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Câmeras em banheiros de escola levam ao afastamento de policiais no Paraná

23 October 2026 at 18:43

Dois policiais militares da reserva que trabalhavam no Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no norte do Paraná, foram afastados cautelarmente nesta quinta-feira (22). A Secretaria de Estado da Educação (Seed) apura a responsabilidade pela instalação de câmeras nas entradas dos banheiros dos estudantes, após alunos encontrarem um equipamento escondido no banheiro feminino.

O caso também levou ao afastamento de dois gestores da unidade na quarta-feira (21). Os nomes dos quatro servidores não foram divulgados. Eles são alvo de uma comissão interna criada pela Seed para esclarecer as circunstâncias do episódio e definir as medidas administrativas cabíveis.

A situação veio à tona na última segunda-feira (19), quando estudantes encontraram uma câmera no banheiro feminino. Eles retiraram o equipamento e o entregaram à Polícia Civil, que abriu um inquérito para investigar o caso. A descoberta também provocou um protesto em frente ao colégio, com alunos cobrando explicações da direção.

Em comunicado enviado aos responsáveis, a gestão escolar confirmou a existência de duas câmeras, posicionadas nas entradas dos banheiros feminino e masculino. A direção alegou que os equipamentos não registravam o interior das cabines sanitárias e afirmou que a finalidade era monitorar os acessos e reforçar a segurança da escola.

Câmeras em banheiros de escola levam ao afastamento de policiais no Paraná
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam a instalação dos equipamentos nas entradas dos banheiros dos estudantes | Foto: Reprodução

Segundo relatos dos estudantes, as imagens captadas pelas câmeras da unidade eram exibidas em monitores instalados na sala dos policiais militares da reserva. No modelo cívico-militar, esses profissionais atuam na disciplina dos alunos e na organização do ambiente escolar.

Após a descoberta, a Secretaria de Estado da Educação elaborou uma resolução para proibir expressamente a instalação de câmeras em banheiros ou em áreas externas que permitam captar imagens do interior desses ambientes, mesmo que parcialmente.

A pasta afirma que os diretores da rede estadual já recebiam orientações sobre os locais permitidos para a instalação dos equipamentos. Segundo a Seed, o uso de câmeras em banheiros viola o direito à intimidade e à privacidade, previsto no artigo 5º da Constituição Federal, além de contrariar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A resolução estabelece que o descumprimento das regras poderá resultar em apuração de responsabilidade administrativa dos envolvidos, inclusive integrantes da direção escolar. Também poderão ser aplicadas medidas nas esferas civil e criminal, conforme o caso.

Além do inquérito policial, a 4ª Promotoria de Justiça de Cambé instaurou procedimento para apurar o episódio nas esferas cível e criminal.

O Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo atende mais de mil estudantes. São 599 alunos no ensino fundamental e outros 423 no ensino médio.

O modelo cívico-militar foi ampliado no Paraná durante a gestão do governador Ratinho Junior (PSD) e é alvo de críticas de setores da oposição, que questionam a formação pedagógica dos militares que atuam nas escolas. A rede estadual tem mais de 2 mil unidades, das quais 345 adotam esse formato.

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Cachoeira recebe ônibus escolar para atender estudantes da zona rural

23 October 2026 at 17:59
O município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, recebeu um ônibus escolar na quinta-feira, 22, para reforçar o transporte de estudantes das comunidades rurais. A entrega faz parte da distribuição de 101 veículos para municípios do interior da Bahia, anunciada pelo Governo do Estado, com investimento de R$ 43,8 milhões.A iniciativa busca ampliar as condições de acesso à escola, especialmente para estudantes que vivem em localidades distantes da sede municipal. O veículo conta com dispositivos de acessibilidade e tração adequada para trafegar em estradas rurais. A entrega ocorreu no Farol da Barra, em Salvador, e integra ações do Programa Estadual de Transporte Escolar (PETE) e do programa federal Caminho da Escola.Segundo a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga, a regularidade do transporte escolar influencia a frequência dos estudantes, o rendimento em sala de aula e a permanência na escola.“Garantir que o aluno chegue à escola é garantir sua permanência em sala. Quando o transporte atrasa ou falha, toda a rotina escolar é afetada”, afirmou.O coordenador de transporte da Secretaria Municipal de Educação, Roberto Pereira Barreto, destacou que o novo veículo deve ampliar o atendimento aos estudantes da sede e da zona rural, incluindo comunidades quilombolas.De acordo com Barreto, o município também mantém serviços de transporte intermunicipal para estudantes de cursos técnicos e universitários que se deslocam para cidades como Santo Amaro, Governador Mangabeira, Feira de Santana e Cruz das Almas.

MPBA alerta para riscos digitais à infância e orienta famílias

23 October 2026 at 17:35
O acesso de crianças e adolescentes à internet sem supervisão adequada amplia a exposição a crimes cibernéticos, aliciamento, exploração sexual e violações de privacidade. Diante desse cenário, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) realizou, nesta sexta-feira, 23, em Salvador, a 9ª Conferência Tecnologia e Infância, com debates sobre proteção no ambiente digital, prevenção de violências e implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital).O encontro ocorreu no Auditório Afonso Garcia Tinoco, na sede do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), e reuniu discussões sobre os desafios da segurança de crianças e adolescentes na internet. A programação da manhã incluiu uma conversa sobre o ECA Digital, uma apresentação do programa Guardiões da Infância, da Polícia Federal, e uma atividade da SaferNet Brasil sobre educação digital nos municípios, com entrega de selos às cidades que implantaram a disciplina de cidadania digital. À tarde, as atividades foram transmitidas pelo Microsoft Teams, com participação exclusiva de membros e servidores do MPBA. Coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), a promotora de Justiça Ana Emanuela Cordeiro Rossi Meira destacou que o uso cada vez mais precoce da tecnologia exige atenção de familiares, responsáveis e instituições.“Cerca de 92% das crianças entre 9 e 17 anos, o que dá aproximadamente 24 milhões de crianças e adolescentes, acessam tecnologia, muitas vezes sem o acompanhamento e a supervisão dos pais”, afirmou.Segundo a promotora, a exposição sem acompanhamento pode facilitar o contato com criminosos que se passam por pessoas da mesma faixa etária para conquistar a confiança das vítimas, obter imagens e informações pessoais e, posteriormente, praticar ameaças, chantagens e aliciamento.Entre os riscos apontados por Ana Emanuela também estão a divulgação indevida de imagens, a violação da privacidade e o acesso a conteúdos sexuais ou violentos. Para ela, além de identificar possíveis situações de violência, é necessário orientar crianças e adolescentes para que utilizem a internet de maneira segura e crítica. Com 92% dos jovens conectados, MPBA reforça combate a crimes cibernéticos contra menores - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE ECA Digital amplia mecanismos de proteçãoA promotora explicou que o ECA Digital estabelece medidas para adaptar serviços e produtos digitais às necessidades de proteção de crianças e adolescentes, considerando sua condição peculiar de desenvolvimento.Entre as ferramentas mencionadas estão a vinculação de contas de usuários menores de 16 anos às contas de seus responsáveis, a supervisão do tempo de uso, o controle das interações com desconhecidos e a possibilidade de restringir o compartilhamento de dados pessoais e da localização.Ana Emanuela também chamou atenção para o volume de ocorrências relacionadas a violações no ambiente digital. Segundo os dados apresentados por ela, em 2025 foram registradas quase 88 mil ocorrências desse tipo, das quais 72% envolviam crianças e adolescentes e estavam relacionadas a imagens de abuso ou exploração sexual.A promotora ressaltou que a proteção não deve se limitar às ferramentas de controle parental. A atuação conjunta entre famílias, escolas, plataformas digitais e órgãos públicos é necessária para prevenir violações e responsabilizar os autores.Mudanças de comportamento podem indicar violênciaA identificação de sinais de violência digital também foi abordada durante o evento. De acordo com Ana Emanuela, alterações repentinas de humor, irritabilidade, ansiedade, isolamento e queda no desempenho escolar podem indicar que a criança ou o adolescente está enfrentando alguma situação de risco.A promotora orientou os responsáveis a manterem o diálogo e acompanharem as interações virtuais dos filhos. O objetivo, segundo ela, não é afastar crianças e adolescentes da tecnologia, mas permitir que aproveitem seus benefícios sem comprometer a segurança e o desenvolvimento.As denúncias podem ser feitas diretamente às plataformas digitais ou aos órgãos competentes. No MPBA, os canais disponíveis incluem o Disque 127 e o portal de atendimento. O Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, também recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive contra crianças e adolescentes.A promotora ainda indicou o site Fala Filho, ligado à campanha “O Cuidado Não Pode Ficar só no Off”, como fonte de informações sobre prevenção, identificação de violências e busca por ajuda.Violência virtual também preocupa meninasA secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Fernanda Lordelo, chamou atenção para os impactos da violência digital sobre meninas e adolescentes. Entre as situações que preocupam a pasta estão a divulgação não autorizada de imagens íntimas, o assédio virtual, as ameaças e outras formas de violência psicológica.Segundo a secretária, essas experiências podem provocar sofrimento emocional e comprometer a saúde e o bem-estar das vítimas. Ela defendeu a prevenção por meio de campanhas educativas e ações nas escolas públicas e privadas.“Esse ambiente faz parte da realidade dos jovens e não vai ser retirado, mas é um ambiente que precisa ser educado a ser utilizado”, afirmou.Fernanda citou o programa municipal Vamos Proteger e as atividades realizadas durante o Maio Laranja, campanha de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A secretária também destacou a importância de orientar estudantes e professores sobre o uso responsável da internet.Para ela, o enfrentamento à violência exige, além da prevenção, a denúncia e a articulação entre Ministério Público, Defensoria Pública e poder público municipal, para garantir o acompanhamento dos casos e a assistência às vítimas.A necessidade de supervisão familiar também apareceu nos relatos dos adolescentes ouvidos durante a conferência. Breno Barreto, que estima passar entre uma hora e meia e duas horas por dia na internet, afirmou que utiliza principalmente Instagram e TikTok e considera preocupante quando crianças recebem celulares ainda muito novas, sem acompanhamento dos responsáveis."O que mais me preocupa são os pais que dão celulares muito cedo para as crianças, mas não ficam observando o que os filhos estão acessando. Isso pode ter consequências graves. Quando alguém estranho fala comigo, primeiro converso com minha mãe e, se percebo alguma má intenção, bloqueio na hora”, concluiu.Ele contou que ganhou o primeiro aparelho por volta dos seis ou sete anos e que, quando recebe mensagens suspeitas, procura a mãe antes de tomar uma decisão. Caso identifique uma abordagem mal-intencionada, afirmou que bloqueia o contato. Kelly Cristiane, aluna da Hora da Criança - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE Já Kelly Cristiane Santos Farias, de 16 anos, disse que passa cerca de sete horas por dia na internet e utiliza principalmente o WhatsApp e o Instagram. Ela afirmou que procuraria a mãe caso enfrentasse situações como cyberbullying ou abordagens inadequadas de desconhecidos."Eu recorro à minha mãe para ela me ajudar a resolver, porque nem sempre a gente sabe o que fazer. Hoje em dia, a internet se tornou um lugar de muita guerra, onde muita gente quer atacar quem tem opiniões diferentes, mas não há respeito”, Afirmou a adolescente.A adolescente também demonstrou preocupação com a falta de respeito nas interações virtuais, especialmente entre pessoas que têm opiniões diferentes.Os relatos reforçam um dos pontos centrais discutidos na conferência: embora a internet faça parte da rotina de crianças e adolescentes, a construção de um ambiente digital mais seguro depende de orientação, diálogo, mecanismos de proteção e responsabilização diante de violações.

Salvador recebe evento gratuito com oficinas e experiências científicas

23 October 2026 at 16:26
O Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador, recebe, na próxima terça-feira (27) e quarta-feira (28), a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Com entrada gratuita, o evento terá oficinas, experiências interativas, demonstrações de robótica e atividades voltadas à pesquisa e à inovação, das 9h às 18h.Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa tem como tema “Ciência Delas”, que destaca a contribuição de meninas e mulheres para a pesquisa científica, a inovação e a produção do conhecimento.Na Bahia, a programação é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e inclui oficinas de construção de foguetes, criação de jogos digitais e produção de animações. O público também poderá participar de rodas de conversa sobre a presença feminina na ciência, trajetórias profissionais, geração de renda e criação de espaços interativos de pesquisa.A programação contará com projetos desenvolvidos por estudantes de escolas públicas de diferentes municípios baianos. As pesquisas apresentam soluções e iniciativas relacionadas à tecnologia, à sustentabilidade, à saúde e a questões sociais.O evento prevê ainda a participação do ônibus do Sesi, conhecido como BuzuTec e do caminhão educativo da Neoenergia. As iniciativas ampliam as possibilidades de contato do público com a ciência, a tecnologia e a leitura.O secretário da Secti, Edson Porto, destacou a importância de aproximar o conhecimento científico da população e ampliar a participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia.“Queremos aproximar a ciência e a tecnologia da população, criando oportunidades para que estudantes e toda a sociedade conheçam, na prática, as possibilidades da pesquisa e da inovação. Por isso, a programação da SNCT contempla atividades em Salvador e em outros territórios baianos, ampliando o acesso ao conhecimento científico. Com o tema ‘Ciência Delas’, também damos visibilidade à contribuição de meninas e mulheres para a ciência e incentivamos novas gerações a reconhecerem seu potencial nesses espaços”, afirmou.A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, Camilla Batista, também ressaltou a necessidade de fortalecer o protagonismo feminino e promover a equidade de gênero na ciência, na tecnologia e na inovação.“A SNCT reforça a importância de ampliar a presença e o protagonismo das mulheres na ciência, na tecnologia e na inovação. Precisamos incentivar meninas e mulheres a ocuparem esses espaços, valorizando seus talentos, conhecimentos e contribuições para o desenvolvimento da Bahia. Promover a equidade de gênero também significa garantir oportunidades para que elas sejam protagonistas na construção do futuro”, declarou.ServiçoO que: 23ª Semana Nacional de Ciência e TecnologiaData: 27 e 28 de outubro, das 9h às 18hLocal: Parque Tecnológico da Bahia, em SalvadorMais informações: https://www.ba.gov.br/secti/snct

CIAC inaugura Laboratório de Tradução Digital na Universidade do Algarve

23 October 2026 at 15:39

Instalado no Campus da Penha, o INTERFACE recebeu 473.800 euros para transformar conhecimento científico complexo em conteúdos visuais acessíveis.

O conteúdo CIAC inaugura Laboratório de Tradução Digital na Universidade do Algarve aparece primeiro em Barlavento.

Sócrates usa arquivamento da Parque Escolar a seu favor

23 October 2026 at 16:13
O ex-primeiro-ministro alega que suspeitas sem fundamento probatório sobre a Parque Escolar influenciaram indevidamente a acusação do processo que o julga desde julho de 2025.

© ANTONIO COTRIM/LUSA

José Sócrates, de 69 anos, está a ser julgado desde 03 de julho de 2025 por 22 crimes

Recife abrirá 34 creches no domingo para facilitar o voto dos pais

Logo Agência Brasil

Ao menos 34 creches municipais do Recife (PE) vão funcionar das 8h às 13h deste domingo (25), segundo turno das eleições gerais, para acolher as crianças de eleitoras e eleitores que não têm com quem deixá-las enquanto vão às urnas.

Segundo a prefeitura da capital pernambucana, 176 crianças de até 3 anos de idade foram inscritas para participar da iniciativa. As inscrições terminaram na última quarta-feira (21).

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Inicialmente, a Secretaria Municipal de Educação anunciou a intenção de abrir até 136 creches, mas acabou redefinindo o número de unidades necessárias em função da demanda.

Ainda de acordo com a pasta, quase mil profissionais da rede de ensino municipal se inscreveram espontaneamente para participar da ação. A prefeitura promete pagar uma gratificação para todos que efetivamente trabalharem no domingo, seguindo critérios preestabelecidos pela gestão municipal.

As crianças que ficarem aos cuidados dos trabalhadores vão participar de atividades lúdicas e recreativas. Em nota, a secretária municipal de Educação, Cecília Cruz, explicou que a proposta é que mães, pais e responsáveis tenham uma alternativa de acolhimento para os filhos enquanto se deslocam aos locais de votação.

"Organizamos a abertura das unidades de acordo com a demanda das famílias, para que esse atendimento seja realizado de forma responsável e atenda às necessidades identificadas”, acrescentou a secretária.

Escolas de educação especial em Cuba tentam se manter abertas durante crise

23 October 2026 at 15:20

Yarnelys Bec Abalela chegou à Escola Especial Abel Santamaría, em Havana, aos três anos de idade; na época, uma catarata congênita já limitava gravemente sua visão.

Após concluir o nono ano no local, ela se formou como professora e retornou à mesma escola para lecionar a crianças com uma condição semelhante à sua.

“Graças ao que aprendi nesta escola, consegui me formar como professora”, conta Bec, que trabalha na instituição há 21 anos e, atualmente, atua como professora terapêutica para o quinto ano.

Sua trajetória reflete o esforço que Cuba tem dedicado, tradicionalmente, à preservação da educação especial — uma das áreas que o governo ainda busca priorizar, apesar da profunda crise econômica e energética que a ilha enfrenta desde o início do ano, quando a administração Trump impôs um bloqueio energético ao país.

Atualmente, manter as salas de aula abertas exige ajustes crescentes, improvisação e sacrifícios por parte dos profissionais e das famílias.

A Escola Abel Santamaría atende, hoje, 44 alunos cegos ou com baixa visão, provenientes de diferentes municípios de Havana. Quatro ônibus escolares continuam a realizar o transporte, mas a escassez de combustível obrigou a escola a reduzir as aulas presenciais para quatro dias por semana.

Às sextas-feiras, os alunos realizam, de casa, exercícios propostos pelos professores.

“Não é a mesma coisa ter aulas presenciais, com professores capacitados, e ter aulas com o auxílio de um familiar”, afirmou a diretora da escola, Suramis Rodriguez Haberroff.

Ela acrescentou que a redução também forçou a instituição a cortar conteúdos e horas de ensino em determinadas disciplinas.

Cortes de energia

As interrupções no fornecimento de energia elétrica, que frequentemente ultrapassam 12 horas por dia na capital, representam um desafio adicional em uma escola onde a iluminação é fundamental para alunos com baixa visão.

Quando não há eletricidade, os professores aproximam as crianças das janelas ou transferem as atividades para pátios e corredores, a fim de aproveitar a luz natural.

Além da escassez de lupas, óculos e papel para Braille, a escola lida com equipamentos de escrita especializados que estão obsoletos.

Segundo Beatriz Lopez Morales, diretora nacional de Educação Especial, Cuba conta com impressoras Braille em apenas três centros regionais, embora exista uma escola para alunos com deficiência visual em cada província.

Os professores confeccionam suportes para livros usando papelão e cola, aproximando o material de leitura dos alunos; eles também criam guias de leitura que auxiliam aqueles com baixa visão a acompanhar as linhas de texto.

Cuba mantém 330 escolas de educação especial. Segundo um relatório governamental, os prejuízos ao setor educacional no último ano ultrapassaram 70 milhões de dólares — valor que Havana atribui às sanções dos Estados Unidos, embora a Casa Branca insista que o embargo visa pressionar o regime comunista e seus líderes, e não o povo cubano.

Na escola Abel Santamaría, no entanto, os professores continuam adaptando recursos e horários.

“É extremamente importante que essas escolas permaneçam abertas, pois oferecemos aos alunos a oportunidade de estudar, preparar-se e desenvolver as habilidades de que precisam para a vida”, acrescentou Bec Abalela.

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

Programa de ensino médio a distância da Bahia completa 15 anos

23 October 2026 at 14:53
Em 2026, o programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec), desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), completa 15 anos de atuação com a marca de 70 mil estudantes concluintes do Ensino Médio. Para celebrar a trajetória da iniciativa, professores da modalidade participaram, na última quarta-feira, 21, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, do Seminário Inovação, Práticas Pedagógicas e de Produção Científica dos Docentes do EMITec.O encontro promoveu o diálogo, a reflexão e o intercâmbio de conhecimentos entre os educadores, com foco na valorização da inovação pedagógica e no compartilhamento de experiências desenvolvidas em sala de aula.De acordo com a SEC, o EMITec amplia o acesso ao Ensino Médio em regiões remotas, rurais ou de difícil acesso da Bahia. As aulas são transmitidas ao vivo, via satélite ou internet, a partir de estúdios em Salvador, com o acompanhamento de professores presenciais nas unidades escolares. A metodologia utiliza ferramentas de comunicação que integram dados, voz e imagem.Atualmente, o programa conta com 12.920 estudantes matriculados, distribuídos em 123 municípios e 311 anexos escolares.O secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, destacou o papel da iniciativa na promoção da inclusão social e na democratização do acesso à educação.“O EMITec é uma política pública de inclusão, um compromisso do Governo do Estado para garantir direitos aos estudantes que moram em áreas remotas da Bahia. Afinal, com o Emitec, é possível estudar e concluir o Ensino Médio perto dos locais de onde moram. E nada disso acontece por acaso. Existe um trabalho sério de planejamento, de produção das aulas, de acompanhamento pedagógico e, principalmente, de profissionais comprometidos com a aprendizagem dos nossos estudantes”, disse. Programa de ensino médio a distância da Bahia completa 15 anos - Foto: Luiz Carrera A diretora do EMITec, Flávia Carvalho, ressaltou que o seminário foi uma oportunidade de compartilhar experiências e valorizar o trabalho desenvolvido pelos professores."A gente entende que, diante da carga horária do professor, não há muitos momentos de encontro e, muitas vezes, o que eles produzem durante as aulas acaba não sendo socializado entre eles. Então, criamos este momento para que a gente consiga fazer o compartilhamento das atividades, para que os professores percebam o que um pode agregar ao trabalho do outro em outras construções, o que a gente já faz bastante dentro do EMITec", explicou.A programação reuniu práticas pedagógicas e produções acadêmicas, científicas e artístico-culturais que evidenciam a diversidade dos saberes docentes e suas contribuições para o fortalecimento da educação pública baiana. Programa de ensino médio a distância da Bahia completa 15 anos - Foto: Luiz Carrera Entre os trabalhos apresentados esteve 'Raízes do saber: a popularização da ciência no campo com apoio das tecnologias digitais', da professora Graça Regina Ferreira. A proposta aborda práticas de iniciação científica em comunidades rurais, com o uso de tecnologias digitais para ampliar o acesso à informação e à divulgação científica."O objetivo é apresentar práticas pedagógicas de iniciação científica em contexto rural no EMITec, destacando a potência desta ferramenta no acesso à informação e divulgação científica", disse Graça.Já a professora Cláudia Norberta apresentou o trabalho 'Relato de Experiência: oficina de leitura e escrita na comunidade', voltado ao desenvolvimento das competências de leitura e escrita dos estudantes por meio de atividades realizadas junto à comunidade escolar."O foco é levar oficinas de leitura e escrita para a comunidade emitequiana. A intenção é desenvolver a competência leitora e escritora dos alunos, com temas baseados na literatura decolonial, na perspectiva antirracista", destacou.Além do compartilhamento de experiências, o evento também homenageou os educadores em reconhecimento à dedicação, ao compromisso e ao protagonismo na formação dos estudantes, em alusão ao Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro. A programação incluiu, ainda, o lançamento da Revista Estudantil Interativa (REI).

Faculdade de Direito mantém tempo complementar em exames

23 October 2026 at 14:10
Diretor da Facudade diz que a decisão, em vigor desde junho, é irreversível e justifica-a com o crescimento "assustador" de pedidos e a credibilidade da avaliação.

© PAULO NOVAIS/LUSA

Questionada sobre que se outras faculdades tomaram decisões semelhantes, a Universidade de Coimbra não respondeu

Estudantes em protesto fecham Liceu Camões e António Arroio

23 October 2026 at 12:13
Depois de uma acampada, os alunos organizados pelo movimento Fim ao Fóssil e Chumbado.pt bloquearam o acesso às escolas. Habitação, guerra, crise climática e educação entre as principais preocupações.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Os alunos prenderam-se às correntes com que fecharam o acesso à escola.

Famílias devem milhões às autarquias por refeições escolares

23 October 2026 at 11:08
Autarquias recorrem ao Fisco para cobrar dívidas, mas garantem que nenhuma criança fica sem comer por falta de pagamento. Odivelas, Leiria, Ovar e Maia estão entre os municípios com mais dívidas.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Os incumprimentos não se limitam às refeições escolares

Portugal abre portas na China ao ensino e ciência

23 October 2026 at 07:33

Fernando Alexandre quer Portugal no mapa das redes internacionais de investigação de excelência. Em 2025, renovou as parcerias com as universidades americanas, definindo áreas prioritárias para a cooperação. Agora, o ministro da Educação, Ciência e Inovação e Helena Canhão, a sua secretária de Estado para o sector, abrem portas na China.

“Num contexto em que os Estados Unidos e a China lideram várias áreas científicas e tecnológicas, Portugal deve reforçar a sua capacidade de participar nas redes internacionais de investigação de excelência, envolvendo instituições desses países, com vista a desenvolver competências próprias e a criar condições para que as suas instituições e empresas integrem cadeias de valor de maior intensidade tecnológica”, afirma Fernando Alexandre ao JE.

O ministro explica que a “capacidade de Portugal competir na economia do conhecimento depende, em grande medida, da qualidade da sua ciência, da capacidade de atrair e formar talento e da transformação do conhecimento em inovação e em valor económico”.

A República Popular da China, segunda economia do mundo, tem hoje instituições científicas e tecnológicas de referência, alcançando a excelência em várias áreas. “Para Portugal é uma prioridade estabelecer relações com as suas instituições e criar oportunidades de colaboração que resultem em benefícios científicos, académicos, com impacto social e económico”.

Fernando Alexandre lembra que “o alinhamento das prioridades nacionais com as prioridades da UE” é um dos princípios orientadores da avaliação da estratégia em curso para a ciência e a inovação. E que um dos objetivos estratégicos da política é “tornar as instituições portuguesas cada vez mais relevantes” na procura de soluções para os grandes desafios da Europa.
“A relevância das nossas universidades também se mede pela sua capacidade de estabelecerem relações e desenvolverem projetos conjuntos com as melhores instituições internacionais, europeias, norte-americanas ou chinesas. Ou seja, o enquadramento nas políticas da União Europeia não impede a cooperação internacional”.

D acordo com a Declaração Conjunta assinada por Fernando Alexandre e o homólogo Yin Hejun, a cooperação com a China será aprofundada em cinco áreas prioritárias. A saber: oceano e economia azul; energia, clima, baterias e hidrogénio; agricultura, bioeconomia e alimentação; saúde, envelhecimento saudável e tecnologias médicas; e conservação do património cultural através da ciência.

A cooperação poderá incluir projetos com mecanismos de financiamento conjuntos, mobilidade de investigadores, apoio à colaboração tecnológica entre instituições e empresas, e redes de laboratórios conjuntos ou consórcios de investigação. As formas serão definidas em reuniões técnicas a realizar em 2027.

Na área do Ensino Superior, sai desta visita a retoma já no próximo ano das negociações com vista a um novo acordo de reconhecimento mútuo de graus e diplomas entre Portugal e China, que substituirá o documento de 2005.
O ensino e a formação vocacional não foram esquecidas. Também no próximo ano arrancam consultas técnicas com vista “à elaboração de instrumentos de cooperação bilateral”. Nesta área, o foco aponta ao intercâmbio de boas práticas, desenvolvimento curricular, formação de professores e de formadores e parcerias institucionais.

O périplo incluiu Tianjin, Pequim e Xangai e durou uma semana. Fernando Alexandre e Helena Canhão foram acompanhados por reitores e investigadores de cerca de 15 instituições portuguesas, que procuraram eles próprios aprofundar a cooperação que mantêm no país ou abrir novas portas.

Ficou definido que Portugal participará, como “País de Honra”, na Conferência Anual e Exposição da China sobre Educação Internacional e na Exposição de Educação da China em 2027.

A visita oficial é tudo menos simbólica. “Representa uma aposta na cooperação científica, tecnológica e académica, com resultados que terão de ser avaliados no médio e no longo prazo”, diz Fernando Alexandre ao JE.

Liberté, égalité, impasse

23 October 2026 at 00:13

A França habituou-se a fazer da rua uma extensão do Parlamento. O que hoje inquieta é a possibilidade de a rua estar a substituir uma política que deixou de oferecer saídas. Entre escolas degradadas, contas públicas exaustas e uma Presidência sem autoridade suficiente para unir o país, a crise francesa tornou-se uma disputa sobre a própria promessa republicana: o que pode ainda o Estado exigir aos cidadãos quando tantos deixaram de acreditar naquilo que recebem em troca?

Maio de 68 regressa inevitavelmente à conversa. A comparação exige prudência. Aquela revolta enfrentava uma sociedade em crescimento, mas rígida nas hierarquias e nos costumes. A contestação atual nasce numa sociedade envelhecida, endividada e receosa de perder o que conquistou. Em 1968, a juventude queria transformar o mundo. Hoje, muitos jovens procuram perceber se ainda terão lugar nele. A diferença está na confiança no futuro.

A dívida pública atingiu 119% do PIB no segundo trimestre de 2026. Não é apenas um problema contabilístico. Quanto mais recursos absorvem os juros, menos liberdade existe para melhorar escolas, hospitais ou transportes. A França mantém um Estado social exigente e uma máquina administrativa pesada, cuja eficácia nem sempre corresponde ao custo. As prestações de proteção social representavam 31,9% do PIB em 2024. Essa proteção é uma conquista civilizacional; garantir o seu financiamento tornou-se uma responsabilidade que sucessivos governos adiaram.

O bloqueio agrava-se quando quem paga sente que os serviços pioram e quem depende deles teme qualquer mudança. A acumulação de estruturas administrativas dispersa responsabilidades e torna difícil perceber quem responde pelo fracasso. Entretanto, os jovens enfrentam uma distribuição de recursos que protege posições adquiridas sem lhes garantir oportunidades equivalentes. A dívida prolonga esse desequilíbrio, transferindo para amanhã parte do custo político de hoje.

Chirac e Alain Juppé enfrentaram a contestação de 1995. Sarkozy e François Fillon fizeram avançar mudanças nas pensões. Hollande procurou reformar o trabalho, com Manuel Valls, pagando um elevado preço político. Macron retomou a ambição reformista. Seria historicamente errado dizer que nada mudou. Mudaram leis, idades de reforma e regras laborais. Faltou transformar essas alterações num compromisso social duradouro. Reformar tornou-se uma operação imposta por um governo e contestada até à oportunidade seguinte de a desfazer.

Macron prometeu romper esse ciclo. A sua responsabilidade mede-se pela distância entre essa promessa e o resultado. Quis representar a ambição europeia, a autonomia estratégica e a influência francesa no mundo. Essa intervenção externa era necessária. Mas faltou-lhe construir, dentro de França, uma estratégia reconhecível para ligar competitividade, proteção social e mobilidade. A dissolução parlamentar de 2024 agravou a fragmentação. O Presidente continuou a explicar o lugar da França no mundo enquanto perdia capacidade para explicar aos franceses o seu lugar na França.

Também convém precisar o diagnóstico tecnológico. O país possui excelência na aeronáutica, no nuclear e na inteligência artificial. O problema reside na dificuldade de disseminar inovação, fazer crescer empresas e converter conhecimento em produtividade por toda a economia. A existência de campeões tecnológicos não resolve a estagnação dos territórios que ficaram afastados deles. Sem crescimento suficiente, a promessa de preservar todas as prestações e baixar impostos acaba financiada por dívida ou desmentida pelo orçamento seguinte.

Sobre este desgaste sobrepõem-se três Franças. Uma deixou de reconhecer legitimidade à autoridade pública. Nela coexistem motivações distintas: exclusão territorial, discriminação, descrença nas instituições e radicalismos que fazem da confrontação um objetivo. Isso não transforma todos os manifestantes em inimigos do Estado. Obriga a distinguir reivindicação democrática, violência e criminalidade, sem desculpar estas últimas nem reduzir o protesto às suas expressões destrutivas.

Outra França exige um Estado forte que faça cumprir regras, proteja pessoas e recupere o controlo. A insegurança e a perceção de impunidade aproximam parte desse eleitorado da extrema-direita. Entre ambas, um centro perde espaço porque já não convence como promessa de mudança nem como garantia de estabilidade. A autoridade que falha enfraquece a moderação; a moderação sem resultados acaba confundida com impotência.

É neste terreno que Marine Le Pen prepara 2027. A sua chegada ao poder permanece uma possibilidade, dependente das urnas e da configuração institucional. Mas o debate mudou: a extrema-direita apresenta-se como solução de governo e obriga os restantes partidos a reagir às suas prioridades. A crise beneficia quem promete ordem e proteção, mesmo quando as contas dessa promessa continuam por demonstrar.

Le Pen propõe cortar a contribuição francesa para a União Europeia e questiona novos financiamentos para a Ucrânia. Uma redução unilateral enfrentaria compromissos jurídicos e resistência dos parceiros. Ainda assim, a ameaça tem consequências: dificulta o próximo quadro financeiro europeu e fragiliza a previsibilidade do apoio a Kiev. O problema estrutural francês pode, assim, converter-se num problema de segurança europeu. Moscovo não precisa de decidir as eleições francesas para beneficiar das suas consequências.

Nas ruas existe, porém, uma inquietação que os governos deveriam escutar melhor. Os jovens falam de habitação, educação, emprego e rendimentos, mas entre as suas reivindicações também aparece a recusa da guerra. Não há uma juventude politicamente uniforme. Há quem peça uma Europa capaz de falar a uma só voz pela paz e de oferecer uma perspetiva de vida que ultrapasse a preparação permanente para novas crises. Escutar essa aspiração exige discutir seriamente como alcançar uma paz sustentável.

A defesa da Ucrânia e o investimento nas escolas precisam de uma explicação política comum: proteger a possibilidade de um futuro livre. Apresentá-los como escolhas necessariamente incompatíveis facilita o trabalho de quem promete resolver a crise social abandonando compromissos externos. Mas exigir sacrifícios sem explicar prioridades, custos e resultados também destrói apoio. Os líderes europeus revelam essa dificuldade nas negociações orçamentais, onde cada ambição coletiva encontra uma resistência nacional.

A França precisa de recuperar capacidade para produzir, reformar e fazer cumprir a lei com legitimidade. Precisa também de devolver sentido à solidariedade entre gerações. Nenhum destes objetivos sobreviverá muito tempo sem os outros. O perigo para a República começa quando a liberdade parece desordem, a igualdade parece promessa incumprida e a fraternidade deixa de alcançar quem vive do outro lado da barricada. É desse impasse que a política tem de a retirar.

Grupo Inspired escolhe região de Lisboa para estreia mundial de novo modelo educativo

22 October 2026 at 23:26

A região de Lisboa foi escolhida pelo Inspired Education Group para ser um dos dois palcos da estreia mundial da Inspired Edge Academy, um novo modelo educativo que promete repensar a forma como as crianças dos 7 aos 10 anos aprendem.

O lançamento está previsto para setembro de 2027 e acontecerá em simultâneo em Londres e na região de Lisboa. Em Portugal, a academia vai funcionar num edifício exclusivo no campus do PaRK International School, em Alfragide.

Com sede em Londres, o Inspired Education Group conta com mais de 125 colégios de topo em todo o mundo

A Inspired Edge Academy é dirigida a crianças entre os 7 e os 10 anos, o modelo propõe uma aprendizagem mais personalizada, próxima e adaptada ao ritmo de cada aluno. Em vez de uma progressão uniforme por idade ou por turma, cada aluno avança ao seu ritmo, com acompanhamento próximo de professores e coaches e com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial que ajudam a personalizar os desafios.

Segundo o grupo, esta progressão baseada no domínio dos conhecimentos permite que determinados conteúdos sejam concluídos em cerca de um terço do tempo de uma sala de aula tradicional. Em colégios do Grupo Inspired que já utilizaram plataformas adaptativas semelhantes, os alunos registaram, após seis semanas, uma melhoria média de 8,1% nos resultados das avaliações.

O objetivo, sublinha o grupo, não é acelerar por acelerar, mas libertar tempo. O tempo ganho será usado para aprofundar conhecimentos e desenvolver competências essenciais para o futuro: pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, literacia financeira, empreendedorismo e bem-estar.

O modelo prevê ainda um rácio de um adulto por cada 10 alunos.

A organização do dia reflete essa abordagem. As manhãs são dedicadas às aprendizagens fundamentais – incluindo Inglês, Matemática, Ciências, Tecnologias e Línguas – através de percursos personalizados.

À tarde, a aprendizagem assume uma dimensão mais prática e colaborativa, com projetos interdisciplinares. Entre os exemplos previstos estão imaginar e desenvolver uma colónia em Marte ou construir um carro elétrico de competição, onde os alunos terão de conceber e montar o veículo, trabalhar com especialistas e procurar apoio junto de empresas para financiar a participação numa corrida.

“Mais do que introduzir novas ferramentas na educação, este modelo procura repensar a forma como as crianças aprendem. A tecnologia tem um papel importante, mas é o professor que dá sentido à aprendizagem, acompanha cada aluno e cria as condições para que desenvolva todo o seu potencial. Queremos que cada criança tenha um percurso que respeite a forma como aprende, mas também tempo e espaço para experimentar, criar, trabalhar com os outros, resolver problemas e descobrir aquilo em que pode ir mais longe”, afirma Joana Simas, Diretora da Inspired Edge Academy™ em Portugal.

Joana Simas é atualmente Global Head of EdTech Implementation do Inspired Education Group, onde lidera projetos de inovação educativa à escala internacional. A estrutura de liderança internacional da Inspired Edge Academy™ integra ainda Marc Thiessen, CEO; Michael Lambert, Diretor de Educação do Inspired Education Group; e Adam Webster, Diretor do Programa Educativo.

Antes do lançamento oficial, as famílias poderão conhecer e experimentar alguns dos princípios do novo modelo num Open Day imersivo intitulado “Missão Impossível”, que se realiza a 21 de novembro, no campus do PaRK International School Alfragide.

Destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos e respetivas famílias, o evento vai transformar as crianças em “Edgineers”, com desafios práticos no Edge Lab – decifrar códigos, construir uma ponte e trabalhar em equipa para resolver diferentes problemas.

Enquanto as crianças participam nos desafios, os pais poderão conhecer a equipa, perceber como funciona o modelo de aprendizagem personalizada, explorar a visão para os espaços de aprendizagem e compreender de que forma professores e coaches acompanham a evolução de cada aluno.

Silves reforça apoio à «Bem Crescer» para intervenção precoce na infância

22 October 2026 at 22:13

O apoio municipal sobe para 50.742,72 euros anuais. A resposta dos Amigos dos Pequeninos acompanha 63 crianças dos zero aos seis anos e as respetivas famílias.

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