O Presidente da República apelou hoje a um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”.
“Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas”, declarou António José Seguro aos jornalistas, no Campus XXI, em Lisboa.
O chefe de Estado, que falava no fim da sessão de apresentação do livro “Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos” de Fátima Campos Ferreira, e tinha perto de si o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que “há vários partidos e também o Governo” com iniciativas sobre esta matéria.
“Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado -, e outras com medidas urgentes”, defendeu.
“Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho têm dificuldades em pagar a renda porque elas têm subido, os preços das casas têm aumentado. Portanto, é necessário olhar para esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo”, acrescentou.
William H. Mumler vendia fotografias de “fantasmas”. Foi julgado por fraude, mas ilibado: não se provou que existiam fantasmas, mas também ninguém sabia como o norte-americano punha mortos ao lado dos vivos nas imagens. Recuemos, durante cerca de três minutos, a 1862. Estamos com William H. Mumler no seu estúdio em Boston, EUA, onde o gravador de joias e fotógrafo amador revela um autorretrato quando repara numa figura inesperada atrás de si. Na fotografia aparecia uma jovem de vestido comprido, com o rosto desfocado, como um fantasma. Mumler corre para mostrar a imagem a um amigo. Até porque a mulher
O Gil Vicente venceu, hoje, no terreno do SC Braga, 2-1, operando uma reviravolta no marcador na segunda parte e agravando a crise dos bracarenses, em jogo em atraso da segunda jornada da I Liga de futebol.
Pau Victor ainda colocou os ‘arsenalistas’ na frente (33 minutos), mas a equipa de Barcelos deu a volta ao resultado na segunda parte, por Walace França (49) e Travassos (72, na própria baliza).
O SC Braga somou o quarto jogo seguido sem ganhar, um deles na Liga Conferência, e a terceira derrota consecutiva (mais um empate) e adensa o momento de crise, com muita contestação ao treinador, Carlos Vicens, e jogadores no final do jogo.
Já o Gil Vicente soma o terceiro jogo seguido a pontuar no campeonato, a que juntou a vitória na terceira eliminatória da Taça de Portugal sobre o União de Santarém (da Liga 3), num ‘suado’ 3-2 após prolongamento.
Numa primeira parte equilibrada, com poucos lances de perigo em cada uma das balizas, os bracarenses adiantaram-se no marcador aos 33 minutos, num lance com intervenção do VAR, considerando errado o fora-de-jogo inicialmente assinalado a Pau Victor, porque a bola veio de um toque deliberado de um adversário (Buatu).
O espanhol, sem oposição, teve tempo rematar da melhor forma e fazer o primeiro golo da partida.
O Gil Vicente reagiu e esteve perto do golo aos 42 minutos, mas Travassos teve uma ação decisiva ao cortar para canto.
Os treinadores fizeram alterações após o intervalo, com Luís Pinto a ser mais feliz.
Carlos Vicens lançou Victor Gómez e tirou Jonas Wind (Pau Victor saiu do corredor esquerdo para o eixo do ataque) e Luís Pinto trocou de ponta-de-lança, tirando Kaba e lançando Walace França, que, praticamente na primeira vez em que tocou na bola, fez golo.
O avançado brasileiro concluiu com o peito um centro da direita de Murilo, que ultrapassou sem grande dificuldade um distraído Travassos (49).
O SC Braga respondeu com um livre direto de Ricardo Horta de muito longe, que passou a rasar o poste (58), no início do melhor período da equipa da casa, mais intensa e rápida sobre a bola.
Contudo, seria o Gil Vicente, após um rápido contra-ataque conduzido por Tidjany Touré, a virar o resultado, num lance algo caricato: o remate do extremo francês bateu em Bajrami e, ao querer tirar a bola, Bernardo Fontes sacudiu-a contra Travassos, que a introduziu na própria baliza (72).
Pouco depois, Carlos Vicens apostou tudo, com uma tripla substituição, reforçando a frente de ataque com Huseinbasic, Gabriel Silva e Fran Navarro, mas seria Pau Victor a ter uma grande ocasião para empatar, mas o remate foi ao poste (90+1).
Aos 90+5 minutos, Lucão segurou o triunfo dos visitantes, com uma grande defesa a cabeceamento de Gabriel Silva.
Ficha de jogo
Estádio Municipal de Braga.
SC Braga – Gil Vicente, 1-2.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores
1-0, Pau Victor, 33 minutos.
1-1, Walace França, 49.
1-2, Travassos, 72 (na própria baliza).
Equipas
– SC Braga: Bernardo Fontes, Lagerbielke, Vítor Carvalho (Fran Navarro, 77), Bajrami, Travassos (Gabriel Silva, 77), João Moutinho (Tiknaz, 66), Gorby (Huseinbasic, 7), Diego Rodrigues, Ricardo Horta, Pau Victor e Jonas Wind (Victor Gómez, 46).
(Suplentes: Tiago Sá, João Carvalho, Vítor Gómez, Sergio Barcia, Arrey-Mbi, Barisic, Tiknaz, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez, Gabriel Silva e Fran Navarro).
Treinador: Carlos Vicens.
– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Buatu, Elimbi, David Moreira, Andreas Lausen (Gonçalo Maia, 90+2), Diogo Prioste (Zé Carlos, 64), Santi García, Murilo (Joelson Fernandes, 81), Gil Martins (Tidjany Touré, 64) e Kaba (Walace França, 46).
(Suplentes: André Picornell, Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, Zé Carlos, Gonçalo Maia, Gui Beleza, Tidjany Touré, Agustín, Martín Fernández, Joelson Fernandes e Walace França).
Treinador: Luís Pinto.
Árbitro: Gustavo Correia (Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Kaba (25), Gorby (41), Elimbi (58), Victor Gómez (83), Zé Carlos (89) e Ricardo Horta (90+6).
“Pensei em todo momento em desistir”. A declaração é do fotógrafo Marlon Soares, morador do Complexo da Maré, conjunto de 16 comunidades onde moram cerca de 140 mil pessoas, na zona norte do Rio de Janeiro.
Ele se refere à a dificuldade para conseguir votar no dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais. Marlon é um dos quase 17 mil eleitores da Maré que tiveram o local de votação alterado este ano em relação à eleição de 2024.
“Eu estou muito incomodado com essa decisão de mudança de local de votação”, disse à Agência Brasil.
“Sempre votei lá, inclusive, é o mesmo local de votação da minha família. Era o melhor local para votar, por conta da fila, que não existia”, complementa ele, que relata ter encontrado “filas gigantescas” no novo endereço.
“Me jogaram para outro bairro. Tive que pegar condução para chegar e fiquei mais de duas horas na fila para conseguir votar”, conta.
Rejane Barcelos é moradora da Vila do João, uma das comunidades da Maré. Ela conta que costumava votar em uma escola perto de casa, mas que, este ano, foi direcionada para uma igreja, em outro bairro.
“Lá não passa ônibus perto, não passa nada perto. Ainda bem que eu tinha um dinheirinho para pedir Uber”.
Ela diz ainda que precisou enfrentar uma fila imensa sob sol forte. “Tinha um povo vindo da missa e outro indo votar. Um tumulto. Tive muita dificuldade para conseguir entrar e poder votar”, lembra.
Troca de endereço em relação a 2024
A alteração do local de exercício do voto este ano para seis cargos, incluindo o de presidente, que terá segundo turno no próximo domingo (25), foi decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
As mudanças foram determinadas com o objetivo de retirar as seções eleitorais de áreas consideradas de alto risco ou dominadas pelo crime organizado. Segundo o TRE, os novos locais de votação ficam fora de áreas controladas pelo tráfico de drogas ou por milícias, afastados de territórios dominados por facções rivais e o mais próximo possível de cada local de votação substituído.
No estado, 72 locais de votação foram alterados em relação a 2024 por questões de segurança. As mudanças aconteceram em 20 cidades, incluindo a capital. A medida afeta cerca de 202 mil eleitores.
Especificamente no Complexo da Maré foram 16.907 eleitores, todos pertencentes a 41 seções pertencentes à 161ª Zona Eleitoral, segundo informou o TRE-RJ à Agência Brasil.
Veja os locais alterados na região em relação às eleições de 2024:
7.268 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Josué de Castro passaram a votar no Centro Educacional Gama E Souza
4.907 eleitores que votavam na Escola Municipal Teotônio Vilela passaram a votar no Bonsucesso Futebol Clube
4.732 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Paulo Freire passaram a votar na Igreja Nossa Senhora de Bonsucesso de Inhaúma
De acordo com levantamento feito pela Agência Brasil com base nos Boletins de Urna, que mostram o total de votos de cada urna eletrônica, a abstenção nas 41 seções eleitorais da Maré que tiveram o endereço transferidos em relação a 2024 chegou a 31,07%, superando os 21,08% da média nacional.
Segundo o estudo Como vota a Maré, elaborado pela organização não governamental Redes da Maré, os dados não permitem estabelecer uma relação causal direta entre a mudança dos locais e a abstenção, especialmente porque houve crescimento do eleitorado, “mas reforçam a preocupação com as barreiras de acesso produzidas pelos deslocamentos para fora do território”.
À Agência Brasil, o TRE-RJ enfatizou que o transporte público no dia da votação é gratuito no país, com base na Resolução 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O TRE-RJ informou que ofereceu, por meio do projeto Seu Voto Importa, transporte especial adaptado para eleitores com mobilidade reduzida, no Complexo da Maré, “mas não houve procura”.
Mobilização
Para orientar moradores e tentar baixar a abstenção no conjunto de comunidades, a Redes da Maré realiza de terça-feira (20) a sexta-feira (23) a mobilização Esquinas por Direitos, conversando com os moradores sobre o direito ao voto. Os pontos exatos de ação podem ser consultados diariamente no perfil da instituição.
“Antes de sair de casa, confira seu local de votação e a situação do seu título eleitoral”, frisa uma das postagens, acrescentando que a ocorrência de filas deve ser menor, uma vez que no Rio de Janeiro, não haverá segundo turno para governador. “Só votaremos em presidente”, orienta.
Além disso, moradores trocam informações sobre o direito democrático por meio de aplicativos de mensagens.
De acordo com o Como Vota a Maré, a abstenção deste ano foi maior que a de 2024 (28%), quando o conjunto de comunidades também tinha passado por mudança massiva de locais de votação.
Nas contas da ONG, em quatro anos, 50% dos eleitores tiveram novos pontos de exercício do voto.
Para a instituição, o impacto dessas mudanças envolve, principalmente, questões de acessibilidade e mobilidade urbana, pois altera rotas de deslocamento entre residências e seções eleitorais, especialmente de eleitores que antes votavam dentro da Maré.
“A transferência pode significar aumento do tempo de caminhada, necessidade de atravessar grandes vias como a Avenida Brasil e Linha Amarela, ausência ou inadequação de transporte público, trajetos percebidos como inseguros e a necessidade de sair do próprio território para votar, o que impacta desproporcionalmente jovens, mulheres chefes de família, pessoas com deficiência e pessoas idosas que vivem na Maré”, avalia a ONG, que estima em 62% a proporção de pretos e pardos no Complexo da Maré.
A Redes da Maré acrescenta que “transporte gratuito não é suficiente quando o transporte não chega ao território”.
A analista de Incidência Política da Redes da Maré, Lia Manso, destaca que o voto e a participação democrática são elementos centrais para qualquer pessoa. Ela lembra que o voto “foi um direito arduamente conquistado e reafirmado em um contexto de redemocratização”.
“A luta por ele não está terminada”, diz à Agência Brasil.
Segundo ela, grande parte dos moradores da Maré “são pessoas que estão, de alguma forma, precarizadas pelos direitos” da segurança pública ao saneamento, passando por educação, cultura e o voto.
“O trabalho da Redes da Maré neste momento é estar nas ruas, trazer a dinâmica do debate sobre o voto e a importância da participação democrática, exercendo o direito ao voto, dizendo que o nosso voto importa, não só porque é um direito individual, mas porque impacta coletivamente o território e a vida de todas nós”, avalia a advogada.
O treinador Carlos Carvalhal protagonizou hoje a quarta ‘chicotada psicológica’ da edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol, após a eliminação do Famalicão da Taça de Portugal, na sequência da derrota por 1-0 frente ao Paredes.
A derrota de domingo, frente ao conjunto do terceiro escalão, ditou o fim da passagem de Carvalhal pelo Famalicão, que tinha assumido no início da presente temporada, sucedendo a Hugo Oliveira, entretanto transferido para os franceses do Estrasburgo.
No campeonato, o Famalicão ocupa o 13.º lugar, com uma vitória, quatro empates e três derrotas, encontrando-se três pontos acima da zona de despromoção, num arranque de temporada aquém das ambições do clube, que, na época passada, terminou no quinto lugar.
A saída de Carvalhal, de 60 anos, sucede à de Vasco Matos, que deixou o Estoril Praia após a oitava jornada, numa altura em que os ‘canarinhos’ ocupam o último lugar, sem qualquer vitória, com dois empates e seis derrotas.
Antes, o grego Sotiris Silaidopoulos tinha sido afastado do comando técnico do Rio Ave, após somar um triunfo nas primeiras sete jornadas, deixando a equipa vila-condense no 16.º lugar, tendo sido rendido por Vasco Seabra, que deixou o comando técnico do Arouca para rumar a Vila do Conde.
O primeiro treinador a sair nesta edição da I Liga foi João Gião, que deixou o Nacional após a quarta jornada, quando os madeirenses ocupavam o nono lugar, com quatro pontos. Bruno Abreu ainda orientou os insulares interinamente na visita ao Sporting, antes de Alexandre Santos assumir o comando técnico a partir da sexta ronda.
Mudanças de treinador na edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol
O resultado individual da análise de solicitações apresentadas por participantes da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) 2026/2, que tiveram problemas logísticos durante a prova ou faltaram por doenças infecciosas, foi divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os recursos aprovados dão garantia ao participante da isenção da taxa de inscrição na primeira edição do Revalida de 2027.
O participante que não se inscrever na 1ª Etapa do Revalida 2027/1 perderá automaticamente o direito à isenção da taxa de inscrição dessa etapa e nas próximas edições do exame.
As ocorrências relacionadas a problemas logísticos durante a aplicação das provas ou a doenças infectocontagiosas devem estar entre as previstas no edital do exame.
Revalida
O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.
O Aulão Prepara Enem 2026 reuniu, nesta segunda-feira, 19, mais de 2 mil estudantes na Arena A TARDE para revisar conteúdos estratégicos para as provas, que serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro.A iniciativa contou com professores de diversas áreas do conhecimento, que ministraram aulas para estudantes da rede estadual de ensino. Até as 17h30, os participantes tiveram aulas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática, Linguagens e Redação.Para Manoel Calazans, assessor especial da Secretaria Estadual de Educação (SEC), o Governo da Bahia vem despontando diversos investimentos na educação, principalmente em programas como o A TARDE Educação, que possibilitam preparação para o acesso à universidade pública.“O A TARDE Educação chega até as escolas e a Secretaria de Educação sempre se beneficia muito dos conteúdos e de atividades de formação de professores. Nesse momento específico, a realização do aulão é um esquenta para que os estudantes revisem os conteúdos que foram trabalhados ao longo do ano. Esse aulão é um grande mobilizador. Não substitui o que foi feito durante o ano, mas é um reforço e um incentivo para que os estudantes estejam animados, porque ânimo, autoestima é fundamental para quem faz uma prova como o Enem”, explica Calazans.Ensino público na universidadeCalazans ainda destacou a importância do acolhimento da rede estadual de educação para aumentar o pertencimento e a autoestima da escola pública nesta etapa da vida estudantil.“Durante muitos anos, venderam para os nossos estudantes mais pobres que ele tinha que ir logo para o mercado de trabalho, que ele tinha apenas que fazer um curso técnico, mostrando que a universidade pública era apenas para estudantes da rede particular. Precisamos melhorar a autoestima da escola pública e mostrar ao estudante que a Secretaria de Educação do Estado, que o governo do Estado da Bahia faz questão que eles entrem na universidade”, disse.
Dia DO educador ainda deu detalhes sobre o trabalho que o governo da Bahia realizará nos dias 8 e 15 de novembro, para promover o acolhimento aos estudantes baianos que realizaram a prova do Enem.“A cada ano a gente mobiliza os gestores das escolas, os gestores da Secretaria de Educação, técnicos da Educação nas porta das escolas com a entrega de um kit de incentivos. São entregues squeeze com água, lanche e caneta. Isso é uma forma da Secretaria da Educação acolher e mostrar para o estudante que o terceiro ano do ensino médio não é o ponto final".Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da redação. No segundo, serão aplicadas as provas de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.Nos dois dias, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, conforme o horário de Brasília. O início das provas está previsto para as 13h30.Para realizar o exame, os candidatos devem levar:Documento oficial de identificação com foto;Caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente;Água e alimentos, caso desejem consumi-los durante a prova.Enem mobiliza mais de 437 mil candidatos na BahiaDe acordo com o Ministério da Educação (MEC), a Bahia registrou 437,1 mil inscritos no Enem 2026. Desse total, 339,3 mil tiveram direito à isenção da taxa de inscrição, enquanto 97,9 mil pagaram para participar do exame. Em todo o Brasil, foram registrados mais de 5 milhões de inscritos, dos quais 3,4 milhões tiveram isenção e 1,6 milhão pagaram a taxa.O Enem é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. As notas podem ser utilizadas para concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de atenderem aos critérios de acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O resultado também pode ser aproveitado em processos seletivos próprios de instituições de ensino superior e em convênios com universidades portuguesas.
A repercussão das notícias sobre o câncer de pulmão do papa Leão XIV chamou a atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença, que pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais.
Pessoas com histórico significativo de tabagismo, especialmente entre 50 e 80 anos, devem procurar avaliação médica para verificar a necessidade de rastreamento. A orientação é do radiologista Antonio Azevedo, do Centro Diagnóstico Lucilo Ávila (CDLA), que ressalta a importância de avaliar individualmente o risco de cada paciente e a indicação de exames de imagem.
O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. A probabilidade de desenvolver a doença aumenta conforme a quantidade de cigarros consumidos, o tempo de exposição e a idade. Mesmo quem deixou de fumar continua sujeito aos efeitos da exposição acumulada ao longo dos anos.
Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como o fumo passivo, a exposição ocupacional ao amianto e à sílica, a poluição do ar e o histórico familiar. Pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver câncer de pulmão.
“Parar de fumar reduz progressivamente o risco de câncer de pulmão e traz benefícios importantes para a saúde, mas não elimina imediatamente o risco acumulado durante os anos de exposição”, explica Antonio Azevedo.
Tomografia ajuda na detecção precoce
O rastreamento busca identificar uma doença antes do aparecimento dos sintomas. Para pessoas com maior risco de desenvolver câncer de pulmão, a tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) é o principal exame utilizado nessa estratégia. O procedimento utiliza menos radiação do que a tomografia convencional de tórax e permite identificar pequenos nódulos e outras alterações pulmonares.
“O câncer de pulmão pode crescer durante um período sem produzir manifestações clínicas. A tomografia de baixa dose permite visualizar pequenos nódulos e outras alterações pulmonares que não seriam identificados por sintomas ou, em alguns casos, pela radiografia convencional”, afirma o radiologista.
Estudos internacionais apontam que o rastreamento com tomografia de baixa dose pode reduzir a mortalidade pela doença em grupos selecionados de alto risco. Quando o câncer é identificado em estágio inicial, aumentam as possibilidades de tratamentos com intenção curativa, como cirurgia e, em situações específicas, radioterapia.
A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF) recomenda o rastreamento anual com tomografia de baixa dose para pessoas entre 50 e 80 anos que tenham histórico de pelo menos 20 maços-ano de tabagismo e que ainda fumem ou tenham parado de fumar há menos de 15 anos.
A medida de maços-ano é calculada multiplicando a quantidade média de maços de cigarros consumidos por dia pelo número de anos de tabagismo. Uma pessoa que fumou um maço por dia durante 20 anos, por exemplo, acumula 20 maços-ano.
Esses critérios são referências internacionais e não significam que todos os pacientes nessa faixa etária devam realizar o exame. No Brasil, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomendam o rastreamento populacional do câncer de pulmão como política pública nacional.
A decisão deve considerar o histórico clínico, os fatores de risco e os possíveis benefícios e danos do procedimento. Entre os riscos estão resultados falso-positivos, exposição à radiação e a realização de exames complementares ou procedimentos desnecessários.
“Ter histórico familiar ou exposição ocupacional, isoladamente, não significa que a pessoa tenha indicação automática para tomografia de baixa dose periódica. As evidências que demonstram redução da mortalidade com o rastreamento são mais sólidas para grupos selecionados principalmente pelo histórico de tabagismo”, esclarece Antonio Azevedo.
Quais são os sinais de alerta?
Embora o câncer de pulmão possa não apresentar sintomas no início, algumas manifestações exigem investigação médica. Entre elas estão tosse persistente, sangue no escarro, falta de ar progressiva, dor no peito, rouquidão sem causa esclarecida, perda de peso inexplicada e infecções respiratórias recorrentes.
O diagnóstico costuma ocorrer em estágios avançados, em parte porque os sintomas podem demorar a aparecer ou ser confundidos com manifestações de outras doenças respiratórias.
Por isso, é importante diferenciar o rastreamento, realizado em pessoas sem sintomas que atendem a critérios específicos de risco, da investigação diagnóstica, indicada quando há sinais ou sintomas suspeitos.
“A ausência de sintomas não significa necessariamente ausência de doença. O câncer de pulmão pode permanecer silencioso nas fases iniciais, e esperar o aparecimento de manifestações clínicas pode atrasar o diagnóstico”, alerta o radiologista.
Pessoas com histórico importante de tabagismo devem procurar um médico, preferencialmente um pneumologista, para avaliar o risco individual e verificar a necessidade de exames. Já quem apresenta sintomas suspeitos deve buscar atendimento médico sem demora, independentemente da idade ou do histórico de tabagismo.
A prevenção também envolve evitar o cigarro e buscar apoio profissional para abandonar o hábito. Para quem já fumou por muitos anos, a orientação é conversar com um profissional de saúde sobre os riscos individuais e a eventual indicação de rastreamento.
“A principal orientação é que a prevenção e o diagnóstico precoce devem caminhar juntos. Não fumar e buscar apoio profissional para abandonar o cigarro são medidas essenciais. Para quem tem histórico importante de tabagismo, a recomendação é conversar com um profissional de saúde sobre o risco individual e a eventual indicação de rastreamento”, conclui Antonio Azevedo.
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Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 se aproximando, os candidatos intensificam a preparação para a redação, uma das etapas mais importantes da prova. Embora acompanhar os acontecimentos atuais ajude a ampliar o repertório sociocultural, prever o tema que será proposto não é uma estratégia segura.
Entre os eixos temáticos que merecem atenção neste ano estão sustentabilidade e economia. A avaliação é da professora de Linguagens e Redação Fernanda Nascimento, que também destaca os eventos climáticos extremos e as mudanças nos direitos trabalhistas como assuntos relevantes para os estudantes acompanharem.
A especialista, no entanto, ressalta que esses tópicos não são garantias de que aparecerão na prova. Para ela, o mais importante é desenvolver conhecimentos que possam ser utilizados em diferentes propostas de redação.
“Todos são importantes, mas Sustentabilidade e Economia são os mais evidentes na atualidade”, afirma a professora.
Sustentabilidade e economia entre os eixos de atenção
As questões ambientais e econômicas podem ser estudadas a partir de diferentes perspectivas, permitindo que os estudantes ampliem o repertório para discutir problemas sociais contemporâneos.
No campo da sustentabilidade, os eventos climáticos extremos são um dos assuntos que merecem acompanhamento. Já na economia, as transformações nas relações de trabalho e as mudanças nos direitos trabalhistas estão entre os temas que podem contribuir para a preparação dos candidatos.
“Eventos climáticos extremos e modificações nos direitos trabalhistas chamam a atenção no momento, mas não significa que essa é uma certeza para prever o tema”, explica.
Como estudar sem depender de previsões?
Em vez de concentrar os estudos em listas de possíveis temas, a orientação é organizar a preparação por eixos temáticos. A estratégia ajuda a construir um repertório sociocultural mais amplo, que pode ser aproveitado na discussão de diferentes problemas apresentados na prova.
Segundo Fernanda, o objetivo deve ser desenvolver a capacidade de relacionar conhecimentos e construir argumentos, e não apenas memorizar informações sobre assuntos considerados prováveis.
“O foco não deve ser a previsão do tema, mas a preparação para qualquer tema! O estudo por eixos temáticos amplia o repertório sociocultural do aluno e tende a abranger uma ampla gama de conteúdos que podem ser usados em diversos temas”, destaca.
Para isso, os estudantes podem aproveitar conteúdos vistos ao longo do ensino médio, relacionando conhecimentos de diferentes disciplinas a questões sociais, políticas, culturais, científicas e econômicas.
Acompanhar notícias ajuda a ampliar o repertório
Além de acompanhar os noticiários, os candidatos podem recorrer às próprias aulas para encontrar referências que contribuam para a argumentação. Disciplinas como Geografia, História, Filosofia, Sociologia e Literatura oferecem conceitos, acontecimentos históricos e referências culturais que podem ser utilizados na redação.
A professora considera que essas aulas são uma fonte importante de conhecimento, embora nem sempre sejam aproveitadas pelos estudantes durante a preparação para o exame.
“Acompanhar noticiários ajuda a ter acesso a conteúdos importantes da atualidade, que podem ser aprofundados por meio de pesquisas e estudos posteriores”, afirma.
O contato com as notícias, entretanto, deve ser acompanhado de reflexão. Mais do que memorizar dados, estatísticas ou acontecimentos, o candidato precisa compreender o que essas informações revelam e de que maneira podem sustentar seu ponto de vista.
“A chave é a interpretação da informação. O estudante precisa explicar ao leitor o que quer mostrar ao expor certo dado ou certa referência. A informação é o passo inicial para fundamentar a defesa do ponto de vista do candidato, que deve ser a parte principal do seu texto”, explica Fernanda.
O que priorizar na reta final antes da prova?
Na reta final, a recomendação é revisar os aspectos da redação que independem do tema escolhido pela banca. Entre eles estão a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, o uso de conectivos, a organização dos argumentos e a elaboração da proposta de intervenção.
A prática de redações também permite identificar dificuldades e exercitar a aplicação desses elementos em diferentes propostas.
Para a professora, não é necessário considerar um assunto completamente distante da realidade do estudante. As temáticas propostas no exame estão relacionadas à sociedade e ao contexto em que as pessoas vivem, o que reforça a importância de compreender o mundo ao redor.
“Nesse período de véspera do vestibular, é importante, principalmente, revisar a estrutura do texto, os conectivos, os elementos da proposta, aquilo de que temos controle independente do tema”, orienta.
A redação do Enem exige um texto dissertativo-argumentativo em língua portuguesa, no qual o participante deve defender um ponto de vista com argumentos consistentes e apresentar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. A prova integra o primeiro dia do exame, marcado para 8 de novembro de 2026.
Os candidatos também podem consultar a Cartilha do Participante da Redação do Enem 2026, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para revisar as competências avaliadas e conferir exemplos de redações com pontuações altas.
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A H&M dá mais um passo em sua estratégia de longo prazo no Brasil e a primeira loja da marca na região será inaugurada em 5 de novembro, no RioMar Recife, com aproximadamente 1.800 m² e as linhas feminina, masculina e infantil. Na sequência, no dia 24, será aberta a unidade do RioMar Fortaleza, com aproximadamente 2.330 m², reunindo as mesmas categorias de moda e a H&M Home, em sua segunda presença física no país.
A chegada a Pernambuco e ao Ceará faz parte do plano de expansão da marca no Brasil e a leva, pela primeira vez, para fora das regiões Sul e Sudeste. As duas inaugurações reforçam a construção de uma presença nacional e ampliam o acesso dos consumidores nordestinos à experiência da marca. Em Fortaleza, a H&M Home será um dos principais diferenciais da unidade, com produtos para diferentes ambientes da casa.
“Desde o início da nossa operação, temos observado uma resposta muito positiva do mercado brasileiro, o que reforça nossa confiança no potencial do país. Estamos construindo uma operação com escala nacional e relevância local, capaz de compreender e atender consumidores de diferentes regiões. Recife e Fortaleza são mercados estratégicos nessa trajetória, por sua relevância econômica, diversidade cultural e forte conexão com a moda. Nossa chegada às duas cidades também amplia nossa contribuição para o mercado brasileiro, por meio da geração de empregos, do desenvolvimento de pessoas e da construção de uma atuação consistente e de longo prazo no país”, afirma Joaquim Pereira, Country Manager da H&M Brasil.
Para inauguração do RioMar Recife, a fila inicia as 7h da manhã e oferecerá vale-compras para os 150 primeiros, brindes premiados e os que realizarem compras e se cadastrarem no Clube H&M ainda poderão participar de ativações especiais.
Recife e Fortaleza somam à presença física da H&M em outras capitais e cidades do país, que finalizará o ano de 2026 com 13 lojas abertas e o e-commerce com entrega nacional no hm.com.br
Na abertura do RioMar Recife, a fila começa às 7h e os 150 primeiros clientes ganham vale-compras, além de brindes e ativações para quem se cadastrar no Clube H&M.
A Polícia Federal cumpre busca e apreensão nesta segunda-feira, 19, contra o ex-secretário de tecnologia do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Fontoura Pradera, que foi exonerado na semana passada do STJ, A ação baseia-se em suspeita de vazamentos de informações antecipadas de processos da Corte ao advogado Willer Tomaz. Eles ainda não se manifestaram.
Trata-se da primeira ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para aprofundar fatos relacionados ao advogado, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como revelou o Estadão neste domingo, 18, Flávio se tornou alvo de nova investigação enviada pela PF ao Supremo no último dia 8 por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer e o caso foi distribuído a Moraes.
A ação desta segunda não tem cumprimento de mandados relacionados a Flávio, mas se baseia no mesmo relatório. No documento que apontou vínculos entre Willer e Flávio, a PF também descreveu diálogos do advogado com o secretário de tecnologia do STJ e apontou que ele antecipava teor de votos e decisões para Willer.
Em um dos diálogos mencionados, por exemplo, a PF afirma: "HUMBERTO PRADERA encaminhou a WILLER TOMAZ uma fotografia da tela de um computador, na qual aparece aberto um documento jurídico de 17 páginas, cujo dispositivo concluía pelo não conhecimento dos recursos especiais. A fotografia aparenta ter sido produzida em ambiente funcional, considerando o contexto do documento exibido e a presença de carimbo sobre a mesa".
Em seguida, a PF descreve que Pradera explicou a Willer o teor da decisão a ser tomada, que ainda não tinha assinatura de um ministro. "Na sequência, ao ser questionado por WILLER sobre 'qual o número deles?', HUMBERTO respondeu que 'essa tá no REsp 2122969' e comentou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. O episódio registra o compartilhamento de conteúdo processual, acompanhado de explicações sobre seus possíveis efeitos", diz o relatório policial.
O Presidente da República apelou esta segunda-feira a que um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”.
“Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas“, declarou António José Seguro aos jornalistas, no Campus XXI, em Lisboa.
O chefe de Estado, que falava no fim da sessão de apresentação do livro “Álvaro Siza Vieira — Arquiteto de Sonhos” de Fátima Campos Ferreira, e tinha perto de si o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que “há vários partidos e também o Governo” com iniciativas sobre esta matéria.
“Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado -, e outras com medidas urgentes“, defendeu.
“Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho têm dificuldades em pagar a renda porque elas têm subido, os preços das casas têm aumentado. Portanto, é necessário olhar para esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo”, acrescentou.
António José Seguro mencionou que tem “chamado a atenção para a necessidade de se resolver esse problema” desde o seu discurso de posse, em 09 de março deste ano. Nessa ocasião, perante a Assembleia da República, anunciou que iria convidar os partidos a iniciar os trabalhos para obter um compromisso interpartidário sobre a saúde, que ultrapasse ciclos políticos, e manifestou o desejo de que o mesmo “fosse alcançado noutras áreas essenciais como, por exemplo, o acesso à habitação”.
Esta segunda-feira, no discurso que fez na sessão de apresentação do livro da jornalista Fátima Campos Ferreira sobre o arquiteto Álvaro Siza Vieira, o chefe de Estado também abordou o tema da habitação, enquadrando-o como “um problema concreto, humano”, que exige “respostas igualmente concretas e humanas”, e como “uma das preocupações centrais” do país.
O Presidente da República considerou que, neste momento, “é fundamental ouvir Álvaro Siza Vieira quando dizia ter dúvidas sobre a expressão ‘habitação social’, porque ‘toda a habitação é social'”.
“A habitação é uma das preocupações centrais do nosso tempo e do nosso país. É aqui que a dignidade humana e a casa se encontram. E a casa, aqui, não é uma metáfora. A casa é o centro do mundo, assim como a rua, o bairro e a cidade são o centro da vida em comum”, disse.
Segundo António José Seguro, toda a obra de Siza Vieira “fala dessa ligação entre o espaço e os humanos que o ocupam” e a sua arquitetura “faz do mundo um lugar melhor, mais atraente, mais simples e mais habitável – para todos”.
Esta sessão contou com a presença do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Pela parte do Governo, estiveram presentes o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
O chefe de Estado defende que as soluções devem envolver o Governo e os partidos da oposição, numa altura em que o aumento dos preços das casas e das rendas dificulta o acesso à habitação para estudantes e trabalhadores.
As tendas montadas na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa, levaram o debate sobre o arrendamento da Assembleia da República para a rua. Os acampamentos pelo direito à habitação estavam, no domingo, no décimo dia no Porto e no terceiro em Lisboa, e os manifestantes apelaram à marcação de uma greve ibérica para 11 de novembro. Pedem, entre outras coisas, que o Governo retire a proposta de revisão da lei do arrendamento.
A proposta passou a 30 de setembro na generalidade, com os votos favoráveis de PSD, Iniciativa Liberal e CDS-PP e a abstenção do Chega. Votaram contra PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP. Mas isso não mudou nenhum contrato, dado que o Parlamento aprovou apenas um pedido de autorização para o Governo rever o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), e o conteúdo final depende da discussão na especialidade, que ainda não começou.
É nessa fase que a abstenção do Chega pode deixar de bastar. PSD, CDS-PP e IL somam 100 deputados, 16 abaixo da maioria de 116, e o PS mantém o voto contra. Sem o Chega, o diploma não tem votos para avançar.
No domingo, André Ventura sublinhou que o acordo assinado com o PSD previa alterações que o Governo ainda não introduziu, e acrescentou um pacote próprio para a habitação, com maiores deduções de IRS, com destaque para as deduções com rendas que seria de 50%.
Os protestos em Lisboa e no Porto surgem num mercado em que arrendar casa continua a ficar mais caro, como fica bem visível nos últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, que apontam para uma subida anual de 10,2% das novas rendas no segundo trimestre para um valor mediano de 10,17 euro por metro quadrados.
É perante esta pressão sobre os orçamentos das famílias que Governo e partidos discutem como atrair mais casas para o arrendamento, tornar as rendas comportáveis e repartir o risco entre inquilinos, senhorios e Estado.
Governo e PSD apostam na oferta
O Executivo de Luís Montenegro parte da ideia de que mais segurança jurídica para os senhorios e mais liberdade contratual trazem casas para o mercado e baixam as rendas. Segundo as suas contas, há cerca de 375 mil alojamentos vagos sem intenção de venda ou arrendamento, quase 250 mil em boas condições. É este o universo de imóveis que o Governo identifica, não uma previsão das casas que a lei vai colocar no mercado.
A proposta do Governo revoga um conjunto de medidas integrantes do programa “Mais Habitação”, que limita a renda fixada na transição entre contratos habitacionais. Permite ainda que as partes acordem o pagamento antecipado de mais rendas e elimina os limites à caução. O Governo argumenta que estes mecanismos reduzem o risco do senhorio e, por isso, podem baixar as rendas. Para quem procura casa, significam mais dinheiro à cabeça para assinar o contrato.
O Governo propõe ainda que o contrato possa ser resolvido quando a mora no pagamento da renda for igual ou superior a dois meses; e pode também ser resolvido quando houver atraso superior a oito dias mais de três vezes em 12 meses, ou mais de quatro vezes em 18 meses. Nos contratos anteriores a 1990, quando não há acordo, o contrato passa para o NRAU com prazo certo de cinco anos.
Ficam protegidos os arrendatários, ou parentes que vivam na casa há mais de cinco anos, com 65 ou mais anos ou com incapacidade igual ou superior a 60%. A atualização extraordinária da renda só se aplica se o rendimento anual bruto corrigido do agregado ultrapassar cinco retribuições mínimas anuais.
A proposta do Governo não estima quanto poderão descer as rendas. A redução depende de entrar oferta suficiente para aumentar a concorrência entre senhorios, e esse efeito não está medido.
Chega pede correções e propõe um pacote
O Chega admite votar contra a lei do arrendamento na especialidade se o Governo não corrigir o diploma, o que faria cair a proposta, dado que o PS votou contra no Parlamento a 30 de setembro. A ameaça foi feita por André Ventura a 18 de outubro, no dia em que apresentou um pacote próprio para a habitação.
O partido tinha viabilizado a proposta na generalidade com a abstenção, depois de assinar com o PSD, a 30 de setembro, um acordo escrito de quatro pontos, que prevê: limites aos pagamentos antecipados e às cauções, proteção dos idosos com contratos anteriores a 1990, mais resposta social e uma distinção entre abuso e incapacidade real de pagar.
Porém, André Ventura diz que o Governo ainda não deu sinais de querer concretizar estas alterações, apesar de lembrar que a discussão na especialidade nem começou. Para o Chega, o entendimento “não é um cheque em branco”, e o voto contra “está sempre em cima da mesa”.
O “pacote legislativo de emergência” do Chega prevê aumentar em 50% as deduções em IRS com rendas e com prestações do crédito à habitação, rever o IMI e reavaliar os benefícios fiscais de quem tem capacidade financeira para comprar casas em Portugal. André Ventura admite financiar as medidas com défice e diz que “vale a pena correr o risco”.
Uma dedução maior reduz o encargo líquido do inquilino, mas não altera a renda do contrato. O ganho dependerá do limite que vier a ser fixado e do imposto de cada agregado, e as informações divulgadas não indicam o custo global do pacote nem as condições de acesso.
Na rua, a discussão sobre o arrendamento ganhou voz. Os acampamentos em Lisboa e no Porto pedem respostas ao custo da habitação e a retirada da nova lei das rendas, cujo futuro no Parlamento depende agora do que o Chega decidir.Hugo Amaral/ECO
PS rejeita e propõe uma garantia pública
O PS rejeita a revisão do arrendamento proposta pelo Governo e defende incentivos fiscais e garantias públicas para atrair proprietários ao mercado. À garantia apresentada em setembro, José Luís Carneiro acrescentou a proposta de contratos de cinco anos, por opção das partes, com tributação das rendas a 5% e cobertura pública em caso de falta de pagamento.
A redução do imposto permitiria ao senhorio conservar uma parcela maior da renda, enquanto a garantia reduziria o risco de incumprimento. O anúncio não define, porém, um limite de renda ou uma obrigação de baixar o preço em troca destes benefícios, pelo que não permite antecipar quanto desse ganho fiscal chegaria aos inquilinos.
As novas medidas são distintas do projeto de Garantia Pública de Segurança no Arrendamento Habitacional, rejeitado no Parlamento a 30 de setembro por PSD, Chega, IL e CDS-PP. Nesse projeto, a adesão dependeria do acordo entre senhorio e inquilino e abrangeria jovens dos 18 aos 35 anos ou arrendatários com rendimentos até ao sexto escalão do IRS, em contratos registados nas Finanças e com rendas dentro dos limites do arrendamento acessível.
A garantia cobriria rendas em falta e danos no imóvel, mas não extinguiria a dívida do arrendatário: o Estado pagaria ao proprietário e cobraria depois ao inquilino. O mecanismo procurava facilitar o acesso de quem não dispõe das garantias exigidas pelos senhorios, sem impor uma redução da renda ou a dispensa de caução.
Iniciativa Liberal quer acabar com as rendas congeladas
A Iniciativa Liberal propõe revogar os mecanismos de condicionamento e congelamento de rendas. O texto apresentado no Parlamento defende que os contratos abrangidos ficam, durante três anos, sujeitos apenas à atualização anual, com um acréscimo de 50 pontos base, até ao valor médio de arrendamento para a localização e a tipologia, apurado pelo INE.
O partido estima que o regime afete cerca de 150 mil arrendamentos, aproximadamente 15% do mercado, sobretudo em Lisboa e no Porto. Quem não aguente a subida teria direito a um apoio à renda até ao fim do contrato, desde que cumpra pelo menos dois de três critérios:
ter um rendimento do agregado inferior a três retribuições mínimas anuais;
ter 65 ou mais anos, ou uma incapacidade igual ou superior a 60%, com rendimento inferior a cinco retribuições;
ter uma taxa de esforço acima de 35%. O argumento do partido é que a ação social cabe ao Estado e não ao proprietário.
Fora do projeto lei entregue no Parlamento, a presidente do partido, Mariana Leitão, desafiou o Governo a disponibilizar os imóveis devolutos do Estado para arrendamento acessível e defendeu uma parceria entre Estado e privados com o mesmo fim.
Além disso, defende também incentivos à construção e rejeita tetos às rendas, citando o caso de Espanha. O projeto liberal não estima o efeito nas rendas dos novos contratos. A subida das rendas hoje condicionadas é a consequência direta da revogação.
Esquerda defende estabilidade e limites
O Livre, o PCP e o Bloco de Esquerda apresentaram projetos com regras mais exigentes para as rendas e os contratos. O PCP propõe contratos de dez anos quando as partes nada acordem, renovações mínimas de três anos e caução limitada a uma renda. Admite antecipar até três meses e fixa, para a denúncia para habitação, uma compensação de dois anos e meio de renda.
O Livre propõe estabilidade contratual e limites às rendas dos novos contratos. O Bloco de Esquerda liga benefícios a rendas acessíveis e critica o limite de 2.300 euros do regime de rendas moderadas. Citando a DECO PROteste e a Associação de Inquilinos Lisbonenses, diz que esse limite tende a funcionar como piso e não como teto. Nenhum dos projetos quantifica quantos senhorios aceitariam as condições, nem quantas casas poderiam sair do mercado.
O Chega admite votar contra se o Governo não corrigir o diploma, e o PSD reconhece que o entendimento pode não chegar à votação final.
A especialidade da lei do arrendamento decorre numa semana de protestos e antes do debate do Orçamento do Estado para 2027. Nessa fase, o Governo, o Chega e o PS terão de dizer o que aceitam, e o texto que sair dela determina o alcance da autorização.
A discussão parlamentar separa duas perguntas que a lei não resolve em conjunto. A primeira é quantas casas entram no arrendamento e a que preço. A segunda é quem paga o risco quando o inquilino não consegue pagar a renda.
O Governo responde à primeira com mais liberdade contratual e à segunda com mais segurança para o senhorio, na expectativa de que a confiança atraia imóveis hoje vazios. O PS e os partidos à esquerda respondem com garantias públicas, mais estabilidade nos contratos e limites às rendas. A IL quer acabar com os regimes de exceção e transferir a proteção social para o Estado.
As propostas assentam em hipóteses diferentes sobre o comportamento dos senhorios. Umas pressupõem que mais liberdade e menos risco trazem casas ao mercado. Outras partem do princípio de que, sem limites, as rendas continuam a subir. Mas nenhuma estima quantas casas podem entrar no arrendamento ou quanto podem baixar as rendas, pelo que o efeito de cada medida só será conhecido depois de aplicada.
O calendário ajuda a perceber o que pesa na decisão. Os manifestantes marcaram uma concentração frente à Assembleia da República a 27 de outubro, dia do debate do Orçamento do Estado para 2027, uma manifestação em Lisboa a 14 de novembro e a jornada da CGTP a 24 de novembro, na votação final do Orçamento. Pediram ainda às centrais sindicais uma greve geral ibérica a 11 de novembro, data da greve geral em Espanha.
Em paralelo, o Chega admite votar contra se o Governo não corrigir o diploma, e o PSD reconhece que o entendimento pode não chegar à votação final. Sem os votos do Chega, o Executivo terá de encontrar outra solução para aprovar a lei, porque o PS já anunciou que se opõe.
O Livre recorreu da decisão do presidente da Assembleia da República de rejeitar um debate de urgência sobre a crise na habitação, marcado para quarta-feira. O partido pede uma interpretação "coerente e proporcionada" do Regimento parlamentar, que limita a realização destes debates a um por quinzena.
Faltando 20 dias para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cerca de 2,3 mil estudantes se reuniram nesta segunda-feira, 19, para revisar conteúdos estratégicos para as provas, durante o Aulão Prepara Enem 2026, realizado na Arena A TARDE.Este foi o quarto aulão realizado na Bahia para preparar os estudantes para o Enem, que será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro.A iniciativa contou com profissionais da educação ministrando aulas de matemática, linguagens e redação, ciências da natureza e ciências humanas para estudantes do 3º ano da rede estadual de ensino.
Para este grande momento, professores como Iure Lessa (Xelão), de Ciências Humanas; Bruno Araújo, de Matemática; Zé Carlos, de Linguagens e Redação; e Samuel Cunha, de Ciências da Natureza, derão dicas valiosas para se destacar no Enem.Confira as dicas!Ciências da NaturezaPara o professor Samuel, é importante que o estudante tenha se preparado ao longo do ano nas disciplinas de Ciências da Natureza. Agora, portanto, é o momento de revisar os conteúdos."Por exemplo, na Biologia, impactos ambientais. Então, é um assunto muito relevante para a prova do Enem. Outro tema são os ciclos biogeoquímicos, ainda dentro da Ecologia. Como é que os seres vivos interagem, no sentido das relações ecológicas, das interações ecológicas? Como diminuir os impactos ambientais? São assuntos muito relevantes, muito importantes, não só para o Enem, mas para a vida também", explica o professor."Além disso, a gente revisa um pouquinho de genética, de biotecnologia, um pouquinho de Botânica, das plantinhas, que o pessoal tem trauma. Mas é um assunto gostoso de revisar", continua ele.Linguagens e RedaçãoQuem fica na missão de comandar a revisão de uma das disciplinas mais importante para o Enem, a redação, é o professor Zé Carlos. Ele aponta os caminhos assertivos para que os estudantes alcancem o melhor desempenho."Para a prova de redação, é o momento de fazer o checklist, trabalhar as cinco competências e ter muita atenção para gabaritar os 200 pontos de cada uma dessas competências que a gente chama de cinco Cs: a coerência, a coesão, a criticidade, a concisão e, acima de tudo, a concretude. Esses são elementos imprescindíveis para você garantir a sua nota mil na redação", aconselha o professor."Já na prova de Linguagens, nós temos uma carga pesada de interpretação de texto, literatura e arte, porque, observe, nós não falamos mais em língua portuguesa apenas, mas, sobretudo, em Linguagens: a música, a literatura, a pintura. Ou seja, é tornar o aluno capaz de fazer uma leitura crítica", continua ele.Ciências HumanasAntes de tudo, o professor Xelão aconselha que o aluno tenha tranquilidade no momento da prova, afinal, a prova é conteudista e exige atenção.Iure Lessa aponta tópicos importantes para o caderno de humanas e que caem todos os anos:"Primeiro: ilhas de calor, formações entre o homem e o espaço, matrizes energéticas. As outras coisas são questões de economia, o PIB, a demografia. O caderno de Humanas trabalha muito sobre isso, além de interagir com Sociologia, Filosofia e a nossa linda História", disse o professor de geografia.MatemáticaO professor Bruno Araújo liderou os mais de 2 mil estudantes em uma revisão dos assuntos que permeiam porcentagem e estatística, que são os assuntos que mais caem no caderno de ciência exatas no Enem."Agora, na reta final, o importante é motivar, incentivar e trabalhar com pontos que caem sempre na prova. As provas têm características que sempre se repetem. Então, são esses momentos que trazem para os alunos uma expectativa maior para fazer uma excelente prova", aconselha o professor.Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da redação. No segundo, serão aplicadas as provas de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.Nos dois dias, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, conforme o horário de Brasília. O início das provas está previsto para as 13h30.Para realizar o exame, os candidatos devem levar:Documento oficial de identificação com foto;Caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente;Água e alimentos, caso desejem consumi-los durante a prova.Enem mobiliza mais de 437 mil candidatos na BahiaDe acordo com o Ministério da Educação (MEC), a Bahia registrou 437,1 mil inscritos no Enem 2026. Desse total, 339,3 mil tiveram direito à isenção da taxa de inscrição, enquanto 97,9 mil pagaram para participar do exame. Em todo o Brasil, foram registrados mais de 5 milhões de inscritos, dos quais 3,4 milhões tiveram isenção e 1,6 milhão pagaram a taxa.O Enem é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. As notas podem ser utilizadas para concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de atenderem aos critérios de acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O resultado também pode ser aproveitado em processos seletivos próprios de instituições de ensino superior e em convênios com universidades portuguesas.
Um rapaz de 18 anos morreu, ao final da tarde desta segunda-feira, numa colisão de mota com carro, na Estrada Nacional 205, na freguesia de Carrazedo, do concelho de Amares.
As primeiras informações apontam que o jovem não resistiu aos graves ferimentos, devido à violência do choque, ocorrido cerca das 18:15, tendo estado no local da ocorrência um total de onze operacionais e cinco veículos dos Bombeiros Voluntários de Amares e do INEM.
A ocorrência foi registada pelo Posto Territorial de Amares da Guarda Nacional Republicana.
Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, estudantes do 3º ano do ensino médio de 57 unidades da rede pública estadual participaram, na tarde desta segunda-feira, 19, do Aulão Prepara Enem 2026, realizado na Arena A TARDE, no Caminho das Árvores, em Salvador.Promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), a iniciativa também reuniu professores e coordenadores pedagógicos da rede estadual de ensino de Salvador e da Região Metropolitana (RMS), em uma programação voltada à revisão dos conteúdos e ao reforço da preparação dos estudantes para o exame.
A 20 dias da aplicação da primeira prova do Enem, marcada para 8 de novembro, o aulão ofereceu aos participantes a oportunidade de revisar conteúdos e esclarecer dúvidas com professores. Estudante do Colégio Ana Bernardes, em Cajazeiras VI, Janine Teles, de 18 anos, avalia que as atividades de revisão têm contribuído para sua preparação, especialmente diante das dificuldades em algumas disciplinas.“Minha preparação está sendo muito boa, graças a Deus, porque estamos tendo vários aulões que estão sendo disponibilizados para aprendermos mais”, afirma. A estudante aponta química e física como as matérias em que encontra mais dificuldades e conta que organiza a rotina de estudos priorizando os conteúdos que precisa reforçar.A programação foi dividida em quatro blocos temáticos, com duração de 30 minutos cada, dedicados às áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza. A proposta foi contemplar diferentes componentes curriculares em uma revisão concentrada, aproximando os conteúdos trabalhados em sala de aula das exigências do exame.A expectativa pela prova também é acompanhada de planos para o futuro. Heloá Viscard, de 17 anos, estudante do Colégio Luiz Pinto de Carvalho, no bairro de São Caetano, pretende cursar Jornalismo e se prepara para realizar o Enem pela segunda vez. Apesar da ansiedade, ela diz estar com boas expectativas para a prova e destaca o significado pessoal de conquistar uma vaga no ensino superior.“Eu fiz a prova no ano passado, mas estou com as melhores expectativas para o Enem. Para mim, a aprovação seria o melhor de tudo. Eu preciso provar para mim que eu consigo e que eu posso ser melhor”, afirma a estudante.Com a Arena A TARDE lotada de estudantes, o encontro também proporcionou um momento de troca de experiências entre jovens de diferentes unidades escolares da rede estadual, o que ajudou a reforçar a confiança antes da prova.Lorena Santana, de 18 anos, estudante do Colégio Luiz Tarquínio, também aproveitou o aulão para reforçar os conhecimentos em áreas nas quais sente mais dificuldade, como Matemática, além de aprimorar a preparação para a redação. Interessada em seguir carreira na área de Comunicação, ela vê o ingresso no ensino superior como uma oportunidade de transformação pessoal e familiar.“Eu espero levar não só conhecimentos a mais, mas aprender mais sobre redação, sobre Matemática, onde tenho um pouco de dificuldade, e adquirir mais conhecimentos sobre a área que eu quero. A aprovação no Enem é a realização de um sonho, porque é tudo o que eu lutei na minha vida. É o que vai me levar além, vai me dar uma vida melhor. Quando eu passar no Enem, minha família e eu estaremos realizados”, afirma.Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da redação. No segundo, serão aplicadas as provas de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.Nos dois dias, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, conforme o horário de Brasília. O início das provas está previsto para as 13h30.Para realizar o exame, os candidatos devem levar:Documento oficial de identificação com foto;Caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente;Água e alimentos, caso desejem consumi-los durante a prova.Enem mobiliza mais de 437 mil candidatos na BahiaDe acordo com o Ministério da Educação (MEC), a Bahia registrou 437,1 mil inscritos no Enem 2026. Desse total, 339,3 mil tiveram direito à isenção da taxa de inscrição, enquanto 97,9 mil pagaram para participar do exame. Em todo o Brasil, foram registrados mais de 5 milhões de inscritos, dos quais 3,4 milhões tiveram isenção e 1,6 milhão pagaram a taxa.O Enem é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. As notas podem ser utilizadas para concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de atenderem aos critérios de acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O resultado também pode ser aproveitado em processos seletivos próprios de instituições de ensino superior e em convênios com universidades portuguesas.
A PSP justifica que há limites que "estão a ser ultrapassados“ e avisa que poderá haver uma intervenção policial musculada, se as tendas não saírem e forem esgotadas todas as vias de comunicação.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).
O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP).
O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.
“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.
O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.
O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.
"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.