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Mélenchon responsabiliza a presidente de Francia de intentar desgastar al movimiento estudiantil

18 October 2026 at 20:12
El líder de La Francia Insumisa denunció que el mandatario Emmanuel Macron no ha dado respuesta a las justas reivindicaciones de los jóvenes ante la situación económica y el desfinanciamiento de la educación

Trump's decision to import Russian diesel is an 'incentive to end the war,' energy secretary says

18 October 2026 at 19:37
Donald Trump
President Donald Trump signed an executive order waiving new sanctions on Russia.

Aaron Schwartz/Getty Images

  • US Energy Secretary Chris Wright defended Trump's decision to buy Russian diesel.
  • Wright said the relief is actually an "incentive" for Russia to end its war with Ukraine.
  • Ukraine's President Zelenskyy and several US lawmakers have criticized the move.

President Donald Trump is still playing hardball with Russia, according to US Department of Energy Secretary Chris Wright.

Wright defended Trump's decision to waive sanctions on Russia during a Sunday interview on CNN's "State of the Union with Jake Tapper and Dana Bash."

In September, Trump signed into law a sanctions package targeting Russian officials and parts of its economy in an effort to pressure Russia amid its war on Ukraine. Last week, Trump issued an executive order waiving those new sanctions, other restrictions, and some duties on Russia.

In early October, Trump also announced an agreement with President Vladimir Putin under which Russia would supply over 300,000 tons of diesel fuel to America and the global market.

"President Trump waived sanctions just on diesel exports, and what's the one thing Russia has not been able to export over the last month or so? Diesel, because they're short of diesel," Wright said.

The Energy Secretary said waiving the sanctions solves two problems: the diesel oil shortage and Russia's ongoing war with Ukraine.

"This is pressuring Russia. Russia does not have diesel to export," Wright said. "The only way they can get additional diesel to export is if they turn down the conflict with Ukraine."

Wright said Russia would have to enter into an energy ceasefire or reduce its war efforts to have enough additional diesel to export.

"This is not going soft on Russia. This is an incentive to end the war," Wright added.

Trump elaborated on his reasoning further on Sunday in a Truth Social post.

"I am in the process of negotiating Peace in the war between Russia and Ukraine, and don't want to do anything that will drive, foolishly, Russia away from the bargaining table," he wrote.

Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy said waiving sanctions on Russia "seems wrong" to him. US lawmakers on both sides of the political aisle also criticized the move, including Republican Sen. Thom Tillis.

"Beyond irresponsible. What part of enforcing a law passed 86-11 by the Senate does the President and his advisors not understand? It's unconscionable that this administration is capitulating to a Russian dictator who illegally invaded Ukraine and butchers innocent civilians every single day," Tillis wrote on X.

He added, "If the President wants to actually bring down energy prices, he can do it by solving the Iran problem, not by doing a solid for Vladimir Putin."

Diesel and regular gas prices have skyrocketed globally as the US war on Iran drags on. Following surprise attacks by the US and Israel on Iran in February, Iran effectively shut down the Strait of Hormuz, which is a major waterway through which much of the world's diesel and oil is shipped. Last week, the International Energy Agency ‌said the diesel shortage could run into 2027.

That's a problem for Trump, who is hoping voters overlook high gas prices and concerns over the cost of living when they head to the polls this November for the midterm elections. Higher diesel prices mean higher shipping costs, which trickle down to consumers as inflated prices for everyday goods.

Wright also appeared on ABC's "This Week" on Sunday, during which he said Trump was trying to find "innovative" ways to end the Russia-Ukraine war.

"This is a motivation for Russia to figure out how they can actually export some diesel," he said.

Read the original article on Business Insider

“Lulinha” suspeito de ajudar empresa detida pela Mota-Engil a assinar contratos com o Governo do pai

18 October 2026 at 19:24

Em 2012, o Grupo Mota-Engil comprou 50% da Empresa Construtora Brasil (ECB), e em 2025 adquiriu o restante (que pertencia à família Rezende), ficando com 100% da empresa. A ECB acumulou contratos no Brasil no valor de dois mil milhões de reais (€350 milhões de euros), desde que Amauri Pinha (vizinho do filho de Lula da Silva) assumiu a presidência da construtora

Internações de adolescentes caem 54,5% em dez anos no Brasil

A quantidade de adolescentes internados em estabelecimentos socioeducativos fechados caiu mais da metade nos últimos dez anos. O debate sobre redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ganhou força na última semana, com o governo Lula (PT) aderindo publicamente à ideia às vésperas da votação do segundo turno das eleições.

Eram 26,8 mil menores de idade nessas condições em 2015. Em 2025, apontam dados agregados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número caiu para 12,2 mil, redução de 54,5%.

Os dados consideram adolescentes em regime de internação, internação provisória, internação sanção, semiliberdade e medida protetiva. O Fórum observa que a redução de internados ocorre ano a ano desde 2016, e teve certa estabilidade entre 2023 e 2025 (2,5% de alta entre 2023 e 2024, e 1,2% entre 2024 e 2025).

A internação em estabelecimento socioeducativo, como a Fundação Casa, em São Paulo, é a medida mais grave prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Além dos casos provisórios, a internação pode ser aplicada em três circunstâncias: quando o ato é cometido mediante violência ou grave ameaça, nos casos de reincidência ou de descumprimento de medida anteriormente imposta, como prestação de serviços à comunidade.

Os dados por estado apontam que quase metade da população de adolescentes internados está em São Paulo, com 5.200 em 2025. O Rio de Janeiro aparece em segundo no ranking, com 966. Em termos proporcionais à população, a taxa é mais elevada no Acre (134,3 por 100 mil habitantes), Espírito Santo (119,4) e Distrito Federal (102,1).

A maior parte, conforme o Levantamento Nacional do Sinase, citado pelo Fórum, é formada por meninos, (93,4%). O dado aponta que 73,7% dos adolescentes se autodeclaram negros.

É uma medida adotada em casos graves e sobretudo quando o ato infracional é análogo a um crime considerado hediondo, como homicídio qualificado, feminicídio, latrocínio ou a tentativa dele, entre outros.

A retração de internações, portanto, pode significar que há menos adolescentes cometendo atos graves ou sendo responsabilizados por eles.

A legislação hoje não permite que menores de 18 anos sejam encaminhados a presídios comuns.

“Os atos infracionais com maior incidência entre os adolescentes que cumprem medida em meio fechado são roubo (29,1%) e tráfico de drogas (27,9%), atos relacionados à obtenção de bens ou renda”, aponta Thais Carvalho, consultora do Fórum em texto que acompanha o anuário de 2026.

“Ainda que a população esteja vivenciando um contexto de medo guiado pela percepção de insegurança e, por isso, busque soluções alinhadas à mais punição, como a redução da maioridade penal, não estamos diante de um cenário em que adolescentes e jovens sejam os principais autores de crimes violentos e de situações de vulnerabilidade. Pelo contrário, eles comumente são as principais vítimas”, acrescenta.

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Lula em entrevista na TV Globo discute sobre a redução da maioridade penal | Foto: Reprodução/TV Globo

Na quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se disse favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A afirmação do petista veio ao mesmo tempo em que o governo tenta evitar uma derrota na PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que seria votada no Senado nesta quinta, mas acabou adiada.

A oposição tenta emplacar no texto uma emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) que reduz a maioridade para 16 anos no caso de crimes comuns e para 14 nos crimes hediondos.

O PT ensaiou apoiar a redução da idade mínima à responsabilização penal, mas acabou inicialmente desautorizado pelo governo. No mesmo dia, na quinta, em entrevista à TV Globo, Lula acenou com apoio à medida.

“Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que para todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade”, disse o petista.

O problema, segundo ele, é que “a PEC não estava discutindo isso”. A chamada da PEC da Segurança é voltada à discussão da definição dos órgãos estatais no campo da segurança pública, com o governo federal buscando mais espaço para agir em áreas que hoje competem a municípios e estados.

Mudança de posição ocorre às vésperas do segundo turno

A redução da maioridade é uma pauta que o presidente historicamente criticou.

Em 2007, ele afirmou ser mais barato e efetivo manter jovens na escola do que na cadeia. Em 2015, por sua vez, disse que apoiar a redução da maioridade equivaleria a cometer um crime contra o futuro do país. A guinada se dá no contexto eleitoral, com a disputa do segundo turno.

Lula tentará uma recondução à cadeira do Palácio do Planalto no próximo domingo (25) após ter largado atrás do adversário Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

“A esquerda brasileira sempre foi refratária a duas coisas na área criminal: redução da maioridade e aumento de penas. O fator eleitoral altera essa posição”, diz o advogado Lenio Streck, professor de direito da Unisinos (Universidade do Vale do Rio Sinos).

A mesma avaliação faz o advogado Daniel Gerber, mestre em processo penal, para quem a guinada a favor da proposta trata “muito mais de uma movimentação eleitoral do que de uma iniciativa voltada à segurança pública”.

“Talvez, em benefício da dúvida, o partido tenha se dado conta de que suas bandeiras, neste específico assunto, já não dialogam com a sociedade”, afirma. Pesquisa Datafolha mostra que oito em cada dez brasileiros concordam com a redução da maioridade penal.

Especialista aponta problemas na proposta

Gerber vê problemas de outra natureza na ideia de se reduzir a maioridade apenas para determinados crimes. Segundo ele, uma medida nesse sentido “fere todo e qualquer princípio da teoria geral do crime”.

“É inviável imaginarmos que uma pessoa seja apta a ser punida por crimes extremamente graves, mas não por crimes menores. A responsabilidade penal repousa na consciência da ação praticada”, afirma.

“Ou ele tem consciência e responde por qualquer ato que pratique ou a consciência não está completa e não pode responder por nenhum”, diz. (André Fleury Moraes/FOLHAPRESS)

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Ukraine war latest: St. Petersburg slammed by drones in mass Ukrainian attack

Key developments on Oct. 17-18

  • Massive Ukrainian drone attack hits oil facility, bridge, and data center in St. Petersburg
  • US resumes intel sharing on Russian missile launches with Ukraine, Zelensky says
  • Ukraine hits Russian drone manufacturing plant in Rostov Oblast
  • 'Planned operation' — Zelensky confirms Ukraine's

Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

Logo Agência Brasil

A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

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“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

Confira as principais propostas dos presidenciáveis para educação

Perfil

Estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a paulista de 25 anos, nascida em Itapevi e criada em Praia Grande, assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025–2027. 

Bianca Borges iniciou a trajetória no movimento estudantil aos 14 anos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde ocupou o lugar de representante de sala e, junto com colegas, fundou um grêmio.

Formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Ela presidiu ainda a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), na qual liderou a resistência às propostas do governador Tarcísio de Freitas de privatização e militarização do ensino público estadual. Além disso, integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Confira os principais trechos da entrevista com a presidente da UNE:

Agência Brasil: O que explica a decisão da UNE e de organizações estudantis de voltar às ruas neste momento? Quais acontecimentos impulsionaram essa mobilização?

Bianca Borges: Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco. A eleição do Flávio Bolsonaro representa a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, que é contra a educação, um governo de retirada de direitos e de retrocesso. Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim.

Nos levantamos na campanha O Petróleo É Nosso, em defesa da soberania e em defesa dos recursos naturais do Brasil. Enfrentamos a ditadura militar, construímos as Diretas, depois o Fora Collor, o Fora Temer, o Fora Bolsonaro. E agora a gente está na rua porque a eleição do presidente Lula representa, neste momento, algo indispensável para o futuro do Brasil como o país que a gente quer construir. O bolsonarismo não é um inimigo abstrato, é um inimigo muito concreto. A gente viveu quatro anos de enfrentamento sob esse governo e a gente não aceita que eles voltem ao poder.

Agência Brasil: Você avalia que há uma relação do momento atual com a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar?

Bianca Borges: Com certeza. Nós, inclusive, tivemos um ato no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 [de outubro de 2026], que foi muito bonito, da Candelária à Cinelândia. Alguns dos presentes, que fizeram parte de outras gerações do movimento estudantil e da política, disseram que havia ali tanta gente quanto na Passeata dos 100 mil. Nas nossas falas ali, reverenciamos esse momento, reverenciamos Edson Luís - um dos nossos mártires e símbolo da luta dos estudantes brasileiros contra o autoritarismo, pelos direitos, pela educação. É um momento em que a nossa indignação se converte nesses protestos que têm tomado o país.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 7/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula, no centro da cidade - Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quem está participando dos atos? A UNE percebe uma mudança no perfil dos estudantes mobilizados ou na disposição da juventude para participar da política?

Bianca Borges: Esse nosso levante começou pelas universidades. Logo na segunda-feira, depois da divulgação do resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF [Universidade Federal Fluminense], em Niterói, que na verdade ia ser uma assembleia para os estudantes organizarem sua campanha de apoio ao presidente Lula, suas ações para virar voto, mas a coisa ganhou proporções. Apareceram mais de mil estudantes para a assembleia, ela não coube dentro do auditório da faculdade, então a turma saiu para rua. Na rua, mais milhares de pessoas se juntaram e nós vimos ali a primeira fagulha do que seria esse grande movimento que se desencadeou desde o domingo passado.

O protagonismo e a maioria dos estudantes são universitários, organizados pelos seus centros acadêmicos, pelos diretórios centrais de estudantes, mas também temos tido a feliz surpresa da iniciativa e mobilização dos estudantes secundaristas. Esse ato da Candelária que eu dizia, por exemplo, foi uma convocação inicialmente feita pelos estudantes do Colégio Pedro II, um colégio federal do Rio de Janeiro.

Os grêmios também têm se somado a esse processo. Para nós, é fundamental a gente unir forças e acredito que temos sido bem-sucedidos nisso e em demonstrar essa força nas ruas. Na terça-feira [13], aqui em Brasília, a gente fez uma manifestação muito grande, como há muito não se via nessa cidade, com a sua maioria de estudantes, mas agora com outros setores da sociedade, da classe trabalhadora se somando a nós e isso é imprescindível.

Agência Brasil: Quais são as principais reivindicações que mobilizam os estudantes hoje?

Bianca Borges: Pouco depois que [Jair] Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, uma das primeiras medidas que ele apresentou para educação foi o Future-se. Era um projeto que nós considerávamos que atacava o caráter público da universidade e que desvirtuava a universidade pública como nós a conhecemos, formada por esse tripé ensino, pesquisa, extensão, que mantém a universidade como um espaço de pensamento crítico, um espaço de emancipação e também de formação acadêmica e profissional, mas com um papel que vai muito além disso.

A universidade tem um papel fundamental para a formação cidadã, para o engajamento político, inclusive. E essa turma [aliada a Jair Bolsonaro] sempre apontou seus canhões para as universidades. Nós já denunciávamos ali o que o futuro se representava.

As falas do [Jair] Bolsonaro chamando centros acadêmicos de ninho de rato, a nomeação de mais de 18 reitores interventores, ou seja, reitores que não ficaram em primeiro lugar na eleição pela comunidade universitária. Essas são algumas das manifestações dessa agenda antidemocrática na educação e que avança sobre os estudantes, coisas que nós já vivemos, já enfrentamos, mas não queremos ter que enfrentar novamente. É por isso que a gente está na rua pela virada com o presidente Lula.
 

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Museu da República, na capital federal - Foto: Walter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais propostas e posições políticas de Flávio Bolsonaro levam a UNE a considerar que sua candidatura representa riscos para a democracia e os direitos sociais?

Bianca Borges: O Flávio pouco tem debatido a educação, porque esse não é o centro da preocupação deles. O centro da preocupação deles é privar as escolas e as universidades da possibilidade de desempenhar seu pleno papel como instituições de ensino. Mas, entre as medidas que já estão anunciadas, o “tesouraço” aos direitos sociais e à educação é algo que muito nos preocupa.

As nossas universidades sofrem por um subfinanciamento, que já se estende por mais de dez anos, que teve recomposições orçamentárias importantes neste último governo, mas corremos o risco de retroceder. O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela. Como a universidade vai desempenhar as suas atividades sem ter condições de pagar bolsas para os seus estudantes de baixa renda, sem ter laboratórios em boas condições?

Agência Brasil: Quais seriam as consequências para as universidades públicas e a assistência estudantil?

Bianca Borges: Uma das poucas coisas que o Flávio falou sobre a educação e sobre educação superior, especificamente, e uma das coisas mais polêmicas é a transferência da gestão das universidades federais. Ele tiraria do MEC [Ministério da Educação] e colocaria no MCTI, no Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que tem um orçamento infinitamente inferior ao MEC. Ele anunciou essa medida dizendo que era necessário aproximar as universidades do setor produtivo.

Nós defendemos as universidades no centro de um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, nós achamos que elas precisam estar conectadas às demandas produtivas do país também. Mas, da maneira como ele coloca, está claro que ele quer uma universidade que trabalhe exclusivamente voltada aos interesses do mercado. E isso nós não aceitamos. A universidade brasileira é muito mais do que isso.

Agência Brasil: O que a UNE entende por fascismo no contexto brasileiro atual? Quais características do bolsonarismo justificam o uso desse termo?

Bianca Borges: O autoritarismo. E, por autoritarismo, eu quero dizer a deslegitimação da organização popular, das entidades que são representativas de setores populares, o desmonte da estrutura de participação social no governo federal - que foi retomada agora no governo do presidente Lula. A própria criminalização da organização política do movimento estudantil, o incentivo à violência política, que muitas vezes escalona e se torna violência física por parte dos seus asseclas, por parte dos seus apoiadores.

Desde que se iniciou essa mobilização nas nossas universidades, diversas universidades sofreram ameaças de incêndios criminosos através das redes sociais. Isso para nós é muito grave. A sede da União Nacional dos Estudantes na Praia do Flamengo foi incendiada no dia 1º de abril de 1964, no dia do golpe [que instaurou a ditadura militar no Brasil].

Tem dois incêndios na Universidade Federal de Pernambuco que estão sob apuração, a gente não pode afirmar se eles foram criminosos ou não, mas fato é que eles aconteceram depois do recebimento dessas ameaças pelas universidades e pelas entidades estudantis. Esses são exemplos bem evidentes do autoritarismo, do espírito antidemocrático, do fascismo que, infelizmente, é o instrumento dessa turma para chegar ao poder e para construir o Brasil em que eles acreditam.
 

São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE
Presidente da UNE, Bianca Borges - Foto: Karla Boughoff/UNE

Agência Brasil: Por que a UNE decidiu apoiar Lula?

Bianca Borges: O apoio ao presidente Lula, neste momento, representa a possibilidade de a gente barrar a chegada mais uma vez do bolsonarismo ao poder no Brasil. O bolsonarismo representa a violência política, o ódio, a antidemocracia, uma saída autoritária. Nós entendemos que a eleição do presidente Lula representa a possibilidade de seguir fortalecendo a democracia brasileira e seguir fortalecendo a nossa soberania.

O projeto do Flávio, além de fascista, é um projeto completamente entreguista. Ele já falou que colocará sua equipe de transição e seu governo a serviço dos Estados Unidos, já anunciou que quer entregar para o Trump e para as mineradoras americanas as nossas terras raras, que são o petróleo do século 21, como nós temos dito. Esse é um projeto em que nós não acreditamos. Nós acreditamos no fortalecimento de um Brasil democrático e soberano.

Agência Brasil: O que está em jogo nessa eleição para os estudantes e por que a entidade considera esse apoio necessário, embora haja críticas ao governo Lula?

Bianca Borges: Nós avançamos muito nos últimos anos, queremos avançar mais, mas sabemos que esses avanços só serão possíveis sob o governo Lula - dado o cenário a que a gente chegou agora na porta do segundo turno das eleições -, porque é um governo que acredita na educação e que ampliou de maneira sem precedentes na história as universidades federais, os institutos federais, as oportunidades de acesso ao ensino superior.

Contradições existem nesse processo, mas fato é que o governo Lula foi o que mais avançou na educação brasileira, especialmente na educação superior. E é por isso que nós acreditamos que o caminho para avançar é por aí. Sob um governo Flávio, a gente sequer teria legitimidade para protestar, para reivindicar por aquilo que a gente acredita.

Agência Brasil: Que compromissos ainda faltam em relação às universidades, à assistência estudantil e à permanência dos alunos?

Bianca Borges: A consolidação do Plano Nacional de Assistência Estudantil com orçamento robusto, porque existem hoje na universidade brasileira muitos estudantes de baixa renda que enfrentam imensa dificuldade para conseguir permanecer e estudam com dificuldade. [Defendemos] mais investimentos nas universidades públicas como um todo, tanto federais, mas nós temos defendido e estamos apoiando uma proposta de emenda constitucional na Câmara para que as universidades estaduais também recebam repasses do governo federal, para que tenham essa possibilidade de financiamento.

Nas universidades estaduais do Brasil, de um modo geral, existe um um subfinanciamento que é ainda mais grave. [Defendemos] avanços como a efetivação do investimento de 10% do PIB na educação pública, e uma maior fiscalização do ensino superior privado para garantir a sua qualidade.

Agência Brasil: O que a UNE diria aos jovens que não se identificam com nenhum dos candidatos e não acreditam que a política institucional seja capaz de responder às suas necessidades?

Bianca Borges: Esse tem sido nosso principal desafio: encantar os que não estão encantados com a política e com as possibilidades que se colocam. Eu acho que de maneira justa existem muitas insatisfações entre a juventude, mas o caminho para a gente efetivar os direitos é participar de uma luta coletiva.

[Precisamos] ver qual é o governo que teve compromisso em abraçar bandeiras populares, como é o fim da escala de 6x1, para melhorar a vida da classe trabalhadora, qual é o governo que criou o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes que ainda estão no ensino médio, qual é o governo que deixa um legado de transformações para juventude. Tem gerações que se desconectaram disso, porque são gerações já posteriores, mas pense só o que era a universidade brasileira há 20 ou 30 anos. A gente tinha uma universidade muito mais restrita do que a gente tem hoje.

Só foi possível [ampliar o acesso] porque tivemos governos que apostaram que os estudantes mais pobres poderiam acessar a universidade brasileira. Eu coloco a universidade e educação aqui com centralidade nessa resposta, porque é o nosso principal passaporte para o futuro, para uma vida mais digna. Em um país como o Brasil, a educação ainda é sinônimo de dignidade, de poder viver uma vida melhor, proporcionar uma vida melhor para nossa família.

A educação para nós é central, mas a juventude também está muito ligada nas lutas da classe trabalhadora. A pauta pelo fim da escala 6x1 contagiou a sociedade, contagiou muito a juventude.

Agência Brasil: Como a UNE pretende manter a mobilização para além do período eleitoral?

Bianca Borges: O caminho para que as mobilizações sejam longevas, com certeza, é a organização dos estudantes no movimento estudantil, que sigam participando, assim como estão participando intensamente agora nas assembleias dos centros acadêmicos, dos diretórios centrais dos estudantes, que sigam se organizando permanentemente, porque o nosso desafio não vai acabar no segundo turno.

Independentemente do resultado eleitoral, seja com Flávio Bolsonaro, em que nós teremos que resistir muito em defesa da democracia e em defesa dos nossos direitos, seja com a reeleição do presidente Lula, que nos levará a um cenário de luta pelas nossas reivindicações, a nossa batalha com certeza não termina no dia 25 de outubro. Que o movimento estudantil siga amparado por ampla maioria dos estudantes, como está sendo agora, e que a maioria dos estudantes se veja no movimento estudantil, com certeza, é o caminho para que nós sejamos vitoriosos e sejamos longevos nessas mobilizações.

** Em pronunciamentos e entrevistas, o candidato Flávio Bolsonaro tem dito que irá investir em educação e manter o piso constitucional para a área. No programa de governo, ele propõe a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

16h. Lula e Flávio Bolsonaro debatem hoje pela 1º vez

18 October 2026 at 16:13
O frente a frente está marcado para a meia-noite, hora de Lisboa. Ainda, manifestantes acampados em Lisboa e no Porto pretendem manter-se em protesto ao longo do dia de hoje.

Romania downs two Russian jet drones near Sulina, days before NATO allies meet on Black Sea security

18 October 2026 at 16:11

romania downs two russian jet drones near sulina days before nato allies meet black sea security · post missile fired romanian f-16 during mission shoot down over 17 2026 853877788_1089835267016426_3152631372123116528_n

Two Romanian F-16s shot down two jet-powered Russian Geran attack drones over Romania’s territorial waters near Sulina on the evening of 17 October, Romania’s Defense Ministry said. The ministry released cockpit images of the mission the next day, as NATO allies prepare to discuss Black Sea security at a special session Romania requested.

This comes as Moscow continues its air attacks on Ukraine, while the US is trying to make deals with Russia over its diesel and lift sanctions. Russia keeps striking Ukraine’s energy system and cities, while its drones and suspected saboteurs keep turning up inside NATO, from tankers hit off Romania to a foiled arson attempt at a Starlink site in Lithuania.

Down within minutes

The F-16s took off from the 86th Air Base at Borcea at 17:43 after radar detected a group of air targets about 120 km east of Zmiinyi (Snake) Island, flying southwest, Ukrainian military outlet Militarnyi reported, citing the ministry. The first drone entered Romanian airspace at 17:59 and was shot down at 18:01 southeast of Sulina. The second entered at 18:01 and was downed at 18:05 east of Sulina.

romania downs two russian jet drones near sulina days before nato allies meet black sea security · post where romanian radar detected about 120 km east snake island f-16s shot
Where Romanian radar detected two drones, about 120 km east of Zmiinyi (Snake) Island, and where Romanian F-16s shot them down over Romania’s territorial waters near Sulina, 17 October 2026. Map: Euromaidan Press

Both were jet-powered attack drones of the Geran family, the ministry said. The Geran is Russia’s version of the Iranian-designed Shahed. When first detected, the drones were about 65 km from the coast of Russian-occupied Crimea and 140 km from the Ukrainian-held shore, and their southwest course may point to Russian origin, Militarnyi calculated.

The White House, seen from Lafayette Square. File photo, June 2024.
Explore further

Congress gave Trump 30 days to hit Russia’s oil buyers with 100% tariffs. He waives them two days before deadline, citing US interests. Moscow calls it historic

The ministry posted the cockpit images on 18 October, showing a missile launch and a fireball over the sea. “Targets spotted, identified, engaged and neutralized!” it wrote.

romania downs two russian jet drones near sulina days before nato allies meet black sea security · post fireball over seen cockpit romanian f-16 during mission shoot down 17 2026
A fireball over the Black Sea seen from the cockpit of a Romanian F-16 during the mission to shoot down two drones near Sulina, 17 October 2026. Photo: Romanian Defense Ministry/Facebook

Allies to meet on the Black Sea

A special session of the North Atlantic Council, NATO’s top decision-making body, will discuss defense and deterrence in the Black Sea on 20 October at Romania’s request. Romanian President Nicușor Dan has confirmed that the two tankers that caught fire near Sulina last week were hit by drones, and a NATO military source told Reuters they were Russian.

Romanian radar has logged 54 drone intrusions into the country’s air and sea space since Russia’s full-scale invasion, 35 of them this year, and the military has shot down six such targets in 2026, Defense Ministry data show.

romania downs two russian jet drones near sulina days before nato allies meet black sea security · post romanian air force f-16am/bm block 15 militarnyi f-16am вм повітряних сил румунії
A Romanian Air Force F-16AM/BM Block 15. Illustrative photo: via Militarnyi

Searches in Poland and Lithuania

Within hours, Poland’s Operational Command said it was checking a possible airspace violation by an unknown object overnight into 18 October. Troops, police, and military police searched for a possible crash site south of Lublin after residents reported the loud sound of a flying object around 02:00, Militarnyi reported.

On the morning of 18 October, an unknown drone entered Lithuania’s airspace and triggered air raid alerts, the country’s crisis management center said. NATO jets accompanied it but could not shoot it down because of bad weather, Defense Minister Robertas Kaunas said. Debris preliminarily identified as drone parts was later found in the village of Juodžioniai in Pasvalys district, and the army said the drone may have entered from the direction of Poland.

Romania moved from escorting Russia’s stray drones to firing on them in July, when its F-16s downed three in 72 hours.

Ao menos 16 deputados federais negros foram eleitos com o apoio de George Soros no Brasil

By: A A
18 October 2026 at 15:00

16 deputados federais negros eleitos com apoio da Coalizão Negra por Direitos, financiada por George Soros via Open Society Foundations.

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A Coalizão Negra por Direitos, organização que reúne centenas de entidades que se reivindicam da causa negra, comemorou a eleição de 42 candidaturas nas eleições legislativas no Brasil. Dessas, 26 são regionais e 16 federais.

Dos 16 deputados federais eleitos com a promoção da Coalizão, oito são do PT (Anielle Franco, Dandara Tontzin, Carol Dartora, Renato Freitas, Jack Rocha, Ana Elisa, Rosa Amorim e Walmir Assunção), cinco são do PSOL (Jones Manoel, Erika Hilton, Fábio Felix, Henrique Vieira e Talíria Petrone) e três são do PCdoB (Daiana Santos, Olivia Santana e Perpétua Almeida).

“Esse é o resultado da mobilização do Quilombo nos Parlamentos nas eleições de 2026”, publicou a Coalizão em suas redes sociais. “Essa conquista é fruto da organização política negra quando decide ocupar os espaços de poder. Cada candidatura eleita leva consigo o compromisso firmado no nosso Manifesto e a responsabilidade de fortalecer, dentro dos Parlamentos, as agendas construídas pelo movimento negro.”

O Quilombo nos Parlamentos é uma iniciativa da Coalizão Negra por Direitos com o objetivo explicitado em sua própria denominação: eleger candidatos negros para o Poder Legislativo. Isso fortaleceria a chamada “representatividade” dos negros brasileiros nas instituições, tornando-as mais favoráveis aos seus direitos.

Assim como todo movimento identitário, é uma iniciativa de caráter reformista rebaixado, que prega a farsa do “empoderamento” coletivo através de conquistas individuais. Um negro eleito deputado é apenas e tão somente um feito pessoal que beneficia o indivíduo em questão, não o conjunto dos negros. Beneficia, como fica claro ao ver quem são os negros eleitos pela Coalizão, uma aristocracia negra de classe média, que alcança um cargo no Estado capitalista para fazer carreira contra o restante da população negra.

Se não fosse isso, esses candidatos não seriam apoiados pelos banqueiros e grandes empresários nacionais e internacionais.

A Coalizão Negra por Direitos foi criada em 2019 e reúne centenas de ONGs, coletivos e entidades. Parte central de sua estratégia é a “incidência política”, ou seja, precisamente o lobby sobre as instituições brasileiras e os órgãos internacionais. Essa é justamente a estratégia delineada pela Open Society Foundations, do especulador multibilionário George Soros, que financia ONGs mundo afora para, como indica o próprio nome da organização, abrir as sociedades à penetração total do capital financeiro com o apoio de seus agentes dentro das instituições. Os deputados são alguns desses agentes.

E a OSF financia a Coalizão Negra por Direitos.

A entidade que recebeu a maior quantidade de fundos da OSF até 2024 havia sido a Conectas Direitos Humanos (R$ 34 milhões). O Instituto Clima e Sociedade (iCS) recebeu R$ 23,8 milhões da Open Society entre 2017 e 2023. Quem cruzar os dados do compilado feito pelo Instituto Monte Castelo sobre as ONGs financiadas pela OSF com a lista de organizações que fazem parte da Coalizão também encontrará, entre outros: o Instituto de Referência Negra Peregum (R$ 6,9 milhões), a Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (R$ 6,9 mi), o Geledés – Instituto da Mulher Negra (R$ 6,1 mi), a Associação Marielle Franco (R$ 4,8 mi), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (R$ 4,3 mi), o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (R$ 4,2 mi), a Justiça Global (R$ 3 mi), o Instituto AMMA Psique e Negritude (R$ 2,5 mi), o Instituto de Defesa da População Negra (R$ 2,3 mi), o Instituto Afrolatinas (R$ 2 mi), a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (R$ 1,8 mi), a Associação Elas Existem (R$ 1 mi), a Casa Sueli Carneiro (R$ 900 mil), o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (R$ 515 mil), o PerifaConnection (R$ 92.700).

Todas essas organizações fazem parte da Coalizão Negra por Direitos e parte delas tem atuação que vai muito além do movimento negro identitário, como a Conectas e a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).

A Associação Marielle Franco parece ser um erro no levantamento da própria OSF, porque não existe uma entidade com esse nome. Trata-se na verdade do Instituto Marielle Franco, criado formalmente em julho de 2018 para se beneficiar da imagem da vereadora assassinada em março daquele ano, o que gerou forte comoção e ampla divulgação nos noticiários. O instituto só foi se estruturar definitivamente em 2020. Mas no mês seguinte ao assassinato de Marielle Franco, a Open Society anunciou a criação de uma iniciativa “destinada a incentivar o protagonismo político de mulheres negras no Brasil”, inspirada em Marielle Franco.

A iniciativa contou com uma doação inicial de 10 milhões de dólares, dividida com a Fundação Ford e outras organizações.

“Marielle representava a possibilidade de uma mulher negra, da favela, bissexual chegar em espaços de poder. Seu assassinato brutal foi uma tentativa de dizer que essa possibilidade não existe. É fundamental que anunciemos para o mundo que o Brasil produzirá novas Marielles. Que mulheres negras das periferias ocuparão espaços de poder e que esse caminho não tem volta”, anunciou à época Pedro Abramovay, diretor da OSF para a América Latina.

A fundadora do Instituto Marielle Franco é sua irmã, Anielle Franco. Não por coincidência, ela trabalhou como consultora da OSF para a América Latina a partir de 2019. Em 2023, assumiu o cargo de ministra da Igualdade Racial do governo Lula e agora foi eleita deputada federal com o apoio da Coalizão Negra por Direitos.

BB recebe até 31 de outubro inscrições para projetos de impacto social

Logo Agência Brasil

Projetos de impacto social podem se inscrever até 31 de outubro para receber recursos do Banco do Brasil (BB). A instituição financeira abriu edital de 2026 do Programa Mãos Dadas, que também inclui projetos de saúde e, a partir deste ano, empreendimentos de reciclagem e de economia circular.

Podem participar iniciativas que já tenham sido aprovadas nos mecanismos de incentivo fiscal previstos no regulamento de cada modalidade.

Notícias relacionadas:

A novidade desta edição é a inclusão de projetos amparados pela Lei de Incentivo à Reciclagem, que busca fortalecer a cadeia de reaproveitamento de resíduos, ampliar a coleta seletiva e promover a inclusão socioprodutiva de trabalhadores do setor.

Quem pode participar

O programa contempla duas frentes. A primeira mantém o apoio a projetos sociais e de saúde voltados a públicos específicos. A segunda é destinada a iniciativas de reciclagem e economia circular.

Na modalidade social e de saúde, podem concorrer projetos aprovados pelos seguintes mecanismos:

  • Conselhos e fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;
  • Conselhos e fundos dos Direitos da Pessoa Idosa;
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon);
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Foco na reciclagem

Na nova modalidade ambiental, podem se inscrever organizações da sociedade civil, cooperativas e associações de catadores, fundações e instituições sem fins lucrativos. Os projetos precisam estar previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conforme as regras específicas da seleção.

Entre as ações que poderão receber apoio estão:

  • Ampliação da coleta seletiva;
  • Fortalecimento de cooperativas e associações de catadores;
  • Geração de trabalho e renda;
  • Educação ambiental;
  • Desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular;
  • Aumento da reciclagem e da recuperação de resíduos.

Entre os critérios de priorização estão projetos que promovam a inclusão socioprodutiva, ampliem a infraestrutura de reciclagem, fortaleçam a coleta seletiva e incentivem a educação ambiental e a inovação.

R$ 22 milhões em 2025

Criado em 2012, o Programa Mãos Dadas reúne recursos do Banco do Brasil e de suas entidades ligadas para apoiar iniciativas de interesse público em todo o país. Desde o início, foram destinados mais de R$ 300 milhões.

Em 2025, 31 entidades receberam um valor total de R$ 22 milhões. Segundo o banco, os projetos apoiados tiveram impacto social positivo estimado em 81 mil pessoas, distribuídas por 26 municípios.

Com a nova frente, a instituição pretende ampliar o apoio a iniciativas que combinem desenvolvimento social, preservação ambiental e geração de renda.

Quando sai o resultado

O resultado da seleção de 2026 deve ser divulgado em 7 de dezembro, no Portal BB. Os interessados devem consultar o regulamento específico de sua modalidade para verificar os requisitos e os procedimentos de inscrição.

Confira as principais informações:

  • Prazo: 13 a 31 de outubro de 2026.
  • Projetos sociais e de saúde: iniciativas aprovadas nos mecanismos de incentivo previstos no regulamento.
  • Projetos de reciclagem: iniciativas amparadas pela Lei de Incentivo à Reciclagem e previamente aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
  • Resultado previsto: 7 de dezembro de 2026.
  • Dúvidas: bbinvestimentosocial@bb.com.br.
  • Informações e acesso: Portal BB — Programa Mãos Dadas.

El DAO investigó a la UCO cuando sus agentes aún comprobaban el origen de la filtración de los WhatsApps de Sánchez y Ábalos

17 October 2026 at 23:00
El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, junto a José Luis Ábalos, en una reunión del Comité Federal del PSOE

El director adjunto operativo (DAO) de la Guardia Civil, Manuel Llamas, ordenó abrir una información reservada para investigar si la filtración de los WhatsApp de Pedro Sánchez y José Luis Ábalos publicados por El Mundo procedía de la Unidad Central Operativa (UCO) mientras los agentes seguían revisando los dispositivos de la Operación Delorme para comprobar si contenían los mensajes difundidos por el periódico. La cronología figura en la documentación incorporada a la causa que instruye el juez Santiago Pedraz, que ha pedido nuevas explicaciones sobre aquellas comprobaciones y sobre la información que manejaba la cadena de mando.

El 11 de mayo de 2025, después de que El Mundo publicara nuevas conversaciones entre el presidente del Gobierno y su entonces ministro de Transportes, el DAO llamó al jefe de la Jefatura de Armas, Explosivos y Seguridad (JAES) y se reunió con él en la Dirección General de la Guardia Civil. Según declaró este mando ante la UCO, el DAO le comunicó que tenía intención de abrir una información reservada a raíz de las noticias sobre la investigación de Ábalos y Koldo García y le preguntó si tenía algún inconveniente en asumir la instrucción.

Una "posible filtración" de la UCO

La reunión se celebró entre las 11.30 y las 12.00 horas. La orden formal llegó al instructor el 13 de mayo, en un sobre cerrado, según su declaración. El objetivo era esclarecer una posible filtración por parte de la UCO relacionada con las investigaciones que desarrollaba y con las informaciones publicadas en prensa.

Sin embargo, ese mismo 11 de mayo, un mensaje de WhatsApp de López Malo a Llamas reflejaba que la UCO estaba revisando los dispositivos del 'caso Koldo' —discos duros, memorias USB, teléfonos y tabletas— "por si apareciera lo publicado en el diario Mundo". En la misma conversación se indicaba que no había nada relativo a los dispositivos a los que se refería Ábalos.

El mensaje no acredita por sí solo que la UCO hubiera abierto una investigación formal para identificar el origen de la filtración, pero sí que estaba buscando en los dispositivos que analizaba para saber si se encontraban los mensajes filtrados a la prensa y si se encontraban entonces poder actuar al respecto. Sin embargo, Manuel Llamas no esperó a que terminasen de evaluar la situación y decidió que, mientras buscaban, el DAO ponía en marcha una investigación interna para determinar si las conversaciones habían salido de la propia Unidad.

Pedraz pide aclarar la secuencia

El juez Santiago Pedraz ha pedido aclarar precisamente esa secuencia. En una providencia reclamó al jefe de la UCO un informe sobre la conversación del 11 de mayo y sobre los dispositivos intervenidos a Koldo García que podían contener información relacionada con la publicación. El magistrado quiere que se explique lo que la defensa de Llamas presenta como una contradicción entre la afirmación de que no había nada en los dispositivos a los que se refería Ábalos y el hecho de que la UCO continuara revisando otros equipos del caso para localizar los mensajes.

La cronología incluye un segundo mensaje que añade relevancia al episodio. El 14 de mayo, a las nueve de la mañana, el jefe de Policía Judicial remitió un WhatsApp al entonces responsable de la UCO en el que le trasladaba: "Me ha dicho DAO que tiene claro que la filtración no sale de UCO".

El jefe de Policía Judicial explicó que había comunicado previamente que la UCO no podía haber sido el origen de la filtración por razones cronológicas relacionadas con los archivos de los dispositivos. Según su declaración, el archivo más reciente del equipo del que supuestamente procedían los mensajes databa de octubre de 2021, antes de algunas de las conversaciones difundidas. Preguntado sobre si Llamas conocía esa circunstancia, respondió afirmativamente y aportó el mensaje del 14 de mayo como respaldo.

Pese a ello, la información reservada siguió su tramitación administrativa. El informe de la UCO destaca expresamente que, aunque el DAO conocía —según el testimonio del jefe de Policía Judicial— que la filtración no procedía de la Unidad, no se acordó el archivo de las actuaciones internas.

La difusión de datos personales

La defensa de Llamas sostiene que la apertura de la información reservada respondía a la necesidad de esclarecer la posible difusión de datos personales y que la actuación del DAO estaba justificada por la publicación de las conversaciones. También cuestiona la interpretación de los mensajes relativos a los dispositivos. Esa es la versión de la defensa, que debe contrastarse con los mensajes y las declaraciones incorporados a la causa.

La providencia de Pedraz no da por resuelta la controversia. El juez ha solicitado nuevas explicaciones a la UCO para contrastar la documentación aportada por la defensa con los extremos que constan en los informes y las declaraciones. Entre ellos figura la diferencia entre los dispositivos a los que se refería Ábalos y el conjunto de equipos que estuvo investigando la unidad.

La cronología documental sitúa, por tanto, el inicio de la información reservada el mismo día en que la UCO comunicaba que seguía buscando en sus dispositivos los mensajes publicados por El Mundo, sin dar por parte de DAO margen a que la duda sobre si estos mensajes se encontraban en posesión de la UCO en ese momento se resolviera de forma orgánica.

De las informaciones reservadas muy graves que abrió la cúpula de la Guardia Civil de 2024 a 2026 sólo las de la UCO tienen que ver con supuestas 'filtraciones'

16 October 2026 at 23:03
Varios agentes de la UCO de la Guardia Civil, durante un registro

La documentación aportada por el director adjutno operativo (DAO) de la Guardia Civil al magistrado Santiago Pedraz, recoge, entre otros, la relación de las 58 investigaciones reservadas por infracciones muy graves aplicadas por la cúpula de la Guardia Civil entre junio de 2024 y junio de 2026. La mayoría, según el documento al que ha tenido acceso El Independiente, corresponde a casos de abusos de atribuciones, desobediencia, incompatibilidades, trato vejatorio, abandono de servicios o negativa a someterse a pruebas, pero ninguna de ellas aparece vinculada a filtraciones de información.

La relación forma parte de la documentación aportada por la defensa del DAO, Manuel Llamas, después de su declaración ante Pedraz. El escrito explica que Llamas había señalado ante el magistrado que las informaciones reservadas "no son excepcionales" dentro de la Guardia Civil y que él mismo había abierto seis. El listado que se entrega al juez recoge únicamente aquellas de las que el DAO tiene conocimiento porque terminan vinculadas a infracciones muy graves. Según su declaración, si se sumaran las relativas a infracciones graves, leves o aquellas que finalmente no conllevan responsabilidad, el número podría situarse en torno al millar.

La relación, por tanto, no recoge todas las informaciones reservadas abiertas por la Guardia Civil durante esos dos años, sino el conjunto de 58 que la documentación vincula a infracciones muy graves. Y el contenido de esas investigaciones ofrece una fotografía bastante precisa de para qué se utilizó esta herramienta disciplinaria durante el periodo analizado.

El régimen disciplinario de la Guardia Civil

La conducta que aparece de forma reiterada es el abuso de atribuciones previsto en el artículo 7.7 del régimen disciplinario de la Guardia Civil. Junto a ella figuran casos relativos a incompatibilidades, discriminación o acoso, trato inhumano, degradante o vejatorio, incumplimiento o abandono de servicios de especial relevancia, grave desobediencia o indisciplina, omisión injustificada de auxilio y negativa injustificada a someterse a pruebas médicas o de alcohol y drogas.

El listado distribuye estos casos entre puestos, compañías, comandancias y otras unidades de la Guardia Civil de distintos puntos de España. Es decir, se trata fundamentalmente de investigaciones sobre la actuación profesional de los agentes y mandos como posibles abusos en el ejercicio de sus funciones, incumplimientos del servicio, conductas incompatibles con el cargo o actuaciones que pudieran causar un perjuicio grave.

La Ley Orgánica 12/2007 establece que la información reservada es una actuación previa al inicio de un procedimiento disciplinario. El artículo 39.5 permite a la autoridad disciplinaria ordenarla para esclarecer los hechos, determinar a sus posibles responsables y decidir si procede o no iniciar un procedimiento sancionador.

No aparece la filtración de información

En esa relación de 58 investigaciones no aparece, sin embargo, la filtración de información como conducta que haya motivado la apertura. No figuran como objeto de esas informaciones la publicación de informes policiales, la difusión de documentación judicial o la revelación de información reservada a medios de comunicación. Es precisamente este dato el que diferencia los casos relacionados con la UCO que el DAO ha tenido que explicar ante Pedraz.

La propia documentación aportada por Llamas incluye, además, tres informaciones reservadas abiertas por él distintas que no tienen como destinataria a la UCO. Una fue dirigida a Asuntos Internos; otra, a una Agregaduría de Interior en el extranjero por una filtración a la prensa; y una tercera afectó a un oficial del Sector de Tráfico por el uso para fines particulares de vehículos oficiales.

La primera de ellas está documentada en un escrito firmado por el propio Llamas el 30 de agosto de 2024. El DAO recibió un escrito procedente de la Agregaduría de Interior en Tánger en el que se comunicaba la filtración a la prensa de una nota informativa elaborada por el agregado y distribuida a varios destinatarios dentro de la Guardia Civil. Llamas ordenó entonces instruir una información reservada para esclarecer los hechos y determinar si procedía iniciar un procedimiento sancionador.

Pero esta investigación no forma parte de las 58 que constituyen la relación de informaciones reservadas por infracciones muy graves aportada al juez. Es decir, la propia documentación distingue entre esa información por una filtración y el listado de las 58 investigaciones que el DAO utiliza para contextualizar la frecuencia y naturaleza de estas actuaciones disciplinarias.

A la UCO sí

El contraste con la UCO es especialmente significativo. La primera información reservada relacionada con la unidad la abrieron el 4 de diciembre de 2024, después de que la prensa publicara direcciones de correo electrónico de personas a las que no se estaba investigadando en la causa de Badajoz contra David Sánchez, hermano del presidente del Gobierno.

Según la versión aportada por la defensa del DAO, Llamas se encontraba en París el 29 de noviembre de 2024 cuando tuvo conocimiento de la publicación. Pidió explicaciones al general jefe de la Policía Judicial y consideró insuficiente tanto la explicación verbal recibida como la primera nota de despacho que se le remitió. Fue después de esas explicaciones cuando ordenó abrir la información reservada.

La investigación puso posteriormente el foco en el supuesto incumplimiento del "Protocolo de control documental" en la documentación remitida al órgano judicial. Según la explicación ofrecida por el DAO, se habían incluido datos personales de personas ajenas a la investigación bajo la premisa de que no serían puestos en manos de las partes del procedimiento, algo que finalmente ocurrió.

Sánchez y Ábalos

El segundo caso es todavía más claro en cuanto a su relación con una posible filtración. Se trata de la información reservada abierta después de la publicación de los mensajes de WhatsApp intercambiados entre Pedro Sánchez y José Luis Ábalos.

El 11 de mayo de 2025, El Mundo publicó los mensajes y, al día siguiente, comenzaron las acusaciones públicas que apuntaban a la UCO como posible origen de la filtración. La documentación aportada por el DAO sostiene que la unidad tenía bajo su custodia dispositivos incautados en el 'caso Koldo' y que todavía estaba analizando parte de ese material. Por ello, Llamas defendió que existían elementos suficientes para investigar si los mensajes publicados podían haber salido de alguno de esos dispositivos.

La información reservada se abrió el 12 de mayo de 2025 y posteriormente fue cerrada después de que Ábalos afirmara que había autorizado la difusión de los mensajes. La UCO negó que los WhatsApp hubieran salido de los dispositivos que estaban bajo su custodia. La defensa del DAO insiste, no obstante, en que la investigación estaba justificada porque los mensajes afectaban a datos personales del presidente del Gobierno y porque inicialmente existía una duda sobre su posible origen.

Existe además una tercera información reservada relacionada con la UCO, aunque de naturaleza diferente a las dos anteriores. Según la documentación aportada por el DAO, fue incoada por la directora general de la Guardia Civil y estaba desvinculada de una instrucción judicial concreta. Se sitúa en el contexto de las notas de despacho de abril y mayo de 2025 que alertaban de una supuesta "campaña de descrédito contra la UCO". La defensa de Llamas niega que el DAO ocultara durante ocho días una de esas notas y sostiene que la comunicación fue finalmente despachada el 8 de mayo.

No todo acaba en información reservada

El propio DAO explicó ante el juez que la diferencia entre unas filtraciones y otras estaba precisamente en la naturaleza de la información afectada. Según su versión, cuando una filtración se produce dentro de una investigación penal y no afecta a datos de terceras personas ajenas al procedimiento, corresponde al magistrado instructor decidir si debe investigarse y no necesariamente se abre una información reservada desde la Guardia Civil. En cambio, defendió la apertura de las investigaciones relacionadas con la UCO cuando estaban comprometidos datos personales de terceros.

La documentación aportada al juez muestra, además, que no todas las filtraciones de informes de la UCO provocaron una actuación disciplinaria de la Dirección General. En el caso de Begoña Gómez, el juez Peinado abrió una pieza separada para investigar la filtración de un informe de la unidad. En la causa de David Sánchez, en cambio, la magistrada Biedma no abrió una investigación judicial y tampoco se inició una información reservada desde la Dirección General de la Guardia Civil.

El propio listado de 58 casos aporta otro elemento relevante para el debate sobre la actuación del DAO. Según la documentación, sólo en 2025 se abrieron cuatro expedientes disciplinarios por infracciones muy graves contra agentes de la UCO que no estuvieron precedidos de una información reservada porque, según explicó Llamas, los hechos estaban claros. La Guardia Civil, por tanto, no recurrió siempre a esta vía cuando se trató de posibles infracciones muy graves cometidas por miembros de la unidad.

La relación aportada a Pedraz permite así establecer una diferencia entre la utilización ordinaria de las informaciones reservadas por infracciones muy graves y los casos que han provocado la controversia en torno a la UCO.

A crise da habitação: menos proibições, mais soluções

18 October 2026 at 11:14

O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?

A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta os jovens, as famílias e os trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos. Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.

Nos últimos anos, o AL tornou-se um dos principais alvos das políticas habitacionais. A ideia é simples: reduzir os alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar os preços. Mas a realidade é mais complexa.

Lisboa perdeu uma parte significativa dos seus registos de AL nos últimos anos, sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Este facto não prova que o AL não tenha impacto na habitação; demonstra, isso sim, que cancelar registos não garante, por si só, mais casas disponíveis ou rendas mais acessíveis.

Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.

A crise é também de oferta

Como tem sido defendido pelo economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.

No Algarve, a análise exige ainda mais cuidado. Albufeira não é Faro, Lagos ou um município do interior. As realidades habitacionais variam entre concelhos e até entre freguesias. Precisamos de dados locais que permitam perceber onde existe pressão habitacional, quais as suas causas e que medidas podem produzir resultados.

Também merece reflexão a utilização de apartamentos como escritórios, consultórios, clínicas e outros espaços profissionais. São atividades legítimas, mas importa estudar quantas frações poderiam, legal e tecnicamente, regressar à habitação e se algumas destas atividades poderiam ocupar espaços comerciais devolutos. Não se trata de proibir, mas de avaliar todas as possibilidades de aproveitar melhor o património imobiliário.

Uma política habitacional eficaz deve, por isso, facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e criar condições para aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.

Liberdade com responsabilidade

Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.

Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir que as regras sejam claras, proporcionais e fundamentadas, protegendo o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.

Também a discussão europeia sobre a regulação do alojamento de curta duração deve ser conduzida com clareza e proporcionalidade. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem levantado preocupações quanto à falta de clareza e aos riscos de restrições desproporcionadas. O impacto do AL deve ser avaliado com dados e medidas adequadas à realidade de cada território, não com soluções uniformes para problemas diferentes.

O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Significa reconhecer que habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.

O que deve fazer Albufeira?

Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos à disponibilização de casas para arrendamento permanente.

Precisa também de limpar e atualizar os registos de Alojamento Local, identificando estabelecimentos que já não estão em atividade, não dispõem do seguro obrigatório ou não cumprem os requisitos legais. A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências legalmente previstas, garantindo os direitos dos titulares.

Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.

O objetivo não pode ser simplesmente reduzir o número de alojamentos turísticos. Tem de ser aumentar as possibilidades reais de os residentes encontrarem uma casa onde possam viver.

Menos ideologia, mais resultados

A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando os problemas, removendo Obstáculos e avaliando as políticas pelos seus resultados.

A minha experiência profissional na gestão de Alojamento Local e a minha ligação à Delegação do Algarve da ALEP permitem-me acompanhar as dificuldades de proprietários e operadores. Essa experiência reforça a importância de ouvir diferentes intervenientes e de tomar decisões baseadas em factos.

No Algarve, a pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar. É quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.

Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.

É por aqui que devemos começar.

* Vice-Coordenadora do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal de Albufeira

They're spooky, sexy, slidey — and driving ticket sales at Hershey's amusement park

18 October 2026 at 11:25
seven costumed people in black with face paint
The Decayed Brigade, a team of haunt sliders that appears at Hersheypark.

Hersheypark

  • Hersheypark's "haunt sliders" — scare actors who slide on knee pads — have gained a fanbase on TikTok.
  • "The makeup stays ON" commented one thirsty fan.
  • The attention has translated to good business for the park, who has seen growing ticket sales for its Dark Nights event.

Imagine you're walking around an amusement park in October while it's Halloween themed. The air is crisp, you've got a giant pretzel, you're strolling with friends to get in line for the roller coaster. Out of the corner of your eye, you see tall man dressed in all black with skeletal face paint walking towards you.

Suddenly, he leaps to the ground on all fours, and against everything you've known in your life about how human beings ambulate, he slides across the pavement on his hands and knees, coasting right up beside you at an incredible speed.

Depending on who you are and your level of awareness of the "haunt sliders" of Hersheypark, this fast encounter leaves you either terrified or terrifyingly horny.

Since 2021, Hershey's amusement park has employed a group of haunt sliders from a crew that calls itself the "Decayed Brigade" for its Dark Nights Halloween event that runs in September and October.

Videos of Fryboy and his lookalike Archer, and others have racked up millions of views and created a dedicated fan base who travel from around the world just to see the creepy, sexy, slidey guys they saw on TikTok.

And their online popularity is good for Hershey's bottom line.

"The comment section [on TikTok] is a treasure trove of insight into their popularity. I mean, we have seen people saying, 'I am coming from Europe. I'm coming from Australia. I had no idea Hersheypark existed, but now, because this was served to me on TikTok, I'm aware,'" said Quinn Bryner, a spokesperson for Hersheypark.

Archer, a haunt slider at Hersheypark
Archer, a haunt slider at Hersheypark

Hersheypark

"We have people who have bought our season passes because of it," she added. "So anecdotally, for sure, it has had a significant social commentary, which we think has also led to tickets."

Bryner cautioned they can't say that the haunt sliders popularity is the sole driver of the growth of the Halloween event, but that the Dark Nights has become a success and grown year over year in attendance and ticket sales. "We can confirm that the event's popularity in the past few years has allowed us to expand operating days throughout the fall, resulting in total Halloween attendance doubling the numbers achieved prior to 2021," she said.

For the last three years, Fryboy and some of the sliders do a meet-and-greet for the diehard fans after the performance on weekend nights. Fans wait up to an hour in line to meet them and take photos with the sliders (or purchase keychains or other photo prints from the professional photography service the park provides, which has taken over 4,000 photos for fans this fall so far).

The three sliders I interviewed — who asked not to publicize their full legal names because they are concerned about overzealous fans — have breached containment from something that happens inside the park gates to a full-blown social media phenomenon.

The sliders have anecdotally noticed the effects of TikTok on the crowds in the park. "This year especially, it feels like every other person's coming up saying they drove eight-plus hours to come see us or they just came for us," Fryboy said.

"We see them sit in our zone the whole night and it's pretty obvious that they just want to watch us," Valkyrie noticed.

Hersheypark is well aware of the Decayed Brigade's social media success, which is clear even on its own social channels. The most viewed videos on park's official TikTok channel were all of the sliders — even during the off-season.

Haunt sliding dates back decades

Haunt sliding has been a part of Knott's Scary Farm, the Halloween event at amusement park in southern California, for decades. A few of the performers working there figured out they could modify knee pads and gloves with metal pieces to allow them to slide up on guests as a novel way to scare them.

Sliding became a staple of Knott's Scary Farm, and the trend spread out around the country to various haunted theme parks and cornfields. It evolved into something more than just a scare tactic, with increasingly athletic stunts, choreography, and showcases during the off-season.

Although haunt sliding has become a haunted house mainstay, there is no group of performers who have attracted as much attention from people who never set foot in Hersheypark as the Decayed Brigade crew. This year, there are eight sliders, but Fryboy and Archer — both well over six feet tall, lanky, and with poufy dark hair — seem to have garnered the biggest online fandom.

@fryboydb

We didn’t check. @itzarcher @Jet

♬ original sound - chicolantern

When I spoke over a video call with Fryboy, Archer, and Valkerie, the current sole female performer in this year's crew, it was the hour before the park opened on a Friday night at 6 p.m., and they were in their full faces of makeup (they have a makeup artist on staff who does it for them), but not their performance clothes.

Fryboy, whose real first name is Carter, is not technically the leader or founder of Decayed Brigade, although he has become the most visible online and has been working at Hersheypark since Dark Nights started in 2021. He first saw sliders at Knott's Scary Farm when he was 13, and was inspired to start trying it out on his own at home. By 16, he got hired at a local haunted house in Florida, and eventually landed a job at Knott's in 2018.

"When sliding first started, it was mainly just a scare tactic and it wasn't really anything crazy, but once people started doing it more and more, a lot of the guys that started sliding at Knott's were stunt performers, so they would do little pre-shows before their stunt show was sliding," Fryboy explained. "They'd go out there and they'd do little rolls, and then they'd start jumping bodies, and then now they're jumping two, three, four bodies. So then tricks started getting added into it, and over time, a group was formed."

"I really think in this case, Carter took it upon himself to create his own iconic character in the social space and then share it amongst an audience that loves scare, but didn't have a way to maybe communicate and build on that," said Brewer Lister, managing director of immersive experiences at Hersheypark.

"He's built a following, and then he and his team have added to it by becoming more of a team in a group, especially Archer, the two of them," he added. "I think they tapped into a growth factor of what's taken place over the many years in social media in a particular realm, and it's worked."

Their fans are…thirsty

Fryboy, a haunt slider at Hersheypark
Fryboy, a haunt slider at Hersheypark

Hersheypark

It is crucial to explain here that the internet viral around the Hersheypark haunt sliders is not just an appreciation of a good scare. It is extremely horny. The TikToks from fans are often set to suggestive music clips, and the comment sections are bawdy.

In one video from last fall of Fryboy and Archer standing together, set to the chorus of "Same Damn Time" by Future, comments say things like "Fryboy looks like he talks you thru it. Archer looks like he know how to do that thing your ex couldn't do." (18.3k likes) and "the makeup stays ON" (160.8k likes). In another video from this month of the two men, one commenter says, "Ok maybe my ex was right and i'm actually ill."

The allure of scare actors in face paint might not seem obvious. But hear these women out: They're tall, athletic, and mysterious. That's enough.

The thirst isn't limited just to the male sliders. On one video of Valkyrie walking through the park in slow motion, comments from women pour in: "Me and my husband aren't that serious." "I DIDN'T KNOW THIS WAS AN OPTION," and "i was already hooked but when she smiled i lost all control."

I asked Fryboy about getting that kind of attention.

"I think at the end of the day, we're just trying to perform and have a good time, and it's Halloween, we're dressing up as characters, so there's always going to be something along those lines, I think," he said. "But it's definitely not the end goal in any sort of way."

The sex appeal of the sliders seems to be an accidental collision with a current trend of "dark romance" and romantasy that's popular on Booktok. However, threading the needle of adding sex appeal into a haunted house seems fraught. SeaWorld Orlando's attempted a dark romance themed scare zone, but videos of bare-chested scare actors in masks (including at least one slider) awkwardly gesturing at guests went viral for being high on cringe and low on actual eroticism.

The difference with the Decayed Brigade is they claim they're not intending to be sexy.

"Halloween has always been the holiday for the weirdos, and we're the weirdos," said Fryboy. "We embrace it just as much as I'm sure everyone else wants to embrace it."

Read the original article on Business Insider

My Costco price tracker is pretty stable, but big increases hit oil and protein

18 October 2026 at 10:39
Shopper pushes a loaded cart outside a Costco Wholesale store entrance with large signage overhead.
Prices have held steady at Costco in spite of a turbulent year — but cracks are starting to show.

Gary Hershorn/Getty Images

  • Business Insider has been tracking 45 items at Costco to see how energy costs affect retail prices.
  • President Trump's conflict with Iran has disrupted oil and transportation markets around the world.
  • Most products have had minimal price changes, but some like motor oil and whey protein are way up.

Like the proverbial pot that's been watched but won't boil, the Costco prices I've tracked this year have remained remarkably calm amid an economy full of heat.

A basket of 45 items I'm following rose 3% since July, but that change is largely attributable to the recent surge in motor oil prices.

Overall, the numbers I see on my local warehouse shelves tell a very different story than what I would expect after following the tumultuous news from around the world. Costco prides itself on keeping shelf prices in its warehouses close to wholesale prices for its members, which makes it a useful early read on supply-cost pressures.

It's hardly a national price index, but it does reveal how global economic forces are showing up in an ordinary US community like Madison, Wisconsin.

My data show that grocery and merchandise prices remain steady, with small hikes and discounts mostly balancing out in the total basket. Meanwhile, some items like motor oil, protein powder, and aluminum foil are starting to show signs of pressure from their respective commodity markets. Costco did not respond to a request to comment for this story.

On a conference call last month, CEO Ron Vachris said the company works with vendors to deal with commodity price increases and keep prices in check. "It's a continual focus for all of our buyers in looking at how to reduce pricing," he said.

But first, it's worth taking a step back.

I've been keeping a close eye on prices over the past year and a half out of concern for the impact that President Donald Trump's trade war would have on everyday items that US households buy.

In January, I developed a list of commonly purchased items that highlight the value of shopping from a wholesale club. After the US and Israel launched their attack on Iran in February, I decided to keep going back to see how conflict in the Middle East would affect grocery bills in the Midwest.

So far, the effects have been surprisingly muted. The full basket rose 2.3% from $864.60 in January to $884.60 on October 13.

The basket rose slightly from January to April, largely because a two-pound bag of Starbucks coffee beans increased by $3.20. In May, the four-pound packs of organic ground beef were replaced with similar-sized packs of conventional beef for about the same price: $24.99. The move helped Costco manage the widely reported rise in beef prices, which has even had hamburger purveyors touting their chicken offerings to customers.

By June, the basket was about $10 below its April peak, as modest reductions across much of the list offset a $10 jump in whey protein, where shortages have continued to squeeze supply.

Bacon and berries got cheaper in July, while Kirkland motor oil rose by $4. Charmin cut 60 square feet of toilet paper from its 30-roll pack but also lowered the sticker price by $3, leaving shoppers with a slightly better unit value.

More recently, refining bottlenecks and attacks on oil infrastructure have sent diesel prices soaring, which is ramping up transportation costs.

In the warehouse, the most visible example of the oil supply problem is the Kirkland Signature motor oil, which shot up to $57.99 — a 60% increase over the price in June.

Meanwhile, blueberries more than doubled in price, from $3.99 in July to $8.99 in October. All fresh berry prices fluctuated by a few dollars throughout the year, so it isn't clear if that change is driven by seasonal availability, transportation costs, or a combination of factors.

Other commodities are facing supply and tariff pressure too: the price of aluminum foil increased from $29.99 in July to $32.69 in October— a 9% increase. It was $26.99 in May.

As tariff refunds near their completion and energy prices continue to climb, a number of food suppliers and grocers have warned that costs are rising. It could be about time for this watched pot to start boiling.

Read the original article on Business Insider

Il Mezzogiorno in strada con le ultime gocce di carburante

By: A A
18 October 2026 at 10:30

Dalle strade del Sud arriva una domanda che riguarda tutto il Paese: chi decide quanto costa produrre in Italia, e chi ne paga il prezzo quando la decisione viene presa altrove.

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Una mappa che segue l’energia

A metà ottobre, per un camionista siciliano, tenere il mezzo fermo nel piazzale costa meno che metterlo in strada. Con il gasolio intorno ai 2,40 euro al litro sull’isola, il Comitato autotrasportatori siciliani stima fra 700 e 900 euro di perdita al giorno per ogni camion. Il coordinatore Salvatore Bella l’ha detto senza giri di parole: «Oggi lavorare in perdita con il gasolio a 2,40 al litro non è più possibile». Ne è nato il fermo che va dalla mezzanotte del 16 ottobre al 20, senza cortei: i tir restano nelle aziende, i semirimorchi non vengono ritirati dai porti. In Calabria Fedralog ha fermato i mezzi negli stessi giorni, mentre la sezione trasporti di Confindustria Catania ha deliberato all’unanimità uno stop fino al 22.

Il fermo arriva dopo settimane di mobilitazione. Il 1° ottobre agricoltori e autotrasportatori hanno bloccato lo svincolo di Pizzo sulla A2; il 12 i trattori hanno presidiato le portinerie del polo industriale tra Augusta e Melilli, rallentando il carico delle autobotti, per iniziativa degli stessi produttori e senza sigle sindacali alle spalle. In Puglia i blocchi hanno impedito l’accesso delle autocisterne alla raffineria Eni di Taranto, a ridosso dell’ex Ilva, i cui lavoratori sono in sciopero dal 12 ottobre. Gli olivicoltori sommano al caro carburante il calo del prezzo dell’olio. Il 22 toccherà ai pescatori: giornata di sciopero nazionale e cento pescherecci a chiudere simbolicamente lo Stretto di Messina.

La geografia dei presìdi dice qualcosa che i comunicati non dicono. Raffinerie, porti, svincoli autostradali, lo Stretto: chi protesta va a colpire i nodi da cui passa l’energia, come se sapesse bene dove nasce il problema. E c’è un paradosso evidente. Il Sud ospita Augusta, Priolo, Taranto, cioè una parte rilevante della capacità di raffinazione del Paese, ma i produttori che vivono a pochi chilometri da quegli impianti non riescono più a pagarne il prodotto.

La guerra arriva alla pompa

Queste proteste sono la coda italiana di una crisi aperta lontano. I rincari sono partiti con la guerra in Iran e con le difficoltà di approvvigionamento dal Golfo: già a fine marzo, nel Siracusano, il gasolio agricolo era salito da 0,88 a 1,45 euro al litro.  A settembre la media nazionale del gasolio superava i 2,16 euro, 35 centesimi più di febbraio; il 12 ottobre il self costava in media 2,252 euro. La crisi di Hormuz, che finora abbiamo letto soprattutto come stress test per le petromonarchie e per i flussi finanziari del Golfo, ha anche una trasmissione verso il basso. Lungo la catena, ogni anello scarica il costo su quello successivo, finché arriva a chi non ha nessuno a valle: il piccolo autotrasportatore che non può ritoccare le tariffe, l’agricoltore che vende a prezzi fissati dalla grande distribuzione.

Le isole pagano due volte. Al carburante si sommano i noli marittimi, appesantiti dalle nuove regole ambientali sul trasporto navale, e i ritardi del Sea Modal Shift, l’ex Marebonus che dovrebbe compensare il costo del passaggio via mare da e per la Sicilia e la cui prima annualità non è stata pagata entro giugno. Le risposte arrivate finora agiscono sul prezzo alla pompa (tagli temporanei delle accise, il tetto annunciato da Eni sulla propria rete dal 28 settembre) e quasi mai sulla struttura dei costi. Per un trattore che brucia 300 euro di gasolio a mattina, uno sconto di 15 centesimi non cambia i conti.

Letta con gli strumenti dell’analisi dei sistemi-mondo, la vicenda ha una forma riconoscibile: gli shock esterni attraversano il centro e si depositano sulla periferia, che ha meno margini per assorbirli. Il Mezzogiorno funziona da periferia interna dell’Europa. Importa energia a prezzi di mercato globale, esporta prodotti agricoli in competizione con importazioni soggette a standard diversi, dipende da una logistica strada-mare che nessun incentivo pagato in ritardo riesce a rendere sostenibile. Su questo si innestano fragilità di lungo periodo come il credito difficile, lo spopolamento e l’arretramento dei servizi, che l’autonomia differenziata rischia di accentuare.

La copertura nazionale ha registrato i blocchi come cronaca del traffico più che come fatto politico. È una scelta che pesa: una protesta trattata come disagio stradale non obbliga nessuno a rispondere sul merito. Eppure il merito è chiaro. Un Paese che importa gli effetti delle guerre altrui senza strumenti propri per governare il costo dell’energia finisce per trasferirli sui territori e sulle categorie più deboli.

Per le prossime settimane gli indicatori da seguire sono pochi e osservabili: un intervento specifico sul gasolio agricolo e da autotrazione, il pagamento del Sea Modal Shift, l’eventuale proroga dei fermi oltre il 20 e il 22, la saldatura con lo sciopero dei pescatori. In assenza di misure, gli stessi promotori siciliani hanno già prospettato di proseguire. Se accadrà, sarà difficile continuare a chiamarla una vertenza di categoria.

Dalle strade del Sud arriva una domanda che riguarda tutto il Paese: chi decide quanto costa produrre in Italia, e chi ne paga il prezzo quando la decisione viene presa altrove.

10h. Lituânia emitiu um alerta por violação do espaço aéreo

18 October 2026 at 10:17
As autoridades aconselharam a população a procurar abrigo e mobilizaram caças da NATO. E ainda, IC19 com trânsito condicionado junto à estrada de Queluz, para exercício da Proteção Civil. 

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