TSE determina que Meta entregue dados sobre alcance de Nikolas


Segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a governadora Celina Leão (PP) lidera a corrida no segundo turno ao governo do Distrito Federal.
O levantamento apontou que Celina tem 54% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT), 37%.
Aqueles que votariam em branco, nulo ou nenhum são 7%, enquanto os indecisos, 2%.
A pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, entrevistou 910 eleitores do Distrito Federal entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
O levantamento está cadastrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código DF-01738/2026.
A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça Romeu Zema (Novo) e os mesários que trabalharam na seção em que ele votou no primeiro turno das Eleições 2026. A apuração envolve a entrada do então candidato à Presidência com celular na cabine de votação, em 4 de outubro.
Segundo o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), a ordem foi expedida pela 17ª Zona Eleitoral. Serão ouvidos os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Delfim Moreira, em Araxá, onde o ex-candidato votou.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que cumprirá “as diligências determinadas no processo”. A data ainda não foi confirmada.
Após votar, Zema admitiu que estava com o aparelho, mas afirmou que não havia sido alertado para deixá-lo antes de entrar na cabine. Também negou ter utilizado o celular para registrar sua escolha.
“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo“, declarou a jornalistas. O ex-governador disse ainda que entregaria o telefone se tivesse sido orientado a fazê-lo.
O Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia por suposta violação do sigilo do voto no mesmo dia. Segundo a acusação, imagens da imprensa mostravam Zema olhando para a tela do aparelho e um segundo celular apoiado sobre a mesa da cabine.
A legislação eleitoral proíbe levar celulares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos para a cabine, mesmo desligados, para preservar o sigilo do voto. nes
A Meta, dona do Instagram, removeu nesta quinta-feira (22) um vídeo postado na plataforma pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O vídeo com o músico fala da acusação de o senador ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos 19 anos. O conteúdo postado convidava os seguidores também a assistirem a um vídeo de cerca de 23 minutos postado no YouTube do portal Revelando, que ainda continua no ar.
Nos últimos dias, o portal tem postado uma sequência de vídeos no mesmo estilo, com diversos artistas abordando tópicos no tom de denúncia contra o senador fluminense e pessoas próximas. Dentre os famosos, estão a cantora Juliette e os atores e atrizes Camila Pitanga, Wagner Moura, Luana Piovanni e Fábio Porchat.
Após a derrubada do conteúdo, MC Cabelinho fez uma postagem em que questionava a decisão: “Tropa, derrubaram meu reels (revelando) mas o episódio continua no youtube…. no link do story vocês consegue ver! ql foi @meta?”.
Segundo a empresa responsável pela rede social, a remoção ocorreu após uma sinalização de que o conteúdo teria sido feito por inteligência artificial, o que, conforme o comunicado, fere as diretrizes de uso da tecnologia 72 horas antes das eleições, no dia da eleição e no dia seguinte, determinadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O texto continua mencionando que a identificação com o selo de IA poderia ter ocorrido pelo aplicativo utilizado para a edição do vídeo, que poderia conter recursos da tecnologia no processo.
Com isso, as ferramentas de checagem automática da Meta poderiam identificar traços da IA e remover o conteúdo, que voltaria a ficar disponível após as datas da Justiça Eleitoral.

“Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil. Essas publicações voltam a ficar visíveis no país após o período definido pelo TSE”, diz a nota.
Após a remoção do conteúdo, tanto o artista, quanto o Portal Revelando e outros veículos que apoiam a iniciativa voltaram a publicar o vídeo, que não aparece com o selo de IA. “Jornalismo não é propaganda! Esse é o vídeo que Meta não quer que você veja!”, começa a legenda da postagem com o resto do texto que continha na publicação original.
A CNN Brasil procurou o Calma Urgente, responsável pelo portal Revelando, para questionar a decisão da Meta, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
O Comitê de Supervisão da Meta avaliou nesta terça-feira (20) haver “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela empresa.
No comunicado, os integrantes do Comitê apontam falhas na aplicação das regras da Meta durante períodos eleitorais e citam casos semelhantes para além da eleição brasileira. O texto menciona a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, antes das eleições de meio de mandato.
“Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação de regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a expressão política seja protegida, em vez de sufocada”, afirmaram.
No mesmo dia, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, reuniu-se com a Meta e com as campanhas dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião foi solicitada pela Meta após a empresa prestar informações no âmbito da decisão da Corte eleitoral, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.
Após questionamentos sobre possível favorecimento, a empresa que controla plataformas digitais foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos. A Meta negou qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas.
*Sob supervisão de Renata Souza
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu mudar a postura do candidato para o debate da TV Globo, marcado para a sexta-feira (23). O novo lema nos bastidores é “mais Tarcísio e menos Marçal”, segundo apuração da âncora Tainá Falcão para o Bastidores CNN desta quinta-feira (22).
A mudança de estratégia ocorre após uma avaliação crítica interna sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro no debate da Band, no último domingo (18).
A campanha entendeu que o candidato ficou excessivamente agressivo e pouco propositivo naquela ocasião, o que teria sido explorado pela campanha adversária para construir uma imagem negativa do senador.
Segundo Tainá, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) está presente no QG de Flávio Bolsonaro e participará pessoalmente dos treinamentos, conduzidos pelo marqueteiro Duda Lima.
A campanha busca, agora, diminuir a influência de Pablo Marçal (PRTB-SP) sobre o estilo do candidato.
Segundo Tainá, Tarcísio já havia manifestado, nos bastidores, preocupação com essa influência e com o quanto ela começou a ser usada contra Flávio pela campanha adversária, que passou a descrevê-lo como “agressivo” e “raivoso”.
Aliados de Flávio Bolsonaro consideram que ele precisa apresentar mais propostas e demonstrar domínio e profundidade sobre os temas que abordará, além de evitar respostas repetitivas.
A orientação é priorizar críticas ao custo de vida da população e ao endividamento das famílias, além de falar sobre segurança pública e economia, temas que aparecem no topo das preocupações dos brasileiros, segundo as pesquisas.
Na área econômica, Flávio deve abordar programas de renegociação de dívidas de famílias, redução de impostos e corte de gastos, incluindo a promessa de diminuir o número de ministérios em pelo menos dez.
Na segurança pública, o candidato deve falar sobre endurecimento de penas, redução da maioridade penal, combate às facções criminosas e monitoramento por câmeras.
Flávio também deve responder às acusações sobre possíveis cortes em benefícios sociais, que ganharam força após declarações de Daniella Marques sobre um período de transição para o Bolsa Família. A estratégia é continuar negando que o Bolsa Família ou qualquer outro benefício social será extinto.
Outra frente de ataque prevista é a investigação dos desvios do INSS e as suspeitas envolvendo Lulinha.
A preparação também contempla respostas sobre possíveis provocações relacionadas à relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado na Operação Sem Desconto, e sobre áudios trocados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nos quais Flávio pediu dinheiro para o filme “Dark Horse”.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para que a Meta entregue relatório técnico sobre a atuação do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A determinação atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que quer verificar se a empresa cumpriu o plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral, documento em que as big techs listam as medidas adotadas para prevenir e mitigar riscos à integridade das eleições.
Segundo o ministro, o objetivo é confrontar o que foi informado ao tribunal com o funcionamento do canal.
A Meta, responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, deverá informar se identificou comportamento coordenado, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos ou articulação entre contas, canais e plataformas. Terá de explicar também os critérios que usa para distinguir mobilização legítima de atuação coordenada potencialmente irregular, além de apresentar dados sobre alcance, compartilhamento e circulação das publicações, amplificação artificial e eventual impulsionamento pago.
Google e X também terão 24 horas para informar se identificaram amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro em indicadores como buscas em alta, sugestões de pesquisa e Assuntos do Momento.
As duas plataformas foram incluídas na apuração após a campanha de Flávio afirmar ao TSE que o “Exército do Lula” incentivou seguidores a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags no X.
Janones sustenta que a mensagem publicada no canal tinha caráter de pergunta e não apresentava a expressão como uma afirmação.
A decisão é mais um capítulo da disputa em torno do “Exército do Lula”. Em 11 de outubro, Nunes Marques mandou suspender o canal, mas a ordem foi derrubada no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de outra frente do caso, que determinou o restabelecimento da página.
Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdo falso entre as publicações examinadas.
Dois dias depois, Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou o endereço ao tribunal, mas afirmou que o fez apenas para cumprir a determinação, sem assumir a administração nem a responsabilidade pelo espaço. Na mesma noite, o canal saiu do ar e só voltou no dia seguinte, após nova decisão do ministro.
Depois que o TSE aprovou critérios para definir quando canais mantidos por apoiadores integram formalmente uma candidatura, Nunes Marques autorizou a coligação de Lula a desvincular o “Exército do Lula” da campanha.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou nesta quinta-feira (22) o pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para suspender o envio de mensagens do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo WhatsApp, durante as eleições.
Na ação apresentada à Corte, Flávio acusa o adversário de utilizar a estrutura pública para favorecer a campanha à reeleição.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, considerou, porém, que a solicitação teria alcance excessivo e poderia interromper comunicações de utilidade pública, inclusive orientações sobre saúde, benefícios e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Flávio questionava mensagens sobre programas e serviços, como Bolsa Família, Farmácia Popular e prova de vida do INSS. Além da suspensão dos envios, pediu a retirada da marca e do slogan “União e Reconstrução” das contas oficiais, a apresentação de documentos e a preservação de registros digitais.
Na decisão, Cueva avaliou que, em análise preliminar, as mensagens apresentadas têm conteúdo aparentemente informativo, sem referências a candidaturas, pedidos de voto ou manifestações de apoio eleitoral.
O ministro citou, como exemplo, uma comunicação sobre o Disque 100, canal destinado a denúncias de violações de direitos humanos.
“A legislação eleitoral não impõe a paralisação dos serviços públicos nem impede a transmissão de informações necessárias à sua execução”, destacou.
Cueva também negou os pedidos de retirada da marca e do slogan do governo, de apresentação de autorizações e de requisição imediata de documentos. Quanto à preservação dos registros digitais, concedeu prazo de 48 horas para que Flávio especifique quais dados pretende conservar e quem deverá ser responsável pela medida.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (22) que o PL retire das redes sociais uma publicação que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proteção do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho). A decisão é da ministra Estela Aranha e atende a pedido da Coligação Brasil Pronto pra Mais contra o Diretório Nacional do PL.
A publicação foi veiculada nos perfis do partido no Instagram e no Facebook e questiona o sigilo de até 15 anos imposto pelo governo a três telegramas da Embaixada do Brasil em Washington. Em destaque, a peça trazia a pergunta: “Por que estão protegendo terroristas?”.
Os telegramas são de janeiro a maio deste ano, antes de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciar o enquadramento de facções brasileiras como organizações terroristas. O governo justificou o sigilo dizendo que os papéis são “imprescindíveis à segurança da sociedade” e que a divulgação poderia prejudicar negociações e relações internacionais.
Para a ministra, a propaganda do PL ultrapassou a crítica ao sigilo dos documentos e sugere, “sem respaldo fático idôneo”, que Lula ou o governo atuariam para proteger ou favorecer organizações criminosas.
Estela afirmou que a associação entre os telegramas sigilosos, as duas facções e o termo “terroristas” leva o eleitor a concluir que a restrição de acesso aos documentos teria sido imposta com a finalidade de proteger esses grupos.
A decisão segue a linha do plenário do TSE, que, na semana passada, julgou ações envolvendo associações de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. Os ministros estabeleceram que campanhas podem criticar políticas de segurança pública e explorar episódios concretos envolvendo adversários, mas não podem usá-los para atribuir a candidatos vínculos, apoio ou proteção a facções sem comprovação..
Nesta quinta, Estela determinou a remoção imediata do conteúdo e proibiu o PL de publicar, impulsionar ou reproduzir material idêntico ou substancialmente equivalente que associe, sem provas, agentes políticos, candidatos, partidos ou coligações à proteção, ao favorecimento ou à defesa de organizações criminosas ou terroristas.
A liminar ainda será submetida ao plenário do TSE.
A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) tem repetido no segundo turno a mesma estratégia adotada no primeiro: evitar participar de agendas de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL).
“Todos os indicativos são de que não vai ter [participação dela], ela vai ser peça bem lateralizada, ficando somente com aquele vídeo”, afirmou a analista de Política Isabel Mega durante o Bastidores CNN desta quinta-feira (22).
De acordo com informações apuradas pela analista, havia a expectativa por parte do núcleo duro da campanha de que ela estivesse mais presente e participasse de atos no segundo turno.
“Ela chegou a marcar essa participação em agendas mais de uma vez, mas depois desmarcava e não aparecia”, relatou Mega.
A única participação efetiva registrada até o momento foi um vídeo gravado em conjunto, utilizado na propaganda política de Flávio Bolsonaro, no qual os dois mal se olharam.
Em vez de acompanhar Flávio Bolsonaro em agendas pelo Brasil, Michelle tem direcionado seus esforços ao apoio à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal. Segundo Mega, a proximidade geográfica facilita essa escolha:
“Michelle usa como mote o fato de que ela precisa ficar em casa cuidando do marido, Jair Bolsonaro. Como Celina está ao alcance, ela sai de casa, participa de alguma agenda e volta, sem ferir a justificativa.”
A analista destacou ainda que a própria campanha de Flávio Bolsonaro foi construindo um caminho independente, sem contar com Michelle como peça central.
Diante da ausência dela, a estratégia passou a apostar em outros acenos ao público feminino, como a presença da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que atua como coordenadora econômica da campanha.
A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro nunca foi próxima. Ainda durante a pré-campanha, a tensão veio a público quando Michelle divulgou um vídeo extenso expondo o enteado e demonstrando descontentamento com a postura dele em relação a ela.
Após o episódio, houve uma reaproximação pública, com Michelle gravando novos vídeos dizendo que perdoava Flávio, até chegar à inserção na propaganda política dele. No entanto, a participação efetiva parou por aí.
Mega destacou que Michelle possui prestígio eleitoral e carisma próprios, tendo sido a senadora mais votada pelo Distrito Federal.
O âncora Gustavo Uribe afirmou que a ex-primeira-dama não deseja ganhar um ministério caso o enteado vença a eleição, preferindo seguir no Senado. Mega acrescentou que é mais factível que Michelle participe ativamente da gestão de Celina Leão no DF do que no Planalto com Flávio.
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em três frentes simultâneas: a mobilização nas ruas, a disputa de narrativas nas redes sociais e a preparação para o último debate presidencial, marcado para sexta-feira (23) na TV Globo.
Segundo a âncora da CNN Tainá Falcão, ao Bastidores CNN, ao longo da semana, ambos os candidatos percorreram diferentes regiões do país em busca de votos. Flávio Bolsonaro também cumpriu agenda intensa, com visitas ao Pará, ao Amazonas, a São Paulo e ao Ceará.
Lula passou por Porto Alegre (RS), São Luís (MA), Juazeiro (CE), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), sempre acompanhado por governadores, políticos e lideranças regionais.
No campo digital, as estratégias das campanhas se tornaram cada vez mais agressivas. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta na crítica ao custo de vida da população, responsabilizando o governo Lula pela situação.
A estratégia inclui ainda ataques relacionados ao endividamento das famílias e a investigações que envolvem pessoas próximas a Lula, com ênfase nas suspeitas sobre Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do candidato petista, e nos esquemas ligados ao INSS.
Do outro lado, a campanha de Lula passou a recuperar declarações antigas de Flávio Bolsonaro, com destaque para comentários da coordenadora de campanha em temas econômicos do senador, Daniella Marques, questionando o futuro dos benefícios sociais — em especial, se o Bolsa Família seria mantido em um eventual governo Flávio.
Também foram resgatados episódios históricos do candidato do PL, como o voto contrário à licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro, em 2009, e sua atuação como advogado de um policial acusado de matar uma menina de 5 anos, em Niterói.
Os dois candidatos planejam encerrar a campanha no sábado (24) com atividades nos três maiores colégios eleitorais do país. Lula tem previsto um ato com artistas e apoiadores no Rio de Janeiro, além de passagem por São Paulo.
Flávio Bolsonaro vai a Belo Horizonte para o chamado “Bloco do Nikolas”, evento promovido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nos moldes de um bloco de carnaval, e depois segue para o Rio de Janeiro, onde está prevista uma carreata na Barra da Tijuca até a casa de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, a presença dos candidatos nas ruas ganhou peso crescente nesta reta final, algo que não foi tão evidente no primeiro turno.
“Quem acabou puxando essa linha da manifestação na rua com a presença dos presidenciáveis foi o próprio PT“, afirmou, lembrando que a participação de Lula em um evento não estava prevista e foi anunciada de última hora por Guilherme Boulos.
Diante da mobilização petista nas ruas e da aproximação nas pesquisas, Flávio Bolsonaro também passou a intensificar sua presença física na campanha. Para Larissa, apesar do protagonismo das redes sociais nesta eleição, a campanha nas ruas se revelou um fator decisivo neste final de segundo turno.
A Força Aérea de Israel realizou um exercício militar na segunda-feira (19) perto da fronteira do Irã. A operação contou com dezenas de caças e aeronaves de reabastecimento em voo, e acontece a cerca de uma semana das eleições parlamentares israelenses.
Segundo o site Axios, o exercício foi realizado a mais de 1.280 quilômetros de Israel, e a rota seguida foi compatível com a de um possível ataque contra o Irã, passando pelo espaço aéreo da Síria e do Iraque.
De toda forma, à medida que as aeronaves militares israelenses se aproximavam da fronteira iraniana, faziam o retorno e voltavam para Israel, ainda de acordo com fontes ouvidas pela Axios.
Israel notificou os Estados Unidos com antecedência e classificou a operação como um exercício de treinamento voltado para “projeção de poder”. Com isso, o objetivo seria evitar que o Irã lançasse ataques antes das eleições.
Autoridades americanas e israelenses pontuaram à Axios que a missão não foi incomum, mas o site ponderou que ela poderia ter levado a um erro de cálculo que reacendesse a guerra.
“Algumas fontes americanas relataram ter a impressão de que Israel esperava que os iranianos disparassem contra as aeronaves, o que forneceria uma justificativa para lançar ataques contra o Irã”, destaca a reportagem.
A Fox News também noticiou que a Força Aérea de Israel fez o exercício militar perto do Irã.
Os exercícios militares de Israel são feitos em um momento delicado da guerra no Oriente Médio. Sem acordo para fim definitivo do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz continua com níveis reduzidos, o que influencia alta no preço do combustível pelo mundo.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chegaram a discutir no início de outubro a possibilidade de lançarem mais ataques contra o Irã, ainda de acordo com a Axios.
O site relata que o premiê disse ao líder americano que informações de inteligência indicam que o Irã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear — o principal motivo do início da guerra.
Trump pareceu inclinado a retomar os ataques, mas, posteriormente, decidiu não realizar uma nova operação militar, destacou a Axios.
O presidente dos EUA, inclusive, afirmou publicamente que não atacará o Irã até as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que acontecerão em 3 de novembro.
Ele também prevê que o conflito no Oriente Médio terá fim após essa votação.
Por fim, a Axios destacou que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, “não permitirá qualquer atividade militar injustificada que possa comprometer” as eleições parlamentares israelenses de 27 de outubro, segundo fontes.
Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda
A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22) ter concordado com as exigências do adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação da quebra de sigilo dos dois candidatos.
Lula e a advogada de Flávio, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram, na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma petição em que aceitam a quebra de seus respectivos sigilos, de familiares e empresas associadas.
A informação foi anunciada pelos coordenadores da campanha petista, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana (PT-CE), após encontro entre as campanhas no TSE. Uma foto veiculada mostra a assinatura também de Bucchianeri.
“O presidente Lula não tem nenhuma restrição, não colocou nenhuma restrição”, afirmou Edinho em entrevista a jornalistas no TSE.
Camilo afirmou que, inicialmente, houve divergência entre as campanhas sobre a inclusão na autorização da Alcaraz Holding, uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, que supostamente teria ligação com Flávio. Segundo ele, ao final, a equipe do candidato do PL aceitou a condição para incluir as informações sobre a companhia na abertura do sigilo.
Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio. O documento foi elaborado pela campanha do petista. A petição indica que o texto não significa reconhecimento de titularidade ou de propriedade direta ou indireta de contas ou empresas de terceiros.
O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas de telefonia, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público.
“É bom lembrar que é bom lembrar que o presidente Lula fez o desafio no domingo e o Flávio Bolsonaro só foi se posicionar na quarta-feira, ontem […] É importante que abra antes das eleições para que o povo brasileiro possa saber quem é quem e poder tomar sua decisão domingo”, declarou Camilo.
A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O Partido Missão, que teve Renan Santos como candidato à Presidência nas eleições de 2026, busca se consolidar como uma oposição a Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da legenda afirmaram à analista de política Isabel Mega que, em caso de vitória do senador, o partido pretende fazer oposição ao seu governo.
A posição, no entanto, não representa apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O partido também dirige críticas a Lula, buscando demarcar uma postura independente diante dos dois candidatos que disputam a Presidência.
“Eles quiseram construir esse posicionamento ao longo de todo o pleito eleitoral. A posição de ataques ao presidente Lula já era conhecida, mas eles dividiram esses ataques”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).
A analista lembrou que, em alguns momentos, a campanha de Renan Santos chegou a atacar mais Flávio Bolsonaro do que Lula, sinalizando o posicionamento que o partido pretende consolidar.
Internamente, há uma percepção de que, entre os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o eleitorado do Missão seria o que mais poderia render votos à esquerda.
“Ainda assim, a avaliação interna de membros do partido é de que esse eleitor tende primeiro a anular o voto do que caminhar com a esquerda”, destacou Mega.
Um fato novo agitou os debates internos do partido nesta semana: uma declaração de Pablo Marçal (PRTB-SP), que vem sendo um aliado de primeira ordem de Flávio neste segundo turno.
Em entrevista a um podcast, Marçal atacou o eleitorado do Missão. “Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser e acabou.”
A declaração incomodou o partido e gerou uma resposta pública de Renan Santos.
“Se você é um eleitor meu, entenda, eles chamaram você de esquisitão, você é um esquisitão e eu sou um nazista. Votem em quem vocês quiserem, mas, se você é meu eleitor e está disposto a pagar esse mico, achando que você está salvando o Brasil, eu já falei: Você está perdendo seu tempo”, declarou Renan.
O candidato também afirmou considerar a possibilidade de ele mesmo nem votar no segundo turno.
Segundo Mega, os votos do eleitorado do Missão não podem ser desprezados. Renan Santos obteve cerca de 2% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 2.675.887 votos.
Luana Piovani se tornou uma das famosas mais “ativas” na disputa presidencial deste ano. Na quarta-feira (21), a atriz não escondeu sua indignação ao ver que Roberto Justus havia declaro voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
A loira compartilhou um vídeo do empresário em que ele conta estar preocupado com o futuro do País. “Venho aqui como pai, como avô, como empresário e como cidadão brasileiro preocupado com o futuro do meu País”, declarou ele.
Em seus stories do Instagram, Piovani afirmou que Justus é uma “péssima influência” para as mulheres da família. “Que bela bosta, Roberto Justus! Minha preguiça por você já tem outro nome: desprezo. Sempre péssima influência, pras moças tudo [sic] que te cercam”, disse.
A atriz ainda aproveitou para fazer menção a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. De acordo com mensagens obtidas ela Polícia Federal, os empresários discutiram, desde 2024, um investimento na SteelCorp, empresa da qual o apresentador é sócio.
Nas conversas, um empréstimo que poderia ser convertido em participação na companhia. Uma negociação que envolvia R$ 143 milhões e uma proposta de recompra de R$ 130 milhões. No entanto, a operação enfrentou dificuldades e gerou cobranças de Roberto.
“Vai chupar o saco do Vorcaro e passar vergonha que é o que você merece”, completou a atriz.

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Na reta final das eleições, as campanhas dos dois candidatos à Presidência intensificaram esforços para conquistar segmentos específicos do eleitorado. Segundo a analista de política Isabel Mega, Flávio Bolsonaro (PL) busca reduzir a rejeição entre as mulheres, e Lula (PT) aposta em medidas para os microempreendedores.
A estratégia da propaganda eleitoral de Flávio inclui a exaltação da influência feminina na vida do candidato, com destaque para a mãe dele e para a esposa, Fernanda Bolsonaro, que aparece em peças publicitárias afirmando ser ele “o Bolsonaro moderado”.
A campanha também apresentou o programa “Brasil por Elas”, com propostas voltadas especificamente ao público feminino.
“Isso é fruto de uma preocupação com a rejeição que Flávio Bolsonaro tem junto ao público feminino, o presidente Lula tem uma rejeição menor. Flávio é mais votado por homens e Lula por mulheres”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).
A campanha petista tem explorado esse ponto, especialmente nas mídias sociais, associando a postura mais agressiva de Flávio no debate a gatilhos negativos para as mulheres. Segundo Mega, a campanha de Flávio trata os acenos ao eleitorado feminino como uma espécie de vacina contra essas críticas.
Do outro lado, a campanha de Lula passou a disputar com mais afinco o público dos microempreendedores, segmento historicamente mais próximo do discurso de Flávio Bolsonaro, em grande parte pela influência do empresário e político Pablo Marçal (PRTB-SP).
Como resposta, a campanha petista conseguiu aprovar um pacote no Congresso Nacional, incluindo a elevação do teto do MEI, além de lançar outras medidas voltadas a esse público.
“A gente ainda não sabe bem ao certo como isso vai entrar em acordo com as contas públicas, como isso será bancado. O governo foi lançando medidas e mais medidas, e há uma preocupação com a responsabilidade fiscal por trás disso”, observou Mega.
Nos bastidores da campanha de Flávio, há ainda pressão para que o candidato adote uma postura menos influenciada pelo estilo beligerante de Marçal no próximo debate, marcado para sexta-feira (23), embora Marçal siga sendo considerado peça importante e seja cotado para um eventual “ministério da prosperidade”.
A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), quer analisar os papéis referentes a quebras de sigilo entregues pela campanha do adversário e presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de entregar também em definitivo a própria documentação relativa a Flávio.
A intenção é verificar se a campanha de Lula está entregando todos os documentos conforme o acordado em desafios públicos ao longo dos últimos dias.
Participarão dessa análise, por parte de Flávio, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além do senador eleito e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol (Novo-PR). O senador e ex-juiz federal, Sergio Moro (PL-PR), também é cotado para ajudar à distância.
A equipe ainda não sabe se conseguirá analisar toda a papelada no próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde ocorreu a entrega no final da manhã desta quinta-feira (22), nem em quanto tempo.
A equipe jurídica informou à reportagem que está já levando também à Corte os documentos solicitados por Lula para entregá-los de imediato, desde que todo o restante por parte dos petistas a satisfaça.
Deltan afirmou ter sido “escalado” para analisar a “completude” dos documentos entregues pela equipe de Lula. Segundo ele, a análise mira também, por exemplo, as documentações do Instituto Lula e de aliados históricos do petista.
“A história de Lula precisa ser resgatada por meio desses documentos”, disse em entrevista a jornalistas no TSE. Deltan declarou ainda que, em um segundo momento, a análise busca identificar supostos indícios de enriquecimento ilícito e de ocultação patrimonial.
Para Maria Claudia Bucchianeri, a documentação de Lula precisa apresentar uma “transparência real”. Ela reiterou que a campanha de Flávio também apresentará toda a documentação, imediatamente, caso Lula tenha feito o mesmo.
“Se ele [Lula] verdadeiramente trouxe os documentos que a gente pediu, como ele disse que faria, nós reafirmamos aqui em público: aquilo que a gente peticionou, vamos trazer e será bastante rápido”, declarou a advogada.
Após a reunião das duas campanhas no TSE nesta manhã, as equipes de Flávio e Lula acordaram a “abertura total e simultânea” dos respectivos sigilos com a divulgação em site de acesso público.
A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.
O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) confirmou à CNN o comparecimento de representantes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para dar sequência ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no último domingo (18).
Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, o tempo curto até o segundo turno das eleições é um entrave para o “duelo de sigilos”.
A informação foi confirmada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante do time jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro, que afirmou que não haverá recuo e que o desafio está aceito.
A campanha de Lula já havia marcado desde a noite anterior o comparecimento ao TSE para registrar oficialmente sua posição. Segundo apuração da CNN, a expectativa é que os dois lados sacramentem, nos autos, a aceitação de todas as condições impostas mutuamente.
Lula impôs uma série de condições ao propor o desafio, e Flávio respondeu com suas próprias exigências, incluindo questões relacionadas ao cartão corporativo e aos sigilos do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A troca de contrapropostas gerou um clima de cautela nos bastidores dos dois lados, com cada passo sendo calculado antes de qualquer entrega de documentos.
Inicialmente, o bolsonarismo enxergava o desafio como uma isca e defendia que Flávio Bolsonaro não a mordesse. Após uma análise de cenário, no entanto, a campanha decidiu aceitar o desafio, impondo suas próprias condições.
Do lado de Lula, há suspeita de que a campanha de Flávio pode não entregar tudo sobre aquilo que a Polícia Federal vem apontando como suspeita — incluindo a suspeita que Flávio seria sócio do advogado Willer Tomás em uma empresa.
A três dias do segundo turno, o prazo para que o impasse seja resolvido é extremamente curto. As quebras de sigilo precisam ser enviadas oficialmente aos órgãos competentes e, posteriormente, os sigilos precisam ser devolvidos — um processo que, habitualmente, demora dias para ser concluído.
Além disso, uma abertura de sigilo requer autorização judicial, o que torna ainda mais complexo o encaminhamento de um pedido espontâneo das campanhas. O TSE, até o momento, não deu clareza sobre como as etapas do processo poderão ser cumpridas dentro do prazo disponível.
Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.
Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.
“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.
Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.
“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.
As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte. Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.
As declarações ocorrem também em meio à repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, que tem ocupado o centro dessa reta final de campanha presidencial.
As campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE na manhã desta quinta para acompanhar o que a equipe do presidente informou ser o protocolo de sua resposta às condições impostas pelo senador.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.
O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.