Siemens e Nvidia avançam para fábrica de produção autónoma

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Portimão será palco, nos dias 29 e 30 de outubro, do XXXV Seminário Internacional de Comunicação Municipal – Principais Desafios em Tempos de Inteligência Artificial, que reunirá responsáveis políticos, técnicos da Administração Pública e profissionais da área da comunicação para dois dias de partilha de conhecimento, debate e reflexão sobre os desafios e oportunidades que […]
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta comprove que suas plataformas digitais oferecem tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. A determinação foi feita pelo ministro Marco Aurélio Bellizze nesta segunda-feira (19), após o magistrado considerar insuficientes as explicações apresentadas pela empresa.
A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, poderá ter a multa diária elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso não cumpra o novo prazo. Segundo Bellizze, a empresa não demonstrou satisfatoriamente que adotou as medidas exigidas pela Justiça Eleitoral para impedir favorecimento ou prejuízo artificial a qualquer uma das candidaturas.
Na decisão, o ministro criticou a tentativa da companhia de estabelecer prazos próprios para responder às determinações judiciais, além da apresentação de relatórios em inglês e documentos que, segundo ele, não esclareciam adequadamente as providências adotadas.
“Incumbe às partes cumprir com exatidão as decisões judiciais, e não criar embaraços à sua efetivação”, escreveu Bellizze.
A cobrança ocorre depois que o plenário do TSE confirmou, na sexta-feira (16), a decisão que obriga a Meta a assegurar condições equivalentes às duas campanhas em seus sistemas de distribuição de conteúdo, recomendação e inteligência artificial.
O caso chegou ao tribunal após a campanha de Lula denunciar supostas restrições à circulação de publicações relacionadas ao presidente nas plataformas da Meta. Os advogados do petista alegaram que os conteúdos da candidatura alcançavam menos usuários, enquanto o perfil de Flávio Bolsonaro aparecia em recomendações automáticas.
Outro ponto questionado foi o comportamento da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. Segundo a representação apresentada pela campanha de Lula, o sistema se recusava a produzir materiais eleitorais favoráveis ao presidente, mas atendia a solicitações semelhantes envolvendo o senador.
Mensagens internas da empresa obtidas pela Folha de S.Paulo também apontaram problemas que teriam prejudicado contas ligadas a Lula. Os registros mencionam restrições ao impulsionamento de publicações e a recomendação algorítmica do perfil de Flávio.
A Meta atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou que tenha favorecido deliberadamente um dos candidatos. Em manifestação divulgada anteriormente, a empresa afirmou que os problemas não se restringiam ao Brasil e faziam parte de dificuldades técnicas de alcance global.
A determinação do TSE impede que a Meta reduza artificialmente o alcance de conteúdos político-eleitorais relacionados a Lula ou Flávio. A proibição inclui alterações na distribuição das publicações, retirada de recomendações, restrições aos resultados de busca e mudanças de métricas que possam prejudicar uma das candidaturas.
A empresa também deverá aplicar critérios equivalentes às duas campanhas em suas ferramentas de inteligência artificial. A ordem busca impedir que os sistemas ofereçam respostas diferentes a solicitações semelhantes em razão do candidato envolvido.
O ministro ressaltou que a apresentação de informações sobre a ausência de comportamento inautêntico coordenado não substitui a obrigação de demonstrar quais medidas foram efetivamente adotadas para cumprir a decisão judicial.
A discussão sobre a atuação das plataformas digitais ocorre em meio a outras denúncias envolvendo publicidade política na internet.
Um estudo da organização britânica Eko, divulgado em setembro, apontou que a Meta aceitou anúncios políticos direcionados ao público brasileiro, pagos por uma conta sediada nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, as peças utilizavam inteligência artificial sem a identificação exigida e apresentavam informações eleitorais falsas.
Outro levantamento, realizado pelo NetLab, laboratório de estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou anúncios políticos considerados irregulares no país e financiados a partir do exterior.
A decisão do TSE não representa, por si só, uma conclusão definitiva de que a Meta tenha interferido deliberadamente na eleição em favor de Flávio Bolsonaro. A empresa nega favorecimento, e o tribunal exige que ela demonstre o cumprimento das regras de igualdade entre as candidaturas.
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A Anthropic anunciou que irá atribuir 5% das ações a um novo fundo de “benefício público”, cujo valor poderá aumentar à medida que as ações da empresa norte-americana de inteligência artificial (IA) se valorizarem. As ações serão incorporadas no “Anthropic Public Benefit Fund” (Fundo de Benefício Público da Anthropic), uma nova entidade dentro da empresa.
O fundo “terá maior flexibilidade e escala, permitindo-nos prosseguir a nossa missão de novas formas: por exemplo, poderemos explorar grandes doações a organizações sem fins lucrativos tradicionais ou distribuições diretas a populações específicas”, afirmou a Anthropic, numa publicação este domingo.
A tecnológica citou os impactos no mercado de trabalho como exemplo. Embora já tenha reservado 200 milhões de dólares (178 milhões de euros) para estudar os efeitos da IA, a empresa observou que, “dado o ritmo de progresso da IA, podem ser necessárias abordagens mais ousadas”.
O atual líder Dario Amodei e os outros cinco cofundadores estabeleceram a Anthropic como uma “corporação de benefício público”, uma designação adotada por empresas com fins lucrativos que procuram equilibrar objetivos financeiros e impacto social.
Além dos cofundadores se comprometerem a doar 80% do seu património pessoal, existe um programa, no qual participam cerca de metade dos colaboradores da empresa, que lhes permite destinar parte das suas participações acionistas, sendo que a Anthropic oferece uma contribuição equivalente.
Após o anúncio do domingo, a Anthropic garantiu que cerca de 20% das ações da empresa serão dedicadas ao “bem público”, além de qualquer percentagem adicional que possa ser incluída, caso o valor de mercado da empresa atinja marcos específicos. A Anthropic planeia entrar em bolsa, possivelmente já em novembro.
A EDP Renováveis (EDPR) anunciou esta segunda-feira que assinou um contrato “de longo prazo” para vender energia renovável a “uma empresa global de tecnologia”, cuja identidade não foi revelada. O Power Purchase Agreement (PPA) surge numa altura em que estas empresas estão envolvidas numa corrida à supremacia na inteligência artificial (IA), tecnologia muito intensiva em energia.
A informação foi revelada esta segunda-feira pelo grupo, através de um comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em causa está o fornecimento da eletricidade gerada por um projeto solar de 250 MWac (megawatts em corrente alternada), equivalente a 351 MWdc (megawatts em corrente contínua) situado no estado de Arkansas, nos EUA, explica a EDPR. O valor do contrato também não foi publicado.
“Este acordo reforça a posição estratégica da EDPR como líder no desenvolvimento de energias renováveis nos EUA, evidenciando a solidez do seu pipeline e a capacidade de estabelecer parcerias de longo prazo com grandes empresas tecnológicas, fornecendo energia limpa para apoiar a expansão da infraestrutura digital nos EUA”, assume a empresa de origem portuguesa.
Não é a primeira vez que a EDPR estabelece acordos deste tipo com empresas tecnológicas nos EUA. Entre as empresas com quem mantém contratos de venda de energia elétrica está a Meta, dona do Instagram, e a Google. “Desde julho de 2025, a EDPR contratou 1,7 GW [gigawatts]de capacidade solar e BEES [Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias] nos EUA, com entrega esperada de energia para 2026-28”, contabiliza a empresa esta segunda-feira.
Este novo contrato surge pouco mais de um mês depois de o CEO da EDPR e da EDP, Miguel Stilwell, ter assumido, num evento interno, que a IA e a construção de centros de dados são “uma oportunidade não apenas para as empresas de IA, mas também para a EDP, para criar valor para a empresa”. “Em termos de infraestrutura, não há IA sem centros de dados e não há centros de dados sem eletricidade. E nós somos uma empresa de eletricidade”, afirmou.
Um grupo de investidores pretende construir no Parque Empresarial do Sorraia, em Coruche, o primeiro de vários centros de dados "compactos" para treino e inferência de inteligência artificial (IA). Neste empreendimento inicial, pretendem investir 220 milhões de euros para construir uma infraestrutura com 6,4 MW, capacidade quase equiparável à do data center da Covilhã. Deverá entrar em operação no final de 2027 e empregar cerca de 30 pessoas.
O promotor é o fundo Aura Capital, mais especificamente a Aura Technologies, que se assume como "uma plataforma europeia de investimento e desenvolvimento focada em infraestrutura digital". O ECO sabe que estão…
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Ver todos os planosDavid Shrier no siempre ha sido dueño de su imagen. Cuando este profesor universitario abandonó la antigua institución académica donde impartía clases, esta siguió usando su rostro para promocionar un curso de emprendimiento en línea, con vídeos que él había grabado y sin pagarle nada a cambio. Tuvo que contratar a un abogado para que los retirasen de internet. Pero la idea no se desvaneció tras el pleito. Hoy Shrier enseña en Imperial Business School, en Londres, y cuenta con una réplica digital que responde a sus alumnos a cualquier hora. La conocen como Davatar. “Lo que sé es que ahora mi nombre, mi imagen y mi apariencia me pertenecen”, afirma.

© HBS FOUNDRY (EL PAÍS)

La transformación impulsada por la Inteligencia Artificial se perfila ya como la mayor de la historia, superando a la digitalización gracias a su velocidad y accesibilidad para todo tipo de compañías. En este contexto, en el sector de las telecos, Telefónica tomó la decisión hace un par de años de poner herramientas de IA (OpenAI y Gemini) a disposición de sus 120.000 empleados, según aseguró Ana Martín, Directora de IA y Excelencia Operativa de Telefónica España en el IX Congreso Internacional de Inteligencia Artificial de El Independiente. De hecho, el 75% de la plantilla utiliza esta tecnología, "lo que permite ahorrar a los trabajadores una media de 2,4 horas semanales al optimizar y facilitar sus tareas diarias".
En el caso del BBVA, el banco utiliza la inteligencia artificial para optimizar sus procesos internos y mejorar la eficiencia de sus equipos, aseguró Ricardo Oliver, Responsable de Transformación de IA de BBVA en España. Por un lado, la entidad "ha logrado ahorrar un 80% del tiempo en la gestión de determinados tipos de reclamaciones". Además, en el área de banca de empresas, el análisis de la contabilidad, estados financieros y datos estructurados y no estructurados para la concesión de préstamos se ha agilizado, "permitiendo un ahorro del 30% del tiempo de sus equipos". Adicionalmente, esta herramienta ayuda a sus "7.000 gestores de empresas a que sean mucho más eficientes a la hora de preparar las visitas", permitiéndoles conocer mejor las cuentas de resultados y las últimas operaciones del cliente, con la que "ahorramos una hora de media de visita".

Además, en el caso de Telefónica se decidió dejar atrás los proyectos temporales, señalando que "hace ya más de un año que dijimos que no queríamos hacer pilotos, ya que teníamos que construir las bases fundacionales", afirmó Ana Martín. Gracias a este enfoque, Telefónica ha implementado soluciones como el bloqueo de "más de un millón de llamadas fraudulentas", la optimización del trazado de redes de fibra considerando "cuánto tiempo tarda ese agente en darte normalmente el permiso". Además, tomaron la decisión de no hacer más encuestas de satisfacción, puesto que analizando directamente la grabación de la llamada son capaces de "saber si ese cliente ha quedado satisfecho o no".

Por parte de José Antonio Belso, Director de Suma Gestión Tributaria, el objetivo de la IA es "automatizar todavía más algunas de las tareas repetitivas que tenían muchos de ellos de una forma mucho más sofisticada". Como ejemplo de esta evolución, afirmó que se ha trabajado "con la incorporación de lectura de caracteres" para permitir "que cada ayuntamiento tomara su propia decisión sobre su propia sobre cómo quería diseñar su tasa". A través de estas acciones, aseguró que se consigue dar "un valor añadido a un cliente que es el ayuntamiento".



Mucho ha llovido en la prestigiosa Universidad de Brown (Estados Unidos) desde que su catedrático Roberto Serrano denunciase en este diario en junio un fraude masivo con inteligencia artificial (IA) en uno de sus exámenes, sin que el decanato reaccionase. La noticia fue replicada por los principales medios ―hasta la revista Nature le pidió un artículo―, Serrano ha recibido “cientos” de cartas de apoyo y la persona que estaba al frente del Comité del Código Académico ha sido cesada. Pero lo que más conmueve al eminente economista español es que cree que sus alumnos han aprendido la lección.

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