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Zelensky admite congelar guerra nas atuais linhas da frente

Ucrânia e Rússia aceitam proposta dos EUA para retomar negociações de paz. Zelensky admite "congelar" a guerra nas atuais linhas da frente. Ainda, Washington retoma a partilha de informações com Kiev.

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Russia Relents: Frees American Citizen Stephen Hubbard After Trump Pressure

Russia on Wednesday freed retired American teacher Stephen Hubbard who had been imprisoned on charges of fighting as a Ukraine mercenary, U.S. envoy Steve Witkoff said.

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Zelensky faz aceno a Trump após tensões e apoia negociação com EUA e Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que esperava um resultado positivo da reunião de Steve Witkoff, enviado dos Estados Unidos, na Rússia, nesta quarta-feira (21), e declarou apoiar negociações com os Estados Unidos e o governo russo.

Em entrevista à Fox News, Zelensky disse que suas conversas com Witkoff em Oslo, na terça-feira (20), foram produtivas e que a Ucrânia está pronta para a diplomacia.

Ele agradeceu aos EUA pela retomada do compartilhamento de informações de inteligência e expressou a esperança de que as limitações aos serviços de satélite Starlink e Starshield sejam encerradas em breve.

“Espero que… em — não sei, algumas horas — tenhamos algum resultado; se Deus quiser, positivo”, disse ele sobre a reunião de Witkoff com o presidente russo, Vladimir Putin.

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Zelensky ressaltou a importância de parar os combates, avançar para a diplomacia e buscar um acordo que inclua garantias de segurança, elogiando o apelo do presidente americano, Donald Trump, por cessar-fogos.

“É importante negociar de forma trilateral” — envolvendo ele próprio, Trump, e Putin —, afirmou Zelensky ao programa “Fox & Friends”, da Fox, acrescentando que seria ideal incluir também países europeus.

“Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato e sobre qualquer tema. Só peço uma coisa: não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor”, acrescentou.

Zelensky também mencionou ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que prometeu trabalhar para resolver as questões relacionadas ao Starshield, da SpaceX — essencialmente uma versão de uso militar do Starlink, desenvolvida para o Pentágono.

“O serviço ainda está limitado”, afirmou o líder ucraniano à Fox News, um dia após o Wall Street Journal noticiar que o CEO da empresa e aliado de Trump, Elon Musk, teria ordenado uma restrição no funcionamento da tecnologia, da qual a Ucrânia depende para se defender de ataques de mísseis russos.

Mais cedo nesta quarta-feira, Rubio declarou a jornalistas que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabem à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca.

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Rússia diz que está disposta a participar de negociações com EUA e Ucrânia

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, nesta quarta-feira (21), que Moscou está disposta, em princípio, a retomar as negociações no próximo mês com a Ucrânia e os EUA sobre o fim do conflito na Ucrânia.

Nenhuma conversa desse tipo ocorreu desde fevereiro.

O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que a nova rodada de negociações proposta deve se concentrar em “construir um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito”.

Ele disse que Witkoff havia informado Putin sobre suas conversas no dia anterior em Oslo, onde o americano se encontrou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro norueguês e o presidente finlandês.

Ushakov afirmou que Witkoff havia “observado algumas novas abordagens, novos pontos nas abordagens dos europeus e de Kiev, embora elas não contivessem muito que fosse útil no contexto da resolução da crise ucraniana“.

Em conversas que duraram quase três horas, Putin e o enviado dos EUA também discutiram a implementação de um acordo de 9 de outubro entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e mundiais, acrescentou Ushakov.

Também houve discussão sobre a crise com o Irã.

“Vladimir Putin enfatizou que o potencial diplomático está longe de se esgotar e que é possível e necessário chegar a acordos com Teerã, que é nosso parceiro estratégico”, disse Ushakov.

” A Rússia reafirmou sua disposição de continuar facilitando a busca por soluções políticas e diplomáticas para a questão iraniana.”

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WSJ diz que Musk limitou Starshield na Ucrânia

O WSJ revela que foi Musk quem restringiu o satélite militar — tornando drones ucranianos inúteis. Mas Trump e Hegseth negam ter ordenado qualquer alteração.

© JIM LO SCALZO/EPA

Donald Trump pediu a substituição de Volodymyr Zelensky, depois de o líder ucraniano ter criticado duramente o acordo surpresa entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o gasóleo
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EUA dizem que acesso da Ucrânia à Starlink depende de Elon Musk

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) que as decisões relativas ao acesso da Ucrânia ao Starlink cabem à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca — comentários que sugeriram que Musk poderia ter restringido o acesso de Kiev ao serviço.

O Wall Street Journal noticiou na terça-feira (20) que Musk havia ordenado a redução da velocidade de uma versão de nível militar do Starlink, da qual a Ucrânia depende para se defender contra ataques com mísseis da Rússia.

Segundo o jornal, uma fonte disse que Musk, o presidente Donald Trump e autoridades da Casa Branca discutiram o assunto previamente, e duas fontes afirmaram que Musk e o presidente discutiram o assunto nos dias seguintes à redução da velocidade.

“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão com antecedência. Mas isso é irrelevante”, disse Rubio a repórteres durante uma viagem à Índia.

“O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado quanto à forma como seus equipamentos podem ser utilizados e a quais velocidades eles permitem que sejam utilizados.”

Musk e a SpaceX não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.

De acordo com a Reuters, duas autoridades norte-americanas e uma autoridade ocidental a par do assunto disseram que a decisão, em última instância, partiu da Casa Branca. Essa versão também foi afirmada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, mas negada pelo governo.

Os comentários de Rubio provavelmente intensificarão as preocupações em Washington quanto à capacidade singular de Musk de influenciar a política externa dos EUA. Eles também representam uma aparente mudança de posição por parte do governo.

Trump afirmou publicamente que acreditava que nem ele nem Musk estavam por trás da desaceleração. Ao partir para uma viagem ao Uzbequistão e à Índia no sábado, Rubio havia dito que ninguém ordenou a desaceleração, uma afirmação que gerou críticas de parlamentares de ambos os partidos.

“Não tenho certeza se Zelenskiy sabe do que está falando, mas não foi deliberado”, disse Rubio na ocasião.

“Não temos nada a ver com isso. Eu não — os Estados Unidos, ninguém ordenou que a velocidade do Starlink fosse reduzida. Aconteceu de certa forma, mas, pelo que entendi, já foi restaurada”, declarou Rubio.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

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Enviado dos EUA se reúne com Putin na Rússia após encontro com Zelensky

O enviado especial dos Estados Unidos Steve Witkoff se reúne nesta quarta-feira (21) com o presidente russo, Vladimir Putin, em conversas destinadas a avançar propostas para encerrar a guerra na Ucrânia e abrir caminho para negociações mais amplas.

As conversas começaram pela manhã em São Petersburgo, após a reunião de cúpula realizada por Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Em um vídeo do encontro, Witkoff afirmou que discutir os resultados daquela cúpula “produtiva” em Oslo estava entre os pontos da agenda.

“Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz e nas discussões sobre como resolver o conflito ucraniano”, disse o enviado do governo Trump.

Witkoff também pediu a Putin que considerasse retomar as conversas trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia, nas quais questões técnicas poderiam ser discutidas, segundo ele. Putin demonstrou interesse no tema da retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia.

Um dos principais resultados do encontro até o momento foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertará o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, detido no país há mais de quatro anos.

Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda enquanto discutiam uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard.

Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.

“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.

A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de território.

A Rússia exigiu que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, que atualmente está majoritariamente sob controle russo. Moscou também pediu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Temos algumas ideias claras sobre como chegar à paz e estamos unidos aos nossos parceiros europeus nesse esforço. Queremos que os americanos levem essas ideias aos russos”, disse Zelensky na terça-feira. “Vamos ver o que Putin tem a dizer.”

Sobre as conversas com o lado ucraniano, a autoridade americana acrescentou: “As equipes estão trabalhando excepcionalmente bem juntas, com um compromisso compartilhado de encontrar soluções práticas para encerrar a guerra”, adotando um tom positivo apesar da deterioração das relações públicas entre Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O objetivo é aproveitar o progresso alcançado com a Ucrânia e a Europa, discutir as propostas com a Rússia e abrir caminho para negociações trilaterais diretas e conversas multilaterais mais amplas”, afirmou a autoridade americana.

Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou verá o que Witkoff apresentará, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa de notícias TASS.

Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.

Jared Kushner, genro de Trump que também participa das negociações de paz, está gripado e participa remotamente da reunião na Rússia.

Rubio diz que reunião entre Witkoff e Zelensky foi “positiva”

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que a reunião do enviado especial americano Steve Witkoff com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi positiva e que Witkoff compartilhará os resultados com a Rússia.

Rubio também reiterou que Washington não restringiu o acesso de Kiev ao Starlink, sistema de satélites da SpaceX essencial para os esforços de guerra da Ucrânia. A declaração contradiz relatos de que o governo americano teria tido participação na redução do serviço para as forças militares ucranianas.

Zelensky viajou a Oslo para se reunir com Witkoff na terça-feira (20), enquanto a Ucrânia busca recompor as relações com os Estados Unidos em meio a tensões sobre o apoio militar americano, o compartilhamento de informações de inteligência e o acesso ucraniano à versão militar do Starlink.

Rubio disse a jornalistas em Mumbai, durante uma visita à Índia, que as conversas entre Witkoff e o líder ucraniano não trouxeram surpresas.

“Agora, munido dessas ideias, ele poderá ir a São Petersburgo e compartilhá-las com o lado russo. Vamos ver se conseguimos avançar”, afirmou.

Sobre o Starlink, Rubio declarou: “O que posso dizer com certeza é que nem o presidente dos Estados Unidos nem qualquer pessoa em nosso sistema solicitou que fossem feitas mudanças nesse sistema”.

“Não podemos dizer a uma empresa privada quais decisões tomar ou deixar de tomar”, acrescentou.

“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão com antecedência […] mas isso é irrelevante. O ponto principal é que o uso dos serviços é regido por um contrato comercial privado […] E, portanto, continuaremos a tratar do assunto”, disse.

Elon Musk, CEO da SpaceX, afirmou na semana passada que, como os sistemas pertencem ao governo dos Estados Unidos e são controlados por ele, quaisquer restrições de velocidade ou uso são decididas pelas Forças Armadas americanas ou pelo presidente dos EUA.

Sob o governo do presidente Donald Trump, os Estados Unidos praticamente interromperam o fornecimento direto de armas à Ucrânia, mas permitem que países europeus comprem armamentos americanos em nome de Kiev por meio de um programa conhecido como Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia.

Washington também forneceu informações de inteligência e tecnologia que a Europa não consegue igualar.

*Com informações de CNN e Reuters

Entenda como protestos levaram Zelensky a trocar comando militar da Ucrânia

 

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Zelensky reúne-se na Noruega com o enviado norte-americano

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Key developments on Oct. 20:

  • Ukrainian strikes on Yandex data centers disrupt Russian court hearings, media reports
  • Ukraine's HUR claims 108 Russian soldiers killed, 29 captured in Sumy Oblast operation
  • Power outages in half of Ukraine's oblasts after Russian assault on power plants
  • Fire at oil

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As Trump turns toward Russia, Zelensky drops his restraint

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15h. Os 55 manifestantes detidos no Rossio foram libertados

As detenções aconteceram ontem, depois de não terem acatado as ordens da PSP. E ainda, Zelensky e Witkoff já estão em Oslo para discutir uma nova proposta  para pôr fim à guerra na Ucrânia.

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