El sector taurino de Albacete se encuentra profundamente conmocionado tras el repentino fallecimiento de Gonzalo González, profesor de la Escuela Taurina de la provincia y figura muy querida en los mentideros del toro. El suceso se produjo durante la mañana de este sábado en la finca Pedro Tito, perteneciente a la ganadería de Roque Jiménez y situada en la localidad jienense de Santisteban del Puerto, mientras el docente asistía a una jornada de tentadero.
Gonzalo González se encontraba en el recinto ganadero respaldando de cerca a su hijo, el joven novillero Alejandro González, en sus labores de preparación campera. En pleno desarrollo del tentadero, el profesor sufrió una indisposición sobrevenida que provocó su desplome instantáneo en el piso de la plaza de tientas, sin que los servicios médicos pudieran hacer nada por salvar su vida.
Toda la trayectoria vital de Gonzalo González estuvo consagrada al universo del toreo. Tras una etapa inicial como novillero con caballos, decidió enfocar su carrera profesional en las filas de plata como banderillero, prestando sus servicios a las órdenes de espadas tan destacados como Manuel Caballero, Juan Bautista, Serafín Marín, Miguel Tendero, Filiberto o Mario Sotos, además de colaborar con diversos toreros locales.
Desde el año 2018, compendiaba esa inmensa experiencia acumulada en los ruedos con su labor pedagógica en el equipo docente de la Escuela Taurina de Albacete, bajo la dirección del matador Sergio Martínez. Desde ese puesto de responsabilidad, se convirtió en el guía y maestro de las últimas hornadas de aspirantes a torero en la provincia, inculcando los valores y secretos de la profesión con absoluta entrega.
Su pérdida deja un vacío irreparable en el ámbito familiar y profesional, especialmente junto a su hijo Alejandro, una de las grandes promesas de la cantera albaceteña que recientemente debutó con picadores en la feria de septiembre. Numerosas entidades, compañeros y aficionados han querido trasladar su pésame, destacando la calidad humana de un hombre que entregó su vida a la enseñanza de la tauromaquia y que se marchó haciendo aquello que más amaba.
Detalle del crespón negro que se han colocado esta tarde los diestros
O Comando Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa em nota enviada às redações que a base de dados do Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque, no âmbito do qual terá sido possível copiar dados pessoais dos bombeiros nela registados.
Na sequência da deteção do incidente, a ANEPC, em articulação com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), do Ministério da Administração Interna, procedeu de imediato à suspensão da aplicação RNBP, estando em em curso trabalhos destinados a reforçar os mecanismos de segurança da aplicação e a assegurar a proteção dos dados pessoais nela constantes.
A ANEPC enviou uma comunicação interna às Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros e aos Corpos de Bombeiros a informar a situação e a alertar para possíveis tentativas de fraude. Na comunicação seguiram um conjunto de procedimentos a adotar.
Neste contexto, a ANEPC apelou a todos os bombeiros para que mantenham uma atenção redobrada perante chamadas, mensagens ou outras comunicações inesperadas que solicitem o acesso a ligações ou páginas eletrónicas, a divulgação de dados pessoais ou o preenchimento de formulários.
A ANEPC esclarece que as comunicações dirigidas aos bombeiros, designadamente para atualização de dados ou transmissão de informações, privilegiam sempre os canais institucionais, através da estrutura de comando dos respetivos corpos de bombeiros.
Assim, recomenda-se que não sejam abertas ligações suspeitas, não sejam fornecidos dados pessoais nem sejam preenchidos inquéritos ou formulários na sequência de contactos não confirmados. Em caso de dúvida, os bombeiros deverão confirmar a autenticidade da comunicação junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.
Os titulares dos dados que pretendam obter esclarecimentos adicionais sobre o incidente e sobre os seus dados pessoais poderão contactar o Encarregado da Proteção de Dados da ANEPC através do endereço de correio eletrónico: incidentes.dados@prociv.pt.
A ANEPC continuará a desenvolver as diligências necessárias ao reforço da segurança dos seus sistemas e à proteção dos dados pessoais, mantendo como prioridade a segurança da informação e a confiança dos bombeiros nos canais institucionais de comunicação.
José Manuel Fernandes afirmou que o vírus Shamonda, transmitido por insetos do género Culicoides, “não leva a mortalidade dos animais” e garantiu que “não há nenhum perigo de contágio para as pessoas”.
O governante sublinhou que “não vamos é entrar num alarme, que neste momento não se justifica”, referindo que o impacto na saúde animal não é grave. O ministro destacou um caso isolado em França, onde uma pessoa com estado de saúde muito debilitado contraiu o vírus, mas enfatizou que não se pode afirmar que a morte tenha sido causada pelo vírus.
Atualmente, ainda não existe um plano específico para lidar com o vírus Shamonda. A solução proposta pelo ministro é a monitorização e a melhoria das condições sanitárias nas explorações pecuárias. Fernandes defendeu a necessidade de “avançar rapidamente numa investigação” à escala da União Europeia para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis.
O veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, alertou na quinta-feira, em declarações à Lusa, para o preço elevado das análises a bovinos para a deteção do vírus Shamonda que afetou uma exploração em Vimioso.
Luís Fernandes explicou ter obtido a informação de que o preço das análises ronda mais de 30 euros, o que numa vacada, por exemplo com 50 animais, já requer algum investimento por parte dos produtores pecuários onde existam sintomas.
Questionado sobre a possibilidade de comparticipação nas análises devido às dificuldades financeiras dos produtores, o ministro não se comprometeu. “Não vamos fazer análises que não sejam necessárias; nós avaliaremos e se for necessário apoio, fazemos”, disse.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a deteção do vírus em vários países da União Europeia, incluindo Portugal e Espanha. O último relatório indicava casos nos concelhos de Odemira, Vimioso, Évora, Loures, Crato e Montijo.
Os bovinos são os mais afetados pela infeção, embora ovinos e caprinos também possam ser suscetíveis sem manifestações clínicas evidentes. Os bovinos com infeções agudas podem apresentar febre, diarreia e redução na produção leiteira entre 10% e 20%.
A base de dados do Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque e os piratas acederam a dados pessoais, o que levou a um alerta da proteção civil aos comandos e à suspensão da aplicação.
Na comunicação a todos os comandos regionais e responsáveis das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, a que a Lusa teve acesso, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que gere a plataforma do RNBP, admite o ataque e diz que foi efetuada uma cópia dos dados.
Entre os dados pessoais estão o nome completo dos bombeiros inscritos, números de cartão de cidadão, identificação fiscal, segurança social, utente de saúde (e subsistemas de saúde), carta de condução, estado civil, data de nascimento, contactos, moradas, imagem e grupo sanguíneo, refere o documento.
Contactada pela Lusa, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) confirmou a situação, admitindo que a informação deveria ter seguido individualmente para cada um dos elementos registados no RNBP.
António Nunes, presidente da LPB, explicou que a aplicação do RNBP tem dados pessoais, mas não tem dados bancários e disse ainda não ter informação sobre se efetivamente houve capacidade de retirar dados.
Mas na informação que a ANEPC enviou aos comandos regionais, a que a Lusa teve acesso, o acesso e cópia dos dados é clara, assim como a suspensão da aplicação do RNBP.
“A base de dados do Recenseamento Nacional de Bombeiros (RNBP), foi alvo de um ciberataque, tendo sido possível efetuar uma cópia dos dados pessoas”, refere a informação, acrescentando que a ANEPC, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI) procederam “de imediato à suspensão da aplicação”.
Diz ainda que estão a ser desenvolvidos sistemas de segurança adicionais, para assegurar a proteção dos dados pessoais que constam da aplicação.
No mesmo alerta, a Proteção Civil explica que, como consequência desta violação de dados pessoais, os titulares dos dados podem ser alvo de ações de phishing (mensagens que simulam comunicações legitimas para atrair a clicar e links e anexos maliciosos), smishing (tentativas de fraude por SMS ou MMS) ou vishing (fraudes por chamada telefónica).
Podem ainda ser alvo de ações de quishing, um esquema de fraude que usa códigos QR maliciosos para redirecionar as vítimas para sites falsos.
Como medidas de segurança, a ANEPC pede “atenção redobrada” para chamadas e/ou mensagens que solicitem aberturas de links ou sites.
O RNBP é o sistema de informação e gestão do registo dos bombeiros portugueses, dos quadros de comando, ativo, de reserva e de honra.
Segundo António Nunes, a aplicação tem cerca de 60 mil registos.
A Lusa contactou a ANEPC e o CNCS para tentar esclarecer as medidas que estão a ser desenvolvidas, mas não obteve resposta até ao momento.
Dados pessoais incluem o nome completo dos bombeiros inscritos, números de cartão de cidadão, identificação fiscal, segurança social, utente de saúde (e subsistemas de saúde) ou carta de condução.
O vínculo entre mãe e filho não é exclusivo dos humanos. A chilena Paloma Valdivia, para quem o território da infância é sagrado, explora-o neste livro. Um laço que perdura.
El libro es fabuloso, se titula En palabras sencillas, y en él Richard Ford habla de sus influencias, de la forma en que se hizo escritor, de sus dudas. En un momento, escribe: “Una parábola de cómo funcionan mi cerebro y mi vida. Al principio no veo nada. Y luego veo todo”. Es una obra astuta, insolente y optimista. Terminé de leerla en un estado extraño, sintiendo incapacidad para poner en marcha el dispositivo del ensueño, que es como conviene vivir —siempre en otra parte—, así que salí a correr en torno al cementerio de mi barrio. Alrededor hay puestos de flores. Rezuman un aroma alegre que contrasta con la naturaleza a la que responden. Son raras las flores para los muertos. No hay nardos ni jazmines, demasiado lúbricos quizás. Predominan los gladiolos rígidos como soldados, los crisantemos anodinos, los claveles arcaicos, las rosas, siempre rojas. Todo es envarado y serio, el equivalente floral a un empleado de casa funeraria. También hay flores de plástico de colores deformes: margaritas de color azul, gladiolos verde radioactivo. Quizás porque son de plástico, y están muertas, el color se les tolera. Casi nunca se ve gente comprando, pero la mercadería parece lozana. Ese día, en uno de los puestos, vi una pizarra en la que se leía: “¡Hay urnas!”, como quien anuncia: “¡Llegaron los tomates!”. Parecía una invitación a morirse. Alguien podía pasar por allí y, al descubrir que habían llegado las urnas, entender que no debía desaprovechar la oportunidad. Miré alrededor: el suelo estaba humedecido por el sol, el cielo parecía a punto de estallar de tensión azul y fría, y yo, que hasta entonces no veía nada, vi todo: la divina ignorancia del amor reinaba en todas partes, la muerte pisaba el mundo pero no podía aniquilarlo, si se prestaba atención se podía escuchar el coro de lo que apenas se escucha. Y seguí corriendo como seguimos todos: repleta de sentido para después perderlo, corriendo hacia adelante para llegar a ninguna parte.
O centro de "Breves Entrevistas a Homens Hediondos" está então no retrato meticulosamente perfeito e tão ternamente vulnerável, de uma insuperável falta de capacidade para a comunicação.
Ler David Foster Wallace, sobretudo para quem tenha ambições literárias ou queira simplesmente compreender melhor o estranho impulso que conduz à escrita, é invariavelmente luminoso e esclarecedor
La plaza de toros de Las Ventas cerró el pasado 12 de octubre la temporada 2026 con una creciente tendencia al alza en la asistencia de público. A lo largo de los 60 festejos celebrados (41 corridas de toros, 16 novilladas y 3 festejos de rejones) el coso madrileño reunió a un total de 1.018.696 espectadores, con una media de 16.978 asistentes por festejo.De esta forma,Las Ventas supera el millón de espectadores por segundo año consecutivo, según un comunicado de Plaza1, la empresa gestora del coso madrileño.
La madrugada del próximo domingo 25 de octubre, España volverá al horario de invierno. A las tres de la mañana, los relojes de la península y Baleares marcarán las dos, mientras que en Canarias, a las dos serán la una. Ganaremos una hora en el reloj, pero también cambiaremos bruscamente la referencia temporal que organiza buena parte de nuestra vida cotidiana. Para los animales domésticos que conviven con nosotros, esta modificación puede resultar menos sencilla de lo que parece. No necesitan saber qué hora es para anticipar cuándo llega el desayuno, cuándo toca salir a pasear o a qué hora vamos regresando a casa. Perros, gatos, hurones, conejos y otros animales destinados al mascotismo aprenden a reconocer patrones y señales del entorno, desde la luz que entra por la ventana hasta los movimientos y las costumbres de las personas con las que viven.
Pero ese pequeño universo doméstico cambia de repente cuando adelantamos o retrasamos el reloj y, aunque la evidencia científica específica sobre los efectos del cambio horario en animales de compañía todavía es limitada, sí sabemos que la luz y los ciclos diarios influyen en su actividad y en distintos procesos biológicos. La clave está en distinguir entre lo que se ha demostrado y lo que resulta razonable hacer para facilitarles la transición.
Un reloj biológico que no entiende de horarios humanos
Los ritmos circadianos son ciclos biológicos de aproximadamente 24 horas que regulan, entre otras funciones, los periodos de actividad y descanso. La luz ambiental es una de las señales más importantes para sincronizarlos, aunque también influyen otros estímulos, como la alimentación y las rutinas diarias.
En el grupo de los animales domésticos no todos responden de la misma manera. Los perros suelen ajustar buena parte de su actividad a la convivencia con las personas, mientras que los gatos presentan patrones individuales y pueden mantenerse activos durante la noche o al amanecer. Los hurones, por su parte, alternan periodos de actividad y descanso y también responden a los ciclos de luz y oscuridad. En las aves, la duración del día puede influir, además, en procesos fisiológicos y reproductivos. Por eso, el cambio de hora no tiene por qué producir la misma respuesta en todas las especies ni en todos los individuos. Un animal que vive principalmente en interiores y sigue los horarios de su familia puede reaccionar de manera distinta a otro cuyo día está más condicionado por la luz natural.
Los perros y el cambio de hora
Una investigación publicada en 2025 analizó la actividad matutina de 54 perros en Ontario, Canadá. El equipo estudió a 25 perros de trineo y a 29 perros de compañía, mediante dispositivos que registraban su movimiento durante el cambio al horario de invierno. Los perros de trineo mostraron más actividad antes de la llegada de sus cuidadores la mañana del cambio, pero sus patrones volvieron a los niveles previos durante los dos días siguientes, mientras que en los perros de compañía no se detectaron cambios significativos en la actividad matutina vinculados a la hora a la que se levantaban sus cuidadores.
La edad también fue un factor importante y los perros de compañía de más edad fueron menos activos durante la primera mañana tras el cambio. Los investigadores recomendaron prestar especial atención a los animales mayores cuando se modifican bruscamente sus rutinas. El estudio es una de las primeras investigaciones que han medido directamente este fenómeno en perros, pero con importantes limitaciones, ya que se centra en la actividad matutina y analiza una transición concreta.
Señales que pueden descolocarlos
Aunque no se haya demostrado que el cambio de hora provoque problemas generalizados en los animales domésticos, sí puede alterar temporalmente las expectativas de aquellos que asocian determinadas actividades con un horario estable. Un perro acostumbrado a desayunar a las ocho puede empezar a pedir comida cuando su reloj biológico le indica que es la rutina, aunque el reloj de la cocina indique el nuevo horario. Algo parecido puede ocurrir con los paseos o el momento de acostarse. En el caso de los gatos, pueden reclamar su comida antes de lo habitual o mostrarse más activos cuando la familia todavía está durmiendo.
Es necesario aclarar que estos cambios de comportamiento no demuestran por sí mismo que el animal esté sufriendo estrés ni que su ritmo circadiano se haya desajustado. Puede ser, sencillamente, una respuesta aprendida a la modificación de las rutinas humanas.
Mención aparte merecen los animales que necesitan horarios especialmente regulares por su edad, su estado de salud o la administración de determinados medicamentos. Si el tratamiento debe darse a intervalos precisos, es recomendable consultar con el veterinario cómo adaptar las tomas, en lugar de modificar los horarios por cuenta propia.
Cómo ayudarles durante la transición
La recomendación más sencilla es evitar, cuando sea posible, que todas las rutinas cambien de golpe. Durante los días anteriores al cambio horario, se pueden desplazar progresivamente las comidas, los paseos y el momento de acostarse unos diez o quince minutos cada día, hasta aproximarse al nuevo horario.
También ayuda mantener las señales cotidianas que aportan previsibilidad, como son los paseos, las sesiones de juego compartido, los momentos de descanso y la interacción con la familia. En los perros y gatos, ofrecer actividad y oportunidades de exploración adecuadas a sus necesidades contribuye a que la jornada siga teniendo una estructura reconocible. En el caso de las aves, roedores, reptiles y otros animales que viven en recintos interiores, conviene mantener ciclos de luz y oscuridad apropiados para la especie y evitar cambios bruscos e innecesarios en la iluminación artificial. No se trata de mantenerlos siempre expuestos a la misma cantidad de luz, pero sí de proporcionarles condiciones estables y adecuadas a sus necesidades biológicas.
Por último, los animales mayores o con problemas de salud merecen una atención especial. Si tras el cambio de horario aparecen alteraciones persistentes del sueño, el apetito, la actividad o si el comportamiento cambia de manera llamativa, lo adecuado es consultar con nuestro veterinario en lugar de atribuir automáticamente esos síntomas al cambio de horario en el reloj.
Por lo tanto, la evidencia disponible no justifica alarmarse cada vez que se cambia la hora, pero sí invita a recordar que, para facilitar la convivencia, conviene adaptar nuestras rutinas teniendo en cuenta las necesidades de los animales que dependen de nosotros.
This week a self-described "influential think tank", the IPPR, advised that the "UK must seek EU membership”. Charlotte Gill was not surprised to find it was funded by George Soros and the European Climate Foundation.
Libros que los personajes escriben, leen, regalan. Libros que saltan de una película a otra, que inspiran tramas, que se adaptan. La filmografía de Pedro Almodóvar está plagada de referencias literarias. Ha publicado numerosos relatos a lo largo de las décadas, algunos de ellos reunidos en El último sueño (2023). Pero ha esperado hasta los 77 años para publicar su primera novela: El hombre que solo escribía en los aviones (Reservoir Books), que llega a las librerías el 29 de octubre. Un libro frenético y libre, como su cine, atravesado por la pasión lectora. Lo protagoniza Flavio Guijarro, nueva incorporación al fecundo plantel de personajes almodovarianos. Un coach de autores obsesionado con escribir. Como tantos protagonistas del manchego, Flavio tiene mucho de él. Es sabido que la obra de Almodóvar es un ente poroso por el que circulan la ficción, la realidad, lo vivido, lo escuchado, lo leído. Esta entrevista discurre por esos poros y se centra en el Almodóvar lector y escritor. Recibe a Babelia en las oficinas madrileñas de El Deseo, su productora, con las paredes llenas de recuerdos y carteles de sus películas llegados de todos los rincones del mundo. Preside su despacho una gran estantería llena de libros que, advierte, son sobre todo novedades que le llegan. Su biblioteca más personal, admite, está en su casa. Sobre la mesa, eso sí, el último libro que le ha fascinado, Cosamala, de Alana S. Portero, autora hacia la que se deshace en elogios. Se enciende la grabadora y aparece un Almodóvar sereno, amable, cómodo con una conversación ajena a la clásica promoción del cine, alejado de la ansiedad que, dice, ha sido un motor de su novela.
Manuel Fernández-Montesinos apenas se acordaba de su padre ni de su tío Federico, asesinados los dos, con un día de diferencia, cuando él tenía cuatro años. Las fotos le concedían un espejismo de memoria. En la vida de un niño las personas desaparecen y nadie se ocupa de darle explicaciones, por un deseo de protección que a Fernández-Montesinos le pareció siempre equivocado. El padre y el tío tan querido unas veces están y otras ya no están, y ni siquiera vuelven a aparecer en ese porvenir indeterminado de la conciencia infantil, regresados de un viaje, trayendo ese regalo que quizás el niño no olvide nunca, aunque no pueda recordar al que fue su porrtador. El espacio en blanco de los muertos lo ocuparon en la niñez y la juventud de Manuel Fernández-Montesinos dos hombres mayores que a él se lo parecerían más aún, físicamente bien sólidos, a diferencia de los queridos fantasmas fotográficos, con un aspecto formal de señores de otro tiempo, casi de otro siglo: su abuelo Federico y quien él llamó siempre el tío Fernando, Fernando de los Ríos. En las fotos don Federico García Rodríguez tiene una gran cabeza cuadrada sobre un torso cuadrado y fornido, más rotundo aún por los hombros rectos y las anchas solapas de la chaqueta de un traje negro que durante los últimos nueve años de su vida fue un traje invariable de luto. En el paraíso de la Huerta de San Vicente, en la que el niño conoció y perdió muy pronto la eternidad feliz del verano, el abuelo era el gigante bondadoso que velaba por el nieto y le regalaba caramelillos y herramientas de hortelano hechas a la medida de las manos y las fuerzas infantiles por un herrero amigo. La silueta de encina del abuelo se recorta con la misma nitidez en la huerta familiar, en la cubierta del barco donde lo que queda de la familia va a exiliarse en Estados Unidos, en la orilla del río Hudson y entre los robles y los arces de Riverside Park, donde el antiguo niño hortelano ahora juega al beisbol y habla inglés sin ningún rastro de acento.
Escribió Chesterton que por cada niño que llega al mundo nacen de nuevo la Luna y el Sol, porque hay un nuevo par de ojos dispuestos a mirarlos. Con los libros pasa igual: con cada niño que aprende a leer, Odiseo vuelve a salir de Ítaca, Quijote y Sancho vuelan de nuevo a lomos del caballo Clavileño y la pobre Alicia cae otra vez por la madriguera. Me di cuenta ayer, mientras silabeabas la-ma-má-o-sa. No sé si me sorprendió más verte leer por primera vez o el vértigo que sentí.
Los bomberos de Ávila miran por el cristal. Detrás del vidrio hay una cocina, un frigorífico, sillas y mesas. Todo nuevecito, envuelto en plástico, en un módulo prefabricado junto a unas duchas y vestuarios. Todo está listo dentro de la nueva estación, pero no pueden usar nada de eso. Así ha sido desde hace un año, porque la Junta de Castilla y León (PP y Vox) pagó la infraestructura, pero no los contratos de la luz ni del agua. “¡Es increíble!”, exclaman los brigadistas que coinciden en que es “un garaje de 420.000 euros”. Tampoco hay un hidrante donde cargar los vehículos y tiran de los de El Tiemblo, donde se encuentran perdiendo el tiempo. Estos ejemplos ilustran las quejas del gremio, que se siente desatendido y mal dirigido después de vivir el peor verano de su historia.
La escritora, traductora y profesora francesa Clémentine Beauvais (París, 37 años) reconoce que la primera vez que escuchó hablar sobre la posibilidad de ampliar el derecho al voto a los niños desde su nacimiento se echó a reír. Así que comprende que esa sea la misma reacción de quienes se encuentren en librerías y bibliotecas con el pequeño ensayo que acaba de publicar en España sobre ese asunto. “Es una reacción que me interesa: ¿por qué la risa? Nos reímos de lo que es ridículo, imposible, impensable, de lo que sorprende. Pero, ¿por qué sorprende? ¿Y es realmente imposible e impensable? Cuestionarse la propia risa plantea preguntas importantes”, sostiene. Por el derecho al voto desde el nacimiento (Wonder Ponder, traducción de Silvia Moreno Parrado, 2026) llega a España en una preciosa y llamativa edición tras el éxito obtenido en Francia, donde el debate generado alrededor del ensayo incluso ha llevado a Beauvais a exponer su tesis en la Asamblea Nacional del país.
Aponiente, el restaurante tres estrellas Michelin capitaneado por el cocinero Ángel León, ha logrado que el universo gastronómico mire hacia el gaditano Puerto de Santa María. En este año, además ha salido del molino de mareas del siglo XIX donde se ubica y la experiencia que supone comer en él se expande hacia las marismas que lo rodean, ubicadas en el parque natural de la Bahía de Cádiz, el mismo lugar que sirve de inspiración desde hace años para este chef.