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Rangel alerta para riscos da IA no voto eletrónico

20 October 2026 at 21:31
Paulo Rangel defende que a segurança eleitoral "deve ser sempre garantida" e aponta as eleições do Conselho das Comunidades de 2027 como possível teste.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Seis dezenas manifestam-se em Faro contra custo das casas

By: Lusa
20 October 2026 at 21:14

O protesto em Faro reuniu cerca de seis dezenas de pessoas junto à CCDR Algarve. Manifestantes denunciaram o peso das rendas e do custo de vida.

O conteúdo Seis dezenas manifestam-se em Faro contra custo das casas aparece primeiro em Barlavento.

Reclamações contra a TAP caem 24%, mas queixas sobre atendimento aumentam para 39%

20 October 2026 at 21:10

O número de reclamações dirigidas à TAP diminuiu 24% entre 1 de janeiro e 18 de outubro, face ao período homólogo de 2025, mas as queixas relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento ganharam peso, representando 39,19% do total, segundo uma análise do Portal da Queixa.

No período em análise, foram registadas 222 reclamações contra a companhia aérea, menos 69 do que as 291 contabilizadas nos mesmos meses de 2025. Apesar da redução, a análise revela uma mudança no perfil da insatisfação dos passageiros, com o atendimento e a assistência a assumirem maior importância relativa.

As reclamações relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento passaram de 26,61% do total em 2025 para 39,19% em 2026, um aumento de 12,58 pontos percentuais. Estas queixas incluem situações de atendimento ineficiente, apoio insuficiente ao cliente, comportamento de funcionários e tripulações, recusa de serviço e dificuldades de acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida, refere a análise do Portal da Queixa.

Em sentido contrário, as reclamações relativas a atrasos e cancelamentos recuaram de 20,18% para 12,61%, enquanto as queixas sobre bagagem diminuíram de 15,50% para 11,26%.

As questões financeiras e os reembolsos mantiveram-se como o segundo principal motivo de insatisfação, representando 19,82% das reclamações, contra 19,30% no período homólogo. Já as questões legais e contratuais aumentaram de 2,34% para 4,05%.

A descida das reclamações contrasta com a evolução registada em 2025, ano em que foram contabilizadas 342 queixas contra a TAP, mais 26,20% do que em 2024.

O Índice de Satisfação da TAP no Portal da Queixa situa-se atualmente em 19,9 pontos, numa escala de zero a 100, sendo classificado como “Fraco”. A taxa de solução é de 11,7%, enquanto a taxa de retenção se fixa em 40,9%, de acordo com os mesmos dados.

“Em 2026, a qualidade do serviço e o atendimento ganharam um peso significativo na insatisfação com a TAP, representando quase quatro em cada dez reclamações”, afirmou Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, citado na análise.

O responsável sublinhou que a experiência dos passageiros depende não apenas da operação dos voos, mas também da capacidade de resposta da companhia, da assistência prestada e da forma como os problemas são resolvidos.

Os dados são divulgados numa fase em que a TAP se prepara para receber um novo acionista estrangeiro, num processo de transformação da estrutura acionista da transportadora aérea.

Manifestantes decidem voltar a montar tendas na quarta-feira no Rossio

By: Lusa
20 October 2026 at 20:54

Os manifestantes da acampada de Lisboa, reunidos em assembleia popular na Praça do Rossio, decidiram esta terça-feira, pelas 20:38, voltar a ocupar aquele espaço com tendas a partir de quarta-feira. Os organizadores da acampada de Lisboa tinham pedido a votação em assembleia popular sobre o regresso das tendas à praça na quarta-feira, depois de um período de microfone aberto para intervenções livres.

Largas centenas de pessoas reuniram-se hoje às 19:00 na Praça do Rossio, em Lisboa, para exigir mais habitação e melhores condições de vida, tendo decidido Ao mesmo tempo, as mais de mil pessoas que se juntaram esta terça-feira ao movimento pela habitação na Praça D. João I, no Porto, deslocaram-se desse local até à frente da Câmara Municipal, ocupando a rua entre os dois espaços.

Entre as milhares de pessoas na Praça do Rossio, a Lusa constatou que estão a ex-vereadora pela Habitação na Câmara de Lisboa Helena Roseta, o ex-líder do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza, o historiador e deputado do Livre, Rui Tavares, e o dirigente do Livre Jorge Pinto. A manifestação contou também com a presença dos artistas Vitorino e Tim, da banda Xutos e Pontapés, que fizeram um concerto improvisado.

Ao mesmo tempo, no Porto, mais de mil pessoas responderam ao apelo à concentração pelas 19:00 na Praça D. João I e mudaram-se para a frente da Câmara do Porto.

Na praça, ladeada por forte aparato policial após esta terça-feira de manhã terem ordenado a desmontagem da acampada, tinha decorrido um concerto de Clã, seguindo-se esta marcha. No topo da Avenida dos Aliados, a polícia tinha já cortado a passagem ao trânsito.

Por seu lado, em Coimbra, na Praça 8 de Maio, juntaram-se mais de 400 pessoas junto à Câmara e ao Mosteiro de Santa Cruz, para reivindicarem soluções para a crise habitacional, enquanto em Évora cerca de 100 pessoas concentraram-se em frente ao edifício da Câmara Municipal, algumas ‘munidas’ de cartazes, para exigir habitação digna para a população.

Paralelamente, cerca de seis dezenas de pessoas manifestaram-se em Faro em solidariedade com as acampadas de Lisboa e Porto e em protesto contra o preço elevado das casas, que estão cada vez mais fora do seu alcance.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica “Não dá mais para viver assim” promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

(Notícia atualizada às 21h25 com mais informação)

Repórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, é finalista no Prêmio SBIm

20 October 2026 at 20:53

Logo Agência Brasil

A repórter da Agência Brasil Tâmara Freire foi selecionada entre os finalistas do VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde, com a reportagem Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco. A lista de candidatos ao prêmio foi divulgada nesta terça-feira (20).

A reportagem conta com a edição de Juliana Andrade e fotos de Tomaz Silva e Fernando Frazão. O trabalho foi considerado um dos três melhores na categoria Texto para internet e mostra que, em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra o influenza, vírus causador da gripe. 

Notícias relacionadas:

Os dados, reunidos pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.

A jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) afirma que a matéria é um alerta e um apelo, para que as pessoas entendam que todas as vacinas recomendadas são essenciais e seguras, e para que mais nenhuma família sofra perdas evitáveis.

"As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês", diz Tâmara. 

Tâmara Freire é jornalista na EBC há 13 anos e atua principalmente na cobertura de saúde e ciência, com foco especial em vacinação. Ela cursa mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A repórter foi eleita duas vezes como uma das jornalistas mais admiradas da imprensa de saúde, ciência e bem estar no prêmio promovido pelo Hospital Albert Einsten. Além disso, conquistou o 3º lugar na última edição do Prêmio da Sociedade Brasileira de Imunizações, com o podcast Sala de Vacina.

"É muito gratificante ter o meu trabalho reconhecido por organizações como Sbim, Febrasgo e Opas. Esta é mais uma prova de que o jornalismo de saúde feito pela Agência Brasil é pautado pelo interesse público e pelas evidências científicas, dois princípios inegociáveis para quem luta contra a desinformação", comemora. 

VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde

A premiação é realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O concurso teve como tema “Vacinação da gestante: proteção para a mãe e o bebê”. A solenidade de premiação acontecerá em São Paulo, no dia 18 de novembro.

Veja a lista dos finalistas: 

Impresso:

  • Isabel Dourado (Correio da Manhã) — Vacinação em gestantes: um ato duplo de amor;
  • Mariana Rosário (O Globo) — De mãe para filho: Vacina de VSR para grávidas já barra avanço da bronquiolite grave em bebês;
  • Paloma Oliveto (Correio Braziliense) — Medida simples para um problema grave;

Texto para internet:

  • Layla Shasta (Veja Saúde) — “Vi meu filho desfalecer em meus braços”: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves;
  • Talyta Vespa e Poliana Casemiro (G1) — Após filha morrer por complicações do VSR, mãe engravida novamente e recebe no SUS vacina que não pôde pagar na primeira gestação;
  • Tâmara Freire (Agência Brasil) — Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco;

Áudio e vídeo:

  • Júlio Barros Manoel e Robbson Queiroz (Record News) — Vacinação na gestação: Proteção para a mãe e o bebê;
  • Thais de Travassos e Marcela Varasquim (Record) — Vacinação de gestantes;
  • Zuila Duarte (TV Cabo Branco) — Duas vidas, uma proteção: a importância da vacinação na gravidez;

Braga: Dezenas saem à rua solidários com acampadas e pelo direito à habitação

20 October 2026 at 20:28

Cerca de duas centenas de pessoas, maioritariamente jovens e estudantes da Universidade do Minho, juntaram-se hoje no centro de Braga em solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto e em defesa de “uma vida melhor”.

“Isto no fundo não teve promotores nem organizadores. Foi algo espontâneo, surgiu da vontade popular, começou a circular nas redes [sociais], aconteceu em várias cidades também, no calor dos acontecimentos desta madrugada, no Porto e em Lisboa e da força brutal policial que aconteceu. É uma forma de solidariedade que encontramos e o pessoal juntou-se aqui”, explicou Teresa Amorim, porta-voz da concentração, à agência Lusa.

A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19:00 e cerca das 20:30, tendo os manifestantes cantado o Grândola Vila Morena, tema símbolo do 25 de Abril, sob o olhar de quatro agentes da PSP, que se mantinham a alguns metros de distância.

“Temos aqui muitas pessoas jovens, muitos estudantes da Universidade do Minho que também sofrem pela falta de habitação e pela falta de residências públicas e acessíveis. A maioria dos estudantes da Universidade do Minho são estudantes deslocados que não têm outro sítio para onde ir, a não ser para as residências universitárias”, frisou Teresa Amorim.

Esta porta-voz deu conta de que na quarta-feira, a partir das 18:30, haverá nova concentração, no mesmo local, mais organizada, denominada de Assembleia Popular, mas sem tendas.

“Um bocado à semelhança do que tem acontecido no Porto e em Lisboa, e aí sim, será para conversar de outra forma, para ver as emoções das pessoas, o que é que sentimos, o que é que queremos para Braga, se queremos fazer mais Assembleias Populares. No fundo é um apelo a ocupar o espaço público, que é um direito constitucional que é nosso”, detalhou.

Para a porta-voz, de 28 anos, o que se está a passar em Portugal é transversal a muitos países.

“Portugal não é exceção. É uma vida miserável a que nós assistimos, dos nossos familiares, de pessoas amigas, e daí ser uma luta de todas as pessoas e a razão de estarmos aqui. Não somos egoístas, estamos aqui porque queremos realmente uma vida boa para todas as pessoas”, assumiu Teresa Amorim.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica “Não dá mais para viver assim” promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas e que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

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Empresa ligada a Willer Tomaz foi administrada por diretor da Polícia Civil do DF

20 October 2026 at 18:00

Uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz – alvo da segunda fase da operação Sem Descontos, que apura desvios indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS – teve como administrador um diretor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Durante quatro meses de 2025, Delcimar de Oliveira Silva, que havia assumido a diretoria de Tecnologia da Informação (TI) em fevereiro de 2023, respondeu como administrador da Direção Táxi Aéreo LTDA enquanto era remunerado pela instituição pública, o que é vedado por lei.

A Direção Táxi Aéreo LTDA foi adquirida em maio de 2024 pela Jet Line Locações e Serviços Aéreos S/A, naquele ano representada por Lídia Maria Figueiredo Mazelli, apontada como administradora de empresas de Willer Tomaz. Sete meses após a incorporação, a Direção Táxi Aéreo passou a ser administrada pelo então diretor da PCDF, informação que consta no contrato social da empresa, conforme documentos obtidos pela Agência Pública. 

Procurado, Delcimar de Oliveira Silva afirmou ser “policial civil aposentado” e declarou que, “durante o curtíssimo período em que estive no [Direção] Táxi Aéreo, encontrava-me afastado das minhas funções na PCDF”. O servidor saiu da ativa no ano passado. Segundo o Portal da Transparência do Distrito Federal, no entanto, o então servidor recebeu proventos pela função de “diretor/ delegado de polícia” da corporação entre dezembro de 2024 e abril de 2025, como confirmado por cópias dos comprovantes de pagamento, obtidas pela Pública.

  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública

A reportagem apresentou os dados das guias de pagamento a Silva. Também questionou o motivo de ter sido exonerado do cargo de diretor em período similar à sua saída da Direção Táxi Aéreo. O ex-diretor, no entanto, limitou-se a dizer que “não tem outras considerações a acrescentar”.

Arranjo incomum

De acordo com o inciso X do artigo 17 da Lei 8.112/1990, é vedado a servidores públicos participação em gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, e de exercerem o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário. 

Comprovante da participação de Delcimar de Oliveira Silva na administração da empresa
Comprovante da participação de Delcimar de Oliveira Silva na administração da empresa
O que a legislação proíbe expressamente é a participação na gestão empresarial, seja formalmente, como administrador designado no contrato social, seja materialmente, por meio da condução efetiva dos negócios. Essa restrição decorre das peculiaridades da atividade policial, que exige dedicação ao serviço público, disponibilidade funcional, imparcialidade e prevenção de conflitos de interesses.”
Vinícius Nascimento
Consultor legislativo e professor de direito para carreiras policiais

Segundo a Lei 15.047/2024, que institui o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal e atualiza a legislação de 1965, “participar da gerência ou da administração de empresa, de fato ou de direito, qualquer que seja a sua natureza” é considerada uma das “infrações disciplinares praticadas por servidor puníveis com demissão”. De acordo com Nascimento, a regra não é diferente “quanto ao policial que exerce cargo de confiança”. A lei foi sancionada pelo presidente Lula e entrou em vigor em 17 de dezembro, dois dias antes de Delcimar de Oliveira Silva assumir a administração da empresa ligada a Willer Tomaz.

Procurada para explicar o arranjo incomum que permitiu que o então diretor de TI ocupasse um cargo de administração em empresa privada, a PCDF informou que Delcimar de Oliveira Silva não integra mais o quadro ativo na instituição. A instituição admitiu não ter “conhecimento da situação” e que a questão foi “encaminhada para a Corregedoria Geral de Polícia para conhecimento”.

Delcimar assumiu a administração da empresa dois dias após a entrada em vigor da Lei 15.047/2024
Delcimar assumiu a administração da empresa dois dias após a entrada em vigor da Lei 15.047/2024

Sucessão recorrente dentro da família Tomaz

Conforme certidão de inteiro teor da Direção Táxi Aéreo LTDA, o diretor da PCDF deixou a administração da empresa em maio de 2025, quando o cargo passou para Flávia Tomaz, esposa do advogado. No mesmo mês, Delcimar de Oliveira Silva foi exonerado da direção da Polícia Civil e saiu em licença não remunerada. Um ano depois, ao retornar à ativa, em maio de 2026, o então servidor solicitou aposentadoria. Dias após consegui-la, porém, foi agraciado com abono de permanência – benefício pago a servidores que cumpriram requisitos para se aposentar voluntariamente, mas escolheram continuar trabalhando.

No mesmo período em que o então servidor se retirou da Direção Táxi Aéreo, Lídia Mazelli deixou a sociedade da Jet Line, passando o controle total da empresa a Flávia Tomaz. Diferentemente da vida luxuosa do casal, Mazelli mora em um prédio de três andares, sobre uma loja de móveis, no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal.

Segundo os documentos aos quais a Pública teve acesso, todas as modificações e alterações no contrato social da Direção Táxi Aéreo foram feitas pela Voga Serviços Contábeis – companhia de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e irmão de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL). Alexandre Reis também faz a contabilidade de empresas do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Trecho de alteração contratual da direção da empresa Táxi Aéreo LTDA
Trecho de alteração contratual da direção da empresa Táxi Aéreo LTDA

Questionado sobre o período da administração de Delcimar de Oliveira Silva, Willer Tomaz informou que o gestor “encontrava-se afastado de suas funções na Polícia Civil do Distrito Federal durante o período em que participou da administração da empresa de táxi aéreo”. “As empresas às quais Willer Tomaz está vinculado exercem suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização”, declarou o advogado em nota à Pública.

Empresa “familiar”

Segundo dados públicos, a Jet Line foi constituída em setembro de 2008, com capital social de R$ 1 milhão. Na Receita Federal, apenas os nomes de Flávia Oliveira Correa Tomaz e Christine Tomaz de Souza, irmã de Willer Tomaz, constam no quadro societário da Jet Line. 

A Jet Line funciona no mesmo endereço da empresa que adquiriu em 2024 – a Direção Táxi Aéreo LTDA, aberta em 2021, com capital social de R$ 200 mil, por um servidor público e uma médica.

Apesar de estar oficialmente em nome de Flávia Tomaz, o site oficial da Direção Táxi Aéreo aponta como responsável pelo domínio o advogado Willer Tomaz. 

Além do diretor da PCDF, a Direção Táxi Aéreo também teve, a partir de janeiro de 2026, um coronel da reserva da Aeronáutica como administrador. O militar Virgínio Augusto Corrieri de Castro permaneceu no cargo por cinco meses até devolver o cargo para a esposa de Willer Tomaz, em maio deste ano.

A Pública tentou contatar Castro por meio do telefone de uma das empresas pertencentes a ele, mas não obteve retorno. O espaço será atualizado no caso de manifestação.

De acordo com a Receita Federal, a Direção Táxi Aéreo funciona no Hangar 36 do Aeroporto Internacional de Brasília e tem como principais funções o transporte aéreo de passageiros não-regular, manutenção e reparação de aeronaves, comércio atacadista de outras máquinas, além do transporte aéreo de carga e serviços de reservas.

A Jet Line conta com ao menos quatro aeronaves. Uma delas era do DJ Alok e foi vendida à empresa ligada a Willer em setembro de 2024. Em 2018, esse mesmo jatinho transportava Alok e convidados quando saiu da pista durante decolagem no Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora (MG). Ninguém ficou ferido.

Relação com a Anac

Em 20 de julho de 2026, Willer Tomaz pediu permissão à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a construção de um aeródromo de uso privado, denominado WT-01, no interior de uma casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, onde funciona seu escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a ele.

A solicitação foi feita pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, também ligada a Tomaz. De acordo com investigações da Polícia Federal, o CNPJ da WT foi utilizado na compra da residência de R$ 6 milhões do senador Weverton Rocha (PDT-MA), no Lago Sul, e de um apartamento de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, em São Paulo. O imóvel de Zettel foi utilizado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial, segundo a revista piauí. Foi também a WT Administração que teria recebido R$ 136,5 mil do Senado, pagos como complemento de auxílio-moradia desde 2023 em benefício do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

Casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, em Brasília, onde funciona o escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a Willer Tomaz
Casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, em Brasília, onde funciona o escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a Willer Tomaz

O imóvel de Willer que recebe o aeródromo é uma velha conhecida da política brasileira. Em 2004, a residência ficou conhecida como “República de Ribeirão”, quando servia de ponto de encontro para políticos, empresários e lobistas ligados ao então ministro da Fazenda Antonio Palocci e ocorriam negociações investigadas no episódio do Mensalão.

O pedido à Anac foi feito apesar do histórico da Jet Line junto à agência reguladora. Em 2022, a empresa foi punida por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”. Naquele ano, a fiscalização solicitou cópia autenticada das páginas do diário de bordo que contém o termo de abertura, páginas e os dados dos voos realizados entre 1º de setembro de 2019 e 31 de dezembro de 2019; além da lista de passageiros de todos os voos realizados nesse período, e os motivos de cada viagem. As informações não foram apresentadas e, apesar de Tomaz recorrer como advogado da Jet Line, alegando não obrigatoriedade de manutenção desses registros, teve de pagar R$ 8 mil em multa.

A Anac também instaurou procedimento investigatório após o piloto de uma aeronave da Jet Line impedir a inspeção de servidores da agência, também em 2022. Após o início do processo, a empresa apresentou os documentos solicitados pelos agentes. O procedimento foi arquivado.

A Pública procurou a Agência Nacional de Aviação Civil, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. No caso de manifestação, o espaço será atualizado.  

O advogado Willer Tomaz ao lado do senador Flávio Bolsonaro
Willer Tomaz mantém uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro

A origem do advogado famoso em Brasília

A trajetória de Willer Tomaz começou no setor de informática. Em 1999, ele abriu uma empresa em Taguatinga (DF), que faliu. Tomaz migrou de área, formou-se em direito e passou a atuar como advogado e empresário. Ele acumulou patrimônio com imóveis, propriedades rurais, veículos de luxo e participações em empresas.

Em 2017, Tomaz foi preso na Operação Patmos, que também atingiu o então presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves. O advogado foi investigado por suspeita de atuar junto ao procurador da República Ângelo Goulart Villela em favor dos interesses de Joesley Batista e sua empresa, a JBS. O advogado negou as acusações. Dois meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua soltura.

Tomaz mantém uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro. Os amigos, como se declaram, são vistos com frequência juntos. Recentemente, além de ter utilizado o apartamento de São Paulo do advogado durante a campanha presidencial, Flávio também usufruiu de propriedade de Tomaz em Angra dos Reis (RJ). 

Algumas das propriedades e negócios de Tomaz aparecem associados a empresários investigados em outros casos, entre eles Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em agosto de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do advogado durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Tomaz nega participação nas fraudes.

O amigo de Flávio Bolsonaro voltou para a mira da Polícia Federal (PF) depois que foi tornado público um processo que ele moveu contra a empresa de apostas online Blaze. Tomaz alega sofrer de ludopatia e pede ressarcimento por perdas em bets na ordem de R$ 163,2 milhões. O Ministério da Fazenda e a PF se voltaram ao caso para apurar irregularidades da plataforma e verificar a possibilidade de lavagem e dinheiro em operações no episódio. 

A defesa de Willer Tomaz afirma em nota que as empresas às quais o empresário está vinculado “suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização. Quanto às locações imobiliárias, os contratos são regulares, celebrados a valores de mercado e sujeitos aos deveres legais de confidencialidade e proteção de dados pessoais. Os pagamentos são realizados diretamente pelos locatários, não cabendo à locadora prestar esclarecimentos sobre a origem de seus rendimentos.”

Além disso, o advogado diz não ter “qualquer envolvimento com as fraudes investigadas na Operação Sem Desconto e ressalta que a denúncia oferecida contra ele no âmbito da Operação Patmos, em 2017, foi definitivamente rejeitada”, além de que “repudia a tentativa de associá-lo a supostas irregularidades por meio da reunião de episódios distintos, sem demonstração de qualquer conduta ilícita de sua parte.”

Estudantes de Serrinha criam telha sustentável com material reciclado

20 October 2026 at 20:00
A observação de um galinheiro construído pelo avô levou o estudante Italo Levi Pereira, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, a desenvolver uma alternativa sustentável para a cobertura de espaços rurais. Ao lado dos colegas Helton Araújo e Vinicius Nascimento, sob orientação do professor Thales Nascimento, ele criou a Ecotelha, produzida com papel descartado, fibra de coco, cimento, areia e resíduos de telhas de cerâmica.A iniciativa busca dar uma nova utilidade a materiais que seriam descartados, além de oferecer uma alternativa econômica para a agricultura familiar. Os componentes utilizados podem ser encontrados em escolas, estabelecimentos comerciais e locais de construção, o que favorece o reaproveitamento de resíduos na produção. “Usamos cimento, fibra de coco e areia. Também pegamos restos de telhas de cerâmica convencionais que estavam quebradas e seriam jogadas no lixo. Trituramos esse material e o adicionamos à mistura, junto com o papel descartado aqui na escola. Depois de algumas horas, retiramos a telha do molde e a deixamos em cura por algumas semanas”, disse Helton.Testes de resistência e absorção de águaPara avaliar o desempenho da Ecotelha, os estudantes realizaram testes de resistência à flexão e de absorção de água. Os experimentos permitiram observar como o material se comporta diante de cargas e da exposição prolongada à água, fatores importantes para a utilização em coberturas. Testes comprovaram a resistência da Ecotelha a cargas de 62 quilos e redução da temperatura em relação às peças de cerâmica - Foto: Divulgação SEC “Pegamos duas mesas, com 45 centímetros de vão, e colocamos a alça de um balde no meio da telha para avaliar sua resistência. Aplicamos um peso de aproximadamente 62 quilos e ela resistiu. Depois, enchemos uma betoneira, colocamos a telha na água por 24 horas para verificar se racharia ou quebraria. Ela absorveu 9,29% de água, e o recomendado pela ABNT é de até 10%”, afirmou Italo.Os estudantes também compararam o comportamento térmico da telha sustentável com o de uma peça convencional de cerâmica. Nos testes realizados para o projeto, a Ecotelha registrou 32 °C, enquanto a telha de cerâmica atingiu 35 °C.“Ela absorve menos calor, o que proporciona mais conforto térmico para os animais. Nosso intuito é produzir mais telhas para ajudar a agricultura familiar e as pessoas que não têm condições de fazer uma boa cobertura”, ressaltou Vinicius.Com os resultados iniciais, a equipe pretende aprimorar o produto e ampliar gradualmente a produção. A proposta é estruturar um espaço na escola que permita dar continuidade aos experimentos e aperfeiçoar a fabricação das telhas.“A expectativa é muito grande. O professor Thales conversou com a gente sobre produzir cada vez mais telhas e pretende montar aqui na escola uma pequena estrutura para que possamos evoluir aos poucos”, pontuou Helton.Bahia Faz CiênciaLançada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti) em 8 de julho de 2019, Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, a série Bahia Faz Ciência apresenta pesquisas e iniciativas desenvolvidas por cientistas e pesquisadores baianos em áreas como saúde, educação e segurança, destacando contribuições da ciência, tecnologia e inovação para a qualidade de vida da população.

Chega admite viabilizar propostas do PS para a habitação e desafia socialistas a aprovarem as suas

By: Lusa
20 October 2026 at 19:49

O Chega admitiu esta terça-feira viabilizar propostas do PS para a habitação e desafiou os socialistas a aprovarem as suas, num “esforço conjunto”, e defendeu que as soluções para a crise têm de estar previstas no Orçamento do Estado.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o presidente do Chega mostrou-se disponível para apoiar a proposta do PS para isentar de mais-valias a venda de casas até 300 mil euros, num sinal de “boa vontade”, apesar de considerar que essa medida terá um impacto residual.

Quanto aos arrendatários, André Ventura considerou que “só há duas formas” de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: “Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS”.

“É só dizer qual é a solução, nós estamos dispostos às duas. Aprovaremos a que for possível”, indicou, indicando que o Chega “está aberto” a encontrar soluções”, mas devem passar pelo Orçamento do Estado ou “não servirão para nada”.

“Ou consta do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas”, argumentou.

O líder do Chega apelou ao PS que viabilize as propostas do pacote anunciado pelo Chega no fim de semana, apesar de ter voltado a acusar o partido de hipocrisia.

“Façam também a vossa parte, vamos lá ajudar a resolver este problema”, desafiou.

Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que “seja uma coligação positiva” e um “esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas”, porque “o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação”.

O líder do Chega acusou ainda o Governo de estar “preocupado em passar uma qualquer imagem de dureza ‘cavaquista’ do exercício do poder” e de ter perdido “toda a ligação com os cidadãos, toda a empatia com os seus problemas”.

Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma “conversa aberta e franca” destinada encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que “não é com estas reuniões que se encontram soluções”.

“Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas”, referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.

Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação “é apenas uma parcela da crise da habitação” porque “também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação”.

Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua “paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras”.

European Excellence Awards 2026 com presença portuguesa na shortlist

By: + M
20 October 2026 at 19:26

A EDP, o Novobanco, a NOVA FCT e a REN estão entre os finalistas da edição de 2026 dos European Excellence Awards, competição europeia de relações públicas e comunicação. Os prémios distinguem os melhores projetos e profissionais de comunicação da Europa e são considerados uma das principais referências internacionais do setor. Todos os anos, recebem centenas de candidaturas de dezenas de países europeus.

A EDP e a EDP Comercial somam três nomeações. A campanha da EDP Comercial O homem com mais energia do País , criada pela agência Nossa, é finalista em duas categorias: Campanha Multicanal e Energia e Serviços Essenciais.

Segundo a candidatura, a EDP estava a perder quota de mercado e, para recuperar a ligação emocional aos clientes, a marca escolheu para rosto João Baião. Lançou também o mote “A EDP tem muito mais para dar”. A empresa afirma que a campanha melhorou a perceção da marca, o envolvimento do público e o negócio, e “inverteu anos de queda”.

A terceira nomeação, em Experiência Digital, é para o novo site corporativo da EDP. Segundo a candidatura, no primeiro semestre de 2026, registou 368 mil sessões e 750 mil visualizações de página, um desempenho 10% superior ao do mesmo período de 2025.

O Novobanco é finalista em “Change Communications”, categoria que distingue campanhas de apoio à transformação das organizações. A candidatura, “Let Our Journey Begin”, é o programa de comunicação que acompanhou a integração do banco no grupo francês BPCE. Durante um ano, o banco combinou “comunicação da liderança, envolvimento dos colaboradores, experiências imersivas e diálogo contínuo”.

A Corpcom é finalista em Ciência e Educação com “NOVA FCT: Making Science Newsworthy”. O projeto foi desenvolvido para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) e tinha como objetivo colocar os investigadores da faculdade em contacto com jornalistas, sempre que um tema que dominavam estava na atualidade. Segundo a candidatura, o projeto gerou mais de 120 peças de earned media e mobilizou mais de 20 especialistas.

“A presença regular na shortlist da competição ao longo destes anos confirma a consistência do trabalho desenvolvido pela equipa. Voltar a competir entre os melhores da Europa nos 20 anos desta competição ganha um gosto especial”, afirma José Franco, managing partner da Corpcom, citado em comunicado. A consultora já venceu três European Excellence Awards, em 2013, 2017 e 2021.

A REN – Redes Energéticas Nacionais é finalista na categoria de relatórios anuais e de responsabilidade social corporativa com o seu Relatório Integrado, assinado pela White Way. O relatório assenta no conceito “Energia com Compromisso – Sustentável no presente, ligada ao futuro”. Segundo a candidatura, o conceito traduz a visão de longo prazo da empresa e o seu papel de operador “estável e responsável” no centro da transição energética.

Na categoria Agência do Ano, estão entre os finalistas a Atrevia e a Team Lewis, duas agências com presença em Portugal.

Os vencedores da edição de 2026 serão anunciados em Berlim, no próximo dia 11 de dezembro, durante a cerimónia que assinalará os 20 anos desta competição internacional. Lisboa já recebeu a final desta competição em 2019.

Programa de aprendizagem criativa chega a sete escolas de Correntina

20 October 2026 at 18:55
Sete escolas da rede municipal de Correntina, no oeste da Bahia, participam do Programa Escolas Criativas, que busca ampliar o uso de atividades práticas e estimular o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem. A iniciativa foi expandida em 2026, após uma experiência-piloto iniciada no ano anterior na Escola Municipal Edivaldo Machado Boaventura.Além da unidade-piloto, integram o programa as escolas municipais Antônio Neiva Araújo, Santa Rita, São Sebastião, Verde Amarelo, Veredinha e Palmeiras. Neste ano, todas as unidades realizaram atividades do Dia do Scratch e da campanha Mão na Massa, voltadas à aprendizagem por meio da experimentação e da criação. Para Cledivone Mota, técnica da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer e integrante da comissão gestora do programa, a principal mudança está na participação dos alunos nas atividades escolares.“A mudança mais importante que percebemos está na forma de olhar para o estudante. Ele deixa de ser apenas receptor da informação e passa a construir o conhecimento, participando, criando e compartilhando ao longo do processo de aprendizagem”, afirma.Na Escola Municipal Santa Rita, localizada na comunidade de Ponte Velha, a professora Ivaneide Alves desenvolveu uma atividade de educação ambiental com foco nos três Rs: reduzir, reciclar e reutilizar. A proposta também abordou o descarte correto de pilhas, com participação dos estudantes na aplicação dos conhecimentos trabalhados em sala.Já na Escola Municipal Antônio Neiva Araújo, na comunidade de Boa Vista, a professora Joyce Nascimento desenvolve experiências de aprendizagem criativa com uma turma multisseriada do 1º e 2º ano do ensino fundamental.Entre as atividades realizadas está o varal “Cada Rosto, Uma História”, no qual as crianças utilizaram materiais como papel, barbante, botões e lã para criar rostos. A proposta trabalhou identidade, criatividade e respeito às diferenças, além de incentivar a socialização das produções.Segundo Joyce, a formação oferecida pelo programa ampliou as possibilidades de planejamento das aulas, inclusive em contextos com recursos limitados.“Passei também a olhar com mais atenção para os materiais e as possibilidades existentes na própria escola e na comunidade. Com planejamento e criatividade, conseguimos desenvolver atividades significativas mesmo quando não dispomos de muitos recursos”, relata.O acompanhamento das práticas também envolve a gestão escolar. De acordo com Sorajna Oliveira, diretora de escolas de pequeno porte, o trabalho inclui diálogo com os professores, análise dos planejamentos, visitas às unidades e observação das atividades. Os registros pedagógicos e as produções dos alunos ajudam a identificar avanços e dificuldades no processo de aprendizagem.Formação e expansão da iniciativaUm dos desafios iniciais foi incorporar a aprendizagem criativa ao planejamento pedagógico sem tratá-la como uma atividade extra. Para isso, a rede passou a incluir experiências dessa abordagem nos encontros formativos com os professores.De acordo com Ismael Moreira, vice-diretor de escolas de pequeno porte e integrante da equipe formadora, a previsão para 2027 é dar continuidade às formações e ampliar gradualmente o programa.Cledivone Mota afirma que a meta é alcançar todas as escolas da rede municipal em um prazo estimado de quatro a cinco anos. A expansão, portanto, deve ocorrer de forma gradual, acompanhada da formação dos profissionais e da incorporação das práticas à rotina escolar.

Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima

20 October 2026 at 18:33

A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.

Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.

“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.

Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.

Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.

O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.

Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.

A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.

“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.

Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.

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Protestos pela habitação: denúncia de agressão pela polícia no Porto, Moedas condena vandalismo

By: Lusa
20 October 2026 at 18:20
Retirada de tendas na Praça D. João I pareceu pacífica, mas organização fala numa pessoa ferida, “novamente agredida”. O movimento pela habitação que há mais de uma semana tem estado na Praça D. João I, no Porto, repudiou o “despejo” de manhã pela PSP, denunciando uma agressão a um manifestante e pedindo ao Presidente da República para intervir. “No Porto, perante a ordem dada pelas autoridades policiais e embora reconhecendo tal ordem como absolutamente ilegítima, a equipa de segurança da Acampada determinou a desmobilização voluntária para evitar um trauma coletivo geral”, pode ler-se em comunicado hoje enviado à Lusa. Segundo

André Ventura diz que acampadas foram infiltradas pela extrema-esquerda e acusa PS de “hipocrisia”

20 October 2026 at 18:17

O presidente do Chega, André Ventura, acusou esta terça-feira “um conjunto de arruaceiros” de se ter infiltrado nas manifestações pela habitação para “condicionar a atuação do movimento legítimo”. Em declarações aos jornalistas depois da operação policial de retirada dos acampamentos esta madrugada, Ventura afirmou que alguns desses manifestantes estão “diretamente envolvidos com movimentos de extrema-esquerda nacionais e internacionais”.

Para o líder do Chega, “a provocação às forças policiais foi absoluta e incontornável”. Ventura afirmou que jornalistas, partidos e associações dispõem de provas de apelos à violência contra a polícia, à revolução e à desobediência às instituições. Acusou também a comunicação social de “alguma tolerância jornalística”, que, na sua leitura, impediu que estes movimentos fossem descritos como de “vandalização do património público”.

“O país não pode ter tendas e acampamentos montados nos centros das cidades, em clara desobediência daquilo que é a regra vigente, a ordem pública e a capacidade do país estar minimamente organizado. Esta gente não queria isso. Queria desorganização, conflito, provocação”, afirmou.

Ventura saudou as autoridades policiais “pela paciência, pela proporcionalidade, pela educação” com que atuaram durante a manifestações e na retirada das tendas. As críticas mais duras foram para o PS. “A outra parte desta história é meter nas forças policiais o ónus de um problema que PS e PSD deviam ter resolvido nos últimos anos. Ver socialistas à procura de beneficiar desta crise é o maior exercício de hipocrisia dos últimos anos”, acrescentou.

Também o Governo de Luís Montenegro foi visado. A propósito do Orçamento, Ventura defendeu que “não vale de nada ter um Orçamento, e um Orçamento sério, se esse Orçamento não responder ao principal problema das pessoas, o aumento do custo de vida”.

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