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Uma propriedade comprada por Edu Guedes e Ana Hickmann há dois anos tornou-se palco para o casamento de ambos, celebrado no início de setembro. Os apresentadores trocaram alianças em Araras, São Paulo, diante de 150 convidados.
Chamada de “Casa Gialla“, a fazenda construída em 1820 virou projeto pessoal do casal e agora é tema principal na criação de conteúdo para as redes sociais.
“Quando o Edu comprou essa fazenda, eu juro que já conseguia imaginar isso aqui tudo pronto, verdinho e perfeito”, disse a modelo. No entanto, preparar o espaço rural para um evento de luxo não foi fácil. “Foi uma loucurinha, uma corrida contra o tempo.”
O rancho dos famosos em Araras estava praticamente abandonado quando comprado, tomado por terra vermelha, poeira, barro e resquícios de área cultivada. “Uma das coisas que mais sofríamos dentro de casa era com o pó vermelho”, comentou Ana no vídeo. “Sabe aquele tipo de pozinho que, quando pega, mancha e não sai nunca mais?”
Ela conta que os 50 mil metros quadrados de jardim foram atrativos para a compra: “Olha essa paisagem, olha, que espetáculo. É linda demais!”
A apresentadora tomou a frente do projeto de paisagismo, que ganhou prioridade para receber a cerimônia de casamento. Ela conta que 6,5 mil m² já foram reformados, mas “ainda tem muito trabalho pela frente para alcançarmos o nosso sonho”.
“Olhar para tudo isso pronto e crescendo me dá um orgulho enorme”, expressou Hickmann. “Lembro do dia em que começamos, em pleno fim de semana de Copa do Mundo, quando o Edu estava em Portugal cobrindo uma corrida e não pôde participar. Eu gravava vídeos, tirava fotos e mandava para ele.”
A modelo contou que o projeto começou com a intenção de resolver o problema da terra vermelha, que levantava pó por toda a propriedade. “Quando começamos a fazer a limpeza, eu disse: ‘A primeira coisa que temos que colocar aqui é grama.’ Por vários motivos: pela beleza, com certeza, e pela limpeza, já que é muito melhor para a casa e para toda a propriedade”, explicou.
Para cobrir uma grande extensão do espaço a tempo do casamento, o casal utilizou mais de 15 mil placas de grama plantadas com adubo orgânico. A fachada já estava coberta por grama do tipo Batatais, que foi mantida; o restante dos 6,5 mil m² de área verde foi coberto com grama São Carlos, pensada para o clima seco e ensolarado do município.
As plantas decorativas foram escolhidas para criar uma “cara mais orgânica, não tão marcadinha”, visando “beleza natural com cara de fazenda“. “Algumas já existiam no paisagismo e iam crescer muito bem, enquanto outras trouxemos como novidade após estudar se a região, o solo, o clima e a temperatura eram adequados”, contou Ana, citando a ajuda de uma empresa especializada.
Flores brancas e azuis foram posicionadas entre folhagens de costela-de-adão, “sem divisória entre a grama e as plantas”. “Como a casa tem um estilo clássico e tradicional, quis refletir isso nas plantas, usando buchinhos em diferentes momentos e tamanhos pelo jardim”, disse.
A apresentadora ainda elencou seus aprendizados sobre a natureza ao trabalhar na reforma do jardim. “Nos ensina que cada planta tem um tempo diferente e precisamos respeitar isso. Sou apaixonada por jardinagem e pela natureza. Aprendi que cada plantinha tem sua necessidade”, afirmou. “Não devemos ter pressa, porque a beleza do jardim acontece aos poucos.”
O vídeo ainda mostrou uma surpresa encontrada durante o processo: um ninho de beija-flor construído em meio a um arbusto na entrada da fazenda.
“Percebi um beija-flor voando por ali e descobri um pequeno ninho com um filhotinho!”, comemorou Ana. “Ele é totalmente camuflado com a estrutura da planta e é a coisa mais bonitinha; nunca tinha visto um beija-flor bebê tão de pertinho. É por isso que é tão legal trabalhar com a natureza.”
Hickmann diz ter inspirado o planejamento de paisagismo da Casa Gialla em um conceito de jardim projetado para florescer o ano todo.
“Inspirei-me em uma tendência europeia que conheci através da Tamara, diretora de marketing da Veiling, que visitou a Holanda e me falou sobre os ‘jardins de sete camadas'”, detalhou. “O conceito consiste em misturar plantas de alturas variadas para que o jardim nunca pare de florescer, independentemente da estação do ano.”
A explicação da modelo recupera ideias da permacultura, um sistema de cultivo baseado em florestas frutíferas desenvolvido para restaurar áreas devastadas. As sete camadas propostas pelo horticultor Robert Hart, pioneiro dos jardins-floresta, são:
Para preencher todas as camadas, o jardim já recebeu mais de mil mudas de diferentes espécies. “Para dimensionar o nosso trabalho: foram mais de 15 mil placas de grama, 420 mudas de lírio-da-praia, 380 mudas de Sunpatiens, 260 mudas de moréia, 14 buchinhos ornamentais grandes, 22 buchinhos pequenos, 55 mudas pequenas de viburno, 12 mudas grandes de viburno na frente da casa e 80 mudas de primavera”, listou.
Já casados, Ana e Edu estão colocando em prática outros projetos de paisagismo. “Durante a terraplanagem, aproveitei para pedir ao meu amigo Alexandre que fizesse um buraco para o nosso futuro lago. O Edu adorou a ideia”, contou ela, “embora deva ficar para 2027.”
“A grama bem no centro da cerimônia está um pouco sofrida porque choveu muito no dia e a equipe de filmagem acabou pisando bastante”, disse Ana sobre o dia do casamento. “Mas ela vai se recuperar em algumas semanas com o sol e o tempo necessário.”
A adaptação de “A Leste do Paraíso” por Zoe Kazan, neta de Elia Kazan, revisita a eterna questão do bem e do mal e mostra uma extraordinária interpretação de Florence Pugh

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© JOSÉ COELHO/LUSA

Aqui há uns tempos o meu filho mais novo tirou as amígdalas e com isso tivemos oportunidade de estar mais tempo juntos, em casa, durante a sua recuperação. E foi fácil e giro encontrar assuntos comuns em frente à televisão.
A televisão tem tido sempre esse papel central nas casas das famílias. Aglutinador. E se antigamente eram a Cornélia e as primeiras novelas brasileiras, depois poderá ter perdido alguma dessa capacidade até que o Covid chegou e nos sentou a todos em casa. E, de novo, a TV ganhou centralidade e nova vida com os canais a registarem audiências recordes, mas também com novas realidades como o streaming e o Youtube que começou aí a sua evolução de saltar do ecrã pequenino do telefone para o ecrã gigante das smartTV´s. E essa evolução é tal que já vemos tudo ou quase tudo lá, desde música a séries e até mesmo jogos do Campeonato do Mundo de futebol.
Voltando às amígdalas do meu filho e às horas que passamos juntos em frente ao ecrã da televisão a vermos YouTube, admito que me maravilhei: devorámos horas e horas de episódios de “outdoor boys” e muitas outras coisas relacionadas. Ou seja, tudo o que são os nossos interesses comuns estavam e estão lá para maratonas. Mas depois foi cansando. Vimos muito, mas quando mais víamos, mais me parecia mais do mesmo.
E foi aí que me chegou a dúvida em relação a esta utilização nova do equipamento TV. É que se sempre vi a televisão e a sua programação, desde entretenimento a informação, como uma janela para o mundo, para me abrir horizontes. Mas agora ela deixou de ser uma janela e parece-me mais um espelho. Um espelho aumentado de todos os meus interesses, mas de onde o algoritmo não me deixa sair facilmente e quase que, mesmo com muitas horas de conteúdo, não me mostra tanto o novo, mas só o reflexo de mim, um reflexo do que gosto agora, permitindo pouca descoberta para o que eu não estava à espera.
Por isso, porque achei que poderia estar a ser injusto e porque há quem sabe muito mais de televisão do que eu, pedi ajuda ao Ricardo Costa, ex-jornalista e administrador do grupo Impresa e perguntei-lhe: e tu, Ricardo, também pensas que o aparelho de TV pode estar a deixar de ser uma janela para o mundo para se transformar num espelho dos nossos interesses? Ou estamos só numa fase híbrida e evolutiva, em que curadoria de programação e conteúdos estão a aprender a conviver?
Caro António, ao contrário do Nuno Jerónimo na crónica anterior, vou discordar. Talvez seja vício dos painéis de comentário, mas convém não concordarmos em tudo. Primeiro temos de circunscrever o que estamos a discutir: a televisão é programada por um algoritmo? Não. Mas existem hoje conteúdos que se veem na televisão e que são condicionados ou programados por algoritmos? Sim e sim.
Para situar a questão convém recuar muito além da operação às amígdalas do teu filho. A televisão, como os jornais ou a rádio, nasceu como mass media. Ora, como o nome indica, a televisão trabalha para audiências vastas, cruzando dois conceitos claros: grandes denominadores comuns e simultaneidade. Mesmo num contexto de declínio de consumo, os dois conceitos mantêm-se inalterados.
Estou a escrever(-te) numa terça. Ontem, o último segmento do Jornal da Noite — o SIC Verifica, dedicado integralmente a fact checking — durou 30 minutos, com 9,7 pontos de rating, quase 1 milhão de espectadores em média. Logo de seguida — após um simpático break — veio o último episódio da novela Vitória e, com mais um simpático break, a nova novela Destino Maior, as duas com 8,2 e 8,1 pontos de rating.
As duas novelas, tal como a que se seguiu, Páginas da Vida — podes contar ao teu filho que viste a original da Globo, que esta tem um elenco estupendo e que a versão da Carminho do Wave está ao nível da do Tom Jobim — estão disponíveis em simultâneo na Disney e na Amazon Prime. Porquê? Tu sabes a resposta. Denominador comum e recorrência. E muita qualidade, claro. Tudo bens escassos.
A net está cheia de fact cheking. Se ficares interessado pelo tema, o algoritmo vai dar-te fact cheking, queiras ou não. Se fores de direita, vai expor-te a políticos de esquerda. Se fores de esquerda, é ao contrário. Se detestares um político, vai dar-te gasolina para o regares. Se gostares de outro, tê-lo-ás a saltar de nenúfar em nenúfar no teu ecrã.
Quem quiser consumir o SIC Verifica tem por onde escolher. Está no site da SIC Notícias inteiro ou por assunto, e, claro, está desagregado em redes, comandado pelos algoritmos das plataformas. Mas há quase 1 milhão de pessoas que preferem vê-lo num alinhamento linear. Porquê? Tu sabes a resposta. Curadoria, alinhamento bem feito, boa televisão.
Sabemos desde sempre que um algoritmo é o contrário de linearidade. Sabemos há cem anos que um ecrã de televisão é plano. Sabemos há vinte anos que o mundo é plano, no sentido que Thomas Friedman lhe deu, com a globalização e a tecnologia a nivelarem a concorrência económica em todo o planeta. E sabemos agora que estamos a assistir à convergência desses conceitos — linearidade, algoritmo e mundo plano — no ecrã de televisão.
Esse ecrã é janela e é espelho, depende do que se faça dele e do que se faça para ele.

A BBC vai eliminar cerca de 100 postos de trabalho no seu serviço de notícias BBC News e encerrar dois canais, incluindo a BBC Scotland, na primavera de 2027, anunciou esta terça-feira a gigante britânica da televisão.
O grupo, que enfrenta uma queda das suas receitas, tinha prometido em abril poupar 500 milhões de libras (595 milhões de euros) nos seus custos anuais até 2028, eliminando até 2.000 empregos, cerca de 10% do seu pessoal.
No âmbito deste plano, a nova diretora da BBC News, Rachel Jupp, anunciou “a eliminação líquida de pouco mais de 100 postos de trabalho“. Isto representa uma poupança de cerca de 5,5 milhões de libras, indicou num email enviado aos funcionários. “Temos de garantir que cada libra seja utilizada de forma mais eficiente para os nossos públicos, enquanto enfrentamos pressões imediatas sobre os custos e reinventamos a BBC para um mundo em mudança”, afirmou aquela responsável, Matt Brittin, numa nota às equipas, referindo “escolhas difíceis”.
O encerramento da BBC Scotland e da BBC Three, um canal destinado aos jovens, vai também levar à eliminação de cargos associados, embora os seus programas continuem a ser transmitidos na plataforma de streaming BBC iPlayer.
A ministra da Cultura da Escócia, Mairi McAllan, considerou o fim da transmissão da BBC Scotland “totalmente inaceitável”. A BBC Three já transmitiu séries de sucesso internacional nos últimos anos, como ‘Fleabag’, ‘Normal People’ e ‘Killing Eve’.
Uma estação de rádio, a Radio 4 Extra, também vai desaparecer, com programas que permanecerão disponíveis online.
A BBC tinha anunciado em junho a eliminação de cerca de 550 postos até março de 2027, especialmente nas regiões e na sua divisão de notícias, também no âmbito do seu plano de cortes de emprego. Medidas que devem permitir poupar 160 milhões de libras (185 milhões de euros) até ao final do ano fiscal da empresa, que enfrenta principalmente uma queda nos seus rendimentos provenientes da taxa de licença.
“A forma como as pessoas consomem informação está a mudar rapidamente, e demasiados públicos, especialmente os mais jovens, não nos encontram”, disse também Rachel Jupp na sua mensagem de hoje.


© JIM LO SCALZO/EPA

Um grupo de trabalhadores do canal Conta Lá pretende avançar com um pedido de insolvência porque é a única forma de recorrerem ao fundo de garantia salarial, disseram esta segunda-feira várias fontes da empresa contactadas pela Lusa.
De acordo com uma das fontes, há “um grupo de trabalhadores”, mais de 50, que “vai avançar com o pedido de insolvência”, uma vez que não estão a ver uma solução do projeto, têm salários em atraso há vários meses e esta é “a única forma de recorrer ao fundo de garantia salarial”.
Contactado pela Lusa, Filipe Caetano, ex-trabalhador do Conta Lá também confirmou à Lusa que existe “um movimento de trabalhadores que vai pedir a insolvência“. Outra duas fontes contactadas, que pediram para não ser identificadas, confirmaram à Lusa que havia esta intenção do “pedido de insolvência”.
Ao que tudo indica, já terá sido escolhido o escritório de advogados para avançar com o pedido.
Os primeiros salários em atraso no projeto Conta Lá começaram em maio, algumas pessoas – com salários mais baixos – terão recebido em setembro, mas de um modo geral, a maioria tem atraso de pagamentos entre quatro e cinco meses, segundo uma das fontes contactadas pela Lusa.
Entretanto, os diretores estão demissionários desde sexta-feira, devendo formalizar a saída esta semana, segundo outra fonte.
A Lusa tentou contactar vários diretores do Conta Lá, mas até ao momento apenas um deles atendeu e não quis fazer comentários.
Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse.
O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento ainda não se concretizou.

© Facebook/Clara Joana


O ator americano Michael Forest, conhecido por interpretar o deus grego Apolo na série “Jornada nas Estrelas”, morreu aos 97 anos, na última quarta-feira. A causa da morte não foi informada.
Ele nasceu Gerald Michael Charlebois em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, em 1929, e vivia numa instituição de repouso para idosos em Nevada nos últimos anos. A morte foi confirmada por um amigo numa publicação no Facebook.
Forest era conhecido como um homem de porte atlético e tinha um currículo extenso como ator coadjuvante no cinema e televisão, que iniciou na década de 1950.
Carreira no cinema e na televisão
Além de participações em séries e novelas que inclui ainda “Além da Imaginação” e “The Dick Van Dyke Show”, atuou em diversos filmes do ator e diretor Roger Corman e emprestou a voz a projetos de animação, animes e videogames.
Como dublador, participou de títulos como “Power Rangers” e “World of Warcraft”. Ele era fluente em italiano e dublou centenas de filmes nos anos em que morou em Roma, além de atuar em produções de outros países da Europa.
Entre seus inúmeros papéis, estão particapações em “A Besta da Caverna Assombrada”, “Atlas” e “Náufrago”.
Vida pessoal
Forest foi casado com a atriz Diane Hale por 52 anos, até a morte dela, em 2022. Não há informações se eles tiveram filhos juntos.
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© Diana Quintela /Global Imagens