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"EUA deixaram de ser um mediador imparcial"

João Albuquerque considera que os EUA já não são um parceiro fiável. Sublinha o nervosismo de Trump com as eleições e os riscos de ataques híbridos russos aos europeus, apelando a uma defesa sem EUA.

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Vance: é "compreensível" que Musk não se queira envolver

As restrições ao Starshield na Ucrânia continuam a gerar polémica: nem Musk, nem a Casa Branca nem o Pentágono assumiram claramente a responsabilidade pela ordem de desaceleração.

© JIM LO SCALZO/EPA

“Acho que isto não é sobre o Elon. Eu acho que é fundamentalmente qual vai ser a política dos Estados Unidos na Ucrânia e na Rússia”, afirmou
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El Parlamento Europeo propone una misión naval de la UE en el mar Negro tras los últimos ataques de drones contra buques comerciales

Fue a las cuatro de la madrugada del viernes pasado. Varios drones alcanzaron al Wine Trader, un buque cisterna que transportaba productos químicos y navegaba por el mar Negro a unos 25 kilómetros de la localidad rumana de Sulina, en la desembocadura del Danubio y a un paso de la frontera con Ucrania. Las explosiones provocaron un incendio y dañaron gravemente la embarcación. Cinco marineros pudieron ser rescatados, pero otros siete permanecen desaparecidos. “Los que tenían sus camarotes en los niveles superiores tuvieron tiempo de salvarse”, explican desde el Sindicato Libre de Navegantes de Rumania. Los desaparecidos, en cambio, probablemente quedaron atrapados bajo la estructura metálica de la embarcación. Esta ofensiva culminó una escalada de incidentes que ha golpeado en apenas diez días a siete mercantes frente a las costas de Rumania y Bulgaria.

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© ROMANIAN INTERIOR MINISTRY (via REUTERS)

El 'Wine Trader', tras el ataque de la semana pasada.
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Alemania detiene a un sospechoso de espiar para Rusia y entregar información sobre bases militares

Vadim Y., ciudadano ucranio residente en Alemania, ha sido arrestado este jueves bajo sospecha de espiar para Rusia. El detenido está siendo investigado por, presuntamente, haber facilitado información a los servicios secretos del Kremlin sobre una base militar alemana y sobre infraestructuras de la OTAN.

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© Fabian Bimmer (REUTERS)

Un coche de policía, la semana pasada en Hamburgo.
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Tensões com Trump “não são pessoais”, diz Zelensky à CNN

Após uma ruptura amarga com Donald Trump ter deixado muitos na Ucrânia temendo que o presidente dos EUA tivesse se alinhado novamente à Rússia, o presidente Volodymyr Zelensky abordou a disputa de frente: não há nada de pessoal entre mim e Trump, disse ele à CNN, mas se aproximar de Vladimir Putin só iria “torná-lo mais forte”.

Os laços entre os EUA e a Ucrânia se deterioraram gravemente nas últimas semanas.

Zelensky disse que Trump estava “do lado errado da história” após ele anunciar um acordo para comprar combustível russo, desfazendo os esforços internacionais para isolar a Rússia. Trump então suspendeu algumas sanções contra a Rússia, gerando críticas até mesmo de seu próprio partido. As forças da Ucrânia viram seu acesso ao serviço Starlink, administrado por Elon Musk, ser restringido.

Falando à CNN a partir de Kyiv na quinta-feira, Zelensky adotou um tom conciliatório, dizendo que as tensões “não eram sobre personalidades” — mas advertiu que Putin não tinha intenção de parar a guerra.

“Minha atitude em relação a Putin é muito clara. Acho que se levantarmos as sanções, vamos torná-lo mais forte. Não é algo pessoal entre mim e o presidente Trump, e é claro que sou contra qualquer levantamento de sanções.”

Zelensky falou à CNN em meio a uma renovada pressão diplomática dos enviados de Trump para encontrar uma resolução para o conflito de quatro anos e meio.

Na quarta-feira, o enviado especial dos EUA Steve Witkoff passou três horas conversando com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo, descrevendo-o de forma controversa como um “humanitário” por sua decisão de libertar o prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Witkoff havia se reunido com Zelensky na Noruega um dia antes.

Trump insistiu na quarta-feira que apertar as sanções contra a Rússia teria significado que Hubbard permaneceria preso. “Você poderia se esquecer dele, nunca o veria de novo, ele voltaria para a prisão por 25 anos”, disse ele em resposta a uma pergunta da jornalista da CNN Kaitlin Collins.

Ele acrescentou que sanções mais rígidas colocariam em risco as chances de um acordo sobre a Ucrânia: “Quando você está perto de um acordo e tem negociações delicadas, você não impõe sanções.”

Putin “joga” com vidas

Zelensky disse que sua reunião na capital norueguesa Oslo foi produtiva, mas que não estava convencido do compromisso de Putin com a paz. Após a visita de Witkoff, Putin concordou com conversações em novembro, sem fornecer muitos detalhes concretos.

“Putin está jogando, sabe, ele é um jogador”, disse Zelensky.

“É uma pena porque ele joga com a vida de outras pessoas, e claro que ele não quer (parar a guerra). Então o que queremos de nossos parceiros (é) não dar a ele a possibilidade de ficar mais forte e nos destruir.”

Trump disse na quarta-feira que seu governo está “mais próximo do que nunca” de resolver a guerra na Ucrânia — apenas para a Rússia lançar centenas de drones e mísseis balísticos contra seu vizinho durante a noite.

Até agora, Putin também manteve suas exigências maximalistas em relação à Ucrânia — incluindo território. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quarta-feira que “a disputa agora está realmente concentrada no que acontece com o restante do Donbas”, a região leste da Ucrânia que está majoritariamente sob controle russo. Ele disse que “surgiram algumas ideias criativas sobre como resolver essa diferença.”

Congelar as linhas de frente?

Em entrevista à CNN, Zelensky aludiu à possibilidade de congelar as atuais linhas de frente para “cessar-fogo, parar com as mortes, sentar e conversar.” No entanto, ele deixou claro que a ideia de a Ucrânia ceder seu território à Rússia é inaceitável.

“Nossa terra é muito importante porque é sobre pessoas. Não é sobre quilômetros”, disse ele. “Muitas pessoas morreram defendendo esta terra, defendendo nossa independência, nosso país.”

“Ninguém vai reconhecer esses territórios, que estão temporariamente ocupados, como territórios russos, e acho que a Rússia entende isso. É uma pena se alguém não entende, mas isso é problema deles”, acrescentou o presidente ucraniano.

Houve alguns sinais de distensão após Kiev acusar os EUA de limitar o compartilhamento de inteligência sobre mísseis russos em aproximação, de retardar os serviços vitais do Starlink e de atrasar o fornecimento de armas.

Zelensky disse no início desta semana que o compartilhamento de inteligência foi restabelecido, mas afirmou à CNN que o Starshield, o serviço militar da SpaceX, ainda não foi totalmente restaurado.

Mas a escassez crítica de mísseis interceptores da Ucrânia significa que, mesmo que suas forças militares recebam agora um alerta sobre um míssil balístico russo se aproximando, não há nada para abatê-lo.

Zelensky também disse à CNN na quinta-feira que, embora os aliados europeus da Ucrânia tenham fornecido alguns mísseis de defesa aérea ao país, “não é suficiente para nos defendermos”.

A Ucrânia, disse Zelensky, precisa agora principalmente de duas coisas de seus aliados: “Não levantar as sanções contra Putin… (e) nos dar mísseis melhores”.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

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"A União Europeia não tem uma estratégia"

António José Telo avisa para a falta de estratégia e de relevância da Europa nas decisões globais. Aponta ainda o foco de Trump nas eleições e os preparativos para atacar o Irão.

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Ucraniano é preso na Alemanha sob suspeita de espionagem para a Rússia

Um cidadão ucraniano foi preso no estado alemão de Brandemburgo sob suspeita de espionagem para a Rússia, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (22) pela Procuradoria-Geral Federal da Alemanha.

Identificado pelas autoridades como Vadym Y., o suspeito mantinha contato com um serviço secreto russo por meio de um intermediário desde, pelo menos, julho de 2025, afirmaram os procuradores.

Segundo o comunicado, ele coletava informações militares, incluindo dados sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos, além de informações sobre pessoal e instalações militares em locais destinados a proteger o flanco oriental da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Embora parte das informações estivesse disponível publicamente, outros detalhes teriam sido solicitados a pessoas que trabalham no setor de defesa europeu, segundo os procuradores.

De acordo com o comunicado, o acusado comparecerá nesta sexta-feira (23) a um juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe comunicará o mandado de prisão e decidirá sobre a decretação da prisão preventiva.

O chanceler alemão Friedrich Merz disse que a prisão não o surpreendeu e alertou que haverá mais casos semelhantes no futuro.

“A Alemanha é alvo de intensa atividade de espionagem; nesse sentido, o fato de este caso ter sido descoberto hoje é um sucesso”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Montenegro.

“No entanto, não nos iludamos: as atividades dos serviços de inteligência russos na Alemanha permanecem em um nível consistentemente alto.”

O que é Oreshnik, míssil hipersônico utilizado em grande ataque contra Kiev?

 

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Trump e Putin vão voltar a unir-se contra Zelensky? — Debate

Irão retomar as negociações tripartidas entre a Rússia, Ucrânia e os Estados Unidos? Os líderes mostraram-se disponíveis, mas será que a Ucrânia não sairá desfavorecida?

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Análise: Onde Trump vê um acordo, Putin vê uma vitória para a Rússia

Se Donald Trump fosse presidente da Rússia, ele certamente aceitaria um acordo rápido e simples para pôr fim à brutal guerra na Ucrânia, talvez, como já sugeriu, em apenas 24 horas.

Do ponto de vista de Trump, a decisão seria óbvia.

Uma solução para o conflito prolongado, que já está em seu quinto ano, não apenas interromperia a morte dos milhares de “jovens e lindos garotos” que, segundo Trump, são mortos todos os meses na linha de frente, mas também seria — e isso é fundamental — extremamente lucrativa.

As sanções contra Moscou poderiam ser suspensas, enquanto acordos comerciais lucrativos inevitavelmente surgiriam. Em outras palavras, a paz e a prosperidade prevaleceriam.

Mas, é claro, Trump não é o presidente da Rússia. Esse cargo pertence a Vladimir Putin, e o líder do Kremlin parece ter pouquíssimo interesse em abrir mão de seus objetivos declarados na guerra da Ucrânia, seja para preservar vidas russas e ucranianas, seja para acrescentar bilhões de dólares aos cofres do Estado russo.

Esse é um equívoco fundamental que tem orientado os esforços infrutíferos do governo Trump para negociar o fim dos combates. Ele voltou a ficar evidente durante a mais recente reunião crucial em São Petersburgo entre Steve Witkoff, parceiro de negócios de Trump que se tornou seu principal negociador, e o próprio Putin.

Durante o encontro, Putin disse a Witkoff que estava “curioso” sobre o resultado das reuniões realizadas na Noruega no dia anterior, quando autoridades dos Estados Unidos, da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para elaborar possíveis novas propostas de paz, incluindo incentivos econômicos para Moscou.

Mais tarde, um assessor de alto escalão do Kremlin confirmou que o enviado de Trump havia informado o líder russo sobre as discussões. Em seguida, acrescentou, como era de se esperar, que “na verdade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana”.

O resultado era inteiramente previsível por parte de um Kremlin que se recusa obstinadamente a abandonar suas posições rígidas, incluindo a exigência de controlar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia, e de ter influência sobre os futuros acordos de segurança de Kiev.

Ainda assim, a Casa Branca pode ter esperado genuinamente que o Kremlin demonstrasse maior disposição para fazer concessões, sobretudo depois que Trump suspendeu, na semana passada, as sanções às exportações russas de diesel. A medida, motivada politicamente pela tentativa de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato, também representou um enorme benefício econômico para Moscou.

Posteriormente, Trump anunciou um cessar-fogo energético que não teve sucesso e que obrigaria a Ucrânia a interromper os ataques de drones que danificavam refinarias de petróleo russas.

Em meio à troca de acusações, durante a qual o compartilhamento de informações de inteligência pelos Estados Unidos foi afetado, Trump também defendeu uma mudança na liderança ucraniana — tudo o que o Kremlin gostaria de ouvir.

Para Moscou, porém, os acordos, os incentivos e até o desprezo compartilhado por Kiev não são vistos como sinais de que chegou a hora de cooperar e recuar. Pelo contrário: são interpretados como evidências de que a estratégia russa em relação aos Estados Unidos está dando resultados.

E essa estratégia, ao contrário da de Washington, é pragmática e bem definida. O líder do Kremlin entende o que motiva Trump e consegue distraí-lo com facilidade, prometendo grandes acordos econômicos ao seu temperamental interlocutor na Casa Branca.

Mais propostas desse tipo foram apresentadas pelo Kremlin durante a reunião com Witkoff em São Petersburgo. Putin elogiou o controverso acordo sobre o diesel e sugeriu que a Rússia também poderia ampliar as exportações de fertilizantes essenciais para os Estados Unidos, entre outras possibilidades.

“Também estamos discutindo diferentes projetos, como centros de dados, projetos no setor de energia e cooperação energética”, afirmou Kiril Dmitriev, chefe do fundo soberano russo e interlocutor importante do Kremlin junto a autoridades do governo Trump, após o encerramento das conversas, que duraram três horas.

E não são apenas as vantagens econômicas que o Kremlin utiliza para agradar, conquistar simpatia ou manter um interlocutor receptivo na Casa Branca.

Antes da reunião em São Petersburgo, Putin libertou Stephen Hubbard, um cidadão americano de 74 anos que estava detido pela Rússia desde que foi capturado na Ucrânia, em 2022, no início da invasão russa em larga escala. Um Witkoff bajulador descreveu a libertação como um ato “humanitário”.

Hubbard, natural do estado de Michigan, teria sofrido graves problemas de saúde durante os quatro longos anos em que permaneceu preso em uma colônia penal russa remota. Sua libertação, porém, foi celebrada pela Casa Branca como uma demonstração da capacidade de Trump de fechar acordos e da deferência de Putin em relação ao presidente americano.

“Os Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não precisaram oferecer nada em troca — uma situação sem precedentes para a Rússia”, dizia um comunicado publicado na própria plataforma Truth Social de Trump.

Mas é improvável que o ex-agente da KGB, conhecido por sua postura dura no Kremlin, veja a situação dessa maneira.

Ao libertar um ex-professor de 74 anos, provavelmente mantido como moeda de troca justamente para uma ocasião como essa, Trump concedeu a Putin um aval inestimável para as ações do Kremlin — e representou uma dolorosa traição à Ucrânia.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

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Rusia y Ucrania intercambian cuerpos de militares caídos

Minsk, 22 oct (Prensa Latina) Rusia entregó a Ucrania 252 cuerpos de soldados caídos y recibió 25 de sus militares, en un nuevo intercambio de cadáveres realizado en la frontera belarusa, informó hoy la agencia de noticias BelTA.

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Ejército ruso ocupa el poblado de Mírovka en Zaporozhie

Moscú, 22 oct (Prensa Latina) La agrupación de fuerzas rusas Este extendió su control en la zona de la operación militar especial al poblado de Mírovka, en la provincia de Zaporozhie, informó hoy el Ministerio de Defensa.

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Ataques russos fizeram sete mortos e 22 feridos na Ucrânia

Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano, Donald Trump declarar que o fim da guerra nunca esteve "tão próximo", um ataque com mísseis contra Kiev deixou seis feridos.

© SERGEY DOLZHENKO/EPA

Moscovo está na disposição de retomar as negociações a três com Kiev e Washington, mas não de imediato, "por volta de 10 de novembro", informou o Kremlin
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Rússia aceita retomar negociações de paz com Ucrânia em novembro

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o Kremlin está disposto a retomar as negociações de paz trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia após meados de novembro, a pedido do enviado especial americano Steve Witkoff, que se reuniu com Putin por cerca de três horas na quarta-feira (21).

O encontro, realizado em São Petersburgo, ocorreu após a reunião “produtiva” de Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Os Estados Unidos buscam avançar propostas para encerrar a guerra.

Putin afirmou que estaria disposto a retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro, segundo um relato divulgado após a reunião por seu assessor, Yury Ushakov. O assessor disse que o Kremlin gostaria de discutir a criação de uma “estrutura de segurança” para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito, sem dar mais detalhes sobre as exigências russas para esse mecanismo.

A próxima rodada de negociações trilaterais poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, afirmou Ushakov em resposta a uma pergunta do canal estatal russo Russia 24.

Zelensky disse na quarta-feira que gostaria que o encontro ocorresse “no máximo até o início de novembro”.

“A Rússia disse muitas vezes que estava pronta para uma reunião, mas depois as coisas mudaram e ela foi cancelada”, acrescentou Zelensky. “Vamos ver o que acontece desta vez.”

Um comunicado de uma autoridade americana confirmou que a reunião ocorreu e afirmou que o objetivo era avançar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Witkoff descreveu os encontros com Putin e Zelensky como “construtivos” em uma publicação na rede social X após a reunião de quarta-feira e afirmou que as discussões continuariam nas negociações trilaterais.

“Embora ainda haja trabalho importante a ser feito, o presidente Trump continua comprometido em ver esta guerra terminar e alcançar uma paz abrangente e duradoura”, escreveu.

Os enviados americanos Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram uma reunião trilateral que foi “aceita pelos ucranianos em Oslo ontem e pelos russos em São Petersburgo hoje”, segundo o comunicado.

Apesar das declarações positivas sobre possíveis negociações futuras, até o momento não há sinais de que a Rússia tenha recuado de suas posições maximalistas.

As exigências anteriores da Rússia equivalem a uma vitória quase total: Moscou pede que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, atualmente sob ocupação russa em sua maior parte. O governo russo também exigiu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante as conversas mais recentes, Putin demonstrou interesse na retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia. Isso ocorre após medidas recentes do governo Trump para suspender sanções contra a Rússia e fechar um acordo sobre exportações de diesel.

Em declarações à imprensa após a reunião, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev afirmou que não havia “dúvida” de que a cooperação econômica entre Estados Unidos e Rússia continuaria. Ele acrescentou que um acordo sobre diesel anunciado recentemente entre os dois países seria mantido, apesar das críticas europeias.

Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava detido no país havia mais de quatro anos.

Em declarações amplamente criticadas, Witkoff elogiou Putin como um “humanitário” por conceder o perdão a Hubbard. Um vídeo obtido pela CNN após a reunião mostrou o cidadão americano libertado conversando com Witkoff no aeroporto de São Petersburgo.

Em imagens do início da reunião de três horas, Witkoff afirmou: “Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz”.

Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda e discutiram uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard. A reunião prosseguiu a portas fechadas, e Kushner, que também participa das negociações de paz, acompanhou o encontro remotamente porque está gripado.

Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.

“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.

No entanto, o assessor do Kremlin Yury Ushakov minimizou essas discussões na quarta-feira. Segundo ele, embora Witkoff tenha apresentado a Putin “certas novas abordagens e mudanças nas posições adotadas pelos europeus e por Kiev”, na realidade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana.

A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de territórios que a Ucrânia controla.

Zelensky reiterou uma posição defendida há tempos: a Ucrânia aceitaria um acordo de cessar-fogo que congelasse as posições ao longo da atual linha de frente — o que significaria manter apenas cerca de 75% do território ucraniano — e, em seguida, pediria garantias de segurança efetivas aos aliados.

Zelensky também afirmou que a Ucrânia quer negociações trilaterais envolvendo Trump, Putin e ele próprio, mas disse que o processo seria “melhor com os europeus”.

O Kremlin já havia rejeitado a ideia de negociações trilaterais, com exceção de um convite anterior para que Zelensky fosse a Moscou — uma possibilidade considerada inviável pelos demais lados.

Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou avaliará o que Witkoff apresentar, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS.

Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

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Ucrania y Noruega trabajan en tres proyectos de defensa antiaérea

Kiev, 22 oct (Prensa Latina) Ucrania trabaja con la empresa noruega Kongsberg en tres proyectos relacionados con la defensa antiaérea, afirmó hoy el presidente del país eslavo, Vladimir Zelenski, al medio Novyny Live.

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Putin aceita negociar com Ucrânia: “O fim da guerra nunca esteve tão perto”

Putin aceita falar com representantes de Ucrânia e EUA. Trump confiante, presidente da Finlândia também. O Presidente russo, Vladimir Putin, aceitou nesta quarta-feira retomar as negociações trilaterais com Washington e Kiev para pôr fim à guerra na Ucrânia, declarou um responsável da presidência russa (Kremlin). O líder russo concordou, “em princípio”, retomar as conversações após o dia 10 de novembro, disse Yuri Ushakov, conselheiro de política externa de Putin, aos jornalistas após um encontro em São Petersburgo entre Putin e Steve Witkoff, enviado do Presidente norte-americano, Donald Trump. As negociações trilaterais vão focar-se na “criação de um sistema de segurança

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Negociação tripartida vai ser Trump e Putin contra Zelensky?

A Rússia disse-se disponível para retomar negociações tripartidas com a Ucrânia e os Estados Unidos e Zelenshy mostrou-se favorável a reunião trilateral mesmo partindo da actual posição de fragilidade

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Rusia golpea Kiev con varias oleadas de misiles balísticos horas después de la propuesta ucrania de negociación

A última hora del miércoles, el presidente de Ucrania, Volodímir Zelenski, había emprendido viaje de regreso a Ucrania desde Noruega cuando impulsó la posibilidad de un alto el fuego que congelase las actuales líneas del frente y una reunión a tres bandas con sus homólogo ruso, Vladímir Putin, y estadounidense, Donald Trump. La realidad de la guerra se imponía, sin embargo, a la diplomática casi a la misma vez: en torno a las diez de la noche (una hora menos en Madrid), una lluvia de misiles balísticos rusos se precipitaba sobre Kiev. A su vez, desde territorio ucranio despegaban hacia Rusia varios cientos de drones.

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Un bombero trataba de sofocar un fuego este jueves en Kiev tras un ataque ruso.
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