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Democratas lideram voto antecipado, mas Obama deixa aviso

20 October 2026 at 18:12
Michigan, Carolina do Norte, Texas: o voto antecipado mostra vantagem democrata. Mas Obama recorda que corridas empatadas "acabam por se perder por dois pontos".

© CAROLINE BREHMAN/EPA

Um urso entrou numa biblioteca à procura de mel e petiscos

By: ZAP
20 October 2026 at 17:10
Um urso-negro entrou numa biblioteca pública de Mammoth Lakes, na Califórnia, antes da abertura ao público. Depois de se ter servido dos lanches dos funcionários, incluindo um frasco de mel, deambulou entre as estantes antes de sair do edifício por iniciativa própria. Na quarta-feira, 14 de outubro, por volta das 6h10, um urso-negro entrou na biblioteca de Mammoth Lakes, uma das unidades da rede de bibliotecas públicas do condado de Mono, na Califórnia. O incidente ocorreu cerca de quatro horas antes da abertura ao público, marcada para as 10h, segundo Josef Bopp, diretor da rede de bibliotecas. De acordo com

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Um urso-negro entrou numa biblioteca pública de Mammoth Lakes, na Califórnia, antes da abertura ao público. Depois de se ter servido dos lanches dos funcionários, incluindo um frasco de mel, deambulou entre as estantes antes de sair do edifício por iniciativa própria. Na quarta-feira, 14 de outubro,

Patti Smith: "Envergonhada com a administração" dos EUA

20 October 2026 at 17:07
A artista receberá sexta-feira o prémio Princesa das Astúrias das Artes, em Oviedo. Aproveitou para apelar ao voto nas eleições de novembro nos Estados Unidos.

© ELOY ALONSO/EPA

Patti Smith será premiada sexta-feira com o prémio Princesa das Astúrias das Artes em Oviedo

Departamento de Estado dos EUA financia ONG que questiona liberdade de expressão no Brasil

20 October 2026 at 16:00

Um dia antes do primeiro turno das eleições, o engenheiro civil brasileiro Jamil Assis estava em Nashville, nos Estados Unidos, para participar de uma conferência, a Global Free Speech Summit, ou Cúpula Global de Liberdade de Expressão, em português. Assis estava ali para falar sobre como a liberdade de expressão estaria em declínio no Brasil, sua especialidade. Ele é diretor de relações institucionais do Instituto Sivis, um think tank sediado em Curitiba, no Paraná, que se autointitula apartidário e atua com atividades educativas relacionadas aos valores democráticos.

“Antigamente, chamar um político de ladrão era quase um esporte nacional. Mas agora custa mais caro. É realmente perigoso chamar as pessoas de ladrões no Brasil”, disse Assis, em Nashville. E completou: “A autocensura tornou-se um grande problema [no Brasil]: a ideia de que você não diz em voz alta o que pensa, ou que algumas opiniões não são expressas no debate público, em família, no trabalho ou na escola”.

Quem também esteve no evento foi Sarah Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA. É ela a responsável pelo departamento que criou o fundo que destinou US$ 1 milhão a ONGs que se opõem ao que o governo norte-americano classifica como “excesso” de poder judicial e “censura” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, de acordo com matéria do jornal inglês The Guardian.. Para ela, democracias em todo o mundo estariam passando por uma “recessão na liberdade de expressão”. 

Dias antes, em 23 de setembro, o Departamento de Estado dos EUA havia liberado um financiamento de quase 30 mil dólares (cerca de R$ 150 mil, no câmbio atual) para o Instituto Sivis, para um projeto sobre liberdade de expressão com duração de um ano. O projeto em questão, relacionado aos programas de diplomacia pública e pago através do Consulado dos EUA em São Paulo, prevê “desenvolver um currículo comparativo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão para instituições de ensino superior do Brasil, capacitar docentes e realizar um curso-piloto com mais de 150 alunos, a fim de fortalecer a educação cívica e as relações acadêmicas entre o Brasil e os EUA”. O grant com o nome do Sivis estava disponível no site USAspending.org, fonte oficial sobre gastos federais norte-americanos, mas os dados detalhados do grant e da Sivis foram retirados da página dias depois. A Pública manteve uma cópia dos dados originais. Não há confirmação de que o dinheiro já foi repassado.

Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis
Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis

Não se sabe se o financiamento ao Sivis faz parte do novo fundo do governo americano para iniciativas contra as ações do STF entendidas como censura e abuso de poder – afinal, não há uma lista pública sobre os beneficiários. Ao Guardian, o Departamento de Estado afirmou que os programas ainda estavam em “análise ativa”. Segundo publicou o UOL, a identidade dos beneficiários é mantida sob sigilo até mesmo de membros do Congresso dos EUA e de servidores públicos. 

Procurado, o Sivis afirmou que “todos os seus financiamentos são totalmente transparentes, e o apoio de organizações nacionais e internacionais não implica qualquer ingerência sobre suas atividades, posições ou decisões institucionais”. Em nota, alegou também que “sua atuação é conduzida com plena autonomia em relação a seus financiadores”. A organização não respondeu, entretanto, se recebeu o financiamento do Departamento de Estado dos EUA.  

Currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA nas universidades brasileiras 

O aporte demonstra que pelo menos uma ONG brasileira tem se beneficiado da guinada do financiamento do Departamento de Estado para projetos de direita e conservadores no mundo, uma nova diretiva do governo de Donald Trump. 

Na mesma semana em que recebeu a aprovação do aporte, a diretoria do Sivis se posicionou publicamente sobre um eventual impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Em texto publicado na revista Oeste, o diretor executivo do Sivis, Henrique Zétola, defendeu que o impeachment de Moraes seria “um imperativo republicano”. No evento em Nashville, Assis analisou as recentes decisões do STF. “Antes de 2023, na opinião da maioria das pessoas, não havia nenhuma grande ameaça à nossa democracia. Era apenas a Suprema Corte agindo de forma muito corporativista e se protegendo. Mas eles encontraram uma desculpa perfeita em 2023 para ‘proteger a democracia’. E a maioria das pessoas agora está percebendo que não era esse o caso”, disse Assis no evento. 

O financiamento liberado pelo Departamento de Estado vai apoiar o Sivis a desenvolver um currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão. O público-alvo desse currículo são instituições de ensino superior brasileiras. O instituto se comprometeu a capacitar docentes e realizar um curso-piloto para mais de 150 alunos. 

Porém, o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) Ivan Paganotti explica que há diferenças entre o entendimento do que é liberdade de expressão nos EUA e no Brasil. “A Primeira Emenda determina que o Estado não só não pode limitar a liberdade de expressão, como não pode fazer normas que regulem essa liberdade de expressão”, discorre. Já no Brasil e em alguns países europeus, há regras colocadas pelo Estado limitando esse direito. “A própria Constituição, quase todo o inciso em que ela fala sobre liberdade de expressão vem com uma adversativa, um ‘mas’ ou ‘entretanto’ sobre outros direitos que podem colidir, como a privacidade, o direito à honra e à imagem”, complementa Paganotti.

O governo norte-americano vem numa cruzada para impor a sua visão sobre o que é a liberdade de expressão a outros países, o que resvala especialmente nas tentativas de regulação do ambiente digital e nas decisões dos Judiciários. Em agosto do ano passado, o presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA apontado por Trump afirmou em uma carta a empresas de tecnologia que governos estrangeiros estariam agindo para censurar os norte-americanos. Já o vice-presidente norte-americano, JD Vance, chegou a sugerir que os EUA se retirassem da OTAN caso a União Europeia tentasse regular o X, ex-Twitter. “O poder americano vem com certas condições. Uma delas é o respeito à liberdade de expressão”, afirmou ele em uma entrevista com o youtuber Shawn Ryan.  

A Comissão de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, também passou a produzir relatórios que acusam governos estrangeiros de censurar conteúdos nas redes sociais. 

O governo Trump tem usado acusações de censura e perseguição política para pressionar o STF brasileiro. Em abril deste ano, em uma publicação sobre o Brasil, a comissão chegou a alegar que o país representa “uma ameaça significativa aos direitos de liberdade de expressão dos americanos” e que estaria atuando em parceria com censores em todo o mundo no que chama de “complexo industrial da censura”.

Sob o argumento de proteger a liberdade de expressão, impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes e chegou a justificar o tarifaço contra o Brasil com acusações de censura a cidadãos e empresas americanas. No Brasil, o consulado dos EUA em São Paulo chegou a fazer reuniões com influenciadores bolsonaristas e ligados à extrema direita neste ano sobre os rumos da liberdade de expressão no país. 

1,1 mi do Google e conexão com Gazeta do Povo

O Instituto Sivis se define como “um think tank apartidário que trabalha para fortalecer os verdadeiros valores democráticos através da educação para a democracia e da liberdade de expressão”. Sediado em Curitiba, no Paraná, está localizado no mesmo endereço da Acta, o family office da família Cunha Pereira, acionista do Grupo GRPCOM — dono do jornal de direita Gazeta do Povo, entre outros veículos de comunicação. Foi esse o mesmo endereço usado no projeto submetido ao Departamento de Estado dos EUA. 

Em 2024, o Sivis criou o Centro Voxius de Liberdade de Expressão e, por meio dele, vem acumulando financiamentos internacionais de entidades interessadas em patrocinar projetos destinados a combater um suposto aumento da censura no Brasil. O Voxius “busca construir fundamentos para a liberdade de expressão no Brasil, com base em um diagnóstico profundo do contexto político-social” e tem como um dos eixos de atuação o combate à regulação e o controle de conteúdo, incluindo monitoramento governamental, como o das decisões do TSE e dos TREs nas eleições, e casos de “censura pelo governo e remoção de conteúdo pelas plataformas”.

O Instituto Sivis tem apoio institucional das Big Techs e atua como voz alinhada ao lobby anti-regulação em Brasília. 

Em abril do ano passado, Jamil Assis esteve no escritório do Google para debater justamente liberdade de expressão e regulação digital. “O evento contou com organizações da sociedade civil e o especialista em liberdade de expressão Joan Barata, da The Future of Free Speech, e ilustrou os debates com a discussão sobre o caso europeu. Agradecemos ao Google e ao Joan pelo excelente evento!”, escreveu o Instituto no seu LinkedIn. Na mesma época, o Sivis esteve na sede da Meta para discutir a decisão do STF que impôs responsabilização às plataformas por conteúdo ilegal. 

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante visita ao escritório do Google
Jamil Assis durante visita ao escritório do Google

O instituto captou R$ 1,5 milhão em doações com um projeto submetido à Lei Rouanet em 2024 para desenvolver seu plano anual e um livro “que vai apresentar as complexidades da cultura democrática brasileira”. Desse valor, 74% foram repassados pelo Google – 1,1 milhão de reais.

O instituto também é apoiado pela Meta e pelo TikTok, segundo seu site. O TikTok afirmou, por nota, que “Nos últimos anos, trabalhamos com 27 organizações da sociedade civil dedicadas à pesquisa e ao impacto social no ambiente digital. Valorizamos o diálogo com uma variedade de entidades como parte essencial para seguirmos construindo uma plataforma responsável e transparente”. O Google Brasil afirmou, também por nota, que “desde 2023, apoia diferentes iniciativas e projetos por meio de investimentos via Leis de Incentivo Fiscal” e que “qualquer organização pode submeter seu projeto já aprovado em leis de incentivo, em qualquer nível federativo, por meio do site oficial”. Alegou ainda que “em todos esses anos, já apoiou mais de 70 projetos de impacto social, em áreas como saúde, educação, cultura e esporte, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas em todo o país”. A Meta não respondeu à reportagem.

O Sivis já chegou a defender, em audiência do Conselho de Comunicação Social do Senado, que a regulação das redes sociais não seja feita por meio de uma lei em específico e a dizer que a regulação digital pode afetar a liberdade de expressão.

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários

Em fevereiro deste ano, Assis abriu uma apresentação durante o Fórum da Liberdade América Latina, realizado entre os dias 26 e 27 daquele mês no Peru, afirmando que o Brasil vive uma “recessão da liberdade de expressão”. Ele concorria ao prêmio Smart Bets e conseguiu captar para o Sivis 65 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 335 mil no câmbio atual, dado pela rede global de think tanks de direita Atlas Network. No texto em que anuncia a vitória, a Atlas menciona o STF como uma instituição que tem gerado “uma cultura de autocensura no Brasil”.

“Os tribunais eleitorais e a Suprema Corte recorrem cada vez mais a noções vagas de ‘desinformação’ e ‘discurso de ódio’ para remover conteúdos, restringir críticos e ameaçar plataformas, muitas vezes sem critérios jurídicos claros ou o devido processo legal, o que tem levado a uma cultura de autocensura”, diz a organização.

A Atlas Network é uma rede de organizações liberais ligada à expansão do pensamento ultraliberal no mundo e à ascensão da extrema direita na América Latina na última década. “Na América Latina, a ascensão de [Javier] Milei, de [José Antonio] Kast, de Bolsonaro, da extrema direita, de forma geral, está totalmente conectada à Atlas Network”, explica o professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Luan Brum.

Em entrevista ao podcast da Atlas em março deste ano, Jamil Assis chegou a dizer que as autoridades públicas e o Estado brasileiro estariam “concentrando múltiplos esforços em várias frentes para restringir o espaço para a discordância e opiniões diferentes ou minoritárias” e mencionou especificamente o STF. 

Com o prêmio da Atlas, o Sivis criou o Boletim Liberdade de Expressão e Monitoramento das Eleições (Leme), um monitoramento das decisões da Justiça Eleitoral brasileira nas eleições de 2026 envolvendo plataformas digitais, inteligência artificial e liberdade de expressão. A iniciativa pretende municiar jornalistas durante as eleições e promover ideias de reformas para os legisladores e integrantes do executivo eleitos durante o próximo mandato. O levantamento já foi repercutido em meios como a Gazeta do Povo, no Brasil247, no Estadão e na CNN.

“Cultura de Censura Estatal” 

Outro repasse feito ao Sivis neste ano vem de uma instituição que não divulga publicamente os valores transferidos, a Rising Tide. A fundação tem um financiamento ativo para o Centro Voxius, do Sivis. No texto que descreve a iniciativa, a fundação afirma que “no Brasil, as regulamentações digitais e eleitorais estão se tornando mais rígidas sob o pretexto de combater a desinformação, criando uma cultura de autocensura e censura estatal”.

Ativo por dois anos, a começar de 2026, o projeto “traduzirá evidências globais sobre os benefícios e a necessidade da liberdade de expressão para o contexto brasileiro”. Será publicado um livro e realizadas “oficinas de contra-argumentação para líderes da sociedade civil, ativistas e jornalistas com alternativas à censura estatal que respeitem os direitos humanos”. Ele inclui também mesas-redondas intersetoriais fechadas, seguindo as regras da Chatham House, ou seja, nas quais informações debatidas nos encontros podem ser divulgadas, mas não a identidade e a afiliação de quem fez as declarações.

O livro que o Sivis pretende publicar com esse financiamento chama-se O Futuro da Liberdade de Expressão, de autoria de Jacob Mchangama e Jeff Kosseff, lançado em inglês neste ano. Mchangama é um advogado dinamarquês responsável por popularizar o termo “recessão da liberdade de expressão”. Mchangama é também o fundador da The Future of Free Speech, organização que consta na lista de parceiros do Sivis e foi a responsável pelo evento de Nashville onde estavam Assis e Rogers.  

Ele também foi convidado de honra da Meta no encontro realizado em julho do ano passado na sua sede, onde o Sivis esteve presente. O encontro foi liderado por Margareth Kang, gerente de políticas públicas da Meta, área que trata de lobby dentro da empresa. 

“Nesta terça-feira, o Sivis esteve na sede da Meta, em São Paulo, para um diálogo enriquecedor com o professor Jacob Mchangama sobre um tema crucial: liberdade de expressão na era digital. A conversa abordou questões centrais no cenário brasileiro, como a responsabilização de plataformas por conteúdos de terceiros, especialmente após a recente decisão do STF sobre a inconstitucionalidade parcial do Art. 19 do Marco Civil da Internet, além das iniciativas de regulação da inteligência artificial”, escreveu a organização.

Mchangama também é diretor do think tank dinamarquês Justitia, financiado pela Associação da Indústria de Computadores e Comunicações (Computer & Communications Industry Association, CCIA, na sigla em inglês). Como a Pública mostrou, a CCIA é um grupo de lobby que tem como membros Google, Meta, Microsoft, Amazon, Uber, Apple, Pinterest e E-Bay, e está ligado à ameaça de Donald Trump de investigar práticas comerciais do Brasil. O grupo já chegou a divulgar uma nota aplaudindo o tarifaço contra o Brasil imposto por Trump.

Há ainda outra organização que tem apoiado o Sivis. Entre 2024 e 2025, a FIRE financiou o Sivis para produzir uma pesquisa sobre autocensura e liberdade de expressão nas universidades brasileiras. Com o resultado da pesquisa, o Sivis passou a publicar artigos alegando que as universidades estão se afastando da pluralidade intelectual e que a liberdade acadêmica estaria se deteriorando no país. 

A FIRE se dedica à defesa da liberdade de expressão, especialmente no ambiente universitário. Ela já foi criticada por tentar criar a impressão de que a liberdade de expressão está permanentemente ameaçada nas universidades americanas. Suas principais doações vêm das fundações ultraconservadoras dos EUA, como Earhart, John Templeton e Lynde e Harry Bradley.

Procurada pela Pública, a FIRE afirmou que repassou em 2024 o valor de 35,144 dólares, cerca de R$ 177 mil, para a Future of Free Speech. O financiamento era para o estudo sobre liberdade de expressão nas universidades feito em parceria com o Sivis. A FIRE afirmou que disponibilizou informações sobre sua metodologia e os questionários usados nos EUA para o Sivis, mas não se envolveu na adaptação deles para a pesquisa feita no Brasil tampouco na implementação.

Já a The Future of Free Speech alegou que nunca forneceu qualquer financiamento ao Sivis. “Cuidamos da logística administrativa e de pagamentos de um financiamento da FIRE destinada ao Sivis porque temos experiência na administração de subvenções internacionais”, explicou a entidade. Segundo a organização, o Sivis conduziu a pesquisa de forma independente, sem orientação ou supervisão deles. 

A Future of Free Speech afirmou ainda que não faz parte da Justitia e nunca recebeu financiamento da CCIA. A Rising Tide não respondeu até a publicação da reportagem.

Trump diz que está pronto para reunir com Putin e Xi Jinping

20 October 2026 at 11:55

Uma cimeira entre a China, Estados Unidos e Rússia – ou talvez apenas um encontro entre os seus líderes – ganha cada vez mais visibilidade depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que está disposto a encontrar-se com os seus homólogos chinês e russo, respetivamente Xi Jinping e Vladimir Putin. Trump adiantou que este eventual encontro se centraria na desnuclearização, mas poderia também abordar a guerra na Ucrânia. E pode acontecer à margem de uma cimeira Ásia-Pacífico, em Shenzhen, China, a 18 e 19 de novembro.

Trump disse que se encontraria com os seus homólogos “não tanto pela Ucrânia, porque a Rússia, francamente, tem estado relativamente tranquila em relação à Ucrânia. Não tem feito muito. Teríamos o encontro para falar de armas nucleares e de desnuclearização.” Mas garantiu que faria “tudo o que puder para acabar com a guerra”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que, “tendo em conta que os três chefes de Estado poderão eventualmente participar numa cimeira na China, o tema de uma reunião hipotética foi, de facto, mencionado.” Mas Peskov acrescentou que “não houve propostas ou acordos substantivos, nem sobre o próprio encontro nem sobre uma eventual agenda e seu conteúdo, discutidos ou apresentados por qualquer parte”.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, afirmou não ter informação sobre um possível encontro, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, reagiu com indignação à possibilidade de uma reunião sem Kiev. “Uma reunião trilateral entre os líderes da Rússia, da China e dos Estados Unidos só teria o efeito inverso: encorajar Putin a continuar esta guerra”, disse.

Nos últimos dias, Trump voltou a atacar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Esta segunda-feira, 19 de outubro, disse que “é altura de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia”. “Zelensky não sabe do que está a falar. Para ser sincero, penso que está na altura de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia.”

A expedição que foi atrás do avião de Amelia Earhart voltou com uma mão cheia de nada

By: ZAP
19 October 2026 at 23:30
A expedição que procurava os destroços do avião de Amelia Earhart em Nikumaroro  saiu de atol de mãos a abanar: o brilho metálico nas águas ao largo da ilha desabitada era um aglomerado de árvores. Pela enésima vez, uma missão partiu à procura de Amelia Earhart. Pela enésima vez, nem sinal da aviadora. Talvez seja altura de aceitar que desapareceu  no Triângulo das Bermudas, ou foi comida por caranguejos gigantes. A expedição norte-americana que na semana passada viajou até uma ilha remota do Pacífico na esperança de resolver o mistério do desaparecimento de Earhart concluiu que o objeto que julgava

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A expedição que procurava os destroços do avião de Amelia Earhart em Nikumaroro  saiu de atol de mãos a abanar: o brilho metálico nas águas ao largo da ilha desabitada era um aglomerado de árvores. Pela enésima vez, uma missão partiu à procura de Amelia Earhart. Pela enésima vez, nem sinal da aviado

Os primeiros “deepfakes” apareceram quase ao mesmo tempo que a Fotografia

19 October 2026 at 22:30
William H. Mumler vendia fotografias de “fantasmas”. Foi julgado por fraude, mas ilibado: não se provou que existiam fantasmas, mas também ninguém sabia como o norte-americano punha mortos ao lado dos vivos nas imagens. Recuemos, durante cerca de três minutos, a 1862. Estamos com William H. Mumler no seu estúdio em Boston, EUA, onde o gravador de joias e fotógrafo amador revela um autorretrato quando repara numa figura inesperada atrás de si. Na fotografia aparecia uma jovem de vestido comprido, com o rosto desfocado, como um fantasma. Mumler corre para mostrar a imagem a um amigo. Até porque a mulher

Trump diz estar aberto a reunião com China e Rússia para discutir desarmamento nuclear e fim da guerra na Ucrânia

19 October 2026 at 22:14

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que está disposto a participar numa reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, com possível foco no desarmamento nuclear. O encontro poderia ter lugar durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (Apec), prevista para novembro na China, embora ainda não existam propostas concretas nem qualquer acordo formal, segundo Moscovo. A notícia foi avançada pela Reuters.

Trump declarou que, caso Xi aceite o convite, também participará. Na mesma intervenção, o presidente norte-americano disse que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deveria procurar outra pessoa para negociar o fim da guerra com a Rússia. As declarações surgem num momento de tensão diplomática crescente entre Washington e Kiev, agravada desde sábado, quando Trump anunciou a intenção de revogar sanções contra a Rússia.

Mais cedo, o Kremlin confirmou que Putin, Trump e Xi poderiam reunir-se à margem da cimeira da Apec. O porta-voz Dmitri Peskov reagiu a uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual Putin teria proposto o encontro para discutir formas de pôr termo à guerra na Ucrânia. Peskov sublinhou que os Estados Unidos continuam a atuar como mediadores nas negociações e que Moscovo valoriza esses esforços. Acrescentou ainda que um acordo de paz definitivo dependerá da participação de representantes ucranianos dispostos a assumir a responsabilidade pelo entendimento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou a hipótese de um encontro a três. Em mensagem publicada na rede social X, considerou que uma reunião entre representantes da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Rússia poderia acelerar o fim da guerra, enquanto um encontro entre os presidentes russo, norte-americano e chinês teria o efeito contrário e incentivaria Putin a prolongar o conflito.

Trump acusa Fox News de ser favorável aos democratas

19 October 2026 at 21:23
A estação aderiu ao boicote à cobertura de Trump em setembro. Agora o Presidente pede aos apoiantes que sigam os seus comícios noutros canais conservadores.

© JIM LO SCALZO/EPA

Uma sondagem do The Washington Post, ABC News e Ipsos atribuiu ainda a Trump uma taxa de aprovação de 33%, contra 66% de desaprovação

“Todos os miúdos” dos EUA vão ser acionistas da SpaceX (mas Musk não diz como)

By: ZAP
19 October 2026 at 18:20
Elon Musk prometeu dar uma ação — “a primeira de muitas” da SpaceX a cada criança dos Estados Unidos: são mais de 10 mil mihões de dólares. O bilionário Elon Musk anunciou esta segunda-feira que vai oferecer uma ação da SpaceX a todas as crianças dos Estados Unidos no próximo ano. A promessa poderá representar uma distribuição de ações avaliada em mais de 10 mil milhões de dólares, mas o empresário não explicou como pretende concretizá-la. “No próximo ano, darei uma das minhas ações da SpaceX a cada criança dos Estados Unidos. Esta será a primeira de muitas”, escreveu o

NBA proíbe certos tipos de apostas

By: ZAP
19 October 2026 at 10:30
Casas de apostas parceiras deixam de aceitar apostas consideradas demasiado suscetíveis de manipulação. A NBA está quase a recomeçar. Amanhã, terça-feira, Boston Celtics e Detroit Pistons arrancam a temporada 2026/27. Uma temporada que vai ser mais limitada nas apostas: as casas de apostas desportivas parceiras da NBA deixam de aceitar certas apostas consideradas demasiado suscetíveis de manipulação, após um pedido da liga. Foi a própria NBA a indicar às casas de apostas que, nesta época, estão proibidas determinadas apostas, noticia a ESPN. O que passa a ser proibido: apostas combinadas que envolvem múltiplas apostas num único jogador da NBA que

Trump tem nova exigência: pena de morte para quem matar um bombeiro

By: ZAP
18 October 2026 at 23:30
Prioridade do presidente dos EUA é impedir que os bombeiros sejam alvejados ao combater incêndios em bairros perigosos. “São alvejados enquanto sobem escadas”, alega Donald Trump. Foi assim que o presidente dos EUA justificou a sua nova ideia, ou exigência: pena de morte para quem matar um bombeiro. É um novo apelo de Trump à pena de morte, depois do mesmo apelo sobre quem mata polícias ou sobre funcionários do governo que passem informações para os jornalistas. Donald Trump reforçou que a sua prioridade é impedir que os bombeiros sejam alvejados enquanto sobem escadas para combater incêndios em “bairros perigosos”.

Há uma interminável guerra de formigas em San Diego. Mata milhões todos os meses

By: ZAP
18 October 2026 at 22:40
Supercolónias de formigas estão presas numa guerra sem fim, que mata milhões e milhões por mês. O conflito tem estranhas semelhanças com a guerra humana. Em San Diego, uma guerra violenta entre supercolónias de formigas rivais arrasta-se há décadas. O conflito decorre a uma escala muito mais minúscula, mas as semelhanças sombrias com a guerra humana têm surpreendido alguns cientistas. As formigas-combatentes em questão são as formigas-argentinas que, como o nome sugere, são originárias da América do Sul, não da Califórnia, conta o IFLScience. A espécie (Linepithema humile) é muito territorial e propensa a atacar outros insetos. Usa as antenas

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Supercolónias de formigas estão presas numa guerra sem fim, que mata milhões e milhões por mês. O conflito tem estranhas semelhanças com a guerra humana. Em San Diego, uma guerra violenta entre supercolónias de formigas rivais arrasta-se há décadas. O conflito decorre a uma escala muito mais minúscu

Bem-vindas, “mães beta”; dêem espaço aos filhos

By: ZAP
18 October 2026 at 21:00
Espécie de resposta ao método “helicóptero”. Porque a maternidade não tem de ser controladora – e não é perfeita. Primeiro, a distinção. O método “helicóptero” na educação lá em casa é quando os pais controlam muito os filhos, estão sempre “em cima” deles. Não dão autonomia. É um estilo de parentalidade e acompanhamento caracterizado pela superproteção e pelo controlo excessivo. Os pais estão sempre a “sobrevoar” a vida dos filhos, monitorizando cada passo. Agora, as “mães beta”. É uma resposta, em jeito de contraste, ao método anterior: defende que os filhos precisam de espaço para experimentar, cometer erros e ganhar

Dois passageiros chegaram a Miami com 21 aves escondidas na roupa

By: ZAP
18 October 2026 at 19:30
Dois homens estão a ser acusados de contrabando depois de agentes aduaneiros do Aeroporto Internacional de Miami terem descoberto aves vivas escondidas sob a roupa dos passageiros, em dois incidentes distintos ocorridos com dois dias de intervalo.  Quando Alberto Hernandez Castillo chegou de Cuba, a 4 de outubro, declarou não transportar animais selvagens para os EUA. No entanto, os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras detetaram uma “protuberância inexplicável na parte da frente da zona pélvica e da cintura” e observaram que o homem parecia nervoso. Durante uma revista, os agentes descobriram bolsas pretas cosidas na roupa interior de

As millennials já não querem ser chefes

By: ZAP
18 October 2026 at 09:20
A geração das girlboss que queriam ter tudo está a mudar de ideias. Durante uma década, o conselho foi “façam acontecer”: agarrem a carreira, sentem-se à mesa, cheguem ao topo. Agora, parte das mulheres está a fazer o contrário, diz Sheryl Sandberg ao Business Insider. E a antiga número dois da Meta não tem dúvidas: as empresas são as culpadas. A viragem tem números. No relatório Women in the Workplace 2025, da consultora McKinsey com a organização LeanIn.Org, que inquiriu cerca de 9500 trabalhadores em 124 empresas norte-americanas, as mulheres surgem, pela primeira vez em 11 edições, menos interessadas do

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