Milei llama de nuevo "ladrón corrupto" a Pedro Sánchez durante un discurso en Argentina


Buenos Aires, 24 oct (Prensa Latina) Las señales negativas que emanan de la economía de Argentina se acumulan hoy: a ocho de cada 10 de sus habitantes no les alcanza los ingresos para llegar a fin de mes, según la consultora Brain Network.
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Manuel Fernández-Montesinos apenas se acordaba de su padre ni de su tío Federico, asesinados los dos, con un día de diferencia, cuando él tenía cuatro años. Las fotos le concedían un espejismo de memoria. En la vida de un niño las personas desaparecen y nadie se ocupa de darle explicaciones, por un deseo de protección que a Fernández-Montesinos le pareció siempre equivocado. El padre y el tío tan querido unas veces están y otras ya no están, y ni siquiera vuelven a aparecer en ese porvenir indeterminado de la conciencia infantil, regresados de un viaje, trayendo ese regalo que quizás el niño no olvide nunca, aunque no pueda recordar al que fue su porrtador. El espacio en blanco de los muertos lo ocuparon en la niñez y la juventud de Manuel Fernández-Montesinos dos hombres mayores que a él se lo parecerían más aún, físicamente bien sólidos, a diferencia de los queridos fantasmas fotográficos, con un aspecto formal de señores de otro tiempo, casi de otro siglo: su abuelo Federico y quien él llamó siempre el tío Fernando, Fernando de los Ríos. En las fotos don Federico García Rodríguez tiene una gran cabeza cuadrada sobre un torso cuadrado y fornido, más rotundo aún por los hombros rectos y las anchas solapas de la chaqueta de un traje negro que durante los últimos nueve años de su vida fue un traje invariable de luto. En el paraíso de la Huerta de San Vicente, en la que el niño conoció y perdió muy pronto la eternidad feliz del verano, el abuelo era el gigante bondadoso que velaba por el nieto y le regalaba caramelillos y herramientas de hortelano hechas a la medida de las manos y las fuerzas infantiles por un herrero amigo. La silueta de encina del abuelo se recorta con la misma nitidez en la huerta familiar, en la cubierta del barco donde lo que queda de la familia va a exiliarse en Estados Unidos, en la orilla del río Hudson y entre los robles y los arces de Riverside Park, donde el antiguo niño hortelano ahora juega al beisbol y habla inglés sin ningún rastro de acento.
Javier Milei fue sobreseído este viernes en la causa conocida como $Libra, por la criptomoneda que el presidente ultra difundió en sus redes sociales y cuyo desplome, horas después de su lanzamiento, deparó pérdidas para unos 40.000 inversores y ganancias por 100 millones de dólares para unos pocos. El juez del caso, Marcelo Martínez de Giorgi, benefició con la misma decisión a la hermana del mandatario, Karina Milei, y los otros nueve acusados. Lo hizo sin haber indagado a los imputados y sin cumplir con medidas de prueba solicitadas por los damnificados, quienes ya habían sido apartados de las querellas. Milei festejó la decisión en sus redes sociales y se despachó contra periodistas y dirigentes opositores, a los que acusó de incurrir en “mentiras, calumnias e injurias”.

© Matías Martín Campaya (EFE)
Buenos Aires, 23 oct (Prensa Latina) Cuando hoy comenzó el tercer juicio contra la exmandataria Cristina Fernández, ahora junto a su hijo Máximo Kirchner, la justicia argentina sobreseyó al presidente Javier Milei y otros acusados de la millonaria estafa en la causa $Libra.
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Bicampeã olímpica, multicampeã nacional e dona de várias marcas individuais, a ex-jogadora Fabiana Claudino criticou a falta de reconhecimento com as atletas em solo brasileiro.
Fabiana, embaixadora da liga de vôlei dos EUA, reforçou que as atletas nacionais passaram a ter voz apenas depois do ouro olímpico conquistado em Pequim-2008. Antes disso, não havia espaço para diálogo com as jogadoras.
“Na hora que você ganhar alguma coisa, você vem falar comigo. Mas se eles não tivessem sido tão duros com a gente, talvez não teríamos chegado. Aquilo ali para gente foi um desafio. A gente queria chegar no avião e sentar num lugar melhor, ter um salário melhor. Então, aquilo ali foi combustível. Na hora que eu ganhar, vocês me aguentam!”, desabafou, em entrevista ao “Basticast”.
Ela também comentou sobre a situação da oposta Tifanny. A atleta foi impedida de jogar por uma medida da Confederação Brasileira de Vôlei e está sem condições de atuar profissionalmente no Brasil.
“Quando acontece um episódio desse, o mínimo que você tem que fazer é acolher o próximo. Tem as suas decisões, coisas que precisam cumprir, mas a vida dela, ninguém pensou nisso. E simplesmente do nada, você acorda, você não pode jogar e tá tudo bem. Pronto, acabou, sai, vai viver sua vida!”, criticou.
“Acho isso um absurdo. Se ela não pode jogar, como a gente pode incluí-la, vamos colocá-la aqui numa comissão? E eu não falo só da Tifanny, nós todas, ninguém tem esse apoio”, apontou.
Fabiana é natural de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e iniciou sua carreira no Minas, em 2001. Defendendo a camisa azul e branca, ela conquistou a Superliga da temporada 2001/2002.
No Brasil, ela jogou no Rio de Janeiro, onde foi tetracampeã brasileira; no Vôlei Futuro, no Sesi-SP, no Praia Clube, onde conquistou a Superliga 2017/2018, e no Osasco. No exterior, teve passagens pelo Fenerbahçe, da Turquia, e Hisamitsu Springs, do Japão.
Pela Seleção Brasileira, ela acumula passagens marcantes. Fabiana foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 e heptacampeã do Grand Prix de vôlei. A mineira possui, também, uma medalha de prata e uma de bronze em mundiais.
Fora da Superliga, Tiffany detona proibição da CBV: “Não sou bandida”
A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, revogar a liminar que garantia a participação de Tifanny Abreu em jogos do Osasco nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
Anteriormente, a Justiça do Rio de Janeiro havia concedido uma liminar que suspendeu a determinação da CBV e autorizou a participação da atleta nos jogos contra o Praia Clube, pela Supercopa, e contra o Brasília, na estreia da Superliga.
A CBV, em nota, afirma que “cumpriu integralmente a decisão anterior” e que “seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva”.
A jogadora, de 41 anos, disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco.
Ela foi afetada pela decisão da CBV, anunciada em agosto, de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas trans na categoria feminina.
Com a nova regra, as jogadoras terão que apresentar um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.
O Osasco entra em quadra neste sábado (24), às 16h (de Brasília), em Belo Horizonte, pelo jogo contra o Mackenzie, válido pela segunda rodada da Superliga Feminina.
“A CBV reafirma que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol”
Douglas Souza apoia Tifanny após decisão da CBV: “Você não está sozinha”
C’è uno strano caso di “miracolo” economico che riesce a far quadrare i conti dello Stato mentre manda fuori squadra quelli di chi lavora, produce, consuma. Se volete toccare con mano, prendete un aereo per Buenos Aires, nell’Argentina di Javier Milei, il presidente con la motosega anti-sprechi, anti-spesa pubblica, anti-tutto. Uno strumento che, a giudicare dai risultati, funziona egregiamente. Il punto è capire che cosa stia tagliando.
All’atto del suo trionfale avvento, nel 2023, Milei era stato dipinto come un auspicato innovatore della deregulation contro-statalista in salsa sudamericana. Esaltato in primis dagli opinionisti turbo-liberali mai sazi di sforbiciate al deficit, pareggi di bilancio, privatizzazioni e tutto il ben noto pacchetto di riforme degli emuli, o nostalgici, della “filosofia” ultraliberista.
Partiamo dalle imprese: tra novembre 2023 e luglio 2026, secondo i registri ufficiali argentini, 32.290 datori di lavoro in meno (-6,3%) e 437.600 posizioni lavorative perdute (-4,4%). Non tutti fallimenti o licenziamenti, ma senz’altro una bella emorragia. In Argentina, il piatto piange, ma letteralmente, non per modo di dire. Prendete la carne bovina, icona nazionale del comparto alimentare: 46,3 chili annui pro capite nel luglio 2026, il 9,4% in meno rispetto all’anno precedente. Nel Paese dell’asado, anche la bistecca è diventata un lusso.
Quanto alle pensioni, il bonus per i trattamenti più bassi è congelato a 70.000 pesos dal marzo 2024. I prezzi, ovviamente, no: e il taglio delle pensioni “povere” vien da sé, per opera dell’inflazione, senza colpo ferire e senza bisogno di scomodi interventi “strutturali”. Infine la povertà: risalita dal 28,2% al 32,3% nel primo semestre 2026, con il 7,5% degli argentini nell’indigenza.
Certo, Milei ha ottenuto risultati importanti sul piano della stabilizzazione: avanzo fiscale nel 2024 e nel 2025, inflazione mensile scesa all’1,9 per cento nel settembre 2026. Liquidare questi risultati come inesistenti sarebbe poco onesto. Ma confondere il miglioramento degli indicatori fiscali e monetari con il benessere e la qualità della vita dei cittadini è un errore ancor più grave.
Uno Stato non è un’azienda, e tanto meno un foglio Excel dove l’unica variabile degna di nota è il saldo entrate-uscite e dove i benefici sono sempre e solo quelli rilevabili con l’occhiuta tigna di un cassiere. Né il giudizio su un Paese può essere appaltato in esclusiva alle agenzie di rating. Esso deriva anche da come sono tutelati i suoi abitanti (sul piano del welfare, della sanità, della vecchiaia), da quanto l’ecosistema economico sia favorevole anche alle piccole e medie imprese, dall’adeguatezza dei salari dei suoi lavoratori, dal potere d’acquisto delle sue famiglie.
Per capire la filosofia che ispira il format albiceleste, bisogna fare un salto indietro di mezzo secolo. Destinazione: Cile, anni Settanta. All’indomani del colpo di Stato di Pinochet, i cosiddetti Chicago Boys, economisti cileni formatisi nell’ambiente accademico dell’Università di Chicago, contribuirono a realizzare un radicale programma di liberalizzazioni, privatizzazioni, disciplina monetaria e ridimensionamento dell’intervento statale.
Naturalmente il Cile di Pinochet era una dittatura e l’Argentina di Milei è una democrazia. Ma la genealogia economica degli “sperimentatori” è riconoscibile tanto quanto l’identità nazionale delle cavie, entrambe sudamericane. La convinzione di fondo condivisa è che lo Stato sia omologabile a una SpA, la spesa pubblica un male da estirpare e il mercato il solo prodigioso meccanismo in grado – una volta sbrigliato dai lacci e lacciuoli di ogni pretesa di ingerenza “sociale” – di far quadrare i conti e di generare surplus.
Milei sembra la versione più estrema, quasi fumettistica – persino dal punto di vista lombrosiano, coi suoi rampanti basettoni da protocapitalista ottocentesco – di un’intera scuola di pensiero: un Chicago Boy in grisaglia senza il gessetto del professore e con l’intraprendenza di un boscaiolo.
La parabola di Milei dovrebbe farci riflettere perché – sia pure in modo esasperato e iperbolico – ben restituisce l’esito per molti versi fallimentare, sul piano sociale, delle ricette neoliberiste. Ricette che abbiamo conosciuto sulla nostra pelle sia pure in una declinazione più ordo-liberista di stampo teutonico. E ciò a far data quantomeno dai primi anni Novanta con la fine della tanto vituperata prima repubblica, il celebre incontro sul Britannia del 1992, la svendita dell’IRI, l’avvento dell’euro, la firma dei trattati di Maastricht e di Lisbona che hanno finito per stravolgere, se non per tradire del tutto, lo spirito keynesiano della nostra Costituzione originaria.
Il tutto precisamente in ossequio a quel culto della competitività, delle “lenzuolate” e dei “conti in ordine” che rappresenta una delle matrici ideologiche tutt’altro che secondarie dell’architettura unionista.
www.avvocatocarraro.it
L'articolo Perché l’Argentina di Milei conferma che le ricette neoliberiste sono fallimentari proviene da Il Fatto Quotidiano.
"As much as the industrial revolution freed us from the constraints of the human muscle, AI will free us from the constraints of the human brain, pushing productivity beyond our wildest dreams….Keep AI unregulated so that it is free to be developed without the deadly hand of premature and poorly understood regulation."
Argentine President Javier Milei wrote that on June 4 in the Financial Times as part of his push to bring AI companies to Argentina. The prior week, he had introduced legislation to boost AI based on three pillars: leaving AI unregulated, establishing a new legal category for nonhuman corporations operated by AI agents or robots, and keeping corporate taxes low. As of late September, the Senate has held hearings on the legislation but not advanced it.
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"My contempt for the state is infinite."
—Javier Milei, explaining his willingness to make deep cuts to existing spending and regulation in Argentina, from an interview with The Economist in 2024.
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El presidente del Partido Popular y candidato a las elecciones del 29-N, Alberto Núñez Feijóo, ha sido entrevistado este viernes en la Cadena SER. En ella, ha respondido a las preguntas del periodista Aimar Bretos sobre los temas más candentes de la precampaña electoral, como son los pactos con la extrema derecha de Vox, la crisis de la vivienda, la subida de las pensiones, el aborto para menores de 16 años, la ley de eutanasia, la visita del presidente argentino, Javier Milei, y los vídeos utilizados en la precampaña electoral que han sido hechos con inteligencia artificial. Estos son los 10 titulares que ha dado el líder de la oposición:

© EPV
The final text passed with 237 votes in favor, 9 against and 4 abstentions from left-wing sectors, in a session that began Wednesday afternoon.
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The law maintains non-contributory pensions, compatibility with formal employment and access to health benefits. It also establishes specific budget items to finance the system and mechanisms to prevent arbitrary removal of beneficiaries.
Among its central points are new conditions for accessing non-contributory disability pensions, the possibility of keeping the benefit while working within certain income limits and a control system based on cross-referencing data between public agencies. It also sets obligations for budget transparency, training for service providers and deadlines to complete pending compensations.
#Argentina | Human rights groups filed a criminal complaint over a police crackdown on university protesters in Buenos Aires that reportedly left more than 550 people injured or affected.
— teleSUR English (@telesurenglish) October 19, 2026
The complaint seeks accountability for alleged excessive force during demonstrations… pic.twitter.com/yrEWJjPhA7
The law stipulates the return of all funds owed to providers for more than a year, settling the accumulated financial deficit, and sets strict peremptory deadlines for the Executive Branch to make these obligations effective.
The changes were incorporated after weeks of negotiations and set aside the cuts that the Executive Branch had included in the 2027 Budget for the disability area.
Hundreds of Spanish students gathered at Rey Juan Carlos University (URJC) to protest the visit of far-right Argentine President Javier Milei, who was scheduled to participate in a forum during his stay in Madrid.
— teleSUR English (@telesurenglish) October 21, 2026
Armed with pots and pans, whistles, Palestinian flags, and… pic.twitter.com/LGGFyeYpe6
Various organizations of people with disabilities in Córdoba denounced not having been convened to the legislative debate, and expressed skepticism about the Government’s real willingness to comply with what was voted.
The approval comes after more than a year of permanent protests, marches and mobilizations led by people with disabilities and their families, who expressed in the streets their rejection of Milei’s adjustment policies. During that period, the affected sectors suffered neglect, mistreatment and harsh episodes of police repression near the legislative palace, images that were widely disseminated and generated deep repudiation in society.
A key factor in unblocking the legislative scenario was intense lobbying by Pastoral Social Argentina, whose representatives went directly to Congress to dialogue deputy by deputy. Added to this was strong international pressure from Vatican diplomacy, after a monsignor gave various interviews in local media to warn about the Holy See’s deep concern for the health and quality of life of the group.
Que la llegada de la derecha radical a los gobiernos democráticos pueda representar una amenaza para la cultura abierta y la libertad de creación ya no es solo una sospecha: el arte crítico y la memoria cívica se encuentran en la diana de los extremistas. Sucede en América y en Europa. Y también en algunos lugares de España. Desde los primeros acuerdos autonómicos con el PP, Vox tuvo como prioridad la derogación de las Leyes de Memoria Democrática. No fue casualidad que en la Comunidad Valenciana se cancelase la suscripción a diversas revistas en catalán en bibliotecas municipales. Ya en 2023 se escucharon tímidas advertencias de lo que estaba por venir. En vano. El sábado estaba previsto que se representase en Valladolid la obra Federico, centrada en la muerte de García Lorca, pero ha sido cancelada y la compañía Proyecto 43-2 ha denunciado a la Consejería de Cultura de la Junta de Castilla y León, en manos de Vox, porque considera que dicha decisión obedece a motivos ideológicos. El episodio ha coincidido con la publicación el pasado día 9 de los requisitos que la Junta establece para solicitar subvenciones para la producción de películas y documentales: “No podrán destinarse los fondos públicos concedidos al amparo de esta convocatoria a actuaciones que impliquen adoctrinamiento ideológico”.

© Thierry Monasse (Getty Images)
“No puedo más, te lo juro”. Esta frase o una muy parecida lleva mucho tiempo ahí, instalada y escuchada a diario en el aire que respiramos. Insistimos en que no podemos más con la polarización, la pelea y el ruido; repetiremos y nos repetirán. Como si fueran otros y no nosotros los que pisamos de vez en cuando lo fregado de la vida diaria. Pero tranquilas, que pasará.

© Comunidad de Madrid (EFE)
Buenos Aires, 22 oct (Prensa Latina) José Luis Espert, quien fuera el diputado nacional predilecto del presidente Javier Milei y su carta principal en las elecciones de la Provincia de Buenos Aires, fue hoy procesado por lavado de dinero y le prohibieron salir del país.
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As acampadas estão a conseguir o que sucessivos governos não fizeram. Devolver urgência à habitação. Durante anos, o problema cresceu entre indiferença e políticas desastrosas. Em Lisboa, por exemplo, António Costa entregou a regeneração urbana ao mercado. Regeneraram-se os prédios, mas esqueceram-se os moradores. Pedro Passos, deu benefícios fiscais a estrangeiros, que nem um governo socialista com apoio da esquerda radical alterou.
Conheço o problema na primeira pessoa. Atravessa gerações, regiões e rendimentos. Não é apenas uma crise de jovens. É uma crise do país. E não se resolve com mais uma década de promessas. Mas ligo a televisão e descubro que chegou o povo. Poder popular, assembleias populares, o povo a ordenar. O povo parece ter uma agenda preenchidíssima. Mas voltemos à questão do processo em curso, qual povo?
Uma assembleia popular representa quem nela participa. Mais ninguém. Não tem mandato, não responde perante eleitores nem representa quem discorda ou ficou em casa. É uma reunião, não um órgão de soberania. A democracia representativa não é um capricho “burguês”: existe para impedir que quem grita mais alto se confunda com a maioria.
E, obviamente, aquela espécie de soviete improvisado distribui receitas milagrosas, em que a maioria das propostas poderão aumentar o problema. Muitas são velhas propostas, como se décadas de erros pudessem ser corrigidas por aclamação.
Por outro lado, há legislação em discussão no Parlamento. É aí que se negoceia e decide. A rua deve pressionar, não substituir as instituições, e a sociedade civil deve reunir-se com os grupos parlamentares para aumentar as propostas. É o famoso lobby.
A ironia, é que o Chega, farejando o perfume do populismo, também poderá descobrir o seu povo e os seus milagres e poderá tornar-se a chave para desbloquear várias propostas de curto prazo.
Agora, o povo que conheço? Trabalha, paga rendas impossíveis e infelizmente não tem tempo. Não precisa de representantes autoproclamados nas praças. Precisa de representantes menos medíocres no Parlamento, capazes de ouvir todos os quadrantes da sociedade e transformar as aspirações dos portugueses em decisões concretas. E isso não invalida que possa e deva manifestar-se em força.
Porque representar o povo não é falar em nome dele. É ouvi-lo, responder perante ele e, sobretudo, agir.