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Estamos vendo o início do fim do pesadelo Trump?

Em menos de uma semana, o Brasil vai às urnas para o primeiro turno das eleições que decidem presidente, governadores, senadores e deputados. E, em menos de seis, serão os Estados Unidos que irão votar em nomes para o Congresso e os governos estaduais.

Isso ocorre em um período no qual a popularidade de Donald Trump continua caindo nas pesquisas – levantamento do American Research Group aponta seu índice mais baixo de todos os tempos: 29% de aprovação.

Especialistas avaliam que os republicanos podem perder o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, até mesmo do Senado. Isso abriria caminho para sérias investigações do Congresso contra o presidente por sua má conduta no exercício do cargo. 

Mas esse movimento gera uma dúvida: diante de um declínio político de Trump, ele pode se tornar ainda mais agressivo e descontrolado para manter seu poder?

A guerra sem fim contra o Irã

Na semana passada, nas Nações Unidas, Trump chocou o mundo ao ameaçar aniquilar o Irã — o que, se ocorresse, seria o maior crime contra a humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, sua ameaça não é um sinal de força, mas sim de fraqueza. Ele embarcou em uma guerra insensata, sem uma estratégia clara para vencer ou retirar os Estados Unidos do conflito de maneira elegante.

Nate Silver, importante analista político, ao acompanhar a média das pesquisas de opinião, constatou que 59% dos americanos são contra a guerra, enquanto o apoio a ela gira em torno de 34%.

Trump agora afirma, cinicamente, que a liderança da República Islâmica do Irã só concordará em negociações sérias após as eleições de meio de mandato. Ao mesmo tempo, ele acaba de rejeitar as iniciativas iranianas de sentar-se e conversar. Ele nega que os estoques de armas do Pentágono estejam esgotados, e o “Departamento de Guerra” — nome que ele deu ao Departamento de Defesa — oculta o número de soldados americanos feridos ou mortos durante o conflito.

Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece funcionalmente fechado, e os Houthis — aliados do Irã — estão bloqueando a navegação no Mar Vermelho. Além disso, eles explodiram o oleoduto saudita projetado para contornar o bloqueio imposto pelo Irã. Como resultado, os preços do petróleo e do diesel continuam exorbitantes, mantendo elevados os custos de alimentos, fertilizantes e transporte nos Estados Unidos e em todo o mundo.

O boicote da imprensa ao autoritarismo de Trump

Nesta semana, Trump decidiu demonstrar força política ao proibir o acesso à Casa Branca de dois canais de notícias a cabo de orientação moderada a esquerdista — a CNN e a MS Now (anteriormente MSNBC) — bem como do Politico, uma organização internacional de notícias que cobre política e políticas públicas. Ao anunciar a ordem executiva, o presidente insistiu que ela puniria veículos de imprensa que promovessem “fake news” (notícias falsas), uma medida que viola claramente a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de imprensa.

Em uma demonstração surpreendente de solidariedade, o grupo de imprensa (press pool) da Casa Branca — um pequeno conjunto de jornalistas, fotógrafos e emissoras de televisão que, em sistema de rodízio, compartilham a cobertura de notícias com outros membros da imprensa — concordou em boicotar conjuntamente qualquer reportagem sobre o presidente até que a proibição fosse revogada. Isso incluiu a Fox News, que, historicamente, tem apoiado Trump de forma leal. Ao defender a ordem executiva no tribunal, o governo Trump mudou sua justificativa, alegando que esses veículos de imprensa violavam a “segurança nacional”. O juiz, no entanto, ordenou a revogação da proibição, embora agora Trump tenha impedido a CNN de acompanhá-lo a bordo do Air Force One, o avião presidencial. 

Não está claro por quanto tempo essas agências de notícias manterão o plano de negar ao presidente a cobertura televisiva que ele tanto deseja. Ainda assim, embora a proibição possa ter reforçado o apoio entre seus seguidores mais leais, ela também revela, de forma contundente, as tendências autoritárias do presidente.

De repente, a “segurança nacional” tornou-se a justificativa para quase todas as medidas que Trump adota para ampliar seu poder presidencial. Ele usou a expressão para defender a construção de seu salão de baile dourado, argumentando que abrigos (bunkers) e sistemas de segurança seriam instalados sob o megaedifício anexo à Casa Branca. Após críticos se oporem à construção de um arco do triunfo de cerca de 76 metros de altura em Washington, ele alegou que a estrutura estava sendo projetada como um local de “segurança nacional” para atiradores de elite e para repelir ataques de drones. Qualquer pessoa que já tenha subido ao topo do Arco do Triunfo, em Paris, sabe o quão surreal é essa afirmação.

A cruzada anticomunista paga com dinheiro público 

Trump também parece ter violado a legislação eleitoral federal ao produzir um anúncio pago pelo governo dos EUA para promover sua candidatura à presidência — ação que não pode ser contestada porque a Comissão Eleitoral Federal não possui quórum de comissários para adotar medidas legais, devido à recusa de Trump em nomear novos membros para o conselho. O anúncio de trinta segundos exibe uma montagem de imagens de Trump, com frases que aparecem repetidamente na tela, proclamando: “O maior corte de impostos da história dos EUA” e “A América nunca será um país comunista”. A trilha sonora traz um coro cantando “ame-me” (love me), revelando, de forma patética, uma das principais vulnerabilidades psicológicas de Trump.

Quando repórteres questionaram a adequação do anúncio, a Casa Branca alegou tratar-se de uma mensagem de utilidade pública. A senadora de New Hampshire, Maggie Hassan, argumentou que se tratava de propaganda governamental proibida por lei federal, e o deputado de Maryland, Jaime Raskin, prometeu iniciar investigações logo após a posse do novo Congresso.

O tema anticomunista, no entanto, não é novidade no repertório de Trump. Quando o socialista democrata Zohran Mamdani venceu a eleição para a prefeitura de Nova York no ano passado, isso impulsionou uma pequena onda de vitórias semelhantes de candidatos de esquerda nas primárias do Partido Democrata em todo o país. Em resposta, os republicanos lançaram anúncios alegando que todos os democratas — até mesmo os mais moderados — eram comunistas radicais. Contudo, em sua eterna busca por amor e aceitação, Trump reuniu-se com Mamdani na semana passada em Nova York, elogiou o prefeito e insistiu que ele deveria ir à Casa Branca para aprender com o presidente.

O fervor anticomunista, no entanto, não se manifestou quando ele organizou uma visita de Estado de três dias de Xi Jinping, presidente da República Popular da China, supostamente para abordar as diferenças entre os dois países. Trump recebeu o presidente chinês no aeroporto, uma honra não concedida a chefes de Estado há décadas. Ele também insistiu em um grande tour pela Casa Branca, mostrando com orgulho um heliponto recém-instalado e a enorme escavação de uma obra que, em breve, será seu precioso salão de baile.

Embora Trump tenha estendido o tapete vermelho para receber o chefe do Partido Comunista Chinês, nada parece ter saído desse encontro. Não houve declaração conjunta sobre como controlar os aspectos perigosos da inteligência artificial ou sobre como encerrar a guerra com o Irã. As divergências comerciais foram deixadas para negociações futuras. Em vez disso, a China mostrou ao mundo que agora está em pé de igualdade com os Estados Unidos.

Trump também não vê problemas em convidar Vladimir Putin para uma reunião do G20 em Miami, em dezembro de 2026, ocasião em que provavelmente mostrará ao presidente russo sua residência na Flórida. Líderes europeus que apoiam os esforços da Ucrânia para se defender da invasão russa expressaram séria preocupação com o convite. Ao mesmo tempo, observadores políticos continuam intrigados com a forte afinidade de Trump por líderes autoritários.

As derrotas e decisões irracionais do presidente

Como tudo ao redor de Trump parece estar dando errado, seria de esperar que ele fizesse escolhas sensatas diante da derrota eleitoral prevista para o próximo mês. Embora uma maioria favorável na Suprema Corte dos EUA tenha acabado de emitir uma decisão que beneficia a iniciativa de Trump de permitir que o governo federal utilize listas de eleitores controladas pelos estados para excluir nomes dos registros — visando verificar a cidadania de supostos eleitores inelegíveis —, a medida provavelmente será ineficaz, dado o pouco tempo restante até as eleições.

Essa medida, que ignora uma tradição jurídica de duzentos e cinquenta anos segundo a qual governos estaduais e locais administram as eleições, é consistente com outras decisões da maioria de direita da Corte. Tais decisões reverteram práticas anteriores em que o governo federal intervinha nas eleições apenas para garantir o direito de voto dos cidadãos — especialmente quando muitos estados do Sul impediam a participação de negros.

No entanto, em uma derrota para a estratégia de Trump de restringir o voto nas próximas eleições — e em mais uma decisão da Suprema Corte —, seus aliados conservadores no Judiciário barraram suas tentativas de impedir o voto por correio, baseadas em alegações infundadas de que centenas de milhares de não cidadãos teriam votado ilegalmente em eleições recentes.

Considerando que os Democratas poderiam conquistar o controle da Câmara e talvez até do Senado, seria de se esperar que Trump fizesse tudo o que pudesse para favorecer seus candidatos em disputas acirradas. Ele anunciou recentemente que faria campanha em 35 dos distritos eleitorais mais disputados do país. Em vez disso, nesta semana ele estará no Alabama — estado que venceu com uma vantagem de 35 pontos percentuais sobre Kamala Harris em 2024 — e em Oklahoma, onde obteve 34,3% de votos a mais do que seu oponente democrata. Essas decisões políticas não fazem sentido, a menos que se entenda que Trump valoriza mais um grande comício em local fechado, cercado por um público que o adora, do que comparecer a locais onde seus candidatos enfrentam forte oposição.

Economia ruim pressiona candidaturas de republicanos

À medida que as taxas de juros sobem e os preços de alimentos e energia aumentam, mais disputas parlamentares — que, num passado recente, provavelmente seriam vencidas por republicanos — passam a ser ameaçadas por candidatos democratas. Nesse cenário, candidaturas para o Congresso e para os governos estaduais tornam-se mais competitivas, forçando os republicanos a gastar centenas de milhões de dólares em locais que, há seis meses, eram considerados redutos conservadores. Em estados tradicionalmente controlados pelo Partido Republicano, candidatos democratas estão ganhando terreno nas pesquisas. No Texas e na Flórida, por exemplo — onde o Partido Republicano domina a política há décadas —, candidatos democratas podem vir a derrotar seus oponentes.

De repente, candidatos republicanos em distritos onde o eleitorado está quase igualmente dividido entre os dois partidos estão se distanciando do presidente para atrair eleitores que podem ter votado em Trump há dois anos, mas que agora se arrependem. Os candidatos republicanos em situação de vulnerabilidade não querem que Trump faça campanha por eles, e alguns chegaram a remover das redes sociais fotos com o presidente ou declarações de apoio às suas políticas.

No entanto, assim como faz com a mídia que critica sua gestão, Trump também não hesita em atacar aqueles que o desafiam, especialmente dentro do Partido Republicano. Isso ficou evidente depois que a deputada conservadora de origem cubana Maria Elvira Salazar, da Flórida, gravou um anúncio em frente ao Capitólio, afirmando que as políticas de Trump na aplicação das leis de imigração haviam “ido longe demais” e destacando que 50% das pessoas detidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não tinham antecedentes criminais.

Logo após a veiculação do anúncio, Salazar disse à imprensa que tivera uma “conversa muito boa” com o presidente sobre o assunto. Inicialmente, Trump afirmou discordar de Salazar, mas manteve seu apoio a ela, o que parecia indicar que os congressistas republicanos poderiam, então, criticar a Casa Branca sem medo de represálias. Contudo, poucos dias depois, Trump disparou uma série de ataques à deputada nas redes sociais, revelando que continua extremamente suscetível a críticas e pouco tolerante com membros do próprio partido que se opõem às suas políticas.

Alguns candidatos republicanos de outros distritos fortemente divididos também se distanciaram do presidente quanto ao conflito com o Irã, especialmente devido aos impactos nos preços dos alimentos e dos combustíveis. No entanto, no Congresso, eles votaram contra resoluções que pediam o fim da guerra. Ainda assim, a imagem do Partido Republicano vem perdendo força, uma vez que Trump parece incapaz de reverter a queda de sua popularidade.

Caso os republicanos percam o controle de uma das casas legislativas ou de todo o Congresso e passem a investigar a corrupção e o abuso de poder do Executivo por parte de Trump, ele inevitavelmente reagirá com uma campanha agressiva, questionando o processo eleitoral, a cobertura da mídia e os candidatos democratas vitoriosos.

Para citar o poeta galês Dylan Thomas, é pouco provável que Trump “entre docemente naquela noite serena” e aceite a derrota. Resta saber quanto dano Trump causará aos Estados Unidos e ao mundo à medida que seu poder, influência e popularidade diminuem.

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Trump’s bid to stop Ukraine’s Russia strikes a strategic disconnect

In a recent phone call, Donald Trump urged Volodymyr Zelensky to stop Ukrainian attacks on Russian oil refineries. Whether a request or a demand, this appears, certainly at first glance, fundamentally different from the Biden administration’s policy of restricting the use of US long-range missiles to hit targets inside Russia. The US president has justified […]

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RAF Fairford big-scale attack try represents serious threat to US

The British Police say that the five men arrested in connection with a suspected bomb plot targeting RAF Fairford are all British nationals. Nothing has yet been said officially about who was behind the plot. The risk to US assets and personnel in the UK remains extremely high. United Kingdom police are releasing the five […]

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After Trump-Xi summit, Nvidia RTX PRO 5500 gains export prospects

Beijing may let its technology giants buy more Nvidia high-end chips, giving the US chip designer a fresh foothold in China and keeping Chinese artificial intelligence (AI) developers tied to its software after months of stalled trade. China’s Ministry of Industry and Information Technology (MIIT) has asked major domestic companies, including ByteDance, Alibaba and Tencent, […]

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‘Dangerous for democracy’: White House airs more pro-Trump propaganda on taxpayer dime

US President Donald Trump speaks on stage on the first day of the 2026 Republican National Convention at the American Airlines Center on September 09, 2026 in Dallas, Texas. Photo by Brandon Bell/Getty Images
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This story originally appeared in Common Dreams on Sep. 28, 2026. It is shared here under a Creative Commons (CC BY-NC-ND 3.0) license.

The White House recycled material from President Donald Trump’s 2024 campaign for a new taxpayer-funded ad that aired nationwide this past weekend, just weeks before the high-stakes November midterms.

The 30-second black-and-white ad features Trump walking down a hallway to audio of him vowing to “demolish the deep state” and “expel the warmongers from our government,” even as the president wages an illegal and deeply unpopular war on Iran that has killed thousands and driven up prices at home and around the world. During the final 10 seconds of the ad, white text appears at the bottom of the screen stating, “Paid for by the US government.”

The ad is just the latest taxpayer-funded, explicitly pro-Trump spot that the White House has launched in recent days, prompting alarm from lawmakers and government watchdog organizations who say the administration is using public funds to flood airwaves with the president’s campaign ads shortly before an election.

Watch the newly aired ad:

The U.S. Government is up on TV with this spot —

It aired nationally on FOX yesterday during Illinois at #7 Ohio State and also during Fox News Sunday this morning pic.twitter.com/8PP9FPzUZk

— Medium Buying (@MediumBuying) September 27, 2026

Richard Painter, who served as the White House’s chief ethics lawyer in the George W. Bush administration, said the taxpayer-funded campaign ads “could be an impeachable offense,” noting that “Congress has expressly prohibited government-sponsored political propaganda, which is dangerous for democracy.”

The federal government appears to have spent more than $1 million on pro-Trump ads in recent days, The New York Times reported on Sunday, citing an estimate from AdImpact.

Last week, as Common Dreams reported, the White House launched a taxpayer-funded ad in which Trump declares that “America will never be a communist country” and promotes tax cuts he signed into law, delivering a massive windfall to the rich and large corporations.

Norm Eisen, former White House special counsel for ethics and government reform, told the Times on Sunday that “the president and his administration have gone from breaking the law to trampling it.”

“The prior ad was bad enough,” said Eisen, “but this one openly repurposes prior political conduct.”

US Sen. Chris Murphy (D-Conn.) wrote on social media that Republicans shouldn’t be taken seriously when they claim to care about “waste, fraud, and abuse” as the president and leader of their party runs campaign ads with taxpayer money.

“What a cult this party has become,” Murphy added.

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The Crisis of American Exceptionalism: A Look at the Election Campaign

Amidst a deep socio-economic crisis and acute political confrontation in the US, President Donald Trump is trying to turn around negative forecasts ahead of the congressional elections through populist measures and aggressive rhetoric, which only deepens the rift in American society and undermines the country’s standing on the world stage. Over the past few weeks, […]
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What Follows Trump After the Dems Win in November?

With the US mid-terms in November looking like being somewhere between a heavy defeat and a bloodbath for the Republicans, Mark Littlewood looks at what comes after Trump and which are the bets worth taking.

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Trump rejects deal, Iran diplomat calls for ‘negotiated solution’

As US President Donald Trump publicly rejected Iran’s proposal for a ceasefire and reopening the Strait of Hormuz this weekend, the Iranian foreign minister reiterated that “there is no alternative to a negotiated solution.” “There’s always hope for diplomacy,” though the Trump-led United States has been an untrustworthy negotiator, Foreign Minister Seyed Abbas Araghchi said during a Sunday appearance […]

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No Purchase Necessary: Trump’s Strategic Takeover of Greenland

From Trump’s earlier push to acquire Greenland to the 2026 security agreement with Denmark and Greenland, Washington’s approach has shifted from territorial acquisition to strategic access — a shift that reflects a broader contest for control over the Arctic, supply chains and spheres of influence. Since his first term as the American President, Trump has […]
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IAs no centro da nova disputa global: acelerar ou regulamentar

A inteligência artificial está no centro das discussões internacionais nos últimos dias. No encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, a tecnologia aparece como um dos principais temas da disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio tecnológico. Na Assembleia Geral da ONU, Trump também defendeu o avanço da IA, reforçando que os EUA rejeitam qualquer tipo de controle sobre o desenvolvimento dessas tecnologias. Em seu discurso, chegou a propor que o termo “inteligência artificial” seja substituído por “superinteligência”.

Tudo isso após diversos alertas de pesquisadores do setor de tecnologia sobre possíveis riscos à humanidade se não frearmos os avanços dessas ferramentas digitais.

Mas, para além do debate sobre esses discursos que apresentam a IA como uma ameaça aos seres humanos ou como solução para todos os problemas sociais, o que está em jogo nessa corrida tecnológica? Quem controla essas ferramentas, quem define seus limites e quem se beneficia do seu desenvolvimento?

Para discutir essas questões, o Pauta Pública desta semana recebe Veronyka “Travahacker” Gimenes,  programadora, artista, ativista e comunicadora. Eleita uma das 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial do mundo em 2026 pela revista Time, e diretora da plataforma Código Não Binário, Veronyka fala sobre a disputa entre Estados Unidos e China, os desafios da regulamentação, a concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia e o que está em jogo para o Brasil.

“Nesse ponto da superinteligência, apesar de ele [Trump] usar como marketing para esse projeto autoritário e tecno-autoritário também, eu acho que tem algum sentido usar isso ao nosso favor nas nossas discussões e nos nossos projetos de regulação e combate às Big Techs.” E acrescenta: “Se não regularmos, as coisas acabam chegando a limites inimagináveis”.

Leia os principais pontos da conversa e ouça o podcast completo abaixo.

EP 235 IAs no centro da nova disputa global: acelerar ou regulamentar? com Veronyka “Travahacker”

25 de setembro de 2026 · Veronyka “Travahacker” Gimenes fala sobre os riscos e os limites do avanço da tecnologia

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Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a corrida da IA é pela vitória, que ele não pensa em desacelerar. Além disso, propôs a mudança do termo “inteligência artificial”, que, segundo ele, soa falso, entre aspas, para “superinteligência”. O que você pensa sobre essa fala?

A gente está realmente passando por um momento singular, está passando por um momento que falar sobre regulação, pressionar da maneira que for possível por regulação, é ainda extremamente importante, ou talvez mais do que nunca. Nesse ponto da superinteligência, apesar de ele usar como marketing para esse projeto autoritário e tecno-autoritário também, eu acho que tem algum sentido usar isso ao nosso favor nas nossas discussões e nos nossos projetos de regulação e combate às Big Techs.

Para a gente, que vem trabalhando contra as Big Techs há muito tempo, que vem desenvolvendo software livre, a tecnologia aberta e pública parece um estágio final de todas essas discussões. Finalmente esses temas estão na boca de todo mundo, todo mundo tá sabendo falar sobre inteligência artificial, cada um em uma página, mas falando. Todo mundo está sabendo a diferença, por exemplo, do que é um projeto mais soberano, o que é um projeto que a gente acostumou a chamar de capitalismo de plataforma ou coronelismo digital.

Tem muito trabalho para avançar essa discussão, tornar isso mais claro para as pessoas, mais detalhado, mas está sendo muito gratificante ver essas pautas finalmente adquirindo relevância. Ser parte do debate público abre uma porta interessante para falarmos, finalmente, de soberania digital – de soberania nacional a partir da digital e tecnologia popular. É um momento de bastante contraste, mas muito interessante.

Recentemente um cientista que trabalha com inteligência artificial na Anthropic, criadora do Claude, disse que existe mais de 10% de risco da IA matar todos os seres humanos até o fim da próxima década. Como podemos entender esse apocalipse da IA? O que é realmente perigoso em tudo isso?

Olha, tem muita coisa. Se a gente for olhar simplesmente do lado da estrutura da internet, você já tem uma série de elementos autônomos garantindo o funcionamento da rede. Esses sistemas que fazem parte desse setor de internet artificial não necessariamente têm supervisão humana, já que têm uma autonomia integrada com sistemas autônomos. Agentes autônomos usados, por exemplo, por pessoas mal-intencionadas, ou mesmo esses escapes que acontecem de treinamentos, já teriam estrago considerável.

Essa estrutura não é assim tão protegida quanto se imagina. A gente tem uma fragilidade imensa, especialmente porque as defesas feitas para esse sistema foram defesas feitas pensando em uma ação humana e a escala que a gente tem hoje de ataques contra inteligência artificial é uma escala muito diferente. No caso mesmo do Hugging Face [empresa que mantém uma enorme comunidade de código aberto] ficou comprovado. Quando foram descobrir, já tinha acontecido milhares de tentativas de ataque ou de uso do medo de informação de uma plataforma em relação à outra.

Essas defesas não estão assim tão garantidas, não é tranquilizador achar que pode ter um botão de desligar os agentes ou pode ter um botão ali que controla a estrutura da internet, todo o balanceamento de tráfego, etc. É importante entender que o risco não é tanto a IA ganhando consciência, fazendo um tipo de desdobramento de consciência. A própria velocidade desses ataques, quando acontecem nesses sistemas de teste, já é um possível causador de catástrofe. Porque essa velocidade, como eu falei, não é uma velocidade de ataques humanos.

E aí a gente tem também essa característica do que falam sobre sandbox, que seria essa caixa de areia, esse espaço onde os modelos são treinados. A gente precisa imaginar isso mais como usina nuclear, como um tipo de organismo ali que a gente cria, que vai controlar por uma certa estabilidade, mas que não é algo totalmente seguro – assim como não foi com as usinas nucleares. Podem acontecer nesses treinamentos esses escapes, esses vazamentos, não é algo que ‘as pessoas falharam ali ao controlar’. Não necessariamente.

Há alguns limites que a gente consegue chegar nesses bloqueios que quando você está desenvolvendo um tipo de superinteligência, um tipo de inteligência artificial muito potente, vai fatalmente ultrapassar esses bloqueios. Então tem uma concorrência de potência que acaba por gerar um risco de vazamentos, por isso que a gente vê essas figuras na frente das Big Techs reconhecendo o risco e falando, ‘não, realmente, gente, o negócio aqui está feio’. A gente vai ter cada vez mais vazamentos e pode acabar trazendo mais dano – seja para a própria empresa, seja para a reputação das pessoas liderando as empresas, seja para a internet. Acredito que por aí a gente já teria riscos consideráveis.

Mas não é só isso, a gente tem duas coisas também interessantes no horizonte. Uma foi essa criação de vírus artificiais, por sistema de inteligência artificial. Aqui você vê a inteligência artificial ou as inteligências artificiais – como eu prefiro chamar – conseguindo desenvolver soluções de biologia incríveis. Mas um modelo descontrolado, ou alguma pessoa, algum grupo, utilizando esses modelos, conseguindo fazer com que eles saiam das suas atribuições iniciais, dos seus controles iniciais, pode ser muito danoso para a humanidade.

Tem um caminho pela biologia também muito preocupante, já que as inteligências artificiais conseguem já desenvolver vírus artificiais, por exemplo. E ainda tem um outro cenário que é um pouco mais futurístico, mas não muito, que é o cenário dos robôs. Até agora, é preciso um treinamento para que o robô reproduza a ação. A partir da generalização, não mais. Isso vai aumentar essa presença de sistemas inteligentes no mundo físico. Já temos sinais suficientes para falar que o risco é grave e que a regulação precisa ser priorizada.

Pensando também nestas eleições, muitos candidatos vêm utilizando a retórica da IA salvadora, mágica, sanadora de problemas pelo mundo. A extrema direita principalmente tem sido boa em construir narrativas do tipo, mas sem explicar como vai fazer isso. Queria saber como você ouve essa retórica e como ela se aplica à nossa situação, o que a gente deveria estar discutindo agora no Brasil?

É o tecno-solucionismo, e a gente viu a extrema direita abraçar muitas dessas fronteiras tecnológicas por muito tempo, com blockchain, bitcoin, é bem comum. E tem bem a ver também com as identidades que estão por trás da extrema direita – a gente tá falando basicamente de homens cis, héteros, brancos – e a relação com a tecnologia é muito intrínseca para essas figuras, elas dominam esse setor. E o tecno-solucionismo acaba tendo algumas oscilações também.

Eu vi, por exemplo, em um discurso de um desses eventos em São Francisco, um dos CEOs – inclusive, da direção de algum governo do Oriente Médio, alguma potência de combustíveis fósseis – elogiando a IA para tudo. Mas ele disse que tem uma coisa que a IA não faz bem. A IA não faz bem previsão meteorológica. Previsão meteorológica, questões do clima, não acreditem em IA.

Por quê? Uma pessoa que é uma das principais fornecedoras de combustíveis fósseis do mundo, obviamente não vai confiar nas previsões da IA sobre crises climáticas, o que mostra que a IA não está tão errada assim sobre isso.

No geral, é isso, uma visão da inteligência artificial muito voltada à tal da valoração, essa história de ir aumentando o valor das soluções, das empresas. A gente tem um cenário muito estranho, onde o presidente dos Estados Unidos é também acionista de uma Big Tech, então é óbvio que ele vai fazer essa defesa das soluções. Inclusive quando a direção fala, ‘olha, está saindo do controle, melhor parar’, ele fala, ‘não, tem que continuar, estou achando ótimo’. Surreal o que está acontecendo, essas relações extremamente capitalistas que acontecem entre Bigs Techs e líderes políticos da extrema direita.

Ao mesmo tempo, eu provoco que a gente se empodere dessas tecnologias para que elas resolvam os nossos problemas, porque a gente pode cair, às vezes, num cenário que na recusa dessa tecnologia, vamos ficar sem sistemas. Por exemplo, a questão dos data centers. Se os data centers que servem às big techs acabam por trazer esses modelos extrativistas para o Brasil, a gente vai criar nossos data centers, para as nossas tecnologias, para os nossos sistemas. Agora, a gente está falando de nuvem soberana no governo, que é também uma grande conquista de décadas de insistência nossa de que não era para usar Microsoft, Big Tech, para os nossos dados, para o SUS, etc.

Então, finalmente, temos algum avanço na questão da nuvem soberana. A gente precisa se empoderar das tecnologias, entender como elas funcionam, fazer com que elas se tornem tão familiares para a gente quanto é para essas pessoas. Precisamos saber falar nos detalhes para conseguir montar saídas. No caso qual é o data center que podemos montar para as nossas soluções, comunitárias, públicas? Utilizamos de organizações que não sejam, simplesmente, fins lucrativos das Big Techs. Como eles podem fazer a refrigeração da maneira que não vai causar desperdício de água? A questão da poluição sonora, ambiental, tudo isso, a gente precisa criar a solução.

A gente tem que criar alternativas, tem que conseguir criar organizações que sejam semelhantes a essas que a gente tá consumindo os serviços, consumindo a infraestrutura. Esse é o único jeito. Eu sempre falei que a regulação é tapar o sol com a peneira. A gente tem que batalhar por ela, mas ainda é muito pouco perto do que a gente precisa como sociedade.

É sempre bom olhar para a China, ver o que eles estão fazendo, todo o projeto nacional de Data Centers, que leva parte do importante deles para os desertos, para aproveitar a energia dos ventos, energia solar. Tem todo esse planejamento estatal – claro, ali é um outro modelo de sociedade, de governança, mas é importante a gente olhar para lá e ver o que eles estão fazendo para tentar reproduzir de alguma maneira isso aqui nas características da nossa sociedade.

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Xi on his DC visit: ‘China and the US should be partners not rivals’

China’s President Xi Jinping concluded his three-day state visit to the US on Friday, September 25, with hopes of enhanced cooperation and partnership between the world’s two largest economies.

Xi arrived in the US on Wednesday and received a large-scale welcome from President Donald Trump. Though this was their third in-person meeting it was Xi’s first state visit to the US in over a decade.

On Thursday, the leaders had a long in-person conversation in the White House and finished the day with a state dinner with 130 guests, including tech executives. Though the US is yet to release its version of the official proceedings, reports indicate they discussed a range of outstanding issues such as the dispute over trade and tariffs, cooperation in Artificial Intelligence, the issue of Taiwan, and the US-Israeli war on Iran. 

During the meeting with Trump, Xi called for strategic stability in the China-US relationship which will benefit both countries and the people around the world, Xinhua reported.  

“China and the US should be partners, not rivals,” Xi said. 

Xi’s statement comes at a time when the two countries are negotiating a longer trade deal after briefly facing each other in a tariff war last year. Both countries agreed to extend their temporary trade truce which halted the tariff war till January to give their negotiators more time.

The so-called Busan Trade Truce was set to expire in November this year.  

Xi hoped that “both sides would stay committed to the principles of mutual benefit and win-win cooperation and promote the sustained, stable and sound development of China-US economic and trade relations.” 

Technology and AI

Successive administrations in the US have characterized China’s advancements in technology and other economic sectors as a threat to American interests and have tried to curb them by restricting its access to technology.

In his attempt to address such apprehensions, Xi proposed that “both sides work towards a relationship featuring cooperation as the mainstay, moderate competition, manageable differences, and the promise of peace.” 

Talking about the competition in the development of Artificial Intelligence (AI), Xi offered increased coordination and cooperation between the countries as a way of mutual benefit. 

While emphasizing that “two sides should maintain human control over AI technologies, uphold people-centered approach and the principle of using AI for good” he proposed greater exchange of information to “prevent any misuse and abuse of AI.”

Read more: The AI frontier asks to be paced: anatomy of a panic

Xi also expressed hope that Chinese companies “are treated fairly in the US” while inviting more US companies to invest in China. “Working together, we can lengthen the list of cooperation and shorten the list of issues” he underlined.

The US has sanctioned or put a large number of Chinese companies, including its AI firms on various watch lists in recent years, after accusing them of working with the Chinese armed forces or being involved in the so-called technology theft.

Notably, however, major US tech and finance executives such as Jensen Huang of Nvidia, Mark Zuckerberg of Meta, Eric Yuan of Zoom, Kelly Ortberg of Boeing, Larry Fink of Blackrock, Sam Altman of OpenAI, Satya Nadella of Microsoft, Sundar Pichai of Google, Jeff Bezos of Amazon, and Elon Musk of SpaceX and Tesla, were present at the state dinner for Xi’s visit hosted at the White House on Thursday, September 24, though no details of cooperation between US and Chinese tech firms have emerged.

Taiwan

Reiterating China’s resolve to “safeguard national reunification and territorial integrity,” Xi expressed hope that the US will “adhere to the correct position on opposing ‘Taiwan independence’ and handle the Taiwan question with caution.”

China has repeatedly accused the US of promoting the separatist cause in Taiwan, despite officially adhering to “one China policy.” The US under Trump has sold or agreed to sell billions of dollars’ worth of weapons to Taiwan in complete disregard of China’s objections.

China has also accused the US and its allies in the region of promoting an arms race by deploying advanced weapon systems close to its borders.

Xi said if the US follows the correct position on Taiwan it “will enable both the countries to lay a solid foundation for their strategic cooperation and the development of their bilateral relationship.”

US-Israeli war on Iran 

China has refused to intervene or get involved in the US-Israeli war on Iran, despite Trump’s repeated calls for them to do so. China has maintained the war was unnecessary and repeatedly warned against its prolongation. It has supported the interim peace deal signed in June under international mediation.

Xi reiterated this position during his visit to the US, expressing hope that both Iran and the US would soon return to the Memorandum of Understanding (MoU) and end the war.

Xi claimed that “China-US cooperation may not solve every problem in the world, but without it, it would be hard to solve many of the world’s problems” and proposed more dialogue and “mechanisms of crisis communication and prevention” between their armed forces.

Read more: No new talks with the US until the previous conditions are met, says Iran

Trump said his meeting with Xi on Thursday was “great” also claiming they have maintained close communication.

Trump also agreed that “continued dialogue” with China is necessary to reach agreement on significant issues.

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Tacheles #222 ist online

Obwohl ich eine anstrengende Woche als Wahlbeobachter bei den Parlamentswahlen in Russland hatte, haben wir es geschafft, wieder eine Folge von Tacheles mit Röper und Stein aufzuzeichnen, die nun online ist. Sollte YouTube die Sendung löschen, finden Sie sie auch hier bei NuoViso.
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‘Cuba is not a threat, the blockade is’: Díaz-Canel replies to Trump

In his address to the UN General Assembly, US President Donald Trump said that the Cuban government is a failed state currently under enormous pressure: “My administration seeks a fundamental change in the situation in Cuba… It is an absolute failed state… and it will fall. Marco Rubio is leading the negotiations.”

In response, the Cuban delegation stood up and walked out of the plenary session in protest. Trump continued: “Cuba is a haven for foreign adversaries who threaten America right on our doorstep… The Cuban regime has also spent decades coordinating with left-wing radicals and communist networks here in the United States… They have cultivated ties with subversive and radical groups.”

The remarks did not go over well in Havana, where the government has categorically rejected the US right-wing leader’s statements. Leading the response is the country’s president, Miguel Díaz-Canel, who asserted that freedom in Cuba is non-negotiable.

“Freedom came to Cuba on January 1, 1959, [the date the Cuban Revolution began], and we are not going to lose it; we are going to defend it. Once again, we are seeing the true face of that empire and its contempt for the peoples of Latin America – and in particular for Cuba and the Cuban Revolution – because of what it represents.”

Díaz-Canel made the remarks on a program called Criterio Compartido on Radio Rebelde. In them, Díaz-Canel described Trump’s statements as “arrogant,” “high-handed,” and “interventionist.”

He also asserted that behind Trump’s thinking lies a justification for a certain view of US imperialism: “what most underpins that genocidal, criminal, and contemptuous mindset toward Cuba and the Cuban people.”

Regarding the label of “failed state,” the leader of the Communist Party of Cuba said: “They are always trying to label us a failed state to shift the blame for the genocide they are committing with that intensified and prolonged blockade.”

Díaz-Canel is referring not only to the long and sustained economic and commercial blockade that the United States unilaterally imposed on Cuba in an effort to defeat the revolution that began in 1959. In US President Donald Trump’s first term, he imposed an additional 243 sanctions on the Caribbean island and added Cuba to the State Sponsors of Terrorism (SSoT) list, which devastated the Cuban economy. In January 2026, Trump further tightened the grip by imposing an energy blockade on Cuba.

Since early 2026, following the US attack on Venezuela that resulted in the capture of President Maduro and his wife, Cilia Flores, and the deaths of more than 100 people – including several dozen Cubans – Cuba lost one of its main energy partners, which used to supply crude oil to the Cuban power grid.

Since then, only one Russian ship has managed to circumvent the US blockade; the United States is currently threatening to impose additional tariffs on any country that sells fuel to Cuba. This has triggered Cuba’s worst energy crisis, which is hindering the normal operation of hospitals, schools, and food production, among other essential activities.

Cuba has denounced the blockade as a form of “silent genocide,” specifically because of the direct humanitarian consequences it is having on the civilian population, which has seen a reduction not only in its electricity supply but also in access to surgeries, water, food, and so on.

In this regard, Díaz-Canel has once again emphasized on X that Cuba does not pose a threat to the United States; rather, it is the United States that is endangering Cuba’s civilian population: “Unable to justify the punishment against the people of Cuba and its genocidal economic war, the US president repeats at the UN that Cuba poses a threat. Lies are the weapon of those who refuse to accept the Cuban people’s right to self-determination.”

He concluded: “We will continue to fight for peace, defend our sovereignty, and work together to overcome the ruthless aggression imposed on us by the US government. Cuba is not a threat, the blockade is.”

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Trump’s war on the ICC is bigger than Netanyahu, with Noura Erakat

The Trump administration’s assault on the ICC isn’t just about protecting Netanyahu from war crimes prosecution. It’s about preserving “imperial impunity” – Israel’s just “the smokescreen,” says Noura Erakat, professor of criminal justice and Africana studies at Rutgers University and human rights attorney. She traces Washington’s bipartisan refusal to ratify the Rome Statute to explain why the International Criminal Court has spent two decades indicting mostly African and Arab leaders. The 2024 warrants for Netanyahu and former Israeli defense minister Yoav Gallant just show the court “between a rock and a hard place”: finally give up its legitimacy entirely, or face destruction by the US.

Now more than a dozen ICC judges, prosecutors, and the court’s president have been sanctioned, as Washington reportedly prepares sanctions against the entire institution, with Secretary of State Marco Rubio calling it an “intolerable threat” to US sovereignty. Can the court survive a war with Washington? Should it? And why do Global South states stay invested in a court that’s clearly stacked against them?

Plus: Erakat describes her arrest at a Palm Beach County budget hearing on their $1 billion-plus investment in Israel bonds; warns that Gaza’s Board of Peace could become a blueprint to replace the UN; and explains why she believes, even as public opinion on Palestine shifts, “there’s no way to be safe in this moment by hiding.”

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Análise da Abin aponta extrema-direita no Brasil como “facilitadora” de ofensiva de Trump

Sentado, de mãos cruzadas e com olhar sério para a câmera, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Cabrera, anuncia, em vídeo publicado no canal do Departamento de Estado no YouTube em 13 de agosto de 2026: “Agora, a América tem a oportunidade de estabelecer uma nova ordem”. A frase ecoa a Doutrina Monroe, do princípio do século 19, que tratava o continente americano como área de influência dos EUA. O presidente Donald Trump a resgatou para justificar interferências políticas, militares e econômicas em outros países. Um dos alvos é o Brasil, em pleno ano eleitoral. A Agência Pública apurou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem monitorado a situação por meio de relatórios internos que classificam os discursos de figuras da extrema-direita no Brasil como “facilitadores” de ataques à soberania nacional.

Recentemente, num relatório entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal (PF), a Abin classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos EUA nas eleições brasileiras. O conteúdo do documento foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A Pública apurou que relatórios semelhantes vêm sendo produzidos desde novembro de 2025, quando a gestão de Trump passou a ampliar o plano de hegemonia na América Latina. 

Parte da extrema-direita no Brasil tem visões ideológicas alinhadas à gestão trumpista. Essa ala extremista é observada, nas análises da Abin, como colaboradora dos interesses americanos no país. Os países latino-americanos já foram definidos como “quintal” de Washington pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, em entrevista à Fox News no ano passado. A ascensão desta narrativa trumpista foi rebatida pelo presidente Lula em seu último discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira, 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente, que também é candidato à reeleição. 

Fontes da Abin contaram à reportagem, sob reserva, que o cerne do interesse dos EUA estaria na extração de terras raras — mais de 20% das reservas mundiais de terras raras estão no solo brasileiro. A Pública mostrou que, no início do mandato, Trump assinou um decreto para acelerar a produção de minerais críticos e reduzir a dependência do governo chinês. “(…) Minerais críticos são essenciais para a prontidão militar americana, já que eles são componentes-chave de jatos, satélites, submarinos, bombas e sistemas de mísseis guiados”, registra um trecho do decreto.

A Pública também apurou que a embaixada dos EUA no Brasil procurou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para que ele recebesse dois enviados do Departamento de Estado. Segundo a apuração, a missão da dupla era lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty negou os vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.

Em meio à tensão diplomática, o Ministério das Relações Exteriores ainda não deu aval à indicação de Donald Trump para a embaixada dos EUA no Brasil. O indicado foi o representante da Flórida  — equivalente a um deputado estadual —, Daniel Perez, cujo nome foi aprovado pelo Senado americano em 7 de agosto. Contudo, ele não pode assumir o cargo sem o agrément — norma da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961. O agrément é a aceitação do país que vai receber o indicado e vem antes da indicação, o que não ocorreu no caso brasileiro. 

O parlamentar é fiel ao movimento nacionalista Make America Great Again (MAGA), amigo pessoal e integrante do mesmo grupo político de Marco Rubio. A Pública mostrou que Perez é peça importante no projeto expansionista de Trump e que seria uma figura relevante na tentativa de interferência no Brasil, inclusive no auxílio à formulação de leis no Congresso Nacional.

Discursos intervencionistas no radar da Abin

O monitoramento da Abin abrange ainda discursos intervencionistas que possam “causar impacto nas instituições” e obter apoio popular e político para uma interferência americana. O acompanhamento dos agentes de inteligência é constante e poderia incluir políticos com mandatos e posicionamentos radicais, bem como pessoas com poder de mobilização, como influenciadores digitais de extrema-direita.

“As eleições brasileiras não têm, como há quatro anos, um cenário de abolição do Estado Democrático de Direito. Agora é um cenário de interferência externa em que o governo dos EUA tem preferência pelo campo opositor e vê nesse campo um facilitador de seus interesses unicamente americanos”, frisou uma fonte da Abin, sob condição de anonimato. 

Ações para estimular o apoio à interferência americana foram intensificadas em 2026. Entre elas, a protagonizada por Marco Rubio em 16 de julho, quando convocou 66 países a se unirem a um projeto de combate ao que classificou como “terrorismo de extrema esquerda”. Sem provas, Rubio — filho de cubanos conservadores e integrante de uma elite econômica estabelecida na Flórida — acusou Cuba de espionagem e de infiltração no território americano. 

Dois meses depois, em 22 de setembro, os 14 países da América Latina, membros do “Escudo das Américas” — aliança bélica criada por Donald Trump — assinaram um acordo para impor sanções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a exemplo do congelamento de bens e de restrições à imigração e a vistos. 

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What is the UN actually good for? with Vijay Prashad

Can the United Nations be saved? Should it be? As world leaders and war criminals gather for the 81st session of the UN General Assembly in New York, Vijay Prashad, executive director of the Tricontinental Institute for Social Research, says that despite today’s gangster rule by the likes of Donald Trump and Benjamin Netanyahu, the UN Charter still sets the standard for judging powerful states, making it “the most important treaty document that the world has ever had” – even with the institution built on it in shambles.

Prashad slams Secretary-General António Guterres’s failure to get “creative” to end the genocide in Gaza or to stand up to Trump on Iran, instead opening a free lane for the US president who has “put a loaded gun on the table and has threatened the world.” 

After the US denied visas to the Palestinians for a second year and heavily restricted Iran’s delegation, Prashad makes the case for moving the high-level UNGA out of the US: “New York doesn’t deserve it anymore,” he says, offering alternatives in Geneva or Nairobi. “Let’s move it to the Global South. Why not?”

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