La Fiscalía archiva la denuncia contra Albiol por el desalojo del instituto B9 en Badalona



Os beneficiários do Programa Regional Algarve 2030 terão de submeter, até dezembro de 2026, despesas correspondentes a mais 58 milhões de euros de financiamento europeu, de modo a cumprir as metas financeiras estabelecidas e salvaguardar os recursos atribuídos à região. O desafio esteve no centro de uma reunião de trabalho que juntou autarcas e responsáveis de várias entidades públicas, com o objetivo de identificar dificuldades e acelerar a concretização dos investimentos ainda durante este ano.
A reunião, promovida no âmbito do acompanhamento da execução do Programa Regional Algarve 2030, permitiu avaliar o estado dos projetos financiados e os procedimentos necessários para transformar as candidaturas aprovadas em investimentos efetivamente realizados.

O encontro reuniu presidentes de câmara, outros autarcas e representantes de municípios e empresas municipais, bem como responsáveis da Águas do Algarve, da Universidade do Algarve, da Unidade Local de Saúde, da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Proteção Civil.
A necessidade de acelerar a execução financeira dos projetos constituiu um dos principais temas da reunião, tendo em conta os compromissos assumidos para 2026.
De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), os beneficiários públicos terão de apresentar, até ao final do ano, despesas correspondentes a mais 58 milhões de euros de financiamento comunitário, garantindo o cumprimento da chamada regra N+3.
Esta regra estabelece prazos para a utilização dos fundos europeus, tornando essencial que os investimentos aprovados avancem dentro dos períodos definidos.
O cumprimento da meta é considerado determinante para salvaguardar os recursos financeiros destinados ao Algarve e assegurar a continuidade dos projetos apoiados pelo programa.
Entre as intervenções que exigem acompanhamento encontram-se as obras relacionadas com o ciclo urbano da água, cuja execução envolve procedimentos administrativos e trabalhos no terreno.
A reunião serviu igualmente para identificar obstáculos que possam comprometer o cumprimento dos prazos e avaliar as medidas necessárias para ultrapassar essas dificuldades.
O encontro contou com a participação do secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e de responsáveis pela gestão e acompanhamento dos fundos europeus.
Estiveram presentes José Apolinário, presidente da Autoridade de Gestão do Algarve 2030, e Aquiles Marreiros, vogal executivo da mesma entidade.
Participaram também Cláudia Joaquim, presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), e Elisabete Quintas, vice-presidente daquele organismo.
Durante a sessão, os participantes analisaram os compromissos de cada entidade beneficiária e os passos necessários para converter os projetos aprovados em despesas efetivamente executadas.
A discussão centrou-se também na identificação de dificuldades e na definição de condições que permitam acelerar os investimentos, numa fase considerada decisiva para o cumprimento das metas financeiras do programa.
A CCDR Algarve destaca a importância de manter um acompanhamento próximo dos projetos e de reforçar a articulação entre a Autoridade de Gestão do Algarve 2030, a AMAL e as restantes entidades públicas beneficiárias.
O objetivo é assegurar que os investimentos avancem em tempo útil, evitando atrasos que possam comprometer a utilização dos fundos comunitários disponíveis.
A entidade regional considera ainda fundamental que o financiamento europeu se traduza em intervenções concretas, capazes de responder às necessidades da população e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Algarve.
Com o final de 2026 a aproximar-se, a execução dos projetos financiados pelo Algarve 2030 assume particular relevância, numa altura em que os beneficiários públicos enfrentam o desafio de cumprir os compromissos financeiros e assegurar a continuidade dos investimentos previstos para a região.

A politóloga Aida dos Santos, nascida em Faro em 1992, foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha de 2026, graças à obra “Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas”, dedicada às desigualdades sociais e às experiências das mulheres que vivem nas periferias espanholas.
O galardão, no valor de 30 mil euros, reconhece um trabalho que, segundo o júri, se distingue pela “a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia”.
A avaliação consta de um comunicado do Ministério espanhol da Cultura, datado de 6 de outubro, divulgado na segunda-feira pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
A publicação analisa as desigualdades que afetam estas comunidades, recorrendo a relatos pessoais e a investigação histórica para contextualizar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. “Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres”, acrescenta o mesmo comunicado.
Editado pela espanhola Debate, o ensaio “propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social”.
“O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas”, realçou o comunicado.
De acordo com a biografia disponibilizada pela organização do prémio, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, sendo também técnica de investigação social aplicada e analista de dados.
Numa nota de congratulação, a Embaixada de Portugal em Madrid destacou as origens algarvias da autora, nascida em Faro, filha de pai português e mãe espanhola, e criada no país vizinho.

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‘Éramos unos niños’, las emblemáticas memorias de juventud de la madrina del punk, vuelven a leerse gracias al impulso de las nuevas generaciones de lectores
Dos novelas inéditas de Ignacio Aldecoa aparecen en un archivo de Madrid
“Éramos unos niños es el libro que más me ha influenciado. Es un libro increíble y una cápsula del tiempo de cuando la creatividad estaba surgiendo de verdad”. Son palabras de Dua Lipa, la reina Midas de la prescripción literaria en la era de BookTok, BookTube y Bookstagram. Fue en esta última red social donde la apodada como “madrina del punk” compartió un selfi junto a Rosalía el pasado mes de octubre, tras actuar en el Teatro Real de Madrid como parte de la gira por el 50 aniversario de su mítico álbum debut, Horses (1975). “Quiero llorar”, le contestó la catalana, “Te adoro”. Poco después se sabría que una grabación de Smith aparece en una de las canciones de Lux, el último álbum de la artista española.
Dua Lipa y Rosalía no han sido las primeras en descubrir a Patti Smith (Chicago, 1946), claro, pero no todos los artistas pueden jactarse de contar entre sus incondicionales a jóvenes que han crecido con el reguetón, el trap y la música electrónica como banda sonora popular. Y, por si no fuera poco, no solo entonan sus temas, sino que la leen. Leen sus versos y sus libros de memorias. Porque resulta que Patti Smith también escribe, y dibuja, y fotografía, y hace activismo por el medio ambiente, el pacifismo y los derechos humanos, y nada de eso se le da nada mal. También lo decían Joan Didion, William S. Burroughs y Edmund White.
Su título más emblemático, Éramos unos niños (National Book Award de No ficción 2010), ha vuelto a las librerías en una nueva edición con motivo de su reciente gira y del lanzamiento inminente de lo que se han descrito como sus “memorias definitivas”, Pan de ángeles (2025), que ha llegado a las mesas de novedades este mes de noviembre. Lumen, la editorial que desde hace años se encarga de publicar su obra en castellano, reedita con una nueva cubierta este libro de memorias de juventud con traducción de Rosa Pérez.
Érase una niña pícara, flaca y desgarbada que se enamoró de los libros. No brillaba en los estudios ni en la oración; desafiaba a la autoridad y le decían que tenía la cabeza en las nubes. Su familia, trabajadora, le transmitió el gusto por el arte en su totalidad: la lectura, las artes visuales, la música. Aquellas experiencias le provocaron epifanías silenciosas que, poco a poco, forjaron su identidad. Y así, esa chiquilla rebelde llamada Patricia Lee Smith creció entre clases de catequesis, castigos en la escuela y momentos de intimidad reveladora en compañía de Arthur Rimbaud, Pablo Picasso, Diego Rivera y los demás creadores que avivaron su imaginario y su espíritu.
No era una niña mona con falda de cuadros de colegio privado. Se identificaba más con el “chicazo” (sic) Jo March, la protagonista de Mujercitas (1868), la novela que le abrió el camino a la posibilidad de ganarse la vida con sus palabras. El clásico de Louisa May Alcott une a Patti Smith con Simone de Beauvoir, Susan Sontag, Gloria Steinem, Ursula K. Le Guin y otras muchas autoras que han reconocido la influencia crucial que tuvo el libro en su determinación de convertirse en escritoras. Ahí terminan las semejanzas: la futura cantante de rock se nutrió asimismo de artistas que entonces no eran canónicos: el arte vanguardista y la música underground, que se cruzaban con su educación religiosa.
En la adolescencia compaginaba los estudios con un empleo en una fábrica. Nunca tuvo reparos a la hora de arremangarse; había asumido con naturalidad que tenía que arrimar el hombro, no lloriqueaba por no poder volcarse en su vocación, iba tirando. Se matriculó en la carrera de Magisterio –la primera universitaria de su familia–, aunque fue solo por el empeño del padre, y no la terminó. Tuvo un embarazo precoz, fruto de la relación con un chico aún más inmaduro que ella, y dio a su hijo en adopción. Nunca ha ocultado esa experiencia, que por supuesto la marcó, pero no se autocompadece.
Hubo un momento, en su primera juventud, en el que su cabeza hizo “clic”. Tenía que perseguir sus sueños, era ahora o nunca. Y el camino no estaba en la facultad, en el plato de comida caliente de su madre y las calles conocidas de su barrio. Tenía que marcharse, aunque careciera de certezas; tenía que seguir el camino que habían iniciado los artistas que le trastocaron la mente. El destino ya no era el París bohemio donde fumaban los poetas de principios de siglo, sino la metrópoli que por aquel entonces era la cuna del movimiento contracultural.

“Era un buen día para llegar a Nueva York. Nadie me esperaba. Todo me aguardaba”. Y así, con una mano delante y otra atrás, pero con la disposición absoluta de quien cree en sí mismo, llegó a la gran ciudad. Buscaría trabajo, haría contactos con quienes sí podían estudiar las disciplinas que le interesaban, se movería por el círculo cultural y artístico. Por supuesto, todo resultó mucho más difícil de lo que esperaba. Su falta de feminidad en el vestir y en las formas le cerró muchas puertas. Pasó hambre, durmió en la calle, se intentaron aprovechar de ella; pero lo cuenta sin victimizarse. Ya entonces era una tipa dura. Con el corazón sensible, eso siempre, pero tenaz y cabezota y libre.
Sobre todo eso, libre, una palabra que se repite como un mantra a lo largo del libro. No solo la pronuncia ella: en Brooklyn conoce a alguien que marcará su vida para siempre, como ella lo marcará a él. Serán colegas, amantes, novios, compañeros de penurias y de brotes de creatividad. Amigos, serán amigos; de los que no huyen cuando sube la marea. Ellos se enfrentaron a muchas olas, pero tanto él como ella tenían convicción, creían en sí mismos, en dedicarse al arte, aunque nadie se lo hubiera pedido, aunque nadie hubiera elogiado su talento, aunque nadie les regalara nada. Tenían su instinto, y sus manos.
Él era el fotógrafo Robert Mapplethorpe (Nueva York, 1946-Boston, 1989), fallecido de complicaciones por el sida a los 42 años. Éramos unos niños, el libro dedicado a relatar los entresijos de su amistad, se abre con el momento de su muerte: era el final del sueño, el sueño de aquellos jóvenes pobres, libres y enamorados del arte que vivieron el verano del amor entre empleos de poca monta, sopas de lechuga (“mi especialidad […] Aquella exquisitez consistía en caldo de pollo aderezado con hojas de lechuga”) y varios discos rayados de tanto oírlos en bucle porque rara vez podían permitirse comprar otros.
Se conocieron mientras ella trabajaba como cajera, y más tarde un encuentro casual pero afortunado (él la salvó de un escritor que quería propasarse) los unió para siempre. Se dieron cuenta de que ambos se habían comprometido con el arte y la vida bohemia: “Era artista y lo sabía. No se trataba de una noción infantil. Se limitaba a reconocer lo que era suyo”. Compartieron habitación, libros, canciones, hundimientos. Se amaron, fueron algo parecido a una pareja. Y se traicionaron. Ella se fue a París con su hermana, halló nuevas inspiraciones. Él se perdió a sí mismo. Hasta que se volvieron a encontrar.
Es a partir de esa segunda etapa de su relación que comprendieron de qué forma podían salir adelante. Robert le confesó su identidad homosexual, que había tratado de reprimir, resultado de la educación de una familia religiosa muy estricta (a ella también la habían educado en el cristianismo, pero desde una mentalidad abierta a las nuevas costumbres). Dejaron Brooklyn atrás y se mudaron al Hotel Chelsea, popular porque por allí pasaban las figuras de la escena underground de la que aspiraban formar parte. Compartían una habitación minúscula, pero con el orgullo de poder pagarla, de no deberle nada a nadie.
“Al parecer, queríamos lo que ya teníamos, un amante y un amigo con quien crear, codo con codo. Ser fieles, pero libres”. Los años sesenta, en el ambiente en el que se movían, propiciaron una apertura de conciencias que les permitió explorar su sexualidad y tratar de construir relaciones bajo paradigmas alternativos al matrimonio tradicional. Al igual que con su vocación habían elegido apearse del camino recto para entregarse en cuerpo y alma a la incertidumbre, en el amor también buscaron su particular libertad. Porque se querían, pero tenían que construir juntos una manera de quererse que les funcionara.

Hubo idas y venidas, enfermedades, distanciamientos, tropiezos, no siempre estuvieron tan unidos como en aquellos años en que, como dijo un hombre que los vio por la calle, “eran unos niños”. A lo largo de sus memorias, la voz de Patti Smith rebosa honestidad, la sinceridad de quien no teme exponer nada, porque si algo perdió desde muy joven es la vergüenza. Ser libre es vivir sin pedir perdón ni permiso. Con respeto por el prójimo, eso siempre, pero también por uno mismo. Nunca hay que olvidarse de uno mismo.
Entró más gente a sus vidas. Siguieron creando, cada uno lo suyo, siempre compartido. Llegaron los momentos luminosos, las extraordinarias sesiones de fotografías de él y el disco y la gira y las colaboraciones de ella. Lo habían conseguido, por fin. No se habían equivocado. Y aprendieron que el éxito, a menudo, trae aparejada una negra renuncia: el nuevo compromiso con su carrera los llevó por sendas separadas, aunque nunca dejaron de quererse. Nunca dejaron de ser amigos, amigos –y perdón por la cursilería– del alma. Si alguien se merece ese calificativo, es el tándem Robert Mapplethorpe y Patti Smith.
Dos amigos con trayectorias hasta cierto punto paralelas hasta que llegó el día en el que (es inevitable) tomaron caminos divergentes, aunque siempre afines, siempre dedicados al arte, a sí mismos, a su proyecto personal. Hay sincronicidades asombrosas entre ellos; lo más impresionante, no obstante, es cómo se convierten en un soporte incondicional el uno del otro, en lo que ahora se denomina “familia encontrada” (found family). Todavía hoy, un joven que sienta que no encaja a su alrededor, que tiene una vocación contraria a lo que los demás esperan de él, puede encontrar mucha motivación en esta historia.
E incluso sin necesidad de aspirar a una carrera artística se puede aprender mucho de las vivencias de Patti Smith, porque Éramos unos niños, al igual que los libros de memorias de Jeanette Winterson, Joan Didion o Tara Westover, trasciende el interés que se pueda tener por la autora para erigirse en algo más, en algo que alumbra, alienta, acompaña. El destino le sonrió a la cantante y poeta, pero lo más valioso del trayecto es su actitud, esa convicción sin fisuras, esa perseverancia, esa confianza cuando las cosas parecen ir mal. Nunca le pareció un sueño imposible, pero sabía que tendría que transitar un terreno andrajoso para llegar.
Y aquí está hoy, cantando, contando su vida como una colega. Esa es otra clave: escribe de maravilla, y además resulta cercana, no pierde la sencillez de la mujer trabajadora. Ni víctima, ni triunfadora; ella se presenta como alguien más, alguien de los nuestros. Con unos valores inquebrantables para con sus seres queridos, su público, su arte, su sentido ético. Por todo esto, por labrarse una vida coherente consigo misma sin rendirse jamás, ha inspirado a muchas generaciones y va a seguir haciéndolo, con Éramos unos niños, con sus composiciones, con sus conciertos y con mucho más. People Have the Power.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lançou, esta terça-feira, 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, uma campanha de sensibilização que desafia os pais a refletirem sobre uma questão muitas vezes difícil de admitir: “O meu filho pode fazer bullying?”.
A iniciativa, acompanhada por um vídeo, pretende alertar as famílias para a necessidade de identificar precocemente comportamentos agressivos, responsabilizar quem os pratica e impedir que situações de violência se repitam.
A campanha parte da constatação de que, perante situações de bullying, a principal preocupação dos pais e cuidadores é, habitualmente, proteger os filhos de possíveis agressões. No entanto, a OPP considera igualmente importante reconhecer que uma criança ou jovem pode estar a praticar estes comportamentos.
Para a Ordem dos Psicólogos, ignorar ou desvalorizar os sinais de que um filho possa estar envolvido em situações de bullying pode dificultar a identificação do problema e impedir uma intervenção atempada.
A OPP alerta que não existe um perfil específico de criança ou jovem que pratica bullying. Estes comportamentos podem manifestar-se em rapazes e raparigas, independentemente da idade ou das características individuais.
Entre os fatores que podem estar associados a estas situações encontram-se dificuldades na gestão das emoções, a procura de popularidade ou aceitação pelo grupo, preconceitos, exposição a conflitos e violência ou a reprodução de comportamentos agressivos anteriormente vividos.
A Ordem esclarece, contudo, que identificar possíveis causas não significa desculpabilizar os comportamentos. O objetivo é compreender a sua origem, responsabilizar quem os pratica e encontrar formas de evitar que voltem a acontecer.
As consequências do bullying podem ser graves para as vítimas, afetando o bem-estar, a saúde psicológica e o sentimento de segurança. No entanto, a OPP adverte que estes comportamentos também podem comprometer o desenvolvimento das crianças e jovens que os praticam.
Entre os riscos associados encontram-se dificuldades escolares, maior probabilidade de consumo problemático de substâncias e envolvimento em comportamentos violentos.
Perante estas situações, a Ordem dos Psicólogos Portugueses recomenda às famílias que não ignorem, neguem ou desvalorizem os indícios de que os filhos possam estar envolvidos em episódios de bullying.
A instituição defende que a prevenção exige uma abordagem que combine a proteção das vítimas com a responsabilização de quem agride, procurando compreender as circunstâncias que estão na origem dos comportamentos.
Os psicólogos podem desempenhar um papel importante neste processo, apoiando crianças, jovens, famílias e escolas na identificação de situações de violência, na compreensão das suas causas e na construção de relações mais saudáveis e seguras.
A OPP sublinha ainda que o bullying não deve ser encarado como uma fase normal ou inevitável do crescimento, defendendo que reconhecer o problema e procurar apoio especializado são passos fundamentais para interromper os comportamentos agressivos.
Com esta campanha, lançada no Dia Mundial de Combate ao Bullying, a Ordem pretende incentivar uma reflexão junto das famílias, lembrando que a prevenção da violência começa também pela capacidade de reconhecer comportamentos inadequados nos próprios filhos.

Estará a civilização, tal como a conhecemos, a dar os últimos estertores ? Estará o Estado Social à beira de um esgotamento que tantos insistem em ignorar?
A democracia, conquistada com sacrifício e consolidada ao longo de gerações, está a caminhar perigosamente para um ponto de ruptura?
Não são perguntas retóricas para alimentar pessimismos de circunstância. São interrogações legítimas, de quem observa o mundo e se recusa a confundir a normalidade aparente com a saúde das sociedades.
Enquanto cidadão deste planeta, com setenta anos de vida, confesso que olho para o desenrolar dos acontecimentos com uma apreensão crescente.
Não por ter perdido a esperança na Humanidade, mas porque começo a duvidar da capacidade de muitos dos seus dirigentes para compreenderem a gravidade do tempo em que vivemos.
As guerras que semeiam a morte e a fome, os conflitos alimentados pelo fanatismo religioso, os nacionalismos exacerbados, a intolerância, a brutalidade de uns e a complacência de tantos outros constituem sinais de uma regressão que julgávamos impossível depois das tragédias do século XX. A História ensinou-nos, a um preço terrível, o que acontece quando a razão se submete ao ódio, quando a dignidade humana se torna negociável e quando a indiferença passa a ser confundida com prudência.
Afinal, parece que aprendemos pouco.
Ou, pior ainda, que há quem tenha aprendido, mas prefira esquecer quando os seus interesses estão em causa.
Perante este cenário, impõe-se uma pergunta incómoda, a quem deve ser atribuída a culpa ?
A resposta talvez desagrade a muitos, sobretudo aos que gostam de distribuir culpas sem nunca examinarem a sua própria responsabilidade. TODOS. Sim, todos nós!
Naturalmente, não somos todos igualmente responsáveis.
Há quem decida, quem governe, quem legisle e quem instrumentos do poder.
disponha dos
Mas também há quem escolha, quem aplauda, quem se cale e quem, perante o evidente, prefira olhar para o lado.
A responsabilidade não é igual, mas ninguém pode reclamar inocência absoluta numa sociedade que ajudou, de uma forma ou de outra, a construir. Enquanto continuarmos a eleger políticos poucos ou nada honestos, impreparados ou incapazes de ultrapassar os interesses dos respetivos aparelhos partidários, dificilmente poderemos esperar resultados diferentes. Enquanto confundirmos fidelidade partidária com competência, propaganda com governação e lealdade ao líder com sentido de Estado, continuaremos a alimentar o problema de que depois nos queixamos.
A política, que eu pessoalmente adoro, que deveria ser uma das mais nobres formas de serviço à comunidade, transformou-se demasiadas vezes num exercício de sobrevivência pessoal, de gestão de interesses e de preservação de lugares.
Em certos casos, parece importar menos a qualidade das ideias do que a obediência de quem as repete, menos a competência de quem serve do que a utilidade de quem se submete.
E assim vamos assistindo à progressiva substituição do mérito pela conveniência, da reflexão pela frase feita e da responsabilidade pela arte de encontrar um culpado.
Há sempre uma justificação, um adversário a quem atribuir as falhas ou uma promessa renovada para adiar aquilo que deveria ter sido feito ontem.
Depois, admiram-se com o afastamento dos Cidadãos, com a descrença nas instituições e com o crescimento dos extremismos.
Como se tudo isto tivesse surgido por geração espontânea!
Não tenhamos ilusões, a democracia não se esgota apenas quando alguém fecha as portas de um parlamento ou proíbe eleições. Também se fragiliza quando as instituições perdem credibilidade, quando os eleitos deixam de prestar contas, quando a verdade é sacrificada no altar da conveniência e quando os Cidadãos começam a acreditar que votar é inútil.
A democracia não exige Cidadãos permanentemente satisfeitos.
Exige, isso sim, Cidadãos informados, exigentes e capazes de distinguir a divergência legítima da mentira, a autoridade do autoritarismo e a crítica construtiva da mera destruição.
Exige, sobretudo, representantes que compreendam que o mandato recebido nas urnas não é um cheque em branco, mas uma responsabilidade temporária perante a comunidade.
Haverá, então, esperança para um mundo melhor?
Sim.
Mas a esperança, por si só, não muda coisa alguma.
É preciso mudar mentalidades, reformar práticas, exigir competência e recuperar o sentido ético da vida pública.
É preciso que os partidos deixem de ser, em demasiadas circunstâncias, máquinas de promoção dos seus próprios quadros e voltem a ser espaços de pensamento, de debate e de recrutamento dos melhores.
É preciso que a lealdade não seja confundida com servilismo e que a discordância fundamentada deixe de ser tratada como uma ameaça.
E é preciso, também, que cada um de nós deixe de exigir aos outros aquilo que não está disposto a praticar.
Não podemos reclamar transparência e tolerar a opacidade quando nos convém, exigir seriedade e desculpar a falta dela quando vem do nosso lado, defender princípios universais e relativizá-los perante os interesses da nossa própria família política.
Como tantas vezes se recorda, numa frase popular atribuída a Eça de Queiroz, os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, pela mesma razão.
Não sei se a autoria é rigorosa, mas a ideia permanece extraordinariamente atual.
Acrescentaria apenas que alguns estão há tanto tempo instalados que já confundem o lugar que ocupam com o direito de nunca o abandonar. Mas isto sou eu a cismar.
Afinal, destas coisas da política, da sociedade e do comportamento humano, pouco percebo, pelo menos, segundo a bitola daqueles que confundem o exercício de um cargo com o monopólio da razão.
E talvez seja precisamente aí que reside o problema, há quem, por ter um lugar, julgue possuir também o pensamento, quem, por ter poder, considere dispensável a humildade, e quem, por nunca ser contrariado, acabe, também, por confundir o silêncio dos outros com a confirmação da sua própria inteligência.
Às vezes, tenho a sensação de que estou a oferecer pérolas a porcos.
Não por me julgar dono da verdade, privilégio que deixo de bom grado aos iluminados de serviço, mas porque há ambientes em que pensar pela própria cabeça, questionar o estabelecido e dizer o que se pensa são exercícios de uma inconveniência quase intolerável.
Pois bem.
Continuarei a questionar, a discordar e a escrever enquanto tiver vontade e entender que vale a pena fazê-lo.
Não por ter a pretensão de mudar o mundo com meia dúzia de palavras, mas por me recusar a aceitar que o conformismo seja uma virtude e o silêncio uma obrigação.
A idade ensinou-me, pelo menos, uma coisa, não é a ausência de discordância que demonstra a inteligência de uma sociedade, mas a sua capacidade de conviver com ela sem a tentar silenciar.
Continuarei, por isso, politicamente (in) correto.
Até quando me apetecer.
Porque a liberdade de pensamento não carece de autorização dos aparelhos partidários, nem a consciência se submete a disciplina de voto.

A Junta de Freguesia de Armação de Pêra assinou um protocolo de cooperação com a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), tornando-se parceira oficial dos Heróis da Fruta, um projeto educativo que incentiva as crianças a consumir mais fruta e vegetais e a desenvolver hábitos alimentares saudáveis.
A iniciativa destina-se às escolas da freguesia, que podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro, para participar na edição do ano letivo 2026/2027.

A parceria pretende reforçar a prevenção da obesidade infantil e aproximar as escolas, as famílias e a comunidade local de iniciativas de educação alimentar, através de uma colaboração direta entre a autarquia e a APCOI.
O protocolo assenta em três áreas de intervenção: o contacto direto com as escolas para incentivar a participação no projeto, a divulgação da iniciativa junto das famílias e da população e o acompanhamento dos resultados, através da monitorização do envolvimento das turmas e dos estabelecimentos de ensino inscritos.
Para o presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, Bruno Alves, a adesão ao projeto enquadra-se numa estratégia de promoção da saúde e de melhoria da qualidade de vida da população.
“Liderar o poder local exige antecipar desafios e agir onde mais importa: na qualidade de vida dos armacenenses. A promoção da saúde infantil e o combate à obesidade são prioridades centrais para o bem-estar e para o futuro da freguesia de Armação de Pêra. Ao associarmo-nos à APCOI, assumimos o compromisso ativo de dotar as nossas escolas e famílias de ferramentas concretas, como é o projeto ‘Heróis da Fruta’, que incentiva hábitos de vida mais saudáveis e garante um impacto positivo, duradouro e visível na saúde de toda a comunidade”, afirma o autarca.
A iniciativa pretende incentivar mudanças nos hábitos alimentares das crianças, promovendo o consumo diário de fruta e vegetais e envolvendo a comunidade escolar na adoção de comportamentos mais saudáveis.
O projeto Heróis da Fruta é desenvolvido pela APCOI enquanto programa educativo de motivação escolar, procurando sensibilizar os alunos para a importância da alimentação equilibrada desde a infância.
A decisão da Junta de Freguesia de Armação de Pêra tem como referência os resultados de uma experiência anterior, desenvolvida no ano letivo passado em parceria com uma junta de freguesia de Lisboa.
O projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0” decorreu no âmbito do programa Cities for Better Health, da Novo Nordisk, tendo os resultados sido avaliados pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL).
De acordo com os dados divulgados pela APCOI, a experiência registou uma taxa de adesão de 90% das escolas abrangidas, enquanto a média nacional de participação no projeto foi de 7%.
Também na conclusão das atividades se verificaram diferenças significativas: 100% das turmas participantes no projeto-piloto terminaram o programa com sucesso, em comparação com uma média nacional de 28%.
No que respeita à introdução de novos alimentos, 87% das crianças abrangidas pela experiência passaram a provar frutas ou vegetais que anteriormente não consumiam, valor superior aos 54% registados a nível nacional.
Estes resultados são apresentados pela associação como um exemplo do contributo que o envolvimento das autarquias pode ter na mobilização das escolas e das famílias para iniciativas de promoção da saúde infantil.
O presidente da APCOI, Mário Silva, considera que a participação das autarquias é fundamental para reforçar a eficácia das ações de sensibilização e envolver diretamente as comunidades locais.
“Ser autarquia parceira é um processo acessível a qualquer freguesia ou município de Portugal. É com grande entusiasmo que acolhemos a Junta de Freguesia de Armação de Pêra como parceira oficial do projeto ‘Heróis da Fruta’. A obesidade infantil combate-se no terreno, com o envolvimento de toda a comunidade, e a proatividade do poder local é fundamental para fazermos a mensagem chegar às crianças e famílias. Ter autarquias empenhadas como Armação de Pêra permite-nos transformar hábitos diários em conquistas reais para a saúde das futuras gerações. Todas as autarquias interessadas em abraçar esta causa podem juntar-se à rede de parceiros oficiais basta registarem-se em desafio.heroisdafruta.com/autarquias”, afirma o responsável.

Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve iniciativas de prevenção da obesidade infantil, promoção da literacia em saúde e combate ao estigma associado à doença.
Com a assinatura do protocolo, Armação de Pêra passa a integrar a rede de autarquias parceiras do projeto, procurando incentivar uma maior participação das escolas e das famílias nas atividades de educação alimentar.
Os agrupamentos e estabelecimentos de ensino da freguesia interessados em participar na edição 2026/2027 dos Heróis da Fruta podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro aqui.

O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), nas cinco regiões do país. Segundo eles, tais mudanças devem contemplar:
Entre os temas abordados nas perguntas, estão o processo de aprendizagem, a atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral.
Dados do estudo indicam que a percepção dos estudantes entre 12 e 21 anos sobre a forma como os professores explicam os conteúdos está associada à avaliação que fazem da escola.
Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.
O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, afirma que os estudantes colocam as oportunidades de aprendizagem no topo de suas expectativas sobre o que é uma boa escola.
“É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem.”
Segundo ele, o momento de eleições e o início de novos mandatos trazem oportunidade de revisão de estratégias e de repactuação de compromissos.
“[Nesse contexto], o país precisa acelerar muito o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.”
Ainda em relação aos professores, na etapa 2 do ensino fundamental, 78% avaliam que os professores estão motivados para dar aulas, enquanto no ensino médio esse número cai para 69%.
A ausência de professores parece ser um problema mais comum também no ensino médio, onde 66% concordam totalmente ou em parte que “há disciplinas que ficam um tempo sem ter professor”. No fundamental2, são 61% os que afirmam o mesmo.
Mais de 90% consideram importante ter a oportunidade de fazer um curso técnico ou profissionalizante durante essa etapa da educação.
O dado contrasta com o alcance atual da educação profissional e tecnológica: de acordo com o Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do ensino médio estão matriculados na educação profissional.
A tecnologia é percebida como presente na rotina escolar: 70% dos estudantes afirmam que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana.
A inteligência artificial aparece entre as ferramentas: 71% dizem usar IA com frequência ou às vezes para estudar. Ao mesmo tempo, quase um em cada três estudantes discorda de que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia em sala de aula.
Entre os estudantes que estudam em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, ante 68% dos estudantes do ensino regular. A diferença aparece nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Entre os benefícios estão mais tempo para aprender, participação em atividades esportivas, artísticas e culturais, preparação para o futuro e mais tempo de estudo para vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
Entre os estudantes do ensino médio que afirmam que não estão no tempo integral, 20% dizem trabalhar ou exercer atividade para garantir remuneração.
Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, a pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola.
Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, há um recado claro para as políticas públicas, de acordo com a especialista.
“Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas para o futuro.”
No passado dia 16 de outubro, a LUZiGÁS, empresa de comercialização de eletricidade e gás natural com sede operacional em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, assinalou o seu 10.º aniversário com uma conferência internacional na Universidade Lusíada, em Lisboa.
A iniciativa reuniu responsáveis empresariais e especialistas do setor energético para debater os desafios da próxima década, numa altura em que a empresa pretende mais do que duplicar a carteira de clientes e alcançar um volume de negócios de 50 milhões de euros até 2036.
Fundada em 2016, a empresa algarvia conta atualmente com cerca de 15 mil clientes em todo o território nacional e transaciona anualmente mais de 100 GWh de energia.
A conferência, subordinada ao tema “Energia, Conhecimento e Inovação – Uma Década de Energia”, analisou as principais transformações do mercado energético, com especial atenção à transição energética, à eletrificação, ao armazenamento de energia e ao desenvolvimento dos gases renováveis.
Os desafios tecnológicos e regulatórios associados à comercialização de eletricidade e gás natural integraram igualmente o programa do encontro.
Ao longo da última década, a LUZiGÁS consolidou a sua presença no mercado nacional, tendo atingido uma carteira de aproximadamente 15 mil clientes e um volume anual de energia transacionada superior a 100 GWh.
Para os próximos dez anos, a empresa estabeleceu como objetivos mais do que duplicar o número de clientes e aumentar o volume de negócios para 50 milhões de euros até 2036.
A estratégia de crescimento passa pelo reforço da presença no mercado nacional e pela diversificação das áreas de atividade, nomeadamente a comercialização de energia, as soluções solares fotovoltaicas, o armazenamento energético e a mobilidade elétrica.
José Carlos Faria, CEO da LUZiGÁS, considera que o percurso da empresa reflete a capacidade de adaptação às mudanças que têm marcado o setor.
“Estes dez anos representam muito mais do que um percurso de crescimento: representam a capacidade de acompanhar a transformação do setor energético e de antecipar desafios. Acreditamos que a energia do futuro se constrói através da integração de diferentes soluções, da inovação e da partilha de conhecimento”, afirmou o responsável.
O empresário destacou ainda a importância de aproximar o setor empresarial das instituições de ensino superior e investigação.
“Queremos continuar a evoluir, a investir na inovação e também reforçar a ligação da empresa à comunidade académica. É desse encontro entre experiência, conhecimento e novas ideias que poderão nascer soluções capazes de fazer a diferença no setor energético em Portugal”, acrescentou José Carlos Faria.
A primeira Conferência Internacional da LUZiGÁS reuniu na Universidade Lusíada, em Lisboa, representantes de diferentes organizações ligadas à energia, à inovação e à mobilidade elétrica.
Entre os oradores estiveram João Nuno Serra, presidente da Associação de Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado (ACEMEL), e Ricardo Nunes, Chief Strategy Officer do Operador do Mercado Ibérico de Energia – Polo Português (OMIP).
Participaram igualmente Sílvia Amaral, vogal do Conselho de Administração da MOBI.E, Paulo Preto Santos, Head of Energy Commission da Ordem dos Engenheiros, e Josep Graell, Chief Operating Officer do Grupo Trebol Energia.
O encontro pretendeu promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais do setor, abordando as mudanças tecnológicas e os novos modelos de produção, armazenamento e comercialização de energia.
A LUZiGÁS é a marca comercial da Lusíadaenergia, S.A., uma empresa fundada em 2016, detida integralmente por sócios portugueses e que mantém a sua base operacional em São Bartolomeu de Messines, no Algarve.
A empresa integra o Grupo Gestmaja, grupo empresarial português criado em 2006, com atividade em diferentes setores, incluindo a construção, o imobiliário e a energia.
Com uma presença significativa na região algarvia, o grupo tem vindo a diversificar as suas áreas de negócio, incluindo investimentos associados à inovação e ao desenvolvimento sustentável.
A celebração dos dez anos da LUZiGÁS constitui, assim, um momento de balanço da atividade desenvolvida desde a sua fundação e de apresentação dos objetivos de crescimento para a próxima década, num contexto de transformação do setor energético português.



O PSD Faro considera que a inclusão do projeto da rotunda das Pontes de Marchil na proposta de financiamento aprovada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela Câmara Municipal representa uma mudança de posição do executivo. Apesar de reconhecer a importância da decisão, a estrutura social-democrata critica o atraso na concretização da intervenção e exige esclarecimentos sobre as razões que levaram à sua exclusão inicial.
Em comunicado, o PSD Faro sustenta que a alteração da proposta resulta da posição assumida pelos seus vereadores, que se opuseram à exclusão de investimentos iniciados pelo anterior executivo municipal, entre os quais a rotunda das Pontes de Marchil, considerada essencial para melhorar a mobilidade urbana e permitir a concretização da 3.ª Circular de Faro.
Segundo os sociais-democratas, a primeira proposta de financiamento não contemplava esta intervenção, circunstância que motivou o voto contra dos eleitos do partido. Após a apresentação de uma nova versão, já com a inclusão do projeto, os vereadores do PSD optaram pela abstenção, permitindo a sua viabilização.
O partido considera que esta evolução confirma a pertinência das posições que tem defendido e reclama uma explicação política para a alteração de entendimento do executivo camarário.
A estrutura concelhia social-democrata recorda que, há cerca de um mês, o presidente da Câmara Municipal de Faro justificava a exclusão da rotunda das Pontes de Marchil do financiamento com a alegada falta de condições do projeto. Perante a decisão agora tomada, o partido entende que o executivo deve esclarecer o que mudou entretanto.
Para o PSD Faro, a recuperação do investimento evidencia também o atraso acumulado durante o primeiro ano de mandato, uma vez que, no seu entendimento, a intervenção deveria ter beneficiado de continuidade desde a entrada em funções do atual executivo.
Na posição divulgada, os sociais-democratas defendem que eventuais dificuldades técnicas ou procedimentos administrativos pendentes não justificavam a ausência de avanços, cabendo à Câmara Municipal encontrar soluções que permitissem dar seguimento ao projeto.
“Faro perdeu um ano que poderia ter sido utilizado para colocar este projecto numa fase muito mais avançada da sua concretização. A decisão agora tomada é positiva, mas não apaga o atraso nem dispensa o executivo de assumir a responsabilidade pelas suas opções”, afirma o PSD Faro.
O partido considera, por isso, que a reposição do investimento na proposta de financiamento constitui um desenvolvimento favorável para a cidade, mas não elimina a necessidade de apurar responsabilidades políticas pelo tempo que, na sua perspetiva, foi desperdiçado.
O PSD Faro destaca igualmente a posição assumida pela bancada socialista na Assembleia Municipal de 30 de setembro, quando, de acordo com o comunicado, o PS foi a única força política a votar contra uma recomendação apresentada pelos sociais-democratas.
A iniciativa defendia a retoma da discussão sobre o financiamento municipal e a preservação de projetos considerados estruturantes, designadamente a rotunda das Pontes de Marchil e a sua ligação à futura 3.ª Circular.
Os sociais-democratas entendem que existe uma contradição entre esse posicionamento e a decisão agora tomada pelo executivo camarário, que voltou a incluir a intervenção na proposta de financiamento.
“A coerência do PSD produziu resultados. Na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, os seus eleitos mantiveram a defesa deste investimento e contribuíram para que o bom senso chegasse, finalmente, à decisão do executivo”, sustenta a estrutura concelhia.
Apesar das críticas, o PSD Faro reconhece que foi dado um passo importante para recuperar um investimento que considera indispensável ao desenvolvimento da cidade. Contudo, defende que a decisão política deve ser acompanhada por medidas concretas que assegurem a execução da obra.
Nesse sentido, os sociais-democratas reclamam a apresentação de um calendário de execução, a conclusão dos procedimentos administrativos necessários e o avanço da intervenção, em articulação com o projeto da 3.ª Circular.
“Depois de um ano perdido, Faro precisa de execução, de prazos e de resultados”, conclui o PSD Faro, reiterando que continuará a acompanhar e a exigir a concretização dos dois investimentos.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Zoomarine Algarve, localizado na Guia, no concelho de Albufeira, conquistou o título de melhor parque temático do mundo nos World Luxury Travel Awards 2026. Depois das distinções alcançadas em 2024 e 2025, o parque voltou a vencer a categoria “Theme Park”, num reconhecimento internacional que destaca a conjugação entre entretenimento, educação ambiental e sensibilização para a proteção das espécies e dos seus habitats.
A nova distinção prolonga um ciclo de reconhecimento internacional do parque algarvio, que tem procurado conciliar experiências de lazer com iniciativas educativas e projetos de proteção da natureza.
Criados em 2020, os World Luxury Travel Awards distinguem organizações e experiências ligadas ao setor turístico, através de um processo de votação que envolve profissionais da indústria e consumidores. Segundo a organização do parque, a competição reúne anualmente mais de 100 mil votos de viajantes de todo o mundo.

Para o diretor executivo do Zoomarine Algarve, Tiago Pierotti, a conquista representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipa, mas também um incentivo para continuar a melhorar a experiência proporcionada aos visitantes.
“Três distinções consecutivas dizem-nos, acima de tudo, que estamos a conseguir manter um nível de qualidade reconhecido por quem nos visita. É um motivo de enorme orgulho para toda a equipa, mas também uma responsabilidade acrescida para continuarmos a evoluir e a proporcionar experiências que fiquem na memória de quem passa pelo Zoomarine Algarve”, afirma Tiago Pierotti.
A distinção atribuída em 2026 sucede às conquistadas nos dois anos anteriores, consolidando a presença do parque algarvio entre os empreendimentos turísticos reconhecidos internacionalmente na área do entretenimento.
Fundado em 1991, o Zoomarine Algarve desenvolve uma atividade que combina atrações de entretenimento com iniciativas de educação ambiental e conservação da biodiversidade.
Enquanto instituição zoológica, o parque desenvolve e apoia projetos de preservação de espécies, tanto nos seus habitats naturais como em ambientes controlados, procurando sensibilizar os visitantes para a proteção dos animais e do meio ambiente.
Entre as principais iniciativas destaca-se o Porto d’Abrigo, criado em 2002 como o primeiro Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas em Portugal, dedicado ao resgate, recuperação e devolução de animais marinhos ao seu habitat natural.
O Zoomarine acolhe também o primeiro Centro de Sobrevivência das Espécies dedicado à Mudança Comportamental, desenvolvido em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Este projeto procura integrar as ciências sociais nas estratégias de conservação das espécies marinhas, promovendo comportamentos mais responsáveis na relação entre as pessoas e a natureza.
A oferta do parque inclui exposições zoológicas, habitats imersivos, apresentações educativas e experiências de proximidade com diferentes espécies, além de atrações aquáticas e espaços temáticos.
Entre os equipamentos disponíveis encontra-se a maior praia de ondas de Portugal, integrada numa oferta de lazer que contempla também atrações destinadas a diferentes idades e propostas de maior adrenalina.
Com a terceira distinção consecutiva nos World Luxury Travel Awards, o Zoomarine Algarve reforça o reconhecimento internacional da sua atividade, assente na conjugação entre turismo, entretenimento, educação ambiental e conservação da natureza.

A hipertensão é mais frequente nos meninos de 15 a 18 anos (40,7%) e nos de menos de 7 anos (39,1%).
O cardiologista Álvaro Avezum, membro da SBC e coordenador do projeto Coração Saudável, acredita que a redução da prática de atividade física, associada a uma alimentação inadequada e a hábitos de vida que favorecem o aumento do estresse, contribua diretamente para a elevação do risco cardiovascular, incluindo o desenvolvimento de obesidade e hipertensão arterial sistêmica.
“Esses fatores, quando combinados, podem comprometer a saúde cardiovascular e aumentar a incidência de doenças cardiovasculares.”
Segundo a pesquisa, uma em cada três crianças e adolescentes analisados tem excesso de peso: 19,5% sobrepeso e 13,6%, obesidade.
O sobrepeso é maior nas meninas de 11 a 14 anos (24,0%), e a obesidade, nos meninos de 7 a 10 anos (17,1%).
Com obesidade, quase metade tem hipertensão (48,4%). Quanto maior o peso, maior a proporção de hipertensão, chegando a 60,5% nos obesos de 15 a 18 anos.
Outro dado da pesquisa mostra que 59% ficam mais de três horas por dia em frente de telas e 66% fazem apenas de uma a duas horas de atividade física por semana, sendo que 93% praticam exercício na escola. Celular (86%) e TV (80%) são as telas mais usadas.
Todo transcurría plácidamente hace semana y media en la Sala Sagasta del Congreso de los Diputados. Se presentaba el libro La voz de Andalucía en el Congreso, del historiador José Luis de Villar, a solicitud de la Asociación de exdiputados y exsenadores de las Cortes Generales. La mesa presidencial del acto contaba con la presencia del propio autor; del que fuera líder del Partido Andalucista, Alejandro Rojas Marcos, y del humorista Manu Sánchez, presentador del programa ‘El perro andaluz’ en TVE. También del ex senador socialista Fernando Sanz Alonso, secretario general de la Asociación de ex parlamentarios, anfitriona de la cita.
Rojas Marcos tomó la palabra con un discurso conciliador, de tender la mano para sacar adelante proyectos de país y hasta confesó que votará en las elecciones generales del 29-N a Adelante Andalucía. El historiador, por su parte, desgranó los capítulos principales de su obra y Sánchez actuaba a modo de maestro de ceremonias. Pero cuando la presentación tocaba a su fin, Fernando Sanz tomó la palabra. "Esperábamos lo típico de cerrar el acto y cuál fue nuestra sorpresa", narra a El Independiente uno de los asistentes, ex vicesecretario general del Partido Andalucista e histórico Paco Revuelta.
Sanz empezó a comentar que Alianza Catalana, de Silvia Orriols, atesoraba "bombas y metralletas y nos aleccionó para que les dijéramos a nuestros familiares y amigos que no votaran a PP y Vox porque en las calles hay un ambiente tenso, a las puertas de una guerra civil". También dijo Sanz que sabía de "gente que se había ido de España con sus nietos por miedo a lo que pudiera pasar".
Es una persona miserable y malvada. Jode a los usuarios del transporte público única y exclusivamente por maldad. Tiene las entrañas negras. https://t.co/A6K9Vikn3l
— Óscar Puente (@oscar_puente_) October 16, 2026
Versión muy similar a la de un segundo testigo, Juan Berga, quien fuera dirigente de Izquierda Unida en tiempos de Julio Anguita y, después de Nueva Izquierda. También presente en el acto, escribió en su blog 'Peregrino Mundo' que Sanz sostiene que "el PP y Vox ya han iniciado una guerra civil, que hay españoles que tienen nietos que están abandonando el país. Al parecer PP y Vox están apoyados por gente con armas y bombas".
El humorista Manu Sánchez intentó tapar el incendiario discurso
"Algunos asistentes -proseguía Berga en su blog- abandonan la sala para no montar un número que ni el historiador ni el andalucismo se merecen. Hay murmullos entre los que atónitos permanecen en sus sillas. Manuel Sánchez trata de tapar con malos chistes la ignominia. El acto ha sido boicoteado. Nadie hablará del excelente trabajo del historiador, solo del gigantesco bulo y la patética mentira" del ex senador socialista.
No es un malentendido. Un tercer testigo de esa presentación consultado por El Independiente, corrobora unas palabras que generaron estupor y mucha tensión, e incluso apunta a que Sanz insinuó un "vínculo entre la ultra Alianza Catalana con PP y Vox". Confirma Revuelta que Manu Sánchez "intentó cortar aquello con un chiste que no le salió" y eso que el humorista no ha dudado en decir en su programa televisivo que PP y Vox "pretenden ponernos de nuevo cara al sol". El ex dirigente andalucista confiesa que no le hubiera importado que Sanz llegara al final de su razonamiento, "que terminara de hablar para saber a dónde quería llegar, ¿a llamar a las armas?", se pregunta.
Uno de los testigos, ex dirigente de IU, lo atribuye a la "tensión a la que La Moncloa está sosteniendo a sus militantes"
Para Berga todo es "fruto de la tensión a la que La Moncloa está sosteniendo a sus militantes. Aprovecha cualquier situación para generar un gigantesco bulo, en la sede de la soberanía nacional que el socialismo realmente existente desprecia. Supongo que al tal secretario le quedan tres días en el cargo. Hasta aquí la información y el contexto", escribió en su blog.
Esas afirmaciones de Sanz Alonso, senador entre 1982 y 1989, colisionan con el hecho de haber sido uno de los firmantes de un manifiesto que, en junio del año pasado, exigía a Pedro Sánchez la convocatoria de elecciones generales. No parecía entonces muy partidario del presidente del Gobierno y líder del PSOE. Dicho manifiesto, firmado entre otros por los ex ministros socialistas Jordi Sevilla, Virgilio Zapatero, Julián García Vargas, Cesar Antonio Molina y Javier Sáenz de Cosculluela y por los ex presidentes del Senado Juan José Laborda y Javier Rojo, pedía elecciones dado el momento "de especial gravedad que atravesamos como consecuencia de los casos de corrupción recientemente detectados".
"Cuando el ejercicio del poder se concibe como un fin en sí mismo y no como un medio al servicio del bien común y de los intereses generales de la nación y la ciudadanía, se abren las puertas a políticas y prácticas corruptas como las que ahora se investigan", agregaba aquel demoledor manifiesto que Sanz debe haber olvidado.
Durante todo el fin de semana comenzó a planear un escenario de pacto entre el PP y Vox por el que los de Santiago Abascal no presentarán listas para el Senado en más de una decena de circunscripciones o incorporarán algún nombre a las candidaturas populares. Ésta es una posibilidad de la que se venía hablando hace tiempo, pero cogió aún más fuerza tras el pacto preelectoral alcanzado el pasado viernes entre el PSOE y Frente Amplio para ir de la mano a la Cámara Alta e intentar arrebatar al PP su mayoría absoluta.
Nada está confirmado, no al menos oficialmente, aunque hay conversaciones entre ambos partidos, según ha podido saber El Independiente, de desenlace todavía incierto. No obstante, el propio Abascal dejaba caer este mismo tema en un tuit del pasado sábado tras conocer el pacto de las izquierdas. "Sánchez es capaz de todo por destruir España. Pero nosotros también somos capaces de todo por salvarla. Mando un mensaje de tranquilidad, responsabilidad y compromiso", escribió en su cuenta de X, para añadir que "actuaremos con altura de miras y haremos lo necesario para que España sea libre y no dependa ni de Sánchez ni de ninguno de sus secuaces".
Y el hecho de que este lunes Vox anunciara la comparecencia de su presidente, y no de su portavoz, José Antonio Fúster, como es habitual todos los lunes, desató las especulaciones en torno a un anuncio inmediato. El problema residía en que la comparecencia de Abascal venía a coincidir con la presentación y firma del "Contrato con España" que oficializaba el líder del PP, Alberto Núñez Feijóo, uno de los actos principales de su precampaña. Una 'contraprogramación' en toda regla que si bien no se saldó con un anuncio de pacto, el vasco lo apuntó como una probabilidad al expresar que su partido se abre "a sacrificios" y a un entendimiento con el PP para contrarrestar el acuerdo de PSOE y Frente Amplio en el Senado.
Génova no podía ocultar cierta incomodidad ante un asunto que Feijóo ha eludido y sin posibilidad de preguntar. La agenda "mediática y de campaña" se mantiene según lo previsto, no va a cambiar "por lo que diga uno u otro", aunque también parecían tener claro que Abascal no iba a hacer ningún anuncio en concreto. Sólo cambiarán su hoja de ruta, dicen, "si dimite algún socialista o encarcelan a algún dirigente del PSOE" y ayer tocaba "Contrato con España". Por su lado, dirigentes del partido y parlamentarios lamentaban que en un día como el de ayer "el foco esté puesto en si hay pactos preelectorales" con Vox, asunto al que no se han referido en ningún momento desde la sede nacional. Incluso hablaban del "don de la oportunidad de algunos".
Lo que está claro es que ambos partidos no pueden ir en coalición, ni nacional ni por terrritorios. El plazo para inscribir las coaliciones electorales terminó el pasado viernes, cuando culminó el divorcio de la izquierda alternativa entre Frente Amplio y Podemos, pero, en cambio, prosperó el matrimonio del PSOE con Frente Amplio para las listas del Senado. Lo cierto es que los populares han venido siendo la fuerza mayoritaria en la Cámara Alta tradicionalmente, incluso ganando los socialistas las elecciones y quizá no le convenga que se vea un frente común con Vox.
Así fue, por ejemplo, en las elecciones de noviembre de 2019. Pedro Sánchez se impuso sobre Pablo Casado por 120 escaños frente a los 89 de los populares en el Congreso. Pero en el Senado fue muy distinto. El PP consiguió 120 escaños en el Palacio de la Marina Española (subió 37) y el PSOE 72 (perdió 21). Nada que ver el resultado entre las dos Cámaras. El método de votación en el Senado, mediante la elección abierta de candidatos que los electores tienen que marcar con una cruz, fomenta un sistema más mayoritario que el proporcional del Congreso, corregido por la ley d´Hont y donde hay restos de votos que se tiran a la basura. Solo salen elegidos los senadores más votados.
Génova encaja en la listas a una parte de sus vicesecretarios sin aclarar aún el destino de Ezcurra, Sémper, de los Santos y Nadal
Por lo demás, el PP dio a conocer ayer el destino electoral de buena parte de su cúplula genovesa, sin grandes sorpresas, pero con algunas ausencias que invitan a la especulación. El secretario general, Miguel Tellado, encabezara la lista de La Coruña; la portavoz del Grupo Popular en el Congreso, Ester Muñoz, León y su homóloga en la Cámara Alta, Alicia García, Ávila para el Senado. La vicesecretaria de Regeneración Institucional, Cuca Gamarra, la de La Rioja; el vicesecretario de Política Autonómica y Municipal y Análisis Electoral, Elías Bendodo, Málaga; el vicesecretario de Hacienda, Juan Bravo, Sevilla y la vicesecretaria de Sanidad y Política Social, Carmen Fúnez, Ciudad Real.
Falta por saber cuál será el encaje de la número tres del PP, la vicesecretaria de Coordinación Sectorial y responsable del programa electoral, Alma Ezcurra. El nombre de la actual eurodiputada suena para ir de dos de Feijóo en la lista madrileña, pero cada vez coje más fuerza Cayetana Álvarez de Toledo, que en 2023 fue la sexta. También es de prever que Borja Sémper y Jaime de los Santos -responsables de Cultura y Deporte, además de portavoz, y de Educación e Igualdad, respectivamente- vuelvan a engrosar la lista madrileña. En la misma fueron la directora de gabinete del líder del PP, Marta Varela, y la coordinadora de Proyección e Imagen, Mar Sánchez. De momento nada se sabe del encargado de Economía y Desarrollo Sostenible, Alberto Nadal, que no concurrió a las elecciones de 2023.
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El Ministerio de Agricultura apunta que en esta campaña se han quemado 270.000 hectáreas, de las que alrededor de 60.000 corresponden a superficie agraria
El Gobierno prorrogará las ayudas por el gasóleo agrícola para calmar las protestas en el campo
El Gobierno ha dado luz verde este martes a nuevas ayudas para el sector primario, por los incendios, así como el reparto de fondos entre las comunidades autónomas, para financiar actuaciones en materia de sanidad animal, según ha explicado el ministro de Agricultura, Pesca y Alimentación, Luis Planas, tras el Consejo de Ministros.
“Son ayudas muy importantes para el sector primario, porque suponen un apoyo más”, ha asegurado Luis Planas en rueda de prensa.
En cuanto a los incendios, el Ejecutivo ha dado luz verde a un real decreto que regula la concesión directa de ayudas, por un importe total de 9 millones de euros, para agricultores y ganaderos que hayan sufrido daños en sus explotaciones como consecuencia de los incendios producidos este año y que tuvieran contratada una póliza de seguro, matiza.
“Hemos tenido 42 grandes incendios”, ha recordado Planas. “Es una respuesta, para un sector que está sometido a presiones continuas, a fenómenos climáticos continuos”. “La medida responde a la excepcional gravedad de una campaña marcada por grandes incendios forestales en distintos puntos de España, con más de 270.000 hectáreas afectadas, de las que alrededor de 60.000 corresponden a superficie agraria”, argumenta el Ministerio de Agricultura.
“Los incendios han tenido un impacto significativo sobre explotaciones agrícolas y ganaderas, infraestructuras rurales, cultivos, pastos y colmenares, y comprometen la actividad económica y la sostenibilidad de numerosas zonas rurales”. El objetivo añade el Ministerio, es “compensar la pérdida de renta que estos daños hayan causado a las explotaciones agrarias afectadas”.
“Serán beneficiarios de estas ayudas los titulares de explotaciones que tuvieran suscrito una póliza de seguro agrario combinado y que hayan tenido derecho a indemnización, con el fin de complementar una parte adicional del coste de la prima y compensar la producción asegurada dañada, pero no indemnizada”, indica Agricultura.
En cuanto a ayudas concretas, estas se traducen en 900 euros por hectárea para viñedo, 500 euros por hectárea para olivar. También, 1.900 euros por hectárea para cítricos, 3.500 euros por hectárea para frutales, 450 euros por animal afectado en bovino y 120 euros por colmena afectada en explotaciones apícolas.
Respecto a los fondos para sanidad animal, se trata de la distribución territorial, entre los gobiernos regionales, de 19,1 millones de euros. “La distribución incluye las necesidades presentadas por las comunidades autónomas para aplicar los programas nacionales de erradicación que no pudieron ser cubiertas por la falta de crédito, así como las destinadas a apoyar el programa nacional de control y erradicación de la tuberculosis bovina para compensar la falta de cofinanciación europea”, según explica el Ministerio de Agricultura.
Además, apunta que se van a financiar al 50% las indemnizaciones y costes operativos tramitadas en 2026 en apoyo a la gestión de focos de influenza aviar altamente patógena y de dermatosis nodular contagiosa. También apunta que se apoya con este presupuesto la adquisición de vacunas de lengua azul en territorios en los que se detectaron nuevos serotipos en 2024 como Andalucía, Castilla-La Mancha, Castilla y León, Extremadura, Madrid y Murcia.
Además, Planas ha adelantado que este miércoles habrá una reunión sectorial entre Agricultura y Comunidades Autónomas, donde se contemplará la entrega de 50 millones de euros para hacer frente al aumento de costes como derivada de la situación bélica entre Irán y Estados Unidos.
En cuanto a la protesta de agricultores y ganaderos, la tractorada, convocada para el próximo miércoles 28, Planas ha señalado su “respeto” al “derecho de reunión y de manifestación por cauces pacíficos y con respeto a las personas y a los bienes”.
El titular del ramo ha reiterado que las “grandes preocupaciones” del sector son la negociación de la futura Política Agrícola Común (PAC), que tiene que estar dotada suficientemente para abordar los retos del sector y donde ha señalado que España “está unida en torno al tema” al contar con el apoyo tanto de las CCAA, como de las organizaciones y cooperativas agrarias.
“Tenemos grandes retos ante nosotros, pero evidentemente la propuesta de la Comisión Europea nos parece insatisfactoria en la medida en que no cubre muchas de estas necesidades”, ha recalcado.
A conferência de apresentação do Sistema Integrado de Prevenção e Reação a Sismos (SIPRS), promovida por iniciativa do urbanista António Nóbrega, foi adiada para 27 de novembro, mantendo-se no Hotel Alísios, em Albufeira. Inicialmente prevista para 23 e 24 de outubro, a iniciativa decorrerá agora entre as 09:00 e as 17:00, com um programa mais abrangente e uma maior participação prevista de especialistas e entidades ligadas à prevenção e resposta ao risco sísmico.
A alteração da data resulta, de acordo com a organização, do alargamento dos conteúdos e da necessidade de aprofundar diferentes componentes técnicas do projeto, que pretende desenvolver um modelo integrado de preparação, alerta, resposta imediata e recuperação perante a ocorrência de sismos.
A conferência terá como principal objetivo apresentar as diferentes vertentes do SIPRS e recolher contributos de entidades com experiência nas áreas da proteção civil, engenharia, geologia, saúde, comunicações, seguros e gestão territorial.
A iniciativa parte da preocupação com a exposição de Portugal ao risco sísmico, com particular atenção ao Algarve, região que António Nóbrega identifica como especialmente vulnerável a este tipo de fenómenos naturais.
O SIPRS propõe uma abordagem que ultrapassa a resposta de emergência, procurando integrar medidas de prevenção, preparação das populações, proteção dos edifícios e infraestruturas, assistência às vítimas e recuperação das áreas afetadas.
Entre as componentes consideradas fundamentais encontram-se a análise geológica e a caracterização dos solos, permitindo avaliar o comportamento dos diferentes terrenos perante a propagação das ondas sísmicas.
O modelo prevê igualmente a articulação entre entidades públicas e privadas, municípios, hospitais, escolas, serviços de emergência e operadores de infraestruturas críticas, através de mecanismos de coordenação e comunicação.
Uma das vertentes do projeto passa pela utilização de tecnologias destinadas a melhorar a deteção de fenómenos sísmicos e a capacidade de resposta das autoridades.
Entre as soluções propostas encontram-se redes globais de deteção sísmica, algoritmos de inteligência artificial e cabos submarinos inteligentes, capazes de identificar vibrações em tempo real.
O SIPRS contempla ainda a análise científica do comportamento animal enquanto possível indicador de alterações associadas à atividade sísmica.
Na área das comunicações, o sistema propõe a criação de mecanismos redundantes, destinados a assegurar a ligação entre entidades e populações mesmo em situações de falha das redes convencionais.
Após a ocorrência de um sismo, o projeto prevê a utilização de drones especializados para avaliar danos, apoiar operações de busca e salvamento, transportar medicamentos e realizar o reconhecimento aéreo das zonas afetadas.
A preparação dos serviços hospitalares e de socorro constitui outra das prioridades, através da definição de mecanismos de comando e coordenação que permitam uma resposta rápida e articulada.
A organização prevê convidar representantes de várias instituições e organismos nacionais, com o objetivo de recolher contributos técnicos para o desenvolvimento do SIPRS.
Entre as entidades a convidar encontram-se a Ordem dos Geólogos, a Ordem dos Engenheiros, a Confederação dos Industriais da Construção Civil, a Ordem dos Médicos, a Cruz Vermelha Portuguesa, os Médicos Sem Fronteiras e a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).
A lista inclui ainda a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Direção-Geral do Território, especialistas nacionais em inteligência artificial aplicada ao território, municípios localizados em zonas de maior sensibilidade sísmica e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
O setor segurador assume também particular relevância na proposta, tendo em conta o seu possível contributo para a prevenção de danos, o reforço da resistência sísmica dos edifícios e a recuperação de infraestruturas após uma catástrofe.
António Nóbrega apresenta o SIPRS como uma proposta de articulação das diferentes dimensões da segurança sísmica, procurando criar um modelo técnico estruturado que possa ser utilizado por municípios, instituições públicas e privadas e serviços essenciais.
A iniciativa pretende ainda valorizar a preparação das populações, através da divulgação de informação acessível, da realização regular de simulacros e da criação de sistemas de comunicação capazes de funcionar em cenários de emergência.
De acordo com o promotor, o objetivo é transformar a prevenção e a resposta aos sismos numa política estruturada e contínua, em vez de as limitar à elaboração de documentos e planos sem aplicação prática.
A conferência não tem fins lucrativos e procura reunir contributos de profissionais e instituições com experiência no terreno, identificando oportunidades para melhorar os mecanismos de prevenção, resposta e recuperação.
O encontro conta, como parceiros de comunicação, com o Postal do Algarve e o DiariOnline Região Sul.
A apresentação do Sistema Integrado de Prevenção e Reação a Sismos realiza-se a 27 de novembro, entre as 09:00 e as 17:00, no Hotel Alísios, em Albufeira, procurando estabelecer as bases para uma maior articulação entre os diferentes setores envolvidos na proteção das populações perante o risco sísmico.

A Missão África 2027 vai reunir voluntários da Associação ANA – Acolher, Nutrir e Amar, da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém e do Lions Clubs International numa ação humanitária na Guiné-Bissau, entre 20 e 31 de março de 2027.
A iniciativa pretende melhorar o acesso a cuidados de saúde e apoiar populações em situação de maior vulnerabilidade, com especial atenção à saúde materno-infantil, comunitária e ocular.

O Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém anunciou a sua participação nesta missão, que procura reforçar a assistência prestada a comunidades com dificuldades no acesso a serviços médicos.
A operação humanitária resulta da colaboração entre as três organizações, que pretendem juntar recursos e voluntários para desenvolver ações de apoio às populações locais, contribuindo para a melhoria das condições de saúde e de vida.
Um dos principais objetivos da iniciativa passa por apoiar a atividade da Irmã Valéria, religiosa Franciscana Missionária do Coração Imaculado de Maria, que desenvolve há várias décadas trabalho de assistência às populações da Guiné-Bissau.
A sua intervenção tem incidido sobretudo na saúde materno-infantil, na saúde comunitária e no acompanhamento de pessoas que vivem em regiões onde o acesso a cuidados médicos é limitado.
A Missão África 2027 pretende igualmente apoiar a organização não governamental ligada à religiosa e a atividade da Associação Catarina Troiani, que desenvolve trabalho de proximidade junto das comunidades locais.
A coordenação da missão ficará a cargo de Filomena Almeida, presidente da Associação ANA – Acolher, Nutrir e Amar, e de Luís Baptista, postulante da Ordem de São Lázaro, que assegurará a representação do Grão-Priorado de Portugal.
A equipa contará também com duas médicas oftalmologistas, cuja participação permitirá reforçar a assistência na área da saúde ocular, uma das vertentes previstas para esta intervenção humanitária.
A presença destas profissionais integra o objetivo mais amplo de contribuir para melhorar os cuidados de saúde prestados às populações que enfrentam maiores dificuldades no acesso a acompanhamento médico.
Para o Grão-Priorado de Portugal, a participação na Missão África 2027 enquadra-se nos princípios humanitários e espirituais da Ordem de São Lázaro, historicamente associados à assistência aos doentes e à proteção das pessoas mais vulneráveis.
A instituição destaca a importância da solidariedade enquanto compromisso efetivo com as populações que necessitam de apoio, defendendo que a colaboração entre organizações e voluntários pode contribuir para melhorar as condições de vida das comunidades abrangidas.
A iniciativa, agendada para março de 2027, pretende assim conjugar assistência médica, acompanhamento social e cooperação entre instituições, tendo como prioridade apoiar o trabalho humanitário já desenvolvido na Guiné-Bissau.
