Dos arrozes malandrinhos ao arroz-doce: Lisboa celebra um dos grandes vícios nacionais



VTM
Espanta-me esta tomada de posição, tanto mais que, por esse país fora, são frequentes cerimónias semelhantes, sem que se tenha feito sentir o mesmo zelo persecutório por parte da referida associação.
A título de exemplo, recordo a cerimónia anual realizada no dia 10 de junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, onde tem lugar uma celebração religiosa que conta com a participação de um sacerdote católico e de um representante da religião islâmica.
Eu próprio tenho participado na inauguração de monumentos de homenagem aos Combatentes do Ultramar, de norte a sul do País, muitos deles da minha autoria, cujos custos foram e são partilhados com as autarquias ou, em numerosos casos, integralmente por estas suportados. Em muitas dessas inaugurações, a cerimónia inclui a bênção de um sacerdote católico, sem que tal tenha suscitado a polémica que agora veio a público a propósito da Escola Secundária de Cascais.
Pergunto-me, por isso: terá sido o facto de a bênção ter sido presidida pelo Patriarca de Lisboa, em vez de por um sacerdote menos conhecido, que conferiu a este acontecimento tamanha notoriedade?
Este episódio faz-nos recordar tempos de triste memória, vividos durante a Primeira República, quando a Igreja Católica foi perseguida. Sendo Portugal um Estado laico, importa não confundir laicidade com laicismo. A laicidade pressupõe a neutralidade e a imparcialidade do Estado perante as diferentes convicções religiosas e não religiosas, respeitando a liberdade de consciência e os valores individuais. O laicismo, por seu lado, pode assumir uma postura militante de oposição à expressão religiosa na vida pública.
É precisamente essa atitude de intolerância perante uma manifestação religiosa que parece estar em causa neste episódio. A liberdade religiosa não deve servir apenas para proteger quem não professa qualquer religião; deve igualmente garantir a quem tem uma fé o direito de a expressar, dentro dos limites da lei e do respeito pelos outros.
Quando a neutralidade do Estado é invocada seletivamente para contestar manifestações de fé, corre-se o risco de transformar um princípio de liberdade num instrumento de exclusão. E, nesse cenário, a Igreja parece tornar-se, uma vez mais, o elo mais fraco.
P.S. – No artigo que subscrevi no passado mês de setembro, foram cometidas duas imprecisões, pelas quais me penitencio. A primeira diz respeito à identificação da Rua dos Caminhos de Baixo, quando, na realidade, se trata da antiga Rua da Portela. A segunda prende-se com o brasão de armas existente na fachada principal da casa, que pertencia à família Carvalho Magalhães, e não à família do Dr. Sebastião Feyo.
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O Pentágono estará a desenvolver um programa de espionagem clandestina mais robusto do que o atual, destinado a travar uma guerra económica contra a China e outros concorrentes dos Estados Unidos, noticiou esta quinta-feira o jornal The Washington Post.
O alegado novo programa de espionagem, que recorrerá a agentes norte-americanos sob identidades falsas, constitui uma componente secreta da campanha de guerra económica conduzida pelo Pentágono, segundo fontes familiarizadas com a iniciativa citadas pelo jornal.
Os agentes deverão fazer-se passar por empresários ou profissionais do setor privado, sem qualquer ligação aparente ao Governo norte-americano.
A iniciativa prevê o recurso a agentes que operam sem cobertura oficial, conhecidos nos serviços de informações pela sigla NOC (Non-Official Cover), sob a supervisão de Tom Rakusan.
Com uma carreira de 39 anos na Agência Central de Informações (CIA), Rakusan é atualmente conselheiro principal do subsecretário da Defesa norte-americano, Steve Feinberg, segundo as fontes, que solicitaram anonimato devido à natureza sensível do programa.
Rakusan, que se reformou da CIA em 2021, chegou a ocupar, em 2017, o cargo de diretor-adjunto de operações, responsável máximo pelas atividades de espionagem da agência. Posteriormente, liderou a resposta da CIA à ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.
Segundo as fontes citadas pelo The Washington Post, o programa envolve profissionais de diferentes ramos das Forças Armadas norte-americanas, do gabinete do subsecretário da Defesa para os Serviços de Informações e Segurança, bem como antigos funcionários da CIA.
A iniciativa encontra-se ainda em fase de planeamento e não está operacional, acrescentaram.
A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem assumido a guerra económica como um instrumento central da sua estratégia de segurança nacional.
Washington impôs tarifas aduaneiras e controlos às exportações, investiu em recursos e tecnologias considerados críticos para os Estados Unidos e estabeleceu parcerias com investidores privados para reforçar componentes essenciais da indústria de defesa.
A administração norte-americana atribuiu também maior prioridade à recolha de informações económicas, apontou o jornal.

© JOSE SENA GOULAO/LUSA

A Beyond Vision levantou 28 milhões de euros para expandir capacidade de produção e reforçar nos mercados europeu, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil. A empresa comprou espaço na Trofa para a equipa a Norte.
“O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte”, adianta Dário Pedro, CEO da Beyond Vision, ao ECO/eRadar.
Em Alverca, em dezembro passado, a empresa estava a aumentar a área de produção com 2.000 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, para 4.000 metros quadrados, num investimento de global de cinco milhões de euros. E em Oeiras é uma das empresas que integra o cluster de drones que está a ser criado no Oeiras Tech Valley, como adiantou na época o CEO da empresa fabricante de drones em entrevista ao ECO/eRadar.
O objetivo era este ano a companhia ganhar capacidade de produzir cerca de 500 VTOL (drones de asa em multirotor) e cerca de 800 multirotores.
O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte.
A ronda de capital foi coliderada por dois fundos de investimento nacionais, a Indico Capital Partners e Lince Capital, com reforço da ActiveCap, que já investe na fabricante de drone desde 2024.
“Em setores críticos como na defesa, na gestão de infraestruturas e na segurança, a dependência de tecnologia de ponta, fiável e soberana é hoje uma prioridade estratégica dos vários países. A Beyond Vision redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”, refere Stephan de Moraes.
“Este investimento dará à Beyond Vision a robustez financeira necessária para escalar a produção e competir mundialmente em importantes segmentos de veículos autónomos não tripulados”, acrescenta o presidente da Indico Capital Partners, citado em comunicado.

“O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente. Acreditamos que a Beyond Vision, pela sua capacidade tecnológica, experiência e ambição, está bem posicionada para aproveitar este momento e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais forte em tecnologias de elevado valor acrescentado”, diz por seu turno, Tomás Lavin Peixe, head of venture capital da Lince Capital, citado em comunicado.
A injeção de capital surge num momento de elevada procura global por sistemas de veículos não tripulados e visa dar capacidade financeira para reforçar produção e presença no mercado externo.
Com esta ronda, a empresa quer reforçar “na Europa, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil, sempre com foco em defesa, segurança e infraestruturas críticas“, adianta Dário Pedro.
A empresa tem vindo a expandir a sua presença. No Canadá, em junho, fechou uma parceria com a Arcanus Aerial Systems, empresa do setor de defesa com sede em Toronto, para a produção, comercialização e prestação de apoio às principais plataformas da fabricante nacional de drones nesse país da América do Norte, bem como “em vendas de exportação financiadas pelo Canadá”.
Com esta parceria, a empresa de Alverca reforçou a sua posição na América do Norte, depois de ter fechado um contrato de “pelo menos” 15 milhões de euros nos EUA para fornecer 300 drones de emergência até 2028. Nos planos do fabricante português está ainda a abertura, em dois anos, de uma fábrica no mercado norte-americano, num investimento de 50 milhões de euros.

Em França, durante a Eurosatory 2026, uma das maiores feiras do setor de defesa e segurança, a fabricante de drones fechou ainda parcerias com duas empresas, a Gremsy — fabricante de soluções avançadas de imagem e câmaras para drones e robótica — e a espanhola Indef. Com esta última, o primeiro foco de colaboração irá incidir no desenvolvimento de uma plataforma de drones marítimos para aplicações de Operações Especiais, com o objetivo de apoiar atividades de teste e avaliação em missões NATO.
Já o acordo com a Gremsy era apontado como “estratégico” dado a “sua parceria com a FLIR [que desenvolve sistemas de imagem infravermelha de baixo custo para uso aéreo] e como fabricante de payloads NDAA compliant [ou seja que cumprem com os requisitos da National Defense Authorization Act] e produzidos nos EUA”, detalhava em junho o CEO da Beyond Vision ao ECO/eRadar.
Em julho, anunciou a entrada na Jordânia através de uma parceria com a Aero Voo Portugal (AVP) para sua representação comercial no país, mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa no Médio Oriente. A Jordânia tem vindo a investir na modernização das suas capacidades militares, na vigilância de fronteiras e na proteção de infraestruturas críticas, áreas onde a Beyond Vision pretende posicionar as suas soluções.
As Forças Armadas de Taiwan anunciaram hoje o fim antecipado de exercícios militares devido à aproximação do tufão Champi, que levou as autoridades a emitir alertas e cancelar dezenas de voos e ligações marítimas.
O ministério da Defesa taiwanês anunciou, em comunicado, que decidiu encerrar às 10:00 (03:00 em Lisboa) os exercícios militares ‘Lu Sheng 2’, iniciados em 14 de outubro e inicialmente previstos até sexta-feira.
As manobras envolveram duas brigadas de armas combinadas em operações de combate diurnas e noturnas, destinadas a reforçar as capacidades de “defesa prolongada” do território perante uma eventual invasão chinesa.
“Uma vez que o exercício ‘Lu Sheng 2’ decorre há nove dias e os principais objetivos de treino foram cumpridos, decidiu-se, após avaliação, encerrar as manobras para permitir que as unidades participantes se preparem para possíveis catástrofes”, indicou o comunicado.
O ministério sublinhou que a preparação para catástrofes é “fundamental” para a segurança da população e que, após regressarem às bases, as tropas vão iniciar operações de prevenção e mobilização antecipada de efetivos para responder aos efeitos do tufão.
A Administração Meteorológica Central (CWA) de Taiwan emitiu hoje um alerta terrestre para quatro regiões da ilha, perante a possibilidade de o Champi atingir a costa nordeste nas próximas horas.
O alerta abrange os condados orientais de Yilan, Hualien e Taitung, além de Pingtung, no sul, podendo ser alargado a grande parte do território.
Às 12:15 (05:15 em Lisboa), o tufão encontrava-se a cerca de 500 quilómetros a leste – sudeste do cabo Eluanbi, no extremo sul de Taiwan, com ventos sustentados de 183 quilómetros por hora e rajadas até 227 quilómetros por hora.
Segundo o meteorologista Lin Ping-yu, citado pela agência taiwanesa CNA, a área de ventos fortes do tufão aumentou ligeiramente nas últimas horas.
As previsões apontam para que o sistema atinja a metade oriental de Taiwan ou a península meridional de Hengchun na madrugada de sexta-feira.
O meteorologista advertiu que o tufão poderá abrandar ou mesmo permanecer estacionário ao aproximar-se da ilha, devido ao relevo montanhoso, não sendo de excluir que o centro da tempestade atinja Yilan ou o norte de Hualien.
Entre hoje e sábado, a CWA prevê precipitação acumulada entre 600 e 900 milímetros nas regiões montanhosas do norte, enquanto as zonas montanhosas de Taipé poderão registar até 700 milímetros.
O Champi, que poderá tornar-se o primeiro tufão a atingir diretamente Taiwan este ano, já provocou o cancelamento de dezenas de voos e de cerca de 30 ligações marítimas, além da suspensão das aulas e da atividade laboral nas ilhas Verde e Orquídea, ao largo da costa sudeste.
Na China continental, o ministério dos Recursos Hídricos ativou hoje uma resposta de emergência de nível IV, o mais baixo numa escala de quatro, devido ao risco de inundações em Xangai e nas províncias orientais de Jiangsu, Zhejiang e Fujian.
Segundo as previsões oficiais, as chuvas previstas entre 23 e 25 de outubro poderão provocar subidas significativas dos caudais dos rios da costa oriental, com risco de transbordo em cursos de água de pequena e média dimensão em Zhejiang e de enxurradas em zonas montanhosas.
Em Xangai, as autoridades meteorológicas preveem chuvas intensas entre sexta-feira e domingo, com precipitação acumulada entre 50 e 70 milímetros, que poderá atingir 120 milímetros nas zonas costeiras e 150 milímetros em pontos isolados.
As rajadas de vento poderão ultrapassar os 100 quilómetros por hora na zona portuária de Yangshan.
Os tufões são frequentes nesta região durante o verão e o outono, quando as águas quentes do Pacífico favorecem a formação de ciclones tropicais que podem causar danos significativos e perturbar os transportes e a atividade económica.
A tecnológica portuguesa Beyond Vision, fornecedora registada de drones para a NATO, concluiu uma ronda de investimento de 28 milhões de euros para aumentar a capacidade industrial e acelerar a expansão internacional nos setores da defesa e infraestruturas críticas, anunciou a empresa esta quarta-feira.
A ronda foi co-liderada pela Índico Capital Partners e pela Lince Capital, com reforço de participação da ActiveCap, investidora na empresa desde 2024.
Segundo a Beyond Vision, o capital será aplicado em três frentes: reforço da infraestrutura operacional e escala da produção industrial, aceleração do investimento em Investigação e Desenvolvimento com foco em inteligência artificial e novas funcionalidades da plataforma de gestão em cloud, e consolidação da expansão comercial em novos mercados.
Fundada em 2013 e liderada por Dário Pedro, presidente executivo, e Luís Miguel Campos, chairman, a empresa desenvolve sistemas aéreos não tripulados baseados em algoritmos de IA e plataformas de gestão na cloud. A companhia é fornecedora registada da NATO e participa regularmente em exercícios de defesa europeus, incluindo os exercícios OPEX.
O investimento surge após a empresa ter atingido 150 colaboradores e superado as receitas estimadas para 2025, alargando a carteira de clientes militares e civis em vários países, de acordo com o comunicado.
“O capital angariado nesta ronda será aplicado em diversas áreas. Em primeiro lugar, a Beyond Vision irá reforçar a sua infraestrutura operacional e escalar a capacidade de produção industrial, de forma a dar resposta à crescente procura global por sistemas autónomos”, disse Dário Pedro, CEO da Beyond Vision.
O presidente da Índico Capital Partners, Stephan de Moraes, afirmou que a dependência de tecnologia soberana em setores como defesa e segurança é hoje uma prioridade estratégica, e que a empresa “redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”.
Para Tomás Lavin Peixe, Head of Venture Capital da Lince Capital, a participação reflete a convicção no potencial de um setor em transformação. “O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente”, disse.
A Beyond Vision está sediada em Portugal e opera globalmente no desenvolvimento de sistemas autónomos com arquitetura aberta e modular.
O investimento da Indico VC Fund II na Beyond Vision é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da República Portuguesa, gerido pelo Banco Português de Fomento, com financiamento da União Europeia no âmbito do NextGenerationEU.



© MAXIMILIAN VON LACHNER/EPA
O Presidente ucraniano afirmou esta quarta-feira ser favorável a uma reunião trilateral entre Kiev, Moscovo e Washington “o mais rapidamente possível”, após o Kremlin ter demonstrado esta quarta-feira abertura para a realização de um encontro em novembro.
“Ficámos a saber que a Rússia (…) é favorável a uma reunião trilateral ao nível das nossas delegações. A parte norte-americana propõe organizar esta reunião o mais rapidamente possível. Estamos favoráveis a isso”, afirmou Volodymyr Zelensky, em declarações à comunicação social.
As declarações do chefe de Estado ucraniano surgem no seguimento da visita do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, a São Petersburgo, onde se reuniu com o Presidente russo, Vladimir Putin.
No rescaldo da reunião desta quarta-feira, o conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ushakov, disse aos jornalistas que Moscovo tenciona, “em princípio”, retomar as conversações após o dia 10 de novembro, e que as negociações trilaterais vão focar-se na “criação de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito”.
Ushakov, citado pela agência russa TASS, indicou ainda que esta nova ronda de negociações poderá ter lugar em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Também Witkoff referiu nas redes sociais que as reuniões que manteve na terça-feira com Zelensky, em Oslo, na Noruega, e esta quarta-feira com Vladimir Putin, foram positivas e que “irão prosseguir com conversações trilaterais entre os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia a nível técnico”.
“Reunimo-nos com o Presidente Putin para dar continuidade aos progressos alcançados em Oslo com o Presidente Zelensky” e “discutir um quadro de paz”, referiu Witkoff na mesma mensagem publicada na rede social X.
Horas antes, numa entrevista à estação norte-americana Fox News, Zelensky afirmou que é necessária uma pausa na frente de batalha como ponto de partida para as negociações de paz.
Zelensky reiterou ainda que qualquer negociação de paz deve incluir a Ucrânia.
Também foi proposta por Putin uma reunião a três com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) no próximo mês, na China.
Trump também já se mostrou disponível para participar nesta reunião de líderes e, embora Pequim ainda não se tenha pronunciado sobre o assunto, Ushakov afirmou esta quarta-feira que a China já tinha iniciado os preparativos para a reunião.
O Presidente russo recebeu também esta quarta-feira em São Petersburgo o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, após conversar três horas com o enviado da Casa Branca sobre a Ucrânia e o possível encontro dos líderes de Rússia, Estados Unidos e China em novembro.

Os líderes da União Europeia (UE) vão reunir-se a 26 e 27 de novembro para procurar uma solução para as necessidades de financiamento da Ucrânia em 2027, estimadas em 70 mil milhões de euros, e discutir o próximo orçamento comunitário para o período de 2028 a 2034, segundo adiantou um funcionário do bloco envolvido nos preparativos à Reuters.
Apesar de Bruxelas prever disponibilizar 45 mil milhões de euros à Ucrânia no próximo ano, o montante será insuficiente para cobrir as necessidades financeiras de Kiev, enquanto a guerra com a Rússia prosseguir. Os Estados-membros terão, por isso, de encontrar uma nova forma de financiamento, que poderá passar por outro empréstimo, segundo a fonte citada pela agência noticiosa.
Na semana passada, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou ao bloco europeu para arranjar forma de conceder mais 70 mil milhões de euros para 2027, avisando que a guerra “vai custar 155 mil milhões de euros” no próximo ano.
O Executivo comunitário contava também com contribuições adicionais de países que não pertencem à UE, como Noruega, Suíça, Canadá, Japão e Reino Unido, num total de 45 mil milhões de euros repartidos entre 2026 e 2027. No entanto, parte desse financiamento ainda não se concretizou, aumentando a pressão para encontrar alternativas.
Em setembro, a Comissão Europeia indicou que o Canadá está a negociar a participação no empréstimo da União à Ucrânia, no valor de 90 mil milhões de euros, lembrando que o regulamento do Empréstimo de Apoio à Ucrânia para 2026-2027 abre a porta a que alguns países terceiros participem no programa sob condições específicas.
A cimeira servirá também para discutir o orçamento comunitário de longo prazo para 2028-2034. Os governos europeus pretendem chegar a acordo sobre o próximo quadro financeiro ainda este ano, antes de as campanhas eleitorais previstas para 2027 em países como França, Itália, Polónia, Grécia, Estónia, Finlândia e Eslováquia tornarem as negociações mais politizadas.
La editorial quebequesa Boréal ha puesto fin a su relación con el escritor Thélyson Orélien después de encontrar indicios del uso de inteligencia artificial (IA) en el proceso de escritura de su novela C’était ça ou mourir, uno de los éxitos de la temporada literaria francesa, pero que acabó excluida del premio Goncourt en medio de una polémica que también llevó al autor a reconocer plagios anteriores. La editora ha anunciado este miércoles que no volverá a imprimir el libro ni publicará nuevas obras del autor haitiano, después de que un análisis externo detectara rastros de esta tecnología en los documentos de trabajo del manuscrito.

© Sarah Meyssonnier (REUTERS)


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