A Universidade do Minho tem 72 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, foi hoje divulgado pela instituição.
A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2026”, inclui quase 250 mil investigadores, sendo 1.060 deles ligados a instituições de Portugal. A UMinho surge com 17 unidades representadas e os seus primeiros nomeados na lista global são Natália Cruz-Martins (3.221.º lugar), Paulo Lourenço (5.738.º), Rui L. Reis (7.466.º), Fernando Pacheco-Torgal (9.545.º) e Assunção Flores (12.025.º).
De acordo com a UMinho, o documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 20 áreas e 174 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus referentes ao ano de 2025.
Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de “criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação”.
Da parte da UMinho, o Centro de Engenharia Biológica aparece com 19 investigadores: António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Carla Manuela Silva, Diana Priscila Pires, Eduardo Gudiña, Hugo Oliveira, José António Teixeira, Joana Azeredo, Lígia Rodrigues, Lúcia Chaves Simões, Luciana Pereira, Lucília Domingues, Luís Melo, Madalena Alves, Miguel Gama, Nuno Cerca, Ricardo N. Pereira, Russell Paterson e Sónia Silva. O Centro de Física tem dez representantes: Carlos Miguel Costa, Filipe Vaz, Frank Nelson Crespilho, João C. Barbosa, José Pedro Silva, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Libânio Martins, Senentxu Lanceros-Mendez e Vasco Teixeira.
Seguem-se com oito elementos o Grupo 3B’s (Banani Kundu, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis, Sandra Pina, Subhas Kundu, Tiago Silva, Vítor Correlo) e, com seis, o Centro Algoritmi (Anabela Alves, João Luís Afonso, João Varajão, Paulo Cortez, Sandro Pinto, Vitor Monteiro). Já o Centro de Microssistemas Eletromecânicos surge com Filipe Marques, Filipe Samuel Silva, Flávio Bartolomeu, Hélder Puga e Paulo Flores. Da parte do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde estão Agostinho Carvalho, António Salgado, João Espregueira-Mendes, Natália Cruz-Martins e Rui M. Reis.
Com três cientistas aparecem o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (Andrea Zille, Helena Felgueiras, Raúl Fangueiro), o Centro de Química (Daniela Correia, Renato Gonçalves, Rita Figueira) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (Joaquim Barros, Shaghayegh Karimzadeh, Paulo Lourenço).
A lista inclui igualmente Assunção Flores e Rute Santos, do Centro de Investigação em Estudos da Criança, além de Fernando Pacheco-Torgal e Paulo Ribeiro, do Centro de Território, Ambiente e Construção. Juntam-se ainda Ronaldo Sousa (Centro de Biologia Molecular e Ambiental), Beatriz Casais (Centro de Investigação em Gestão, Mercados e Sociedade), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais), José Brilha (Instituto de Ciências da Terra), Loïc Hilliou (Instituto de Polímeros e Compósitos) e Rui A. Lima (Centro de Engenharia Mecânica e Sustentabilidade de Recursos).
O estudo da Universidade de Stanford e da Elsevier apresenta uma segunda lista, de “carreira”, em que da UMinho surgem também Marian Brownell Anderson (Escola de Medicina), José Covas, Júlio Viana (ambos do Instituto de Polímeros e Compósitos), Manuel Filipe Costa, Yuliy Bludov (ambos do Centro de Física) e Wolfram Erlhagen (Centro de Matemática).
O PS de Guimarães acusou hoje o presidente da Câmara de nomear antigos dirigentes e responsáveis do PSD para cargos de direção técnica da administração municipal, considerando que a opção de Ricardo Araújo “suscita dúvidas” legais, institucionais e éticas.
“O Partido Socialista de Guimarães considera politicamente grave a opção do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, de promover antigos dirigentes e responsáveis partidários do PSD para cargos de direção técnica da administração municipal, recorrendo a nomeações em regime de substituição, sem concurso público prévio e sem demonstrar adequadamente os fundamentos legais que justificam essas escolhas”, sustenta a concelhia do PS de Guimarães, em comunicado.
Em resposta enviada à agência Lusa, a Câmara de Guimarães “esclarece que a reestruturação orgânica da autarquia decorreu em estrita e rigorosa observância da lei e sob critérios de absoluta transparência”.
“Suscita sérias dúvidas de legalidade”
Na reunião de câmara de segunda-feira, André Sousa Casalta, “com um percurso de responsabilidade política no PSD”, foi proposto pela maioria PSD/CDS-PP para diretor municipal de Planeamento, Desenvolvimento do Território e Turismo.
“A esta nomeação junta-se a recente designação de Tiago Laranjeiro, antigo dirigente da JSD e até então adjunto do presidente da Câmara, para diretor do Departamento de Investimento, Inovação, Economia e Turismo, igualmente em regime de substituição e sem concurso público prévio”, refere a concelhia do PS.
Segundo o PS de Guimarães, esta opção “suscita sérias dúvidas de legalidade”, sublinhando que “o regime de substituição constitui um mecanismo excecional e transitório, não podendo ser utilizado para afastar, sem fundamentação suficiente, os princípios de transparência, mérito e igualdade de oportunidades que devem orientar o recrutamento de dirigentes municipais”.
“Não está em causa o direito de qualquer cidadão, independentemente da sua filiação partidária, de exercer funções na Administração Pública. Está em causa a obrigação de garantir que o acesso aos cargos de direção técnica obedece a critérios objetivos, procedimentos transparentes e exigências de mérito, competência e independência”, lê-se na nota.
Para os socialistas, “a passagem direta de elementos de confiança política do presidente da Câmara para posições de direção técnica da administração municipal levanta uma questão ética e institucional que não pode ser desvalorizada”.
“Os gabinetes políticos existem para apoiar os titulares de cargos políticos. Os dirigentes municipais existem para assegurar a continuidade, a competência técnica, a imparcialidade e a autonomia da Administração, independentemente de quem exerce o poder político”, sustenta a concelhia.
Autarquia diz que agiu no “estrito cumprimento da lei”
Na resposta enviada à Lusa, o município explica que “foram criadas novas unidades orgânicas na estrutura municipal, perfazendo atualmente a totalidade de 67 unidades orgânicas”, visando “dar resposta às necessidades emergentes do concelho e em cumprimento do programa político sufragado pela maioria dos vimaranenses”.
“É função do município assegurar a continuidade da prestação do serviço público, que não pode ser interrompido, razão por que a lei prevê todo um sistema de designação de dirigentes em regime de substituição. Seria, aliás, uma enorme irresponsabilidade aguardar pela realização de mais de 20 concursos para prover os novos cargos dirigentes, com as conhecidas delongas que os procedimentos concursais tipicamente acarretam”, justifica a autarquia.
A Câmara afirma que “não desconhece os procedimentos legais de nomeação de dirigentes”, reiterando que “cumpriu e cumprirá com rigor” a legalidade.
“É, assim, no estrito cumprimento da lei que irá submeter todos os dirigentes nomeados em regime de substituição ao necessário procedimento concursal, dentro dos prazos que a lei estabelece e com criteriosas regras de avaliação e transparência, que, ademais, serão públicas e escrutináveis”, assume o município.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Ricardo Araújo, autarca de Guimarães, assinalou hoje o primeiro aniversário da eleição como presidente da Câmara Municipal, deixando um “profundo agradecimento” aos vimaranenses.
“Ser presidente da Câmara Municipal de Guimarães é a maior honra da minha vida cívica e política. Um ano depois, o meu primeiro sentimento é de profundo agradecimento pela confiança dos vimaranenses e pela força com que, juntos, vivemos e sentimos o nosso concelho”, referiu.
Numa publicação na rede social Facebook, acompanhada pela música “People Have The Power”, de Patti Smith, o presidente da Câmara sublinha que este é um projeto que, desde a primeira hora, “se constrói verdadeiramente com e para todos os vimaranenses”: “É com esse compromisso, contando com todos, que estamos a construir o futuro de Guimarães”.
“Estamos a cumprir e a transformar com trabalho, proximidade e ação. Hoje, estamos cada vez mais Juntos por Guimarães”, conclui.
A Coligação Juntos Por Guimarães (PSD/CDS-PP) venceu as eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025 com maioria absoluta, elegendo seis vereadores, enquanto o PS, que governou este município nos 36 anos anteriores, elegeu quatro vereadores, e o Chega um.
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Os Jardins Históricos da Casa de Margaride, em Guimarães, passam a integrar a mais prestigiada Rota internacional de Jardins Históricos, juntando-se ao Parque de Serralves, aos Jardins do Palácio Nacional de Queluz e aos Parques da Pena e de Monserrate, em Sintra, foi hoje anunciado.
Em comunicado enviado a O MINHO, a Casa de Margaride explica que a candidatura foi aprovada na Assembleia Geral da European Route of Historic Gardens (ERHG), realizada em Atenas de 07 a 09 deste mês.
“Esta admissão constitui um novo marco num percurso de conservação, valorização e reconhecimento patrimonial que, ao longo dos últimos catorze anos, tem alcançado sucessivas distinções nacionais e internacionais”, salienta o comunicado.
Para a Casa de Margaride, reveste-se de particular importância a integração numa Rota certificada como Itinerário Cultural do Conselho da Europa, distinção que confere a este reconhecimento uma dimensão europeia de especial prestígio.
“A admissão dos Jardins Históricos da Casa de Margaride inscreve este património vimaranense num percurso de valorização da história, da cultura e da paisagem europeias, reforçando a sua projeção internacional e o seu significado para Guimarães”, destaca.
Em 2012, a classificação da Casa e dos Jardins de Margaride como Monumento de Interesse Público reconheceu a dimensão arquitectónica deste conjunto histórico. Dez anos depois, em 2022, a classificação do jardim como Arvoredo de Interesse Público consagrou também o seu valor botânico, tendo, nesse mesmo ano, três das suas árvores sido autonomamente classificadas como de Interesse Público.
“Esta dupla classificação reconhece, assim, duas dimensões complementares do seu valor patrimonial e faz de Margaride o único jardim privado do Norte de Portugal duplamente inscrito no rol do Património Nacional”, observa a Casa de Margaride.
Em 2023, uma camélia japónica do jardim, classificada como de Interesse Público em 2022, foi eleita Árvore do Ano de Guimarães. Em 2024, o mesmo exemplar conquistou o título de Árvore do Ano de Portugal e, em 2025, representou o país no concurso Árvore Europeia do Ano, alcançando o quarto lugar.
“Em 2026, a integração na Rota Europeia de Jardins Históricos vem dar continuidade a este percurso e coroar o consistente e apurado trabalho de conservação, valorização e promoção que a Casa e os Jardins de Margaride têm vindo a desenvolver. Às classificações patrimoniais de 2012 e 2022 e às distinções alcançadas entre 2023 e 2024 sucede agora a admissão numa Rota internacional, que reconhece o valor histórico, paisagístico e botânico de um jardim que alia património vivo, autenticidade e continuidade familiar”, pode ler-se no comunicado.
Documentada desde 1021 e na mesma família há mais de cinco séculos, ao longo de treze gerações, a Casa de Margaride conserva um jardim barroco português criado por volta de 1675. Murado e organizado em três espaços de composição sequencial, axial e simétrica, distingue-se pela singularidade e raridade da sua coleção de camélias multiseculares, cujo porte e trabalho em topiária lhe conferem excecional valor botânico e paisagístico.
Sobressai a Casa de Fresco: uma estrutura vegetal composta por uma monumental camélia com cerca de quinze metros de altura, circunscrita por uma alta sebe de buxo, formando um círculo com cerca de quarenta metros de perímetro. Parterres de flores sazonais, fontes, muros e um antigo sistema hidráulico em pleno funcionamento completam o conjunto.
“No ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, esta distinção evidencia o contributo dos agentes públicos e privados para a conservação da natureza e do património, demonstrando como a preservação de um jardim histórico pode conciliar memória, biodiversidade e valorização do território”, enfatiza.
“Membro fundador da Rota Portuguesa de Jardins Históricos, Margaride reforça, com esta admissão, a sua projeção internacional e abre novas oportunidades de cooperação e turismo cultural. Estima-se que, ao longo de 2026, a Casa e os Jardins de Margaride recebam cerca de 2.000 visitantes, contribuindo para a valorização da oferta cultural e turística de Guimarães”, conclui o comunicado.
O Vitória de Guimarães afunda na crise com uma nova derrota. Enquanto isso o Santa Clara surpreende no topo e o voleibol do Sporting vence a Taça Ibérica.
Fogo teve origem numa queima não autorizada, tendo o autor perdido o controlo. O suspeito foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.
Um homem, de 52 anos, foi detido pelo crime de incêndio florestal, no concelho de Guimarães, na passada sexta-feira, informou a GNR.
Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Territorial de Braga refere que “os militares da Guarda verificaram que o incêndio teve origem numa queima não autorizada de amontoados de sobrantes provenientes de corte/desbaste de árvores, cujo autor perdeu o controlo provocando assim um incêndio descontrolado que só foi possível extinguir com a presença dos bombeiros”.
O detido foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Braga – DIAP de Guimarães.
A GNR salienta que “a realização de queimas de sobrantes e queimadas está sujeita a comunicação prévia ou a pedido de autorização, conforme o regime jurídico aplicável. Ainda que devidamente autorizadas, estas ações devem ser efetuadas com o estrito cumprimento das normas de segurança definidas pelas entidades competentes, atendendo às condições meteorológicas e ao risco de incêndio rural”.
A Plenergy, gasolineira ‘low-cost’ espanhola que inaugurou, recentemente, postos em Ponte de Lima, Braga e Guimarães, já abriu um novo espaço no Norte, desta vez na cidade do Porto.
“A chegada à segunda maior cidade do país sublinha o compromisso da empresa em alargar a sua rede de abastecimento, proporcionando o acesso a combustível de alta qualidade a cada vez mais consumidores”, salienta a Plenergy em comunicado enviado a O MINHO.
A mais recente estação da marca está localizada na Avenida da Cidade de León, próxima do Nó das Areias da A43, na área envolvente ao Parque Oriental da cidade do Porto. “Tendo em vista a garantia de um serviço ágil e adaptado à elevada mobilidade que caracteriza os grandes centros urbanos, o posto está dotado de duas ilhas de abastecimento, concebidas para assegurar a fluidez e a eficiência no momento do abastecimento”, sublinha o comunicado.
Em total alinhamento com a identidade da operação, a estação do Porto adotará um modelo de funcionamento híbrido. O espaço encontra-se operacional para abastecimentos de forma automática durante 24 horas por dia, dispondo de uma equipa presencial de colaboradores durante o período diurno para prestar apoio direto aos clientes.
A operadora salienta que “mantém a sua premissa de negócio intacta: aliar a excelência do produto a uma clara vantagem financeira, assegurando aos clientes poupanças que rondam os 10% face à média de preços praticados a nível regional”.
“A abertura desta primeira estação na cidade do Porto representa um momento decisivo para a consolidação da nossa operação a nível nacional. Estamos focados em executar o nosso plano de crescimento, assegurando que as famílias dispõem de uma alternativa que oferece os mais elevados padrões de qualidade, conjugados com uma poupança diária efetiva”, afirma Tiago Preguiça, responsável da Plenergy em Portugal, citado no comuniciado.
Atualmente, a Plenergy conta com 23 estações em funcionamento em Portugal e prevê continuar a reforçar a presença no país até final de 2026, com novas aberturas em Palmela, Moita, Coimbra, Vale de Cambra e Almada.
Com a vitória, o Benfica soma 19 pontos e ocupa o segundo lugar da tabela, e continua na perseguição do FC Porto, que lidera o campeonato, com 24 pontos. Ainda, MURPI exige explicações sobre pensões.
Marco Silva destacou meia hora "muito boa", admitiu que faltou depois alguma paciência na gestão do jogo mas falou de uma vitória justa "sem conceder oportunidades" carimbada com um golo de Sudakov.
O padre Guilherme Peixoto, natural de Guimarães, atuou esta sexta-feira no Complexo de Alojamento Permanente Almafuerte II, um estabelecimento prisional em Mendoza, na Argentina, durante a inauguração de uma capela construída por reclusos.
Segundo o porta-voz do Arcebispado de Mendoza, Marcelo De Benedectis, citado pelo site do Governo de Mendoza, “é a primeira cadeia que o padre Guilherme visita fora de Portugal”.
A capela inaugurada é dedicada a São Carlo Acutis, o “santo dos millennials”.
Segundo a mesma fonte, a atividade reuniu cerca de 120 jovens adultos entre os 18 e os 21 anos, e cerca de 30 mulheres.
“Durante a visita, o sacerdote partilhou palavras de reflexão e fez uma intervenção musical, utilizando a música eletrónica como ferramenta para transmitir a sua mensagem espiritual”, descreve a mesma fonte, lembrando que Guilherme Peixoto é internacionalmente conhecido por combinar música eletrónica com cantos gregorianos e mensagens religiosas.
A passagem pelo complexo prisional ocorreu no âmbito da sua visita a Mendoza, onde tem prevista uma apresentação no Teatro Grego Frank Romero Day.
El sacerdote y DJ portugués Guilherme Peixoto visitó este viernes el Complejo de Alojamiento Permanente Almafuerte II, en Mendoza, donde participó de la inau...
Benfica criou inúmeras oportunidades apoiado nos lances de génio de Prestianni, perdeu gás mas entrada de Echeverri deu o mote para nova aceleração que fechou de vez o regresso aos triunfos (2-0).
Prestianni e Echeverri construíram o lance do segundo golo marcado por Sudakov, que tinha acabado de entrar em campo
Depois da derrota no Dragão, e numa ronda em que FC Porto e Sporting já tinham ganho, Benfica regressou aos triunfos na Luz frente ao V. Guimarães (2-0). Dahl (24') e Sudakov (75') marcaram os golos.
O jogo marca o regresso de ambas as equipas à Liga Portugal depois da pausa para seleções de cerca de 3 semanas. Ainda, Trump tenciona falar com o príncipe herdeiro saudita sobre o ataque.
Os autarcas do Pentágono Urbano pediram hoje ao Governo respostas para os setores têxtil, do vestuário e do calçado, que passam por uma “crise complicada, muito fruto do contexto internacional”.
No final de uma reunião em Barcelos, o presidente do Pentágono Urbano, Mário Constantino Lopes, sublinhou que a região do Minho representa quase 50% dos setores têxtil, do vestuário e do calçado a nível nacional.
O Pentágono Urbano é uma associação de municípios que junta Barcelos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Viana do Castelo.
“Percebemos que a nossa região é muito forte nestes três setores, do têxtil, do vestuário e do calçado, e que, atualmente, passamos uma crise complicada nestes setores, muito fruto do contexto internacional que vivemos”, disse Mário Constantino, também presidente da Câmara de Barcelos.
Aludiu, concretamente, à questão da energia, à questão dos mercados, à retração do consumo e também à “competição desleal com alguns dos mercados que têm custos de contexto muito mais acessíveis do que Portugal”.
Nesse sentido, o Pentágono decidiu sentar à mesa empresários daqueles setores e vários organismos tutelados pelo Ministério da Economia, incluindo o secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, para identificar as dificuldades e constrangimentos daqueles setores e quais as oportunidades e os caminhos à disposição.
“Só nestes cinco municípios, e nos municípios que integram também o Ave, o Cávado e o Alto Minho, estão 50% do têxtil, vestuário e calçado a nível nacional, o que é um número absolutamente avassalador”, sublinhou.
O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.
Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.
A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.
Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.
A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.
A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.
O Grupo MCA, de Guimarães, assinou dois protocolos de cooperação com a Universidade Agostinho Neto (UAN), o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) para a construção de duas “escolas sustentáveis”, no Cazombo e no Luau, na província do Moxico Leste, em Angola, foi hoje divulgado pela empresa.
As escolas terão, no total, 19 salas de aulas para até 1.520 alunos e serão construídas segundo princípios de sustentabilidade, recorrendo maioritariamente à argila, uma matéria-prima de origem local, e ao reaproveitamento de madeira das paletes utilizadas no transporte dos painéis solares dos projetos fotovoltaicos da MCA. Os edifícios beneficiarão ainda da energia produzida por essas infraestruturas.
“Estas escolas representam muito mais do que novas infraestruturas: são um investimento no futuro das comunidades. Este projeto mostra como o conhecimento académico, o investimento empresarial, as políticas públicas e a participação local podem trabalhar em conjunto para criar respostas concretas e duradouras. Ao criar melhores condições de aprendizagem, promover formação profissional certificada e envolver a população local no próprio processo de construção, estamos a transformar esta iniciativa numa oportunidade de capacitação, emprego e desenvolvimento sustentável. Queremos deixar escolas, mas queremos também deixar conhecimento, competências e confiança nas comunidades, para que este impacto continue muito para além da conclusão das obras”, salienta Elisabete Alves, PCA da MCA Angola, citada em comunicado.
As escolas do Luau e do Cazombo são as primeiras a surgir nos territórios onde a MCA está a desenvolver projetos de energia e eletrificação em Angola, procurando “prolongar o impacto desses investimentos para além da infraestrutura energética”.
A ligação às infraestruturas de energia renovável desenvolvidas pela MCA nestas regiões é um dos seus elementos distintivos: “a energia necessária ao funcionamento das escolas será produzida pelos parques fotovoltaicos, contribuindo para um modelo de ensino mais sustentável e adaptado à realidade local”.
A disponibilidade de eletricidade permitirá ainda “prolongar o horário de utilização dos espaços e otimizar a formação profissional, comprovando, no terreno, os efeitos práticos da eletrificação na educação e na capacitação das comunidades”, explica a empresa de Guimarães.
A escola do Luau terá 12 salas com capacidade para mais de 900 alunos por ano e a escola de Cazombo terá sete salas e capacidade para mais de 500 alunos por ano, distribuídos em dois turnos diários.
O mobiliário escolar será produzido nas carpintarias da MCA, no âmbito do projeto “Re-cycle”, cuja matéria-prima é, igualmente, a madeira das paletes. A produção do mobiliário ocorrerá em regime de capacitação para jovens locais, que receberão formação nas carpintarias da empresa e terão acesso a certificações emitidas pelo INEFOP.
O Departamento de Arquitetura da Faculdade de Engenharia da UAN será responsável pela conceção dos projetos de arquitetura e de mobiliário escolar e pelo acompanhamento da execução em obra. Já o Ministério da Educação tem a responsabilidade de assegurar os terrenos, as licenças e as aprovações necessárias, bem como o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a alocação de professores, auxiliares e restantes profissionais.
Sempre que possível, pais e familiares dos futuros alunos, bem como outros membros das comunidades, poderão participar na construção das escolas em regime de formação, sob responsabilidade e certificação do INEFOP. “A formação profissional decorrerá em contexto real de trabalho, com acompanhamento técnico e orientação profissional, para o desenvolvimento de competências ajustadas às necessidades do mercado de trabalho local”, acrescenta.
O INEFOP ficará responsável por identificar, selecionar, formar e certificar candidatos das comunidades locais, bem como disponibilizar técnicos e formadores especializados para apoiar as ações de formação. No final destas ações, está prevista a emissão de diplomas e o registo dos formandos na base de dados do Instituto como candidatos a oportunidades profissionais nas respetivas áreas.
O administrador da Agência para a Integração, Migrações e Asilo César Teixeira, de Guimarães, será o novo presidente da estrutura, anunciou hoje o ministro da Presidência, avisando que o país entrou numa nova fase de gestão do processo migratório.
Numa audiência na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Leitão Amaro elogiou o atual presidente, Pedro Portugal Gaspar, com quem foi feito um balanço da “primeira fase” da gestão da política migratória, que incluiu a resolução de pendências e as alterações legais.
“Chegamos conjuntamente à conclusão de que os resultados foram muito positivos” e o Governo “demonstrou grande confiança na capacidade de trabalho” do atual presidente, mas é “necessária uma nova fase em que as prioridades são outras”.
“A decisão foi uma evolução na continuidade” e este ano “haverá um novo presidente, que é atual membro do conselho diretivo, César Teixeira”, disse.
“Contamos com o doutor Pedro Portugal Gaspar para outras funções”, mas “não será necessariamente aquilo que a senhora deputada diz”, disse, respondendo a Vanessa Barata (Chega), que recordou que o nome do ainda presidente estava para ser ouvido para a Autoridade de Concorrência.
César Nuno da Costa Teixeira é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1998) e frequentou o Curso de Fiscalidade Empresarial pela Universidade Católica Portuguesa (2001).
Foi advogado na CLT – Sociedade de Advogados, que tem o ex-deputado e ex-vice-presidente do PSD André Coelho Lima como sócio principal, e é deputado social-democrata da Assembleia Municipal de Guimarães desde 2021, órgão que é hoje presidido pelo secretário de Estado Adjunto da Presidência e Imigração, Rui Armindo de Freitas, que tem a tutela da AIMA.
A par de Pedro Portugal Gaspar, César Teixeira é o único elemento do conselho diretivo da AIMA, nomeado no governo anterior da AD, em 2024, que permanecia em funções.
“A razão [da escolha] pode ser resumida nisto: consideramos ser necessária uma evolução na continuidade”, afirmou António Leitão Amaro.