Os militares da GNR de Vila Praia de Âncora detiveram um jovem, de 25 anos, com mais de 1.000 doses de haxixe, no concelho de Caminha, foi hoje anunciado.
Em comunicado, o Comando Territorial de Viana do Castelo revela que, na passada quarta-feira, “no decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda detetaram um indivíduo a efetuar uma transação suspeita, tendo procedido à sua abordagem, na sequência da qual foi realizada uma revista pessoal de segurança que permitiu confirmar que o suspeito se encontrava na posse de produto estupefaciente”.
Os militares realizaram uma busca domiciliária da qual resultou a apreensão de 1.180 doses de haxixe, duas armas brancas, uma réplica de arma de fogo, uma balança de precisão, um telemóvel, três tablets e 695 euros em numerário.
Material apreendido. Foto: GNR
A ação contou com o reforço do Núcleo de Investigação Criminal de Viana do Castelo.
O suspeito foi detido e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Caminha.
O Balcão Eletrónico do Mar (BMar), que disponibiliza vários serviços essenciais ligados à atividade marítima, abre na terça-feira às 10:00 no gabinete de Apoio ao Munícipe de Vila Praia de Âncora, em Caminha, revelou hoje a autarquia.
“Este novo serviço representa um marco na aproximação dos serviços públicos ligados ao mar aos cidadãos, tornando Vila Praia de Âncora no primeiro local da região Norte a disponibilizar um ponto de atendimento BMar”, diz, em comunicado, a Câmara de Caminha.
A autarquia esclarece que o BMar permite “o acesso presencial, assistido e de proximidade a um vasto conjunto de serviços relacionados com a Náutica de Recreio, Embarcações de Recreio, Pesca Profissional, Pesca Lúdica, Marítimos e Pessoal do Mar”.
O serviço simplifica procedimentos e evita deslocações dos utilizadores, acrescenta.
A Câmara refere que o balcão resulta de uma parceria com a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
Em maio, o executivo camarário aprovou o protocolo de cooperação com a DGRM, explicando que a iniciativa se enquadra no Sistema Nacional de Embarcações e Marítimos (SNEM).
Trata-se de “um sistema eletrónico nacional que garante a atualização permanente da informação relativa às embarcações, aos marítimos e às atividades associadas ao setor marítimo”, esclareceu o município na ocasião.
O município destacou ainda a “maior simplificação dos procedimentos administrativos, reduzindo a necessidade de deslocações a serviços centrais e contribuindo para uma relação mais eficiente e célere entre os cidadãos e a Administração Pública”.
O protocolo estabelece ainda “um modelo de cooperação entre as entidades envolvidas, garantindo o apoio aos utentes no acesso aos serviços digitais do BMar, bem como a partilha de informação necessária ao cumprimento das respetivas competências”.
Após o sucesso da primeira edição, a Camarilândia – Floresta Encantada está de regresso a Caminha, entre 05 de dezembro deste ano e 03 de janeiro de 2027.
“De 05 de dezembro a 03 de janeiro, a Mata Nacional do Camarido volta a ganhar vida com a Camarilândia – Floresta Encantada, um espaço repleto de fantasia, diversão e momentos inesquecíveis para toda a família”, anunciou a Câmara de Caminha.
No ano passado, a nova Floresta Encantada no Alto Minho “recebeu milhares de visitantes em menos de uma semana”, segundo a autarquia.
A Câmara de Caminha congratulava-se, assim, com “o extraordinário sucesso” da primeira edição da “Camarilândia”, que “se tornou, em tempo recorde, um dos maiores polos de atração da região, afirmando Caminha como destino natalício de referência no Norte do país”.
O litoral do Minho integra a EuroVelo 1, uma rota europeia de cicloturismo com cerca de 11 mil quilómetros que liga o Norte da Europa a Portugal. O percurso atravessa seis países e tem como objetivo promover o turismo de bicicleta, valorizar o património e dinamizar as economias locais.
Conhecida como Rota da Costa Atlântica, a EuroVelo 1 passa por Noruega, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha e Portugal. No território português, o percurso estende-se de Vila Real de Santo António a Caminha, junto à fronteira com a Galiza, e está dividido em 18 etapas.
A rota integra o projeto AtlanticOnBike, que foi selecionado como finalista dos prémios RegioStars 2026, promovidos pela Comissão Europeia para distinguir iniciativas financiadas pela União Europeia com impacto no desenvolvimento regional. O projeto concorre na categoria “Uma Europa Conectada”.
Projeto quer dinamizar economias locais
O AtlanticOnBike reuniu parceiros de vários países com o objetivo de desenvolver a rota como destino internacional de cicloturismo, aproveitando os recursos naturais e culturais existentes ao longo da costa atlântica.
Entre os resultados do projeto estão a criação de uma metodologia para avaliar o impacto económico do cicloturismo, uma estratégia de marketing turístico transnacional e ferramentas comuns de promoção do percurso. Foram também desenvolvidos instrumentos para melhorar a sinalização e a qualidade da rota.
A iniciativa pretende ainda incentivar a criação de experiências turísticas que combinem a bicicleta com o património, a gastronomia, a cultura e a natureza, beneficiando os alojamentos, restaurantes, cafés e outros negócios situados nas proximidades do itinerário.
Em Portugal, a gestão e a promoção da Rota da Costa Atlântica envolvem o Turismo de Portugal, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e outras entidades públicas e regionais, através de um protocolo de colaboração.
A EuroVelo é uma rede europeia de rotas de longa distância destinadas ao cicloturismo, coordenada pela Federação Europeia de Ciclistas. A rede abrange dezenas de milhares de quilómetros de percursos que atravessam vários países europeus.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Os elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Caminha auxiliaram esta tarde três pessoas, de nacionalidade alemã, que seguiam a bordo de um veleiro, com bandeira alemã, que entrou em dificuldades à saída da barra do porto de Caminha.
Na sequência de um alerta pelas 16:15, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), a informar para um veleiro em dificuldades à saída da barra, foram de imediato ativados para o local elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Caminha.
À chegada ao local, os elementos da Polícia Marítima prontamente prestaram auxílio aos três tripulantes a bordo, dois homens e uma mulher, que se encontravam bem fisicamente, sem necessidade de assistência médica, tendo efetuado o resgate e transporte dos mesmos para o porto de Caminha.
O proprietário do veleiro foi notificado para apresentar um plano de remoção do mesmo, bem como da necessidade de proceder à inspeção de avaliação de danos e condições de navegabilidade da embarcação.
O Comando Local da Polícia Marítima de Caminha tomou conta da ocorrência.
A Câmara de Caminha está a investir cerca de 16,8 mil euros na plataforma flutuante do posto náutico para “melhorar as condições de utilização da infraestrutura pelos atletas que praticam remo”, foi hoje divulgado.
A empreitada de Fornecimento e Aplicação de Degrau Rebaixado e Reforço do Sistema de Ancoragem da Plataforma Flutuante do Posto Náutico de Caminha” pretende “criar melhores condições para o desenvolvimento da atividade desportiva, respondendo às necessidades dos atletas e valorizando as infraestruturas de apoio às modalidades náuticas do concelho”, descreve, em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo.
A intervenção “contempla o reforço do sistema de ancoragem da plataforma flutuante através da instalação de um sistema de cabos, bem como a colocação de um degrau rebaixado no bordo da estrutura, permitindo um acesso mais cómodo, seguro e funcional aos praticantes da modalidade”.
A Câmara sustenta que a iniciativa “representa mais um passo no reforço da aposta municipal no desporto e na promoção de condições adequadas para a prática do remo, uma modalidade com forte tradição e crescente dinamismo no concelho”.
Em setembro, a autarquia divulgou nas redes sociais ter dado “a segunda remada” para “a concretização da pista de remo no Rio Coura”.
A Câmara descreveu que “reuniu com as Federações de Remo, Canoagem, Vela e Triatlo para apresentar este projeto e aprofundar o seu potencial para o desenvolvimento das modalidades náuticas e para a afirmação de Caminha enquanto território de referência para o desporto”.
De acordo com a autarquia, a reunião permitiu “aproximar o projeto de quem conhece, acompanha e desenvolve estas modalidades no terreno, recolhendo contributos e identificando novas oportunidades para uma infraestrutura que poderá ter impacto na formação, na competição, nos estágios, nos eventos desportivos e na valorização do Rio Coura”.
O regulamento do Conselho Económico e Estratégico de Caminha (CEEC) entra em vigor na segunda-feira para “colaborar na formulação de políticas públicas e na implementação de estratégias que favoreçam o desenvolvimento económico e estratégico do concelho”, foi hoje divulgado.
Publicado em Diário da República (DR), o regulamento criado por aquela autarquia estipula que o Conselho deve “pronunciar-se sobre anteprojetos das grandes opções do plano, dos planos de desenvolvimento económico-industrial e das orientações estratégicas do Plano Diretor Municipal, antes de aprovados pelo executivo”.
“Apreciar regularmente a evolução da situação económica do município” é outra das atribuições do Conselho, cujo regulamento “entra em vigor no dia útil seguinte ao da sua publicação no DR”.
O Conselho assume também a responsabilidade de “identificar oportunidades de investimento e de modernização do tecido empresarial local” e “colaborar na elaboração dos documentos que traduzam a política de desenvolvimento municipal”.
O Conselho deve, ainda, “acompanhar a adoção e implementação das políticas económicas e de desenvolvimento da autarquia”, bem como “contribuir para a recolha, sistematização e divulgação de informação relevante sobre o concelho e as suas dinâmicas económicas”.
A nova estrutura terá também de se pronunciar “sobre eventuais candidaturas e a utilização dos fundos comunitários estruturais e específicos”.
O regulamento define como objetivos do Conselho a promoção do pensamento estratégico “através da reflexão sobre os problemas económicos do concelho e as estratégias para o seu desenvolvimento sustentável”.
Por outro lado, o Conselho deve “estimular e promover a participação pública individual e coletiva, apoiando a autarquia na definição das políticas municipais num espírito de cidadania ativa”.
No documento, o Conselho é definido como “uma estrutura de reflexão e consulta no domínio do desenvolvimento de políticas económicas, destinado a criar um espaço de participação alargada, envolvendo empresários, comerciantes, agentes económicos, instituições e todos os que atuam no território com vista à concertação de ideias e estratégias para encontrar as melhores soluções de recuperação e progresso económico”.
A 20 de novembro de 2025, a Câmara revelou ter aprovado o início do projeto de regulamento do Conselho Municipal Económico e Estratégico, tendo em vista estimular a competitividade, a atração de investimento, a criação de emprego e o crescimento económico.
Em comunicado, aquele município descreveu, então, que o novo órgão pretende garantir “que as decisões estratégicas de Caminha são tomadas de forma colaborativa, transparente e orientada para resultados”.
A autarquia disse que se impõe “a criação de um novo quadro regulatório capaz de revitalizar o órgão, torná-lo efetivamente funcional e alinhado com os desafios contemporâneos do desenvolvimento local”.
De acordo com o município, “esta reforma representa um passo decisivo para fortalecer a capacidade do concelho em enfrentar desafios, antecipar oportunidades e construir um futuro económico mais dinâmico, competitivo e sustentável”.
O Município de Caminha lançou uma hasta pública para a alienação, a título oneroso, do ‘ferry-boat’ Santa Rita de Cássia, que fazia a ligação com o concelho vizinho galego de A Guarda.
Em comunicado, a autarquia explica que a embarcação em fim de vida está atualmente localizada nos estaleiros de A Guarda, na Galiza.
As propostas podem ser apresentadas até 27 de outubro.
“Os interessados poderão consultar o Programa de Procedimento e o Caderno de Encargos na página oficial do Município de Caminha, nos Serviços de Atendimento da Câmara Municipal, no Centro Coordenador de Transportes de Vila Praia de Âncora e na plataforma Base.gov.pt”, refere a publicação.
“O que faz parte dos meus planos é a construção de uma ponte internacional que ligue Caminha a La Guardia. Até termos a construção efetiva dessa ligação, temos que ter aqui um meio de transporte para o lado espanhol. É nisso também que estamos a trabalhar: numa embarcação para cerca de 50 a 60 pessoas”, observou Liliana Silva.
A autarca reconheceu que a nova embarcação pode depender do desassoreamento do rio Minho, em “fase de estudos e candidatura a financiamentos”.
“Estaremos dependentes do desassoreamento, se bem que depende da embarcação que poderá vir para Caminha. Se tiver um calado mais baixo, se calhar tem outras facilidades de navegação. Se for uma embarcação como o ‘ferry-boat’ [parado desde 2022], está completamente dependente do estado do rio e nós sabemos que, nestes últimos anos, tem agravado imenso”, disse.
O antigo ‘ferry-boat’ Santa Rita de Cássia é que “não vai voltar a funcionar”, garantiu Liliana Silva, explicando que o orçamento para o arranjo é de 1,4 milhões de euros, um valor “totalmente incomportável para as finanças” do concelho.
Atualmente, há cinco pontes sobre o rio Minho a ligar o distrito de Viana do Castelo à Galiza, sendo que Caminha é único concelho do vale do Minho que depende do transporte fluvial para garantir a ligação à Galiza.
O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia, de ligação entre Caminha a La Guardia, começou a cruzar o rio Minho em 1995, mas ao longo dos anos a travessia esteve várias vezes interrompida, em algumas situações por largos períodos, ou devido a avarias na embarcação ou pelo assoreamento do canal de navegação.
Em maio de 2022, a ligação foi interrompida devido a “problemas graves” no cais galego que impediam a atracação do ‘ferry’ na margem galega, mas resolvida essa questão o assoreamento do rio não permitiu que voltasse a funcionar.
Pedro Almeida fotografou a trovoada, na madrugada desta terça-feira, em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha.
“Festival elétrico sobre o Atlântico”, descreve o fotógrafo, descrevendo que as imagens foram captadas pelas 03:54.
Foto: Pedro AlmeidaFoto: Pedro Almeida
Recorde-se que os distritos de Braga e Viana do Castelo, bem como outros 11 do território continental, estão sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje devido à trovoada.
O IPMA alerta para “condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm numa hora, granizo com diâmetro inferior a dois centímetros e rajadas entre 70 e 90 km/h”.
O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.