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Encontro de ilustração desafia artistas a riscarem “Ligações para o Futuro” em Braga

A 10.ª edição do encontro de ilustração “Braga em Risco” vai decorrer entre sábado e 06 de novembro sob o mote “Ligações para o futuro”, foi hoje anunciado.

Com curadoria de Pedro Seromenho, a programação desta edição inclui a Exposição Coletiva 22×22, resultado do desafio lançado a 22 ilustradores para deixarem de olhar para o mundo e passarem a olhar uns para os outros.

Organizados em pares ou duetos, a partir das relações amorosas, amistosas, familiares ou profissionais, cada artista ilustrou aquele a quem está intimamente ligado e, em simultâneo, entregou-se ao olhar de quem o conhece bem.

“Nesta exposição, o retrato deixa de ser uma representação e transforma-se numa declaração sobre a relação entre duas pessoas (…). Esta é uma exposição sobre ligações que não se limita ao que está exposto e se debruça sobre o essencial que não se vê”, lê-se na descrição da coletiva.

A 10.ª edição do Braga em Risco inclui ainda exposições individuais de Cátia Vidinhas e Soraia Oliveira e uma instalação de Carlo Giovani, no âmbito do Projeto Vaivém-Circuito.

O programa contempla também cinema de animação, oficinas de ilustração, apresentações de livros, conversas com autores, atividades nas escolas, mercados de ilustração e banda desenhada com DJ sets.

Entre as novidades desta edição destaca-se uma proposta especialmente dirigida ao público juvenil e aos apreciadores de comics e mangá, histórias aos quadradinhos originárias dos Estados Unidos da América e do Japão, respetivamente.

Antes da abertura oficial do encontro, a iniciativa “Ruas do Risco” levará a ilustração ao centro da cidade.

A partir de hoje, as montras de estabelecimentos comerciais das principais artérias de Braga acolhem trabalhos de ilustração, numa parceria com as lojas da Associação Empresarial de Braga.

A iniciativa transforma o comércio local num percurso de descoberta, integrando a criação artística no quotidiano da cidade e antecipando o programa das semanas seguintes.

Nesta 10.ª edição, o Braga em Risco pretende valorizar a rede de relações construída ao longo dos anos entre ilustradores, escritores, professores, alunos, famílias, leitores, parceiros e espetadores.

“Esta comunidade constitui um dos principais legados do encontro e uma base para o desenvolvimento de novos projetos, incluindo a preparação gradual da sua internacionalização”, sustenta o município.

As exposições e atividades decorrem em vários espaços da cidade, nomeadamente Casa dos Crivos, Museu da Imagem, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Museu dos Biscainhos e Livraria Centésima Página.

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Em Barcelos até as caixas elétricas se transformam em arte

O centro histórico de Barcelos ganhou novas intervenções de arte urbana com a concretização da 4.ª edição do projeto “In The Box”, iniciativa promovida pelo Município de Barcelos, através da Casa da Juventude, que desafia os jovens a transformar caixas de eletricidade em suportes de expressão artística.

Nesta edição, subordinada ao tema “Artes e Ofícios Tradicionais de Barcelos”, foram intervencionadas 12 caixas, distribuídas por quatro arruamentos da cidade.

A apresentação dos trabalhos decorreu na Casa da Juventude, numa sessão que contou com a presença do vereador do Pelouro, Carlos Eduardo Reis, e que constituiu um momento de divulgação e valorização das propostas artísticas desenvolvidas pelos participantes.

A iniciativa prosseguiu com uma visita aos locais onde se encontram as caixas intervencionadas, permitindo observar as obras no contexto urbano e conhecer as diferentes abordagens criativas ao tema proposto.

Na ocasião, Carlos Eduardo Reis destacou a importância de promover iniciativas que incentivem a participação dos jovens na vida cultural do concelho e que lhes proporcionem oportunidades para desenvolver e dar a conhecer o seu talento artístico.

“Este projeto demonstra a importância de criar oportunidades para que os nossos jovens possam mostrar o seu talento, desenvolver as suas capacidades artísticas e deixar a sua marca na cidade. Nesta edição, quisemos também reforçar a ligação às nossas raízes, desafiando os participantes a olhar para as artes e ofícios tradicionais de Barcelos e a reinterpretá-los através da sua criatividade”, disse o autarca, citado em comunicado do município.

Ainda no âmbito da proposta de intervenção, Carlos Eduardo Reis salientou a importância de aproximar as novas gerações do património cultural do concelho, através de projetos que conciliam a criatividade, a participação cívica e a valorização dos espaços urbanos.

A edição deste ano contou com a inscrição de 26 jovens, que apresentaram um total de 33 propostas de intervenção artística, subordinadas ao tema “Artes e Ofícios Tradicionais de Barcelos”. Após o processo de avaliação, foram selecionados 12 trabalhos, posteriormente concretizados em igual número de caixas de eletricidade, dando expressão a diferentes interpretações das artes e ofícios tradicionais que integram o património cultural do concelho.

A seleção das propostas esteve a cargo de um júri constituído pelo professor Artur Durão, pelo artesão Eduardo Barbosa e por Manuel Pimenta, representante da Associação de Artesãos do Galo, reunindo diferentes perspetivas e conhecimentos ligados à criação artística e ao artesanato.

As intervenções encontram-se distribuídas pela Rua da Palha, com quatro caixas, pela Rua Barjona de Freitas e pelo Largo da Porta Nova, com três caixas cada, e pela Rua Cândido dos Reis, onde foram intervencionadas duas caixas. Estes espaços passam, assim, a integrar um conjunto de trabalhos artísticos que contribuem para a valorização visual do centro histórico e para uma maior presença da arte no quotidiano da cidade.

Prémio de 250 euros

A edição deste ano conta ainda com uma componente de participação pública, através de uma parceria com a empresa SAGOB, que irá atribuir um prémio adicional de 250 euros à intervenção artística que obtiver o maior número de votos nas redes sociais.

Em Barcelos até as caixas elétricas se transformam em arte
Foto: CM Barcelos

A votação terá início no dia 20 de outubro e decorrerá até domingo, 25 de outubro, permitindo à população conhecer os trabalhos e participar na escolha da obra vencedora.

Para que o voto seja considerado válido, os participantes deverão cumprir três requisitos: colocar “Gosto” na página da Casa da Juventude, colocar “Gosto” na página da empresa SAGOB e colocar “Gosto” na fotografia correspondente à caixa de eletricidade que pretendem eleger.

“A atribuição deste prémio pretende reconhecer o trabalho desenvolvido pelos jovens artistas e reforçar o envolvimento da comunidade na iniciativa, promovendo a divulgação das intervenções realizadas e incentivando a população a acompanhar o projeto”, conclui a autarquia.

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Fica no Minho o hotel mais romântico da Europa

O hotel Pousada Mosteiro de Amares voltou a ganhar o prémio de “Resort Mais Romântico da Europa”, dos World Travel Awards, conhecidos como os “Óscares do Turismo”, numa cerimónia realizada no sábado, em Kotor, no Montenegro.

A Pousada de Santa Maria do Bouro, mais conhecida como Pousada Mosteiro Amares, resulta da restauração de um Mosteiro Cisterciense do séc. XII, um trabalho do arquiteto Eduardo Souto de Moura, premiado com o Prémio Pritzker 2011.

Propriedade do Grupo Pestana, já havia conquistado o prémio em 2024.

É de amares o hotel mais romântico da europa
Foto: DR
É de amares o hotel mais romântico da europa
Foto: DR

“A Pousada encontra-se localizada apenas a 17 minutos do Parque Nacional da Peneda-Gerês envolvida com paisagens fascinantes”, pode ler-se na descrição do seu site.

O hotel tem piscina exterior, campo de ténis, parque de estacionamento, restaurante e bar com lareira.

“Os quartos são acolhedores e confortáveis, com mobiliário assinado pelo Siza Vieira e equipados com televisão por cabo e internet wi-fi gratuito”, acrescenta.

Como O MINHO noticiou, nesta cerimónia, Portugal voltou a ser eleito o Melhor Destino da Europa .em 2026.

Atribuídos desde 1993, os World Travel Awards são considerados os “Óscares do Turismo” mundial. Os World Travel Awards são uma iniciativa global que reconhece e premeia a excelência em viagens e turismo com base na votação de profissionais da indústria de viagens, comunicação social e consumidores de todo o mundo

Vencedores portugueses

Portugal – Melhor Destino da Europa
Turismo de Portugal – Melhor Organismo Oficial de Turismo
Algarve – Melhor Destino de Praia
Madeira – Melhor Destino Insular
Açores – Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura
Lisboa – Melhor Destino Urbano
Lisboa – Melhor Destino de Cruzeiros
Porto – Melhor Destino Urbano Cultural
Passadiços do Paiva, Arouca – Melhor Atração Turística de Aventura
Dark Sky Alqueva – Melhor Atração Turística
Dark Sky Alqueva – Prémio de Turismo Responsável
TAP Air Portugal – Melhor Companhia Aérea para África
TAP Air Portugal – Melhor Companhia Aérea para a América do Sul
Azores Airlines – Melhor Companhia Aérea para a América do Norte
SATA Air Açores – Melhor Companhia Aérea Regional
Amazing Evolution – Melhor Operador de Hotéis Boutique
Amazing Evolution – Melhor Empresa de Gestão Hoteleira
Aquashow Water Park – Melhor Parque Aquático
NETVIAGENS.pt – Melhor Agência de Viagens Online
Top Atlântico – Melhor Agência de Viagens

Hotéis e resorts portugueses distinguidos

Renaissance Porto Lapa Hotel – Melhor Hotel de Negócios
1908 Lisboa Hotel – Melhor Hotel de Design
Estoril Vintage Hotel – Melhor Hotel
Pine Cliffs Residence – Melhores Residências Hoteleiras
Hyatt Regency Vilamoura Algarve – Melhor Hotel Lifestyle
Pestana Palace Lisboa – Melhor Hotel de Negócios de Luxo
Dunas Douradas Beach Club – Melhores Villas de Resort
Cascade Wellness Resort – Melhor Resort Desportivo
Inspira Liberdade Boutique Hotel – Melhor Hotel Urbano Sustentável
White Shell Beach Villas – Melhor Resort de Villas
L’AND Vineyards – Melhor Hotel numa Região Vitivinícola
Pousada Mosteiro de Amares – Resort Mais Romântico

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Depois do sucesso da 1.ª edição, Floresta Encantada volta este Natal a Caminha

Após o sucesso da primeira edição, a Camarilândia – Floresta Encantada está de regresso a Caminha, entre 05 de dezembro deste ano e 03 de janeiro de 2027.

“De 05 de dezembro a 03 de janeiro, a Mata Nacional do Camarido volta a ganhar vida com a Camarilândia – Floresta Encantada, um espaço repleto de fantasia, diversão e momentos inesquecíveis para toda a família”, anunciou a Câmara de Caminha.

No ano passado, a nova Floresta Encantada no Alto Minho “recebeu milhares de visitantes em menos de uma semana”, segundo a autarquia.

A Câmara de Caminha congratulava-se, assim, com “o extraordinário sucesso” da primeira edição da “Camarilândia”, que “se tornou, em tempo recorde, um dos maiores polos de atração da região, afirmando Caminha como destino natalício de referência no Norte do país”.

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Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons

Nasceu de uma proposta dos cidadãos no âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e representou um investimento municipal de cerca de 250 mil euros. O Parque da Cidade de Guimarães ganhou um novo espaço, onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons. O Parque da Imaginação Musical (PIM), idealizado pelo músico e compositor vimaranense Tiago Simães, foi inaugurado recentemente e já é uma atração na cidade.

A partir de uma ideia que nasceu há 14 anos, o PIM procura levar a música para fora das salas de aula e dos auditórios, criando um espaço onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir, independentemente da idade ou dos conhecimentos musicais.

Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons
Foto: CM Guimarães

“Num tempo em que grande parte das nossas vidas acontece através de ecrãs, parece-me particularmente importante criar lugares que nos devolvam ao mundo físico, à curiosidade, à brincadeira”, afirma Tiago Simães, citado em comunicado da autarquia.

O parque integra mais de 65 postos musicais e afirma-se como uma obra artística habitável, onde o som, o movimento e a natureza se cruzam para proporcionar uma experiência de descoberta, experimentação e criatividade.

Na inauguração, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, destacou a origem comunitária do PIM e a importância de transformar a participação dos cidadãos em projetos concretos. “É um projeto da comunidade para a comunidade”, afirmou, sublinhando que a Capital Verde Europeia só faz sentido com o envolvimento ativo dos cidadãos. O presidente da Câmara salientou ainda que, embora a obra tenha sido iniciada e concluída em 2026, a sua importância ultrapassa a concretização física: “É, sobretudo, e bem mais importante do que isso, um projeto que eu espero que perdure no tempo”.

Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons
Foto: CM Guimarães

A concretização do projeto, que representa um investimento municipal de cerca de 250 mil euros, contou ainda com o envolvimento das empresas municipais Vitrus Ambiente e Laboratório da Paisagem.

A intervenção articula criação artística, arquitetura e valorização ambiental, incluindo a introdução de 14 novas espécies vegetais, num total de 2.750 exemplares, e a incorporação de princípios de economia circular, através da valorização de pneus recolhidos em Guimarães, utilizados em elementos como o palco em forma de disco de vinil.

A arquitetura, da autoria de João Mendes, integra os equipamentos e percursos na paisagem envolvente.

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Vieira do Minho: Caminhar para descobrir a ilha do Ermal e a Arte dos Caldeireiros

A Câmara de Vieira do Minho realiza, no próximo dia 25 de outubro (domingo), mais uma caminhada integrada no projeto “A Serra da Cabreira em Família”, que desta vez será dedicada ao tema “Santa Marta de Rossas: Entre a Paisagem do Ermal e a Arte dos Caldeireiros”.

Em comunicado, a autarquia adianta que a iniciativa tem início marcado para as 10:00, com ponto de encontro no parque de estacionamento do teleski, e propõe um percurso de aproximadamente quatro quilómetros, que permitirá aos participantes desfrutar da paisagem envolvente da Ilha do Ermal e conhecer alguns dos elementos que marcam a identidade cultural e patrimonial desta região.

“Um dos momentos de destaque será a visita às oficinas dos caldeireiros de Santa Marta em Rossas, numa oportunidade para conhecer de perto esta arte tradicional, recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de Salvaguarda Urgente. Este reconhecimento reforça a importância de preservar e valorizar um saber-fazer transmitido ao longo de gerações, que constitui uma referência da memória coletiva e da identidade local”, salienta a autarquia.

O percurso contempla ainda a passagem pelas capelas de Santa Marta e de Santa Marinha, conjugando o contacto com a natureza com a descoberta do património religioso e cultural da freguesia.

“Com esta caminhada, o Município pretende incentivar a prática de atividade física ao ar livre, promover o convívio entre famílias e dar a conhecer os recursos naturais, históricos e culturais do concelho, valorizando o património que distingue cada comunidade”, destaca o comunicado.

A participação está sujeita a inscrição, disponível através do formulário online (aqui).

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1.600 km por estradas secundárias: Cinco amigos viajam de Paris ao Alto Minho em tratores

Cinco amigos, cinco tratores. Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão arrancar este sábado da zona de Paris, França, para uma viagem de trator até ao Alto Minho. Serão mais de 1.600 quilómetros percorridos durante uma semana por estradas secundárias.

A partida está marcada para cerca das 09:00 de amanhã. Neste primeiro dia de viagem vão percorrer cerca de 200 quilómetros onde os aguarda a autocaravana de apoio conduzida por Manuel Rodrigues. Depois, todos os dias, a autocaravana segue à frente para encontrar um parque de campismo onde o grupo possa pernoitar.

A previsão é que no sábado seguinte, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.

“Estamos a pensar em oito dias, caso contrário, se correr algo mal, nove ou dez, mas o objetivo é sair daqui no sábado e chegar no sábado”, conta a O MINHO Dinis Amorim, de 56 anos.

“No total são à volta de 1.600 quilómetros, porque vamos por estradas secundárias, uma vez que na maior parte das nacionais não podemos andar. Como vamos nas estradas secundárias vai ser de 1.600 quilómetros para cima”, adianta.

Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”

Dinis Amorim, o único elemento de Paredes de Coura, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.

A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.

Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.

Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.

“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, aponta. Assim, no próximo sábado já deverá saber se tem que pagar o trator ou não.

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Braga tem mais de 2.000 euros para premiar as melhores fotografias de natureza

O Município de Braga promove a 6.ª edição do Concurso de Fotografia “Braga Natural”, uma iniciativa que convida todos os apaixonados pela natureza a descobrir e registar a biodiversidade do concelho.

Em comunicado, a autarquia explica que “o concurso pretende valorizar o património natural de Braga e sensibilizar a população para a importância da sua conservação, nomeadamente dos ecossistemas, habitats e formas de vida que os integram”.

O concurso está organizado em três categorias: Habitats Naturais, Fauna Selvagem e Flora e Fungos. Cada participante pode apresentar até dez fotografias, sendo obrigatório que todas as imagens sejam captadas no concelho de Braga.

As inscrições decorrem de 15 de outubro a 15 de dezembro de 2026, através do formulário online (aqui).

As normas de participação podem ser consultadas aqui.

Em cada categoria, será atribuído um prémio de 400 euros ao primeiro classificado, 150 euros ao segundo e 75 euros ao terceiro.

A melhor fotografia receberá ainda um prémio suplementar de 200 euros. Ou seja, no total, 2.075 euros atribuídos em prémios.

“O concurso dará também origem a uma exposição fotográfica, que permitirá dar a conhecer os trabalhos selecionados e destacar a riqueza da biodiversidade do concelho”, conclui a autarquia.

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Guimarães Jazz com estreias e Kurt Elling mais orquestra

O Guimarães Jazz vai cumprir a sua 35.ª edição em novembro com um cartaz composto por estreias no festival, com a “honrosa exceção” do cantor norte-americano Kurt Elling, acompanhado pela Orquestra Nacional de Jazz da Macedónia do Norte.

De acordo com a informação disponível no ‘site’ do festival, que tem o seu coração no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), entre as estreias de destaque no evento contam-se o trompetista Peter Evans, o guitarrista Kurt Rosenwinkel e o “supergrupo” ARTEMIS, “composto por cinco instrumentistas de excelência – Ingrid Jensen, Nicole Glover, Noriko Ueda, Allison Miller e Renee Rosnes”.

O festival – que na sexta-feira lança um livro para assinalar as mais de três décadas de trabalho – começa no dia 12 de novembro com o quarteto do brasileiro Toninho Horta com a Orquestra de Guimarães, num dia em que há ‘jam sessions’ com o quintento de Lex Korten e a inauguração da exposição “Corpo e Alma – O jazz e os seus divulgadores em Portugal”.

Até ao encerramento, no dia 21 de novembro, com Kurt Elling e a Orquestra Nacional de Jazz da Macedónia do Norte, vai haver ainda atuações de conjuntos com o trio composto por Dave Rempis, Jason Adasiewicz e Chris Corsano, o quinteto de João Tavares e apresentações resultantes das várias parcerias do festival com projetos como a Sonoscopia, a Porta-Jazz, a Orquestra de Jazz da Escola Superior de Músicas e Artes do Espetáculo, entre outros.

“Não obstante esta celebração, a perspetiva do Guimarães Jazz foi sempre baseada no princípio de que o mais importante é o que está para acontecer e não o que já foi feito, pelo que é no presente que nos devemos centrar”, pode ler-se na página do festival.

Ao longo das décadas, o Guimarães Jazz tem recebido vários dos principais nomes mundiais do jazz naquele concelho do distrito de Braga.

Em declarações à Lusa em 2025 sobre a edição desse ano, o programador Ivo Martins afirmou que o festival “tem feito mais ou menos um percurso através do tempo e tenta congregar no mesmo conjunto de concertos diversas fórmulas, diversas formações, que apresentam o mais possível jazz diferente, nas suas diversas abordagens”.

O objetivo do programa é criar “espaços de abertura, respeitando a singularidade dos músicos”, e tentar “estabelecer uma visão articulada da realidade” daquele género musical.

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Litoral do Minho ligado a rota europeia de cicloturismo com 11 mil quilómetros

O litoral do Minho integra a EuroVelo 1, uma rota europeia de cicloturismo com cerca de 11 mil quilómetros que liga o Norte da Europa a Portugal. O percurso atravessa seis países e tem como objetivo promover o turismo de bicicleta, valorizar o património e dinamizar as economias locais.

Conhecida como Rota da Costa Atlântica, a EuroVelo 1 passa por Noruega, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha e Portugal. No território português, o percurso estende-se de Vila Real de Santo António a Caminha, junto à fronteira com a Galiza, e está dividido em 18 etapas.

A rota integra o projeto AtlanticOnBike, que foi selecionado como finalista dos prémios RegioStars 2026, promovidos pela Comissão Europeia para distinguir iniciativas financiadas pela União Europeia com impacto no desenvolvimento regional. O projeto concorre na categoria “Uma Europa Conectada”.

Projeto quer dinamizar economias locais

O AtlanticOnBike reuniu parceiros de vários países com o objetivo de desenvolver a rota como destino internacional de cicloturismo, aproveitando os recursos naturais e culturais existentes ao longo da costa atlântica.

Entre os resultados do projeto estão a criação de uma metodologia para avaliar o impacto económico do cicloturismo, uma estratégia de marketing turístico transnacional e ferramentas comuns de promoção do percurso. Foram também desenvolvidos instrumentos para melhorar a sinalização e a qualidade da rota.

A iniciativa pretende ainda incentivar a criação de experiências turísticas que combinem a bicicleta com o património, a gastronomia, a cultura e a natureza, beneficiando os alojamentos, restaurantes, cafés e outros negócios situados nas proximidades do itinerário.

Em Portugal, a gestão e a promoção da Rota da Costa Atlântica envolvem o Turismo de Portugal, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e outras entidades públicas e regionais, através de um protocolo de colaboração.

A EuroVelo é uma rede europeia de rotas de longa distância destinadas ao cicloturismo, coordenada pela Federação Europeia de Ciclistas. A rede abrange dezenas de milhares de quilómetros de percursos que atravessam vários países europeus.

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Floresta Encantada às portas da Peneda-Gerês volta a 28 de novembro

A Floresta Encantada da Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, uma das entradas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, está de volta no dia 28 de novembro, anunciou hoje a organização.

“A contagem decrescente já começou! Faltam apenas 45 dias. A Floresta Encantada abre as suas portas para um espetáculo inesquecível de luz, cor e pura magia. Um mundo de sonho pensado para criar memórias em família e celebrar a época mais bonita do ano”, pode ler-se na publicação partilhada nas redes sociais.

Recentemente, a Floresta Encantada valeu um Prémio de Excelência Autárquica ao Município de Arcos de Valdevez.

O projeto nasceu, em 2021, na freguesia de Cabana Maior, mas em 2024 mudou-se para a Porta do Mezio.

A alteração de local deveu-se ao sucesso da iniciativa, que se realizava na zona florestal de Travanca.

Como O MINHO noticiou, no ano passado, passaram pela Floresta Encantada mais de 80 mil visitantes.

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Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço

A Soalheiro, produtora de Melgaço, lançou o novo Primeiras Vinhas 2025, um Alvarinho com origem na vinha fundadora da marca e numa seleção de vinhas antigas da sub-região de Monção e Melgaço, foi hoje divulgado.

A história do Soalheiro Primeiras Vinhas começa em 1974, numa parcela plantada por João António e Palmira Cerdeira – fundadores da Soalheiro -, que foi a primeira vinha contínua de Alvarinho em Melgaço. A sua exposição solar privilegiada esteve também na origem do nome Soalheiro.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

Mais de meio século depois, as uvas desta vinha continuam a fazer parte deste vinho. A elas juntam-se uvas de outras vinhas antigas de Monção e Melgaço, com mais de 30 anos, cuidadas por famílias do Clube de Viticultores do Soalheiro.

“O Soalheiro Primeiras Vinhas nasceu para preservar a memória da vinha que os meus pais plantaram em 1974. Hoje, essa história prolonga-se noutras vinhas antigas de Monção e Melgaço e nas famílias que continuam a cuidar delas. É esse património que queremos preservar e projetar no futuro”, afirma Maria João Cerdeira, segunda geração da família Cerdeira, citada em comunicado.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

A nova colheita nasce de um ano em que o ciclo vegetativo se adiantou cerca de duas semanas, exigindo um “acompanhamento próximo de cada parcela para definir o momento da vindima”.

As uvas que deram origem ao Soalheiro Primeiras Vinhas foram vindimadas manualmente entre 05 e 13 de setembro, parcela a parcela, de acordo com a evolução de cada vinha. 

“Houve algo que me marcou: as vinhas velhas não tiveram a mesma pressa. Enquanto o ano avançava a correr, elas mantiveram o seu ritmo. Têm essa capacidade rara de atravessar anos extremos sem perder o equilíbrio”, explica Asun Carballo, enóloga do Soalheiro.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

Na adega, os vinhos das diferentes parcelas foram acompanhados separadamente até à definição do lote final. “Depois de uma decantação estática de 72 horas, a fermentação decorreu maioritariamente em inox, com 15% a 18% em madeira, seguindo-se o estágio sobre borras finas com bâtonnage”, explica a marca.

O Soalheiro Primeiras Vinhas 2025 apresenta cor amarelo-limão brilhante, com ligeiros reflexos dourados. No aroma, revela fruta madura, citrinos e notas delicadas de especiaria, com a madeira integrada. Na boca é envolvente, fresco e profundo, com textura, acidez viva e um final longo, elegante e persistente. Ainda jovem, apresenta um potencial de evolução em garrafa estimado entre oito e 15 anos.

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Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno

Neste barco não há remos, nem os dias de névoa serão os mais indicados para marcar uma saída em grupo, apesar do cenário místico bastante sugestivo. Contudo, a paisagem e o barco de madeira – uma réplica de uma embarcação de 1500, já posterior à era viking, mas que conserva a inspiração nórdica na sua construção – são bastante reais e constituem agora uma nova forma de descer e subir o rio Minho.

A Associação Galega de Atividades Náuticas (AGAN+) realizou um primeiro teste ao itinerário turístico-fluvial entre Tui e Vila Nova de Cerveira, ao final da manhã do passado sábado, uma espécie de ‘Cruzeiro entre Fortalezas’, com duração superior a uma hora e meia que contempla paragens em Valença do Minho, Goián (Galiza) e até nas várias ilhas desertas do rio Minho.

A nova proposta de turismo náutico e cultural será comercializada pela empresa Rio Minho de Barco (VECAN) e integra o projeto RED CIFT – Rede de Cruzeiros Ibéricos Fluviais Transfronteiriços, financiado pelo programa europeu Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP), destinado a promover a cooperação entre os dois países.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

As viagens a bordo da embarcação tradicional de madeira contam com um guia que explicará, em português, espanhol ou inglês, conforme o grupo, a história da fronteira entre Portugal e Espanha, com destaque para as fortalezas de Tui, Valença do Minho, Goián e Vila Nova de Cerveira, as incursões vikings no território, o Caminho Português de Santiago, o contrabando e a pesca tradicional da lampreia nas pesqueiras do rio.

“Trabalhamos com diferentes operadores náuticos”

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Em declarações a O MINHO no final desta viagem de teste, Elena Fernández, técnica de projetos europeus da Asociación Galega de Actividades Náuticas (AGAN+), explica a matriz do projeto e do roteiro, assim como as limitações dos principais pontões de acostagem, nomeadamente o de Vila Nova de Cerveira, onde a ausência de um ponto de carregamento elétrico impede que outro tipo de embarcações possa realizar uma rota mais extensa, desde A Guarda até Valença do Minho ou Tui.

“Trabalhamos com diferentes operadores náuticos que existem no território e o que queremos é dar a conhecer as atividades que eles fazem. A nossa associação tem uma embarcação elétrica que está em Camposancos (A Guarda, Galiza), onde criámos um produto novo, que vai até Vila Nova de Cerveira, para dar a conhecer toda esta zona, com uma navegação de cerca de uma hora e meia”, explica.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Resolvida a questão da oferta turística nas águas do rio Minho mais próximas da foz, impunha-se uma solução que permitisse subir o troço internacional do rio, até onde as embarcações de maior dimensão conseguem navegar.

“Este produto, desde Tui até Cerveira com o barco tradicional, uma réplica de um barco de 1500, é o que queremos propor como experiência para o período de inverno, com um percurso mais longo. Estamos em outubro e está um dia lindíssimo de sol e de calor, temos navegado em novembro e até em dezembro com muito bom tempo, aqui no Minho. Portanto, não nos assusta a questão da meteorologia”, nota Elena Fernández.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Para este outono/inverno, a proposta da AGAN+, a operacionalizar pelas empresas parceiras, é uma viagem neste invulgar barco tradicional de inspiração histórica que, apesar da aparência frágil e do espaço aparentemente exíguo para acomodar até 20 pessoas, se revela bastante estável e suficientemente robusto para navegar nas águas do rio Minho, mesmo nos períodos de maior caudal.

Na viagem de teste, o barco realizou o percurso entre Tui e Vila Nova de Cerveira sem paragens intermédias, mas a técnica de projetos europeus da AGAN+ adianta que esta rota pode contemplar até quatro paragens para recolher ou deixar passageiros nos principais pontos turísticos, nomeadamente em Valença e Goián.

“O barco que sai de Tui tem autorização para poder fazer paragens tanto em Valença como em Goián, ou seja, pode até fazer quatro paragens. Por enquanto, o percurso regular que nos propomos fazer é de Tui a Cerveira, mas poderíamos fazer algumas escalas intermédias sem problemas”.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Enquanto associação promotora das atividades turísticas no rio Minho, a AGAN+ mantém contacto com cerca de 14 operadores que desenvolvem atividades tendo o rio como principal atrativo, desde o rafting ao caiaque e ao hydrospeed, sobretudo nas zonas onde as embarcações de maior dimensão não conseguem navegar.

“De Tui ou Valença para cima, a navegação não é tão fácil. Há uma zona com muito pouca profundidade de água. Dá para embarcações mais pequenas ou para fazer em caiaque, mas para esta barca [tradicional, ou de inspiração ‘viking’] se calhar não é recomendável. Talvez até Caldelas de Tui, mas não muito mais acima”, explica Elena Fernández.

Contudo, existe já uma alternativa elétrica, a operar com bons resultados entre A Guarda e Vila Nova de Cerveira, que poderia estender-se até Tui ou Valença do Minho, caso o concelho português previsto como primeira paragem dispusesse de um ponto de carregamento para reforçar a autonomia das baterias.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

“O barco [elétrico] poderia navegar mais. O problema é que não temos pontos de carregamento nos diferentes pontões para garantir bateria suficiente para voltar até Camposancos [A Guarda]. Se tivéssemos, o barco não tem problema em navegar mais para norte”, frisa a responsável.

“O ideal seria poder carregar em Cerveira durante um par de horas, depois seguir até Valença ou Tui e poder carregar mais um pouco. Os painéis solares que o barco tem vão fornecendo carga. Fizemos um teste no dia 25 de setembro, em modo elétrico entre Camposancos – Cerveira e Cerveira – Camposancos e nas baterias ainda restava 80% de energia. Ou seja, com 20% fizemos o trajeto de ida e volta. Claro que aproveitamos a força das correntes na descida, como se fazia antigamente, e poupou muito a bateria. Mas temos a certeza de que, com um ponto de carregamento intermédio, poderíamos fazer um percurso mais longo”, adiantou Elena Fernández.

“São milhares de peregrinos que atravessam”

Com a CIM Alto Minho a concentrar a sua atenção nas atividades do rio Lima, onde o lado galego não dispõe de uma oferta equivalente, cabe aos operadores portugueses e galegos que têm o rio Minho como atrativo saber captar os turistas e os peregrinos do Caminho Português de Santiago, que atravessam o rio ou o percorrem numa vertente diferente da sua jornada.

“São milhares de peregrinos que atravessam. Só no serviço da Xacobeo Transfer que asseguramos a partir da Galiza, estamos a falar de cerca de 20 000, só de um lado da margem. Do lado português há mais uns cinco ou seis operadores e cada um faz a sua parte das travessias. Estamos a falar de milhares de peregrinos que estão a conhecer o rio, a atravessá-lo e que podem interessar-se por conhecer mais”, notou ainda.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

O trabalho da AGAN+, apoiado por fundos europeus, permite desenvolver e testar novos produtos turísticos em colaboração com os operadores, para posteriormente os promover através de um catálogo digital e de uma plataforma que reúna as experiências disponíveis, facilitando também a sua comercialização por agências de viagens nacionais e internacionais.

“O próprio projeto europeu, que é um projeto com fundos de cooperação entre Espanha e Portugal de [POCTEP, por confirmar na transcrição], são fundos Interreg que financiam 75% da despesa do projeto com fundos FEDER. Este tipo de projetos ajuda muito a trabalhar com os operadores, a criar produtos, a testá-los, a depois promovê-los num catálogo digital, a depois promovê-los num sítio Web onde se reúnam todas estas experiências que resultem dos cinco grandes rios e que as pessoas possam contratar. Que possamos também chegar a esses operadores, agências de viagens nacionais ou internacionais que possam vender estes produtos.”

“Este projeto não pretende ser mais uma atividade que transfere as pessoas de um lugar para outro, queremos que as pessoas consumam no território: nos nossos restaurantes, nos nossos hotéis, que visitem os nossos museus, a nossa natureza, que desfrutem e que deixem dinheiro na zona, que isso para nós é muito importante”, ressalvou Elena Fernández.

Nesta primeira fase, e para que o trajeto entre Tui e Vila Nova de Cerveira no barco tradicional possa implementar-se e realizar-se com maior frequência durante o inverno, está a ser avaliada a possibilidade de estabelecer datas fixas para inscrições.

Existe também a possibilidade de pequenos grupos, com um mínimo de 12 e um máximo de 20 pessoas, contratarem esta experiência através do operador, cuja oferta pode ser consultada em https://riominoenbarco.com/.

A viagem poderá ainda incluir propostas que a tornem mais atrativa e original, desde provas de vinhos a miniconcertos, tendo, durante mais de uma hora, as águas e as margens do rio Minho como moldura natural.

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Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa

Num contexto industrial marcado por uma crescente pressão sobre a produtividade, a disponibilidade de recursos e a capacidade de adaptação, as empresas procuram cada vez mais soluções que lhes permitam produzir de forma mais eficiente e responder aos desafios de mercados em constante evolução.

É neste contexto que a KAPPO Engineering, com sede em Várzea, Barcelos, desenvolve máquinas especiais, sistemas de automação e soluções de engenharia concebidas para responder às necessidades específicas de cada organização.

A KAPPO acredita que não existem duas realidades industriais iguais. Por isso, cada projeto começa pela análise do processo produtivo e pela identificação de oportunidades de melhoria capazes de gerar valor para o cliente.

“Cada empresa enfrenta desafios diferentes. Acreditamos que as melhores soluções não são standardizadas. São concebidas para responder a objetivos específicos de produtividade, qualidade e crescimento”, explica César Fernandes, CEO e fundador da KAPPO Engineering.

A partir de um trabalho de diagnóstico, a empresa desenvolve soluções ajustadas às necessidades de cada projeto, acompanhando todas as fases do processo, desde a engenharia e desenvolvimento até ao fabrico, implementação e acompanhamento técnico.

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A atividade da KAPPO Engineering abrange o desenvolvimento de máquinas especiais, sistemas de automação industrial, células robotizadas, equipamentos de apoio à produção e projetos de melhoria e otimização de processos.

Com uma filosofia assente na engenharia à medida, a KAPPO Engineering pretende afirmar-se como um parceiro estratégico para as empresas que procuram aumentar a competitividade, modernizar processos produtivos e preparar a sua atividade para os desafios do futuro.

Para conhecer melhor a KAPPO Engineering, os seus projetos e soluções, consulte o website e acompanhe a empresa nas redes sociais.

Mais informações:

Website: https://kappo-engineering.com/
Redes sociais: Linkedin | Instagram | Facebook

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Estes históricos jardins de Guimarães passaram a integrar a mais prestigiada rota internacional

Os Jardins Históricos da Casa de Margaride, em Guimarães, passam a integrar a mais prestigiada Rota internacional de Jardins Históricos, juntando-se ao Parque de Serralves, aos Jardins do Palácio Nacional de Queluz e aos Parques da Pena e de Monserrate, em Sintra, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado a O MINHO, a Casa de Margaride explica que a candidatura foi aprovada na Assembleia Geral da European Route of Historic Gardens (ERHG), realizada em Atenas de 07 a 09 deste mês.

“Esta admissão constitui um novo marco num percurso de conservação, valorização e reconhecimento patrimonial que, ao longo dos últimos catorze anos, tem alcançado sucessivas distinções nacionais e internacionais”, salienta o comunicado.

Para a Casa de Margaride, reveste-se de particular importância a integração numa Rota certificada como Itinerário Cultural do Conselho da Europa, distinção que confere a este reconhecimento uma dimensão europeia de especial prestígio.

“A admissão dos Jardins Históricos da Casa de Margaride inscreve este património vimaranense num percurso de valorização da história, da cultura e da paisagem europeias, reforçando a sua projeção internacional e o seu significado para Guimarães”, destaca.

Em 2012, a classificação da Casa e dos Jardins de Margaride como Monumento de Interesse Público reconheceu a dimensão arquitectónica deste conjunto histórico. Dez anos depois, em 2022, a classificação do jardim como Arvoredo de Interesse Público consagrou também o seu valor botânico, tendo, nesse mesmo ano, três das suas árvores sido autonomamente classificadas como de Interesse Público.

“Esta dupla classificação reconhece, assim, duas dimensões complementares do seu valor patrimonial e faz de Margaride o único jardim privado do Norte de Portugal duplamente inscrito no rol do Património Nacional”, observa a Casa de Margaride.

Em 2023, uma camélia japónica do jardim, classificada como de Interesse Público em 2022, foi eleita Árvore do Ano de Guimarães. Em 2024, o mesmo exemplar conquistou o título de Árvore do Ano de Portugal e, em 2025, representou o país no concurso Árvore Europeia do Ano, alcançando o quarto lugar.

“Em 2026, a integração na Rota Europeia de Jardins Históricos vem dar continuidade a este percurso e coroar o consistente e apurado trabalho de conservação, valorização e promoção que a Casa e os Jardins de Margaride têm vindo a desenvolver. Às classificações patrimoniais de 2012 e 2022 e às distinções alcançadas entre 2023 e 2024 sucede agora a admissão numa Rota internacional, que reconhece o valor histórico, paisagístico e botânico de um jardim que alia património vivo, autenticidade e continuidade familiar”, pode ler-se no comunicado.

Documentada desde 1021 e na mesma família há mais de cinco séculos, ao longo de treze gerações, a Casa de Margaride conserva um jardim barroco português criado por volta de 1675. Murado e organizado em três espaços de composição sequencial, axial e simétrica, distingue-se pela singularidade e raridade da sua coleção de camélias multiseculares, cujo porte e trabalho em topiária lhe conferem excecional valor botânico e paisagístico.

Sobressai a Casa de Fresco: uma estrutura vegetal composta por uma monumental camélia com cerca de quinze metros de altura, circunscrita por uma alta sebe de buxo, formando um círculo com cerca de quarenta metros de perímetro. Parterres de flores sazonais, fontes, muros e um antigo sistema hidráulico em pleno funcionamento completam o conjunto.

“No ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, esta distinção evidencia o contributo dos agentes públicos e privados para a conservação da natureza e do património, demonstrando como a preservação de um jardim histórico pode conciliar memória, biodiversidade e valorização do território”, enfatiza.

“Membro fundador da Rota Portuguesa de Jardins Históricos, Margaride reforça, com esta admissão, a sua projeção internacional e abre novas oportunidades de cooperação e turismo cultural. Estima-se que, ao longo de 2026, a Casa e os Jardins de Margaride recebam cerca de 2.000 visitantes, contribuindo para a valorização da oferta cultural e turística de Guimarães”, conclui o comunicado.

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Festival de Teatro de Viana do Castelo apresenta 10 espetáculos em nove dias

 A 10.ª edição do Festival de Teatro de Viana do Castelo, hoje apresentado publicamente, vai apresentar de 13 a 21 de novembro 10 espetáculos diferentes e 12 representações.

O festival, uma organização conjunta do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana e da Câmara Municipal, “que tem como marca a inclusão”, apresenta, pela primeira vez, uma peça com um ator com deficiência em palco.

Paulo Azevedo vai interpretar, no dia 20 de novembro, às 21:30, no teatro Sá de Miranda, a peça “O tamanho das coisas”, com direção de Marco Paiva, da Terra Amarela – Criação Artística Inclusiva.

“Uma das marcas do festival é a acessibilidade, estamos sempre a trabalhar para nos adaptarmos aos desafios da acessibilidade e esta peça ‘O Tamanho das Coisas’ tem, por isso, um simbolismo especial”, sublinhou o diretor artístico do festival, Ricardo Simões

Ricardo Simões destacou ainda a peça “Só eu é que não tenho!”, que arranca em digressão na segunda-feira, com 52 representações nas escolas do concelho de Viana do Castelo, sendo que o evento tem espetáculos para os idosos residentes em lares.

A peça “Os Lusíadas”, com interpretação de António Fonseca, da Companhia Nacional de Espetáculos, sobe ao palco do teatro municipal, no dia 15 às 19:00.

Outros dos destaques apontados por Ricardo Simões são os espetáculos “Veneno”, com Albano Jerónimo, da Teatro Nacional 21, e “Ensaio sobre a lucidez”, pela companhia de teatro do Chapitô.

Como destaque internacional, o diretor artístico do festival realçou a peça “Dolce far niente”, de Lucía Satta, uma coprodução da companhia Desattada/Centro Dramático Galego.

A programação arranca a 13 de novembro com “A Menina”, encenada por Rita Lello, pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana (CDV). No dia 14 de novembro, é levada ao palco “O Despertar das Borboletas”, por Ricardo Ribeiro, também do Teatro do Noroeste-CDV.

“Entrelinhas”, cocriação de Tiago Rodrigues e Tonán Quito, por Homembala, é apresentado a 18 e 19 de novembro.

O programa encerra dia 21 de novembro com “Esta noite improvisa-se com Bergman”, de Mónica Calle.

Uma oficina de escrita com Alex Cassal antecipa, no dia 11, o arranque do festival que inclui ainda uma residência artística com Mónica Calle e uma aula magistral de interpretação.

Com um “forte compromisso com a acessibilidade, o Festival de Teatro de Viana do Castelo é o único em Portugal em que todas as récitas incluem tradução simultânea em língua gestual portuguesa, legendagem em português e inglês, reconhecimento de palco e audiodescrição”.

O TUViana – Transportes Urbanos de Viana é uma das apostas do festival com a iniciativa “Venha ao Festival com o TUViana”.

Presente na conferência de imprensa de apresentação do festival, o vice-presidente da Câmara Municipal e vereador da Cultura, Manuel Vitorino, disse que o evento tem “créditos firmados”, realçando a relação com o público escolar.

O município apoia o evento, através do Contrato Programa de Desenvolvimento Cultural com o Teatro do Noroeste, com cerca de 37.800 euros.

Manuel Vitorino referiu que o festival sofre um interregno no dia 14 de novembro para a antestreia da longa-metragem de animação, produzida pela Watermelon Productions, inspirada numa lenda de Viana do Castelo.

“Viana, a Lenda dos Corações de Ouro” conta com as vozes de, entre outros, Daniela Melchior, Pêpê Rapazote, Diogo Piçarra, Luke Newton, Michael McElhatton, Melânia Gomes, Vasco Palmeirim e Nuno Markl.

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Engenheiro nuclear de Braga deixa o emprego para dar a volta ao mundo numa mini-mota

Gonçalo Castillo, de 32 anos, nasceu em Lisboa, mas aos três meses veio para Braga, onde cresceu. Quando concluiu o secundário, foi para França estudar, tendo-se formado em Engenharia Nuclear pela Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris. Há nove meses largou o emprego e lançou-se numa aventura única:  quer ser o primeiro a dar uma volta ao mundo na icónica mini-mota Honda Dax 125. Está há pouco mais de quatro meses na estrada e já soma mais de 18.000 quilómetros percorridos em 30 países. Atravessou a Europa, o Cáucaso e está, neste momento, no Tajiquistão. Passou pela Ucrânia, Rússia e em breve irá atravessar o Afeganistão e Irão, antes de chegar aos países do Golfo árabe. Daí, o plano é enviar a mota para a Índia e rumar para o Sudeste Asiático.

Em entrevista a O MINHO, Gonçalo Castillo conta que, antes de embarcar nesta aventura, trabalhava como gerente de desenvolvimento de negócios na Rosatom, a empresa estatal russa de energia atómica, no Rio de Janeiro, Brasil. “Trabalhei lá durante seis anos e meio. O russo que aprendi enquanto trabalhei lá tem sido extremamente valioso agora ao viajar pelas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central”, sublinha.

“Quando descobri a Honda Dax 125, achei-a supercharmosa”

O que o motivou a lançar-se nesta aventura foi, “principalmente”, o facto de, ao que sabe, “ninguém ter dado a volta ao mundo nesta mota”.

“Já existem muitas pessoas a viajar pelo mundo em motas grandes, e eu queria fazer algo diferente”, justifica, desenvolvendo: “Foi por isso que comecei a procurar uma mota pouco convencional. Quando descobri a Honda Dax 125, achei-a supercharmosa e percebi que era com ela que queria viajar. Além disso, tinha outra característica que me agradava muito: é uma mota extremamente simples, o que facilita a resolução de problemas mecânicos durante a viagem de uma forma fácil e barata”.

“A viagem podia acabar hoje e já teria valido completamente a pena”

“Espetacular”. O engenheiro nuclear não tem outra palavra para descrever a viagem: “Às vezes, olho para o mapa e vejo a dimensão daquilo que já percorri, e do que ainda falta, e custa-me acreditar que sou eu que estou a fazer esta viagem. Já conheci lugares incríveis e pessoas extraordinárias. A viagem podia acabar hoje e, mesmo assim, já teria valido completamente a pena. E o melhor é saber que ainda não estou sequer perto da metade”.

“Atravessar algumas fronteiras, nomeadamente na Rússia e a Ucrânia, trouxe alguma tensão”

Para Gonçalo Castillo, “os momentos mais assustadores têm sido sobretudo na estrada, em países onde a condução é mais imprevisível”.

“Na Moldávia, por exemplo, houve algumas ultrapassagens em que senti que os carros quase me iam atingir”, nota.

Engenheiro nuclear de Braga deixa o emprego para dar a volta ao mundo numa mini-mota
Foto: DR

“Mais recentemente, no Uzbequistão, um carro passou por mim na minha via a uma velocidade muito elevada. Eu circulava a cerca de 70 km/h, que era o limite naquela estrada, e calculo que o carro circulasse a 100 ou 110 km/h. Passou muito perto, foi um momento realmente assustador”, conta ainda.

E acrescenta: “Atravessar algumas fronteiras, nomeadamente na Rússia e na Ucrânia, também trouxe alguma tensão, mas, nada de mais. Felizmente, não tive muitos outros momentos verdadeiramente assustadores”.

“Polícia fez-me sinais para sair da mota. Obedeci, e em seguida ele pôs-se em cima dela e conduziu-a”

O que também não pode faltar numa volta ao mundo são peripécias caricatas. Questionado por O MINHO, o aventureiro bracarense recorda: “Sem dúvida um dos momentos mais caricatos foi na fronteira entre a Turquia e a Geórgia, onde um polícia me fez sinais para sair da mota. Obedeci, e em seguida ele pôs-se em cima dela e conduziu-a. No primeiro segundo pensei logo ‘será que fiquei sem mota?’, mas rapidamente ele deu meia volta e no fim foi apenas um momento bem caricato e mais um vídeo engraçado para as memórias! Depois ainda bebemos chá juntos”.

Outra: “No Cazaquistão, apanhei um comboio para percorrer cerca de 2.700 quilómetros de estepe e consegui levar a mota comigo como bagagem. A imagem de cinco homens a levantarem a pequena Honda Dax para a colocarem dentro de um vagão foi, sem dúvida, caricata”.

“Acho que a imagem desta motinha pequenina e citadina em tantos lugares inesperados é por si só caricata. Ela gera muita curiosidade: as pessoas buzinam quando me veem passar e quase sempre que paro, aparece alguém curioso a querer saber que maquininha é esta”, observa.

“Trabalhei, poupei e agora usufruo”

Gonçalo Castillo viaja sozinho e a aventura é totalmente financiada pelo próprio: “Trabalhei, poupei e agora usufruo. Planeei a viagem de forma bastante calculada, tanto do ponto de vista económico como cronológico”.

“Por isso, o único apoio financeiro é o meu próprio. Posso dizer que apenas conto também com a simpatia e a generosidade das pessoas que vou conhecendo pelo caminho, que tornam a experiência muito mais rica”, vinca.

Gonçalo Castillo dorme em hostels, albergues e casas de amigos: “Não levo uma tenda, porque o espaço na mota é muito limitado e achei que não a utilizaria vezes suficientes para justificar o espaço que ocuparia”.

Engenheiro nuclear de Braga deixa o emprego para dar a volta ao mundo numa mini-mota
Foto: DR

“No entanto, quando chegar aos Estados Unidos, ao Canadá e talvez à Nova Zelândia, onde o alojamento é bastante mais caro, pondero comprar uma tenda para acampar algumas noites e reduzir os custos”, aponta, notando que “é relativamente fácil encontrar alojamento acessível nas regiões por onde [tem] passado”.

“Isso permite-me ter uma cama confortável, tomar um duche e descansar devidamente. Também é mais uma oportunidade para conhecer outros viajantes”, destaca.

Quanto à alimentação, come quase sempre fora: “Muitas vezes onde fico não tem cozinha e quando tem, não fico tempo suficiente num local para justificar comprar ingredientes e cozinhar. Quando fico em casa de alguém, por vezes cozinhamos juntos ou oferecem-me uma refeição”.

“Quando estava na Europa, onde comer fora é bastante mais caro, recorria frequentemente ao supermercado para comprar ingredientes e preparar sandes para levar comigo durante o dia”, revela.

Faltam 40 países

Atualmente, o engenheiro nuclear está no Tajiquistão, o 30º país da viagem: “Pelas minhas contas, ainda pretendo visitar cerca de 40 países até ao final”.

Engenheiro nuclear de Braga deixa o emprego para dar a volta ao mundo numa mini-mota
Foto: DR

A previsão para o fim da volta ao mundo é no verão de 2028. “Claro, ainda tenho muito caminho pela frente e muita coisa pode mudar, mas é precisamente isso que torna esta aventura tão entusiasmante”, conclui.

A viagem pode ser acompanhada através do Instagram, onde Gonçalo Castillo vai documentando o seu dia-a-dia (aqui).

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Doce de Abóbora com Amêndoa de Viana do Castelo ganha medalha de prata

O Doce de Abóbora com Amêndoa, dos Doces Flor de Vinha, de Viana do Castelo, foi distinguido com a Medalha de Prata no 15.º Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses, realizado em 30 de setembro passado.

O prémio mereceu o elogio público da autarquia. “A Câmara Municipal de Viana do Castelo orgulha-se deste reconhecimento, que destaca a excelência, a dedicação e o trabalho na preservação e valorização dos sabores tradicionais da nossa região. Parabéns à Doces Flor de Vinha”, pode ler-se numa publicação partilhada, recentemente, pelo município.

A marca Doces Flor de Vinha foi criada pela artesã vianense Ana Lucas. Segundo informação partilhada pelo blogue Concelho de Esposende, o interesse por esta atividade surgiu como forma de ocupação dos tempos livres e devido ao enorme gosto que a artesã nutre, desde longa data, pela doçaria tradicional portuguesa.

A sua grande motivação é realçar os sabores naturais dos frutos neste tipo de doçaria, bem como elaborar novas combinações, tendo feito a sua primeira exposição ao público em 2013.

Muitas pessoas perguntam qual a razão usar o nome “Doces Flor de Vinha” como marca de compotas. O nome surgiu baseado em três aspetos:

De acordo com o site da marca, a explicação para o nome tem três fundamentos: “1.º- A palavra DOCES para se referir às compotas e doçaria; 2º – FLOR porque grande parte das compotas são provenientes de frutos que por sua vez surgem de flores; 3º – E por último “VINHA” está associada à padroeira de Areosa (Viana do Castelo) Santa Maria de Vinha”.

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Queijo de cabra de Trás-os-Montes eleito o melhor da Europa

O Queijo de Cabra Transmontano foi eleito o melhor da Europa pelo guia gastronómico TasteAtlas.

“Este queijo de pasta dura é produzido a partir de leite cru de cabra da raça Serrana. O queijo de cabra desempenha há muito tempo um papel importante na economia da região de Bragança, sendo que muitas famílias locais criam estes animais e produzem queijo como principal fonte de subsistência”, pode ler-se na descrição do TasteAtlas, que fez a lista dos 100 melhores queijos da Europa.

“Depois de ordenhadas, as cabras, o leite é filtrado e aquecido. A coalhada é então salgada e curada a baixa temperatura e elevada humidade. O queijo Transmontano apresenta uma forma arredondada e uma crosta semidura, sendo uniforme, liso e de cor branca. É um queijo firme, com um aroma intenso e agradável e uma ligeira nota picante”, acrescenta.

“Este queijo de cabra apresenta um teor de humidade entre 25% e 35%. É geralmente consumido ao natural e é bastante apreciado tanto como aperitivo como após a refeição, acompanhado de pão fatiado e de um vinho tinto da região”, conclui a descrição.

A lista dos 100 melhores queijos da Europa pode ser consultada aqui.

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