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Publicados desde 1969, Anais do Município de Faro chegam ao 48.º volume

22 October 2026 at 09:57

Reitora da UAlg Alexandra Teodósio apresenta a edição de 2026 na Biblioteca Municipal de Faro, a 31 de outubro, às 15h30. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

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Este monumento nacional em Trás-os-Montes vai entrar em obras para ser atração turística

22 October 2026 at 09:38

O Castelo e Vila Amuralhada de Carrazeda de Ansiães vão ser intervencionados, para melhorias de acessibilidade, restauro, atração turística e inovação digital, adiantou, hoje, o presidente do município.

João Gonçalves explicou, à Lusa, que vão ser feitas intervenções nas estruturas arqueológicas da Vila Amuralhada de Ansiães e será melhorada a acessibilidade ao Castelo. Vai ainda ser intervencionada a igreja São Salvador, que está dentro das muralhas, com o intuito de preservação do edifício, e será também melhorada a acessibilidade à igreja São João Batista, já fora das muralhas.

“Vai permitir, com certeza, aumentar o número de visitantes, mas, mais do que isso, também vai-nos permitir que pessoas que (…) neste momento têm dificuldade ou estão mesmo impedidas de lá ir, que possam fazê-lo e isso também, para nós tem um grande valor, tornarmos possível a acessibilidade a qualquer pessoa”, sublinhou.

As obras tiveram o aval do Instituto do Património Cultural, uma vez que o Castelo e a Vila Amuralhada é um monumento nacional.

O autarca João Gonçalves avançou também, à Lusa, que espera lançar a empreitada ainda este ano e que durante o tempo em que as obras decorrerem serão encontradas alternativas para tornar acessível a visitação dos espaços.

O objetivo é “afirmar o Castelo e Vila Amuralhada de Ansiães como um destino de referência para o turismo cultural e patrimonial”, promovendo a sua integração na rota “Castelos e Fortalezas a Norte”.

Além das empreitadas, o município revelou ainda que o local passará a ter recursos digitais, como um “reconstituição virtual em 3D, visitas virtuais a 360 graus, uma maquete tátil e conteúdos acessíveis em Língua Gestual Portuguesa, audioguias e recursos de audiodescrição”.

O projeto de valorização e conservação do Castelo e Vila Amuralhada de Ansiães tem o custo de cerca de 600 mil euros, 55% financiados por Fundos Europeus.

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Identifican bienes arqueológicos mexicanos con destino a Reino Unido

22 October 2026 at 03:11

Ciudad de México, 21 oct (Prensa Latina) Autoridades identificaron hoy en el aeropuerto internacional de esta capital seis bienes arqueológicos procedentes de Veracruz que pretendían ser enviados a Reino Unido mediante Correos de México.

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Património cultural enquanto ativo do presente para territórios com futuro

22 October 2026 at 00:06

O património cultural continua a ser pensado como herança, aquilo que recebemos do passado e devemos conservar para o futuro. Essa dimensão é essencial, mas insuficiente. O património é também um ativo estratégico do presente, capaz de produzir identidade, qualificar lugares, reforçar a coesão social e sustentar o desenvolvimento. Em Portugal, porém, permanece uma distância, patente em instrumentos como o PNPOT e a Política Nacional de Arquitetura e Paisagem, que apontam para a necessidade de maior cultura territorial, participação cívica e gestão integrada.

Não existe património sem reconhecimento de valor. Como sublinha Laurajane Smith, o património não reside simplesmente nas coisas, mas nos significados e usos que as sociedades constroem em torno delas. Quando essa dimensão é ignorada, o território tende a ser reduzido a mero suporte de investimento ou consumo. É aí que começam os processos de descaracterização, quando se perdem referências, banalizam-se paisagens e enfraquece-se a relação entre a comunidade e o lugar.

A investigação desenvolvida em diferentes processos territoriais permitiu-me observar que, quando as comunidades reconhecem nos lugares referências da sua história, tende a crescer a sua capacidade de apropriação social, participação e defesa do património. Quando esse vínculo se enfraquece, torna-se mais difícil mobilizar a sociedade em torno do que se perde ou transforma.

A relação é recíproca. O património contribui para construir identidade, mas uma identidade territorial consolidada favorece também a sua apropriação social. Quando as comunidades reconhecem lugares, práticas ou memórias como parte da sua história, tornam-se mais capazes de os defender e de participar no futuro do território. O património deixa de ser apenas objeto de tutela institucional e torna-se matéria de cidadania.

Isto é particularmente relevante num país em que o turismo é um importante motor económico. O património pode diferenciar destinos, qualificar lugares e gerar valor, mas fragiliza-se quando o território é tratado apenas como produto. A pressão imobiliária, a turistificação excessiva e a substituição de usos e populações podem produzir espaços valorizados no mercado, mas territorialmente empobrecidos. Estes territórios descaracterizados tornam visível o custo de não reconhecer o património como ativo para o desenvolvimento.

Por isso, património, turismo, urbanismo, habitação, ambiente, cultura e participação pública não podem continuar a ser pensados de forma autónoma nas políticas territoriais. A sustentabilidade territorial mede-se também pela capacidade de preservar as relações sociais, culturais e simbólicas que sustentam a identidade e a pertença. É também aqui que Marc Augé permanece atual: um lugar constrói-se na relação, na história e na identidade. Quando estas dimensões se enfraquecem, permanece o espaço, mas perde-se parte daquilo que permite reconhecê-lo… e reconhecermo-nos nele.

As agendas internacionais apontam nessa direção. A Agenda 2030 inclui, na meta 11.4, a proteção e salvaguarda do património cultural e natural, enquanto a Convenção de Faro coloca no centro a relação entre património, comunidades, participação democrática e desenvolvimento.

O património não é apenas aquilo que recebemos nem apenas aquilo que deixaremos. É o que, no presente, liga os tempos, ancora as comunidades aos seus territórios e preserva a singularidade que lhes permite continuarem a reconhecer-se como lugares. Quanto mais se consolida internacionalmente este entendimento, mais evidente se torna a distância entre esse reconhecimento e o lugar ainda secundário que o património ocupa em muitas decisões territoriais em Portugal. Saber reconhecer valores, interpretá-los, protegê-los, ativá-los e geri-los será cada vez menos uma competência periférica e cada vez mais uma condição para intervir de forma qualificada no futuro dos territórios. Talvez o desafio já não seja saber se essa mudança acontecerá, mas quanto tempo demoraremos a reconhecê-la.

Nós, os antigos de amanhã

21 October 2026 at 00:01
Que queremos deixar? Sim. Mas antes: que fizemos do que recebemos? Da língua? Da escola? Da liberdade? Das instituições? Dos livros? Da memória dos nossos pais?

UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal

20 October 2026 at 18:09

A Universidade do Minho vai receber o acervo de António Losa (1914-2000), um dos principais estudiosos da língua e cultura árabes em Portugal. O estudioso, oriundo de Esposende mas radicado em Braga, foi, ainda, professor da Escola Carlos Amarante.

A cerimónia de doação do espólio realiza-se esta quarta-feira, às 11:30, no Arquivo Distrital de Braga (ADB). O momento de assinatura conta com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, e da filha mais velha de António Losa, Manuela de Areia Losa. Segue-se uma visita à mostra documental dedicada ao insigne filólogo, arabista e professor bracarense.

Centenas de livros e documentos

As centenas de documentos legados por António Losa, como livros, correspondência, manuscritos, fotos e apontamentos, vão ser repartidas entre o ADB, uma unidade cultural desta academia, e a Biblioteca Fernão Mendes Pinto, situada no edifício 4 do campus de Gualtar (Braga) e especializada em línguas e culturas orientais.

A UMinho compromete-se a “zelar pela conservação, pelo tratamento técnico e pela divulgação do acervo”.

António Losa foi uma figura marcante da vida cultural bracarense do século XX, reconhecido pelo seu trabalho sobre a língua, cultura e presença árabe e moçárabe na formação histórica e cultural de Portugal. Entre as suas obras destaca-se o livro póstumo “Entre Cristãos, Mouros e Judeus: do Minho ao Mar das Índias”. Organizou/participou em diversas conferências em Portugal e no estrangeiro e investigou também sobre a história regional, como a de Esposende.

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Quase 60% da riqueza do país nas mãos dos 10% mais ricos

20 October 2026 at 11:00
Dados do Banco de Portugal revelam que o decil da população que tem mais património concentra cerca de 60% da riqueza acumulada no país. Famílias abaixo da mediana têm apenas 6%.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Riqueza tem crescido desde 2010 e, no final de 2025, totalizava 1.196 mil milhões de euros

Algarve celebra património imaterial com “Alte pela janela do tempo”

17 October 2026 at 12:50

A iniciativa “Alte pela janela do tempo” integra a participação do Algarve nas comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, assinalado este sábado, 17 de outubro. A programação nacional reúne cerca de 50 atividades dedicadas à descoberta e valorização do património imaterial.

No Porto, a Casa das Artes acolhe a celebração promovida pelo instituto Património Cultural, com a abertura da exposição itinerante “Culturas Vivas – Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial 2026”, segundo a Lusa.

Exposição e esclarecimentos sobre a salvaguarda das manifestações culturais

A mostra reflete o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), que recebeu 14 novas manifestações até setembro deste ano, elevando o total para 89 inscrições.

O objetivo é “estimular a reflexão sobre memória coletiva, transmissão de conhecimentos e construção das identidades”, explica o instituto público.

A Casa das Artes recebe também a ação “Património Imaterial na Hora”, com sessões de esclarecimento sobre os procedimentos de inventariação, asseguradas por técnicos do Património Cultural e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

A iniciativa procura “aproximar o público dos mecanismos de salvaguarda, incentivando as comunidades a identificar, documentar e valorizar as suas manifestações culturais”.

Catorze novas entradas abrangem festas, artes e saberes tradicionais

Entre as manifestações inscritas este ano estão o Entrudo de Lazarim, o Combate da Coca, de Monção, o Andor da Senhora da Pena, no distrito de Vila Real, e o Cortejo dos Trajes de Papel de São Bartolomeu, no Porto.

A lista inclui também a Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, o Figurado de Barcelos, a Dança da Morgadinha, de São João de Lourosa, em Viseu, e a Festa do Menino de Vila Chã de Braciosa, em Miranda do Douro.

Juntam-se a Tradição das Tunas do Marão e do Alvão, a Arte de Manuseamento e Construção do Bote Baleeiro das Lajes do Pico e a Arte dos Caldeireiros de Santa Marta de Rossas, no Minho.

Completam as novas inscrições a arte dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó, na Região Centro, a Arte de Construções de Pedra Seca na Serra do Caramulo e a Feira da Golegã.

Programa nacional cruza gastronomia, música e práticas artesanais

Além da proposta algarvia, a programação inclui “Coimbra nas Rotas Culturais Europeias”, “O Saber fazer – A Farinha Torrada de Sesimbra”, “Os Órgãos de Tubos da Igreja dos Clérigos” e oficinas de Bordado de Arraiolos.

Estão igualmente previstas “A Safra do Sal”, em Aveiro, “Produção de Marmelada”, em Arganil, a “Exposição Etnográfica Saloia de Alvarinhos”, em Sintra, “Vozes, Saberes e Práticas”, no Funchal, e propostas ligadas aos Pauliteiros de Miranda.

As atividades distribuem-se por diferentes pontos do país, de Bragança ao Algarve e da Madeira ao Alentejo. A programação pode ser consultada no portal do instituto Património Cultural.

Portugal tem oito manifestações na lista representativa da UNESCO

O Dia Internacional do Património Cultural Imaterial é celebrado desde 2024. A data coincide com a adoção, em 17 de outubro de 2003, da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, ratificada por Portugal em 2008.

Portugal conta com oito manifestações inscritas na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade: Fado, Dieta Mediterrânica, Cante Alentejano, Falcoaria, Figurado em Barro de Estremoz, Carnaval de Podence, Festas do Povo de Campo Maior e Arte Equestre.

Leia também: Tavira recebe investigadores de 33 países na 20.ª edição de encontro internacional de paremiologia

Paredes de Coura: Paisagem rural é “essencial” para planear território

17 October 2026 at 12:31

O presidente da Câmara de Paredes de Coura, Tiago Cunha, participou no Encontro Nacional dos Arquitectos Paisagistas (ENAP’26), que decorreu em Tomar, com uma intervenção dedicada à infraestrutura verde em contexto rural e ao papel dos municípios na gestão sustentável do território.

Integrada no painel “A infraestrutura verde na promoção do território”, a apresentação de Tiago Cunha partiu da experiência de Paredes de Coura para defender uma abordagem que reconheça a paisagem rural como uma infraestrutura essencial ao equilíbrio ambiental, à atividade económica, à identidade local e à resiliência dos territórios.

Promovido pela Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), no ano em que assinala o seu 50.º aniversário, o ENAP’26 reuniu profissionais, académicos, instituições e outros agentes ligados à arquitetura paisagista e ao ordenamento do território, sob o tema “Paisagem Comum”.

Uma infraestrutura verde que vai muito além das cidades

Na sua intervenção, Tiago Cunha, o único autarca convidado para este Encontro Nacional dos Arquitectos Paisagistas, sublinhou que a infraestrutura verde não deve ser entendida apenas como uma realidade urbana, associada a parques, jardins ou corredores arborizados. “Nos territórios rurais, assume formas próprias e desempenha funções igualmente determinantes, através das florestas autóctones, linhas de água, turfeiras, lameiros, sistemas tradicionais de regadio, áreas agrícolas e de pastoreio e corredores ecológicos”, explicou.

Estes elementos asseguram funções que se complementam: contribuem para a conservação da biodiversidade, a retenção e regulação da água, a proteção dos solos, a captura de carbono, a produção alimentar e a prevenção de incêndios rurais, mantendo também práticas e valores que fazem parte da identidade das comunidades.

“Uma infraestrutura verde rural pode desempenhar simultaneamente funções ambientais, produtivas e sociais”, foi uma das ideias centrais da apresentação de Tiago Cunha, que destacou a importância de reconhecer estes sistemas como parte integrante das políticas de planeamento e desenvolvimento local.

A experiência de Paredes de Coura

A apresentação evidenciou o percurso desenvolvido pelo Município de Paredes de Coura na construção de uma visão integrada da paisagem, com destaque para o Plano de Paisagem elaborado em 2015. Este trabalho procurou abranger as diferentes componentes do território — natural, urbana, rural e florestal —, promovendo a participação da comunidade e a valorização do carácter diferenciador da paisagem courense.

A partir desta visão, Tiago Cunha apresentou diferentes áreas de intervenção municipal, nomeadamente a recuperação e renaturalização de linhas de água, a valorização dos sistemas tradicionais de regadio, a gestão de zonas húmidas e lameiros e a conservação dos habitats da Paisagem Protegida do Corno de Bico.

Foi igualmente destacada a importância da gestão da vegetação, do pastoreio e da manutenção do mosaico agro-silvo-pastoril enquanto instrumentos de prevenção de incêndios e de preservação das funções ecológicas e produtivas do território.

O exemplo de Paredes de Coura demonstrou, assim, como a infraestrutura verde pode ser valorizada a partir dos recursos e das características de cada território, articulando a conservação da natureza com a atividade agrícola, a gestão da água, a proteção da paisagem e a vida das comunidades.

O papel dos municípios na construção de territórios mais resilientes

Para o presidente da Câmara, o desafio passa por integrar a infraestrutura verde nas decisões de planeamento e gestão territorial, reconhecendo não apenas o valor dos espaços naturais, mas também o trabalho e as atividades que contribuem para a sua manutenção.

Esta abordagem implica uma visão de longo prazo, capaz de articular políticas ambientais, agrícolas, florestais e de ordenamento do território, criando condições para que os sistemas naturais e produtivos continuem a desempenhar as suas funções.

A participação de Paredes de Coura no ENAP’26 constituiu uma oportunidade para partilhar a experiência do concelho num espaço nacional de reflexão e debate sobre o futuro da paisagem, afirmando a importância dos territórios rurais na resposta aos desafios das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e da sustentabilidade. Como sintetizou Tiago Cunha no encerramento da apresentação, “cuidar da nossa paisagem é investir num território mais resiliente, mais vivo e mais preparado para o futuro”, concluiu.

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Olaria e bordado de crivo de Barcelos obtêm proteção europeia

13 October 2026 at 17:19

A Olaria de Barcelos e o Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, no mesmo concelho, foram inscritos no Registo da União das Indicações Geográficas de Produtos Artesanais e Industriais, obtendo, assim, proteção europeia, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município acrescenta que as decisões, emitidas pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) na quarta e quinta-feira, respetivamente, estabelecem o dia 07 de janeiro de 2026 como o início da proteção das duas denominações.

A data de 07 de janeiro corresponde ao dia em que Portugal comunicou à Comissão Europeia a intenção de registar as denominações.

“A inscrição representa mais um passo na salvaguarda do património artesanal de Barcelos, contribuindo para a valorização de duas tradições ligadas à identidade cultural e aos saberes do concelho”, lê-se no comunicado do município.

O comunicado vinca que este reconhecimento constitui também um instrumento para reforçar a notoriedade da Olaria de Barcelos e do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, promovendo a sua divulgação no espaço europeu.

“Depois do Figurado de Barcelos, cuja inscrição no Registo da União Europeia foi decidida em agosto deste ano, estas duas produções artesanais passam igualmente a beneficiar do regime europeu de proteção das indicações geográficas, reforçando a afirmação do património artesanal de Barcelos no espaço europeu”, conclui o comunicado.

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Pedra Seca do Caramulo é patrimônio imaterial

13 October 2026 at 16:17
É a terceira manifestação do concelho de Tondela a ser inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, depois da Festa das Cruzes do Guardão e do Barro Negro de Molelos.

© João Cosme

O anúncio destaca "a importância da Arte de Construções de Pedra Seca enquanto reflexo da identidade das comunidades da Serra do Caramulo, grupos e indivíduos que a praticam"

Manuscrito de 1450 testemunho da importância dos figos e passas

13 October 2026 at 12:10

O Arquivo Municipal de Loulé acolhe, no próximo dia 24 de outubro, a apresentação do n.º 30 da revista Al-Úlyá, publicação dedicada à história e património de Loulé, e do suplemento “Livro da Repartiçom da Fruita”, da autoria de Maria Valentina Ferreira, natural de Loulé e antiga docente e investigadora da Universidade de Lisboa.

O Livro da Repartiçom da Fruita regista os compromissos de produtores locais para o fornecimento de frutos secos ao concelho e os respetivos pagamentos.

Pela quantidade de transações e pelo número de produtores e mercadores envolvidos, o documento constitui um importante testemunho da dimensão que a produção e o comércio de figos e passas já assumiam em Loulé há quase seis séculos. 

A autora faz uma leitura do manuscrito para a escrita atual e analisa a sua linguagem e léxico, com particular atenção à onomástica, permitindo conhecer melhor as pessoas e a realidade social e económica de Loulé no século XV.

A sessão constitui uma oportunidade para redescobrir, através de um documento com mais de 570 anos, uma importante parte da história económica e social de Loulé.

A apresentação da revista estará a cargo da Professora Doutora Maria João Valente, da Universidade do Algarve, e a do suplemento será realizada pelo Professor Doutor Saul António Gomes, da Universidade de Coimbra.

Estes históricos jardins de Guimarães passaram a integrar a mais prestigiada rota internacional

12 October 2026 at 14:17

Os Jardins Históricos da Casa de Margaride, em Guimarães, passam a integrar a mais prestigiada Rota internacional de Jardins Históricos, juntando-se ao Parque de Serralves, aos Jardins do Palácio Nacional de Queluz e aos Parques da Pena e de Monserrate, em Sintra, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado a O MINHO, a Casa de Margaride explica que a candidatura foi aprovada na Assembleia Geral da European Route of Historic Gardens (ERHG), realizada em Atenas de 07 a 09 deste mês.

“Esta admissão constitui um novo marco num percurso de conservação, valorização e reconhecimento patrimonial que, ao longo dos últimos catorze anos, tem alcançado sucessivas distinções nacionais e internacionais”, salienta o comunicado.

Para a Casa de Margaride, reveste-se de particular importância a integração numa Rota certificada como Itinerário Cultural do Conselho da Europa, distinção que confere a este reconhecimento uma dimensão europeia de especial prestígio.

“A admissão dos Jardins Históricos da Casa de Margaride inscreve este património vimaranense num percurso de valorização da história, da cultura e da paisagem europeias, reforçando a sua projeção internacional e o seu significado para Guimarães”, destaca.

Em 2012, a classificação da Casa e dos Jardins de Margaride como Monumento de Interesse Público reconheceu a dimensão arquitectónica deste conjunto histórico. Dez anos depois, em 2022, a classificação do jardim como Arvoredo de Interesse Público consagrou também o seu valor botânico, tendo, nesse mesmo ano, três das suas árvores sido autonomamente classificadas como de Interesse Público.

“Esta dupla classificação reconhece, assim, duas dimensões complementares do seu valor patrimonial e faz de Margaride o único jardim privado do Norte de Portugal duplamente inscrito no rol do Património Nacional”, observa a Casa de Margaride.

Em 2023, uma camélia japónica do jardim, classificada como de Interesse Público em 2022, foi eleita Árvore do Ano de Guimarães. Em 2024, o mesmo exemplar conquistou o título de Árvore do Ano de Portugal e, em 2025, representou o país no concurso Árvore Europeia do Ano, alcançando o quarto lugar.

“Em 2026, a integração na Rota Europeia de Jardins Históricos vem dar continuidade a este percurso e coroar o consistente e apurado trabalho de conservação, valorização e promoção que a Casa e os Jardins de Margaride têm vindo a desenvolver. Às classificações patrimoniais de 2012 e 2022 e às distinções alcançadas entre 2023 e 2024 sucede agora a admissão numa Rota internacional, que reconhece o valor histórico, paisagístico e botânico de um jardim que alia património vivo, autenticidade e continuidade familiar”, pode ler-se no comunicado.

Documentada desde 1021 e na mesma família há mais de cinco séculos, ao longo de treze gerações, a Casa de Margaride conserva um jardim barroco português criado por volta de 1675. Murado e organizado em três espaços de composição sequencial, axial e simétrica, distingue-se pela singularidade e raridade da sua coleção de camélias multiseculares, cujo porte e trabalho em topiária lhe conferem excecional valor botânico e paisagístico.

Sobressai a Casa de Fresco: uma estrutura vegetal composta por uma monumental camélia com cerca de quinze metros de altura, circunscrita por uma alta sebe de buxo, formando um círculo com cerca de quarenta metros de perímetro. Parterres de flores sazonais, fontes, muros e um antigo sistema hidráulico em pleno funcionamento completam o conjunto.

“No ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, esta distinção evidencia o contributo dos agentes públicos e privados para a conservação da natureza e do património, demonstrando como a preservação de um jardim histórico pode conciliar memória, biodiversidade e valorização do território”, enfatiza.

“Membro fundador da Rota Portuguesa de Jardins Históricos, Margaride reforça, com esta admissão, a sua projeção internacional e abre novas oportunidades de cooperação e turismo cultural. Estima-se que, ao longo de 2026, a Casa e os Jardins de Margaride recebam cerca de 2.000 visitantes, contribuindo para a valorização da oferta cultural e turística de Guimarães”, conclui o comunicado.

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Simeone, l’impero immobiliare da 40 milioni: oltre 180 case a Madrid

12 October 2026 at 13:51

Non tutti conoscono la carriera parallela a quella calcistica di Diego Simeone. Lo storico allenatore dell’Atletico Madrid è infatti diventato nel tempo un imprenditore immobiliare di primo piano nella capitale spagnola.

I numeri parlano per lui ed è arrivato a possedere oltre 180 immobili. Un patrimonio imponente, costruito insieme alla sua compagna Carla Pereyra. Ha messo nettamente radici a Madrid, dunque, ma nonostante ciò non cambia idea sul proprio futuro. Dopo l’addio alla seconda avventura sportiva, quella da tecnico, non approfitterà di nessuna delle case messe a reddito in Spagna. Volerà a casa, in Argentina.

L’allenatore-imprenditore

Simeone non è di certo il primo sportivo a darsi all’imprenditoria. Basti pensare ad Antonio Conte in Italia o a Cristiano Ronaldo, che ha costruito un impero. Per quanto non sia al vertice in questo settore, è innegabile però che raggiungere il suo status sia alquanto difficile.

Oltre 180 immobili residenziali a Madrid, come detto, per un valore complessivo stimato intorno ai 40 milioni di euro. Il tutto gestito tramite la società Carpersim, il cui nome unisce quelli del tecnico e della sua compagna Carla Pereyra.

Una gestione molto oculata, la loro, che ha portato quello che era un piccolo progetto a diventare una realtà ben strutturata. Il loro business si è infatti spostato dal semplice acquisto di appartamenti da mettere a reddito a progetti più ambiziosi, arrivando a comprendere anche residenze per studenti e un’agenzia di affitti.

Considerando i pressanti impegni di Simeone, è innegabile che a gestire l’impresa di famiglia sia prevalentemente Carla Pereyra. Proveniente da una famiglia di architetti, ha ampia esperienza lavorativa nel settore. Il tecnico non poteva trovare partner migliore nella vita e in affari.

La villa di Madrid

Tra tanti immobili, uno è quello di famiglia. Simeone vive in una zona residenziale esclusiva di Madrid. Ha scelto per sé e i suoi cari una villa di circa 1.900 metri quadrati, edificati su un terreno di quasi 3.000 mq. La proprietà vanta:

  • giardino;
  • piscina;
  • palestra;
  • ampi spazi esterni.

Stile minimalista, con materiali naturali, grandi vetrate e opere d’arte moderna, oltre a un camino e arredi ricercati. Nonostante questo scenario magnifico, però, resta vivo il sogno di tornare a casa: “Se mi chiedessero dove andrò a vivere quando smetterò di allenare, logicamente risponderei in Argentina. Dove, se no? È il mio Paese”.

Santana Lopes, uma popstar política de património modesto

12 October 2026 at 05:03
Foi primeiro-ministro, autarca e uma popstar da política. Mas o património de Santana Lopes está longe da sua popularidade, como o comprovam as suas declarações de rendimentos.

Rendas de Bilros de Vila do Conde obtêm proteção geográfica na União Europeia

9 October 2026 at 18:13

As Rendas de Bilros de Vila do Conde foram inscritas no Registo da União Europeia das Indicações Geográficas de produtos artesanais e industriais, passando a beneficiar de proteção jurídica nos 27 Estados-membros.

A Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC), responsável pelo processo, revelou hoje ter recebido a comunicação oficial da decisão, datada de 08 de outubro, que estabelece 12 de janeiro de 2026 como o primeiro dia de proteção da denominação a nível europeu.

Em comunicado, a associação considera que se trata de um “marco histórico na valorização e defesa das Rendas de Bilros de Vila do Conde”, permitindo reforçar a proteção do nome, da autenticidade e da ligação desta produção artesanal ao território.

O reconhecimento, concedido ao abrigo do Regulamento (UE) 2023/2411, permite combater a utilização comercial indevida da denominação e o aproveitamento da reputação do produto, contribuindo para a valorização das rendas certificadas e para uma maior confiança dos consumidores.

A decisão representa a passagem para o âmbito europeu da Indicação Geográfica de que as Rendas de Bilros de Vila do Conde já beneficiavam a nível nacional, após a adaptação do respetivo estatuto ao novo enquadramento legislativo.

O reconhecimento europeu surge numa altura em que está igualmente em curso o processo de inscrição desta tradição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).

A ADAPVC revelou ter remetido recentemente ao Património Cultural, IP, o dossiê de instrução da candidatura, que aguarda apreciação, com a expectativa de que a classificação possa concretizar-se em breve.

A documentação resulta de um trabalho de investigação e participação comunitária, cofinanciado pelo programa Norte 2030, que reuniu informação sobre a história das rendas, técnicas, instrumentos, materiais, padrões e formas de transmissão deste conhecimento.

O processo envolveu diretamente as rendilheiras e a comunidade local, procurando preservar os saberes associados a uma atividade artesanal com vários séculos de tradição em Vila do Conde.

A associação sublinha que os dois reconhecimentos são complementares, uma vez que a Indicação Geográfica Europeia protege a denominação e a origem territorial do produto, enquanto a inscrição no inventário nacional pretende salvaguardar os conhecimentos e práticas que asseguram a continuidade da tradição.

Para a ADAPVC, o registo europeu representa o culminar de mais uma etapa de um trabalho desenvolvido ao longo de décadas, abrindo “novas perspetivas para a sua valorização e afirmação além-fronteiras”.

A entidade destaca ainda o papel das sucessivas gerações de rendilheiras que preservaram e transmitiram este saber-fazer, mantendo-o como uma das manifestações da identidade cultural de Vila do Conde.

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