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Imagine por um minuto que em vez de um candidato de extrema direita houvesse um candidato da esquerda radical em disputa com qualquer outro moderado. Como seria a cobertura das eleições? Será que se buscaria um falso equilíbrio entre as duas forças como acontece desde que os Bolsonaro passaram a disputar a presidência do Brasil?
A resposta é óbvia e a pergunta uma provocação para pensar no embuste que é a imparcialidade da imprensa desde a ascensão da extrema direita pós-redemocratização. Em especial nessas eleições, quando a aliança entre os Bolsonaro e a extrema direita dos Estados Unidos já interfere na nossa soberania, inclusive nas próprias eleições.
Nem assim a imprensa cumpriu o papel de informar com rigor quais são os projetos políticos em disputa no país. Com o argumento da “polarização”, apresentou, e continua a apresentar, a centro-esquerda de Lula como pólo inverso e, portanto, equivalente à extrema direita de Flávio Bolsonaro – um erro, também jornalístico, que enviesa toda a cobertura da campanha.
A esquerda caminhou para o centro enquanto a direita se deslocou para a ponta extrema, esse é o fato oculto sob a suposta “polarização” dos eleitores. A terceira via, tão desejada pela imprensa, está na chapa Lula-Alckmin como sabemos desde 2022. Em termos simples, à moda das redes, Lula não é comunista, mas Flávio é fascista, e a imprensa poderia ter deixado essa diferença clara para a população.
Tendo como escudo a alegada isenção e a falsa equiparação como método, a imprensa contornou o tema mais importante das eleições nacionais, as primeiras depois de uma tentativa de golpe de Estado, quando enfim o país conseguiu condenar presidente e generais que conspiraram contra a nossa suada democracia. E que agora, tem a soberania ameaçada pelos Estados Unidos de Donald Trump e Marco Rubio.
Não estou cobrando de jornais e emissoras de rádio e TV, de propriedade de famílias ricas, que sejam sequer progressistas, como são, aliás, a esmagadora maioria dos jornalistas que para eles trabalham, mas que pelo menos honrem o lugar que ocupam entre as instituições democráticas brasileiras. Assim como não existe democracia sem imprensa livre, não existe imprensa livre sem democracia.
Nem o risco à liberdade de imprensa e de expressão, que deveria ser valor inegociável de jornais, emissoras de TV e rádio, fez com que expusessem claramente a possibilidade real, e já ensaiada, de Flávio Bolsonaro rasgar a Constituição.
O monitoramento e a investigação de questões cruciais dessas eleições, como o lobby dos Bolsonaro no governo Trump, a farsa do Dark Horse, a predominância dos aliados políticos de Flávio no Caso Master e em outros casos envolvendo o crime organizado, a interferência dos Estados Unidos e das Big Techs ficou a cargo de veículos menores, feitos por jornalistas, que podem exercer a profissão de forma totalmente independente.
A imprensa também se esquivou de alertar os cidadãos sobre o que a eleição de Flávio Bolsonaro tiraria dos brasileiros e que afeta todos nós (excluindo o 1% mais rico que ganha 31,6 vezes mais que a metade mais pobre da população). Os usuários do SUS, os médicos, professores, dentistas, e outros profissionais da saúde e educação, assim como as famílias que utilizam os equipamentos públicos não foram alertados do risco que correm os sistemas públicos de educação e saúde – mesmo com muitos exemplos a retirar da pandemia da Covid, incluindo a contribuição desastrosa dos hospitais federais do Rio, gerenciados por indicados pelo próprio Flávio Bolsonaro no governo do pai.
Enquanto cobrava dos candidatos e eleitores o debate sobre “propostas”, e noticiava escândalos com base em vazamentos seletivos, permitiu a omissão de Flávio não apenas em relação às explicações devidas no caso Vorcaro, mas em se posicionar claramente sobre temas que afetam diretamente os direitos individuais e coletivos, como a demarcação de terras indígenas e quilombolas, ou as políticas para a promoção de igualdade de gêneros e de proteção aos direitos das pessoas LGBTQIA+ – inexistente em seu programa de governo e ainda mais relevantes pelo sofrimento imposto às pessoas trans pelo governo Donald Trump, inspiração confessa dos Bolsonaro. Sem falar nos jornalistas, cientistas, artistas e professores perseguidos no governo de Jair e de Trump.
Não se procurou nem ouvir as pessoas de verdade, com reportagens destacadas sobre comunidades que seriam ainda mais ameaçadas pelo garimpo e outros crimes, ou sobre famílias que têm um filho ou filha trans sob ameaça de violência, assim como aquelas que saíram da miséria e temem voltar para ela, ou com adolescentes que dependem de bolsas e programas sociais para ficar na escola e agora não têm garantia de futuro – ainda mais ameaçado com o fim das políticas contra o racismo e a desigualdade de gêneros.
Reduzidas a iniciativas eleitoreiras – mesmo que a crítica também caiba – também não contribuiu para o debate sobre o mérito de políticas como o fim da jornada 6×1 (uma iniciativa da sociedade), a proibição das bets e o aumento ao Bolsa Família. Nem pressionou Flávio para saber o que acontecerá com medidas de evidente interesse público, que têm que ser defendidas como direitos dos cidadãos e já são alvo de críticas, senão pelo próprio Flávio, por medo de perder votos, por seus aliados políticos – incluindo o “mercado”.
Esses e outros exemplos estão expostos agora nas redes sociais na onda que pegou os cidadãos conscientes do desequilíbrio das propostas e da possibilidade de evitar o tsunami anticonstitucional que seria a aliança Bolsonaro-Trump através do convencimento de eleitores menos radicais, apáticos ou ausentes. Não estão errados. Embora os resultados da primeira pesquisa Datafolha de 2º turno coloquem Flávio quatro pontos à frente de Lula, eu não subestimo o poder das formiguinhas em campanhas eleitorais. A ver.
Longa vida aos jornalistas combativos, à mídia independente, e sobretudo aos brasileiros que ainda buscam o diálogo como ferramenta para manter e aprimorar a democracia e garantir a liberdade e os direitos de todos os cidadãos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está longe de ser perfeito na análise de três juristas especialistas em direito constitucional, direitos humanos e reforma do Estado ouvidos pela Agência Pública. As suas imperfeições e a recente crise institucional que a mais alta instância do poder judiciário no Brasil e “guardiã da Constituição Federal” está passando, não devem ser, entretanto, usadas como justificativa do jogo político que visa aumentar a impunidade. E é consenso entre os três, que o risco existe.
“O desgaste do STF pode ser usado politicamente não apenas para corrigir excessos da Corte, o que é legítimo, mas para reduzir sua capacidade de funcionar como limite ao poder político”, afirma Amarílis Costa, doutora em Direitos Humanos e diretora-executiva da Rede Liberdade, que atua em casos de violação de direitos e liberdades individuais. “Uma coisa é democratizar, tornar mais transparente e limitar excessos do STF. Outra é submeter a Corte à maioria parlamentar de ocasião”, argumenta.
Costa destaca a importância da Corte e de sua estabilidade justamente para aqueles que não estão nas rodas do poder. “Isso importa especialmente em direitos humanos, porque minorias e grupos historicamente vulnerabilizados dependem de uma jurisdição constitucional capaz de conter maiorias quando seus direitos estão em risco”, acrescenta.
Advogada Amarillis Costa vê tentativa de limitar ações do STF contra políticos no poder
O professor de direito na PUC-SP e ex-secretário Nacional de Reforma do Judiciário no governo Dilma Rousseff, Flávio Crocce Caetano, concorda com a advogada. Ele acrescenta que “ a conjuntura política se tornaria muito favorável a medidas autoritárias de um eventual governo Bolsonaro, com diminuição do papel do STF, possível impeachment de ministro, além da redução do prazo de mandatos atuais, aumento do número de cadeiras para obtenção de imediata maioria e parceria perene com o Legislativo”.
Para Caetano, “experiências autocráticas” em outros países são exemplos de concentração de poder nas mãos do Executivo, com ajuda do Legislativo, para o “apequenamento do Judiciário”.
O também professor Rubens Beçak, livre-docente em Teoria Geral do Estado na USP, acompanha seus pares sobre o risco de Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, “tentar minar o papel do Supremo, mesmo enfrentando “reações da opinião pública, da comunidade jurídica e provavelmente do próprio tribunal”.
Ele ressalva que isso não significa que “discutir a redução do ativismo judicial, o excesso de decisões monocráticas e até os critérios de indicação dos ministros” não seja legítimo. “Essas mudanças podem contribuir para um Supremo melhor”, avalia Beçak que não descarta a possibilidade de se realizar uma Reforma do Judiciário.
Reforma do Judiciário pode sanar excesso de decisões individuais
Flávio Caetano é professor na PUC-SP e foi secretário Nacional de Reforma do Judiciário durante a gestão de Dilma Rousseff
Já Flávio Caetano diz que “é necessária uma Reforma do Judiciário, que também atinja o Supremo.” Segundo o professor da PUC, estamos “diante de uma crise institucional, e de uma disfuncionalidade do STF”. Essa conjuntura “tem levado a posturas muito individuais dos ministros” e um acúmulo de decisões monocráticas, que faz o Plenário da Corte ficar diminuído.
Amarílis Costa denomina o problema de individualização excessiva do poder, o que, segundo ela, “não significa eliminar decisões monocráticas”. “Elas são necessárias em situações urgentes. O problema surge quando uma decisão concebida como provisória produz, por longo período, efeitos equivalentes aos de uma decisão definitiva”, explica.
As decisões monocráticas foram alargadas nas práticas das últimas décadas do Supremo, e por isso deveriam ser “extremamente limitadas” na análise de Rubens Beçak. “Não é desejável que um ministro tenha poder individual sobre questões tão importantes”, afirma. “O correto é que a decisão individual, depois de tomada, seja prontamente submetida à Turma ou ao Plenário”, complementa.
O comportamento do STF em período eleitoral
Rubens Beçak, professor na Faculdade de Direito da USP, considera correta postura de presidente do STF, Edson Fachin, sobre processo sobre caso Master
Além da concentração de poder, os ministros do STF são, comumente, criticados por decisões que podem influenciar a opinião pública e as intenções de voto em período eleitoral. Para os juristas entrevistados pela Pública, porém, os casos precisam ser analisados de acordo com a realidade e contexto de cada um.
O presidente do STF Edson Fachin, por exemplo, recebeu críticas de parte do eleitorado do presidente Lula (PT) por manter não dar seguimento às investigações do inquérito do Master e do INSS que ele recolheu ao seu gabinete após os embates entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Os juristas, no entanto, formaram consenso sobre a postura correta do ministro presidente. “Diante de uma situação tão conturbada, achei acertada a decisão do ministro [Edson Fachin]. Ele adotou uma medida provisória, que não me parece representar uma decisão definitiva. Considerei a decisão uma medida um pouco profilática. O presidente tem essa função”, comenta Rubens Beçak.
Avaliação compartilhada por Flávio Caetano que considera a “decisão do presidente do Supremo de centralizar os casos que envolvam eventuais indícios ou suspeitas envolvendo ministros da própria Corte, tanto nos casos do Banco Master como do INSS, correta”.
Amarílis Costa também afirma que há fundamento jurídico para a remessa. A advogada, no entanto, pondera que “a preocupação começa quando a preservação de competência se confunde com controle da investigação. Encaminhar informações ao tribunal competente é legítimo. Transformar a Presidência em filtro sobre o que pode ou não ser investigado seria outra coisa”.
Para ela, “independência judicial não significa imunidade investigativa.” “O modelo será legítimo se proteger a regularidade do procedimento. Se produzir uma estrutura de autoproteção institucional, teremos um problema democrático”, ressalta.
No caso de ministros do Supremo, Flávio Caetano explica que crimes comuns são julgados pelo Plenário do STF. Quando se trata de crime de responsabilidade, o Senado Federal passa a ser o responsável. “O que não está muito claro é como haver uma investigação administrativa de algum ministro do Supremo”, diz. Na interpretação do professor, de toda forma, a “apuração administrativa ou disciplinar” sobre seus próprios membros é um procedimento adequado ao Pleno da Corte.
A liberdade de Jair Bolsonaro analisada por Nunes Marques
Quando se trata da análise pelo ministro Nunes Marques da revisão criminal do processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, os juristas divergem em alguns pontos.
Flávio Caetano, professor da PUC, afirma que não vê possibilidade desta análise ser feita de forma monocrática porque seria a revisão de algo que foi decidido pelo colegiado. Portanto, apenas o colegiado poderia julgar.
Já o docente da USP, Rubens Beçak, considera que o ministro poderia sim tomar uma decisão, favorável ou não ao ex-presidente, já que a defesa tem o direito de solicitar essa revisão. Beçak salienta que mesmo sendo “impactante” conceder uma liminar para a libertação do ex-presidente, estaria “dentro do conjunto de competências de quem analisa um pedido de revisão criminal”.
Uma medida cautelar do relator não é “juridicamente impossível” na análise de Amarillis Costa que nesse ponto concorda com Beçak. Por outro lado, a advogada declara que uma “decisão individual capaz de suspender os efeitos de uma condenação definitiva e alterar a situação de liberdade de um ex-presidente, exigiria fundamentação especialmente robusta e rápida apreciação pelo colegiado”, se aproximando da visão de Caetano.
“O ponto mais delicado é o calendário eleitoral. O Judiciário precisa compreender a conjuntura política sem permitir que ela se transforme em critério jurídico. A pergunta relevante é se a mesma decisão seria tomada, no mesmo momento e com os mesmos fundamentos, caso o condenado fosse outra pessoa e não estivéssemos em período eleitoral”, diz Costa.
Para Caetano, “eventualmente pode haver — não estou dizendo que há — alguma conotação política para um julgamento antecipado de uma revisão que talvez ainda não fosse o momento de ser julgada. Isso tem que ser observado em relação a casos similares, como o Supremo tem se posicionado. A partir daí, pode-se analisar se há um componente de conveniência política ou não”, acrescenta.
Após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem dizendo que o ministro Nunes Marques pretendia soltar uma liminar sobre o pedido de revisão criminal da defesa de Jair Bolsonaro. Por nota, o gabinete do ministro informou que ele encaminharia a solicitação ao Plenário. Na última quarta-feira, 7 de outubro, reconsiderou afirmando que só analisaria o pedido após o segundo turno.
“O ministro Nunes Marques entendeu, até acertadamente, que deixaria a análise para depois do segundo turno. Não necessariamente por ser presidente do TSE, mas porque foi uma decisão de bom senso, considerando que isso poderia conturbar ainda mais as eleições”, concluiu Rubens Beçak.
Il sole sta calando sulle vette dei monti Pryor come una ferita aperta che sanguina sul Montana. È un paesaggio che sembra un quadro, ma è un inganno: sotto questa selce grigia giace una storia di violenza, fango e calcoli a freddo.
Se volete capire come si è chiuso il West, dimenticatevi le favolette di Hollywood. Qui si parla di sopravvivenza cruda, di gente che ha dovuto masticare ferro e sputare pallottole per non farsi cancellare dalla mappa.
Al centro di questo conflitto c’è Plenty Coups. Nato attorno al 1848 nella tribù degli Absarokee — i Crow, per chi mastica solo l’inglese —, gli appioppano alla nascita un nome che suona come “Bisonte che affronta il vento”. Ma da queste parti le parole valevano meno del fango sotto gli stivali se non eri pronto a tirare fuori i denti.
La svolta arriva quando ha nove anni. Gli ammazzano il fratello maggiore in una scaramuccia da quattro soldi. Un colpo secco, di quelli che ti fanno cortocircuitare il cervello. Il ragazzino prende e se ne va da solo tra i dirupi selvaggi dei Pryor, posti duri, pieni di selce scura e affilata come bisturi. Si mette a digiunare per giorni, masticando rabbia e svenendo sulla roccia dura.
Lì, tra la selce e la polvere, la fame gli regala una visione che sembra un film di terrore: una tempesta bestiale si abbatte sulla foresta e sradica i pini secolari, tirandoli giù come birilli spazzati via dal fango. Tutti gli alberi crollano, piallati. Ne resta in piedi uno solo. Su quel ramo sopravvissuto c’è una cinciallegra. Subito dopo, vede le mandrie di bisonti svanire nel nulla, rimpiazzate da una marea di buoi maculati che occupano ogni centimetro di terra.
Gli anziani del villaggio non ci misero molto a capire l’antifona, senza troppi fronzoli:
L’uomo bianco sta arrivando e farà tabula rasa. Se non vogliamo dare le dimissioni dalla storia, dobbiamo fare come quel piccolo uccello bastardo: ascoltare, capire come muove le carte il nemico e adattarci prima che ci schiacci.
Ma Plenty Coups non era un agnellino. Prima di mettersi la giacca e la cravatta, quel tipo era un guerriero spietato. Un coup per loro era il massimo del coraggio: toccare un nemico in battaglia a mani nude o con un bastone mentre quello cercava di piantarti un proiettile in pancia.
Bisognava avere i nervi di selce. Plenty ne collezionò a decine, umiliando Lakota e Sioux prima ancora di compiere trent’anni.
Si infilava la pelle di un lupo grigio sulla schiena e strisciava nel campo avversario rapido come una lama che ti taglia la gola in silenzio.
Poi arrivò il punto di non ritorno. Mentre altri capi leggendari sceglievano la guerra totale contro l’esercito americano — una scelta eroica ma destinata a finire in un bagno di sangue e nella resa incondizionata —, Plenty applicò la lezione della cinciallegra con un calcolo politico spietato. Capì che affrontare i fucili a ripetizione e i treni a vapore era un suicidio pulito.
Così fece la sua mossa: alleò i Crow con Washington, fornendo esploratori all’esercito contro i nemici storici della sua tribù. Un tradimento? No, puro cinismo da sopravvivenza. I Crow non volevano finire deportati in qualche buco arido a centinaia di miglia da casa. E il piano funzionò: quando la polvere si posò, i Crow furono tra i pochissimi a tenere le proprie terre ancestrali nella valle del Little Bighorn.
Nel 1890, diventato Capo Supremo, Plenty capì che la battaglia non si faceva più con i cavalli, ma negli uffici. Salì su quei mostri di ferro a vapore e andò dritto a Washington a trattare con i presidenti americani, schivando i tranelli di senatori corrotti e speculatori minerari con la stessa cattiveria con cui un tempo schivava le frecce.
Agli anziani che volevano ancora impugnare l’ascia, sputava in faccia la realtà:
L’istruzione è la vostra arma più potente. Con quella siete pari al bianco; senza, siete soltanto le sue prossime vittime.
Nel 1921 lo chiamarono perfino ad Arlington per la sepoltura del Milite Ignoto. Unico nativo presente in mezzo a una manica di politici che puzzavano di ipocrisia. Stette lì, solenne, e depose sulla tomba il suo copricapo di piume e il suo bastone da guerra. Tirò giù la serranda sulla sua carriera da guerriero davanti al mondo intero.
Morì nel 1932, a 84 anni suonati. Niente figli, ma una terra salvata dal disastro e la sua casa regalata allo Stato perché bianchi e nativi imparassero a non scannarsi come bestie.
La storia di Plenty Coups non è una storiella da eroi romantici: è la vicenda di un leader che ha preferito affilare il cervello invece di farsi massacrare per un briciolo di orgoglio.
L’Italia ha una nuova legge elettorale che, salvo interventi rapidi da parte della Consulta, si applicherà già a partire dalle elezioni politiche del 2027. È la quinta in venticinque anni, quasi un record mondiale. Diverse le novità e numerose le criticità.
O European Le Mans Series decorre no Autódromo Internacional do Algarve esta sexta-feira e sábado, dias 9 e 10 de outubro, incluindo as 4 Horas de Portimão. Os habitantes da freguesia onde se situa o autódromo podem assistir à borla.
L’IA velocizza singole mansioni, ma per il momento non cambia la filiera nel suo insieme, con pochi effetti sulla produttività. Perché la capacità tecnologica non si traduce automaticamente in valore per l’impresa e per il sistema che se ne dota.
Em outubro, o concelho de Loulé volta a transformar-se na capital da música erudita com a realização do XXVI Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado. Em 2026, o festival celebra 26 anos de história com uma programação cultural de excelência que cruza um repertório da Idade Média, Renascimento e Barroco.
Mais uma vez sob a direção artística de Ana Figueiras, esta edição contará com 6 concertos com entrada gratuita em igrejas e espaços culturais e 2 atividades formativas.
O festival, consolidado como uma das iniciativas mais prestigiadas do país na valorização do património musical antigo, reúne este ano agrupamentos e intérpretes de referência nacional e internacional. Do repertório barroco de matriz religiosa às pontes com a criação contemporânea, os espetáculos convidam o público a descobrir a riqueza e a intemporalidade das sonoridades antigas.
A 10 de outubro, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Querença, o Ensemble 258 (Portugal) leva a palco o programa de cariz mariano e devocional “O Dulcedo Amoris”, explorando obras barrocas de compositores ibéricos, franceses e ingleses. Fundado em Lisboa em 2018 por André Ferreira, Maria Bayley e Teresa Duarte, o Ensemble 258dedica-se à recuperação e interpretação historicamente informada do património musical europeu, com particular atenção às fontes, aos contextos e às práticas de execução da época.
A elevada dimensão artística que a flauta de bisel assumiu nos principais meios culturais europeus é apresentado pelo Duo Andrómeda (Portugal/Noruega) que nos traz “Sempre Cânone”. Este projeto foi pensado para contribuir para o aumento da produção musical contemporânea para flauta de bisel e cooperar no seu desenvolvimento e difusão. O duo vai estar na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Quarteira, no dia 11.
E a 17 de outubro, em Loulé, a Igreja de S. Francisco vai ser o palco do concerto do agrupamento português Musurgia Ensemble apresenta uma refinada seleção de sonatas e trissonatas barrocas para flauta de bisel e baixo contínuo de dois grandes mestres que marcaram a música do período barroco: Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Georg Philipp Telemann (1681 – 1767).
O encerramento deste Encontro acontece a 31 de outubro, na Igreja de S. Sebastião, em Boliqueime. Este momento final junta em palco o Ensemble de Flautas de Loulé (que celebra este ano o seu 30º aniversário) e o Ensemble de Flautas da JetseAcademie (Bélgica) no concerto “Confluências”, inserido no projeto europeu Erasmus+.
Todos os concertos têm início às 19h e entrada livre.
Reforçando a sua forte dimensão formativa e o contacto próximo com práticas de interpretação historicamente informadas, o encontro promove duas ações abertas ao público, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé. No sábado, 10 de outubro, às 14h00, um workshop de Oboé Barroco, com André Ferreira. No domingo, 18 de outubro, às 10h00, um masterclass de Flauta de Bisel, com João Francisco Távora.
Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.
O domingo do primeiro turno terminou com uma surpresa, ao menos para quem acompanhava a maioria das pesquisas eleitorais e também para os próprios candidatos. “Confesso que estava convencido de que iria ganhar no primeiro turno”, disse Lula ontem. O atual presidente marcou 3,3 milhões de votos a menos do que no primeiro turno de 2022, enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu 5 milhões de votos a mais que seu pai, Jair.
O resultado pode ser explicado por vários fatores: como a Agência Públicamostrou, escândalos políticos podem ter favorecido o desejo “antissistema” que – apesar de ser uma grande contradição –, é usado politicamente por Flávio e bolsonaristas. O caso do Master, inclusive, não foi capaz de impedir que muitos políticos diretamente citados nas investigações e vazamentos ligados ao banco conseguissem se reeleger. Isso inclui o próprio Flávio, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas em relação ao financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai. Flávio pediu dinheiro diretamente para Daniel Vorcaro, trocou dezenas de mensagens com o ex-banqueiro e marcou encontros com ele.
Além dos escândalos políticos, outras variáveis ajudam a entender a diminuição de votos de Lula e o crescimento de Flávio, e elas ficam evidentes no próprio mapa do Brasil. Levantamento de dados feito pelo cientista político Marco Antonio Faganello, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV/CEPESP), mostra que Lula perdeu mais votos em municípios que não são capitais, e essa perda é ainda mais gritante em cidades menores onde a participação do agro na economia é grande. “Onde o agro está em mais de 50% no PIB (Produto Interno Bruto), no conjunto, Lula perdeu 8% dos votos em relação a 2022”, aponta.
A análise de Faganello mostra que municípios pequenos do interior, com alto PIB per capita, proporção de moradores que se declaram brancos e jovens mais alta e com grande atividade agropecuária estão onde Lula mais perdeu votos proporcionalmente a 2022. É esse o tipo de perfil de vários municípios de Goiás, estado onde a diminuição dos votos para Lula foi a mais significativa na proporção com 2022.
O pesquisador também aponta que o Nordeste, apesar de ser um reduto tradicional de Lula e não ter registrado uma queda significativa nos votos para o atual presidente, foi onde Flávio mais avançou. “A direita cresceu nos nove estados do Nordeste. Flávio superou o resultado de Bolsonaro em 98% dos 1.794 municípios da região. No Nordeste, Lula perdeu poucos votos, mas a direita cresceu em todos os estados: de 27% para 30,9% dos votos válidos”, detalha.
Na entrevista, Faganello também avalia como a abstenção, apesar de ter sido recorde, não parece ter impactado a perda de votos de Lula no Brasil como um todo, com exceção de Salvador, onde a ausência de eleitores impactou a votação do petista. Além disso, para o pesquisador, a proporção de evangélicos entre a população pode não explicar essa mudança. Contudo, Faganello ressalta que ainda há dados que o Tribunal Superior Eleitoral deve divulgar que podem detalhar esses aspectos.
Confira os principais trechos da entrevista aqui.
Marco Antonio Faganello é cientista político e pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV/CEPESP)
Na sua análise, você conclui que Lula teve menos votos em 2026 em relação ao primeiro turno de 2022 em 98% dos municípios do Brasil. Mas isso aconteceu diferente nas cidades pequenas e nas capitais e também a partir de outros fatores, como atividade agropecuária. Você pode explicar melhor essa diferença?
Estamos falando em votação proporcional, isto é, no quanto os votos que foram para o Lula em 2022 aumentaram ou diminuíram em 2026, proporcionalmente. Os dados mostram que essa queda foi maior sobretudo nos pequenos municípios e nos municípios ligados ao agro, além de ter um recorte por região do país. São esses os três principais fatores: tamanho, agro e região.
Sobre o tamanho dos municípios, quanto menor, mais Lula perdeu votos em relação a 2022. Nos municípios com até 5 mil habitantes, ele perde cerca de 7% [comparando 2026 a 2022]. Nos com mais de 500 mil habitantes, ele perde só 1%.
É importante ressaltar que isso é uma faceta, porque se você olha pra outro lado, em números absolutos, esse contingente de municípios pequenos não contribui tanto para a diminuição dos votos do Lula.
Se você aumentar esse grupo para municípios com até 50 mil habitantes, você chega a 50% da perda de votos que Lula teve entre 2022 e 2026. Já por outro lado, o Flávio ganhou votos nesses mesmos municípios em que o Lula perdeu. Ou seja, o voto que o Lula perdeu foi pro Flávio. Os demais candidatos desidrataram demais, não chegaram a influenciar essa conta.
Explique mais sobre esse recorte da presença do agro nos municípios. Você comparou a porcentagem da participação da atividade agropecuária no PIB municipal? Você pode citar alguns exemplos?
Isso, eu peguei a porcentagem da atividade agropecuária no PIB municipal. Para se ter uma ideia, em municípios onde essa porcentagem está em menos de 5% do PIB, Lula perdeu 2% no conjunto de votos. Mas onde o agro está em mais de 50% no PIB, no conjunto, Lula perdeu 8% dos votos em relação a 2022. Esses municípios pegam só 2% da população brasileira.
É interessante que, cruzando porte [da cidade] e agro, você vê que, nos municípios bem pequenos, de até 5 mil habitantes e que têm mais de 50% de PIB no agro, Lula perdeu 9% dos votos. Já entre os pequenos que têm menos de 5% do PIB no agro, Lula perdeu bem menos votos, menos de 4%. E essa perda de votos do Lula foi para o Flávio, não virou abstenção.
Isso levanta a hipótese de uma afinidade ideológica forte em municípios muito pequenos e com alta participação do agro. Uma pergunta ainda a se fazer é porque isso não pesou tanto em 2022 quanto em 2026.
E como a diferença entre as regiões do país e dos estados entra nessa conta?
No Sul e no Centro-Oeste foram onde aconteceram as maiores perdas de votos para Lula. Mas existe uma queda generalizada no país: parece que o que foi conquistado em 2022 se perdeu.
Foram 3 milhões de votos a menos que no primeiro turno de 2022. Não é uma flutuação gigantesca, mas nas últimas eleições é isso que tem acontecido, uma proporção de votos menor, que fica no meio, que fica flutuando. E quem decide a eleição são justamente essas pequenas flutuações.
E sobre a abstenção? Você aponta que ela não teve efeito na perda de votos para Lula. Por que?
A abstenção aparece como algo generalizado no país. Onde você teve mais abstenção, Lula não perdeu mais votos. A abstenção não parece ter relação nem com agro, nem com região do país. Ela bateu recorde em números absolutos, mas não foi uma variável que ajude a explicar a perda de votos de Lula.
Na sua análise, você aponta que o fator da religião evangélica não pesou nessa diminuição de votos do Lula. Por quê? E outros fatores, como entraram?
A porcentagem de evangélicos na população dos municípios não aponta uma mudança significativa de 2026 para 2022, Lula nem perdeu nem ganhou votos nas cidades a partir desse recorte – ele já não tinha [esses votos].
Já quanto mais jovem a população do município, mais o Lula perdeu votos. Quanto mais branca, também, e renda per capita do município também influencia. Quanto maior a renda, mais o Lula perdeu.
E teve uma diferença muito gritante entre capital e interior: Lula quase não perdeu nada na maioria das capitais, mas bastante em cidades que não são capitais.
Então dá pra dizer que entre os municípios onde o Lula mais perdeu votos existe um perfil comum? Municípios com grande participação do agro na economia, com população mais branca, mais jovem e com PIB per capita maior?
Sim.
E o contrário, onde o Flávio ganhou votos em relação a Jair?
O PL [votos para Flávio] ganhou 5 milhões em relação a 2022, em todo o país. E desse total de ganhos que o Flávio teve em 2026, 32% vieram do Nordeste. Foi onde ele mais avançou.
A direita cresceu nos nove estados do Nordeste. Flávio superou o resultado de Bolsonaro em 98% dos 1.794 municípios da região. No Nordeste, Lula perdeu poucos votos, mas a direita cresceu em todos os estados: de 27% para 30,9% dos votos válidos (mais 1,6 milhão de votos). O maior ganho, em pontos percentuais, foi no Ceará e no Maranhão.
Você também aponta que o Lula cresceu em 102 municípios – há algum padrão nestas cidades?
Lula ganha mais percentualmente em municípios de regiões variadas, Sobral, no Ceará; Macapá, no Amapá; Belém, no Pará; Niterói, no Rio de Janeiro; Aracaju, em Sergipe; Recife, em Pernambuco; Santos, em São Paulo; Rio Branco, no Acre; Fortaleza, no Ceará; e até na cidade do Rio de Janeiro. No geral são cidades grandes e médias.
Já Lula perdeu mais em várias cidades de Goiás, ali perto de Rio Verde. Depois em municípios do Tocantins e do Rio Grande do Sul.
Olha que curioso: Lula perde mais [votos proporcionalmente] na Bahia, com 3,6%, que em São Paulo, 3% [entre 2026 e 2022].
Na Bahia, Salvador concentrou 38% da perda de votos de Lula no estado, mas só 6% do ganho da direita: em Salvador, Lula perdeu votos sobretudo porque menos gente votou. No interior, a direita cresceu com mais eleitores indo às urnas.
Le regioni chiedono quasi 18 miliardi in più per la sanità nei prossimi tre anni. Però non spiegano cosa con quelle risorse intendono fare, in particolare per la medicina territoriale. Sembra che il “metodo Pnrr” basato sui risultati sia già dimenticato.
Uma mulher de 38 anos foi constituída arguida ontem, dia 29 de setembro, pela prática de um crime de furto em residência na localidade de Benedita, no concelho de Alcobaça, informou o Comando Territorial de Leiria, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Caldas da Rainha.
A ação decorreu no âmbito de uma investigação referente a um furto no interior de uma habitação ocorrido no passado dia 27 de setembro, na localidade de Casal do Guerra, na Benedita. Segundo a Guarda Nacional Republicana, os militares realizaram quatro buscas — três domiciliárias e uma em veículo — na localidade de Moita do Poço, também no concelho de Alcobaça.
Das diligências efetuadas resultou a recuperação de um computador portátil, um par de colunas de som e uma mochila. Segundo a força de segurança, os artigos recuperados serão restituídos ao seu legítimo proprietário.
A suspeita, que já conta com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícito, foi constituída arguida e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Alcobaça.
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La testimonianza di un collaboratore di giustizia ha fornito una mappa precisa dei luoghi dove la camorra ha interrato i rifiuti illegali. In quelle stesse zone si registra un netto aumento dei casi di tumore. A riprova dei gravi danni causati alla salute.
Em menos de uma semana, o Brasil vai às urnas para o primeiro turno das eleições que decidem presidente, governadores, senadores e deputados. E, em menos de seis, serão os Estados Unidos que irão votar em nomes para o Congresso e os governos estaduais.
Isso ocorre em um período no qual a popularidade de Donald Trump continua caindo nas pesquisas – levantamento do American Research Group aponta seu índice mais baixo de todos os tempos: 29% de aprovação.
Especialistas avaliam que os republicanos podem perder o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, até mesmo do Senado. Isso abriria caminho para sérias investigações do Congresso contra o presidente por sua má conduta no exercício do cargo.
Mas esse movimento gera uma dúvida: diante de um declínio político de Trump, ele pode se tornar ainda mais agressivo e descontrolado para manter seu poder?
A guerra sem fim contra o Irã
Na semana passada, nas Nações Unidas, Trump chocou o mundo ao ameaçar aniquilar o Irã — o que, se ocorresse, seria o maior crime contra a humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, sua ameaça não é um sinal de força, mas sim de fraqueza. Ele embarcou em uma guerra insensata, sem uma estratégia clara para vencer ou retirar os Estados Unidos do conflito de maneira elegante.
Nate Silver, importante analista político, ao acompanhar a média das pesquisas de opinião, constatou que 59% dos americanos são contra a guerra, enquanto o apoio a ela gira em torno de 34%.
Trump agora afirma, cinicamente, que a liderança da República Islâmica do Irã só concordará em negociações sérias após as eleições de meio de mandato. Ao mesmo tempo, ele acaba de rejeitar as iniciativas iranianas de sentar-se e conversar. Ele nega que os estoques de armas do Pentágono estejam esgotados, e o “Departamento de Guerra” — nome que ele deu ao Departamento de Defesa — oculta o número de soldados americanos feridos ou mortos durante o conflito.
Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece funcionalmente fechado, e os Houthis — aliados do Irã — estão bloqueando a navegação no Mar Vermelho. Além disso, eles explodiram o oleoduto saudita projetado para contornar o bloqueio imposto pelo Irã. Como resultado, os preços do petróleo e do diesel continuam exorbitantes, mantendo elevados os custos de alimentos, fertilizantes e transporte nos Estados Unidos e em todo o mundo.
O boicote da imprensa ao autoritarismo de Trump
Nesta semana, Trump decidiu demonstrar força política ao proibir o acesso à Casa Branca de dois canais de notícias a cabo de orientação moderada a esquerdista — a CNN e a MS Now (anteriormente MSNBC) — bem como do Politico, uma organização internacional de notícias que cobre política e políticas públicas. Ao anunciar a ordem executiva, o presidente insistiu que ela puniria veículos de imprensa que promovessem “fake news” (notícias falsas), uma medida que viola claramente a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de imprensa.
Em uma demonstração surpreendente de solidariedade, o grupo de imprensa (press pool) da Casa Branca — um pequeno conjunto de jornalistas, fotógrafos e emissoras de televisão que, em sistema de rodízio, compartilham a cobertura de notícias com outros membros da imprensa — concordou em boicotar conjuntamente qualquer reportagem sobre o presidente até que a proibição fosse revogada. Isso incluiu a Fox News, que, historicamente, tem apoiado Trump de forma leal. Ao defender a ordem executiva no tribunal, o governo Trump mudou sua justificativa, alegando que esses veículos de imprensa violavam a “segurança nacional”. O juiz, no entanto, ordenou a revogação da proibição, embora agora Trump tenha impedido a CNN de acompanhá-lo a bordo do Air Force One, o avião presidencial.
Não está claro por quanto tempo essas agências de notícias manterão o plano de negar ao presidente a cobertura televisiva que ele tanto deseja. Ainda assim, embora a proibição possa ter reforçado o apoio entre seus seguidores mais leais, ela também revela, de forma contundente, as tendências autoritárias do presidente.
De repente, a “segurança nacional” tornou-se a justificativa para quase todas as medidas que Trump adota para ampliar seu poder presidencial. Ele usou a expressão para defender a construção de seu salão de baile dourado, argumentando que abrigos (bunkers) e sistemas de segurança seriam instalados sob o megaedifício anexo à Casa Branca. Após críticos se oporem à construção de um arco do triunfo de cerca de 76 metros de altura em Washington, ele alegou que a estrutura estava sendo projetada como um local de “segurança nacional” para atiradores de elite e para repelir ataques de drones. Qualquer pessoa que já tenha subido ao topo do Arco do Triunfo, em Paris, sabe o quão surreal é essa afirmação.
A cruzada anticomunista paga com dinheiro público
Trump também parece ter violado a legislação eleitoral federal ao produzir um anúncio pago pelo governo dos EUA para promover sua candidatura à presidência — ação que não pode ser contestada porque a Comissão Eleitoral Federal não possui quórum de comissários para adotar medidas legais, devido à recusa de Trump em nomear novos membros para o conselho. O anúncio de trinta segundos exibe uma montagem de imagens de Trump, com frases que aparecem repetidamente na tela, proclamando: “O maior corte de impostos da história dos EUA” e “A América nunca será um país comunista”. A trilha sonora traz um coro cantando “ame-me” (love me), revelando, de forma patética, uma das principais vulnerabilidades psicológicas de Trump.
Quando repórteres questionaram a adequação do anúncio, a Casa Branca alegou tratar-se de uma mensagem de utilidade pública. A senadora de New Hampshire, Maggie Hassan, argumentou que se tratava de propaganda governamental proibida por lei federal, e o deputado de Maryland, Jaime Raskin, prometeu iniciar investigações logo após a posse do novo Congresso.
O tema anticomunista, no entanto, não é novidade no repertório de Trump. Quando o socialista democrata Zohran Mamdani venceu a eleição para a prefeitura de Nova York no ano passado, isso impulsionou uma pequena onda de vitórias semelhantes de candidatos de esquerda nas primárias do Partido Democrata em todo o país. Em resposta, os republicanos lançaram anúncios alegando que todos os democratas — até mesmo os mais moderados — eram comunistas radicais. Contudo, em sua eterna busca por amor e aceitação, Trump reuniu-se com Mamdani na semana passada em Nova York, elogiou o prefeito e insistiu que ele deveria ir à Casa Branca para aprender com o presidente.
O fervor anticomunista, no entanto, não se manifestou quando ele organizou uma visita de Estado de três dias de Xi Jinping, presidente da República Popular da China, supostamente para abordar as diferenças entre os dois países. Trump recebeu o presidente chinês no aeroporto, uma honra não concedida a chefes de Estado há décadas. Ele também insistiu em um grande tour pela Casa Branca, mostrando com orgulho um heliponto recém-instalado e a enorme escavação de uma obra que, em breve, será seu precioso salão de baile.
Embora Trump tenha estendido o tapete vermelho para receber o chefe do Partido Comunista Chinês, nada parece ter saído desse encontro. Não houve declaração conjunta sobre como controlar os aspectos perigosos da inteligência artificial ou sobre como encerrar a guerra com o Irã. As divergências comerciais foram deixadas para negociações futuras. Em vez disso, a China mostrou ao mundo que agora está em pé de igualdade com os Estados Unidos.
Trump também não vê problemas em convidar Vladimir Putin para uma reunião do G20 em Miami, em dezembro de 2026, ocasião em que provavelmente mostrará ao presidente russo sua residência na Flórida. Líderes europeus que apoiam os esforços da Ucrânia para se defender da invasão russa expressaram séria preocupação com o convite. Ao mesmo tempo, observadores políticos continuam intrigados com a forte afinidade de Trump por líderes autoritários.
As derrotas e decisões irracionais do presidente
Como tudo ao redor de Trump parece estar dando errado, seria de esperar que ele fizesse escolhas sensatas diante da derrota eleitoral prevista para o próximo mês. Embora uma maioria favorável na Suprema Corte dos EUA tenha acabado de emitir uma decisão que beneficia a iniciativa de Trump de permitir que o governo federal utilize listas de eleitores controladas pelos estados para excluir nomes dos registros — visando verificar a cidadania de supostos eleitores inelegíveis —, a medida provavelmente será ineficaz, dado o pouco tempo restante até as eleições.
Essa medida, que ignora uma tradição jurídica de duzentos e cinquenta anos segundo a qual governos estaduais e locais administram as eleições, é consistente com outras decisões da maioria de direita da Corte. Tais decisões reverteram práticas anteriores em que o governo federal intervinha nas eleições apenas para garantir o direito de voto dos cidadãos — especialmente quando muitos estados do Sul impediam a participação de negros.
No entanto, em uma derrota para a estratégia de Trump de restringir o voto nas próximas eleições — e em mais uma decisão da Suprema Corte —, seus aliados conservadores no Judiciário barraram suas tentativas de impedir o voto por correio, baseadas em alegações infundadas de que centenas de milhares de não cidadãos teriam votado ilegalmente em eleições recentes.
Considerando que os Democratas poderiam conquistar o controle da Câmara e talvez até do Senado, seria de se esperar que Trump fizesse tudo o que pudesse para favorecer seus candidatos em disputas acirradas. Ele anunciou recentemente que faria campanha em 35 dos distritos eleitorais mais disputados do país. Em vez disso, nesta semana ele estará no Alabama — estado que venceu com uma vantagem de 35 pontos percentuais sobre Kamala Harris em 2024 — e em Oklahoma, onde obteve 34,3% de votos a mais do que seu oponente democrata. Essas decisões políticas não fazem sentido, a menos que se entenda que Trump valoriza mais um grande comício em local fechado, cercado por um público que o adora, do que comparecer a locais onde seus candidatos enfrentam forte oposição.
Economia ruim pressiona candidaturas de republicanos
À medida que as taxas de juros sobem e os preços de alimentos e energia aumentam, mais disputas parlamentares — que, num passado recente, provavelmente seriam vencidas por republicanos — passam a ser ameaçadas por candidatos democratas. Nesse cenário, candidaturas para o Congresso e para os governos estaduais tornam-se mais competitivas, forçando os republicanos a gastar centenas de milhões de dólares em locais que, há seis meses, eram considerados redutos conservadores. Em estados tradicionalmente controlados pelo Partido Republicano, candidatos democratas estão ganhando terreno nas pesquisas. No Texas e na Flórida, por exemplo — onde o Partido Republicano domina a política há décadas —, candidatos democratas podem vir a derrotar seus oponentes.
De repente, candidatos republicanos em distritos onde o eleitorado está quase igualmente dividido entre os dois partidos estão se distanciando do presidente para atrair eleitores que podem ter votado em Trump há dois anos, mas que agora se arrependem. Os candidatos republicanos em situação de vulnerabilidade não querem que Trump faça campanha por eles, e alguns chegaram a remover das redes sociais fotos com o presidente ou declarações de apoio às suas políticas.
No entanto, assim como faz com a mídia que critica sua gestão, Trump também não hesita em atacar aqueles que o desafiam, especialmente dentro do Partido Republicano. Isso ficou evidente depois que a deputada conservadora de origem cubana Maria Elvira Salazar, da Flórida, gravou um anúncio em frente ao Capitólio, afirmando que as políticas de Trump na aplicação das leis de imigração haviam “ido longe demais” e destacando que 50% das pessoas detidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não tinham antecedentes criminais.
Logo após a veiculação do anúncio, Salazar disse à imprensa que tivera uma “conversa muito boa” com o presidente sobre o assunto. Inicialmente, Trump afirmou discordar de Salazar, mas manteve seu apoio a ela, o que parecia indicar que os congressistas republicanos poderiam, então, criticar a Casa Branca sem medo de represálias. Contudo, poucos dias depois, Trump disparou uma série de ataques à deputada nas redes sociais, revelando que continua extremamente suscetível a críticas e pouco tolerante com membros do próprio partido que se opõem às suas políticas.
Alguns candidatos republicanos de outros distritos fortemente divididos também se distanciaram do presidente quanto ao conflito com o Irã, especialmente devido aos impactos nos preços dos alimentos e dos combustíveis. No entanto, no Congresso, eles votaram contra resoluções que pediam o fim da guerra. Ainda assim, a imagem do Partido Republicano vem perdendo força, uma vez que Trump parece incapaz de reverter a queda de sua popularidade.
Caso os republicanos percam o controle de uma das casas legislativas ou de todo o Congresso e passem a investigar a corrupção e o abuso de poder do Executivo por parte de Trump, ele inevitavelmente reagirá com uma campanha agressiva, questionando o processo eleitoral, a cobertura da mídia e os candidatos democratas vitoriosos.
Para citar o poeta galês Dylan Thomas, é pouco provável que Trump “entre docemente naquela noite serena” e aceite a derrota. Resta saber quanto dano Trump causará aos Estados Unidos e ao mundo à medida que seu poder, influência e popularidade diminuem.
Minimi contrattuali e retribuzioni realmente percepite sono spesso trattati come la stessa cosa. Non è così. La differenza nei dati di contabilità nazionale non è un dettaglio tecnico: cambia l’ordine di grandezza della perdita e il settore che la subisce.
La fatturazione elettronica ha digitalizzato i documenti, non il significato economico delle operazioni. Codificare beni e servizi non serve a calcolare l’Iva, serve a far parlare la stessa lingua a imprese, software, professionisti e amministrazioni.
Nell’articolo precedente ci siamo chiesti cosa succede quando la lingua di casa lascia spazio a quella usata a scuola e nella comunità. Abbiamo visto che non si tratta necessariamente di una perdita, ma di una trasformazione del repertorio linguistico del bambino. Abbiamo anche capito che le due lingue non devono competere e che essere bilingui non significa parlare entrambe allo stesso modo.
A questo punto, però, la domanda cambia. Non è più “cosa sta succedendo?”, ma “cosa posso fare?”. Come genitore, come posso accompagnare mio figlio in questo percorso senza creare tensioni? Come posso continuare a offrirgli occasioni autentiche di incontro con l’italiano?
Cosa può fare il genitore?
Di fronte a queste situazioni, la prima tentazione può essere quella di correggere continuamente il bambino, insistere perché risponda in italiano o trasformare ogni conversazione in un piccolo “test” linguistico.
Ma se l’obiettivo è mantenere una relazione positiva con la lingua, forse è utile procedere nella direzione opposta.
La lingua ha bisogno di essere associata a esperienze significative, non soltanto a richieste e correzioni.
Il genitore può continuare a parlare italiano in modo naturale, senza pretendere necessariamente che il bambino risponda sempre in italiano. Può raccontare, leggere insieme, cucinare, giocare, cantare, guardare fotografie, parlare delle esperienze della giornata o condividere storie familiari.
Sono proprio queste esperienze quotidiane, ripetute nel tempo, a offrire al bambino occasioni autentiche di esposizione e utilizzo della lingua.
Dal punto di vista pedagogico, possiamo parlare di contesti significativi di apprendimento: il bambino apprende più facilmente quando la lingua non è percepita come un esercizio isolato, ma come parte di un’attività che per lui ha valore.
Anche il gioco può avere un ruolo importante. Nel gioco simbolico, per esempio, il bambino può sperimentare parole, frasi e ruoli senza vivere la situazione come una prestazione. Allo stesso modo, leggere insieme un libro in italiano permette di arricchire il vocabolario, sviluppare la comprensione e, soprattutto, condividere un momento di relazione.
Non trasformiamo la lingua in un terreno di conflitto
Un altro elemento da non sottovalutare è la dimensione emotiva.
Se ogni risposta in inglese viene accolta con frasi come “Parlami in italiano!”, “Te l’ho detto mille volte!” oppure “Non vuoi più parlare con me?”, il bambino potrebbe associare progressivamente l’italiano a una situazione di pressione o di conflitto.
Al contrario, può essere utile mantenere l’italiano come una presenza stabile e accogliente.
Se il bambino dice:
“Mamma, can you help me?”
il genitore può semplicemente rispondere in italiano:
“Certo, vieni, ti aiuto io.”
In questo modo la comunicazione continua senza interrompere il flusso della relazione e senza trasformare ogni scambio in una verifica.
Questo non significa rinunciare all’educazione linguistica, ma scegliere come perseguirla.
L’adulto può diventare un modello linguistico costante, offrendo parole corrette e strutture ricche senza necessariamente pretendere una ripetizione immediata.
La lingua è anche relazione
Forse è proprio questo il punto più importante.
Quando un bambino utilizza sempre più spesso la lingua della scuola, non sta necessariamente prendendo le distanze dalla famiglia. Sta crescendo, ampliando il proprio mondo e costruendo nuove relazioni.
La lingua della comunità può rappresentare per lui la scoperta di un nuovo ambiente, nuove amicizie, nuove competenze e nuove possibilità di espressione. La lingua familiare, invece, può continuare a custodire una parte della sua storia e delle sue relazioni affettive.
Per questo possiamo provare a non leggere il cambiamento come una perdita, ma come una trasformazione del repertorio linguistico del bambino.
Il nostro compito, come adulti, non è costringerlo a scegliere una lingua, ma accompagnarlo nella costruzione di un’identità capace di abitare più mondi.
E forse possiamo sostituire una domanda:
“Perché mio figlio non vuole più parlare italiano?”
con una domanda pedagogicamente più utile:
“Come posso continuare a rendere l’italiano una lingua viva, significativa e affettivamente importante nella sua esperienza?”
La risposta non sarà necessariamente fatta di regole o strategie complesse. Potrà trovarsi nelle conversazioni quotidiane, nelle storie raccontate prima di dormire, nelle telefonate ai nonni, nelle canzoni, nei giochi, nelle ricette di famiglia, nei libri e in tutti quei piccoli momenti nei quali una lingua smette di essere soltanto uno strumento e diventa, ancora una volta, relazione, appartenenza e memoria.
Sentado, de mãos cruzadas e com olhar sério para a câmera, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Cabrera, anuncia, em vídeo publicado no canal do Departamento de Estado no YouTube em 13 de agosto de 2026: “Agora, a América tem a oportunidade de estabelecer uma nova ordem”. A frase ecoa a Doutrina Monroe, do princípio do século 19, que tratava o continente americano como área de influência dos EUA. O presidente Donald Trump a resgatou para justificar interferências políticas, militares e econômicas em outros países. Um dos alvos é o Brasil, em pleno ano eleitoral. A AgênciaPública apurou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem monitorado a situação por meio de relatórios internos que classificam os discursos de figuras da extrema-direita no Brasil como “facilitadores” de ataques à soberania nacional.
Recentemente, num relatório entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal (PF), a Abin classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos EUA nas eleições brasileiras. O conteúdo do documento foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A Pública apurou que relatórios semelhantes vêm sendo produzidos desde novembro de 2025, quando a gestão de Trump passou a ampliar o plano de hegemonia na América Latina.
Parte da extrema-direita no Brasil tem visões ideológicas alinhadas à gestão trumpista. Essa ala extremista é observada, nas análises da Abin, como colaboradora dos interesses americanos no país. Os países latino-americanos já foram definidos como “quintal” de Washington pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, em entrevista à Fox News no ano passado. A ascensão desta narrativa trumpista foi rebatida pelo presidente Lula em seu último discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira, 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente, que também é candidato à reeleição.
Fontes da Abin contaram à reportagem, sob reserva, que o cerne do interesse dos EUA estaria na extração de terras raras — mais de 20% das reservas mundiais de terras raras estão no solo brasileiro. A Pública mostrou que, no início do mandato, Trump assinou um decreto para acelerar a produção de minerais críticos e reduzir a dependência do governo chinês. “(…) Minerais críticos são essenciais para a prontidão militar americana, já que eles são componentes-chave de jatos, satélites, submarinos, bombas e sistemas de mísseis guiados”, registra um trecho do decreto.
A Pública também apurou que a embaixada dos EUA no Brasil procurou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para que ele recebesse dois enviados do Departamento de Estado. Segundo a apuração, a missão da dupla era lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty negou os vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.
Em meio à tensão diplomática, o Ministério das Relações Exteriores ainda não deu aval à indicação de Donald Trump para a embaixada dos EUA no Brasil. O indicado foi o representante da Flórida — equivalente a um deputado estadual —, Daniel Perez, cujo nome foi aprovado pelo Senado americano em 7 de agosto. Contudo, ele não pode assumir o cargo sem o agrément — norma da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961. O agrément é a aceitação do país que vai receber o indicado e vem antes da indicação, o que não ocorreu no caso brasileiro.
O parlamentar é fiel ao movimento nacionalista Make America Great Again (MAGA), amigo pessoal e integrante do mesmo grupo político de Marco Rubio. A Públicamostrou que Perez é peça importante no projeto expansionista de Trump e que seria uma figura relevante na tentativa de interferência no Brasil, inclusive no auxílio à formulação de leis no Congresso Nacional.
Discursos intervencionistas no radar da Abin
O monitoramento da Abin abrange ainda discursos intervencionistas que possam “causar impacto nas instituições” e obter apoio popular e político para uma interferência americana. O acompanhamento dos agentes de inteligência é constante e poderia incluir políticos com mandatos e posicionamentos radicais, bem como pessoas com poder de mobilização, como influenciadores digitais de extrema-direita.
“As eleições brasileiras não têm, como há quatro anos, um cenário de abolição do Estado Democrático de Direito. Agora é um cenário de interferência externa em que o governo dos EUA tem preferência pelo campo opositor e vê nesse campo um facilitador de seus interesses unicamente americanos”, frisou uma fonte da Abin, sob condição de anonimato.
Ações para estimular o apoio à interferência americana foram intensificadas em 2026. Entre elas, a protagonizada por Marco Rubio em 16 de julho, quando convocou 66 países a se unirem a um projeto de combate ao que classificou como “terrorismo de extrema esquerda”. Sem provas, Rubio — filho de cubanos conservadores e integrante de uma elite econômica estabelecida na Flórida — acusou Cuba de espionagem e de infiltração no território americano.
Dois meses depois, em 22 de setembro, os 14 países da América Latina, membros do “Escudo das Américas” — aliança bélica criada por Donald Trump — assinaram um acordo para impor sanções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a exemplo do congelamento de bens e de restrições à imigração e a vistos.
La crescita nominale dei fondi universitari nasconde una riduzione delle risorse reali per studente. Durante il governo Meloni, gli aumenti dei finanziamenti hanno sostanzialmente compensato l’inflazione, ma non l’ampliamento del numero degli iscritti.
Le leggi scritte male sono un costo per il nostro paese. Con Luigi Guiso parliamo di come impattano sulla crescita economica, qual è il legame che hanno con l’instabilità politica e quali sono gli strumenti che potrebbero alleviare il problema. Tutto in mezz'ora.
La Commissione europea propone una riforma degli appalti pubblici. Tra i criteri di aggiudicazione dà più peso a economia circolare e innovazione sostenibile. Il rischio è che procedure più complesse penalizzino le microimprese. Ecco come salvaguardarle.
Nel panorama internazionale del management lirico contemporaneo, l’idea che si possa rappresentare chiunque appartiene a un passato superato o a un’illusione di breve respiro. Quando si chiede ad Alessandro Ariosi, fondatore e guida di Ariosi Management, da dove nasca la complessità di questa professione, la riflessione muove immediatamente dall’essenza stessa dell’opera: non ci si trova a collocare un prodotto sul mercato, bensì ad affiancare esseri umani custodi di uno strumento delicato quale è la voce. Ogni interprete porta con sé un universo irripetibile fatto di carattere, radici, aspirazioni personali, dinamiche familiari e fragilità fisiche o emotive; elementi che rendono ogni percorso una trama unica e impossibile da standardizzare.
Interpellato sul significato profondo della selezione e sulla necessità di non accogliere chiunque nel roster di Ariosi Management, Ariosi rivendica con fermezza il valore della credibilità. Nel dialogo quotidiano con le istituzioni teatrali e le direzioni artistiche di tutto il mondo, la reputazione dell’agenzia è il primo capitale: garantire per un cantante significa porsi come interlocutore autorevole, trasparente e responsabile, capace di proporre professionisti pronti e all’altezza delle aspettative dei grandi cartelloni.
Alessandro Ariosi e i criteri per i giovani talenti lirici
Sollecitato su quali siano i criteri che guidano la scelta di un giovane talento oltre le doti innate, il focus del manager si sposta sulla concretezza. Una bella voce, una presenza scenica magnetica e una buona predisposizione attoriale sono qualità preziose, ma prese da sole rischiano di generare meteore destinate a esaurirsi nello spazio di poche stagioni. La vera discriminante risiede nel potenziale tecnico, nella solidità psicologica e nella capacità di ascolto. Davanti a una vocalità con qualità evidenti ma ancora immatura, la tentazione di bruciare le tappe e proporre l’interprete anzitempo a contesti prestigiosi può rivelarsi controproducente: le dinamiche e i ritmi serrati delle produzioni odierne rischiano di logorare prematuramente uno strumento non ancora consolidato. Il dovere primario di Ariosi Management consiste nell’onestà intellettuale di indicare all’artista dove lavorare, cosa perfezionare e quali carichi vocali evitare, proteggendone la maturazione prima del grande debutto.
Il rapporto con gli artisti affermati nel mondo dell’opera
Approfondendo la differenza di visione nella gestione di una carriera emergente rispetto a quella di una figura già consacrata, Alessandro Ariosi chiarisce come le priorità siano speculari ma profondamente diverse. Se per un giovane l’attenzione è tutta rivolta alla scelta mirata del repertorio e all’acquisizione graduale dell’esperienza, per un interprete affermato il lavoro si sposta sulla gestione dell’equilibrio complessivo: dosare gli impegni, preservare i tempi di recupero, selezionare collaborazioni di altissimo profilo artistico e concordare soluzioni che consentano di esprimere al meglio il proprio carisma sul palcoscenico in totale serenità.
Riguardo alla struttura ideale di una realtà di rappresentanza, il confronto tra agenzia boutique e grande roster diversificato si risolve a favore della cura sartoriale, cifra distintiva della linea di Ariosi Management. Fondamentale instaurare quel rapporto ravvicinato e costante che la delicatezza dello strumento “voce” impone, evitando la dispersione di energie e garantendo a ciascun artista una presenza attiva e tangibile in ogni fase della carriera.
Quando gli si domanda come debba svolgersi il primo incontro con un potenziale candidato, l’accento cade sulla reciprocità e sulla trasparenza. È indispensabile verificare l’allineamento delle visioni professionali. Senza una fiducia profonda e una disponibilità autentica al confronto leale, nessuna pianificazione strategica può reggere a lungo.
Infine, riflettendo sul valore del contratto di rappresentanza e sul tema dell’esclusiva, la conclusione mette al centro il concetto di partnership. L’accordo formale non deve essere vissuto come un vincolo rigido o un’imposizione burocratica, ma come un patto fiduciario condiviso, in cui l’esclusiva trova giustificazione unicamente nell’investimento reciproco di tempo, dedizione e cura strategica verso un progetto artistico comune e duraturo.