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A generation takes to the streets: Young Europeans refuse to accept a future stacked against them

Tens of thousands of young people have taken to the streets in France, Belgium, Spain, Portugal, Italy and Albania. In doing so, they have joined what has been dubbed the Generation Z revolution (those born between 1997 and 2012), which over the past two years helped bring down the government of Bangladesh, force the resignation of Nepal’s prime minister and dissolve Madagascar’s government. Now, in Europe, on the eve of an electoral supercycle that will determine the governments of four of the European Union’s five most populous countries (France, Italy, Spain and Poland), young people are sharing a frustration that opportunities for their generation are becoming scarcer and their future increasingly insecure.

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© MOHAMMED BADRA (EFE)

A protester clashed with police on Saturday in Paris during a demonstration against the rising cost of living.
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La juventud europea se planta ante un futuro sin salidas

Decenas de miles de jóvenes han tomado las calles en Francia, Bélgica, España, Portugal, Italia y Albania. Se suman así a la llamada revolución de la generación Z (nacidos entre 1997 y 2012), que impulsó en los dos últimos años la caída del Gobierno de Bangladés, la dimisión del primer ministro de Nepal y la disolución del Gobierno de Madagascar. Ahora, en Europa, a las puertas de un superciclo electoral, en el que se decidirán los gobiernos de cuatro de los cinco países más poblados de la UE (Francia, Italia, España y Polonia), los jóvenes comparten un descontento generacional marcado por la sensación de que su futuro se vuelve cada vez más estrecho y precario.

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© EPV

Varios agentes italianos se enfrentaban el sábado en Milán a los manifestantes de 'Italia in Piazza'.
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Míssil inflável pede ataque nuclear ao Brasil em ato pró-Flávio

Um míssil inflável estampado com uma frase que pede que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, faça um ataque nuclear contra o Brasil foi levado a ato em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo.

O objeto inflável branco trazia escrita a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, algo como “Trump, ataque o Brasil”. O termo “nuke” é usado com o sentido de atacar com armas nucleares. Ele foi visto sendo carregado por pessoas vestindo verde e amarelo, mas os autores não foram identificados.

Nas redes sociais, políticos de esquerda criticaram o objeto. Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria Geral, disse que vídeos nas redes sociais que o ação era “inacreditável” e uma “incedência”. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) disse que era em “escândalo”, e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) chamou os manifestantes de “vendidos”.

Histórico de objetos infláveis em manifestações

Manifestações políticas da última década têm um histórico de objetos infláveis levados às ruas. Entre eles, uma peça de cinco metros de altura com formato fálico, nas cores verde e amarela, levada a uma manifestação bolsonarista em 7 de setembro de 2021, na mesma avenida Paulista.

O objeto foi apelidado de “piroca verde e amarela”, mas se tratava também de um míssil, que trazia na base a frase “braço forte, mão amiga”, lema do Exército Brasileiro. O grupo responsável pelo objeto, composto por artistas e não-artistas, preferiu se manter em anonimato em entrevista à Folha de S.Paulo na época.

Outras peças infláveis já fizeram sucesso em manifestações políticas recentes. Entre elas, o “Pato da Fiesp”, uma estrutura de pato amarelo de cerca de dez metros de altura posicionada em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na mesma via paulistana, em 2015, para demonstrar a insatisfação com o aumento de impostos do governo federal.

O boneco ganhou versões menores, levadas à frente do Congresso Nacional, em Brasília, e a protestos em outras cidades pelo país. Outro boneco que ficou popular foi o pixuleco, que retratava Lula (PT) vestido com roupas listradas de preto e branco, em alusão à roupa de presidiários.

Este último foi criado em 2015 por integrantes do Movimento Brasil Limpo, da oposição, e levado a manifestações pelo país. O nome pixuleco fazia referência ao termo usado pela Operação Lava Jato para descrever as propinas pagas em esquemas de corrupção investigados na época.

Míssil aparece em meio a debate sobre influência dos EUA

O míssil no ato deste domingo (18) surge em momento em que se discute a interferência dos Estados Unidos nas eleições para a presidência do Brasil deste ano, cujo segundo turno ocorre no dia 25. Trump já havia afirmado estar acompanhando as eleções “de perto”.

Nas últimas semanas, a Meta IA, ferramenta de inteligência artificial da Meta dona do Instagram, Facebook e WhatsApp se recusava a criar imagens com “Vote Lula”, mas atendia a pedidos semelhantes relacionados a Flávio. Em outra falha encontrada, o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram em 9 de outubro.

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Lula diz que quer votos de presidiários e provoca Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) afirmou que quer os votos de 100% dos presidiários, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo havia perguntado o motivo para o senador ter se posicionado contra a prisão de Bruno Delaroli, policial militar responsável pela bala perdida que matou a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, no Rio de Janeiro.

Flávio, no entanto, não respondeu a pergunta e rebateu: “Lula, com você, a criminalidade explodiu no Brasil. Inclusive, você pode responder por que 73% dos presidiários votaram em você?”, e o petista disse: “Eu quero 100% dos votos dos presidiários, até do seu pai”.

Condenação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar. (Anna Júlia Lopes/FOLHAPRESS)

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Morre Michael Forest, ator de “Jornada nas Estrelas”, aos 97 anos

O ator americano Michael Forest, conhecido por interpretar o deus grego Apolo na série “Jornada nas Estrelas”, morreu aos 97 anos, na última quarta-feira. A causa da morte não foi informada.

Ele nasceu Gerald Michael Charlebois em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, em 1929, e vivia numa instituição de repouso para idosos em Nevada nos últimos anos. A morte foi confirmada por um amigo numa publicação no Facebook.

Forest era conhecido como um homem de porte atlético e tinha um currículo extenso como ator coadjuvante no cinema e televisão, que iniciou na década de 1950.

Carreira no cinema e na televisão

Além de participações em séries e novelas que inclui ainda “Além da Imaginação” e “The Dick Van Dyke Show”, atuou em diversos filmes do ator e diretor Roger Corman e emprestou a voz a projetos de animação, animes e videogames.

Como dublador, participou de títulos como “Power Rangers” e “World of Warcraft”. Ele era fluente em italiano e dublou centenas de filmes nos anos em que morou em Roma, além de atuar em produções de outros países da Europa.

Entre seus inúmeros papéis, estão particapações em “A Besta da Caverna Assombrada”, “Atlas” e “Náufrago”.

Vida pessoal

Forest foi casado com a atriz Diane Hale por 52 anos, até a morte dela, em 2022. Não há informações se eles tiveram filhos juntos.

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Internações de adolescentes caem 54,5% em dez anos no Brasil

A quantidade de adolescentes internados em estabelecimentos socioeducativos fechados caiu mais da metade nos últimos dez anos. O debate sobre redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ganhou força na última semana, com o governo Lula (PT) aderindo publicamente à ideia às vésperas da votação do segundo turno das eleições.

Eram 26,8 mil menores de idade nessas condições em 2015. Em 2025, apontam dados agregados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número caiu para 12,2 mil, redução de 54,5%.

Os dados consideram adolescentes em regime de internação, internação provisória, internação sanção, semiliberdade e medida protetiva. O Fórum observa que a redução de internados ocorre ano a ano desde 2016, e teve certa estabilidade entre 2023 e 2025 (2,5% de alta entre 2023 e 2024, e 1,2% entre 2024 e 2025).

A internação em estabelecimento socioeducativo, como a Fundação Casa, em São Paulo, é a medida mais grave prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Além dos casos provisórios, a internação pode ser aplicada em três circunstâncias: quando o ato é cometido mediante violência ou grave ameaça, nos casos de reincidência ou de descumprimento de medida anteriormente imposta, como prestação de serviços à comunidade.

Os dados por estado apontam que quase metade da população de adolescentes internados está em São Paulo, com 5.200 em 2025. O Rio de Janeiro aparece em segundo no ranking, com 966. Em termos proporcionais à população, a taxa é mais elevada no Acre (134,3 por 100 mil habitantes), Espírito Santo (119,4) e Distrito Federal (102,1).

A maior parte, conforme o Levantamento Nacional do Sinase, citado pelo Fórum, é formada por meninos, (93,4%). O dado aponta que 73,7% dos adolescentes se autodeclaram negros.

É uma medida adotada em casos graves e sobretudo quando o ato infracional é análogo a um crime considerado hediondo, como homicídio qualificado, feminicídio, latrocínio ou a tentativa dele, entre outros.

A retração de internações, portanto, pode significar que há menos adolescentes cometendo atos graves ou sendo responsabilizados por eles.

A legislação hoje não permite que menores de 18 anos sejam encaminhados a presídios comuns.

“Os atos infracionais com maior incidência entre os adolescentes que cumprem medida em meio fechado são roubo (29,1%) e tráfico de drogas (27,9%), atos relacionados à obtenção de bens ou renda”, aponta Thais Carvalho, consultora do Fórum em texto que acompanha o anuário de 2026.

“Ainda que a população esteja vivenciando um contexto de medo guiado pela percepção de insegurança e, por isso, busque soluções alinhadas à mais punição, como a redução da maioridade penal, não estamos diante de um cenário em que adolescentes e jovens sejam os principais autores de crimes violentos e de situações de vulnerabilidade. Pelo contrário, eles comumente são as principais vítimas”, acrescenta.

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Lula em entrevista na TV Globo discute sobre a redução da maioridade penal | Foto: Reprodução/TV Globo

Na quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se disse favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A afirmação do petista veio ao mesmo tempo em que o governo tenta evitar uma derrota na PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que seria votada no Senado nesta quinta, mas acabou adiada.

A oposição tenta emplacar no texto uma emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) que reduz a maioridade para 16 anos no caso de crimes comuns e para 14 nos crimes hediondos.

O PT ensaiou apoiar a redução da idade mínima à responsabilização penal, mas acabou inicialmente desautorizado pelo governo. No mesmo dia, na quinta, em entrevista à TV Globo, Lula acenou com apoio à medida.

“Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que para todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade”, disse o petista.

O problema, segundo ele, é que “a PEC não estava discutindo isso”. A chamada da PEC da Segurança é voltada à discussão da definição dos órgãos estatais no campo da segurança pública, com o governo federal buscando mais espaço para agir em áreas que hoje competem a municípios e estados.

Mudança de posição ocorre às vésperas do segundo turno

A redução da maioridade é uma pauta que o presidente historicamente criticou.

Em 2007, ele afirmou ser mais barato e efetivo manter jovens na escola do que na cadeia. Em 2015, por sua vez, disse que apoiar a redução da maioridade equivaleria a cometer um crime contra o futuro do país. A guinada se dá no contexto eleitoral, com a disputa do segundo turno.

Lula tentará uma recondução à cadeira do Palácio do Planalto no próximo domingo (25) após ter largado atrás do adversário Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

“A esquerda brasileira sempre foi refratária a duas coisas na área criminal: redução da maioridade e aumento de penas. O fator eleitoral altera essa posição”, diz o advogado Lenio Streck, professor de direito da Unisinos (Universidade do Vale do Rio Sinos).

A mesma avaliação faz o advogado Daniel Gerber, mestre em processo penal, para quem a guinada a favor da proposta trata “muito mais de uma movimentação eleitoral do que de uma iniciativa voltada à segurança pública”.

“Talvez, em benefício da dúvida, o partido tenha se dado conta de que suas bandeiras, neste específico assunto, já não dialogam com a sociedade”, afirma. Pesquisa Datafolha mostra que oito em cada dez brasileiros concordam com a redução da maioridade penal.

Especialista aponta problemas na proposta

Gerber vê problemas de outra natureza na ideia de se reduzir a maioridade apenas para determinados crimes. Segundo ele, uma medida nesse sentido “fere todo e qualquer princípio da teoria geral do crime”.

“É inviável imaginarmos que uma pessoa seja apta a ser punida por crimes extremamente graves, mas não por crimes menores. A responsabilidade penal repousa na consciência da ação praticada”, afirma.

“Ou ele tem consciência e responde por qualquer ato que pratique ou a consciência não está completa e não pode responder por nenhum”, diz. (André Fleury Moraes/FOLHAPRESS)

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Motorista é preso após atropelar idoso em ato pró-Lula em BH

Um motorista foi preso após atropelar um idoso que participava de um ato pró-Lula no centro de Belo Horizonte na tarde deste sábado (17).

O homem de 45 anos, que não teve o nome divulgado, dirigia um Volkswagen Up amarelo e avançou o sinal vermelho em direção ao grupo de manifestantes. O homem de 67 anos foi atingido e precisou ser levado ao hospital. O estado de saúde dele não foi informado.

Nas imagens gravadas por quem estava no local é possível ver que o motorista fugiu sem prestar socorro.

A polícia prendeu o homem em flagrante sob suspeita de tentativa de homicídio. De acordo com nota enviada pela Polícia Civil de Minas Gerais ao UOL, o condutor foi levado para a delegacia e ouvido por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital.

Deputada pede investigação

A deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG), que estava no local, disse que pedirá uma investigação do caso. Ela é presidente da Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

“Muito grave o que aconteceu em Belo Horizonte. Bolsonarista atropelou manifestante em um ato de mulheres com Lula”, disse a deputada em vídeo publicado em rede social.

Atos pró-Lula pelo país

Atos a favor da reeleição do presidente Lula estão acontecendo em todo o país desde o final do primeiro turno. O objetivo é mobilizar votos para reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno com 47% dos votos, contra 45% do petista.

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O mundo está – mesmo – perigoso

É um lugar-comum dizer que ver televisão faz mal à saúde. Reformulo a questão; faz mal à saúde ver noticiários e territórios adjacentes que podem incluir publicidade, documentários – e sabe-se como fazemos bons documentários, mas a vida é assim. Por um lado há uma seca sem fim, logo a seguir, chove e quando chove é sempre muito. As calotes estão como estão – e os caloteiros também. Os mares quentes fervem e, sem tirar uma vírgula (por acaso tirava, aqui e ali, mas não é conversa para agora), parece que o diabo veio para ficar, e ficou mesmo. Também estamos muito gordos, porque comemos muito ou mal, e agora a cereja sobre o bolo, sabemos que um em cada quatro maiores de sessenta anos está mal nutrido. Não estou a dizer que nada disto deixe de fazer sentido, mas que nos complica a vida, complica.

Há estudos (há estudos para tudo; para nutridos, desnutridos e um dia destes, nutridos desnutridos, que o meu amigo fica a saber que a vida é feitas destes pequenos nadas) para tudo e informação contraditória para, quase tudo. E agora o perigo; nas estatísticas, onde é que nos situamos? Eu, que tenho mais que sessenta anos estou na parte dos maravilhosamente mal nutridos ou dos restantes? Durmo bem, mal ou assim-assim? Leio livros em quantidade ou não? Vou ao médico com regularidade ou não? A conclusão é simples: façamos o que façamos, há uma catástrofe a cada virar de esquina. O que fazer? Acalmemo-nos, que um gajo quando morrer vai deitado. Ou não.

Terei resistido, mantendo uma réstia de vida no interior do meu cérebro, ao mais recente folhetim da vida portuguesa entre aqueles dois que os meus amigos sabem de quem se trata e por isso não os vou nomear? Penso que sim, estou – quase – incólume. Pelo menos sempre escusámos de ouvir o discurso de António José Seguro, que para lugares comuns já basta o que basta. E de que lado estamos, agora que a poeira se começou a instalar? Do lado que as questões do futebol costumam ser vistas. Quem gosta mais de Ronaldo, que sim tudo foi feito com lisura. Quem gosta de Jorge Jesus, que tudo foi feito como deve ser. Tal e qual como quando vemos um daqueles jogos do campeonato da Polónia, transmitido pelo canal 11. Não conhecemos ninguém nem nenhuma das equipas, mas depois de vermos cinco minutos de jogo, começamos a tirar por um dos dois. Ou seja, estamos, quase sempre, no lado das emoções e não da razão, e isso só pode estar certo. O ponto é que são problemas destes que mostram que o futebol moderno tem muito pouco a ver com desporto. Estamos no reino dos interesses económicos, da venda de camisolas, dos contratos publicitários e descobrimos que tudo isso manda mais que o jogo. Tenho a absoluta convicção que se Ronaldo quisesse jogar até aos cinquenta (sempre uma possibilidade), qualquer seleccionador tinha que o convocar, apesar de ser suplente na quarta liga saudita. E fazia uma perninha de três em três jogos, sem aquecimento para os ossos da perna não torcerem. Eramos a piada infinita (obrigado, literatura), mas lá vendíamos mais vinte camisolas, que o Cris manda nos gajos da federação.

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La mayor intervención petrolera de la historia amenaza con volverse contra los gobiernos

El final de la guerra en Oriente Medio debería traer un alivio para los precios del petróleo, después de meses de interrupciones del suministro y una intervención sin precedentes de los gobiernos para evitar una crisis todavía mayor. Sin embargo, la normalización del mercado podría encontrarse con un obstáculo inesperado. Los países que llevan meses vendiendo cientos de millones de barriles de sus reservas estratégicas tendrán que decidir cuándo recuperarlos, y una oleada de compras simultáneas podría volver a tensionar los precios justo cuando consumidores y empresas esperan que empiecen a bajar.

La Agencia Internacional de la Energía (AIE) acaba de confirmar que la operación será todavía mayor de lo previsto. Sus 32 países miembros acordaron liberar 400 millones de barriles en marzo, la mayor intervención coordinada de su historia, pero varios gobiernos han aumentado sus compromisos. Ya han salido al mercado unos 330 millones y ahora se acelerará la entrega de otros 100 millones, incluidos más de 20 millones de gasóleo.

Y ni siquiera semejante esfuerzo ha impedido que el mundo siga perdiendo petróleo almacenado. Desde finales de febrero, los inventarios observados han disminuido en 509 millones de barriles y las existencias se encuentran en sus niveles más bajos desde al menos 2016.

En medio de esta caída de las reservas mundiales, España acaba de anunciar que pondrá en circulación otros 4,4 millones de barriles durante octubre, después de liberar 3,75 millones en una primera operación. Su compromiso inicial asciende a 11,5 millones, equivalentes a 12,3 días de consumo nacional, que saldrían de las reservas de emergencia que mantienen las empresas petroleras para hacer frente a posibles problemas de suministro.

El movimiento español se suma a las nuevas liberaciones anunciadas por otros países europeos, entre ellos Alemania, que prevé liberar hasta 15 millones de barriles adicionales, mientras Francia ha planteado una operación que podría alcanzar los 100 millones, repartidos entre crudo y gasóleo.

Europa y el efecto bumerán

Washington lleva semanas presionando a los gobiernos europeos para que saquen más combustible de sus almacenes, una medida que podría terminar encareciendo el petróleo que ahora intenta abaratar. La Administración estadounidense ha llegado a advertir a Francia y Alemania de posibles restricciones a las exportaciones de diésel estadounidense si Europa no contribuía a aliviar la escasez.

La presión llega cuando el gasóleo se ha convertido en uno de los mayores problemas del mercado energético. Sus exportaciones mundiales cayeron en septiembre unos 700.000 barriles diarios respecto al año anterior y los precios mayoristas llegaron a alcanzar los 220 dólares por barril en Europa y Estados Unidos. La AIE advierte de que las dificultades para recuperar las existencias podrían prolongarse hasta la segunda mitad de 2027.

Y precisamente Francia y Alemania concentran alrededor del 35% de las reservas de gasóleo y diésel de la Unión Europea, el combustible que Washington quiere que pongan en circulación. Las nuevas liberaciones reducirían unas existencias que ambos países podrían necesitar si la crisis energética se prolonga.

Reponer una cantidad equivalente a los 400 millones de barriles inicialmente comprometidos por la AIE, a un precio de 100 dólares por barril, supondría movilizar 40.000 millones de dólares.

Concentrar esas compras en solo doce meses supondría añadir una demanda equivalente a cerca de 1,1 millones de barriles diarios, frente a unos 550.000 si se repartieran durante dos años. Si para entonces la producción mundial todavía no se ha recuperado, los gobiernos tendrían que competir con refinerías y otros compradores por un suministro limitado, aumentando la presión sobre los precios. Y cuanto más suba el petróleo durante ese proceso, más dinero tendrán que desembolsar para recuperar los barriles utilizados durante la emergencia.

Estados Unidos bajo mínimos

Una parte importante de esa demanda podría proceder de Estados Unidos, que lleva años recurriendo a sus reservas para afrontar las crisis energéticas. Washington autorizó una liberación extraordinaria de 180 millones de barriles en 2022 y otra de 172 millones el pasado marzo, después de que la guerra con Irán provocara nuevas interrupciones del suministro.

Sus depósitos estratégicos contienen ahora unos 283 millones de barriles, el nivel más bajo desde 1982. Estados Unidos dispone de una capacidad autorizada de almacenamiento de 714 millones, por lo que mantiene ocupada menos del 40%. Y todavía quedan entregas comprometidas que podrían reducir aún las existencias.

Sin embargo, disponer de tanto espacio vacío tampoco garantiza que Washington pueda volver a llenarlo rápidamente. La Oficina de Responsabilidad Gubernamental (GAO), el organismo fiscalizador del Congreso, ha advertido de que las instalaciones acumulan problemas de mantenimiento y envejecimiento que están limitando su funcionamiento.

A finales de 2025, la capacidad efectiva para introducir petróleo en esos depósitos apenas alcanzaba el 56% de su tasa de diseño, mientras que la de extracción se situaba en el 61%.

La incógnita de 2027

La evolución prevista de la producción mundial podría facilitar la reconstrucción de unas reservas que, al menos en Estados Unidos, también dependen de solucionar esas limitaciones operativas. La AIE calcula que la demanda mundial de petróleo disminuirá en 2,6 millones de barriles diarios durante 2026, mientras que la producción podría aumentar en 7,7 millones en 2027. Si se cumplen ambas previsiones, el mercado dispondría de más petróleo para absorber las compras públicas sin provocar necesariamente otra escalada de precios.

Sin embargo, esa recuperación depende de que las interrupciones del suministro en Oriente Medio vayan quedando atrás. Los daños en las instalaciones energéticas, las dificultades del transporte marítimo y la incertidumbre sobre cuándo volverán a operar a plena capacidad algunos productores podrían retrasar la llegada de esos barriles adicionales.

Si la producción tarda más de lo previsto en recuperarse, los gobiernos podrían verse obligados a aplazar durante más tiempo la reconstrucción de sus reservas, incluso después de que termine la guerra. Y cualquier nueva interrupción del suministro encontraría a países como Estados Unidos con menos petróleo almacenado y mayores dificultades para responder con otra liberación extraordinaria.

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China desafía los aranceles europeos con el yuan ¿Una devaluación encubierta de hasta el 30%?

Europa intenta frenar la entrada de productos chinos con aranceles y nuevas restricciones comerciales, pero Pekín acaba de disparar sus exportaciones al mercado europeo un 25,3% en septiembre. La ofensiva coincide con una creciente presión sobre los fabricantes europeos y ha puesto bajo sospecha una ventaja que ninguna aduana puede controlar directamente. Según algunos economistas, el yuan está infravalorado hasta un 30%, una diferencia que podría estar ayudando a China a vender sus productos a precios difíciles de igualar mientras Bruselas busca cómo proteger su industria.

El desequilibrio equivale a casi 1.000 millones de euros diarios. China vendió a la Unión Europea mercancías por 559.400 millones en 2025, mientras que apenas compró productos europeos por 199.600, según Eurostat. La diferencia, cercana a los 360.000 millones, se ha multiplicado por más de dos en una década y ha llevado a Bruselas a endurecer su posición comercial.

El último movimiento llegó el 9 de octubre, cuando la UE alcanzó un entendimiento con Pekín para limitar las exportaciones de vehículos híbridos, después de haber impuesto aranceles adicionales a determinados coches eléctricos. Francia y Alemania reclaman ahora medidas de protección más amplias, preocupadas por una competencia que ya alcanza a sectores tradicionalmente dominados por sus fabricantes. Pero mientras Europa intenta encarecer los productos chinos al cruzar la frontera, el precio de la moneda de Pekín podría estar jugando en sentido contrario.

La ventaja del 30%

El Fondo Monetario Internacional estimó este año que el yuan estaba infravalorado un 16,4%, una cifra que investigadores de la Reserva Federal estadounidense elevaron posteriormente al 24,3% tras revisar las estadísticas comerciales chinas. Brad Setser, economista del Council on Foreign Relations y antiguo responsable del Tesoro de Estados Unidos, va todavía más lejos y sitúa esa infravaloración alrededor del 30%, con cálculos que pueden alcanzar el 35%. Detrás de esas diferencias hay una discusión sobre cuánto dinero gana realmente China vendiendo al extranjero. Setser considera que las estadísticas oficiales reflejan un superávit exterior inferior al real y que, por tanto, también se está subestimando la debilidad de su moneda.

Para un fabricante chino, cobrar en euros y convertir después esos ingresos a una moneda más barata puede dejar un margen adicional para reducir precios. No significa que todos los coches eléctricos, paneles solares o componentes industriales lleguen con una rebaja automática del 30%, pero sí que una ventaja cambiaria puede hacer todavía más difícil competir con fábricas que ya producen a gran escala.

La utilización del yuan como instrumento comercial tiene un antecedente que todavía recuerdan los mercados. En agosto de 2015, el Banco Popular de China sorprendió con una devaluación inicial cercana al 2% frente al dólar, en medio de una desaceleración económica que había empezado a castigar sus exportaciones. Aquella decisión desató temores a una guerra de divisas.

Once años después, China se encuentra en una situación distinta. Sus exportaciones crecen con fuerza y el superávit comercial mundial alcanzó los 938.110 millones de dólares entre enero y septiembre. Pero detrás de esas cifras hay una economía que sigue teniendo dificultades para conseguir que sus ciudadanos consuman lo suficiente como para absorber una mayor parte de lo que fabrican sus empresas.

China culpa a Europa

Pekín rechaza que esté utilizando deliberadamente su moneda para conquistar mercados. El Banco Popular de China respondió el 8 de octubre a las acusaciones europeas asegurando que no busca una depreciación competitiva y que tampoco persigue una cotización concreta del yuan a largo plazo. Según el banco central chino, responsabilizar a las monedas extranjeras de la pérdida de competitividad industrial, los problemas fiscales y las dificultades económicas propias equivale a eludir los ajustes que cada país debería afrontar. Dicho de otra manera, Pekín sostiene que Europa está buscando fuera la explicación de problemas que también tiene dentro.

Y la acusación llega cuando los fabricantes chinos han conseguido importantes avances tecnológicos y productivos. Desde los vehículos eléctricos hasta las baterías y la maquinaria industrial, numerosas empresas compiten ahora en sectores donde Europa había mantenido una posición fuerte durante décadas. Setser considera que el yuan barato ha contribuido decisivamente a esa expansión, pero otros economistas dan mayor importancia a la debilidad del consumo chino y a la necesidad de colocar fuera una producción cada vez mayor. Y hay un dato reciente que complica todavía más la tesis de una devaluación china como respuesta a los aranceles.

Un yuan al alza

Lejos de haber sufrido una nueva depreciación masiva, el yuan se ha apreciado más de un 9% frente al dólar desde comienzos de 2025, y actualmente cotiza alrededor de 6,69 unidades por dólar, su nivel más fuerte desde enero de 2023. Una moneda puede fortalecerse en el mercado y seguir infravalorada respecto a su valor de equilibrio, pero esa evolución impide interpretar el supuesto descuento del 30% como una devaluación reciente provocada por Pekín. Esta evolución tampoco invalida las estimaciones de infravaloración, pero sí cuestiona que el éxito exportador chino pueda explicarse únicamente por una devaluación deliberada y reciente.

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A cidade de Ribeirão das Neves oscila entre Lula e Flávio

A aposentada Elizabete Oliveira Gregório, 72, é eleitora de Lula (PT) desde a primeira vez em que o ex-metalúrgico se candidatou à Presidência, em 1989. Nascida numa pequena cidade do Paraná, ela diz que teve contato com os ideais do atual presidente quando se mudou para Guarulhos, em São Paulo.

“Meu esposo sempre falava muito que ele era trabalhador, uma pessoa pobre igual todo mundo”, ela conta, admitindo que, apesar de não entender muito de política à época, repetiu o voto do marido, nesta e nas eleições seguintes, acreditando na confiança que ele depositava no sindicalista.

Elizabete mora em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, desde a década de 1990. Com 330 mil habitantes, a periférica cidade é um dos dez maiores colégios eleitorais de Minas Gerais e tem se destacado, nos últimos anos, como um município-chave para observar as idas e vindas da polarização hoje corrente no país.

Antigo reduto petista que deu ampla vantagem a Lula e a Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2002 a 2014, Ribeirão das Neves tem apresentado um movimento de gangorra em relação aos últimos posicionamentos políticos da maioria de seus habitantes e seguido, à risca, o cenário das eleições nacionais.

Jair Bolsonaro (PL) venceu por lá em 2018, eleito em segundo turno com 59,59% dos votos válidos, e Lula retomou a dianteira do PT em 2022, por uma estreita margem de 50,63%. No primeiro turno deste ano, a cidade escolheu Flávio Bolsonaro (PL), que marcou 46,53% dos votos válidos, ante 43,93% de Lula.

Elizabete, que é evangélica, diz nunca ter mudado de opinião. Ela guarda a lembrança da primeira vez que foi ao banco, para fazer um empréstimo e adquirir um cartão de crédito, conquista que dedica à gestão do petista. “Eu creio que, se ele ganhasse agora, seria bom como foi das outras vezes”, diz.

Eleitores mudam de posição e criticam governos

Lula também foi o candidato escolhido em 2022 por Marcelo Augusto, 23. Ele é comerciante numa loja de roupas e atualmente faz curso de barbeiro. “Foi meu pior arrependimento. O cara não fez nada”, ele diz.

No primeiro turno das eleições deste ano, votou em Flávio, escolha que pretende manter para o segundo. “Não é que ele seja meu candidato favorito, mas eu acho melhor dar uma chance pra ele, que está chegando agora, do que deixar o PT, que não fez nada nesses 20 anos de governo”, explica, citando ainda a repercussão dos escândalos do mensalão e do Banco Master.

Marcelo acredita que a polarização política na cidade se dá porque muitas pessoas não sabem por que votam, e cita o próprio exemplo -ele diz que votou no Lula no último pleito por influência da mãe, que vê no petista um bom presidente.

“Eu acredito que muitas pessoas não estudam e não procuram saber em quem estão votando, e vão muito na onda dos outros”, ele diz, definindo-se hoje como uma pessoa de extrema direita.

Ele justifica a posição afirmando ser contra algumas bandeiras que entende serem defendidas pela esquerda, como a questão do aborto e pautas relacionadas à defesa da diversidade de gênero e orientação sexual.

Marcelo também é crítico à PEC do fim da escala 6×1, promulgada nesta sexta-feira (16) após aprovação por ampla maioria na Câmara e no Senado. “Um descanso a mais sim, mas eu sou a favor do poder de compra. Não adianta a pessoa ter um dia de folga e não ter condições de comprar nada”, afirma.

Na sua opinião, um eventual governo Flávio tem chance de ser melhor do que a gestão de seu pai, Jair. “Tomara, porque, se também não for, daqui a quatro anos, eu voto em outra pessoa. Eu sou desse jeito.”

Ele assume a vontade de entrar para a política no futuro e diz que suas principais bandeiras seriam o combate à corrupção e à criminalidade.

A escolha por Flávio é a mesma da freelancer Cynthia Miriam, 45, que afirma nunca ter votado no PT. “O governo Bolsonaro parece que deixou o Brasil com dinheiro no cofre, né? Quem sabe não acontece o mesmo?”, diz.

Abstenção e votos nulos refletem insatisfação

Já Lael Chaves, 32, se considera uma pessoa de centro e disse que não votou em ninguém no primeiro turno, decisão que ele afirma manter para o segundo. “Como uma forma de protesto”, explica.

Ele trabalha com sua bicicleta como entregador de uma plataforma de delivery, e conversou brevemente com a reportagem em uma pausa entre pedidos.

“Entra político, sai político e o país está sempre pior”, ele afirma. “A inflação está sempre aumentando e o poder de compra do brasileiro diminuindo, seja nas gestões de esquerda ou de direita.”

Ele considera que as propostas de ambos os presidenciáveis funcionam como fachada para que os candidatos defendam interesses pessoais. “Eu sou contra a classe política atual, não tem ninguém que me represente”, diz, citando Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão), que ficou em quarto lugar no primeiro turno.

A justificativa se assemelha às razões da estudante de direito Tainá dos Santos, 22, para votar nulo em todos os cargos eletivos, do Executivo e do Legislativo, desde que esteve apta a participar do processo, aos 16 anos.

“Tem essa opinião das minhas colegas, sempre falando comigo da importância da política e do voto feminino, mas, apesar de me importar com questões feministas, eu nunca quis escolher alguém e nunca me dei esse trabalho”, ela conta. “É uma opinião normal, a minha.”

Ela questiona como o seu voto, 1 entre os 158,7 milhões de eleitores brasileiros, poderia influenciar a porcentagem alcançada pelos candidatos em primeiro turno. “Será que o meu voto mudaria alguma coisa? Eu cheguei à conclusão de que não e pretendo continuar assim, votando nulo.”

Ela conta que a sua família é bastante ligada às questões políticas. “Aqueles votantes doentes, sabe?”, ela diz, contudo, afirmando não saber se eles pendem mais para o PT ou o PL.

“Nunca quis participar dessas conversas, que sempre acabam em discussão. Não gosto de violência e dessas trocas que são muito invasivas”, diz a estudante.

Apoiadores de Lula defendem reeleição

Estudantes realizam ato a favor da reeleição de Lula | Foto: Reprodução

Outros estudantes realizaram um ato a favor da reeleição de Lula na noite de quinta-feira (15) e passaram a tarde no centro comercial da cidade convocando público para a manifestação.

A artista e assistente social Nádia Nascimento, 37, era uma das que estavam panfletando e balançando a bandeira do petista numa das principais vias do município, confiante na virada do atual presidente. “Estou hoje aqui, no meu dia de folga, porque acredito na democracia.”

Ela afirma que a direita desconstruiu Ribeirão das Neves, cidade que, na sua avaliação, funciona por meio de políticas públicas para a população. Segundo Nádia, isso ocorre desde a eleição do prefeito Junynho Martins, então pelo PSC, em 2016. Ele foi reeleito pelo DEM em 2020. Hoje, a cidade é governada por Túlio Raposo (PP).

“Nessas eleições, acho que Neves infelizmente deu uma mancada. A população que votou na direita foi um pouco ingrata”, ela diz.

Neste ano, 45.450 pessoas deixaram de votar no primeiro turno na cidade, o que representa uma taxa de abstenção de 20,79%. Os votos em branco somaram 3,05% do eleitorado, enquanto 3,58% anularam o voto.

Eleitor ainda não decidiu voto no segundo turno

Nei de Lima, 43, não revelou o voto no pleito deste ano, mas diz que votou em Bolsonaro em 2018 e em Lula nas eleições de 2022, escolha que reverbera a maioria conquistada pelos candidatos na cidade nos respectivos pleitos.

“Votei no Bolsonaro porque achei que ia ter uma mudança, o PT já estava no controle do país há alguns anos”, conta o motorista de aplicativo. “Como não teve uma mudança significativa, votei no Lula de novo na última eleição.”

Neste segundo turno, ele ainda não sabe em quem vai votar. Do último governo Lula, diz estar insatisfeito com o valor do salário mínimo e com as altas taxas de feminicídio, que no primeiro trimestre deste ano atingiram um novo patamar recorde. “Dá pra melhorar nesses quesitos”, ele opina.

Na sua opinião, Flávio poderia representar uma mudança frente ao que já está posto. “Mas se essa mudança vai ser pra melhor a gente só vai ver depois.” (Gabriel Araújo/FOLHAPRESS)

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PF suspeita que Willer Tomaz recebia decisões sigilosas do STJ

O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), recebia minutas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e de manifestações do MPF (Ministério Público Federal) antes da publicação, aponta investigação da Polícia Federal, segundo reportagem do UOL.

A reportagem afirma que o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares era um dos interlocutores de Tomaz. Em 2019, Soares era citado pelo entorno do então presidente Jair Bolsonaro (PL) como favorito para ser indicado à Procuradoria-Geral da República e como ligado a Flávio, o que o procurador negava.

Segundo o UOL, os investigadores suspeitam que Tomaz recebeu documentos vazados do STJ por meio de Soares, além de outros interlocutores.

Ainda de acordo com a reportagem, a apuração da PF aponta que o escritório alterava a estratégia conforme os documentos que recebia.

Em nota, Tomaz negou “categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em manifestações”. “Sua atuação sempre observou a legislação e as prerrogativas da advocacia, valendo-se exclusivamente das vias institucionais e processuais legítimas. As insinuações divulgadas são infundadas, distorcem o exercício regular da profissão e configuram desinformação”, afirmou o advogado.

Tomaz também disse que “causa estranheza” que um material sigiloso, “ignorado até mesmo pela defesa, venha a público de forma seletiva em pleno período eleitoral e mencione terceiros sem nenhuma relação com os fatos investigados”. “Serão adotadas as providências cabíveis para obter acesso ao relatório, demonstrar a improcedência das alegações e identificar a origem do vazamento”, afirmou.

A campanha de Flávio também foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre as suspeitas contra Tomaz. A reportagem não conseguiu ainda localizar Soares.

Viagens de Flávio Bolsonaro

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada na quinta (15) mostrou que uma holding de apostas online de Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o candidato à Presidência pelo PL, de acordo com uma investigação da Polícia Federal.

Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa Dias, ele é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em 2023, emitida pelo governo fluminense.

Questionado pela Folha de S.Paulo sobre as viagens, Flávio Bolsonaro disse que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade.

Segundo a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, empresa registrada na Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios Willer e Dias.

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Base da PM Ambiental é atacada a tiros após confronto com duas mortes em Guarujá

Uma base da Polícia Militar Ambiental foi atacada a tiros na noite de sexta-feira (16), em Guarujá, no litoral paulista, após uma ação policial que deixou dois mortos na comunidade Santa Rosa. Um terceiro homem, apontado pela PM como autor do ataque, foi baleado e socorrido.

Os disparos atingiram uma viatura e o muro da instalação, na avenida Manoel da Cruz Michael, no bairro Vila Santa Rosa. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A Folha de S.Paulo procurou a Secretaria da Segurança Pública para esclarecer as circunstâncias das ocorrências, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.

Confronto deixou dois mortos

A PM afirma que equipes da Força Tática do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior patrulhavam a comunidade quando encontraram homens armados e houve confronto.

Dois suspeitos foram baleados. Um deles, de 23 anos, foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu. O outro, de 18 anos, teve a morte constatada no local.

A corporação informou ter apreendido duas pistolas, uma de calibre .40 e outra de calibre 9 mm com numeração raspada, além de uma mochila com entorpecentes.

Homem foi baleado após ataque à base

Após essa ação, um homem passou em frente à base da Polícia Ambiental e efetuou os disparos, ainda de acordo com a PM. Ele teria fugido em direção à comunidade e sido localizado por uma equipe que prestava apoio ao policiamento ambiental.

Na versão da corporação, o homem tentou atirar contra os agentes e foi baleado. Ele foi socorrido com vida pelo Samu e encaminhado para atendimento médico. Não havia informações sobre seu estado de saúde.

Os policiais afirmam ter apreendido com ele uma pistola Glock G17, calibre 9 mm, com numeração raspada.

Os locais das duas ocorrências foram preservados para perícia, e os casos foram apresentados à Polícia Civil. A PM também instaurou inquéritos policiais militares para apurar as circunstâncias das intervenções.

Em nota, a corporação afirmou que a região tinha barricadas, pichações alusivas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e estruturas utilizadas para dificultar a atuação policial.

Ataque em agosto

A base da 1ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental também foi alvo de disparos em 14 de agosto. O ataque ocorreu horas após a morte de um suspeito de 19 anos em um confronto com policiais militares no bairro Santa Rosa, segundo a PM. (Bárbara Sá/FOLHAPRESS)

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Datafolha: 16% dos brasileiros não consideram o país uma democracia

Para 16% dos eleitores do Brasil, o país não é uma democracia. Já 50% acreditam que ele vive sob um regime democrático com grandes defeitos, ante 23% que apontam pequenas questões sobre seu funcionamento e 7% que o veem como pleno.

Os dados foram aferidos na mais recente pesquisa do Datafolha, realizada em 13 e 14 de outubro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O resultado é semelhante ao registrado pelo instituto em março de 2024, quando fez essa pergunta pela última vez em uma pesquisa, em meio aos espasmos golpistas do governo Jair Bolsonaro. Ali, 6% acreditavam viver em democracia plena, 28%, em uma pouco defeituosa, e 46%, numa com grandes problemas. Os mesmos 16% não viam o Brasil democrático.

Dez anos antes, em fevereiro de 2014, a mesma questão foi colocada a entrevistados. Ali, no começo da campanha eleitoral que reelegeria Dilma Rousseff (PT) e sob o impacto dos protestos de rua de 2013, o resultado foi mais diverso.

Não viam o Brasil como democracia 9%. Já 61% apontavam um regime com grandes problemas, 21%, com pequenos, e 3%, como pleno.

Democracia entra no debate eleitoral

O tema da percepção acerca da qualidade democrática brasileira foi trazido à campanha eleitoral deste ano por Flávio Bolsonaro (PL), senador cujo pai, o ex-presidente Jair, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentar um golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para Lula (PT).

Dois dias após superar o mesmo Lula por 1,87 ponto percentual no primeiro turno, em 6 de outubro, Flávio disse que ia propor mudanças constitucionais para “redemocratizar o Brasil”.

“Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje? É uma pergunta. Reflitam: o Brasil está numa democracia plena? Não”, disse o senador.

Críticos apontam que tal questionamento é infundado, dado que, apesar de todos os percalços que atingem o funcionamento dos Três Poderes, o Estado de Direito estabelecido após o fim da ditadura militar em 1985 mantém seus esteios à frente de todos, a regularidade nas eleições presidenciais livres desde 1989.

Eleitores de Flávio desconfiam mais da democracia

Não sem surpresa, são os eleitores de Flávio são mais desconfiados da democracia. Entre eles, que segundo a mesma pesquisa formam 46% do total da amostra aferida pelo Datafolha, 23% dizem que o Brasil não é uma democracia. O veem como um regime pleno só 2%.

Entre os 44% que votam em Lula, nesta pesquisa em empate técnico com Flávio, 8% não acham viver numa democracia, ante 12% que creem na sua plenitude.

Os pesquisadores do Datafolha entrevistaram 2.520 eleitores, em um trabalho encomendado pela Folha. Ele está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-0466/2026. (Igor Gielow/FOLHAPRESS)

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Seedorf não estreia pelo Corinthians por problema com visto

Clarence Seedorf não poderá estrear como técnico do Corinthians contra o Vitória por conta de problemas com o visto de trabalho, conforme apurou o UOL.

O clube não concluiu a documentação a tempo de registrar o treinador no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, sistema que oficializa a inscrição de profissionais e jogadores.

O UOL apurou que a expectativa do Corinthians é resolver a pendência até o próximo jogo, contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. A situação de Seedorf está mais adiantada porque o holandês já tem CPF, documento obtido quando morou no Brasil.

O CPF, porém, não garante autorização para trabalhar no país. O clube tentou concluir o processo nesta sexta-feira (16), mas não conseguiu cumprir o prazo para a partida de segunda-feira (19).

Sem o registro no BID, Seedorf não poderá ficar no banco de reservas contra o Vitória. O auxiliar técnico Léo Porto será o responsável por comandar a equipe.

Situação de Seedorf

O UOL apurou que o Corinthians avalia que a regularização de Seedorf é mais simples do que a do auxiliar Pablo López, por exemplo. Como o treinador já tem CPF, uma das etapas está resolvida, mas ele ainda precisa obter a autorização para trabalhar no Brasil.

O Passaporte precisa passar por todas as etapas da documentação. O processo é diferente do de Seedorf, que já possui CPF por ter vivido no país.

A expectativa do clube é que o tempo até a partida contra o Vasco seja suficiente para resolver a pendência. Se conseguir a autorização de trabalho e tiver o nome publicado no BID, Seedorf poderá estrear na rodada seguinte.

Léo Porto comanda a equipe

Léo Porto dirigirá o Corinthians contra o Vitória na próxima segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena. A partida é válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Seedorf acompanhará o jogo das tribunas da Neo Química Arena. O treinador já começou a trabalhar no clube, mas precisa concluir a documentação para ocupar o banco de reservas.

O Corinthians tenta encerrar a sequência de oito derrotas seguidas no Brasileirão e busca se afastar da zona de rebaixamento. (Fábio Lázaro/FOLHAPRESS)

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Lula põe Globo sob suspeita após encontro com Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) atacou a Globo nesta sexta-feira (16), durante um ato de campanha em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, ao falar de um almoço de Flávio Bolsonaro (PL) com a direção da emissora.

O petista insinuou que a empresa estaria contrariada com medidas de seu governo e afirmou que ela está sob suspeição.

“Ele Flávio Bolsonaro foi almoçar com a direção da Globo no dia da entrevista dele”, disse Lula, referindo-se à participação de Flávio em sabatina prevista nesta noite, depois do fim do Jornal Nacional.

Lula acusa Globo de parcialidade

“Certamente a Globo está com raiva de mim porque eu acabei com as bets e ela tinha a bet. Certamente a Globo está com raiva de mim porque aprovamos o fim da escala 6×1. Certamente ela está com raiva de mim porque ela sabe que vou dar o transporte gratuito no final de semana para o povo brasileiro poder passear com a sua família. Ela deve estar com raiva porque ela sabe que fomos nós que prendemos o Vorcaro”, afirmou.

“Então eu quero dizer para vocês que, a partir de hoje, a Globo está sob suspeição da minha candidatura. Não merece confiança. Não merece”, acrescentou.

A Globo confirmou que Flávio foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Em nota, afirmou que o encontro teve caráter institucional e não contou com a participação de dirigentes do jornalismo. A emissora disse ainda que Lula também teria sido recebido caso tivesse solicitado uma visita. O petista participou da sabatina na quinta-feira (15).

O almoço já havia provocado reação na campanha petista. À Folha o ministro da Secretaria de Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, classificou o encontro como grave e questionou a imparcialidade da emissora, sobretudo por ter ocorrido no mesmo dia da entrevista de Flávio.

Lula pede votos e critica governo Bolsonaro

Durante a passeata, Lula também pediu aos apoiadores que buscassem votos entre os eleitores que não escolheram sua candidatura no primeiro turno. O presidente voltou a criticar o governo Jair Bolsonaro e mencionou as mortes provocadas pela pandemia de Covid-19.

“Vocês lembram das pessoas morrendo asfixiadas por falta de oxigênio? E por falta de vacina?”, afirmou. “É muito importante que a gente não permita que o Brasil retroceda.”

A mobilização reuniu aliados como o ministro Alexandre Silveira, a ex-prefeita de Contagem e senadora eleita Marília Campos, o ministro Rui Costa, eleito senador pela Bahia, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles.

O presidente interrompeu a passeata em diferentes momentos para pedir que os participantes evitassem empurrões. “Não adianta. Se a gente não tomar cuidado, as pessoas vão cair e vão se machucar”, disse.

Janja reage a gesto de apoiador

Em outro momento, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu a um aparente gesto ofensivo de uma pessoa que acompanhava a passagem da comitiva de uma residência.

“Colega, pega esse dedo e enfia no coração. Aqui é só amor. Coloca no coração”, afirmou. (Aléxia Sousa/FOLHAPRESS)

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Estádio da Luz: Chef do Ano 2026 dirige cozinha do Emirates Lounge do Sport Lisboa e Benfica

Chef do ano 2026, Vítor Matos assume a cozinha do Emirates Lounge do Sport Lisboa e Benfica com gastronomia inspirada na oferta do restaurante LARA by Vitor Matos, em Vila Real. No estádio da Luz, o espaço funciona apenas em dias de jogo, com um serviço adaptado aos diferentes momentos de cada partida.

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