O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a sentença cível de Barcelos que condenou o senhorio de uma loja de comércio a retalho a fazer obras no prédio de forma a evitar as infiltrações de água.
Os juízes determinaram, ainda, que o inquilino, a loja Bela Prenda, Lda, de Santo Tirso, passa a pagar apenas metade da renda, enquanto as obras não estiverem concluídas.
Na ação, o queixoso pedia que o dono do prédio, a firma Francisco Lopes da Silva Lda, da Apúlia, Esposende, procedesse, “de forma imediata, urgente e integral, à execução de todas as obras necessárias e tecnicamente qualificadas, designadamente ao nível do telhado e da cobertura do imóvel arrendado, bem como à eliminação de todas as infiltrações e patologias, por forma a repor as condições mínimas de segurança, salubridade, estabilidade estrutural e aptidão funcional do locado”.
Os factos provados indicam que Bela Prenda tem como objeto social o comércio a retalho de brinquedos, loiças, marroquinaria, vestuário, acessórios de vestuário, roupa interior, artigos para o lar, eletrodomésticos, bijuteria, artigos de decoração, malas, carteiras e artigos orientais.
Arrendado por 60 mil ao ano
Por contrato celebrado em 2023, a imobiliária declarou dar-lhe de arrendamento o espaço, pelo prazo de 10 anos e para fins exclusivamente comerciais, sito em Santo Tirso.
O arrendamento era feito mediante o pagamento anual de 60 mil euros no primeiro ano de vigência, de 63 mil, no segundo ano de vigência, de 66 mil, no terceiro ano, sendo tal montante atualizado por aplicação do coeficiente em vigor, a partir do quarto ano de vigência.
Então, o inquilino passou a ali explorar um estabelecimento comercial aberto ao público, com organização permanente de stock, mobiliário, equipamentos e trabalhadores.
Sucede que, concluiu o Tribunal “pelo menos desde novembro de 2025, o imóvel vem apresentando infiltrações de água, infiltrações essas que se manifestam principalmente em períodos de chuva, permitindo a entrada direta de água no interior das frações, afetando tetos, paredes, pavimentos, mercadorias e zonas de circulação”.
O que afeta a utilização do espaço, a segurança de pessoas e a atividade comercial.
Quem circula habitualmente pela EN125, em Faro, provavelmente já conhece este radar. O equipamento encontra-se ao quilómetro 102,0, na freguesia de São Pedro, e controla os veículos que seguem no sentido Oeste–Este.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) chegou a colocar este local entre os cinco radares do sistema SINCRO com maior número de infrações registadas em Portugal, num conjunto que concentrava cerca de um terço de todas as infrações detetadas pelos 61 locais de controlo então existentes.
Radar fica na EN125 e o limite é de 70 km/h
O equipamento está instalado na EN125, ao quilómetro 102,0, em Faro, e fiscaliza a velocidade no sentido Oeste–Este.
De acordo com os dados oficiais do sistema Radares à Vista, trata-se de um radar de velocidade instantânea e o limite naquele ponto é de 70 km/h.
O equipamento integra a primeira fase do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade e a via é gerida pelas Infraestruturas de Portugal.
Cinco radares concentravam cerca de um terço das infrações
Quando divulgou os dados, a ANSR identificou cinco locais que se destacavam pelo elevado número de excessos de velocidade.
Além do radar da EN125, em Faro, faziam parte desse grupo equipamentos instalados na A1, em Coimbra, na A4, em Matosinhos, na A29, em Vila Nova de Gaia, e na A23, em Vila Nova da Barquinha.
No conjunto, estes cinco locais representavam aproximadamente um terço das infrações registadas no SINCRO na altura.
Algarve tem atualmente vários radares fixos
A rede de controlo de velocidade na região foi entretanto reforçada.
Além do equipamento de Faro, existem radares fixos na EN125 em Lagoa, Guia e Ferreiras, outro na EN125-10, em Montenegro, e ainda um equipamento na A2, em Paderne.
Os limites não são iguais em todos os locais. Na EN125 variam entre os 70 e os 80 km/h nos pontos controlados, enquanto o equipamento instalado na A2 fiscaliza um limite de 120 km/h.
Radares são instalados para reduzir sinistralidade
A ANSR sublinha que o objetivo destes equipamentos não é apenas detetar infrações, mas sobretudo reduzir a velocidade e a gravidade dos acidentes.
Nos primeiros locais onde o SINCRO foi instalado, a autoridade registou uma redução de 36% nos acidentes com vítimas, 74% nas vítimas mortais e 44% nos feridos graves, quando comparados os períodos anteriores e posteriores à entrada em funcionamento dos radares.
Por isso, apesar de o radar da EN125 em Faro ter ficado conhecido pelo elevado número de infrações registadas, a recomendação mantém-se simples: respeitar o limite de 70 km/h naquele troço, independentemente da presença do equipamento.
O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou o pagamento de uma indemnização de 7.150 euros, por parte de uma seguradora, ao antigo jogador de hóquei em patins, André Azevedo, hoje com 50 anos, que, em 2018, quando defendia as cores da Juventude de Viana, por ter levado com uma bola na cara, que lhe atingiu o olho direito.
A «bolada» causou-lhe um traumatismo, que veio a resultar numa perda permanente e irreparável da visão no olho direito.
O atleta, natural do Porto e antigo atleta do FC Porto, alegou, ainda, que essa limitação visual “representa um impacto significativo na sua qualidade de vida e nas suas atividades diárias, e que o bem-estar e a subsistência da sua família dependiam diretamente dos rendimentos que auferia”.
Mais alega que à data dos factos era atleta federado da Federação Portuguesa de Patinagem, sendo jogador do clube Associação Juventude de Viana, e que a relação com o Clube era uma relação comercial, recebendo por cada jogo em que participava, cerca de 1.500 euros acrescidos das despesas de alimentação e deslocação.
André Azevedo, que teve de deixar de jogar hóquei e, à data, tornar-se treinador queria, também ser indemnizado por danos morais, mas os juízes desembargadores da Relação concluíram que, e baseando-se na orientação do Supremo Tribunal de Justiça, “a cobertura do contrato de seguro desportivo não abrange a reparação dos danos não patrimoniais sofridos pelo segurado”.
Levado ao Hospital e operado
Os factos provados indicam que, no dia 27 de janeiro de 2018, por volta das 18:00, o autor participou, na qualidade de jogador do clube, numa partida de hóquei referente à 14ª jornada do campeonato nacional;
Aí, num lance de jogo da equipa adversária, a bola de hóquei atingiu-o no rosto causando-lhe traumatismo no olho direito.
Na sequência da lesão sofrida, foi transportado para o Hospital de Viana e, subsequentemente, transferido para o do Porto, onde foi admitido na urgência do Hospital do Porto, pelas 00:15, por traumatismo na face/região orbitária direita, por bola de hóquei;
No dia 30 de Janeiro de 2018, o hoquista foi submetido a uma primeira intervenção cirúrgica, mas, no dia 6 de fevereiro de 2018 foi necessário realizar uma nova intervenção;
A seguir, no dia 19, passou por uma segunda cirurgia.
Mais tarde, no dia 04 de junho, foi admitido novamente no serviço de oftalmologia devido a um descolamento da retina inferior no olho direito. E foi submetido a nova intervenção.
André Azevedo foi, ainda, a consultas de oftalmologia em 02 de maio de 2018 e em 11 de março de 2020.
EL ESPEJO DE MEDUSA. Montse Mínguez tenía una portavocía maricarmenista y a la vez, como desveló Artículo 14, un churri desahuciador y Gran Tenedor (hay que ponerlo en mayúscula, que uno lo ve como un título a medio camino entre Gran Maestre y Mesonero Mayor). O sea, que era digna portavoz de este PSOE completamente disociado entre el discurso y los actos. Más que portavoz, Mínguez, con su presencia de Medusa, era algo así como el mascarón de proa del sanchismo, a la vez emblema y ariete. En las televisiones impías ponían las recopilaciones de sus frases sobre vivienda, espantando a los buitres desde la tribuna del Congreso, desde los atriles como brocales, desde la radio como un entresuelo invadido por palomas: “Con los fondos buitre o con las familias”, “de lo que se trata es de que la vivienda sea considerada como un derecho, no como un negocio”, “quieren echar a la gente de sus barrios, que haya desahucios…”. Pero parece que el buitre vive con ella, como en su pelo de nido, como en la paja de su discurso, y que el Gran Tenedor, como el Gran Satán, duerme en casa.
Ante Susanna Griso, Mínguez, incluso desplumada de discurso y hasta de pelo, o precisamente por eso, seguía siendo una purista. Se quejó del “ataque personal”, “lo peor de la política”, como si el PSOE no lo usara, y mejor; como si ellos no hubieran llegado a la alcoba chorreante y al cuello de cisne de Ayuso o Feijóo, y, sobre todo, como si una incoherencia personal pudiera ser otra cosa que eso, personal. Olvidó de repente la justicia de las calles, y esa moral de los lagrimones como aldabas, para pasar a la estricta ley, a la “empresa que se dedica al alquiler y cumple la legalidad”, como si no hicieran eso mismo los fondos buitre, los Grandes Tenedores pantagruélicos, los caseros que desclavan ancianas de sus camas, todo lo que sale en sus discursos y en sus telepedros como puro mal. Susanna Griso le recordaba que ella había llamado a la empresa del caso de Maricarmen “pyme carroñera”, y eso que sólo tenía ese piso. Pero era un piso simbólico, paradigmático, modélico, algo como el piso piloto de la estrategia sanchista, con su gancho de olor a muerto como el gancho del olor a nuevo.
Mínguez era puro sanchismo, pillado y desentendido en “0,2”, que eso dijo ella, que “se desconectaba en 0,2” si seguían atacándola con sus contradicciones, ese espejo de Medusa. “Si hay un inquilino que no paga, se le desahucia”, llegó a declarar, indistinguible de los fachas crucíferos. Aunque tampoco pasa nada con las contradicciones si se olvidan o se obvian y enseguida se pasa a reconducir la realidad hasta el relato, justo lo contrario de lo que debería hacer la política: “Estamos hablando de un tema que es el derecho a la vivienda, y para defender el derecho a la vivienda estamos los socialistas”. Mínguez, mascarón y aldabón de fiera, ya es la nueva heroína y mártir del PSOE, no sólo acribillada por la verdad sino por ella misma, que no puede haber cosa más facha ni más sanchista.
Felipe de paisano, un rey consolador.
MARRUECOS CON FRAGATA Y EL REY CON SUVENIRES. El rey Felipe, de paisano, no iba a Ceuta a espantar fragatas marroquíes ni a plantar las nuestras, que parece que sólo las sacamos en musicales o para colgar luces de la patrona. El rey iba a consolar al pueblo, que tenía él algo de padre o tío con regalo de la Península a Ceuta, regalo inverso al que nos hacía ilusión de pequeños, esos relojes o radios que parecían traídos de una aventura en Cipango. Se nos había pasado ese detalle, el rey de paisano, el rey de caramelos, el rey de los autógrafos de tenista, hasta que en Espejo público el general Rafael Dávila explicó que, siendo la primera vez que el rey va a Ceuta, tendría que haber sido recibido con honores militares, revista a la tropa, corona floreada de salvas y palomas espantadas. Recordaba yo el otro día a ese general como un acerico de estrellas que visitaba mi cuartel y ante el que había que presentar fusiles, botas y peroles relucientes, y no caímos en que a Ceuta llegaba el rey como capitán general y lo recibían como si fuera David Bustamante. Parece que el Gobierno sólo permite que hagan alarde militar por allí los marroquíes, mientras nuestros soldados van con escoba, como yo en la mili, y nuestro rey va con suvenires.
El general Dávila se fijó en el detalle que se nos había pasado.
Esta semana hemos conocido que, durante el asalto a Ceuta, buques de guerra marroquíes llegaron a entrar en aguas españolas, y hasta pesqueros más o menos camuflados, como esos pesqueros rusos, sospechosos de farol y quietud, de la Guerra Fría. Para el general Dávila no había duda de que esos movimientos, junto con la presencia de agentes y militares marroquíes entre los asaltantes y la atención de satélites espías, fueron planeados por un Estado Mayor. Nuestro Gobierno mandó sus fragatas de la Virgen, pero con discreción y como a vela, como el propio rey, y aquí no nos enteramos de nada. El viernes, las noticias de Antena 3 nos contaban que, según fuentes policiales, habría habido tres incursiones de buques marroquíes, la última el jueves, aunque el Gobierno lo desmiente. En los viejos tiempos, nos enterábamos hasta de que un Mig había hecho una pasada rasante, precisamente para que tomáramos conciencia de la amenaza, del enemigo, pero con Marruecos no pasa eso. Marruecos no es tratado por Sánchez como una amenaza sino como un vecino más despistado que molesto, al que se le cuela una fragata como una rama del plátano de sombra en tu jardín, sin mala intención. Al intentar explicar lo inexplicable, o mejor lo que tiene una explicación inconveniente, nuestro Gobierno, por supuesto, se lió de nuevo.
Vicente Vallés, que no necesita ni énfasis ni floripondios, que practica como un aikido del periodismo para desarmar la política con sus propios actos y palabras (como otro espejo de Medusa con frialdad de bandeja de riñón), iba haciendo rodar a los ministros. Ángel Víctor Torres calificaba el incidente de “rutinario” y Elma Sáiz de “puntual”, algo que hacía señalar a Vallés que “o fue puntual o fue rutinario, pero las dos cosas a la vez resultan difíciles de cuadrar”. Y aún más difíciles de cuadrar, continuaba, con la tercera versión, la de Félix Bolaños ante Ferreras, que explicaba que no se había divulgado el incidente (él único reconocido, de momento) simplemente porque “afecta a la seguridad nacional”. Apuntaba Vallés que se entiende que no se difunda información sobre detalles militares, pero no el hecho en sí. La verdad es que desvelar el incidente no menoscaba en nada nuestra seguridad nacional, sólo la tranquilidad de Marruecos y, claro, la imagen de un Gobierno que prioriza esa tranquilidad de Marruecos, que quizá también es la suya, a la tranquilidad de Ceuta y toda España. Tan tranquilo estaba Sánchez confundiendo cañoneras con plátanos de sombra que luego se fue a la Mareta, efectivamente, a buscar sombra y a no dar guerra.
Vicente Vallés surfeando las contradicciones del Gobierno en Ceuta.
PURGATORIO SIN SÁNCHEZ. Silvia Intxaurrondo, monja con pizarrín del sanchismo, no pudo sino escandalizarse, exactamente como esa monja del sanchismo, dejando caer el pizarrín y levantando las cejas como manos que claman al cielo. Quien había provocado su escándalo era la descocada Irene Montero, sacerdotisa de esa izquierda blasfema que a veces siente la necesidad de blasfemar contra otras izquierdas e incluso contra el propio Sánchez, que les dio el sustento. Le había preguntado Intxaurrondo a Montero, como la monja que pregunta la lección, si Podemos se iba a integrar en el Frente Amplio, e Irene Montero contestó que no. Fue como si hubiera contestado “no” a una pregunta no política sino teológica, como si hubiera contestado “no” a la primera y fundante pregunta del catecismo de Ripalda, ese “¿sois cristiano?” que no cabía contestar sino con toda la gracia del Señor y toda la inconsciencia de los chiquillos. Intxaurrondo, con las cejas en el cielo, como alas devotísimas e iracundas, incrédula pero aún piadosa, parecía darle otra oportunidad: “¡¿No?¡”. Montero sonreía satánicamente, como comulgando su chicle de fresa de colegiala perversa, y repetía: “No”.
Solo sí es sí y no es no: Montero desafiando descarada a una incrédula Intxaurrondo.
La izquierda unida es un oxímoron. La izquierda verdadera está hecha de purismos que se desprecian, de sectas que se odian, de mesías que se arrancan las barbas, las cejas y los aperos herreros y guerrilleros unos a otros. El único que quiere una izquierda unida es Sánchez, ni siquiera Rufián, que sólo está buscando nuevo acomodo. Después de ser algo así como el mozo de cuadra castigador de Sánchez, se prepara para volver a ser ese corresponsal ateo, cínico y amargo del independentismo en el Vaticano del Estado español. También Irene Montero busca su sitio, no ideológico sino físico, su escañito como una mecedora de abuela, que ella ya parece la abuela del negocio de su populismo, como la abuela con negocio de confituras. Igual que Ada Colau busca su mitología, siempre sacrificial y llagosa, y Maíllo yo creo que busca, aristotélicamente, algún punto entre la utopía y el posibilismo. Cuando escribo aún puede haber sustos, apreturas y recolocaciones en esta izquierda extrema que, además, también parece izquierda terminal, con mucho menos para repartir y más para pelear. Pero lo cierto es que cada uno busca su sitio, su cuartel de invierno, su consuelo, su tabernita o su chocita, que la izquierda tiene muchas. La sorpresa de Intxaurrondo, la incredulidad de Intxaurrondo, que luego le dio mucha caña a Irene Montero, con aires de venganza divina, es la sorpresa y la incredulidad del sanchismo que no quiere darse cuenta de que hasta su izquierda fervorosa empieza a buscarse la vida o el purgatorio sin él.
O azeite é um dos produtos mais presentes nas casas portuguesas, mas o seu valor também o tornou um alvo atrativo para práticas fraudulentas. Entre os casos detetados pelas autoridades estão produtos constituídos por outros óleos alimentares que são rotulados e comercializados como se fossem azeite.
A própria ASAE alerta os consumidores para a necessidade de terem cuidados adicionais na compra, sobretudo quando encontram preços muito inferiores aos praticados habitualmente ou produtos vendidos sem informação clara sobre a origem e composição.
Preço demasiado baixo deve levantar suspeitas
Uma promoção não significa, por si só, que exista fraude. Ainda assim, a ASAE aconselha a desconfiar quando o azeite é comercializado a um preço muito abaixo da média do mercado, especialmente em vendas através da Internet, redes sociais, feiras ou circuitos menos controlados.
A razão é simples: substituir total ou parcialmente o azeite por óleos vegetais mais baratos permite vender o produto com margens elevadas, apesar de o consumidor acreditar que está a comprar azeite genuíno.
Em março de 2026, por exemplo, a autoridade anunciou a apreensão de cerca de 10 mil litros de óleo alimentar que estaria a ser vendido fraudulentamente como azeite virgem através das redes sociais, tendo encontrado ainda milhares de rótulos e material de embalamento.
Não compre azeite sem rótulo
Outro dos principais cuidados apontados pela autoridade é evitar produtos vendidos sem rotulagem adequada.
Num azeite comercializado legalmente, o consumidor deve conseguir encontrar informação como a denominação do produto, origem quando obrigatória, quantidade líquida, data de durabilidade, identificação do lote e nome e morada do responsável pelo produto.
No caso do azeite virgem e virgem extra, a indicação da origem é obrigatória. A rotulagem também não pode apresentar informação suscetível de induzir o consumidor em erro.
A cor não diz se o azeite é verdadeiro
Um azeite muito verde pode parecer melhor ou mais genuíno, mas a cor não é um método fiável para determinar a autenticidade ou qualidade.
A ASAE recomenda que os consumidores não façam a escolha exclusivamente com base na cor ou na acidez indicada, uma vez que estas características, isoladamente, não permitem perceber se existe adulteração.
Isto é particularmente relevante porque um óleo mais barato pode ser manipulado para adquirir uma aparência semelhante àquela que o consumidor associa ao azeite.
DOP e IGP podem dar informação adicional
Certificações como Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) permitem identificar produtos sujeitos a regras específicas de produção e origem.
Ainda assim, a existência de um símbolo ou expressão no rótulo não dispensa a verificação dos restantes elementos. A ASAE já apreendeu em investigações anteriores rótulos falsificados e produtos que utilizavam indevidamente referências a denominações protegidas.
O teste do frigorífico não é garantia
Um dos truques caseiros mais divulgados consiste em colocar o azeite no frigorífico ou congelador e avaliar a sua consistência. Esse método, porém, não permite confirmar com segurança se um produto é azeite genuíno.
A composição dos azeites varia e o comportamento a baixas temperaturas também pode ser diferente. Quando existe suspeita de fraude, a confirmação passa por análises físico-químicas e sensoriais em laboratório, como acontece nas investigações da ASAE. Na operação realizada em 2026, a autoridade recolheu amostras precisamente para esse tipo de análise.
Afinal, como reduzir o risco de comprar azeite falsificado?
A regra mais simples é juntar vários sinais: desconfiar de preços anormalmente baixos, evitar embalagens sem rótulo, confirmar a origem e a identificação do produtor ou embalador e ter especial cuidado com ofertas feitas através de redes sociais ou vendedores cuja proveniência não seja clara.
A ASAE lembra ainda que as menções obrigatórias presentes no rótulo são importantes indicadores de autenticidade e rastreabilidade. Se a embalagem não permite perceber claramente o que está a comprar, quem o colocou no mercado ou de onde vem o produto, há razões para ter cautela.
Falta pouco para voltar a acertar os relógios, mas a mudança ainda não acontece neste fim de semana. Portugal entra no horário de inverno na madrugada de sábado, 24, para domingo, 25 de outubro, com um atraso de 60 minutos. Para quem mantiver a hora habitual de se levantar, haverá uma hora adicional disponível para descansar.
A alteração segue a legislação reunida pelo Observatório Astronómico de Lisboa, que determina o regresso à hora de inverno no último domingo de outubro. O ajuste abrange o continente e as duas regiões autónomas, embora os relógios indiquem horas diferentes no momento da mudança.
A que horas é preciso atrasar os relógios?
Em Portugal continental e na Madeira, quando forem 02:00 de domingo, 25 de outubro, os relógios devem regressar às 01:00.
Nos Açores, o ajuste faz-se quando o relógio marcar 01:00, passando novamente para as 00:00. Apesar da diferença na hora local, a mudança ocorre no mesmo instante em todo o território nacional. O arquipélago mantém, assim, menos uma hora do que o continente e a Madeira.
Vamos dormir mais ou menos uma hora?
Nesta mudança, os ponteiros recuam. Isso significa que quem se deitar à hora habitual e acordar pela mesma hora do relógio poderá dormir mais 60 minutos.
Por exemplo, entre as 23:00 de sábado e as 07:00 de domingo decorrerão nove horas, em vez de oito. O descanso efetivo dependerá, naturalmente, dos horários e do sono de cada pessoa.
É o dia civil de domingo que terá 25 horas, devido à repetição de uma hora durante a madrugada. Na passagem para o horário de verão acontece o contrário: os relógios avançam e o dia fica com 23 horas.
O telemóvel muda sozinho?
Os telemóveis e computadores costumam atualizar a hora automaticamente, desde que tenham as definições de data, hora e fuso horário corretamente configuradas. Convém confirmar essas opções antes de domingo, sobretudo se depender de um alarme para trabalhar ou viajar.
Já os relógios de parede, de pulso e alguns equipamentos domésticos ou automóveis podem precisar de ajuste manual. Nestes casos, pode atrasá-los uma hora antes de se deitar ou acertá-los na manhã seguinte.
Porque passa a anoitecer mais cedo?
Depois da alteração, o nascer e o pôr do sol passam a ocorrer uma hora mais cedo no relógio do que ocorreriam mantendo o horário de verão. A mudança não retira uma hora de luz ao dia: altera a forma como os horários das atividades se relacionam com a luz natural.
Em paralelo, os dias continuam a encurtar ao longo do outono. São dois efeitos distintos, embora ambos contribuam para a sensação de tardes mais curtas.
O fim da mudança da hora continua por decidir
A proposta para terminar com as alterações sazonais foi apresentada pela Comissão Europeia em 2018. O Parlamento Europeu adotou a sua posição em 2019, mas o processo não ficou concluído.
O Conselho da União Europeia esclarece que “até ser tomada uma decisão final, manter-se-á o sistema atual”. A sua informação institucional indica que ainda não existe acordo definitivo nem prazo estabelecido para abolir as mudanças.
Por isso, não está confirmado que esta seja a última vez que Portugal atrasa os relógios. Mantendo-se as regras atuais, a passagem seguinte para o horário de verão ocorrerá no último domingo de março: 28 de março de 2027.
Madalena Meyer Resende, especialista em relações internacionais, avisa que a Europa não tem capacidade militar para substituir os Estados Unidos no apoio antiaéreo e de inteligência à Ucrânia.
Há SUV familiares que desaparecem no parque do supermercado. O Cupra Terramar não é um deles. Estacionei-o numa rua de Lisboa, de manhã, com a pintura mate verde-manganês, e em menos de dez minutos já tinha um vizinho a perguntar que carro era aquele. Os faróis com três triângulos e o tom fosco justificam a curiosidade. A questão é saber se justificam também o preço, porque a unidade ensaiada, uma Tribe Edition VZ 1.5 e-Hybrid 272 DSG, custa mais de 66 mil euros.
Convém explicar como lá se chega. A versão base desta motorização fica nos 60 mil euros e os opcionais somam cerca de 6.200 euros: a pintura mate pesa 2.425 euros, o pack Intelligent Drive 1.195 euros, o Skyline 1.112 euros, os faróis LED Matrix Ultra 884 euros e o som Sennheiser 496 euros, além do cabo de carregamento por 152 euros. Quem quiser pagar menos tem margem. O Terramar arranca nos 44.500 euros com o 1.5 a gasolina e nos 58 mil euros na versão VZ Tribe Edition, sem extras.
A Cupra nasceu em 2018, quando a Seat autonomizou a linha, que vinha de “Cup Racing” e andava desde 1996 colada aos modelos desportivos, carregando um símbolo composto por dois triângulos sobrepostos desenhados por Alejandro Mesonero-Romanos, que procurou uma forma dinâmica, com base estável e direção clara.
O Terramar não nasce em Espanha. Sai da fábrica da Audi em Győr, na Hungria, e assenta na plataforma MQB Evo, a mesma base técnica do Volkswagen Tiguan. O autódromo que deu nome a este modelo nasceu do sonho de Francesc Armengol, apaixonado por corridas e criador de um projeto de cidade-jardim em Sitges, nos anos 20 do século passado. Ficou construído em 300 dias e abriu em 1923. O Terramar da Cupra recorda-o no nome e na ambição de agradar a quem gosta de conduzir.Hugo Amareal/ECO
O nome do Cupra testado pelo ECO vem do autódromo de Terramar, inaugurado em 1923 junto a Sitges. A marca diz que se inspirou na atitude das civilizações tribais. Na Tribe Edition, a referência ao clã está no próprio nome. Este será ainda o último Cupra com motor a combustão, já que a segunda geração passa para uma plataforma elétrica.
A rotina casa-trabalho foi onde este híbrido plug-in mais fez sentido. A bateria de 25,8 kWh dá uma autonomia homologada de 119 quilómetros que, em condições reais, nos permitiu viajar cerca de 90 quilómetros. Para quem faz cerca de 40 quilómetros por dia na cidade, isto significa carregar em casa à noite e passar semanas sem ver uma bomba de gasolina.
O arranque é silencioso, os 272 cv e os 400 Nm estão sempre disponíveis, e a DSG só se atrapalha de vez em quando, nas rotundas, ao escolher a mudança. O ponto fraco aparece nas ruas com remendos de alcatrão.
A suspensão é firme e o carro pesa cerca de 1.900 quilos, o que se sente em cada lomba. O amortecimento adaptativo da versão VZ ajuda, mas só até certo ponto. O ecrã de 12,9 polegadas é nítido, mas os comandos táteis do ar condicionado pedem uma atenção que devia estar na estrada, e os assistentes de condução intervêm com um zelo que acaba por irritar. O alerta de velocidade foi o primeiro que desliguei.
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
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No fim de semana, a família entrou a bordo: dois adultos, duas crianças e malas para dois dias. Seguimos por estradas nacionais até Sesimbra, com paragem no Cabo Espichel, com o Terramar a mostrar um controlo absoluto da situação, graças a uma direção rápida e precisa e uma forte aderência nas curvas.
Nas retas de ultrapassagem, os 7,3 segundos dos 0 aos 100 km/h chegam para despachar um camião sem dramas. Gastámos a bateria nos primeiros quilómetros e o resto fez-se em modo híbrido, com um consumo aceitável, mas longe dos 5,8 l/100 km oficiais.
Atrás, as crianças viajaram bem, mas não pelas melhores razões. Os bancos da frente, em concha e altos, tapam a visibilidade e comem espaço para as pernas. Contudo, o banco traseiro desliza 150 milímetros para a frente e para trás, reclina e dobra em 40/20/40, dando margem de manobra a quem viaja em segunda fila.
O Terramar não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
A mala é o segundo senão, oferecendo apenas 490 litros contra 540 litros da versão a gasolina, porque a bateria fica debaixo do piso. Cabem as malas de quatro pessoas, mas o carrinho de bebé teve de ser negociado. O Volkswagen Tiguan, que partilha a base técnica, oferece 652 litros e mais espaço atrás.
No Cabo Espichel, parámos para ver o farol e o santuário, e o carro continuou a ser assunto, sobretudo para os miúdos, que gostaram da iluminação ambiente em tom vermelho e dos triângulos luminosos. Dentro do habitáculo, os materiais não desiludem: há cobre nas costuras, microfibra nos bancos e uma montagem sem ruídos parasitas. Em alguns momentos, isso valeu mais do que a ficha técnica.
Resta o preço. Por 66.350 euros, o Terramar enfrenta o Tiguan eHybrid, o Peugeot 3008, o Toyota RAV4 híbrido plug-in, o Kia Sportage e até o BMW X1 e o Audi Q3. Alguns são mais espaçosos, outros têm um tratamento mais premium.
O Cupra ganha no desenho, na condução e no equipamento. Perde na mala, no espaço atrás e no conforto em piso mau. Não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
Para quem faz trajetos curtos e tem a possibilidade de carregar a bateria todas as noites, o Terramar é um bom carro. Mas 6.264 euros de extras compram muita coisa mais útil do que uma pintura mate, por isso vale a pena fazer contas antes de assinar.
Depois de dias com temperaturas acima do habitual para outubro, este fim de semana trouxe um arrefecimento gradual a Portugal continental. A mudança deverá notar-se nas noites e manhãs, com diferenças expressivas entre o interior e o litoral Sul.
A Meteored associa esta evolução à aproximação de uma massa de ar de origem polar, com maior impacto no Norte e Centro.
Domingo traz temperaturas abaixo dos 10 ºC
Na madrugada e manhã de domingo, dia 18, a Guarda poderá descer aos 8 ºC, enquanto Lisboa e Faro mantêm cerca de 18 ºC. Na Serra da Estrela, são previstos valores próximos dos 3 ºC.
Segunda-feira pode começar com 4 ºC na Guarda
O arrefecimento deverá acentuar-se na segunda-feira, 19 de outubro. Pelas 08h00, a previsão aponta para cerca de 4 ºC na Guarda, que poderá ser a cidade mais fria nessa manhã.
Na Serra da Estrela, os termómetros poderão aproximar-se dos 0 ºC. Faro surge com 18 ºC, mantendo um contraste significativo com o interior Centro.
Algarve mantém tardes mais amenas
Numa análise complementar da Meteored para o fim de semana, aponta-se para temperaturas de domingo maioritariamente entre os 22 ºC e os 24 ºC no Alentejo e Algarve.
Para a tarde desse dia, a previsão indica cerca de 16 ºC na Guarda e 17 ºC em Bragança. Porto, Aveiro, Braga e Coimbra poderão alcançar máximas até 22 ºC, enquanto Lisboa, Leiria e Santarém surgem com valores próximos dos 26 ºC.
Esta distribuição mostra que o arrefecimento terá intensidades diferentes consoante a região, mantendo-se o Sul mais ameno durante as horas de maior aquecimento.
Tendência poderá prolongar-se durante a semana
É possível a manutenção de mínimas baixas até domingo, 25 de outubro, com possibilidade de valores próximos ou inferiores a 10 ºC chegarem ao Sul.
Alrededor de las enormes fortificaciones que Israel ha levantado en Gaza no queda nada. Algunas de ellas se remontan a 2023, tras los atentados de Hamás aquel 7 de octubre y la posterior invasión de la Franja por parte de Israel. Pero la construcción de nuevos puestos se ha acelerado a partir del alto el fuego del 10 de octubre de 2025: al menos 15 de ellos aparecen por primera vez en imágenes de satélite en diciembre del año pasado. “Estos puestos sirven como bases a través de las cuales Israel mantiene y ejerce control territorial sobre Gaza”, asegura Sarah Sanbar, investigadora de la ONG Human Rights Watch (HRW).
Para localizar las fortificaciones militares israelíes en Gaza, hemos desarrollado un sistema de búsqueda visual basado en inteligencia artificial que nos ha permitido identificar estructuras similares entre cientos de imágenes de satélite. Después, hemos revisado y contrastado los resultados para distinguir las posiciones fortificadas de otras construcciones o movimientos de tierra.
En total, hemos analizado más de 600 imágenes de la Franja de Gaza, tomadas entre enero de 2023 y octubre de 2026, que suman más de 400 GB de información. La mayoría proceden de Planet Labs y tienen una resolución aproximada de medio metro por píxel. También hemos utilizado una imagen aérea del norte de Gaza, publicada en la plataforma GovMap del Gobierno de Israel, con una resolución aproximada de 15 centímetros por píxel.
La investigación se ha desarrollado en cinco fases, con sucesivas rondas de búsqueda y revisión:
1. Selección de ejemplos. Escogimos 15 imágenes de fortificaciones con características reconocibles: grandes muros de tierra, accesos protegidos, zanjas y estructuras interiores como barracones, vehículos o antenas. Añadimos otros 15 ejemplos de caminos, excavaciones y terrenos arrasados que podían confundirse con ellas.
2. Búsqueda mediante inteligencia artificial. Dividimos las imágenes en 1.550.108 fragmentos, procedentes de 602 escenas de Planet Labs y de la imagen aérea de GovMap. Desarrollamos una herramienta que comparó estos fragmentos con los ejemplos seleccionados y los ordenó según su similitud. Repetimos las búsquedas incorporando los resultados ya revisados para identificar nuevos candidatos. La inteligencia artificial nos ayudó a localizar posibles fortificaciones, pero no decidió cuáles lo eran.
3. Revisión y evolución temporal. Examinamos las propuestas, descartamos las coincidencias incorrectas y reunimos imágenes de distintas fechas para cada ubicación. Así pudimos reconstruir los cambios visibles en el terreno y observar cuándo aparecían las primeras modificaciones.
4. Comprobación de uso militar. Para distinguir las fortificaciones de otros recintos, buscamos indicios adicionales, especialmente estructuras compatibles con barracones o módulos prefabricados. Revisamos distintas fechas para comprobar si estas instalaciones habían estado presentes, incluso cuando el recinto aparecía posteriormente vacío. Estos elementos, junto con la configuración del terreno, reforzaron la identificación de las posiciones militares.
5. Recuento final. Tras descartar falsos positivos y agrupar las imágenes correspondientes a una misma ubicación, identificamos 50 posiciones fortificadas. Para documentar su evolución, elaboramos 50 series temporales con 4.382 imágenes, accesibles para los lectores de EL PAÍS, después de excluir los recortes sin cobertura suficiente.
Limitaciones de la investigación. La cobertura de las imágenes no es uniforme: no disponemos de todos los lugares en todas las fechas. Por eso, la primera imagen en la que aparece una construcción no indica necesariamente cuándo fue levantada.
Las 50 posiciones identificadas representan las fortificaciones que hemos podido verificar en el material disponible, no un censo exhaustivo de todas las existentes en Gaza. Aunque hemos revisado miles de candidatos, no podemos descartar que haya otras posiciones que nuestra herramienta no haya detectado.
Las imágenes nos permiten documentar las estructuras y su evolución, pero no determinar por sí solas la función exacta de cada instalación ni si estuvo ocupada de manera continua. Para ello necesitamos contrastar nuestras observaciones con otras fuentes.
Não basta reconhecer a importância da Enfermagem de Reabilitação nos discursos de circunstância. É necessário que esse reconhecimento se reflita na forma como os cuidados de saúde estão organizados
Renovar o passaporte com menos frequência foi a promessa que acompanhou o anúncio do alargamento da validade de cinco para 10 anos. Mais de dois anos depois, porém, quem vai pedir o documento deve ter atenção: a validade geral continua a ser de cinco anos, segundo a confirmação mais recente do Ministério da Justiça ao Polígrafo.
A medida foi anunciada pelo Governo em 16 de julho de 2024, num pacote de simplificação e digitalização dos serviços públicos. Entre as iniciativas apresentadas estava expressamente o aumento do prazo de validade do passaporte eletrónico português.
O que estava previsto para o novo passaporte
O processo avançou com a publicação do Despacho n.º 14284/2024, de 3 de dezembro, que criou um grupo de trabalho para desenvolver e implementar um novo modelo de passaporte.
O documento associava o alargamento da validade ao reforço da segurança, à modernização dos sistemas informáticos e à simplificação dos procedimentos. Um dos objetivos era permitir a reutilização dos dados biométricos recolhidos para o Cartão de Cidadão, reduzindo tarefas repetidas e deslocações dos cidadãos.
O grupo integra representantes de diferentes entidades, incluindo o Instituto dos Registos e do Notariado, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a Polícia Judiciária e os governos regionais.
Calendário apontava para o segundo trimestre de 2026
O despacho estabelecia que os trabalhos deveriam permitir disponibilizar o novo modelo “a partir do segundo trimestre de 2026”.
Essa referência dizia respeito ao desenvolvimento do documento. A criação do grupo de trabalho não alterou, por si só, a validade dos passaportes emitidos.
O diploma previa ainda relatórios trimestrais sobre a execução das atividades, bem como a preparação das alterações legais necessárias à concretização do projeto.
Ministério da Justiça confirma os cinco anos
Questionado pelo Polígrafo, o Ministério da Justiça esclareceu: “O passaporte eletrónico português mantém atualmente o prazo de validade de cinco anos”.
Na resposta acrescentada à verificação em 15 de outubro, a tutela indicou que o grupo de trabalho continua a desenvolver um documento com requisitos elevados de segurança. Referiu também que o eventual alargamento da validade permanece em estudo.
A informação divulgada não apresenta uma nova data para a aplicação dos 10 anos.
Com que validade deve contar quem vai renovar?
Para o passaporte comum, a regra geral mantém-se nos cinco anos. O artigo 24.º do regime legal, na redação introduzida pelo Decreto-Lei n.º 138/2006, estabelece esse prazo.
Assim, o anúncio dos 10 anos não prolonga a validade do documento que já tem. Para organizar uma viagem ou decidir quando pedir um novo passaporte, deve considerar a data de caducidade nele inscrita e as regras atualmente aplicáveis.
Several winters ago, a few weeks before Christmas, I went to confession. The parish close to work was hosting a reconciliation service, meant to prepare the faithful to celebrate the birth of Christ. A dozen or so priests were scattered across the cathedral. Penitents lined the aisles. Whispers of contrition and pardon filled the air.
The Catholic Church counsels believers to seek confession regularly—at the very least, once a year. I hadn’t been back in a few. So in addition to feeling spiritually unmoored, I was worried about how the priest would react to hearing about my hiatus. But when I told him, he simply smiled and said, “Welcome back.” His response put me at ease then, and it helped change how I approach the sacrament now: less as a nerve-racking ordeal, more as a moment of mercy.
Sacraments such as confession are central to Catholicism. Through them, the Church teaches that simple actions—having a conversation with a priest, eating bread and drinking wine—are, with grace, tangible encounters with God. For the past year, the Trump administration has been making it harder for Catholics at migrant-detention centers to have those encounters.
The most recent example came to light this month, when the Archdiocese of St. Louis filed a federal lawsuit over the visitation policy at Saint Genevieve County Jail in eastern Missouri. According to the claim, the 10 priests who minister at the jail aren’t allowed to celebrate Mass. The suit also alleges that priests are permitted to visit migrant detainees just once a week, during a four-hour period, and that the jail’s “no contact” security policy lets the clergy speak with detainees only over the phone, through a glass partition. As a result, the approximately 150 migrants at the jail at a given time—most of whom are Catholic, according to the archdiocese—have been going without their religious needs for weeks. Since the middle of 2025, according to the lawsuit, Saint Genevieve has housed approximately 3,000 people.
This isn’t the first time that Catholic clergy have complained that the government is preventing them from ministering to detained migrants. Last year, the Florida detention facility known as “Alligator Alcatraz” kept priests from visiting or offering Mass to detainees for a month, until an agreement was reached between the Archdiocese of Miami and state authorities. In May, after a six-month legal fight, a Catholic nonprofit won a preliminary injunction to let Catholic priests celebrate Mass and administer sacraments at the Broadview ICE processing center outside Chicago. And the administration’s immigration crackdowns seem to be hurting the Church more broadly. Dioceses across the country have reported decreased Mass attendance among Spanish-speaking parishioners who fear detention. ICE has reportedly conducted raids near Catholic churches during Mass hours.
The Department of Homeland Security has denied allegations of wrongdoing at Saint Genevieve. In a statement to multiple outlets, the agency said that the jail is not an ICE facility—although Saint Genevieve is listed as a detention facility on ICE’s website—and that it “ensures detainees are accommodated with religious services.” As described in the lawsuit, however, those accommodations disregard the religious significance of the Catholic sacraments.
Consider confession. The suit claims that at Saint Genevieve, conversations between detainees and priests are not private, and the phone lines that they use to talk may be monitored. These policies may be in place for security reasons, but confession is meant to be a private exchange between penitent and priest, who acts in persona Christi—in the person of Christ. Confession is “one of the most intimate, profound acts that someone can do,” David Inczauskis, a Jesuit priest who ministers at the Broadview ICE facility, told me. He added, “To state very specifically the sins that they have committed and to ask humbly for pardon and for peace” requires a “level of vulnerability” that is “very high.”
An even bigger problem comes up with the sacrament of the Eucharist, or Communion. The complaint includes an email from a deputy at the local sheriff’s office suggesting that priests “provide an unopened, individually wrapped Communion wafer” to a member of the detention center staff, who could then hand it to a detainee. This way of distributing the Eucharist would be “sacrilegious,” as Archbishop Mitchell Rozanski of St. Louis recently told Reuters. The Church teaches that the Eucharist is the “Body, Blood, Soul, and Divinity” of Christ—not a symbol, but God’s real presence. For that reason, Inczauskis said, the Church distributes the Eucharist through either ordained ministers or specially trained laypeople.
For much of the past quarter century, many conservative figures have taken up religious liberty as an essential cause. The Trump administration purported to continue these efforts when it established a commission last year meant to identify “emerging threats” to the exercise of faith. In June, the commission released a draft report claiming that “in recent years, Americans from all religious backgrounds have faced increasing persecution for their religious beliefs.” Some of the issues discussed in the report include rising anti-Semitism, how gender and sexuality is taught in schools, and conscience protections for health-care workers who object to participating in abortions or assisted suicides. The report said nothing about the administration’s migrant-detention practices.
When the commission was announced, my colleague Elizabeth Bruenig wrote that “Christians shouldn’t conclude” that it would “necessarily defend their interests.” That warning seems prescient a year and a half later. At Alligator Alcatraz, Broadview, and Saint Genevieve, the Catholic Church has shown that it believes that detainee access to the sacraments matters deeply. Given the choice between restricting immigration and protecting the religious liberty of migrants, the administration, too, has demonstrated where its values lie.
O Presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional, Ricardo Gomes, afirma que a demora no processo de licenciamento é o maior entrave à construção
Catarina Nicolau Campos, jurista no Banco de Portugal e chefe de gabinete do Grupo Parlamentar do CDS-PP é a convidada de Teresa Nogueira Pinto neste episódio do podcast À Direita
There is still over an hour before the protagonist appears, but the line already wraps around the block. Dozens of people wait patiently for their turn to see the man who has become the great hope of the Democratic left wing. When he begins to speak, pandemonium breaks out: “My name is Abdul El‑Sayed and I am going to be your next senator in Washington.” Over the next hour, the hundreds gathered in this venue will applaud, laugh, and cheer every word from the mouth of the new star of American politics, who has already made a fitted black T‑shirt and jeans his trademark look. We are in Lansing, Michigan’s capital, where one of the most gripping battles of the midterm elections — just over two weeks away — is being fought.
Abdul El‑Sayed, Democratic candidate for U.S. senator from Michigan, last Thursday after debating Republican Mike Rogers in Grand Rapids, United States.
La ayuda, que empieza a pagarse catorce meses después de cerrar la convocatoria, ha llegado ya a 1.217 jóvenes. Otras comunidades ampliaron el límite hasta 900 euros, como permite la norma estatal
Hasta 42.000 euros más por un piso de 90 metros: Aragón encarece la vivienda protegida con dos subidas en 16 meses
El Gobierno de Aragón mantuvo en 600 euros el tope de alquiler del Bono Alquiler Joven pese a que la normativa estatal le permitía elevarlo hasta 900, y a la última convocatoria se presentaron menos de la mitad de jóvenes que a la anterior: 2.935 frente a 6.531. Catorce meses después de cerrarse el plazo, la ayuda ha empezado a llegar a sus beneficiarios, según un informe del Departamento de Vivienda al que ha tenido acceso este medio.
La propia Consejería atribuye la caída de solicitudes a ese límite de 600 euros mensuales que fija el real decreto estatal para acceder a la ayuda. Según su explicación, la fuerte subida de los precios en los últimos años ha dejado fuera a muchas personas con alquileres por encima de ese tope, “pese a encontrarse en situación de necesidad” y aunque sus contratos respondan a precios de mercado.
El decreto que regula el bono, sin embargo, permite a las comunidades autónomas elevarlo hasta 900 euros en zonas donde los estudios del mercado del alquiler lo justifiquen, con el acuerdo del Ministerio. Otras autonomías lo hicieron en la misma etapa del programa: la Comunidad de Madrid, por ejemplo, fijó en su convocatoria de 2025 un tope de 900 euros para familias numerosas y determinados municipios.
Pero el Gobierno de Aragón no lo solicitó. Fuentes del Departamento explican que, al preparar la convocatoria, “no se previó una caída de solicitudes de esa magnitud” en el tramo de alquileres de hasta 600 euros. Las mismas fuentes indican que se consideró el “riesgo de que elevar el umbral pudiera favorecer un encarecimiento de los nuevos contratos”, de forma que el aumento de los alquileres absorbiera parte de la ayuda.
Ese argumento no le impide ahora ir más allá: según el Departamento, las futuras convocatorias cubrirán rentas de hasta 1.000 euros. Este año, en todo caso, no habrá nueva convocatoria. La Consejería prevé una bianual en 2027, cuando se firme el convenio con el Ministerio para aplicar el nuevo Plan Estatal de Vivienda 2026-2030.
Más de un año sin cobrar
Según el informe, 1.217 jóvenes tienen ya la ayuda concedida y pagada, por un importe de 2,8 millones de euros, mientras que otros 2 millones están en fase de pago. Pese a esto, casi un tercio de las solicitudes continúa sin resolverse.
La convocatoria, correspondiente a 2024-2025, se abrió en julio del año pasado y se cerró mes y medio más tarde. Durante más de un año ninguno de los solicitantes cobró: a 31 de julio de 2026, según el dato público de ejecución presupuestaria del Gobierno de Aragón, el gasto reconocido con cargo al fondo del bono era de 48.620 euros, a pesar de que el Ministerio había ingresado en diciembre –medio año antes– los primeros 7,6 millones. El retraso llevó a la Justicia de Aragón, Concepción Gimeno, a pedir que se agilizara la tramitación, y el consejero de Fomento, Octavio López, atribuyó en las Cortes la demora a que el proceso estaba condicionado a la llegada de los fondos.
Además de las 1.217 ayudas concedidas, el informe recoge 583 solicitudes denegadas por no cumplir los requisitos y 250 cerradas por renuncia o desistimiento. Quedan pendientes 596 expedientes en los que se ha pedido al solicitante que subsane defectos o aporte documentación, con otros 289 aún en trámite.
El Departamento advierte de que el importe abonado no refleja el total de la ayuda: el bono se concede hasta un máximo de 24 meses, pero se paga a medida que el beneficiario presenta los recibos de las mensualidades ya pagadas, por lo que no puede abonarse de una vez. Hasta ahora, lo transferido o en fase de pago suma 4,8 millones, menos de un tercio de los 15,2 millones que el Ministerio ha destinado a Aragón para esta convocatoria tras duplicar en julio la dotación inicial.
The race to succeed António Guterres as head of the United Nations (UN) from next January 1 is a long-distance one with very few certainties. Among the seven current candidates, Carolyn Rodrigues-Birkett, a former minister of Guyana and that country’s ambassador to the United Nations, stands out alongside Costa Rica’s Rebeca Grynspan and, to a lesser extent, Argentina’s Rafael Grossi. Rodrigues-Birkett, who received EL PAÍS in her New York office last Tuesday, avoids speculation but does speak of a campaign against her that caused her to lose ground in the last vote.