2023, na mesma escola, sem suscitar qualquer problema.

O PAD aberto contra Ibriela em 2024 foi arquivado quase um ano depois, quando a comissão responsável concluiu pela inocência da docente. Durante o trâmite do processo, a professora foi exposta nas redes sociais e nas câmaras legislativas municipais e estaduais. Desde o episódio, Ibriela tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Ibriela Sevilla

O vereador Fernando Cordeiro, então em pré-campanha para a reeleição, publicou, em março de 2024, uma crítica à conduta da professora em suas redes sociais. Três dias depois, o caso chegou à deputada estadual Ana Campagnolo, do PL, que repercutiu o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa.

Para Fernando Penna, a dinâmica indica uma atuação em rede entre os parlamentares. “Quando um vereador faz a denúncia e uma deputada estadual a divulga, há uma articulação clara. A deputada serve como plataforma, enviando a mensagem de que outros vereadores que fizerem o mesmo também ganharão projeção. Um parlamentar reforça o outro, construindo, assim, um empreendimento político”, diz.

Em 2020, Fernando Cordeiro foi eleito com 1.422 votos, a 14ª maior votação em Chapecó. Em 2024, ele quase triplicou seu eleitorado e tornou-se o vereador mais votado do município. Para o coordenador do Onve, o crescimento expressivo da votação após a perseguição a uma professora exemplifica como esse tipo de violência tem sido convertido em capital político.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Marlene de Fáveri

A própria deputada Ana Campagnolo, que auxiliou Cordeiro na exposição do caso, ganhou projeção política após um conflito com sua orientadora de mestrado, a historiadora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina. O episódio foi exposto publicamente durante a campanha eleitoral de 2018, quando Campagnolo foi eleita deputada estadual com mais de 34 mil votos. Até então, ela nunca havia concorrido a cargos políticos e atuava como professora de História em escolas de Chapecó. Após denunciar “professores doutrinadores” em seu primeiro mandato, Campagnolo reelegeu-se em 2022 como a deputada mais votada da história do parlamento catarinense, com 196.571 votos.

Procurado, Fernando Cordeiro alegou que “o objetivo foi representar os pais e alunos que me procuraram solicitando ajuda, representando-os nas instâncias legais e competentes, relatando material apresentado pela referida professora”.

LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA

Um padrão repetido pelo Brasil

Os casos de Jadir, Ibriela e Marlene não são exceção. O roteiro de perseguição e violência se repete esporadicamente em outras regiões do país. Em Magé, no Rio de Janeiro, a professora de Artes Daniela Abreu enfrentou uma situação semelhante. Ela trabalhava há 17 anos no Colégio Estadual Professor Alfredo Balthazar da Silveira e nunca tinha registrado problemas com os alunos. A escola sempre foi reconhecida por sua atuação combativa, com grande adesão do corpo docente ao sindicato. Em contrapartida, grupos locais pressionavam pela militarização da instituição.

Nesse contexto de tensão, em 2022, Daniela passou a ter conflitos com estudantes que faziam declarações racistas em sala de aula. No início do ano, um aluno a agrediu verbalmente e a ameaçou fisicamente. O estopim da violência, no entanto, ocorreu em setembro daquele ano, quando um casal de alunos abordou a professora na sala dos docentes e pediu materiais da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Daniela recusou o pedido, mas, diante da insistência dos estudantes, cedeu um adesivo e pediu que o aluno o guardasse. Ela não sabia que a interação estava sendo filmada.

Quinze minutos depois, policiais militares e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entraram na escola. Segundo relatos de funcionários, a abordagem ocorreu sem mandado. Vídeos da entrada dos policiais e da entrega do adesivo eleitoral circularam nas redes sociais. Daniela foi acusada de ser doutrinadora, e as imagens simulavam uma prisão que, de fato, nunca ocorreu.

A professora relata que passou por instantes de terror e se sentiu minúscula em meio à barbárie. Ao longo de 2022, ela havia sido gravada em outras aulas sem o seu conhecimento. Mais tarde, compreendeu a intencionalidade daquelas filmagens, que foram utilizadas na sindicância instaurada contra ela.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Daniela Abreu

A perseguição ganhou contornos institucionais em 2023, quando o deputado estadual Alan Lopes, do PL, passou a atacar publicamente a professora. Eleito presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em abril de 2023, o parlamentar foi ao colégio de Daniela para gravar um vídeo no qual afirma ter “desmascarado a maior doutrinadora ideológica do Estado”. Lopes reuniu filmagens clandestinas feitas nas aulas de Daniela e declarou que o período de denúncias engavetadas por doutrinação em sala de aula havia acabado no Rio.

Um levantamento publicado pelo Onve em 2024 revela que, em quatro anos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro abriu 1.320 sindicâncias contra professores. O número representa a média de uma sindicância por dia entre 2020 e 2024. O estudo aponta que agentes públicos têm manipulado o instrumento da sindicância para criminalizar, isolar e silenciar educadores. O pico de aberturas de sindicâncias ocorreu em 2022, ano eleitoral, com quase 500 procedimentos instaurados.

Após a publicação do vídeo pelo deputado Alan Lopes, Daniela foi alvo de uma sindicância e, quatro meses depois, de um PAD. Ela foi acusada de realizar campanha eleitoral na escola, fazer apologia às drogas e enaltecer a vereadora Marielle Franco, assassinada. Segundo o processo, a professora teria descumprido os deveres previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos e os preceitos éticos do Código de Ética Profissional do Servidor.

Nesse período, Daniela ficou extremamente fragilizada. Ela conta que grupos organizavam reuniões e a chamavam de “Marielle de Magé”, não como um elogio, mas como um alvo. Diziam que não precisavam mais matá-la, pois já haviam conseguido quebrá-la por dentro.

Em setembro de 2025, o PAD foi arquivado. Assim como no caso de Jadir Anchieta, o arquivamento não apagou as violências sofridas. Daniela foi alvo de ameaças e precisou deixar a cidade para evitar uma tragédia. Desenvolveu crises de ansiedade, falta de ar e depressão. Pensou em abandonar a sala de aula e teve medo de morrer. Foi, segundo ela, o momento mais difícil de sua vida.

Infográfico mostra dados de censura em sala de aula

Os resultados dessa violência

Quase dois anos após a gravação que resultou na abertura de seu Processo Administrativo Disciplinar, Jadir Anchieta continua a ministrar aulas de História. Diante de novas turmas, ele continua abordando temas como o nazifascismo, as crises democráticas e os conflitos políticos do século 20. A diferença, agora, é que a sensação de estar sendo gravado nunca o abandona. Hoje, ele pensa duas ou três vezes antes de falar, o que torna a rotina exaustiva.

Para os pesquisadores do Onve, o método de alguns políticos da extrema direita produz um efeito que vai além dos episódios individuais: cria um ambiente de insegurança e medo, levando os educadores à autocensura. 

Em um contexto de polarização política e com a aproximação de novas eleições, especialistas alertam que o uso de estratégias de perseguição contra educadores tende a se intensificar. As explicações sobre crises democráticas, questões de gênero ou temáticas religiosas continuam no quadro negro. Mas agora, entre os cadernos e os livros, paira sempre a possibilidade de um celular gravando em silêncio.

Was wollte Wadephul in Kiew?

24 August 2026 at 08:14
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21 August 2026 at 18:59
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21 de agosto, morre o poeta surrealista Alexandre O’Neill

21 August 2026 at 00:01
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Científicos crean un ‘pequeño Big Bang’ y consiguen reproducir en laboratorio el estado de materia que llenó el cosmos durante los primeros instantes del universo

Investigadores del Instituto Niels Bohr, en la Universidad de Copenhague, han logrado reproducir en laboratorio el estado de materia que llenó el cosmos durante su primera millonésima de segundo tras el Big Bang, utilizando colisiones entre núcleos atómicos mucho más ligeros de lo que hasta ahora se creía posible. Este avance, que los propios científicos […]

São Brás de Alportel inaugura nova etapa na Renovação do seu Centro Urbano

20 August 2026 at 07:09

A comunidade de São Brás de Alportel já usufrui da 2.ª fase da Requalificação do Centro Urbano da vila, inaugurada a 26 de julho, no âmbito do programa da Feira da Serra edição especial “vem à vila”.

A intervenção, que integrou as ruas António Rosa Brito,  Silva Nobre e Virgílio Coelho, reforça a estratégia municipal de valorização do espaço público, da acessibilidade e da qualidade de vida.

A inauguração decorreu no  último dia da Feira da Serra de São Brás de Alportel, cujo recinto integrou as ruas intervencionadas, permitindo que milhares de visitantes usufruíssem, desde o primeiro momento, de mais uma etapa do espaço público requalificado e colocado ao serviço da comunidade. 

A cerimónia contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, do Presidente da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro, de membros do executivo municipal, autarcas e entidades locais.

A Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, reafirmou que “não estamos diante de uma obra avulsa, mas de um elo de uma longa corrente, de trabalho e planeamento para transformar o espaço público em modernidade, segurança, acessibilidade, qualidade de vida, para todos!

Estes são os princípios que têm norteado esta estratégia de renovação da nossa vila.”

Sublinhou ainda que o resultado desta segunda fase foi aprimorado “com o esforço e os recursos do nosso município, e guiado pela experiência que colhemos na 1.ª fase, para servirmos ainda melhor quem aqui vive, quem aqui trabalha e quem aqui tem o seu comércio, pois a dinamização da economia local é um objeto primordial desta estratégia.”

Por seu turno, Vitor Guerreiro, Presidente da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel, referiu ser “um privilégio estar aqui neste dia tão importante para o nosso concelho. Esta obra dá continuidade a uma estratégia de requalificação urbana pensada para as pessoas, que coloca no centro as acessibilidades, a mobilidade, a eficiência hídrica e a valorização da qualidade do espaço público.”

Por seu turno, o Presidente da CCDR Algarve I.P, José Apolinário afirmou que “Este investimento resulta de um trabalho conjunto e do reconhecido mérito da Câmara Municipal na captação e aproveitamento de fundos comunitários para qualificar o espaço público e melhorar a qualidade de vida da população. Na continuidade desta estratégia de investimento, será em breve aprovada a candidatura relativa à intervenção no Jardim Carrera Viegas, que muito nos orgulha apoiar”.

Da visão à concretização

A empreitada representou um investimento global superior a meio milhão de euros. O investimento municipal contou com o apoio de fundos comunitários, no âmbito do Programa Regional Algarve 2030, reforçando assim a estratégia do Município de mobilizar financiamento europeu para acelerar a concretização de projetos de qualificação urbana.

Esta obra foi o culminar de uma estratégia de renovação urbana iniciada com a criação do anel de circulares e a requalificação do centro histórico. 

Após a primeira fase da renovação do centro urbano, que abrangeu as artérias em redor do Mercado Municipal, estes trabalhos contemplaram a substituição de pavimentos pedonais e rodoviários, a renovação da rede de drenagem de águas pluviais, da rede de abastecimento de água e da iluminação pública, bem como a instalação de novo mobiliário urbano, a melhoria dos espaços verdes e da sinalização rodoviária.

Com esta intervenção, o Município prossegue o seu compromisso de construir um espaço público mais acessível, seguro, confortável e sustentável, promovendo melhores condições de mobilidade para todos, valorizando o comércio local, aumentando a eficiência hídrica e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.

Esta segunda fase sucede à requalificação das ruas envolventes ao Mercado Municipal, concretizada na 1.ª fase, e integra uma estratégia global de renovação urbana que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a transformar progressivamente São Brás de Alportel. Depois da criação do anel de circulares e da requalificação das principais entradas da vila, seguiram-se as intervenções no Largo de São Sebastião e ruas adjacentes, bem como a primeira fase da renovação do centro urbano. O plano terá continuidade com a intervenção no Jardim Carrera Viegas e nas ruas envolventes, reforçando uma visão integrada de valorização do espaço público.

Paralelamente, o Município continua a expandir a Grande Rede de Passeios Acessíveis, consolidando uma vila cada vez mais inclusiva, moderna e preparada para responder às necessidades da comunidade e de quem a visita.

Olhão continua a celebrar Bicentenário da Câmara Municipal com espetáculo de videomapping

19 August 2026 at 07:02

No próximo dia 28 de agosto, pelas 22:30, no Largo Sebastião Martins Mestre (Paços do Concelho), o Município de Olhão e o Artelier? – Teatro de Rua apresentam o espetáculo de videomapping intitulado “200 anos em movimento”. 

Integrado no programa comemorativo do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, o espetáculo assinala uma data particularmente significativa: 28 de agosto de 1826, dia a que corresponde a primeira ata que integra o acervo do Arquivo Municipal e que marca o arranque formal do funcionamento da estrutura camarária olhanense.

Ao longo de cerca de 70 minutos, “200 anos em movimento” propõe uma viagem pela história da Câmara Municipal de Olhão, revisitando acontecimentos, protagonistas e momentos marcantes dos seus dois séculos de existência. Através de uma linguagem contemporânea e de uma abordagem site-specific, o espetáculo recorre à tecnologia para projetar sobre os Paços do Concelho uma nova leitura da história e da identidade olhanenses.

A proposta artística vai, contudo, além da componente audiovisual. O espetáculo integra também uma dimensão de teatro participativo, colocando em interação, ao vivo, atores profissionais com elementos de diferentes núcleos e projetos teatrais não profissionalizados do concelho: a Universidade Sénior, o Grupo de Teatro Sénior de Olhão, o AlmaMonca, novo projeto teatral sediado em Moncarapacho, e jovens ligados à Casa Municipal da Juventude Hugo Charrão.

A criação do espetáculo resulta de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, que incluiu pesquisa histórica, investigação de campo junto da comunidade e releitura artística dos 200 anos de percurso da Câmara Municipal.

“200 anos em movimento” pretende, assim, transformar o espaço público num lugar de encontro entre memória, comunidade e criação artística, celebrando dois séculos de história municipal através de uma experiência dirigida a toda a população e a quem visita Olhão.

La coartada de la locura – Por Ivone Alves García

18 August 2026 at 15:42
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Inauguração de elemento escultório homenageia presença da Ferrovia em Loulé

17 August 2026 at 07:03

No âmbito do 136º aniversário de S. Sebastião, uma das duas freguesias da cidade de Loulé, foi inaugurado esta quinta-feira um elemento escultórico no caminho junto à estação de comboios Loulé/Praia de Quarteira.

A imagem de uma locomotiva, da autoria de Francisco José, empresário do concelho na área do design e grafismo, pretende não só valorizar o espaço público através de um elemento de carácter artístico e cultural junto a um dos principais pontos de mobilidade do concelho, mas também reforçar a identidade do território e a sua história.

“O trabalho de uma junta de freguesia tem que responder às necessidades da população, ser intermediário entre as pessoas e a Câmara Municipal, mas também passa, por vezes, dar um ‘miminho’, algo que traga orgulho aos nossos fregueses”, disse Analídio Ponte, presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião.

No ano em que se celebram 137 anos desde que foi inaugurada a Linha do Algarve, este elemento pretende remeter para a imagem do primeiro comboio a chegar a Loulé, partindo do Barreiro, a 1 de julho de 1889, um momento de viragem no desenvolvimento da região.

“Foi um desafio dado o pouco tempo de execução que tivemos, mas tentámos dar o nosso melhor e conseguimos fazer algo que dá nas vistas. Espero que o cidadão seja um vigilante contra o vandalismo que não conseguimos controlar”, afirmou o autor da obra, Francisco José.

O presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto realçou a importância da chegada do caminhos-de-ferro e a centralidade que trouxe a Loulé, mexendo desde logo com a economia da região e do concelho, em finais do século XIX, por exemplo com o transporte dos cereais e farinhas destinados aos moinhos e às padarias. Uma ferrovia que foi, desde a sua génese, marcada por algumas polémicas dada a distância do centro da cidade.

Mas apesar das mudanças dos tempos, o autarca lembrou que a mobilidade continua a ser um dos problemas do Algarve, notando que há ainda muitos locais da região onde ainda hoje não chegam os transportes públicos. “Precisamos de comboios, autocarros e outros meios que se complementem, que sirvam quem vive, trabalha e visita esta região ao longo de todo o ano”, afirmou ainda Telmo Pinto.

O dia de celebração de mais um aniversário da freguesia de S. Sebastião encerrou com um momento musical, no Largo Afonso III: o músico Sandrino, finalista do Festival da Canção 2026, juntou-se em palco à Banda Filarmónica Artistas de Minerva para um concerto.

Bacterias de ocho millones de años reviven en el hielo antártico y el debate sobre la teoría de la panspermia

En los valles secos de las montañas Transantárticas hay hielo que lleva congelado desde antes de que el género Homo existiera sobre la Tierra. Un equipo de la Universidad Rutgers, encabezado por el biogeoquímico Kay D. Bidle, perforó ese hielo, extrajo microorganismos atrapados en él y consiguió que algunos volvieran a metabolizar tras permanecer inactivos […]

Descubren una partícula que se compone solo de fuerza: confirman la existencia de un estado de la materia hasta ahora desconocido

Durante más de medio siglo, la física de partículas ha perseguido una de las predicciones más esquivas y fascinantes de la cromodinámica cuántica (QCD), la teoría que describe la fuerza nuclear fuerte. Se trataba de una partícula hipotética compuesta casi en su totalidad por gluones, las partículas subatómicas que actúan como portadoras de dicha interacción […]

El Filógelos es el libro de chistes más antiguo del mundo, y por qué algunas de sus bromas siguen funcionando 1600 años después

En 2008, el cómico británico Jim Bowen se subió a un escenario a probar material nuevo. Solo que el material no tenía nada de nuevo: llevaba escrito desde el siglo IV. Bowen leyó ante un público contemporáneo una selección de chistes sacados de un libro griego de la Antigüedad tardía, y la sala se rio. […]

Los anillos de los árboles revelan la cronología exacta de la antigua ciudad frigia de Gordio, la capital del legendario rey Midas

La antigua ciudad de Gordio, capital del reino frigio y recientemente declarada Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO, ha obtenido una nueva y precisa cronología para sus fases constructivas más importantes. Un equipo internacional de investigadores, liderado por la Universidad de Estambul-Cerrahpaşa, ha analizado 16 muestras de madera extraídas en las excavaciones de la […]

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