Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Distrito Federal, Acre, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina não terão alterações nos locais de votação no segundo turno.
No entanto, Tocantins e Rio de Janeiro têm divergências entre as informações do TSE e dos tribunais regionais.
Enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins informa que não houve mudança de endereço de votação entre o primeiro e o segundo turno, o TSE aponta mudança em duas seções na cidade de Itaguatins.
Por outro lado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro indica uma alteração em local de votação no bairro de Brás de Pina, na zona norte da capital fluminense (seções 123, 124, 125, 126 e 127 da 188ª Zona Eleitoral)., enquanto o TSE informa que no estado não teve mudanças de endereço de votação entre os dois turnos das eleições 2026.
Alterações
Os números oficiais do TSE desta segunda-feira (19) apontam mudanças no endereço de 444 seções eleitorais em 22 estados do país. Isso significa que 130 mil eleitores vão votar no dia 25 em local diferente do que votaram no primeiro turno.
A maioria dos eleitores afetados estão em Minas Gerais (29.715), Paraná (17.968) e Amapá (11.614 ).
De sábado (17) até esta segunda, o TSE alterou duas vezes o número de locais de votação que terão mudança de endereço em todo o país. O Tribunal explica que as alterações são definidas pelos tribunais eleitorais dos estados (TREs) e que os números ainda podem mudar.
Na dúvida, tanto o TSE como os TREs orientam os eleitores a consultarem, com antecedência, o local de votação. Pelo aplicativo E-título, o eleitor deve acessar a opção “Onde Votar”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (19) que 444 seções eleitorais terão alteração de endereço de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026.
Isso significa que 130 mil eleitores de 22 estados vão votar no dia 25 em local diferente do que votaram no primeiro turno. A maioria dos eleitores afetados estão em Minas Gerais (29.715), Paraná (17.968) e Amapá (11.614 ).
No sábado, o Tribunal havia divulgado mudança de endereço de 4,3 mil seções. No domingo eram 1.116. Hoje, o número diminuiu mais uma vez. Segundo o TSE, as alterações nos locais de votação são definidas pelos tribunais eleitorais dos estados (TREs), já que a justiça local conhece melhor a realidade de cada zona eleitoral.
O TSE alerta que estão sendo feitos ajustes em relação aos locais de votação, por isso esses números ainda podem mudar.
Dados divergentes
O problema é que os dados do TSE diferem, em alguns casos, dos dados dos TREs. O site do TRE do Tocantins, por exemplo, informa que todos os locais de votação foram mantidos entre o 1º e o 2º turno. Porém, no sistema do TSE constava, até a tarde desta segunda-feira (19), ao menos duas seções alteradas na cidade de Itaguatins, afetando 382 eleitores.
Na dúvida, tanto o TSE como os TREs orientam os eleitores a consultarem, com antecedência, o local de votação. Pelo aplicativo E-título, o eleitor deve acessar a opção “Onde Votar”.
O estado de São Paulo teve dois locais de votação alterados para o segundo turno nas eleições. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, as mudanças foram necessárias “por motivo de força maior”, em decorrência de danos causados pelas fortes chuvas.
As mudanças foram feitas na capital e em Presidente Prudente.
Eleitores da 256ª Zona Eleitoral do Tucuruvi, que votam na Escola Estadual Conselheiro Ruy Barbosa, na Rua Professor Antônio Castelar de Franceschi, 200, no Horto Florestal, serão transferidos para o Recanto Nossa Senhora de Lourdes, na Avenida Luís Carlos Gentile, 1736, na Vila Rosa.
Segundo o TRE-SP, neste local votam 4.649 eleitores de 12 seções eleitorais. São elas: 185, 186, 187, 188, 189, 190, 239, 257, 306, 339, 420, 432.
A mudança, neste caso, foi necessária porque no dia do primeiro turno a escola ficou alagada por causa das fortes chuvas e ventos e sofreu danos estruturais no telhado.
Presidente Prudente
Já na cidade de Presidente Prudente, os eleitores da 402ª Zona Eleitoral e que votam na Escola Estadual Florivaldo Leal, na Rua Piracicaba, 90, serão transferidos para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que fica na Rua Roberto Simonsen, 303, Jardim das Rosas.
A mudança já havia ocorrido no primeiro turno, já que o forte temporal que atingiu a cidade naquele dia provocou o destelhamento da escola.
Neste local, informou o TRE, votam 3.267 eleitores de 12 seções eleitorais. São elas: 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 171, 201.
Novas alterações
O TRE informou que as duas mudanças ocorridas aconteceram por motivos extraordinários, devido às chuvas que provocaram danos estruturais nos prédios e que novas mudanças não estão descartadas.
“É possível que até o dia da realização do segundo turno, haja novas mudanças pontuais de local de votação, por situações não previstas e inevitáveis”, disse o comunicado do TRE-SP.
Dicas
Para evitar problemas no dia da eleição de segundo turno, o TRE-SP orienta para que cada eleitor faça a consulta do seu local de votação com antecedência, buscando informações no site do Tribunal, na seção Autoatendimento, clicando em Consultas e escolhendo a opção Onde Votar. A busca também pode ser feita por meio do aplicativo e-Título, selecionando a opção Onde Votar, na tela inicial.
A consulta para os eleitores do estado de São Paulo pode ser feita ainda pelo chatbot do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nova ferramenta para atendimento ao eleitor disponível no site institucional do TRE-SP (opção Atendente Virtual do menu “Serviços”) e no WhatsApp: (11) 3130-2200.
O estado de São Paulo tem mais de 11 mil locais de votação, formados por escolas, faculdades e outros espaços – e que abrigam 103.904 seções eleitorais ou salas de votação.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “dominou o debate” contra o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite deste domingo, 18, na TV Bandeirantes. Durante coletiva na Arena A TARDE, nesta segunda-feira, 19, o governador também criticou a estratégia de posicionamento de câmera adotada por Flávio Bolsonaro ao longo do embate.Para Jerônimo, apesar da tentativa de desestabilização por parte do adversário, o presidente demonstrou “maturidade” e buscou apresentar suas propostas para os eleitores que assistiam ao programa.“Flávio tentou desestabilizar o presidente Lula, mas o Lula é presidente da República por três vezes. Demonstrou maturidade, quis discutir, respondeu às questões e ele [Flávio] não respondeu. O Lula dominou o debate; ele [Flávio] tentou puxar a discussão para um lado que o Lula não pode ir, para o campo da carestia. [...] Espero que no debate da Globo a gente possa ter um debate mais qualificado”, comentou Jerônimo.
Lula na BahiaDurante a coletiva, o governador foi questionado pelo portal A TARDE em relação à escolha de Juazeiro como a última agenda de campanha do presidente Lula na Bahia este ano. Segundo o gestor, o ato foi articulado pela coordenação nacional, visando fazer uma integração entre a Bahia e Pernambuco, dois estados considerados eleitoralmente estratégicos.“A coordenação sabe que a Bahia e o Nordeste podem apresentar uma grande margem. Então, atravessar aquela ponte Bahia-Pernambuco, de Juazeiro para Petrolina, gera aquela imagem forte. De um lado e do outro a passagem é urbana, com a ponte sendo duplicada, uma obra muito importante. Portanto, teremos nossa equipe lá e espero que amanhã dê tudo certo para que a gente faça uma grande agenda em Juazeiro e Petrolina”, disse o governador.Lula vai virar a disputa contra Flávio?Apesar de Lula ter terminado atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Jerônimo demonstrou otimismo na vitória do atual presidente. Na coletiva, o governador apontou que Lula tem crescido nas intenções de voto nas pesquisas e, em razão disso, na realidade, já teria “virado o jogo” contra o senador do PL.
Tenho certeza que nós iremos vencer essas eleições, mas é preciso a gente ter caminhada forte até domingo
Jerônimo Rodrigues
“Vocês já conhecem pesquisa: quando os institutos daqui da Bahia começam a dar empate técnico ou colocar a gente em uma virada pequena, é porque nós já viramos o jogo. O Lula já virou o jogo, mas nós não podemos ficar brincando com isso, precisamos consolidar a virada até domingo às 17h. Esses movimentos estudantis na rua não são à toa: eles sabem que podem perder o Pé-de-Meia, perder as bolsas de estudo, e os professores sabem que os recursos do MEC serão reduzidos”, destacou o governador.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou sem resposta direta a maior parte das perguntas que recebeu no primeiro debate do segundo turno, realizado pela Band no domingo, 18. Das 21 perguntas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela mediação, o candidato do PL respondeu ao ponto central em apenas cinco. Em outras 11, respondeu parcialmente e, em outras cinco, mudou de assunto ou contra-atacou. Os dados são do levantamento feito pelo portal Brasil de Fato, baseado na íntegra da transmissão.
Um dos temas mais recorrentes foi o destino dos R$ 134 milhões negociados com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula abordou o assunto ao menos sete vezes durante o debate.Flávio afirmou que o dinheiro seria destinado ao filme, mas não detalhou o percurso dos recursos. “Já expliquei várias vezes. Vou explicar quanto for necessário”, declarou. Em seguida, disse que já havia prestado os esclarecimentos que considerava necessários.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro frente a frente no debate da Band
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Foto: Renato Pizzutto | Band
Outro assunto foi a compra de um imóvel que, segundo Lula, custou R$ 10 milhões e teve parte do pagamento associada a recursos do Banco de Brasília (BRB), instituição envolvida no caso Master. Flávio respondeu que comprar um bem “com o suor do seu trabalho” não seria um problema e criticou o filho do presidente, Lulinha. Lula retomou a questão no fim do debate, mas não obteve uma resposta específica sobre o BRB.Voto sobre licença-maternidade também foi questionadoLula perguntou por que Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual, teria sido o único dos 49 parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a votar contra uma proposta de ampliação, em dois meses, da licença-maternidade das funcionárias da Casa, em 2009.“O que você tem contra as mulheres?”, questionou o presidente. Flávio negou ter algo contra as mulheres, citou a esposa e as filhas e mudou o assunto para a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.“Você não respondeu à pergunta […]. Por que você votou contra?”, insistiu Lula. O senador não apresentou uma explicação específica para o voto.O presidente também questionou a contratação de familiares de uma pessoa que, segundo ele, estaria ligada ao chamado Escritório do Crime, grupo criminoso apontado como envolvido em homicídios no Rio de Janeiro.Flávio respondeu com críticas ao governo petista e citou pessoas condenadas em processos relacionados ao Mensalão e à Petrobras. “Eu fiz três perguntas e você não respondeu a nenhuma”, rebateu Lula.Milei e hospitais federais do RioLula perguntou três vezes se Flávio Bolsonaro considera o presidente argentino Javier Milei um modelo de governo e se adotaria medidas de corte de gastos semelhantes às representadas pela motosserra usada pelo argentino em atos públicos.O senador não respondeu diretamente se tem Milei como referência. Em vez disso, criticou os aliados internacionais de Lula, citando Nicarágua, Venezuela e Irã, e afirmou que a direita pretende corrigir problemas que, segundo ele, foram deixados pela esquerda. Também prometeu um “tesouraço na corrupção”.A situação dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro foi outro tema levantado pelo presidente. Flávio classificou as declarações de Lula como mentirosas e passou a abordar outros assuntos, sem tratar especificamente das unidades de saúde.Caso de policial e desafio sobre sigilosLula também perguntou duas vezes por que Flávio Bolsonaro teria atuado, como senador, para evitar a prisão de um policial acusado de matar uma criança de cinco anos com um tiro de fuzil.O candidato do PL questionou o presidente sobre a proporção de presos que, segundo ele, teriam votado em Lula. Depois, afirmou que o chefe do Executivo “não pode criminalizar a advocacia” e argumentou que o policial ainda não havia sido julgado. Não explicou sua própria atuação no caso.Na parte final do debate, Lula desafiou o adversário a abrir, no dia seguinte, os sigilos bancário e telefônico das duas famílias e entregar as informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes da eleição.“Eu não tenho absolutamente nada a esconder”, respondeu Flávio, que, em seguida, acusou Lula de receber dinheiro “por fora”. O senador não aceitou nem recusou de forma explícita o desafio.
Nunca se tinham cruzado nesta campanha presidencial. Debate durou 2 horas, teve muitos ataques, acusações – e poucas propostas. O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foi marcado por poucas propostas, sucessivas trocas de ataques pessoais e acusações de corrupção, com o senador a apostar na segurança e o Presidente brasileiro na defesa do legado. Com os moderadores a intervirem pouco, os candidatos à Presidência do Brasil aproveitaram repetidamente as intervenções para se atacarem mutuamente e tentar ganhar vantagem para as eleições de domingo. O debate, que durou cerca de duas horas, com três curtos intervalos,
Flávio Bolsonaro surpreendeu com uma vitória na primeira volta, mas Lula está a ter uma melhoria nas sondagens. Com um debate inesperado entre candidatos, quem está mais à frente na corrida?
Foi o primeiro debate entre os dois candidatos presidenciais, uma vez que na primeira volta não houve debates. Ainda, Carneiro diz que André Ventura é candidato ao "prémio Nobel da hipocrisia".
É o primeiro frente a frente entre os dois candidatos à presidência brasileira, uma vez que não houve debates na primeira volta. Ainda, manifestantes continuam em Lisboa e no Porto.
O frente a frente está marcado para a meia-noite, hora de Lisboa. Ainda, manifestantes acampados em Lisboa e no Porto pretendem manter-se em protesto ao longo do dia de hoje.
O Partido Novo informou, por meio das redes sociais, que entrou, neste sábado (17), com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra os atos musicais pela democracia.
As manifestações estão marcadas para este domingo (18), em vários em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Florianópolis e Curitiba, entre outras.
No Rio, o evento conta com a participação de Caetano Veloso, Simone, João Bosco, Frejat, Marina Sena e Fernanda Abreu. Em Salvador, o ato é liderado pela cantora Daniela Mercury.
O Novo argumenta que os atos são showmícios em favor do candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o que seria vedado pela legislação eleitoral.
O coletivo 342 Artes, um dos organizadores dos atos, informa que a legislação não proíbe artistas de expressarem suas opiniões políticas.
Nesta sexta (16), o TSE encerrou ação contra os atos musiccais proposta por Leonardo Aragão, deputado estadual do Rio que é do partido Mobiliza. O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, relatou que Aragão não tinha legitimidade para entrar com uma ação ligada à disputa presidencial.
Realizam-se se hoje manifestações em todo o país convocadas pela central sindical. Ainda, Flávio Bolsonaro promete respeitar o resultado da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil.
Em causa está um alegado crime de difamação durante a campanha para as últimas eleições autárquicas em Vila Verde. Ainda, foi aprovado por unanimidade o alargamento da licença parental.
O Major-General Arnaut Moreira critica a postura de Trump na compra de combustível à Rússia. Afirma também que os negócios não podem esperar pela paz na Ucrânia.
Magdalena Andresson já falhou, duas vezes, a formação de uma coligação. O presidente do Parlamento poderá entregar a formação do Governo ao líder conservador. Se a 4ª tentativa falhar haverá eleições.
A lenda da música tirou a cidadania nos EUA para votar contra Donald Trump. Já a nova porta-voz da Casa Branca não tem carteira de advogada, é acusada de usurpação de funções e ainda foge à Ucrânia.
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 14 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da escala 6×1, que estabelecia seis dias de trabalho, com somente uma folga por semana. O novo texto constitucional prevê a redução gradual da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 que a jornada de trabalho no Brasil não sofria uma redução. Foi a Constituição da redemocratização do país que diminuiu para 44 horas a jornada máxima de trabalho semanal que era até então de 48 horas.
A chamada “PEC do fim da 6×1” é uma das principais bandeiras de campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação teve 75 votos favoráveis e apenas um contra, o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro. No fim da votação dos dois turnos, os senadores aliados ao governo chegaram a entoar um dos jingles mais famosos da campanha à reeleição de Lula.
A votação em dois turnos no mesmo dia foi viabilizada a partir do requerimento apresentado à Mesa Diretora pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-CE), que conquistou a assinatura de 56 senadores para aprovação do pedido. Partidos de oposição ao governo, como Progressistas (PP) e Partido Liberal (PL), liberaram suas bancadas para votação da PEC. A bancada do Republicanos votou a favor da proposta.
Líder do PT no Senado, Teresa Leitão foi a articuladora da votação da PEC em dois turnos
“Sim, principalmente pelas trabalhadoras, mães atípicas, que serão as mais beneficiadas”, afirmou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), durante a votação. O apoio às mães atípicas é uma das principais bandeiras defendidas pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, que ocupará uma cadeira no Senado Federal no próximo ano.
Na abertura da sessão desta quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou que cumpriu com sua palavra ao pautar a discussão da PEC. “Nos últimos meses e semanas, afirmei publicamente que a proposta seria pautada depois das eleições. Assumi esse compromisso para que cada senador e senadora pudesse decidir, passada a disputa eleitoral, com liberdade, consciência e convicção. Hoje, nesta sessão deliberativa, cumpro a minha palavra”, declarou Alcolumbre. “Para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa é uma mudança gigantesca”, completou.
Em suas redes sociais, o presidente Lula também comemorou a aprovação. “É oficial: a escala 6×1 acabou! Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida. Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver”, declarou a postagem do presidente na rede social X (antigo Twitter).
Mesmo ausente no Senado, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro também votou, de forma online, a favor da PEC que põe fim à Escala 6×1. Até a última terça-feira, 13 de outubro, o candidato evitou se comprometer com a votação da proposta e defendia como alternativa ao fim da escala 6×1, a inclusão na Constituição do regime de pagamento por hora trabalhada. A mudança ocorreu depois de uma visita ao pai, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, condenado pela tentativa de golpe de Estado.
Flávio Bolsonaro não se manifestou nas redes sobre o assunto e preferiu publicar um vídeo, na noite desta quarta-feira, defendendo a redução da maioridade penal.
O caminho até a aprovação da PEC
A votação foi pautada após ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados no dia 27 de maio deste ano. Na ocasião, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a discussão pelo plenário no mesmo dia em que o parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado na Comissão Especial sobre o tema da Casa Legislativa por 34 votos favoráveis e 4 contrários. Já no plenário, a aprovação do texto veio com 472 votos a favor e 22 contra, no primeiro turno e 461 a 19, no segundo turno.
Apesar de ter sido aprovada pela Câmara em maio, a PEC só voltou a ser discutida no Congresso Nacional cerca de quatro meses depois. A demora inspirou a oposição e o Centrão a desenvolver a proposta de substituir o fim da jornada 6×1 pelo regime de trabalho pago por hora em junho deste ano, como mostrou a Agência Pública. O acordo para retomar a tramitação da PEC ocorreu já no segundo semestre entre o presidente Lula, Alcolumbre e Hugo Motta. Os três se encontraram em 27 de agosto, no Palácio da Alvorada, e indicaram o avanço na tramitação de propostas de interesse do governo, entre elas as PECs da Escala 6×1 e da Segurança Pública, que estavam paradas na Casa Alta.
A reunião ocorreu após meses de afastamento entre o governo federal e Alcolumbre, iniciados quando o Senado rejeitou a indicação por Lula de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Já como resultado do acordo, na última semana de atividades do Congresso, antes do recesso eleitoral, durante o chamado esforço concentrado, as duas PECs foram deliberadas e aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator da PEC sobre a jornada de trabalho na CCJ, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as emendas apresentadas e não alterou o texto da proposta, como parte da estratégia do governo para que a PEC continuasse caminhando na Casa. Se o relatório fosse alterado por Aziz, a proposta deveria voltar à Câmara para ser novamente analisada pelos deputados.
Aprovada de forma simbólica, apenas quatro senadores registraram seus votos e se posicionaram contra a proposta na Comissão: Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Jaime Bagattoli (PL-RO), Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Proposta de pagamento por horas trabalhadas
O senador Rogério Marinho, que também é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, apresentou em maio uma PEC que flexibiliza a jornada de trabalho. No lugar do fim da escala 6×1, a proposta defende que o trabalhador possa escolher entre o regime previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou o pagamento por horas trabalhadas, em um regime flexível determinado a partir do acordo entre patrão e empregado. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam pagos proporcionalmente.
Senador Rogério Marinho (PL-RN) é autor da PEC que pretende criar no Brasil o regime de trabalho com pagamento por hora
Apesar de ter afirmado nesta terça-feira, dia 13 de outubro, que votaria no plenário a favor do fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro apoia a PEC apresentada por Marinho. Não à toa, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou, antes do início da sessão de votação que pode acabar com a escala 6×1, que Flávio deve caminhar com a tramitação da PEC que flexibiliza a jornada de trabalho.
“Queremos redução da jornada de trabalho e liberdade para o trabalhador. Como o governo só quer fazer demagogia eleitoral, votamos o fim da jornada 6×1 e ano que vem aprovamos o pagamento por hora trabalhada”, declarou Sóstenes. A jornalistas, o líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou, também, que o PL vai trabalhar no próximo ano, em um possível governo de Flávio, para mudar o que for aprovado na PEC da 6×1.
Durante a votação, a senadora Teresa Leitão, líder do governo no Senado, chamou atenção para a estratégia da oposição de mudar a pauta. “Tem votos que estão vindo agora [para a PEC do fim da 6×1] para Flávio melhorar na eleição, mas depois esses votos vão mudar na posição de uma nova PEC”, afirmou em referência a “PEC das horas trabalhadas”, de Rogerinho Marinho.
Quando a PEC do fim da escala 6×1 ganhou força?
Apesar de propostas para reduzir a jornada de trabalho terem sido apresentadas no Congresso Nacional desde 1990, a luta pelo fim da escala 6×1 alcançou maior popularidade somente nos últimos três anos, após a repercussão de uma petição pública online organizada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo atual vereador e deputado federal eleito Ricardo (Rick) Azevedo (PSOL-RJ).
Vereador Rick Azevedo foi o fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) que inspirou a proposta de fim da escala 6×1 no Brasil
Em 2023, antes de entrar na carreira política, Azevedo trabalhava como caixa em uma farmácia no Rio de Janeiro, quando publicou vídeos no TikTok compartilhando sua rotina, com seis dias de trabalho e apenas um de descanso. “Eu não tenho filho, não tenho marido, sou sozinho e não consigo fazer as coisas, imagina quem tem tudo isso e casa para cuidar. A pessoa se doa para a empresa seis dias na semana e só tem um dia para folgar, isso para ganhar um salário mínimo”, declarou em uma das publicações.
Com a viralização dos vídeos, ele criou grupos nos aplicativos de mensagens instantâneas WhatsApp e Telegram que impulsionaram o movimento. Depois de ser catapultado a uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Rick Azevedo chega à Câmara dos Deputados em 2027, após alcançar mais de 190 mil votos nas eleições deste ano.
A jornada de trabalho pode inclusive impactar no direito ao voto, conforme a Agência Pública mostrou nesta reportagem. Depois de acompanhar as dificuldades dos trabalhadores que encaram a escala 6×1 para votarem nas eleições de 2022 e 2024, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio Grande do Sul obrigou um grupo de empresas a garantir que os empregados tivessem tempo de votar no primeiro turno das eleições deste ano.
A petição “Por um Brasil que vai além do trabalho: VAT e Ricardo Azevedo na vanguarda da mudança” atingiu quase três milhões de assinaturas, chegando a ser citada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na justificativa da PEC 8/2025, apresentada por ela e outros parlamentares. A proposta previa o modelo 4×3 de jornada de trabalho.
No texto, Hilton afirma que a alteração “reflete um movimento global em direção a modelos de trabalho mais flexíveis aos trabalhadores, reconhecendo a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado de trabalho e às demandas por melhor qualidade de vida dos trabalhadores e de seus familiares”.
A proposta da deputada ganhou tração na Câmara e passou a tramitar junto à PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que defendia a redução de 44 para 36 horas semanais de trabalho. “Todos tentaram impedir que a nossa matéria desse andamento, quando ela foi protocolada na Câmara. Na própria Câmara houve inúmeras tentativas de obstruir, colocar emendas, mudar o tempo de transição que havia sido proposto. Todas as manobras regimentais foram usadas, mas nós conseguimos aprovar com um quórum altíssimo de deputados”, declarou a deputada a jornalistas nesta quarta-feira, 14 de outubro, durante a sessão da 6×1 no Senado.
Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) esteve no Senado e acompanhou a votação da PEC que altera a jornada de trabalho
“Os trabalhadores estão aguardando pelo fim da escala 6×1. E nenhuma manobra feita pelos aliados do Flávio Bolsonaro, inclusive já há apresentação de requerimento para tentar aprovar a PEC das horas trabalhadas [referência a PEC apresentada por Rogério Marinho], e emenda tentando mudar o tempo de transição, mas todas elas também serão derrotadas”, completou.
Com maior projeção após a defesa do fim da escala 6×1, Hilton foi reeleita no pleito de 2026 com mais de 1,5 milhão de votos, alcançando a marca de mulher mais votada da história na Câmara dos Deputados.
A visita de Filipe VI a Ceuta destaca gestão de Sánchez na crise migratória. A mês e meio das eleições, o tema regressa à campanha. Entre Ceuta e Maricarmen, qual vai determinar o resultado eleitoral?
Ceuta regressou ontem ao primeiro plano político em Espanha na sequência de uma visita real que recordou os acontecimentos de 30 e 31 de Julho e a forma como governo de Sánchez (não) geriu essa crise.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, se reuniu nesta terça-feira (13) com os representantes das campanhas dos candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Durante o encontro, o presidente demonstrou preocupação com aumento da judicialização das campanhas no TSE. Segundo Kassio, número de processos já supera 200% os do pleito presidencial de 2022, com perspectiva de elevação.
"Tratamos da judicialização excessiva, buscando entendimento para a diminuição do número de ações no TSE", afirmou.
Após a reunião, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que a campanha de Lula quer colaborar com a redução da judicialização, mas defende que as duas campanhas sejam tratadas da mesma forma.
"Nós temos a postura de colaborar, de impedir a judicialização, de impedir o volume de medidas tomadas, mas isso precede a campanha não ser agredida e que não haja o desequilíbrio da disputa", afirmou.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) e advogada Maria Claudia Bucchianeri participaram da reunião na condição de representantes da campanha de Flávio, mas não falaram com a imprensa.
A reunião com as campanhas ocorreu após o presidente do TSE derrubar a decisão do ministro Vilas Bôas Cuêva, que determinou a suspensão do funcionamento do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, atendendo a pedido da campanha de Flávio.
Mais cedo, Kassio liberou o canal após a campanha de Lula registrar o canal no TSE.