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Embajadora cubana en Nicaragua visita Centro Educativo Fidel Castro

21 October 2026 at 22:59

Managua, 21 oct (Prensa Latina) La embajadora de Cuba en Nicaragua, Iliana Fonseca, visitó hoy el Centro Educativo “Comandante Fidel Castro Ruz”, como parte de las actividades de homenaje al líder histórico de la Revolución cubana en el año de su Centenario.

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México realizará inversión para atender crisis de agua en Jalisco

21 October 2026 at 19:15

Ciudad de México, 21 oct (Prensa Latina) El Gobierno de México invertirá hasta 13 mil millones de pesos (casi 700 millones de dólares) en Jalisco para atender la crisis con la calidad del agua en ese estado, anunció hoy la presidenta Claudia Sheinbaum.

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Moçambique quer pagar horas extras de 2023 a quase 30 mil professores até dezembro

21 October 2026 at 18:43

O Ministério da Educação moçambicano comprometeu-se esta quarta-feira, 21 de outubro, a retomar em breve o pagamento das horas extraordinárias em atraso de 2023 a cerca de 29.466 professores, prevendo liquidar a dívida em três prestações até dezembro.

Num comunicado divulgado após um encontro entre o ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, e a Organização Nacional dos Professores (ONP), o governante transmitiu à classe o compromisso de retomar o pagamento brevemente das horas extraordinárias de 2023, em três prestações de um terço da dívida, mediante disponibilidade financeira até dezembro de 2026.

“A medida abrange 29.466 professores com pagamentos pendentes, dos quais 24.933 receberam valores parciais e 4.533 ainda não receberam qualquer pagamento. Outros 15.866 professores já receberam integralmente os valores correspondentes a 2023”, refere o documento.

O Ministério salvaguarda que os pagamentos dependerão da disponibilidade financeira do Estado, mas o executivo mantém o compromisso de regularizar gradualmente os montantes em atraso.

O comunicado refere ainda que outros 15.866 professores já receberam integralmente os valores correspondentes às horas extraordinárias realizadas em 2023.

Relativamente às horas extraordinárias acumuladas entre 2024 e 2026, Edson Macuácua afirmou que prossegue o processo de validação e apuramento da dívida, em coordenação com o Ministério das Finanças, para posterior definição de um plano de pagamento.

O ministro anunciou igualmente a regularização de 7.076 funcionários abrangidos por atos administrativos de 2021 interrompidos com a introdução da Tabela Salarial Única (TSU), incluindo 5.092 professores.

Os pagamentos destes processos deverão começar em novembro, refere-se.

No domínio da carreira profissional, o executivo pretende dar prioridade às progressões dos níveis salariais mais baixos, tendo identificado 82.952 professores dos níveis 06 a 11 que reúnem os requisitos para progressão, processo igualmente condicionado à disponibilidade orçamental.

O documento refere que durante o encontro o ministro abordou ainda reivindicações ligadas às condições de trabalho dos docentes, assegurando a continuidade das negociações sobre a reposição do subsídio de localização, interrompido nos últimos anos.

O governante defendeu igualmente a identificação das zonas mais críticas para a colocação de professores, a criação de mecanismos de rotatividade e a mobilização de parceiros para melhorar as condições de habitação dos docentes e as infraestruturas escolares.

“Queremos falar com clareza e responsabilidade, sem criar expectativas que não possamos cumprir”, afirmou.

A visita à ONP foi a primeira atividade pública de Edson Macuácua após assumir, em 14 de outubro, a pasta da Educação e Cultura, tendo o ministro defendido a necessidade de reforçar o diálogo com a classe docente na procura de soluções para os principais problemas do setor.

Macuácua foi nomeado ministro em substituição de Samaria Tovela, exonerada no mesmo dia por Chapo. O governante ocupava anteriormente o cargo de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, agora atribuído a Isaú Joaquim Menezes, também hoje empossado.

A exoneração de Tovela ocorreu no dia em que a então ministra criticou o endividamento dos professores e defendeu uma melhor gestão dos respetivos rendimentos. Durante o II Conselho Coordenador do Ministério da Educação e Cultura, afirmou que alguns docentes ficam com apenas 200 meticais (2,8 euros) mensais após os descontos salariais.

Ditado popular que diz que “a pressa é inimiga da perfeição” foi usado pela primeira vez no início do século XX por jurista baiano; relembre origem

21 October 2026 at 17:46

A língua portuguesa é marcada por expressões e ditados populares utilizados em diferentes situações do cotidiano. Entre eles está o famoso “a pressa é inimiga da perfeição”, usado para definir situações em que a falta de paciência ou o excesso de velocidade podem comprometer o resultado final.

A expressão foi usada pela primeira vez no início do século XX pelo advogado, jornalista, escritor e jurista baiano Rui Barbosa, que criticou o curto espaço de tempo em que o Código Civil brasileiro era redigido. Na chamada Réplica, publicada em 1903, Barbosa escreveu negativamente sobre a redação e os erros de linguagem do documento, usando a frase como forma de “alfinetar” o governo.

Em 1907, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, Barbosa foi escolhido como o representante brasileiro para a 2ª Conferência Internacional de Paz de Haia, na Holanda. Em seu discurso no evento, ele voltou a usar a expressão de uma forma diferente, dizendo: “a pressa é também a mãe do tumulto e do erro”.

O encontro internacional histórico teve como objetivo estabelecer a paz e a igualdade jurídica e evitar conflitos entre as nações. O papel de Barbosa foi de grande importância, o que levou a se tornar um dos “Sete Sábios de Haia”, comitê especial que visava criar um tribunal internacional de justiça.

Na vida política, Rui Barbosa também se dedicou à defesa da abolição da escravidão e ao fortalecimento do sistema federativo.Ele exerceu o cargo de ministro da Fazenda do Governo Provisório (1930 – 1934) e foi senador de 1890 a 1922, desempenhando um papel fundamental na elaboração das linhas fundamentais da Constituição Federal de 24 de fevereiro de 1891.

Museu seleciona pesquisadores da língua portuguesa em quatro continentes

Nicaragua: Presentarán ante el Gobierno proyecto de presupuesto 2027

21 October 2026 at 05:11

Managua, 21 oct (Prensa Latina) El presidente del Banco Central de Nicaragua (BCN), Ovidio Reyes, presentará hoy ante autoridades del Gobierno el proyecto de Presupuesto General de la República para el 2027.

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Ser “valientes” con los pensionistas

21 October 2026 at 04:30

Ester Muñoz, portavoz del PP en el Congreso, declaró el 13 de octubre en Quorvm Podcast que el sistema de pensiones corre peligro. “El sistema como está en estos momentos va a colapsar. (…) Hay que afrontarlo con valentía y diciéndole la verdad a la gente. (…). La gente que ahora está llegando a la pensión se la merece (...) y hay que hacerlo. Pero creo que tenemos que ser valientes y entender que el modelo hay que cambiarlo. (...) Porque el sistema actual como está no va a funcionar y va a petar”.

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© Borja Sánchez-Trillo (EFE) (EL PAÍS)

La portavoz del PP en el Congreso, Ester Muñoz, durante unas declaraciones a la prensa en agosto pasado.

Lo que cuenta el agua en los paisajes de Sebastião Salgado

21 October 2026 at 04:30

Cascadas atronadoras. Glaciares inquebrantables. Nubes más colosales que las montañas que envuelven. Los paisajes desmesurados de Sebastião Salgado (1944-2025), en rotundo blanco y negro, son de un pasado mucho más cercano de lo que pueda parecer. Y de gran actualidad en un mundo que afronta los efectos del cambio climático. En las series Aqua Mater y Glaciares, el agua es la protagonista absoluta. La comisaria Lélia Wanick Salgado, viuda del fotógrafo brasileño y figura fundamental en su vida y obra, cuenta que Salgado no buscaba el agua, la encontraba. Rastreando el archivo, aparecía una y otra vez en todas sus formas: nubes, nieve, hielo, lagos, océanos.

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© Sebastião Salgado (EL PAÍS)

Iceberg en las islas Sandwich del Sur, en el Atlántico, en 2009.

Nós, os antigos de amanhã

21 October 2026 at 00:01
Que queremos deixar? Sim. Mas antes: que fizemos do que recebemos? Da língua? Da escola? Da liberdade? Das instituições? Dos livros? Da memória dos nossos pais?

Más de 500 mil nicaragüenses participaron en consulta sobre reformas

20 October 2026 at 22:46

Managua, 20 oct (Prensa Latina) Más de 500 mil nicaragüenses han participado en las dos etapas del proceso de consulta sobre las reformas parciales a la Constitución Política, informó hoy la vicepresidenta de la Asamblea Nacional (Parlamento), Arling Alonso.

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From serving in Afghanistan to operating in Mexico: the last mission of two CIA agents trained in the US Army and Navy

20 October 2026 at 14:56

A tragic vehicle crash exposed a covert counter-narcotics operation riddled with irregularities. In mid-April, a pickup truck plunged off a mountain road in the Sierra of Chihuahua in Mexico, killing its four occupants. Two of them were officials from the Chihuahua Attorney General’s office, and the others, as was later confirmed, were undercover CIA agents. The case continues to unfold in new chapters, and over the weekend former Chihuahua prosecutor César Jáuregui was arrested, accused of treason for allowing — without authorization from the federal government — armed foreign officials to take part in sensitive security operations on Mexican soil.

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© Special forces taps, Fuerza Expedicionaria de Marines

Richard Leiter Johnston III and John Dudley Black in undated photographs.

Is a Russian drone near you right now? Ukrainians have developed maps that track drones in near real time

20 October 2026 at 19:06

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

Ukrainians can now check a free live map of where Russian attack targets are flying, a Ukrainian air-threat monitoring project called monitor announced on X on 13 October. The beta pulls public reports of drones in flight into a single view and lays them over official air raid alerts.

Russia now flies jet-powered drones, and some switch off their engines before an attack and glide in. Over a hundred drones can arrive in one night. Yet since September, drone-only yellow alerts in some Oblasts no longer shut everything down. So during drone alerts, some Ukrainians now stay at their desks rather than in shelters. The new maps offers them a quick look at the sky from a phone, even on a weak signal.

What the map shows

The launch post described the service as one that tries to show where each target is, using open sources and algorithmic processing. It said the beta focuses on drones, with other targets to follow.

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.
Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

The drone data does not come from radar. The service draws on regional Telegram channels that post where drones and missiles are flying over their own oblasts. It cross-checks those posts to estimate what each target is, roughly where it is, and where it is heading, the project explains. The same page already lists cruise and ballistic missiles among the targets. It also says the map is free, ad-free, and needs no registration, and that it runs in a browser or on Telegram, designed to work on a phone with a weak signal.

A target log lists each drone’s district and course. Alert data comes from alerts.in.ua, and areas under alert turn red or yellow. The map refreshes about every 20 seconds while targets are airborne.

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.
Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

However, the developers warn that the dots are only estimates and show up late. Some targets slip through untracked. That is why “an empty map does not mean you are safe,” they wrote. When sirens sound, they urge people to rely on official signals and take shelter.

On 17 October, the Defense Ministry said that Ukraine’s Air Alert app now maps the approximate position and heading of some targets. These include cruise missiles, Banderol drone-launched missiles, and Shahed-type drones. The data comes straight from the Air Force over secure channels.

Screenshot from the Air Alert! map used to track aerial targets.

For security reasons, it carries no exact coordinates or real-time tracking and may lag. Ballistic missiles and anything faster than 2,000 km/h don’t appear at all. The ministry’s advice matches monitor’s: get to a shelter first, then check the map from there.

Democratas lideram voto antecipado, mas Obama deixa aviso

20 October 2026 at 18:12
Michigan, Carolina do Norte, Texas: o voto antecipado mostra vantagem democrata. Mas Obama recorda que corridas empatadas "acabam por se perder por dois pontos".

© CAROLINE BREHMAN/EPA

Captação de água Mina Cortiças sujeita a medidas de proteção

20 October 2026 at 17:38
Ministério do Ambiente determinou que a captação de águas Mina Cortiças, que abastece 200 habitantes, será sujeita a medidas de proteção salvaguardando o abastecimento público para consumo humano.

O terreno abrangido pelas zonas de proteção imediata será vedado e mantido limpo de quaisquer resíduos, produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água

Cenotes y pozos de Yucatán plagados de restos fecales: las granjas de cerdos amenazan a poblaciones mayas

20 October 2026 at 17:10

El olor fétido es especialmente fuerte durante las mañanas y después de las lluvias. Hay días en los que el clima cálido y húmedo de la selva maya, en la península de Yucatán, se mezcla con el de las heces y otros desechos de las decenas de instalaciones de granjas de cerdos que se ubican a solo unos kilómetros de las comunidades que pueblan la región. Cifras oficiales del Gobierno mexicano registran al menos 500 granjas de este tipo en el Estado, pero organizaciones medioambientales elevan la cifra hasta 800. La organización Greenpeace México, junto con un laboratorio independiente, ha documentado la calidad del agua de cenotes y pozos en 17 puntos de las localidades Kinchil, Sitilpech, Motul, Chocholá, Molas, Celestún y San Antonio Tedzidz, comunidades asediadas por macrogranjas desde hace décadas, y ha encontrado contaminación fecal generalizada y concentraciones de nitrato superiores a los límites establecidos por las normativas nacionales e internacionales, lo que significa que la salud y el equilibrio ambiental están en un grave riesgo ante agua no apta para consumo humano.

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Raúl Ek sostiene su cosecha de pepinos en Motul (Yucatán), el 3 de agosto.Cenote virgen ubicado en Molas (Yucatán), el 5 de agosto.Personal de Greenpeace toma muestras de agua en un pozo que abastece al poblado de Celestún, en Yucatán.

© Emiliano Molina (EL PAÍS)

Luis camina en su ejido de Kinchil (Yucatán), el 4 de agosto.

© Emiliano Molina

Rivaldo Santos revisa su pozo de agua en la comunidad de Sitilpech.

© Emiliano Molina (EL PAÍS)

Granjas porcícolas en Molas (Yucatán) el 5 de agosto.

© Emiliano Molina (EL PAÍS)

Construcción de una granja porcícola en Chocholá (Yucatán).

© Emiliano Molina

Turistas visitan el Cenote Sambulá en Motul (Yucatán), el 3 de agosto.

© Emiliano Molina

Miembros del laboratiro H2O toman muestras de agua en un cenote en Molas (Yucatán).

© Emiliano Molina

Vista aéra de una graja porcícola en Chocholá (Yucatán), el 4 de agosto.

Um urso entrou numa biblioteca à procura de mel e petiscos

By: ZAP
20 October 2026 at 17:10
Um urso-negro entrou numa biblioteca pública de Mammoth Lakes, na Califórnia, antes da abertura ao público. Depois de se ter servido dos lanches dos funcionários, incluindo um frasco de mel, deambulou entre as estantes antes de sair do edifício por iniciativa própria. Na quarta-feira, 14 de outubro, por volta das 6h10, um urso-negro entrou na biblioteca de Mammoth Lakes, uma das unidades da rede de bibliotecas públicas do condado de Mono, na Califórnia. O incidente ocorreu cerca de quatro horas antes da abertura ao público, marcada para as 10h, segundo Josef Bopp, diretor da rede de bibliotecas. De acordo com

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Um urso-negro entrou numa biblioteca pública de Mammoth Lakes, na Califórnia, antes da abertura ao público. Depois de se ter servido dos lanches dos funcionários, incluindo um frasco de mel, deambulou entre as estantes antes de sair do edifício por iniciativa própria. Na quarta-feira, 14 de outubro,

Patti Smith: "Envergonhada com a administração" dos EUA

20 October 2026 at 17:07
A artista receberá sexta-feira o prémio Princesa das Astúrias das Artes, em Oviedo. Aproveitou para apelar ao voto nas eleições de novembro nos Estados Unidos.

© ELOY ALONSO/EPA

Patti Smith será premiada sexta-feira com o prémio Princesa das Astúrias das Artes em Oviedo

Departamento de Estado dos EUA financia ONG que questiona liberdade de expressão no Brasil

20 October 2026 at 16:00

Um dia antes do primeiro turno das eleições, o engenheiro civil brasileiro Jamil Assis estava em Nashville, nos Estados Unidos, para participar de uma conferência, a Global Free Speech Summit, ou Cúpula Global de Liberdade de Expressão, em português. Assis estava ali para falar sobre como a liberdade de expressão estaria em declínio no Brasil, sua especialidade. Ele é diretor de relações institucionais do Instituto Sivis, um think tank sediado em Curitiba, no Paraná, que se autointitula apartidário e atua com atividades educativas relacionadas aos valores democráticos.

“Antigamente, chamar um político de ladrão era quase um esporte nacional. Mas agora custa mais caro. É realmente perigoso chamar as pessoas de ladrões no Brasil”, disse Assis, em Nashville. E completou: “A autocensura tornou-se um grande problema [no Brasil]: a ideia de que você não diz em voz alta o que pensa, ou que algumas opiniões não são expressas no debate público, em família, no trabalho ou na escola”.

Quem também esteve no evento foi Sarah Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA. É ela a responsável pelo departamento que criou o fundo que destinou US$ 1 milhão a ONGs que se opõem ao que o governo norte-americano classifica como “excesso” de poder judicial e “censura” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, de acordo com matéria do jornal inglês The Guardian.. Para ela, democracias em todo o mundo estariam passando por uma “recessão na liberdade de expressão”. 

Dias antes, em 23 de setembro, o Departamento de Estado dos EUA havia liberado um financiamento de quase 30 mil dólares (cerca de R$ 150 mil, no câmbio atual) para o Instituto Sivis, para um projeto sobre liberdade de expressão com duração de um ano. O projeto em questão, relacionado aos programas de diplomacia pública e pago através do Consulado dos EUA em São Paulo, prevê “desenvolver um currículo comparativo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão para instituições de ensino superior do Brasil, capacitar docentes e realizar um curso-piloto com mais de 150 alunos, a fim de fortalecer a educação cívica e as relações acadêmicas entre o Brasil e os EUA”. O grant com o nome do Sivis estava disponível no site USAspending.org, fonte oficial sobre gastos federais norte-americanos, mas os dados detalhados do grant e da Sivis foram retirados da página dias depois. A Pública manteve uma cópia dos dados originais. Não há confirmação de que o dinheiro já foi repassado.

Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis
Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis

Não se sabe se o financiamento ao Sivis faz parte do novo fundo do governo americano para iniciativas contra as ações do STF entendidas como censura e abuso de poder – afinal, não há uma lista pública sobre os beneficiários. Ao Guardian, o Departamento de Estado afirmou que os programas ainda estavam em “análise ativa”. Segundo publicou o UOL, a identidade dos beneficiários é mantida sob sigilo até mesmo de membros do Congresso dos EUA e de servidores públicos. 

Procurado, o Sivis afirmou que “todos os seus financiamentos são totalmente transparentes, e o apoio de organizações nacionais e internacionais não implica qualquer ingerência sobre suas atividades, posições ou decisões institucionais”. Em nota, alegou também que “sua atuação é conduzida com plena autonomia em relação a seus financiadores”. A organização não respondeu, entretanto, se recebeu o financiamento do Departamento de Estado dos EUA.  

Currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA nas universidades brasileiras 

O aporte demonstra que pelo menos uma ONG brasileira tem se beneficiado da guinada do financiamento do Departamento de Estado para projetos de direita e conservadores no mundo, uma nova diretiva do governo de Donald Trump. 

Na mesma semana em que recebeu a aprovação do aporte, a diretoria do Sivis se posicionou publicamente sobre um eventual impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Em texto publicado na revista Oeste, o diretor executivo do Sivis, Henrique Zétola, defendeu que o impeachment de Moraes seria “um imperativo republicano”. No evento em Nashville, Assis analisou as recentes decisões do STF. “Antes de 2023, na opinião da maioria das pessoas, não havia nenhuma grande ameaça à nossa democracia. Era apenas a Suprema Corte agindo de forma muito corporativista e se protegendo. Mas eles encontraram uma desculpa perfeita em 2023 para ‘proteger a democracia’. E a maioria das pessoas agora está percebendo que não era esse o caso”, disse Assis no evento. 

O financiamento liberado pelo Departamento de Estado vai apoiar o Sivis a desenvolver um currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão. O público-alvo desse currículo são instituições de ensino superior brasileiras. O instituto se comprometeu a capacitar docentes e realizar um curso-piloto para mais de 150 alunos. 

Porém, o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) Ivan Paganotti explica que há diferenças entre o entendimento do que é liberdade de expressão nos EUA e no Brasil. “A Primeira Emenda determina que o Estado não só não pode limitar a liberdade de expressão, como não pode fazer normas que regulem essa liberdade de expressão”, discorre. Já no Brasil e em alguns países europeus, há regras colocadas pelo Estado limitando esse direito. “A própria Constituição, quase todo o inciso em que ela fala sobre liberdade de expressão vem com uma adversativa, um ‘mas’ ou ‘entretanto’ sobre outros direitos que podem colidir, como a privacidade, o direito à honra e à imagem”, complementa Paganotti.

O governo norte-americano vem numa cruzada para impor a sua visão sobre o que é a liberdade de expressão a outros países, o que resvala especialmente nas tentativas de regulação do ambiente digital e nas decisões dos Judiciários. Em agosto do ano passado, o presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA apontado por Trump afirmou em uma carta a empresas de tecnologia que governos estrangeiros estariam agindo para censurar os norte-americanos. Já o vice-presidente norte-americano, JD Vance, chegou a sugerir que os EUA se retirassem da OTAN caso a União Europeia tentasse regular o X, ex-Twitter. “O poder americano vem com certas condições. Uma delas é o respeito à liberdade de expressão”, afirmou ele em uma entrevista com o youtuber Shawn Ryan.  

A Comissão de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, também passou a produzir relatórios que acusam governos estrangeiros de censurar conteúdos nas redes sociais. 

O governo Trump tem usado acusações de censura e perseguição política para pressionar o STF brasileiro. Em abril deste ano, em uma publicação sobre o Brasil, a comissão chegou a alegar que o país representa “uma ameaça significativa aos direitos de liberdade de expressão dos americanos” e que estaria atuando em parceria com censores em todo o mundo no que chama de “complexo industrial da censura”.

Sob o argumento de proteger a liberdade de expressão, impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes e chegou a justificar o tarifaço contra o Brasil com acusações de censura a cidadãos e empresas americanas. No Brasil, o consulado dos EUA em São Paulo chegou a fazer reuniões com influenciadores bolsonaristas e ligados à extrema direita neste ano sobre os rumos da liberdade de expressão no país. 

1,1 mi do Google e conexão com Gazeta do Povo

O Instituto Sivis se define como “um think tank apartidário que trabalha para fortalecer os verdadeiros valores democráticos através da educação para a democracia e da liberdade de expressão”. Sediado em Curitiba, no Paraná, está localizado no mesmo endereço da Acta, o family office da família Cunha Pereira, acionista do Grupo GRPCOM — dono do jornal de direita Gazeta do Povo, entre outros veículos de comunicação. Foi esse o mesmo endereço usado no projeto submetido ao Departamento de Estado dos EUA. 

Em 2024, o Sivis criou o Centro Voxius de Liberdade de Expressão e, por meio dele, vem acumulando financiamentos internacionais de entidades interessadas em patrocinar projetos destinados a combater um suposto aumento da censura no Brasil. O Voxius “busca construir fundamentos para a liberdade de expressão no Brasil, com base em um diagnóstico profundo do contexto político-social” e tem como um dos eixos de atuação o combate à regulação e o controle de conteúdo, incluindo monitoramento governamental, como o das decisões do TSE e dos TREs nas eleições, e casos de “censura pelo governo e remoção de conteúdo pelas plataformas”.

O Instituto Sivis tem apoio institucional das Big Techs e atua como voz alinhada ao lobby anti-regulação em Brasília. 

Em abril do ano passado, Jamil Assis esteve no escritório do Google para debater justamente liberdade de expressão e regulação digital. “O evento contou com organizações da sociedade civil e o especialista em liberdade de expressão Joan Barata, da The Future of Free Speech, e ilustrou os debates com a discussão sobre o caso europeu. Agradecemos ao Google e ao Joan pelo excelente evento!”, escreveu o Instituto no seu LinkedIn. Na mesma época, o Sivis esteve na sede da Meta para discutir a decisão do STF que impôs responsabilização às plataformas por conteúdo ilegal. 

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante visita ao escritório do Google
Jamil Assis durante visita ao escritório do Google

O instituto captou R$ 1,5 milhão em doações com um projeto submetido à Lei Rouanet em 2024 para desenvolver seu plano anual e um livro “que vai apresentar as complexidades da cultura democrática brasileira”. Desse valor, 74% foram repassados pelo Google – 1,1 milhão de reais.

O instituto também é apoiado pela Meta e pelo TikTok, segundo seu site. O TikTok afirmou, por nota, que “Nos últimos anos, trabalhamos com 27 organizações da sociedade civil dedicadas à pesquisa e ao impacto social no ambiente digital. Valorizamos o diálogo com uma variedade de entidades como parte essencial para seguirmos construindo uma plataforma responsável e transparente”. O Google Brasil afirmou, também por nota, que “desde 2023, apoia diferentes iniciativas e projetos por meio de investimentos via Leis de Incentivo Fiscal” e que “qualquer organização pode submeter seu projeto já aprovado em leis de incentivo, em qualquer nível federativo, por meio do site oficial”. Alegou ainda que “em todos esses anos, já apoiou mais de 70 projetos de impacto social, em áreas como saúde, educação, cultura e esporte, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas em todo o país”. A Meta não respondeu à reportagem.

O Sivis já chegou a defender, em audiência do Conselho de Comunicação Social do Senado, que a regulação das redes sociais não seja feita por meio de uma lei em específico e a dizer que a regulação digital pode afetar a liberdade de expressão.

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários

Em fevereiro deste ano, Assis abriu uma apresentação durante o Fórum da Liberdade América Latina, realizado entre os dias 26 e 27 daquele mês no Peru, afirmando que o Brasil vive uma “recessão da liberdade de expressão”. Ele concorria ao prêmio Smart Bets e conseguiu captar para o Sivis 65 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 335 mil no câmbio atual, dado pela rede global de think tanks de direita Atlas Network. No texto em que anuncia a vitória, a Atlas menciona o STF como uma instituição que tem gerado “uma cultura de autocensura no Brasil”.

“Os tribunais eleitorais e a Suprema Corte recorrem cada vez mais a noções vagas de ‘desinformação’ e ‘discurso de ódio’ para remover conteúdos, restringir críticos e ameaçar plataformas, muitas vezes sem critérios jurídicos claros ou o devido processo legal, o que tem levado a uma cultura de autocensura”, diz a organização.

A Atlas Network é uma rede de organizações liberais ligada à expansão do pensamento ultraliberal no mundo e à ascensão da extrema direita na América Latina na última década. “Na América Latina, a ascensão de [Javier] Milei, de [José Antonio] Kast, de Bolsonaro, da extrema direita, de forma geral, está totalmente conectada à Atlas Network”, explica o professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Luan Brum.

Em entrevista ao podcast da Atlas em março deste ano, Jamil Assis chegou a dizer que as autoridades públicas e o Estado brasileiro estariam “concentrando múltiplos esforços em várias frentes para restringir o espaço para a discordância e opiniões diferentes ou minoritárias” e mencionou especificamente o STF. 

Com o prêmio da Atlas, o Sivis criou o Boletim Liberdade de Expressão e Monitoramento das Eleições (Leme), um monitoramento das decisões da Justiça Eleitoral brasileira nas eleições de 2026 envolvendo plataformas digitais, inteligência artificial e liberdade de expressão. A iniciativa pretende municiar jornalistas durante as eleições e promover ideias de reformas para os legisladores e integrantes do executivo eleitos durante o próximo mandato. O levantamento já foi repercutido em meios como a Gazeta do Povo, no Brasil247, no Estadão e na CNN.

“Cultura de Censura Estatal” 

Outro repasse feito ao Sivis neste ano vem de uma instituição que não divulga publicamente os valores transferidos, a Rising Tide. A fundação tem um financiamento ativo para o Centro Voxius, do Sivis. No texto que descreve a iniciativa, a fundação afirma que “no Brasil, as regulamentações digitais e eleitorais estão se tornando mais rígidas sob o pretexto de combater a desinformação, criando uma cultura de autocensura e censura estatal”.

Ativo por dois anos, a começar de 2026, o projeto “traduzirá evidências globais sobre os benefícios e a necessidade da liberdade de expressão para o contexto brasileiro”. Será publicado um livro e realizadas “oficinas de contra-argumentação para líderes da sociedade civil, ativistas e jornalistas com alternativas à censura estatal que respeitem os direitos humanos”. Ele inclui também mesas-redondas intersetoriais fechadas, seguindo as regras da Chatham House, ou seja, nas quais informações debatidas nos encontros podem ser divulgadas, mas não a identidade e a afiliação de quem fez as declarações.

O livro que o Sivis pretende publicar com esse financiamento chama-se O Futuro da Liberdade de Expressão, de autoria de Jacob Mchangama e Jeff Kosseff, lançado em inglês neste ano. Mchangama é um advogado dinamarquês responsável por popularizar o termo “recessão da liberdade de expressão”. Mchangama é também o fundador da The Future of Free Speech, organização que consta na lista de parceiros do Sivis e foi a responsável pelo evento de Nashville onde estavam Assis e Rogers.  

Ele também foi convidado de honra da Meta no encontro realizado em julho do ano passado na sua sede, onde o Sivis esteve presente. O encontro foi liderado por Margareth Kang, gerente de políticas públicas da Meta, área que trata de lobby dentro da empresa. 

“Nesta terça-feira, o Sivis esteve na sede da Meta, em São Paulo, para um diálogo enriquecedor com o professor Jacob Mchangama sobre um tema crucial: liberdade de expressão na era digital. A conversa abordou questões centrais no cenário brasileiro, como a responsabilização de plataformas por conteúdos de terceiros, especialmente após a recente decisão do STF sobre a inconstitucionalidade parcial do Art. 19 do Marco Civil da Internet, além das iniciativas de regulação da inteligência artificial”, escreveu a organização.

Mchangama também é diretor do think tank dinamarquês Justitia, financiado pela Associação da Indústria de Computadores e Comunicações (Computer & Communications Industry Association, CCIA, na sigla em inglês). Como a Pública mostrou, a CCIA é um grupo de lobby que tem como membros Google, Meta, Microsoft, Amazon, Uber, Apple, Pinterest e E-Bay, e está ligado à ameaça de Donald Trump de investigar práticas comerciais do Brasil. O grupo já chegou a divulgar uma nota aplaudindo o tarifaço contra o Brasil imposto por Trump.

Há ainda outra organização que tem apoiado o Sivis. Entre 2024 e 2025, a FIRE financiou o Sivis para produzir uma pesquisa sobre autocensura e liberdade de expressão nas universidades brasileiras. Com o resultado da pesquisa, o Sivis passou a publicar artigos alegando que as universidades estão se afastando da pluralidade intelectual e que a liberdade acadêmica estaria se deteriorando no país. 

A FIRE se dedica à defesa da liberdade de expressão, especialmente no ambiente universitário. Ela já foi criticada por tentar criar a impressão de que a liberdade de expressão está permanentemente ameaçada nas universidades americanas. Suas principais doações vêm das fundações ultraconservadoras dos EUA, como Earhart, John Templeton e Lynde e Harry Bradley.

Procurada pela Pública, a FIRE afirmou que repassou em 2024 o valor de 35,144 dólares, cerca de R$ 177 mil, para a Future of Free Speech. O financiamento era para o estudo sobre liberdade de expressão nas universidades feito em parceria com o Sivis. A FIRE afirmou que disponibilizou informações sobre sua metodologia e os questionários usados nos EUA para o Sivis, mas não se envolveu na adaptação deles para a pesquisa feita no Brasil tampouco na implementação.

Já a The Future of Free Speech alegou que nunca forneceu qualquer financiamento ao Sivis. “Cuidamos da logística administrativa e de pagamentos de um financiamento da FIRE destinada ao Sivis porque temos experiência na administração de subvenções internacionais”, explicou a entidade. Segundo a organização, o Sivis conduziu a pesquisa de forma independente, sem orientação ou supervisão deles. 

A Future of Free Speech afirmou ainda que não faz parte da Justitia e nunca recebeu financiamento da CCIA. A Rising Tide não respondeu até a publicação da reportagem.

Mauricio levanta toque de queda impuesto tras protestas por el costo de vida

20 October 2026 at 15:22
La medida había sido implementada luego del estallido de manifestaciones sociales impulsadas por el encarecimiento de la vida y la severa escasez en el suministro de agua.
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