A Câmara de Valença quer implementar 19 medidas do Plano Municipal de Ação Climática de Valença até 2030, nomeadamente a recolha seletiva dos diferentes resíduos, com um custo estimado de 1,6 milhões de euros.
O documento, a que a Lusa teve hoje acesso, identifica esta ação como tendo prioridade “alta” e coloca entre os objetivos a cumprir “implementar progressivamente uma política utilizador/pagador”.
Fonte deste município disse à Lusa que o plano já foi aprovado pela Assembleia Municipal.
Relativamente à recolha de resíduos, o plano inclui ainda a promoção da compostagem na origem e a promoção da recolha seletiva em baixa, “evitando o envio de resíduos para aterro”, assim como a “melhoria contínua do desempenho concelhio na gestão de resíduos urbanos”.
O documento inclui, com um orçamento estimado de 5,5 milhões de euros, a Otimização dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Drenagem de Águas Residuais e Pluviais.
Neste domínio, a intenção da autarquia é ampliar a rede de saneamento básico e melhorar a gestão integrada dos recursos hídricos e minimizar os efeitos dos eventos extremos.
A par disso, propõe-se a redução de perdas de água no sistema de abastecimento de água, bem como a proteção ecológica e ambiental das massas de água.
Também com prioridade “alta” foi definida a “implementação de ações destinadas a preservar (e expandir) as áreas florestais e prevenir a ocorrência de incêndios rurais”, com um custo estimado de 650 mil euros.
Estão previstas iniciativas de reflorestação e aumentar a resiliência dos espaços florestais.
“Dar apoio e resiliência às aldeias localizadas em territórios vulneráveis de floresta, incentivando a manutenção e limpeza dos terrenos”, é outra das medidas, a par do “envolvimento da comunidade local e agentes económicos na gestão sustentável dos recursos florestais locais” e da sensibilização da população para o uso do fogo.
Com prioridade “média/alta” e um custo de 1,1 milhão de euros foi identificada a promoção da “mobilidade sustentável através do planeamento urbano, dos transportes públicos e dos modos de mobilidade elétrica e ativa”.
Entre as medidas identificadas para alcançar a meta proposta, indica-se a “manutenção e ampliação das vias reservadas à mobilidade pedonal e ativa” e a “promoção da presença de fontes de energia alternativas no setor dos transportes”.
Espera-se, igualmente, “melhorar a rede de cobertura das diferentes linhas/rotas dos transportes públicos coletivos”.
Criar “serviços de transporte flexível para utentes seniores ou em situação de isolamento social ou geográfico” e implementar “tarifários/passes mensais para diferentes grupos” são outras propostas.
O plano contempla ainda a reabilitação e valorização das margens ribeirinhas e zonas húmidas, por 2,8 milhões de euros.
A intenção é reduzir o risco de cheias e inundações e “promover a fruição do rio Minho”.
Está previsto avançar com o Valença Corredor Verde – restauro ecológico e resiliência a cheias (Rio Minho), o corredor ecológico marginal – Ponte Centenária e o Parque Ecológico Urbano – Senhora da Cabeça.
A par de outras medidas, a Câmara quer também incorporar no Plano Diretor Municipal (PDM) “soluções que potenciem a redução do consumo energético e das emissões de dióxido de carbono” e atualizar o Plano Municipal de Emergência.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
O bacalhau vai ser ‘rei’, entre sexta-feira e domingo, em mais de três dezenas de restaurantes de Valença.
A iniciativa “Valença Bacalhau à Mesa” é, de acordo com o presidente da Câmara, um “convite a visitar Valença” e a conhecer a restauração e a “descobrir diferentes formas de saborear um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa”.
“Queremos continuar a afirmar Valença como um destino de sabores”, destaca José Manuel Carpinteira.
O convite é para percorrer Valença, conhecer o centro histórico, apreciar a paisagem do Minho e da Galiza e, entre um passeio e outro, saborear um prato de bacalhau.
Promovido pela Câmara Municipal de Valença, o “Valença Bacalhau à Mesa” integra os Fins de Semana Gastronómicos Porto e Norte, iniciativa que valoriza a gastronomia e a restauração como elementos diferenciadores da oferta turística do território.