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Inteligência Artificial vai ajudar a rotular Vinhos Verdes

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) espera ter a inteligência artificial (IA) a ajudar os produtores na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora até final de 2027, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a CVRVV explica estar em causa “um projeto pioneiro”, promovido pela pela EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima , em parceria com a CVRVV e o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, com sede no Porto.

O SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de Vinhos arrancou em janeiro de 2026 e, “até ao final de 2027, será capaz de ler um rótulo, identificar as menções obrigatórias e assinalar o que está em falta ou apresentado incorretamente”.

A plataforma de inteligência artificial e certificação tem como objetivo “reduzir até 80% o tempo médio de resposta aos produtores, o que se traduz em maior celeridade também para quem exporta”, assinala a CVRVV.

O objetivo é “agilizar processos e a orientar os produtores, detetando os erros mais comuns e acelerando um processo moroso e complexo”, descreve a CVRVV.

“O desenvolvimento dos algoritmos de análise de imagem está a cargo do INESC TEC e a CVRVV contribui com o conhecimento do processo de apreciação e com rótulos reais da Região dos Vinhos Verdes, necessários ao desenvolvimento dos algoritmos, sob coordenação da EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes”, esclarece.

Pedro Carvalho, responsável de projeto no INESC TEC e professor da Universidade do Porto, afirma que a intenção é que os algoritmos de análise de imagem e a inteligência artificial em desenvolvimento “ajudem a CVRVV na sua missão, agilizando os processos e reduzindo overheads [custos indiretos] para os seus peritos, resultando num melhor serviço para os seus associados”.

“Desta forma o conhecimento gerado na investigação transferir-se-á para o mercado, e contribuindo para a economia nacional”, sustenta o docente.

Para a presidente da CVRVV, Dora Simões, está em causa “”um importante passo na otimização do processo de certificação, uma vez que cada garrafa de Vinho Verde certificada passa pela etapa de aprovação da rotulagem”.

De acordo com a responsável, aprovam-se anualmente “mais de 7.000 rótulos” na região.

“Tendo em vista que cada vez há mais referências de vinhos e o número de rótulos para aprovação tem incrementado, estamos muito expectantes quanto ao impacto extremamente positivo que o SMARTLabel terá no dia-a-dia dos produtores e dos técnicos, permitindo-lhes focar apenas na informação fundamental”.

O projeto é cofinanciado pela União Europeia.

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Encontro promoveu ciência e saúde mais próximas da comunidade

VTM

Numa parceria entre o município de Chaves e a Universidade do Minho, Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, destacou a importância deste encontro como espaço de aproximação entre ciência, comunidade e território.

“O objetivo passa por valorizar os nossos recursos humanos e qualificar os nossos ativos, sejam empresas, sejam pessoas ou instituições, através do conhecimento”, num evento que de uma forma próxima e informal “permite colocar em diálogo investigadores, professores, jornalistas e outros profissionais”.

O autarca sublinhou que esta partilha é importante para criar novas formas de pensar e encontrar soluções para os desafios atuais. “Conhecimento é errar, mas errar é acrescentar e evoluir naquilo que possam ser novas soluções e novas formas”, sustentou, adiantando que a presença de personalidades reconhecidas do mundo científico e académico representa “qualidade, valor e diversidade” para transmitir conhecimento à comunidade.

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72 cientistas da UMinho estão entre os mais influentes do mundo

A Universidade do Minho tem 72 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, foi hoje divulgado pela instituição.

A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2026”, inclui quase 250 mil investigadores, sendo 1.060 deles ligados a instituições de Portugal. A UMinho surge com 17 unidades representadas e os seus primeiros nomeados na lista global são Natália Cruz-Martins (3.221.º lugar), Paulo Lourenço (5.738.º), Rui L. Reis (7.466.º), Fernando Pacheco-Torgal (9.545.º) e Assunção Flores (12.025.º).

De acordo com a UMinho, o documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 20 áreas e 174 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus referentes ao ano de 2025.

Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de “criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação”.

Da parte da UMinho, o Centro de Engenharia Biológica aparece com 19 investigadores: António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Carla Manuela Silva, Diana Priscila Pires, Eduardo Gudiña, Hugo Oliveira, José António Teixeira, Joana Azeredo, Lígia Rodrigues, Lúcia Chaves Simões, Luciana Pereira, Lucília Domingues, Luís Melo, Madalena Alves, Miguel Gama, Nuno Cerca, Ricardo N. Pereira, Russell Paterson e Sónia Silva. O Centro de Física tem dez representantes: Carlos Miguel Costa, Filipe Vaz, Frank Nelson Crespilho, João C. Barbosa, José Pedro Silva, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Libânio Martins, Senentxu Lanceros-Mendez e Vasco Teixeira.

Seguem-se com oito elementos o Grupo 3B’s (Banani Kundu, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis, Sandra Pina, Subhas Kundu, Tiago Silva, Vítor Correlo) e, com seis, o Centro Algoritmi (Anabela Alves, João Luís Afonso, João Varajão, Paulo Cortez, Sandro Pinto, Vitor Monteiro). Já o Centro de Microssistemas Eletromecânicos surge com Filipe Marques, Filipe Samuel Silva, Flávio Bartolomeu, Hélder Puga e Paulo Flores. Da parte do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde estão Agostinho Carvalho, António Salgado, João Espregueira-Mendes, Natália Cruz-Martins e Rui M. Reis.

Com três cientistas aparecem o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (Andrea Zille, Helena Felgueiras, Raúl Fangueiro), o Centro de Química (Daniela Correia, Renato Gonçalves, Rita Figueira) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (Joaquim Barros, Shaghayegh Karimzadeh, Paulo Lourenço).

A lista inclui igualmente Assunção Flores e Rute Santos, do Centro de Investigação em Estudos da Criança, além de Fernando Pacheco-Torgal e Paulo Ribeiro, do Centro de Território, Ambiente e Construção. Juntam-se ainda Ronaldo Sousa (Centro de Biologia Molecular e Ambiental), Beatriz Casais (Centro de Investigação em Gestão, Mercados e Sociedade), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais), José Brilha (Instituto de Ciências da Terra), Loïc Hilliou (Instituto de Polímeros e Compósitos) e Rui A. Lima (Centro de Engenharia Mecânica e Sustentabilidade de Recursos).

O estudo da Universidade de Stanford e da Elsevier apresenta uma segunda lista, de “carreira”, em que da UMinho surgem também Marian Brownell Anderson (Escola de Medicina), José Covas, Júlio Viana (ambos do Instituto de Polímeros e Compósitos), Manuel Filipe Costa, Yuliy Bludov (ambos do Centro de Física) e Wolfram Erlhagen (Centro de Matemática).

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Saiba quanto vai receber a sua freguesia do Orçamento do Estado

A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.

O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.

Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).

No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).

Recorde-se que, como O MINHO noticiou, a estes valores acrescem as transferências diretas para os municípios (667 milhões). Portanto, para os distritos de Braga e Viana do Castelo, através das freguesias e dos municípios, o Governo encaminhará, em 2027, um total de 724 milhões de euros.

Pode consultar abaixo o valor que será transferido para a sua freguesia.

Distrito de Braga

Amares

Barreiros – 64 639

Bico – 64 513

Caires – 68 802

Carrazedo – 63 750

Dornelas – 63 022

Fiscal – 65 653

Goães – 77 310

Lago – 80 778

Rendufe – 69 529

Bouro (Santa Maria) – 70 667

Bouro (Santa Marta) – 87 124

União das freguesias de Amares e Figueiredo – 100 145

União das freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos – 112 835

União das freguesias de Ferreiros, Prozelo e Besteiros – 141 246

União das freguesias de Torre e Portela – 77 386

União das freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas – 111 478

Total – 1 318 877

Barcelos

Abade de Neiva – 86 933

Aborim – 71 056

Adães – 64 285

Airó – 66 642

Aldreu – 68 258

Alvelos – 83 851

Arcozelo – 193 421

Areias – 68 252

Balugães – 64 639

Barcelinhos – 78 215

Barqueiros – 86 713

Cambeses – 71 538

Carapeços – 90 850

Carvalhal – 70 831

Carvalhas – 64 639

Cossourado – 70 698

Cristelo – 83 088

Fornelos – 67 997

Fragoso – 95 398

Gilmonde – 76 905

Lama – 70 841

Lijó – 86 922

Macieira de Rates – 86 253

Manhente – 77 188

Martim – 85 940

Moure – 66 330

Oliveira – 71 978

Palme – 74 671

Panque 68 951

Paradela 72 044

Pereira 73 298

Perelhal 81 413

Pousa 89 567

Remelhe 76 521

Roriz 86 212

Rio Covo (Santa Eugénia) 73 563

Galegos (Santa Maria) 92 657

Galegos (São Martinho) 78 298

Tamel (São Veríssimo) 96 705

Silva 65 172

Ucha 74 377

Várzea 76 131

Vila Seca 72 338

União das freguesias de Alheira e Igreja Nova 90 250

União das freguesias de Alvito (São Pedro e São Martinho) e Couto 105 074

União das freguesias de Areias de Vilar e Encourados 95 831

Barcelos 113 082

Vila Boa 82 644

Vila Frescaínha (São Martinho) 87 491

Vila Frescaínha (São Pedro) 80 040

União das freguesias de Campo e Tamel (São Pedro Fins) 84 045

União das freguesias de Carreira e Fonte Coberta 92 783

União das freguesias de Chorente, Góios, Courel, Pedra Furada e Gueral 147 126

União das freguesias de Creixomil e Mariz 84 045

União das freguesias de Durrães e Tregosa 84 220

União das freguesias de Gamil e Midões 84 045

União das freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria 105 835

União das freguesias de Negreiros e Chavão 99 203

União das freguesias de Quintiães e Aguiar 84 045

União das freguesias de Sequeade e Bastuço (São João e Santo Estevão) 105 074

Silveiros 75 708

Rio Covo (Santa Eulália) 74 985

União das freguesias de Tamel (Santa Leocádia) e Vilar do Monte 89 199

União das freguesias de Viatodos, Grimancelos, Minhotães e Monte de Fralães 141 490

União das freguesias de Vila Cova e Feitos 113 498

Total – 5 541 292

Braga

Adaúfe 111 206

Espinho 72 287

Esporões 80 738

Figueiredo 68 991

Gualtar 113 585

Lamas 62 897

Mire de Tibães 88 466

Padim da Graça 75 674

Palmeira 129 625

Pedralva 78 183

Priscos 73 206

Ruilhe 68 989

Braga (São Vicente) 152 229

Braga (São Vítor) 268 090

Sequeira 82 639

Sobreposta 73 873

Tadim 69 929

Tebosa 68 581

União das freguesias de Arentim e Cunha 83 478

União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade) 243 563

União das freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto) 253 815

União das freguesias de Cabreiros e Passos (São Julião) 93 126

União das freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro 163 050

União das freguesias de Crespos e Pousada 83 812

União das freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estevão e São Vicente) 105 201

União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) 123 464

União das freguesias de Ferreiros e Gondizalves 167 034

União das freguesias de Guisande e Oliveira (São Pedro) 83 530

União das freguesias de Lomar e Arcos 145 954

União das freguesias de Merelim (São Paio), Panoias e Parada de Tibães 139 356

União das freguesias de Merelim (São Pedro) e Frossos 108 797

União das freguesias de Morreira e Trandeiras 83 529

União das freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães 212 458

União das freguesias de Nogueiró e Tenões 118 209

União das freguesias de Real, Dume e Semelhe 200 301

União das freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra 83 529

União das freguesias de Vilaça e Fradelos 83 529

Total – 4 314 923

Cabeceiras de Basto

Abadim 96 333

Basto 84 592

Bucos 100 864

Cabeceiras de Basto 111 292

Cavez 115 697

Faia 80 904

Pedraça 92 177

Rio Douro 130 999

União das freguesias de Alvite e Passos 103 663

União das freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune 112 104

União das freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas 140 766

Refojos de Basto 147 292

Outeiro 94 636

Painzela 89 644

Total – 1 500 963

Celorico de Basto

Agilde 91 810

Arnóia 110 989

Borba de Montanha 93 607

Codeçoso 89 080

Fervença 96 713

Moreira do Castelo 82 544

Rego 102 116

Ribas 90 626

Basto (São Clemente) 104 209

Vale de Bouro 85 537

União das freguesias de Britelo, Gémeos e Ourilhe 151 456

União das freguesias de Caçarilhe e Infesta 98 335

União das freguesias de Canedo de Basto e Corgo 105 369

União das freguesias de Carvalho e Basto (Santa Tecla) 98 758

União das freguesias de Veade, Gagos e Molares 119 356

Total -1 520 505

Esposende

Antas 92 143

Forjães 95 015

Gemeses 72 777

Vila Chã 79 218

Apúlia 121 370

Fão 103 885

Belinho 93 181

Mar 77 810

Esposende 102 128

Marinhas 143 374

Gandra 80 672

União das freguesias de Fonte Boa e Rio Tinto 98 020

Palmeira de Faro 92 186

Curvos 73 457

Total – 1 325 236

Fafe

Armil 81 305

Estorãos 93 780

Fafe 255 588

Fornelos 87 092

Golães 99 157

Medelo 86 714

Paços 84 090

Quinchães 108 721

Regadas 95 524

Revelhe 82 544

Ribeiros 80 314

Arões (Santa Cristina) 88 255

São Gens 106 791

Silvares (São Martinho) 91 883

Arões (São Romão) 119 133

Travassós 95 564

Vinhós 77 309

União de freguesias de Aboim, Felgueiras, Gontim e Pedraído 139 455

União de freguesias de Agrela e Serafão 108 865

União de freguesias de Antime e Silvares (São Clemente) 108 329

União de freguesias de Ardegão, Arnozela e Seidões 128 817

União de freguesias de Cepães e Fareja 113 858

União de freguesias de Freitas e Vila Cova 104 638

União de freguesias de Monte e Queimadela 116 913

União de freguesias de Moreira do Rei e Várzea Cova 139 528

Total – 2 694 167

Guimarães

Aldão 69 800

Azurém 167 275

Barco 75 199

Brito123 221

Caldelas 116 701

Costa 108 962

Creixomil 159 043

Fermentões 117 889

Gonça 75 343

Gondar 89 907

Guardizela 89 669

Infantas 82 550

Longos 81 135

Lordelo 117 062

Mesão Frio 109 725

Moreira de Cónegos 128 179

Nespereira 92 516

Pencelo 70 257

Pinheiro 69 216

Polvoreira 104 876

Ponte 131 371

Ronfe 115 311

Prazins (Santa Eufémia) 70 833

Selho (São Cristóvão) 82 614

Selho (São Jorge) 131 587

Candoso (São Martinho) 71 699

Sande (São Martinho) 90 947

São Torcato 107 180

Serzedelo 107 691

Silvares 89 578

Urgezes 125 025

União das freguesias de Abação e Gémeos 108 350

Airão (Santa Maria) 81 124

Airão São João 73 846

Vermil 75 145

União das freguesias de Arosa e Castelões 104 638

União das freguesias de Atães e Rendufe 115 076

União das freguesias de Briteiros Santo Estevão e Donim 95 514

União das freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia 95 039

União das freguesias de Candoso São Tiago e Mascotelos 112 634

Conde 75 682

Gandarela 74 889

União das freguesias de Leitões, Oleiros e Figueiredo 114 529

União das freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião 178 824

Prazins Santo Tirso 73 846

Corvite 66 103

União das freguesias de Sande São Lourenço e Balazar 92 055

Sande (Vila Nova) 84 476

Sande (São Clemente) 84 636

União das freguesias de Selho São Lourenço e Gominhães 95 836

Serzedo 79 119

Calvos 73 846

União das freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar 114 888

Tabuadelo 83 339

São Faustino 73 566

Total – 5 399 361

Póvoa de Lanhoso

Covelas 77 309

Ferreiros 78 463

Galegos 77 309

Garfe 86 176

Geraz do Minho 80 008

Lanhoso 84 265

Monsul 78 926

Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) 138 467

Rendufinho 85 125

Santo Emilião 78 623

São João de Rei 81 097

Serzedelo 88 310

Sobradelo da Goma 90 345

Taíde 95 224

Travassos 80 182

Vilela 79 923

União das freguesias de Águas Santas e Moure 97 833

União das freguesias de Calvos e Frades 98 331

União das freguesias de Campos e Louredo 98 796

União das freguesias de Esperança e Brunhais 98 331

União das freguesias de Fonte Arcada e Oliveira 109 678

União das freguesias de Verim, Friande e Ajude 111 677

Total – 1 994 398

Terras de Bouro

Balança 77 309

Campo do Gerês 132 864

Carvalheira 88 655

Covide 98 935

Gondoriz 84 564

Moimenta 79 881

Ribeira 76 892

Rio Caldo 95 886

Souto 77 680

Valdosende 91 885

Vilar da Veiga 155 278

União das freguesias de Chamoim e Vilar 104 271

União das freguesias de Chorense e Monte 114 690

União das freguesias de Cibões e Brufe 122 414

Total – 1 401 204

Vieira do Minho

Cantelães 91 158

Eira Vedra 82 545

Guilhofrei 91 789

Louredo 84 564

Mosteiro 89 496

Parada de Bouro 84 564

Pinheiro 89 081

Rossas 125 395

Salamonde 85 578

Tabuaças 88 910

Vieira do Minho 104 125

União das freguesias de Anissó e Soutelo 98 331

União das freguesias de Anjos e Vilar do Chão 119 778

União das freguesias de Caniçada e Soengas 91 749

União das freguesias de Ruivães e Campos 144 226

União das freguesias de Ventosa e Cova 98 331

Total – 1 569 620

Famalicão

Bairro 102 037

Brufe 84 772

Castelões 82 128

Cruz 78 357

Delães 104 110

Fradelos 121 214

Gavião 110 041

Joane 166 273

Landim  96 856

Louro 87 151

Lousado 112 550

Mogege 78 496

Nine 97 699

Pedome 81 272

Pousada de Saramagos 78 409

Requião 105 773

Riba de Ave 96 923

Ribeirão 176 610

Oliveira (Santa Maria) 104 350

Vale (São Martinho) 82 269

Oliveira (São Mateus) 90 988

Vermoim 97 532

Vilarinho das Cambas 81 319

União das freguesias de Antas e Abade de Vermoim 158 972

União das freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures 128 673

Avidos 78 425

Lagoa 73 848

União das freguesias de Carreira e Bente 96 515

Esmeriz 88 064

Cabeçudos 79 021

Gondifelos 97 003

Cavalões 82 956

Outiz 73 848

União das freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei 122 534

Ruivães 87 939

Novais 73 848

União das freguesias de Seide 84 294

União das freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela 159 587

União das freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário 282 879

Total – 4 085 535

Vila Verde

Atiães 78 620

Cabanelas 100 000

Cervães 104 170

Coucieiro 78 857

Dossãos 77 309

Freiriz 87 852

Gême 77 309

Lage 105 686

Lanhas 77 309

Loureira 82 132

Moure 89 713

Oleiros 85 716

Parada de Gatim 78 926

Pico 77 309

Ponte 77 309

Sabariz 77 309

Vila de Prado 131 785

Prado (São Miguel) 82 545

Soutelo 98 809

Turiz 90 419

Valdreu 103 902

Aboim da Nóbrega e Gondomar 105 689

União das freguesias da Ribeira do Neiva 235 506

União das freguesias de Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago) 104 641

União das freguesias de Escariz (São Mamede) e Escariz (São Martinho) 104 641

União das freguesias de Esqueiros, Nevogilde e Travassós 127 931

União das freguesias de Marrancos e Arcozelo 104 641

União das freguesias de Oriz (Santa Marinha) e Oriz (São Miguel) 104 478

União das freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós 128 821

União das freguesias de Sande, Vilarinho, Barros e Gomide 153 000

União das freguesias de Valbom (São Pedro), Passô e Valbom (São Martinho) 127 924

União das freguesias do Vade 169 426

Vila Verde e Barbudo 170 868

Total – 3 500 552

Vizela

Santa Eulália 132 279

Infias 77 300

Vizela (Santo Adrião) 86 373

União das freguesias de Caldas de Vizela (São Miguel e São João) 210 559

Tagilde 81 563

Vizela (São Paio) 77 695

Total – 665 769

Total – Distrito de Braga 36 832 402

Distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez

Aboim das Choças 77 309

Aguiã 79 651

Ázere 77 309

Cabana Maior 94 254

Cabreiro 121 674

Cendufe 77 309

Couto 82 545

Gavieira 129 627

Gondoriz 123 454

Miranda 89 905

Monte Redondo 77 309

Oliveira 77 309

Paçô 84 326

Padroso 89 081

Prozelo 81 748

Rio Frio 103 330

Rio de Moinhos 77 309

Sabadim 84 564

Jolda (São Paio) 77 309

Senharei 88 490

Sistelo 104 280

Soajo 138 946

Vale 96 813

União das freguesias de Alvora e Loureda 98 331

União das freguesias de Arcos de Valdevez (São Paio) e Giela 102 039

União das freguesias de Arcos de Valdevez (Salvador), Vila Fonche e Parada 123 699

União das freguesias de Eiras e Mei 90 450

União das freguesias de Grade e Carralcova 103 170

União das freguesias de Guilhadeses e Santar 90 450

União das freguesias de Jolda (Madalena) e Rio Cabrão 90 450

União das freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) 90 390

União das freguesias de Portela e Extremo 102 355

União das freguesias de São Jorge e Ermelo 115 620

União das freguesias de Souto e Tabaçô 98 191

União das freguesias de Távora (Santa Maria e São Vicente) 98 331

União das freguesias de Vilela, São Cosme e São Damião e Sá 112 696

Total – 3 450 023

Caminha

Âncora 71 971

Argela 76 574

Dem 84 030

Lanhelas 70 017

Riba de Âncora 73 582

Seixas 79 320

Vila Praia de Âncora 124 309

Vilar de Mouros 74 541

Vile 62 764

União das freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João) 151 960

União das freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho 100 032

União das freguesias de Gondar e Orbacém 99 133

União das freguesias de Moledo e Cristelo 91 978

União das freguesias de Venade e Azevedo 84 355

Total – 1 244 566

Melgaço

Alvaredo 78 914

Cousso 85 758

Cristoval 81 242

Fiães 94 254

Gave 95 758

Paderne 99 112

Penso 85 370

São Paio 87 465

União das freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro 217 108

União das freguesias de Chaviães e Paços 98 331

União das freguesias de Parada do Monte e Cubalhão 134 161

União das freguesias de Prado e Remoães 90 450

União das freguesias de Vila e Roussas 119 586

Total – 1 367 509

Monção

Abedim 89 781

Barbeita 87 621

Barroças e Taias 77 309

Bela 78 635

Cambeses 77 988

Lara 80 914

Longos Vales 96 470

Merufe 117 792

Moreira 78 135

Pias 90 494

Pinheiros 77 309

Podame 77 309

Portela 89 081

Riba de Mouro 96 204

Segude 77 309

Tangil 109 250

Trute 84 564

União das freguesias de Anhões e Luzio 107 175

União das freguesias de Ceivães e Badim 98 331

União das freguesias de Mazedo e Cortes 129 101

União das freguesias de Messegães, Valadares e Sá 118 866

União das freguesias de Monção e Troviscoso 133 464

União das freguesias de Sago, Lordelo e Parada 104 126

União das freguesias de Troporiz e Lapela 97 871

Total – 2 275 099

Paredes de Coura

Agualonga 82 213

Castanheira 86 040

Coura 84 102

Cunha 91 525

Infesta 82 226

Mozelos 77 309

Padornelo 83 388

Parada 82 986

Romarigães 86 261

Rubiães 87 366

Vascões 84 564

União das freguesias de Bico e Cristelo 99 264

União das freguesias de Cossourado e Linhares 98 331

União das freguesias de Formariz e Ferreira 113 473

União das freguesias de Insalde e Porreiras 108 544

União das freguesias de Paredes de Coura e Resende 107 799

Total – 1 455 391

Ponte da Barca

Azias 86 907

Boivães 77 330

Bravães 78 968

Britelo 92 776

Cuide de Vila Verde 77 309

Lavradas 86 236

Lindoso 131 454

Nogueira 77 309

Oleiros 77 309

Sampriz 84 503

Vade (São Pedro) 77 309

Vade (São Tomé) 76 967

União das freguesias de Crasto, Ruivos e Grovelas 119 142

União das freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil 145 603

União das freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães 151 221

União das freguesias de Touvedo (São Lourenço e Salvador) 90 971

União das freguesias de Vila Chã (São João Baptista e Santiago) 103 817

Total – 1 635 131

Ponte de Lima

Anais 89 800

São Pedro d’Arcos 81 221

Arcozelo 116 877

Beiral do Lima 84 625

Bertiandos 63 021

Boalhosa 76 856

Brandara 63 021

Calheiros 88 566

Calvelo 67 571

Correlhã 101 782

Estorãos 98 320

Facha 89 861

Feitosa 72 452

Fontão 71 428

Friastelas 77 309

Gandra 69 475

Gemieira 78 977

Gondufe 81 121

Labruja 96 541

Poiares 85 655

Refóios do Lima 98 084

Ribeira 86 709

Sá 63 021

Santa Comba 63 021

Santa Cruz do Lima 63 021

Rebordões (Santa Maria) 72 442

Seara 64 764

Serdedelo 82 404

Rebordões (Souto) 75 991

Vitorino das Donas 69 917

Arca e Ponte de Lima 120 567

Ardegão, Freixo e Mato 129 805

Gaifar 88 136

Sandiães 88 136

Vilar das Almas 88 136

Bárrio e Cepões 104 641

Cabaços e Fojo Lobal 104 641

Cabração e Moreira do Lima 125 802

Fornelos e Queijada 104 359

Labrujó, Rendufe e Vilar do Monte 111 471

Navió e Vitorino dos Piães 114 713

Total – 3 574 260

Valença

Boivão 89 081

Cerdal 98 527

Fontoura 86 886

Friestas 64 239

Ganfei 79 711

São Pedro da Torre 75 955

Verdoejo 64 638

União das freguesias de Gandra e Taião 101 896

União das freguesias de Gondomil e Sanfins 107 783

União das freguesias de São Julião e Silva 98 331

União das freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão 151 732

Total – 1 018 779

Viana do Castelo

Afife 88 075

Alvarães 97 039

Amonde 70 276

Anha 94 108

Areosa 130 770

Carreço 92 969

Castelo do Neiva 98 317

Darque 161 735

Freixieiro de Soutelo 80 055

Lanheses 82 801

Montaria 113 145

Mujães 75 989

São Romão de Neiva 75 903

Outeiro 90 341

Perre 103 410

Santa Marta de Portuzelo 113 917

Vila Franca 82 255

Vila de Punhe 86 174

Chafé 94 565

Barroselas 112 238

Carvoeiro 86 746

Cardielos 76 435

Serreleis 74 417

União das freguesias de Geraz do Lima (Santa Maria, Santa Leocádia e Moreira) e Deão 135 808

Mazarefes 76 598

Vila Fria 80 887

União das freguesias de Nogueira, Meixedo e Vilar de Murteda 122 053

União das freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã 117 134

União das freguesias de Torre e Vila Mou 84 043

União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela 390 177

Total – 3 188 380

Vila Nova de Cerveira

Cornes 82 843

Covas 126 427

Gondarém 89 473

Loivo 84 647

Mentrestido 79 611

Sapardos 84 518

Sopo 98 745

União das freguesias de Campos e Vila Meã 107 843

União das freguesias de Candemil e Gondar 99 868

União das freguesias de Reboreda e Nogueira 98 730

União das freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe 107 354

Total – 1 060 059

Total – Distrito de Viana do Castelo 20 269 197

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Governo ‘dá’ 667 milhões aos municípios do Minho: Guimarães é quem mais recebe

Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).

No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.

Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).

No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.

Distrito de Braga

Amares – 15.472.638 euros

Barcelos – 67.430.659 euros

Braga – 69.847.301 euros

Cabeceiras de Basto – 18.095.387 euros

Celorico de Basto – 20.663.455 euros

Esposende – 17.478.545 euros

Fafe – 35.793.572 euros

Guimarães – 75-661.898 euros

Póvoa de Lanhoso – 17.123.023 euros

Terras de Bouro – 13.095.503 euros

Vieira do Minho – 14.698.923 euros

Vila Nova de Famalicão – 59.355.925 euros

Vila Verde – 34.784.838 euros

Vizela – 14.125.160 euros

Total – 473.626.827 euros

Distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez – 26.517.721 euros

Caminha – 12.699.506 euros

Melgaço – 12.855.327 euros

Monção – 18.027.381 euros

Paredes de Coura – 12.996.839 euros

Ponte da Barca – 14.202.199 euros

Ponte de Lima – 32.224.516 euros

Valença – 12.492.641 euros

Viana do Castelo – 39.246.384 euros

Vila Nova de Cerveira – 12.183.265 euros

Total: 193.445.779 euros

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Artigo sobre importância da escuta vale distinção internacional a investigador da UMinho

Luís Miguel Loureiro, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, foi distinguido pela International Listening Association (ILA) como autor do melhor artigo publicado em 2025 na International Journal of Listening, a principal revista científica mundial de estudos sobre Escuta, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a academia minhota explica que o argumento central do artigo laureado desenvolve-se a partir da noção de que, no ecossistema comunicacional contemporâneo, a Escuta se torna, não só, essencial à própria existência da comunicação, mas um imperativo ético, uma vez que a saturação ruidosa do visível, a velocidade e o frenesim da experiência social encapsulam o indivíduo e constituem um bloqueio a uma comunicação que produza significado, diferença e relação com o outro.

O prémio foi atribuído pela primeira vez nos quase 40 anos da International Journal of Listening, editada pela ILA e que faz parte do vasto portefólio de revistas científicas do grupo Routledge/Taylor & Francis. A revista integra o nível mais elevado de indexação Scopus, encontrando-se no primeiro quartil da escala global de referenciação, na área da Comunicação – um dos indicadores mais utilizados na medição da qualidade da ciência produzida à escala global.

O júri do conselho editorial da International Journal of Listening – formado por 40 investigadores de universidades espalhadas pelos cinco continentes, das Américas à Europa, da Oceânia à Ásia e a África – avaliou todos os trabalhos do último ano nesta publicação, destacando “Toward an Understanding of Listening as Ethics”, de Luís Miguel Loureiro, “pelo contributo inovador no avanço da pesquisa em Escuta”.

Ruído bloqueia compreensão da diferença e do outro

O artigo parte da teoria dos sistemas do sociólogo Niklas Luhmann e de duas experiências de silêncio e de ruído, para propor que, num mundo comunicacionalmente afundado no ruído, na intensidade e na aceleração, as práticas de Escuta se tornam decisivas para a própria comunicação. “O problema não é apenas som e informação em demasia, mas um ambiente que fecha o sujeito na sua subjetividade e bloqueia o acesso ao significado dos acontecimentos e à diferença”, nota Luís Miguel Loureiro.

“Escutar deixa de ser um mero complemento da comunicação, para se transformar num ato decisivo, criador da própria instância comunicacional, por isso, um ato com profundas consequências éticas, sociais e políticas, no qual o sujeito-ouvinte é, verdadeiramente um sujeito político, um sujeito de ação ligado ao mundo e ao outro”, diz o autor, citado no comunicado.

Biografia

Luís Miguel Loureiro tem 57 anos e é natural da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro. Inicialmente licenciado em Bioquímica, em Coimbra, em 1992, concluiria, vinte anos depois, o doutoramento em Ciências da Comunicação, na UMinho, onde é atualmente professor no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais, sendo diretor da licenciatura em Ciências da Comunicação. Acumula estas funções com as de investigador integrado do CECS e membro da equipa de coordenação do Barómetro para a Qualidade da Informação da UMinho.

Além do trabalho recente na área dos estudos da Escuta, os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno da interseção entre jornalismo de guerra e propaganda, ativismo em rede e cultura visual.

Antes da carreira académica, foi jornalista durante três décadas, fundando a Rádio Terra Nova, na Gafanha da Nazaré, e passando depois pelas redações da Rádio Nova, da Rádio Comercial e, principalmente, da RTP, onde foi grande repórter e jornalista de investigação premiado (UNESCO, AMI, SPA). Para manter a ligação ao jornalismo, passou este ano a dirigir, pro-bono, o novo jornal digital De Norte a Sul.

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Construtora de Caminha ganha obra de quase meio milhão de euros em Cerveira

A Câmara de Vila Nova de Cerveira adjudicou à Engigreen, Unipessoal Lda, construtora sediada em Caminha, a obra de requalificação do Centro Escolar de Covas pelo valor de 442.954 euros (mais IVA).

Segundo o contrato público publicado no portal Base.gov, hoje consultado por O MINHO, o prazo de execução é de 180 dias.

A empreitada de requalificação global do Centro Escolar de Covas será paga com 370 mil euros contemplados no orçamento municipal de 2026 e o valor restante no do próximo ano.

“A adjudicação é feita pelo valor de 442.954,92 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor. O
encargo resultante do presente contrato, no montante de 469.532,22 euros, com o compromisso n.º 1304/2026, de acordo com o previsto no n.º 3 do artigo 5.º da LCPA, na importância de 369.756,62 pelo orçamento do ano de 2026 e no valor de 99.775,60 euros pelo orçamento do ano de 2027 e pela seguinte rubrica da classificação económica do orçamento do Município de Vila Nova de Cerveira, que apresenta a dotação disponível de € 370.265,00 (trezentos e setenta mil e duzentos e sessenta e cinco euros) e de € 100.000,00 (cem mil euros), respetivamente”, pode ler-se no contrato.

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Carvalhal quer retomar evolução do Famalicão após pausa “altamente negativa”

O treinador do Famalicão, Carlos Carvalhal, mostrou-se hoje confiante na vitória frente ao Alverca, na segunda-feira, na oitava jornada da I Liga de futebol, embora antecipe um encontro difícil.

“Estudámos bem o adversário. Treinámos, acho que, muito bem”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa, sublinhando estar com “muita confiança na equipa e na conquista dos três pontos”.

O técnico descreveu o Alverca como “uma equipa agressiva, jovem, também como o Famalicão”, destacando que defende alto em 4-4-2 e se organiza em 5-4-1 quando recua.

O treinador apelou ainda à “força extra” dos adeptos para superar uma “boa equipa”.

Sobre a interrupção de três semanas do campeonato, classificou-a como “altamente negativa”, tanto para os clubes como para os adeptos, reconhecendo uma quebra na continuidade da evolução da equipa.

“Os clubes não têm receitas, estão praticamente imobilizados. Os jogadores não se valorizam”, sustentou, embora tenha destacado a resposta nos particulares dos futebolistas que permaneceram no clube e o regresso dos internacionais em boas condições.

O técnico confirmou ainda a disponibilidade de Tom van de Looi, recuperado de lesão, e não antecipa grandes alterações no ‘onze’, admitindo ajustes estratégicos.

O Famalicão, 13.º classificado, com sete pontos, recebe o Alverca, 10.º, com oito, na segunda-feira, às 20:15, no Estádio Municipal de Famalicão, no encontro que encerra a oitava jornada da I Liga, com arbitragem de Sérgio Guelho, da associação da Guarda.

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Viana: Eis a nova diretora-geral da fábrica BorgWarner

Melissa Mattedi, antiga diretora-geral de Turbo e Thermal Technologies da BorgWarner no Brasil, assumiu a direção da fábrica da empresa em Viana do Castelo.

A executiva brasileira iniciou funções no novo cargo em setembro e tornou-se a primeira mulher brasileira a liderar uma planta da BorgWarner na Europa. A unidade de Lanheses, que combina negócios de combustão e eletrificação, é praticamente o dobro do tamanho da operação que Melissa comandava no Brasil.

A fábrica de Viana produz sistemas de recirculação de gases de escape (EGR) e soluções de gestão térmica para veículos eletrificados, como sistemas de aquecimento e arrefecimento de baterias e habitáculo, destinando-se a veículos ligeiros e pesados.

Entre os principais objetivos da nova diretora-geral está a melhoria da eficiência operacional e da rentabilidade da unidade, aplicando uma gestão integrada que aproxime as diferentes áreas da empresa, modelo que já tinha implementado com sucesso no Brasil.

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Restos mortais da beata Alexandrina já foram trasladados para o novo santuário

Os restos mortais da beata Alexandrina, conhecida como a “Santinha de Balazar”, foram trasladados este sábado da Igreja Paroquial para o novo Santuário Eucarístico, em Balazar, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.

A cerimónia, presidida pelo arcebispo de Braga, José Cordeiro, decorreu esta manhã e marca o início das celebrações de inauguração do espaço, que será celebrado amanhã, domingo, às 16h00, pelo núncio apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso.

O novo santuário, cujo investimento rondou os 14 milhões de euros, tem capacidade para cerca de 1.800 pessoas sentadas e foi projetado para acolher os cerca de 250 mil peregrinos que anualmente visitam Balazar.

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Índia lamenta confrontos entre ativista de extrema-direita e a comunidade indiana em Portugal

A Embaixada da Índia em Lisboa emitiu esta sexta-feira um comunicado oficial em que condena o que descreve como um caso de “vilificação e discriminação direcionada” contra pessoas de origem indiana, que resultou numa altercação num festival indiano em Odivelas, no passado domingo.

O caso em questão foi provocado pelo ativista de extrema-direita Afonso Gonçalves, que habitualmente invade festas da comunidade indiana em Portugal para fazer vídeos para as redes sociais.

O português, líder do movimento de extrema-direita “Reconquista”, voltou a inserir-se na festa e entrou em confronto com alguns dos participantes, acabando por ter de correr em fuga a alguns elementos da diáspora indiana que o queriam agredir.

Recorde-se que o movimento Reconquista celebrou no passado mês de setembro um encontro com outros apoiantes da extrema-direita no restaurante “O Dragão”, em Famalicão, levando a que o estabelecimento emitisse um comunicado dias depois afirmando a sua neutralidade.

Algumas das ideias radicais do movimento passam por deportar todos os imigrantes e retirar o voto às mulheres, havendo alguns que defendem a prisão de políticos e até a sua morte por enforcamento, como sugeriu recentemente na rede social “X” o Manuel Morgado, um dos apoiantes e orador nos congressos da Reconquista – e que, entretanto, apagou a sua conta naquela rede social.

No comunicado da embaixada indiana, a representação diplomática indiana afirma ter tomado conhecimento do incidente e considera-o “um motivo de preocupação”. Recorda que a Índia tem “uma longa tradição de tolerância e respeito pela diversidade de fés e pontos de vista, evidenciada pela coexistência pacífica de várias religiões e comunidades ao longo da sua história”.

A Embaixada destaca ainda o contributo positivo da diáspora indiana – estimada em mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo – “para o desenvolvimento dos países de acolhimento e para o enriquecimento cultural das sociedades onde reside, incluindo Portugal”.

“Incidentes de ataque injustificado a locais de culto indianos e a pessoas de origem indiana constituem, por isso, motivo de preocupação”, sublinha o texto.

A Embaixada agradece às autoridades portuguesas e expressa a expectativa de que “continuem a garantir a segurança, a dignidade e a proteção da comunidade indiana em Portugal, bem como a prevenir quaisquer formas de discriminação”.

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Orçamento de Estado: Empresários do Minho pedem que “proposta de continuidade” se traduza em “alívio fiscal real” e em execução

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é marcada sobretudo pela continuidade, apelando a que essa estabilidade se traduza em alívio fiscal real e em execução.

“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém uma trajetória responsável nas contas públicas e contém sinais positivos para famílias e empresas. É, contudo, uma proposta marcada sobretudo pela continuidade. O seu valor dependerá menos dos anúncios e mais da capacidade de produzir alívio fiscal real, investimento produtivo e resultados mensuráveis na economia”, refere a AEMinho, em comunicado.

A associação classifica de “sinais positivos” as previsões de um saldo orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de crescimento económico de 2,1% e de redução da dívida pública para 84,5%.

“A AEMinho valoriza a disciplina orçamental e a previsibilidade, que são condições importantes para o investimento. Estes indicadores devem, porém, ser lidos também em termos reais”, assumem os empresários do Minho.

Com uma inflação prevista de 2,3%, “a subida dos preços tende a aumentar a receita fiscal nominal e o próprio PIB nominal”, diz esta associação, sublinhando que um “PIB nominal mais elevado pode melhorar mecanicamente o rácio da dívida sem corresponder, na mesma proporção, a maior produtividade, poder de compra ou capacidade de investimento”.

A AEMinho defende que “este efeito não invalida o esforço de consolidação, mas recomenda prudência na leitura dos resultados”.

Do ponto de vista fiscal, a associação entende que a proposta “altera pouco”.

“Os códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI não sofrem alterações. A atualização dos escalões de IRS em 3,88% é positiva e ajuda a limitar a progressividade fria. Também a taxa geral de IRC prevista para 2027, de 18%, representa uma evolução favorável, embora resulte de uma trajetória anteriormente definida e não de uma reforma introduzida por esta proposta”,avalia a AEMinho.

Para esta associação, o alívio fiscal anunciado deve ser avaliado pelo seu efeito concreto.

“A carga fiscal e contributiva deverá permanecer em 35% do PIB, mantêm-se várias contribuições setoriais e as taxas ambientais aumentam 4%. A ausência de agravamentos generalizados é positiva, mas não equivale a uma redução estrutural da carga fiscal”, adverte a AEMinho.

Nesse sentido, “importa evitar uma ilusão fiscal em que a receita e os rácios melhoram nominalmente, sem que famílias e empresas ganhem capacidade económica real”, referem os empresários do Minho, salientando que “mais faturação nominal também não significa maior rentabilidade quando os custos aumentam”.

A AEMinho vê igualmente como positivo o objetivo de valorização salarial e a manutenção de incentivos associados aos prémios de produtividade e aos aumentos das remunerações.

Contudo, os empresários do Minho defendem que “os salários só podem crescer de forma sustentada quando acompanhados por produtividade, investimento, escala e maior valor acrescentado”.

Esta associação entende que o “Estado deve participar nesse esforço através de menor tributação sobre o trabalho e de condições que permitam às empresas investir, inovar e competir”.

A AEMinho refere também que para o Minho e para o Norte “é essencial que o investimento público seja territorializado”.

“Mobilidade, ligações ferroviárias e rodoviárias, energia, água, áreas de localização empresarial, relação económica com a Galiza e infraestruturas como o PLISAN [Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves] são fatores concretos de competitividade. A referência ao investimento em todo o território deve traduzir-se em projetos, verbas e calendários”, indica o comunicado.

A AEMinho, presidida por Ramiro Brito, diz que vai acompanhar “de forma construtiva a discussão parlamentar do OE2027, mantendo a exigência quanto aos resultados”.

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Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço

A comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, em Guimarães, promoveu no passado domingo, uma missa de homenagem e ação de graças ao padre Joaquim Marques da Mota, que se despede após 64 anos como pároco.

Ao longo de todo o seu sacerdócio, o padre Joaquim Marques da Mota, de 87 anos, esteve ao serviço das mesmas duas paróquias, a de S. Mamede de Aldão e a de Mesão Frio. Foi também arcipreste de Guimarães e Vizela durante vários anos.

De acordo com uma nota enviada pela comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, a celebração pretendeu ser “um momento de gratidão e reconhecimento pelo caminho percorrido e pela presença e dedicação do sacerdote ao longo destas seis décadas”.

Para a comunidade, foi motivo de “grande alegria poder prestar-lhe esta homenagem em vida, apesar da tristeza pela sua partida das paróquias”.

Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR

A população quis associar-se em “grande número, num gesto de carinho, respeito e reconhecimento por quem dedicou uma parte tão significativa da sua vida à terra e às suas gentes”.

Foi uma celebração que contou com a presença de todos os movimentos paroquiais, com grande destaque para as crianças da catequese que o presentearam com uma pequena encenação do que foi a sua vida na paróquia. A festa terminou com um convívio no salão paroquial.

Estiveram também presentes os autarcas e ex-autarcas da freguesia de Aldão e o vereador Constantino Veiga, em representação do Município de Guimarães.

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Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália

Um modelo matemático desenvolvido na Universidade do Minho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo foi laureado com o Prémio de Melhor Artigo na 35.ª Conferência Internacional sobre Redes Neuronais, em Pádua, Itália, anunciou hoje a instituição.

A distinção foi atribuída pela Sociedade Europeia de Redes Neuronais, entre 296 apresentações candidatas.

O trabalho, intitulado “A dynamic neural field model of chronotopic map formation”, foi apresentado por Paulo Barbosa, aluno do 4.º ano do programa doutoral em Matemática Aplicada e investigador do Centro de Matemática da UMinho (CMAT). O estudo envolveu ainda o seu orientador, Wolfram Erlhagen (CMAT), além de Estela Bicho (Centro Algoritmi da UMinho) e Flora Ferreira (Centro de Matemática da Universidade do Porto).

“Estou feliz e grato pelo reconhecimento, porque mostra que a investigação feita em Portugal tem relevância internacional, porque foi atribuído pela comunidade científica num evento de grande prestígio, porque é uma excelente motivação para continuarmos a pesquisa e, a título pessoal, porque sou investigador em início de carreira”, diz o jovem de 28 anos e estudante na Escola de Ciências da UMinho (ECUM), citado em comunicado.

“Mapa do tempo”

“Na prática, desenvolvemos um modelo matemático para explicar como o cérebro consegue sentir a passagem do tempo”, descreve.

A questão é um dos grandes desafios da neurociência, pois não se conhece um órgão sensorial nem um circuito neuronal específico para essa função. O novo estudo centrou-se no “mapa do tempo” no cérebro, chamado cronotótipo. Diferentes grupos de neurónios respondem a diferentes durações, formando uma organização em que intervalos semelhantes estão associados a grupos mais próximos.

Segundo a UMinho, a principal novidade do novo modelo é explicar como diferentes formas de representar o tempo no cérebro podem estar relacionadas.

“Fomos os primeiros a descrever a conversão de um tempo para o outro”, realça Paulo Barbosa.

Esse modelo consegue ainda reproduzir fenómenos observados em experiências com animais, incluindo a adaptação a mudanças nos contextos temporais, e explicar também alguns enviesamentos que surgem quando estimamos intervalos de tempo.

Da neurociência à inteligência artificial

O trabalho faz parte da tese doutoral de Paulo Barbosa sobre plasticidade cerebral, ou seja, as ligações entre neurónios que se modificam e contribuem para comportamentos como a atenção e a tomada de decisão.

A investigação cruza matemática, neurociência, computação, inteligência artificial e robótica. O próximo passo é utilizar estes modelos no desenvolvimento de agentes inteligentes e robôs capazes de lidar com o tempo de forma próxima da humana.

“A perceção do tempo é essencial na interação com ambientes dinâmicos”, sublinha o autor.

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Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.

A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.

Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

A CIM do Cávado já tinha manifestado “apoio político inequívoco” à criação da Área Metropolitana do Minho.

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Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico

 A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho tem em curso um diagnóstico e caracterização do espólio arqueológico da região, integrado num projeto de valorização cultural que prevê um investimento global superior a 240 mil euros, foi hoje revelado.

Contactada pela agência Lusa, fonte da CIM do Alto Minho, com sede em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, referiu que o projeto “Habitat Cultural do Alto Minho”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2030, tem data de conclusão em junho de 2027.

A iniciativa integra “outras ações de valorização cultural e patrimonial do território”, sendo que a primeira, já em curso, está a ser desenvolvida em articulação com os 10 municípios do Alto Minho, para “proporcionar uma visão global das coleções arqueológicas existentes e criar uma base de conhecimento para apoiar a sua preservação, gestão e futura valorização”.

O diagnóstico “contempla o levantamento e a inventariação do património arqueológico presente nos museus municipais, centros de interpretação e respetivas reservas técnicas, incluindo, quando aplicável, peças depositadas em reservas externas ou noutras entidades de salvaguarda”.

O estudo permitirá caracterizar as coleções, avaliar o seu estado de conservação e as condições de armazenamento e gestão, e identificar necessidades, boas práticas e oportunidades de melhoria, salienta a CIM.

Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico
Pedra dos Namorados. Foto: DR

A informação recolhida permitirá igualmente apoiar a atualização e organização da informação no Endovélico, Sistema de Informação e Gestão Arqueológica gerido pelo Património Cultural, contribuindo para uma gestão mais sistemática da informação sobre o património arqueológico do Alto Minho.

O diagnóstico visa ainda “contribuir para a dinamização do Polo Arqueológico do Alto Minho e para o reforço da cooperação entre os municípios no âmbito da gestão e valorização do património arqueológico”.

O polo de arqueologia, que vai ser construído em Viana do Castelo, vai servir os 10 concelhos do Alto Minho, e deverá estar concluído até 2028, num investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou que a criação do novo polo foi um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para integrar a rede de polos arqueológicos da região Norte.

Para a CIM do Alto Minho, o conhecimento mais aprofundado e sistematizado deste património permitirá apoiar futuras estratégias de conservação, investigação e valorização, promovendo a sua acessibilidade e fruição pelas comunidades locais e pelo público em geral.

O levantamento exaustivo do espólio arqueológico existente “visa consolidar o Alto Minho como um território de referência cultural, promovendo a sua identidade, alicerçada no património material e imaterial, nas tradições locais, na biodiversidade e na sustentabilidade ambiental”.

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Classificação de mina em Montalegre não pode desvalorizar riscos, alerta movimento

O Movimento Não às Minas – Montalegre considerou hoje que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio, que se quer explorar na Borralha, “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.

O projeto da Mina da Borralha, no concelho de Montalegre, norte de Portugal, foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou hoje a instituição.

“Não é aceitável que a importância estratégica de um recurso mineral se sobreponha ao direito das pessoas e à segurança nas suas próprias aldeias”, afirmou, em comunicado, o Movimento Não às Minas – Montalegre.

E salientou que a classificação pela UE “não pode servir para desvalorizar os riscos sociais, económicos e ambientais que a reativação da exploração representa para a região de Barroso”.

A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, no concelho de Montalegre, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).

O movimento referiu que a “exploração mineira ameaça colocar em confronto dois modelos de desenvolvimento: a extração de matérias-primas para abastecer cadeias industriais europeias e a continuidade de uma economia rural construída em torno da agricultura, da pecuária, dos produtos tradicionais e da preservação de um património natural e cultural de valor internacional”.

E destacou a água como uma das preocupações principais, salientando que este “é um risco que ultrapassa os limites da mina”.

“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.

A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da Minerália.

A empresa quer explorar tungsténio e propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.

Segundo o movimento, a antiga exploração mineira “deixou uma extensa rede de galerias subterrâneas, num território onde existem preocupações relativas à estabilidade do subsolo e à segurança das povoações próximas, designadamente Paredes, Caniçó e Borralha”.

Referiu ainda que este território tem um “papel central” na produção pecuária do concelho e que a “economia rural que não pode ser sacrificada” e que o Património Agrícola Mundial e a Reserva da Biosfera também “estão em causa”.

“A instalação de uma exploração mineira de grande dimensão, com potenciais efeitos sobre a água, os solos, a paisagem, a pecuária e a economia rural, torna-se incompatível entre o projeto e a salvaguarda deste património, colocando em risco a classificação”, frisou.

Para o movimento, a classificação da Mina da Borralha como projeto estratégico europeu “não deve ser apresentada como uma validação ambiental, social ou territorial da exploração” e, apesar de poder facilitar procedimentos de licenciamento e o acesso a mecanismos de financiamento, não substitui a DIA.

Ao nível da UE, os 16 projetos selecionados estão entre 102 candidaturas recebidas e vão permitir “reforçar a competitividade, aumentar a resiliência e reduzir a dependência de um único fornecedor”, de acordo com Bruxelas.

Na primeira lista de projetos estratégicos ao abrigo do Regulamento Europeu das Matérias-Primas Críticas, anunciada em 25 de março de 2025, Portugal teve quatro projetos selecionados, três ligados ao lítio e um ao cobre.

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Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho

Um jovem motociclista ficou ferido na sequência de uma colisão com um automóvel, na Estrada Nacional 103, na freguesia de Salamonde, concelho de Vieira do Minho, na manhã desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou, a vítima, de 20 anos, jovem foi assistida ainda no local e transportada para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.

Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O acidente deu-se nas imediações da Casa Florestal de Salamonde e do estaleiro da Pavimogege.

A GNR esteve no local a regularizar a circulação do trânsito e a registar a ocorrência.

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Cada pedra tem a sua forma

VTM

Foi então que percebi que vinham dois vultos da capela da Senhora da Serra. Aos poucos, o sorriso do mais novo, antecipando a saudação, fez-me reconhecê-lo. Era um funcionário reformado da Universidade do Minho há cerca de três anos, que trazia o pai amparado no braço.

“Então, Professor, também veio cá em cima?”

“Sim, depois de termos lanchado no Monte das Freitas… mas estou a ver que não somos os únicos com vontade de partir a direção nesta tristeza de acesso ao ponto mais alto do Maranus!”

Ele explicou-me que o pai, com 95 anos, era de Baião e que, sempre que vinha à terra, fosse vindo de Moçambique, fosse vindo depois de Valongo e mais tarde de Barcelos, levava os filhos a sentir que cada pedra do Marão por alguma razão tinha a sua forma.

O nonagenário ia-nos olhando, num misto de sorriso longínquo ou de benevolência paciente. Conhecera, ao que parece, Teixeira de Pascoaes e contava que, quando novo, o vira transfigurar-se para os lados das Minas do Teixo.

“Coisas dele”, dizia-nos o filho, sem sabermos se eram coisas do místico Pascoaes ou daquele homem, de 95 anos, de memórias difusas.

“Pena é como deixam ficar esta estrada”, lamentava-me eu, a pensar no bem que aqueles buracos faziam à direção do carro.

E o funcionário da UMinho, despedindo-se com a felicidade do jubilado, confessou-me:

“Hoje, o meu pai só ainda me disse estas palavras enquanto subíamos, vindos da velhinha Nacional 15 – no meu tempo, as estradas eram piores e vinha mais gente!”

E o jovem, de 95 anos, apontando o quartzito que o meu filho mais velho trazia, ainda nos repetiu “Cada pedra tem a sua forma.”

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Empresas do Norte valorizam sustentabilidade mas têm dificuldades em implementá-la

As empresas da região Norte estão cada vez mais conscientes de que a sustentabilidade é uma questão de gestão e competitividade, mas continuam a enfrentar dificuldades em transformar essa preocupação em estratégia e metas, segundo um estudo hoje divulgado.

As conclusões do trabalho, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito do projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, indicam que 91% das empresas inquiridas consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG (do inglês ‘Environmental, Social and Governance’, relativo a indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa) é uma responsabilidade da liderança.

No entanto, apenas 15% afirmam ter objetivos de sustentabilidade definidos para o curto, médio e longo prazo, “evidenciando uma diferença significativa entre a consciência sobre a importância do tema e a sua integração formal na gestão”.

Neste contexto, a AEP vai promover, entre 15 de outubro e 24 de novembro, ações de capacitação dirigidas às micro, pequenas e médias empresas da região Norte para reforçar a sua capacidade de resposta às novas exigências dos mercados, das cadeias de fornecimento e do financiamento, e encararem o ESG “não apenas como uma questão de conformidade, mas como um fator de competitividade, eficiência e acesso a novas oportunidades de negócio”.

O projeto, denominado “Rumo à Prática”, é cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional Norte 2030, sendo as sessões de capacitação – a realizar nas oito sub-regiões do Norte – de participação gratuita.

Do estudo resulta ainda que, quanto menor a dimensão das empresas, maiores são as dificuldades sentidas na integração de estratégias de ESG.

“As microempresas representam mais de 94% do tecido empresarial em todas as sub-regiões do Norte, mas são também as que apresentam maiores dificuldades na formalização de políticas, definição de responsabilidades, monitorização de indicadores e reporte de informação ESG”, conclui.

O trabalho evidencia, contudo, que já foram feitos alguns avanços, nomeadamente ao nível da eficiência energética, gestão de resíduos, saúde e segurança no trabalho, igualdade e formação.

“O desafio está agora em transformar estas práticas, muitas vezes desenvolvidas de forma autónoma ou informal, em sistemas de gestão capazes de medir resultados, estabelecer objetivos e demonstrar desempenho perante clientes, fornecedores, financiadores e outros parceiros”, indica a AEP.

Também limitada é atualmente a integração do ESG nas relações de negócio, com cerca de um terço das empresas a referir nunca solicitar informação ESG aos seus fornecedores e cerca de 30% a nunca utilizar critérios ESG na seleção de fornecedores.

Já do lado dos clientes, 28% das empresas dizem nunca receber pedidos de informação sobre sustentabilidade, enquanto no relacionamento com a banca 36% referem nunca discutir temas ESG e 54% nunca terem sido questionadas sobre esse tipo de informação.

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