Alemanha considera ameaça russa de sabotagem "significativa"

© MAXIMILIAN VON LACHNER/EPA

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O Presidente ucraniano afirmou esta quarta-feira ser favorável a uma reunião trilateral entre Kiev, Moscovo e Washington “o mais rapidamente possível”, após o Kremlin ter demonstrado esta quarta-feira abertura para a realização de um encontro em novembro.
“Ficámos a saber que a Rússia (…) é favorável a uma reunião trilateral ao nível das nossas delegações. A parte norte-americana propõe organizar esta reunião o mais rapidamente possível. Estamos favoráveis a isso”, afirmou Volodymyr Zelensky, em declarações à comunicação social.
As declarações do chefe de Estado ucraniano surgem no seguimento da visita do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, a São Petersburgo, onde se reuniu com o Presidente russo, Vladimir Putin.
No rescaldo da reunião desta quarta-feira, o conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ushakov, disse aos jornalistas que Moscovo tenciona, “em princípio”, retomar as conversações após o dia 10 de novembro, e que as negociações trilaterais vão focar-se na “criação de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito”.
Ushakov, citado pela agência russa TASS, indicou ainda que esta nova ronda de negociações poderá ter lugar em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Também Witkoff referiu nas redes sociais que as reuniões que manteve na terça-feira com Zelensky, em Oslo, na Noruega, e esta quarta-feira com Vladimir Putin, foram positivas e que “irão prosseguir com conversações trilaterais entre os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia a nível técnico”.
“Reunimo-nos com o Presidente Putin para dar continuidade aos progressos alcançados em Oslo com o Presidente Zelensky” e “discutir um quadro de paz”, referiu Witkoff na mesma mensagem publicada na rede social X.
Horas antes, numa entrevista à estação norte-americana Fox News, Zelensky afirmou que é necessária uma pausa na frente de batalha como ponto de partida para as negociações de paz.
Zelensky reiterou ainda que qualquer negociação de paz deve incluir a Ucrânia.
Também foi proposta por Putin uma reunião a três com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) no próximo mês, na China.
Trump também já se mostrou disponível para participar nesta reunião de líderes e, embora Pequim ainda não se tenha pronunciado sobre o assunto, Ushakov afirmou esta quarta-feira que a China já tinha iniciado os preparativos para a reunião.
O Presidente russo recebeu também esta quarta-feira em São Petersburgo o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, após conversar três horas com o enviado da Casa Branca sobre a Ucrânia e o possível encontro dos líderes de Rússia, Estados Unidos e China em novembro.

Os líderes da União Europeia (UE) vão reunir-se a 26 e 27 de novembro para procurar uma solução para as necessidades de financiamento da Ucrânia em 2027, estimadas em 70 mil milhões de euros, e discutir o próximo orçamento comunitário para o período de 2028 a 2034, segundo adiantou um funcionário do bloco envolvido nos preparativos à Reuters.
Apesar de Bruxelas prever disponibilizar 45 mil milhões de euros à Ucrânia no próximo ano, o montante será insuficiente para cobrir as necessidades financeiras de Kiev, enquanto a guerra com a Rússia prosseguir. Os Estados-membros terão, por isso, de encontrar uma nova forma de financiamento, que poderá passar por outro empréstimo, segundo a fonte citada pela agência noticiosa.
Na semana passada, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou ao bloco europeu para arranjar forma de conceder mais 70 mil milhões de euros para 2027, avisando que a guerra “vai custar 155 mil milhões de euros” no próximo ano.
O Executivo comunitário contava também com contribuições adicionais de países que não pertencem à UE, como Noruega, Suíça, Canadá, Japão e Reino Unido, num total de 45 mil milhões de euros repartidos entre 2026 e 2027. No entanto, parte desse financiamento ainda não se concretizou, aumentando a pressão para encontrar alternativas.
Em setembro, a Comissão Europeia indicou que o Canadá está a negociar a participação no empréstimo da União à Ucrânia, no valor de 90 mil milhões de euros, lembrando que o regulamento do Empréstimo de Apoio à Ucrânia para 2026-2027 abre a porta a que alguns países terceiros participem no programa sob condições específicas.
A cimeira servirá também para discutir o orçamento comunitário de longo prazo para 2028-2034. Os governos europeus pretendem chegar a acordo sobre o próximo quadro financeiro ainda este ano, antes de as campanhas eleitorais previstas para 2027 em países como França, Itália, Polónia, Grécia, Estónia, Finlândia e Eslováquia tornarem as negociações mais politizadas.
La editorial quebequesa Boréal ha puesto fin a su relación con el escritor Thélyson Orélien después de encontrar indicios del uso de inteligencia artificial (IA) en el proceso de escritura de su novela C’était ça ou mourir, uno de los éxitos de la temporada literaria francesa, pero que acabó excluida del premio Goncourt en medio de una polémica que también llevó al autor a reconocer plagios anteriores. La editora ha anunciado este miércoles que no volverá a imprimir el libro ni publicará nuevas obras del autor haitiano, después de que un análisis externo detectara rastros de esta tecnología en los documentos de trabajo del manuscrito.

© Sarah Meyssonnier (REUTERS)


© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI), que reúne vários ex-chefes militares, alertou esta quarta-feira para um “panorama sombrio e preocupante” de falta de efetivos nas Forças Armadas, sugerindo a criação de um órgão independente dedicado a questões remuneratórias.
Num texto intitulado “As Forças Armadas, os recursos e a falta de pessoal”, este grupo de reflexão composto por oficiais generais na reserva incluindo ex-chefes militares como o almirante Melo Gomes, o general Pinto Ramalho ou o general Taveira Martins, alerta que as notícias em torno da Defesa têm estado mais focadas na aquisição de equipamentos – com programas como os empréstimos europeus SAFE – mas que o pessoal “(ou a falta dele) também é assunto”.
O GREI aponta que a crise de efetivos “não é nova”, “só que agora o panorama é mais sombrio e preocupante”.
Num diagnóstico detalhado, o grupo defende que a exigência e o risco inerentes à profissão militar “contrastam com níveis remuneratórios pouco competitivos, progressões lentas e incentivos insuficientes”, além de “fragilidades na assistência na saúde, na ação social complementar e a perspetiva de reformas futuras pouco compensadoras”.
“Perante um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as Forças Armadas enfrentam dificuldades crescentes para captar e manter talento qualificado, comprometendo a prontidão e capacidade operacional, bem como a renovação geracional. Sem pessoas não há capacidades militares, e sem capacidades militares não há sistema de forças e uma garantia plena de defesa nacional”, avisam.
Entre as várias propostas do GREI para enfrentar este problema está a criação de um órgão, ou uma comissão de acompanhamento, “independente e isento”, que se dedicaria às questões do sistema remuneratório dos militares – lembrando que estes profissionais não têm o direito à negociação coletiva ao contrário de outras profissões, como as forças de segurança.
Esse órgão seria “constituído por personalidades de reconhecido mérito nomeadas pelo senhor Presidente da República”, reportando ao Comandante Supremo das Forças Armadas, ao Governo e à Assembleia da República, e teria “suporte legal para produzir propostas e pareceres vinculativos, à semelhança do que já existe em vários países da Europa e da NATO”.
Utilizando dados do Exército, o GREI indica que, desde 2000, se candidataram ao ramo, em média, 5.737 cidadãos por ano. Destes, apenas 2.302 por ano (cerca de 40%) chegaram a completar o serviço militar.
É ainda apontado que a 1 de março deste ano, o Exército dispunha de 4.565 praças para um efetivo autorizado de 9.096 para o triénio 2023/2025 – cerca de metade do previsto. Também a Marinha, em março deste ano, dispunha apenas de 59% dos praças autorizados.
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, tem insistido que a tendência de queda de efetivos nas fileiras militares está a ser revertida, mas o GREI aponta que “mesmo nos anos em que se registou um incremento do número de incorporados – com particular expressão em 2023 e 2024 -, esse crescimento revelou-se manifestamente insuficiente para compensar as saídas acumuladas, perpetuando um défice estrutural de efetivos, em especial na categoria de praças”.
O “desencanto pela profissão” não se fica apenas nas categorias mais baixas, com o grupo a alertar para saídas de militares com muitos anos de experiência e altamente qualificados, como médicos, engenheiros e pilotos.
O grupo sustenta que as alterações feitas ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) nos últimos 25 anos foram altamente penalizadoras dos militares, quer em termos de progressão na carreira, quer em termos de vencimentos.
Na ótica do GREI, o financiamento da Defesa Nacional tem vindo a resultar “de decisões casuísticas e de critérios únicos de oportunidade política, sem qualquer racional ou estudo subjacente”. Estes militares também lamentam que o SAFE se foque na aquisição de material e esqueça a vertente pessoal.
“Não há Forças Armadas sem material adequado e condigno – navios, carros de combate ou aeronaves, mas também não haverá Forças Armadas sem pessoal – marinheiros, soldados ou aviadores – habilitados e altamente proficientes e motivados”, avisam, realçando que não está em causa “uma questão corporativa” mas sim “uma questão de soberania e de responsabilidade política”.
Neste documento, o GREI defende ainda que o Estado deve cobrir o “défice crónico” registado na Assistência na Doença dos Militares (ADM), à semelhança do que é feito com a ADSE, e não atribuir essa responsabilidade ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA).
A União Europeia (UE) está a analisar possíveis campanhas de desinformação e interferência estrangeira nas redes sociais relacionadas com os recentes motins em França e episódios de violência e pilhagem noutros países europeus. Contas pró-russas estarão a divulgar vídeos violentos e falsas narrativas para agravar a instabilidade, avançou o Financial Times, citando responsáveis de segurança e especialistas.
As autoridades estão a avaliar o papel de redes de influência ligadas a Moscovo, mas também possíveis operações associadas ao Irão e à Argélia. O objetivo passa por perceber se estas campanhas estão a amplificar a violência e de que forma as plataformas digitais contribuem para a propagação de conteúdos falsos ou incitamentos ao ódio.
“Queremos saber qual é o nível de cooperação das plataformas. É possível que estejam a ocorrer campanhas de informação russas, mas as plataformas não devem amplificá-las através dos seus algoritmos”, afirmou um funcionário da União, citado pelo jornal britânico.
França é, segundo o Serviço Europeu para a Ação Externa, o segundo país da Europa continental mais visado por operações estatais de manipulação da informação, atrás da Ucrânia.
David Colon, investigador da Sciences Po especializado em desinformação, disse ao mesmo jornal que influenciadores pró-Kremlin associados à Storm-1516 — operação russa de desinformação e influência digital ligada ao Kremlin e aos serviços de inteligência da Rússia, ativa pelo menos desde 2023 — “amplificaram os acontecimentos e divulgaram várias narrativas falsas”.
Contudo, ressalvou que estes influenciadores “não estão na origem das manifestações” nem terão tido impacto no desenrolar dos acontecimentos.
Um dos exemplos identificados pelo Financial Times envolve uma conta na rede social X, com cerca de cinco mil seguidores, que publicou um vídeo de manifestantes a lançar fogo de artifício e que acumulou quase seis milhões de visualizações. As imagens foram apresentadas como sendo de França, mas tinham sido gravadas durante protestos em Tbilisi, na Geórgia, em 2024.
A Comissão Europeia reuniu-se esta semana com as autoridades francesas e com o regulador dos meios de comunicação, Arcom, para discutir a atuação das plataformas digitais, incluindo a X, o Instagram e o TikTok. “Queremos saber até que ponto as plataformas estão a cooperar”, afirmou um responsável europeu citado pelo jornal.
Apesar das suspeitas de interferência estrangeira, não existem provas concretas de que agentes russos tenham organizado ou provocado diretamente os motins. Um responsável europeu dos serviços de informações considerou que a explicação mais simples continua a ser a radicalização política interna, embora atores estrangeiros possam aproveitar o descontentamento para ampliar a instabilidade.
“Existe uma mobilização genuína de pessoas zangadas com as instituições devido às suas próprias queixas, e atores estatais estrangeiros tentam amplificá-la”, vincou outra fonte dos serviços de informações europeus ao jornal, alertando para que o papel destas redes não seja sobrestimado.

Ventisei metri al disastro. Tanto sarebbe stata, secondo i dati di tracciamento pubblici, la distanza minima tra il satellite militare russo Kosmos 2612 e l’Iceye X36, satellite radar ad apertura sintetica (Sar) registrato negli Stati Uniti e appartenente alla società di origine finlandese Iceye. L’incontro è avvenuto il 19 ottobre, come riporta The War Zone. LeoLabs, società specializzata nel monitoraggio orbitale, è più prudente e parla di circa 500 metri, che rimane una vicinanza comunque anomala per due oggetti che viaggiano a migliaia di chilometri orari senza alcun coordinamento. Nel 2020 bastò che il Kosmos 2542 si avvicinasse a 150 chilometri da un satellite spia americano per scatenare un caso internazionale. Oggi, la distanza è una frazione di quella.
Il bersaglio non è casuale. Le immagini Sar di Iceye, utilizzabili di giorno, di notte e con qualsiasi condizione meteo, sono impiegate da anni dalle autorità ucraine anche per l’individuazione degli obiettivi, e secondo voci mai confermate l’X36 opererebbe sotto un controllo più diretto di Kyiv. Il Kosmos 2612 fa parte di un gruppo di sei satelliti lanciati da Mosca lo scorso aprile con un unico vettore Soyuz, con ogni probabilità “ispettori” capaci di avvicinarsi ad altri oggetti in orbita. Già a maggio tre di loro avevano sfiorato l’X36, e secondo l’amministratore delegato di Iceye, Rafal Modrzewski, lo spostamento del satellite da parte dell’azienda aveva provocato nuove contromanovre russe.
La fase decisiva è iniziata il 30 settembre, quando il Kosmos 2612 si è riportato sullo stesso piano orbitale e quasi alla stessa quota del bersaglio. L’astrofisico Jonathan McDowell l’ha definito il primo rendez-vous in orbita bassa tra due satelliti attivi senza il consenso di uno dei proprietari. LeoLabs descrive un avvicinamento controllato, l’aggiramento dell’obiettivo, una lunga permanenza nelle sue vicinanze e un allontanamento altrettanto preciso: capacità che richiedono pianificazione, propellente e sensori di bordo sofisticati.
Lo schema è noto. Nel 2020 il Pentagono accusò il Kosmos 2543 di aver testato un’arma antisatellite rilasciando un piccolo oggetto in orbita. La capacità di affiancare un altro veicolo apre a opzioni cinetiche e non: bracci robotici, aerosol per accecare le ottiche, disturbo elettronico, impatto diretto. Ma anche la sola minaccia produce effetti, costringendo il bersaglio a spostarsi, a consumare carburante e a ridurre la propria vita operativa, mentre l’osservazione ravvicinata ne rivela caratteristiche e punti deboli.
Sulle intenzioni di Mosca restano margini di incertezza, con gli analisti che non escludono nulla, dall’intimidazione al sabotaggio, ma anche l’opzione secondo cui quanto osservato non prova un intento ostile ma è compatibile con raccolta di intelligence, coercizione o preparazione di operazioni controspaziali. Ma al di là delle intenzioni, il messaggio è chiaro. Mosca ha dimostrato di poter raggiungere, affiancare e tenere sotto pressione un satellite commerciale occidentale che sostiene lo sforzo bellico ucraino, colpendo proprio quella democratizzazione dello spazio che ha permesso a Kyiv di compensare l’assenza di una costellazione propria. Con palesi ricadute in ambito strategico.
Qatar, Turquia, Paquistão e Indonésia assinaram esta quarta-feira um memorando de entendimento sobre a indústria de defesa, que permitirá reforçar a cooperação e multiplicar as exportações militares entre os quatro países. A assinatura teve lugar em Doha, capital do Qatar, no âmbito da visita dos representantes da Defesa dos três países.
O acordo assenta, em concreto, em projetos de defesa já existentes entre os quatro países, procurando reforçar a cooperação multilateral.
Além do fornecimento de sistemas militares entre todos, o objetivo último da aliança é avançar para a produção conjunta e para a transferência de tecnologia, interoperabilidade e integração das cadeias de abastecimento, indicou o Secretariado das Indústrias de Defesa da Turquia.
O acordo assinado em Doha é particularmente atrativo para Ancara, que se destaca como a maior potência industrial entre os países signatários.
A Turquia viu as suas exportações de armamento aumentarem 122% nos últimos cinco anos, tornando-se o 11.º maior exportador mundial de material militar, destinado sobretudo aos seus parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) recebeu autorização do Governo de aproximadamente 20,3 milhões de euros para construir o módulo cirúrgico do Hospital das Forças Armadas, no Lumiar, nos anos de 2025 a 2029. A operação será garantida por verbas da Lei de Infraestruturas Militares inscritas no orçamento do EMGFA.
O montante, ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor, representa um reforço de cerca de 5,57 milhões de euros face aos 14,71 milhões inicialmente autorizados, em março de 2025.
O aumento da despesa resulta da revisão do projeto de execução elaborado em 2016 e atualizado em 2025, que identificou “a necessidade de atualizar diversas especialidades, designadamente ao nível das instalações de climatização e ventilação, segurança contra incêndios, gases medicinais, instalações elétricas e requisitos de eficiência energética”, lê-se numa resolução do Conselho de Ministros publicada esta quarta-feira em Diário da República.
A atualização do projeto levou também à revisão do prazo da empreitada, inicialmente previsto até 2027, que passa agora a abranger o período até 2029. O Governo justifica o aumento dos custos com “a evolução dos preços no setor da construção verificada na última década, designadamente no que respeita ao custo dos materiais e da mão de obra”.
Dessa forma, o Executivo de Luís Montenegro autorizou o “Estado-Maior-General das Forças Armadas a assumir o encargo plurianual e a realizar a despesa para a edificação do módulo cirúrgico do Hospital das Forças Armadas, no Lumiar, com a construção do edifício H05, nos anos de 2025 a 2029, até ao montante global máximo de 20 274 857,06 euros“.
O encargo orçamental autorizado distribui-se por cinco anos económicos, sem poder exceder nos anos de 2027 a 2029 os seguintes montantes:
A Marinha Francesa abriu uma investigação judicial depois de vários drones não autorizados terem sido detetados junto e sobre instalações militares no sudeste de França. Entre os locais afetados estão a base naval de Toulon, uma instalação da Direção-Geral do Armamento e um regimento de artilharia em Hyères. As autoridades ainda não determinaram a origem dos sobrevoos.
Durante um exercício militar de grande escala que decorreu de 5 a 16 de outubro, “drones não autorizados foram detetados na zona de exclusão aérea, perto e acima de instalações militares“, afirmou a Armada francesa em comunicado de imprensa, citada pelo Politico.
Os incidentes ocorreram durante o exercício Typhon, destinado a treinar a proteção de instalações militares terrestres e marítimas na região de Toulon, em coordenação com as forças de segurança internas. Em cada ocorrência, foram ativados dispositivos antidrones, mas a Marinha francesa garante que, até ao momento, nenhuma infraestrutura sensível foi ameaçada.
A base naval de Toulon é uma das principais instalações militares francesas no Mediterrâneo e acolhe o porta-aviões Charles de Gaulle e submarinos de ataque.
Os incidentes surgem num contexto de crescente preocupação europeia com incursões de drones junto de instalações militares e infraestruturas críticas, algumas das quais atribuídas por autoridades nacionais à Rússia.
Em setembro, o Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu um plano para proteger infraestruturas críticas perante a intensificação dos ataques híbridos que Paris atribui a Moscovo, afirmando que a “natureza da agressividade russa” mudou e anunciando uma nova cimeira do G7.
Na Alemanha, o Governo responsabilizou oficialmente a Rússia por ataques com drones equipados com explosivos na zona de segurança do aeroporto de Leipzig, um importante centro de logística militar. No caso da Dinamarca, os serviços de informações anunciaram ter detetado preparativos concretos para operações de sabotagem russas contra empresas da indústria de Defesa.
O comissário europeu para a Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, avisou que a União Europeia (UE) deve responder à Rússia com medidas “tão dolorosas” como os danos provocados por eventuais ataques híbridos, defendendo que Moscovo não deve ter conhecimento antecipado de qual será a resposta europeia.
No caso francês, as autoridades não identificaram a origem dos drones detetados em Toulon nem atribuíram os sobrevoos a qualquer país. A investigação judicial deverá apurar as circunstâncias dos incidentes.
A taxa de aprovação do governo da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, caiu para menos de 50%, atingindo o nível mais baixo desde que ela assumiu o cargo, em outubro do ano passado, informou a agência de notícias Kyodo neste domingo.
Em uma pesquisa realizada entre 17 e 18 de outubro, a aprovação do governo de Takaichi foi de 49,1%, segundo a agência.
A queda pode ter sido influenciada pela demora de Takaichi em reagir à renúncia de Kazuo Yana, ministro da Agricultura do país, informou a Kyodo.
Yana deixou o cargo na quarta-feira (14), após ser criticado por declarações sobre o corte de verbas para estradas de municípios que não o apoiaram.
Cerca de 57,7% dos entrevistados disseram que a decisão de Takaichi de substituí-lo veio “tarde demais”, segundo a Kyodo, enquanto 81,5% consideraram natural que Yana renunciasse.
Takaichi nomeou Yana durante uma reforma ministerial no mês passado, mas o repreendeu publicamente no Parlamento pelas declarações sobre o financiamento de estradas, divulgadas inicialmente pela imprensa local no começo deste mês.
La Junta de Castilla y León ha reformado la fiscalidad regional en el Proyecto de Ley de Medidas Tributarias, Financieras y Administrativas para 2027 y ha decidido incluir una nueva figura que recuerda al conocido como impuesto al sol. Concretamente, se trata de extender el impuesto sobre la afección medioambiental, la única figura impositiva propia vigente en la Comunidad desde la supresión del tributo sobre vertederos. La normativa amplía este gravamen —que hasta ahora recaía en exclusiva sobre centrales eólicas, embalses hidroeléctricos y líneas de alta tensión— a los grandes parques fotovoltaicos y a las redes fijas de telecomunicaciones. El Ejecutivo autonómico de PP y Vox que lidera Alfonso Fernández Mañueco justifica esta actualización sosteniendo que la trayectoria del tributo aconseja adaptarlo a la realidad actual de la región ante “actividades para las que resulta patente a la ciudadanía que están generando costes sociales y medioambientales, como son los parques fotovoltaicos”.

© JCYL (Europa Press)
A UB Robotics conquistou o primeiro lugar na edição de Leiria do EUDIS Defence Hackathon 2026 com uma plataforma de autonomia robótica que permite coordenar diferentes tipos de robôs sem depender de GPS, internet ou redes convencionais, a UBR Brain. A Nautilo e a UBIAT viram também as suas soluções serem reconhecidas na maratona tecnológica de defesa.
A competição decorreu entre 15 e 17 de outubro, em Leiria, no âmbito do programa europeu EU Defence Innovation Scheme (EUDIS), apoiado pelo Fundo Europeu de Defesa. Sob o tema “Autonomia no Campo de Batalha”, o hackathon reuniu 62 participantes de 12 nacionalidades para desenvolver soluções tecnológicas destinadas a operar em ambientes onde os sistemas de navegação por satélite podem estar indisponíveis ou ser perturbados.
Esta foi a terceira maratona tecnológica do EUDIS realizada em Portugal, mas desta vez com a Startup Leiria como organizadora do evento. O desafio incluiu a navegação sem GPS, a coordenação de enxames de drones e o desenvolvimento de plataformas capazes de lançar, coordenar e recolher diferentes sistemas não tripulados.
A maratona de Leiria decorreu em simultâneo com a de Itália, Chipre, Suécia, Irlanda, Áustria, Letónia e Noruega que acolheram a edição de outono do programa EUDIS, integrado no Fundo Europeu de Defesa da Comissão Europeia para impulsionar a inovação no setor da defesa até 2030.
A equipa UB Robotics venceu com o projeto UBR Brain, desenvolvido para responder ao desafio GNSS-Denied Navigation, centrado na operação de sistemas autónomos em ambientes sem acesso fiável a sinais de posicionamento por satélite.
A solução consiste numa plataforma de software de autonomia robótica que permite a um único operador coordenar diferentes tipos de máquinas, incluindo veículos terrestres não tripulados (UGV), veículos aéreos não tripulados (UAV) e robôs humanoides. O sistema recorre a sensores instalados nos próprios equipamentos e a comunicações rádio ponto a ponto, para permitir a navegação e a partilha de informação sem depender de GPS, ligação à internet ou infraestruturas de rede convencionais.
A equipa vencedora é composta por Filipe Martins, Francisco Leal, Pedro Oliveira, Rodrigo Capeleiro e Ruben Dinis.
A vitória na edição portuguesa permite à equipa avançar para a fase seguinte do programa europeu. Segundo a organização do hackathon, os vencedores nacionais beneficiam de dois meses de mentoria europeia e têm oportunidade de apresentar as soluções a representantes dos Estados-membros. As melhores propostas poderão ainda chegar a um evento tecnológico internacional.
A Nautilo conquistou o segundo lugar com uma plataforma naval autónoma concebida para patrulhar a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa durante várias semanas. “Alimentada por energias renováveis e equipada com sistemas de baixa manutenção, a plataforma funcionaria como uma base móvel para prolongar o alcance operacional de sistemas não tripulados mais pequenos, permitindo uma monitorização marítima contínua e persistente”, refere a Startup Leiria.
Já o terceiro lugar foi para o sistema autónomo de combate a drones da UBIAT. Concebida para responder a ameaças como os drones de ataque Shahed, a solução combina uma “plataforma aérea principal com pequenos drones intercetores, que podem ser lançados para neutralizar ameaças identificadas através de câmaras térmicas e visuais”, refere a Startup Leiria.
“Através de uma rede de comunicação entre os drones e de um sistema de coordenação supervisionado por um operador humano, a plataforma permite distribuir alvos, acompanhar a situação e reajustar as missões em tempo real”, refere ainda.
Trata-se de uma solução de uso dual, já que a “arquitetura proposta poderá também ter aplicações civis, nomeadamente na deteção de incêndios florestais e em operações de busca e salvamento”.
VTM
Com percursos distintos, mas marcados por desafios semelhantes, Maronesa e Barrosã continuam presentes em explorações familiares de Trás-os-Montes e do Barroso. A produção de carne, a certificação DOP, a adaptação das explorações e o recurso a novas ferramentas de gestão genética convivem com práticas tradicionais de pastoreio e com uma forte ligação aos lameiros e baldios. Entre a necessidade de modernizar e a preocupação em preservar as características das raças, os criadores procuram encontrar formas de assegurar o futuro de um património que ultrapassa a dimensão económica.
A raça Maronesa conta atualmente com 4350 fêmeas reprodutoras em linha pura e 180 machos reprodutores, mantendo um efetivo estável há cerca de duas décadas. Segundo Paula Teixeira, da Associação de Criadores do Maronês (ACM), a raça está presente em 40 concelhos do país, embora cerca de 70% das explorações se concentrem no seu solar, nas regiões de Alvão-Marão e Padrela-Falperra, sobretudo em Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Mondim de Basto.
Apesar da estabilização, a continuidade da raça enfrenta desafios como o envelhecimento dos criadores, a falta de sucessão geracional, os custos de produção e o abandono rural. “A renovação geracional está muito abaixo do ritmo de envelhecimento dos atuais criadores”, alerta Paula Teixeira, que aponta ainda o acesso à terra e a burocracia como obstáculos à entrada de novos produtores.
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