Os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se hoje contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.
Em comunicado, a Câmara de Barcelos refere que “os seis municípios acionistas da Resulima manifestam a sua preocupação e insurgem-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, que consideram desproporcionado e excessivo”.
A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.
O município refere que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.
“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.
De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.
“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia de Barcelos, distrito de Braga.
No comunicado, lê-se que os seis municípios reconhecem que a recolha e o tratamento de resíduos têm sido uma preocupação constante e que existem metas ambientais exigentes a cumprir, assumindo esse compromisso sem reservas.
“Contudo, consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”, alertam.
Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.
“Os municípios que integram a Resulima reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.
Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.
“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam!”, assumem.
Mais de um terço (34,75%) dos utentes inscritos na Unidade Local de Saúde de Barcelos e Esposende (ULSBE) tem excesso de peso e 18,01% sofrem de obesidade, segundo dados relativos a 2025 revelados hoje.
Já na infância, em 2024, cerca de uma em cada quatro crianças de cinco anos inscritas na ULSBE (26,57%) apresentava excesso de peso, incluindo obesidade.
Por isso, a ULSBE aponta o combate à obesidade como uma das prioridades do Plano Local de Saúde, estando a preparar uma nova resposta nesse âmbito.
Em comunicado, a ULSBE constituiu a Equipa Multidisciplinar da Obesidade (EMO), que está a preparar uma resposta articulada à doença, envolvendo os cuidados de saúde primários, o hospital e os parceiros da comunidade.
A equipa integra profissionais de Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia Geral, Nutrição, Enfermagem e Saúde Pública.
Nos dias 14 e 16 de outubro, promoveu a formação “Para além do peso: a nova abordagem clínica à obesidade”, dirigida a médicos e enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários da ULSBE.
Foto: ULSBE
A formação abordou a obesidade enquanto doença crónica e os seus determinantes, o estigma associado ao peso, os percursos de cuidados e os critérios de referenciação, bem como as opções de tratamento médico e cirúrgico.
O objetivo é preparar os profissionais para uma abordagem articulada, desde a identificação e avaliação da doença até ao tratamento e acompanhamento.
De acordo com a mesma a fonte, a EMO está também a concluir dois documentos que vão orientar esta resposta.
O Programa Local de Prevenção e Gestão da Obesidade (PLPGO) definirá a estratégia de prevenção e acompanhamento do excesso de peso, incluindo a obesidade, ao longo de todo o ciclo de vida, em articulação com os parceiros do território.
Foto: ULSBE
O segundo documento, o Percurso de Cuidados Integrados da Pessoa com Obesidade (PCIPO), organizará as etapas de identificação, avaliação, tratamento e acompanhamento, estabelecendo a articulação entre os cuidados de saúde primários e a futura Clínica Multidisciplinar da Obesidade.
“A obesidade é uma doença crónica com raízes no território. A resposta tem de ser de todo o território: centros de saúde, hospital, municípios, escolas e comunidade”, é a mensagem que orienta este trabalho.
O vereador da Câmara de Barcelos, Carlos Eduardo Reis, e os ex-presidentes das juntas de Freguesia da Estrela e de Santo António, em Lisboa, vão a julgamento por crimes de corrupção e prevaricação no âmbito do processo Tutti Frutti, decidiu hoje o tribunal de instrução.
Dos 59 arguidos acusados pelo Ministério Público, 56 seguem para julgamento. Entre eles está o ex-deputado do PSD Carlos Eduardo Reis, eleito este ano líder da distrital de Braga do PSD, por 21 crimes, nomeadamente corrupção ativa, prevaricação, tráfico de influência, branqueamento e abuso de poder.
Há três arguidos que não seguem para julgamento: Ângelo Pereira, ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo PSD, Inês Drummond, antiga vereadora do município de Lisboa pelo PS, e Ivone Gonçalves, militante do PSD de Loures.
Segundo a decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, entre os 56 arguidos que seguem para julgamento estão o ex-presidente da Junta de Freguesia da Estrela Luís Newton, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António Vasco Morgado e o antigo deputado na Assembleia da República pelo PSD Sérgio Azevedo.
Durante a leitura da decisão, a juíza Cláudia Pina explicou que em relação a Ângelo Pereira, acusado de recebimento de vantagem devido a uma deslocação à China, “não se indicia que a viagem tenha representado uma vantagem real” para si.
Sobre Inês Drummond, o tribunal entendeu que “admite-se como possível que a arguida tenha agido de boa-fé” em relação à adjudicação de contratos, desconhecendo que Sérgio Azevedo poderia retirar daí benefícios.
O tribunal de instrução entendeu ainda não estar suficientemente provado que as faturas emitidas por Ivone Gonçalves constituem crime. “Não é possível ter certezas e, por isso, ‘in dubio pro reo’”, disse a juíza.
À saída do tribunal, em declarações aos jornalistas, o advogado Pedro Barosa, que representa o social-democrata Vasco Morgado, que vai a julgamento acusado de 27 crimes, nomeadamente de corrupção passiva, prevaricação e branqueamento, ressalvou que “prognósticos só no final do jogo”, afirmando que “é em tribunal que vale tudo e é aí que a prova é feita e que a verdade é apurada”.
“Com processos desta natureza, com grande impacto na opinião pública, e sobretudo mediatizados, a maioria dos juízes – não todos – não tem coragem para analisar criticamente o processo”, expôs Pedro Barosa, lembrando que a investigação do processo Tutti Frutti começou em 2016, porém os arguidos só foram notificados em 2025 para apresentarem a sua defesa em “cerca de um mês”.
Em representação de Inês Drummond, ex-autarca socialista que renunciou ao mandato de vereadora na Câmara de Lisboa após ser acusada de quatro crimes de prevaricação, a advogada Catarina Veiga Ribeiro considerou que a decisão de a sua constituinte não ir a julgamento “é a justiça a funcionar”.
“Naturalmente que estou felicíssima pela doutora Inês Drummond e por ter sido reposta a realidade, porque me parece que o que aconteceu não tinha sentido e, como hoje aqui saiu, não tem”, defendeu a advogada, enaltecendo o trabalho da ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica “em prol do interesse público”.
Em causa estão alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e contratos públicos.
A acusação do Ministério Público foi deduzida em 2025 contra 60 arguidos, contando-se neste momento 59 acusados, uma vez que Fernando Braamcamp, antigo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro e acusado de 39 crimes de corrupção passiva, morreu em abril deste ano.
O Ministério Público chegou a investigar Fernando Medina, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas este não foi acusado, uma vez não ter sido possível deduzir que Fernando Medina tivesse atuado “com o propósito inequívoco” de beneficiar outros arguidos.
O centro histórico de Barcelos ganhou novas intervenções de arte urbana com a concretização da 4.ª edição do projeto “In The Box”, iniciativa promovida pelo Município de Barcelos, através da Casa da Juventude, que desafia os jovens a transformar caixas de eletricidade em suportes de expressão artística.
Nesta edição, subordinada ao tema “Artes e Ofícios Tradicionais de Barcelos”, foram intervencionadas 12 caixas, distribuídas por quatro arruamentos da cidade.
A apresentação dos trabalhos decorreu na Casa da Juventude, numa sessão que contou com a presença do vereador do Pelouro, Carlos Eduardo Reis, e que constituiu um momento de divulgação e valorização das propostas artísticas desenvolvidas pelos participantes.
A iniciativa prosseguiu com uma visita aos locais onde se encontram as caixas intervencionadas, permitindo observar as obras no contexto urbano e conhecer as diferentes abordagens criativas ao tema proposto.
Na ocasião, Carlos Eduardo Reis destacou a importância de promover iniciativas que incentivem a participação dos jovens na vida cultural do concelho e que lhes proporcionem oportunidades para desenvolver e dar a conhecer o seu talento artístico.
“Este projeto demonstra a importância de criar oportunidades para que os nossos jovens possam mostrar o seu talento, desenvolver as suas capacidades artísticas e deixar a sua marca na cidade. Nesta edição, quisemos também reforçar a ligação às nossas raízes, desafiando os participantes a olhar para as artes e ofícios tradicionais de Barcelos e a reinterpretá-los através da sua criatividade”, disse o autarca, citado em comunicado do município.
Ainda no âmbito da proposta de intervenção, Carlos Eduardo Reis salientou a importância de aproximar as novas gerações do património cultural do concelho, através de projetos que conciliam a criatividade, a participação cívica e a valorização dos espaços urbanos.
A edição deste ano contou com a inscrição de 26 jovens, que apresentaram um total de 33 propostas de intervenção artística, subordinadas ao tema “Artes e Ofícios Tradicionais de Barcelos”. Após o processo de avaliação, foram selecionados 12 trabalhos, posteriormente concretizados em igual número de caixas de eletricidade, dando expressão a diferentes interpretações das artes e ofícios tradicionais que integram o património cultural do concelho.
A seleção das propostas esteve a cargo de um júri constituído pelo professor Artur Durão, pelo artesão Eduardo Barbosa e por Manuel Pimenta, representante da Associação de Artesãos do Galo, reunindo diferentes perspetivas e conhecimentos ligados à criação artística e ao artesanato.
As intervenções encontram-se distribuídas pela Rua da Palha, com quatro caixas, pela Rua Barjona de Freitas e pelo Largo da Porta Nova, com três caixas cada, e pela Rua Cândido dos Reis, onde foram intervencionadas duas caixas. Estes espaços passam, assim, a integrar um conjunto de trabalhos artísticos que contribuem para a valorização visual do centro histórico e para uma maior presença da arte no quotidiano da cidade.
Prémio de 250 euros
A edição deste ano conta ainda com uma componente de participação pública, através de uma parceria com a empresa SAGOB, que irá atribuir um prémio adicional de 250 euros à intervenção artística que obtiver o maior número de votos nas redes sociais.
Foto: CM Barcelos
A votação terá início no dia 20 de outubro e decorrerá até domingo, 25 de outubro, permitindo à população conhecer os trabalhos e participar na escolha da obra vencedora.
Para que o voto seja considerado válido, os participantes deverão cumprir três requisitos: colocar “Gosto” na página da Casa da Juventude, colocar “Gosto” na página da empresa SAGOB e colocar “Gosto” na fotografia correspondente à caixa de eletricidade que pretendem eleger.
“A atribuição deste prémio pretende reconhecer o trabalho desenvolvido pelos jovens artistas e reforçar o envolvimento da comunidade na iniciativa, promovendo a divulgação das intervenções realizadas e incentivando a população a acompanhar o projeto”, conclui a autarquia.
Dois feridos, um grave e um ligeiro, resultaram da colisão de uma mota com um automóvel, no troço da Estrada Nacional 204, entre Barcelos e Famalicão, próximo da Viatodos, em Barcelos.
Os Bombeiros Voluntários de Viatodos prestaram os primeiros socorros aos sinistrados, um dos quais foi conduzido para a Sala de Emergência do Hospital Central de Braga e o outro para o Serviço de Urgência do Hospital de Barcelos.
A ocorrência verificou-se ao final da tarde deste domingo, por razões que estão a ser esclarecidas pelo Posto Territorial de Vila Nova de Famalicão da Guarda Nacional Republicana.
A ConstruGomes, construtora de Perelhal, Barcelos, concluiu a sua participação na reconstrução da Rezatbrücke, uma ponte integrada na autoestrada A6, entre Herrieden e Lichtenau, na Alemanha.
Com 248 metros de extensão por tabuleiro e seis vãos, a execução da nova infraestrutura envolveu a utilização de cimbres autolançáveis M45-I da BERD e cofragem tradicional, adiantou a empresa nas redes sociais.
“A presença da ConstruGomes na Alemanha teve início em 2013 e desde 2017 mantém uma atividade contínua no país, participando em sucessivos projetos e consolidando a sua posição num mercado reconhecido pelos elevados padrões de qualidade, rigor técnico e exigência construtiva”, sublinha a ConstruGomes.
A concluir, a empresa destaca que “a conclusão de mais este projeto reforça um percurso marcado pela experiência adquirida, pela capacidade de resposta a desafios técnicos e pelo compromisso das nossas equipas com a qualidade de execução”.
“Mais um marco numa trajetória de crescimento, continuidade e confiança no mercado alemão”, conclui a construtora de Barcelos.
A canção “Sementes de Amor”, interpretada pelo Grupo de Jovens de Galegos Santa Maria, consagrou-se a vencedora do Festival Arciprestal da Canção de Barcelos.
A iniciativa decorreu na noite desta sexta-feira, no auditório do CESM – Seminário da Silva, em Barcelos, e foi subordinada ao tema “Nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo”.
Além do primeiro lugar, o grupo vencedor arrecadou também a distinção para Melhor Música, enquanto o prémio para Melhor Letra foi atribuído ao Grupo de Gueral e Alvelos.
Em vésperas da celebração do Dia Mundial das Missões, o arciprestado reuniu-se previamente para a Vigília Missionária. Este momento de oração contou com a presença especial da réplica da Cruz das JMJ (Jornadas Mundiais da Juventude), que se encontra a peregrinar pelo arciprestado de Barcelos durante todo o mês de outubro.
Com esta vitória, o grupo de Galegos Santa Maria garantiu a oportunidade de representar o arciprestado no Festival Arquidiocesano da Canção, que irá realizar-se no Espaço Vita, em Braga, no dia 29 de novembro.
Quatro dos 16 arguidos que, quinta-feira, começaram a ser julgados no Tribunal de Braga por tráfico de estupefacientes, praticado em Barcelos, Ponte de Lima, e Vila Verde, confessaram ao coletivo de juízes, a prática dos crimes, embora não assumindo a totalidade dos que constam na acusação.
Além de negarem parte dos crimes, dizendo “nesse caso não fui eu, nem estava lá”, os arguidos tentaram demonstrar aos juízes que, em julgamento, estão, não uma mas duas redes de tráfico, uma de Barcelos e a outra de Ponte de Lima, e que não havia nenhum, ou quase, contacto entre eles. Contrariando, assim, a acusação e a pronúncia do Tribunal de Instrução.
O grupo, 12 homens e quatro mulheres (a maioria de Barcelos), que ia comprar droga a Espanha e atuava também em Braga, em Serzedelo, Guimarães e em Ermesinde, foi pronunciado em novembro de 2024 pelo Tribunal de Instrução local que concordou com a acusação do Ministério Público de 2023.
A pronúncia diz que o arguido Roberto P., desde 2018, se dedica à venda a terceiros, – tendo 60 clientes habituais – mediante contrapartida monetária (ou outros bens/objetos de valor) -, para consumo direto e/ou revenda, de canábis, cocaína e MDMA, o que fazia em Ponte de Lima e áreas limítrofes.
Nessa atividade é coadjuvado pela companheira, Maria da P..
Já o arguido Gilberto C. desde 2019, vende drogas para consumo direto e/ou revenda, também em Ponte de Lima. E coadjuvava o Roberto.
O magistrado elenca, ainda, outro arguido, o qual, desde 2019, vende a partir de Ponte de Lima, Vila Verde e Braga. É ajudado por uma irmã.
Aponta, também, o arguido Vítor F., que desde 2019, vendia droga, a partir de quatro residências em Remelhe, Barcelos, era ajudado pela mulher, Marina B.
Quatro dos arguidos são defendidos pelo advogado João Ferreira Araújo, de Braga.
Droga armazenada num café
Já o arguido Nuno R., que explora um café – onde guarda produto estupefaciente – em Barcelos é auxiliado pela companheira, Andreia.
Diz que o Nuno R. e o Vítor F. exerciam em conjunto a atividade de tráfico sendo ajudados por Rogério A. e Marta R.
Por sua vez, os arguidos Torcato M. e Arcélio R. desde 2019, atuavam em Barcelos, em Serzedelo, Guimarães, em Lijó e em Ermesinde.
Além do crime de tráfico, que abrange, ainda, dois outros homens, o MP acusou um deles de um crime de resistência e coação sobre funcionário, por ter tentado albarroar uma viatura da GNR. Dois outros estão, ainda, pronunciados por condução sem carta.
A acusação, que detalha a atuação dos 16 envolvidos, foi feita pela GNR e baseia-se em interceções telefónicas; relatórios periciais; autos de notícia; autos de apreensão; autos de busca e apreensão; relatórios de vigilância; suportes fotográficos; informações do registo automóvel, de portagens, da Via Verde, das autoridades de controlo de fronteiras) e depoimentos recolhidos.
As buscas domiciliárias permitiram apreender várias dezenas de drogas e mais de 30 mil euros em dinheiro.
Uma colisão a envolver três veículos ligeiros provocou três feridos, ontem à noite, na Estrada Nacional 103, em Barcelos.
As vítimas, todos do sexo masculino, seguiam naquela estrada que liga Barcelos a Braga, mais concretamente na freguesia de Martim, quando ocorreu o acidente.
Foto: João Constantino / O MINHOFoto: João Constantino / O MINHOFoto: João Constantino / O MINHO
Prestaram socorro os Bombeiros de Barcelinhos, transportando as vítimas para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.
A seleção portuguesa de hóquei em patins falhou hoje a presença na final do Campeonato do Mundo, ao perder com a França por 6-3, após prolongamento, nas meias-finais da competição que decorre no Paraguai.
Marc Rouzé adiantou os franceses (20 minutos), antes de Gonçalo Alves (23), Miguel Rocha (26) e Hélder Nunes (39) colocarem Portugal a vencer por 3-1, só que Carlo Di Benedetto (43) e Rouzé (47) empataram o encontro. No prolongamento, Rouzé (53 e 58) e Di Benedetto (59) asseguraram a vitória dos gauleses, que se apuraram pela primeira vez para a final de um Mundial.
Tal como na edição anterior, em 2024, a seleção nacional, 16 vezes campeã mundial, cai nas meias-finais e vai disputar a medalha de bronze no domingo, diante da detentora do título e recordista de troféus Espanha ou da Argentina, que hoje se defrontam na outra meia-final.
Uma bebé nasceu, na madrugada desta sexta-feira, numa ambulância dos Bombeiros de Barcelinhos.
Por volta das 02:30, a corporação barcelinense foi acionada para prestar assistência a uma mulher grávida de 37 semanas, que estava em parto iminente, na freguesia de Perelhal, concelho de Barcelos.
Os dois bombeiros, Catarina Teixeira e João Castro, que também é enfermeiro, ajudaram a pequena Clarinha a nascer já dentro da ambulância.
Após o parto, foi realizado rendez-vous com a VMER de Barcelos, seguindo-se o transporte da mãe e da bebé para o Hospital de Braga, tendo tudo corrido da melhor forma.
“Estão bem”, disse a O MINHO o comandante dos Bombeiros de Barcelinhos, José Beleza.
O Museu de Olaria de Barcelos inaugura, no sábado, às 15:30, a exposição “Arlindo Fagundes – Uma Aventura no Barro”.
O Município adiantou que se trata de uma homenagem ao artista e ceramista português, falecido em 2025 e conhecido pelas ilustrações da coleção “Uma Aventura”, que reúne trabalhos representativos de um percurso marcado pela cerâmica, desenho, ilustração, banda desenhada, pintura e escultura. A exposição estará patente na Sala da Capela até 08 de janeiro de 2027.
Nascido em Ovar, em 1945, Arlindo Fagundes desenvolveu uma carreira ligada a diferentes áreas artísticas. Depois de estudar Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e cinema em Paris, regressou a Portugal após o 25 de Abril e, em 1975, fixou-se em Braga, reativando, na Vila de Prado, a Olaria Ágata, onde iniciou uma importante etapa do seu percurso como ceramista.
Foi na cerâmica que aproximou a sua formação como pintor e desenhador da tradição popular minhota. As figuras que criou, marcadas pelo desenho, pelo humor e pela caricatura, contribuíram para a renovação da cerâmica figurativa portuguesa. A ligação a Barcelos fez-se também através da formação: em 1987, dirigiu a oficina de cerâmica tradicional da Conferência Europeia do Artesanato, promovida pelo World Craft Council, em Barcelos.
Perito em Ilustração
Arlindo Fagundes ficou igualmente ligado ao imaginário de várias gerações de leitores portugueses através da ilustração. Em 1982, iniciou a colaboração com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada na coleção infantojuvenil “Uma Aventura”, dando identidade visual às suas personagens. Uma colaboração que se prolongou durante mais de quatro décadas e por mais de 60 títulos, até “Uma Aventura na Torre do Tesouro”, publicada em 2024.
A exposição “Arlindo Fagundes – Uma Aventura no Barro” apresenta uma seleção representativa da sua obra e evidencia a diversidade de um percurso artístico no qual a cerâmica ocupa um lugar particularmente relevante.
A fadista barcelense Gisela João vai doar a medula óssea a um dos irmãos que se encontra a lutar contra uma doença oncológica e apela à dádiva. A cantora deu conta do início de processo de doação da medula numa publicação nas redes sociais.
A partilha surge algumas semanas depois de ter anunciado uma pausa no trabalho para acompanhar o irmão neste processo.
“Eu sou a dadora compatível, e vou parar uns tempinhos para tomar conta do meu irmão”, afirmou no programa da Antena 1, “Fala com Ela”, a 30 de setembro, citada pelo Jornal de Notícias.
Na publicação partilhada no Instagram, Gisela João relata: “Dia zero. A derradeira notícia chegou-nos no início de agosto e, a partir daí, a minha vida mudou. Vou falar da minha vida, porque não quero expor a privacidade do meu irmão. Mas posso falar de tudo o que mudou em mim. A minha sensação de missão nesta vida ficou muito clara: ajudar os outros. Neste caso, ajudar o meu irmão. Desde o primeiro dia, não tive dúvidas de que faria tudo o que estivesse ao meu alcance. Até cortar um braço, se fosse preciso, para o ter ao meu lado durante muitos anos e continuar a azucrinar-lhe a cabeça”.
A fadista conta que entrar no IPO do Porto a fez “lembrar a entrada num shopping”, com “tanta gente, tantos corredores, tantos pisos, possibilidades, tantos sorrisos e tantos bons dias”.
“Por momentos, quase me esquecia de onde estava: um lugar de onde todos queremos estar bem longe e onde, ainda assim, há tanta vida a acontecer”, descreve.
“Passei o dia com lágrimas nos olhos a ver médicos, enfermeiros e auxiliares a trabalhar, a explicar, a receber e a cuidar. Não quero falar de guerreiras ou guerreiros, nem de frases que me irritam. Quero falar de pessoas que fazem um trabalho extraordinário num lugar onde a fragilidade humana está em todo o lado. Naquelas pessoas vejo esperança. Muita esperança. Saí de lá com uma energia enorme. Não porque tenha deixado de ter medo, mas porque percebi que há tanta gente a fazer tudo o que pode para que a vida continue”, acrescenta.
De seguida, Gisela João faz um apelo à dádiva: “Quero começar a falar convosco sobre a dádiva de medula óssea. Sobre o que significa ser dador, como funciona o processo e a importância de nos inscrevermos como potenciais dadores. Porque podemos vir a ser compatíveis com alguém que precisa de nós para ter uma oportunidade de continuar a viver. Falar-vos da Liga, da Acreditar que me emocionam Ainda tenho muito para aprender, mas quero usar a minha voz para partilhar este caminho, esclarecer dúvidas e dar visibilidade a quem merece ser visto”.
“Às vezes, ajudar alguém começa antes de sabermos quem essa pessoa é. Está na disponibilidade para estarmos lá. Ontem foi o dia zero. O primeiro passo de um caminho que vou fazer abraçada ao meu irmão, e a chatear-lhe a cabeça durante muitos anos”, conclui.
O Governo lançou hoje um projeto-piloto de 500 mil euros para incentivar o abate adicional de javalis em mais de 1.300 zonas de caça, distribuídas por 65 concelhos de 15 distritos de Portugal continental.
Segundo um aviso hoje publicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os apoios destinam-se às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça, com incentivos de 50 euros por macho e 70 euros por fêmea abatidos acima da média histórica, até ao limite de 2.000 euros por zona de caça.
No distrito de Braga, o projeto abrange os concelhos de Barcelos, Amares e Vila Verde.
Fonte: ICNFFonte: ICNF
Denominado “Controlo de Densidades Excessivas de Javali em Áreas Críticas”, o projeto abriu hoje as pré-inscrições e decorrerá até 31 de maio de 2027, procurando reduzir os prejuízos agrícolas e florestais, os acidentes rodoviários e os riscos sanitários associados à espécie.
O programa prevê ainda um incentivo adicional de 10 euros por exemplar encaminhado para um estabelecimento aprovado de manuseamento de caça, promovendo o aproveitamento da carne em condições de segurança alimentar, valor igualmente sujeito ao limite máximo de apoio.
Podem beneficiar destes incentivos as entidades titulares de zonas de caça associativas ou turísticas e as gestoras de zonas de caça municipais ou nacionais, desde que cumpram os requisitos legais e administrativos estabelecidos pelo ICNF.
Os apoios serão calculados com base nos abates adicionais comprovados relativamente à média das épocas venatórias de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, sendo estabelecido um limiar mínimo de 10 animais por zona de caça, mesmo quando não exista histórico validado.
A seleção dos 65 concelhos assentou em sete critérios técnicos, científicos e territoriais, incluindo os danos agrícolas e florestais, a pressão populacional da espécie, as características dos habitats, a proximidade de áreas urbanas, a sinistralidade rodoviária, o risco sanitário e a expansão territorial do javali.
O ICNF considerou igualmente um estudo da Universidade de Aveiro sobre a evolução da presença e expansão de javalis no território nacional.
Os exemplares abatidos terão de ser identificados com selos específicos, registados individualmente na plataforma RUBUS e acompanhados de fotografias georreferenciadas e amostras de pelo, para permitir a verificação dos resultados e prevenir irregularidades.
As montarias abrangidas pelo projeto devem ser comunicadas ao ICNF com uma antecedência mínima de oito dias, estando previstas ações de acompanhamento, verificação e fiscalização.
O aviso estabelece ainda que, caso os pedidos de pagamento ultrapassem a dotação global de 500 mil euros, os montantes elegíveis serão reduzidos proporcionalmente, podendo o programa terminar antecipadamente se as verbas forem esgotadas.
A adesão é efetuada através da plataforma eletrónica https://javalicontrol.icnf.pt/, podendo as entidades interessadas consultar as condições de participação, os critérios de elegibilidade e a lista dos 65 concelhos abrangidos no aviso publicado pelo ICNF, disponível aqui.
Após a conclusão do projeto-piloto, será avaliada a eficácia deste modelo de incentivos enquanto instrumento de gestão sustentável das populações de javali.
No Médio Tejo, os municípios de Mação e Sardoal promoveram recentemente reuniões com associações de caçadores para discutir medidas de controlo da espécie, perante os prejuízos na agricultura e os riscos para a segurança rodoviária.
A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tinha manifestado disponibilidade para os seus 11 municípios integrarem este projeto-piloto, mas apenas Abrantes, Mação e Sardoal constam da lista agora publicada.
Um taxista, com cerca de 70 anos, foi detido por excesso de álcool após ter estado envolvido numa colisão rodoviária na qual ficaram feridas duas raparigas, de 13 anos, ontem à noite, na freguesia de Alvito S. Pedro, em Barcelos.
Ao que O MINHO apurou, a colisão deu-se na Rua de São Pedro, cerca das 21:00, envolvendo um táxi e outro veículo ligeiro.
As duas vítimas foram transportadas, pelos Bombeiros de Barcelos, para o hospital local, com ferimentos ligeiros.
Já o condutor do táxi foi submetido a despistagem de álcool e apresentou uma taxa-crime, ou seja superior a 1,2 g/l.
De acordo com fonte da GNR, o homem foi detido e notificado para comparecer em tribunal.
A Minerália, responsável pela exploração da Mina da Borralha, em Montalegre, disse hoje que a operação não vai captar água em cursos naturais ou fazer descargas para o meio natural, após preocupações da Academia Portuguesa da Água.
“Na sequência da notícia sobre as preocupações manifestadas pela Academia Portuguesa da Água relativamente a um suposto risco de contaminação das águas da bacia do rio Cávado, a Minerália, empresa responsável pelo projeto da Mina da Borralha, esclarece que a operação não captará água em rios, ribeiras, nascentes ou albufeiras, nem descarregará águas utilizadas na operação para o meio natural”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado.
Segundo a empresa, “qualquer informação que apresente o projeto como uma operação que retirará água ou lançará efluentes nesses meios não corresponde à realidade do sistema previsto”.
Na Borralha, a operação vai utilizar “a água acumulada nas antigas galerias alagadas”, bombeada para reservatórios, e funcionará em circuito fechado, sendo a água depois tratada e devolvida para ser reutilizada.
“A Minerália decidiu ainda complementar o projeto apresentado no Estudo de Impacte Ambiental com um sistema de recolha da água da chuva que entre em contacto com a área industrial. Esta água será tratada e integrada no circuito de reciclagem”, acrescentam os promotores.
Risco de contaminação do Cávado
A Academia Portuguesa da Água alertou para os riscos de contaminação da bacia hidrográfica do rio Cávado, face à futura reativação da mina da Borralha, em Montalegre, no distrito de Vila Real, exigindo um estudo epidemiológico feito do zero e a “isenção laboratorial absoluta”.
“Face à recente decisão da Comissão Europeia de classificar a reativação da Mina da Borralha como projeto estratégico da União Europeia, a Academia Portuguesa da Água (APA) vem a público alertar que a urgência geopolítica e económica não pode, sob pretexto algum, atropelar a segurança sanitária das populações e a proteção do património hídrico nacional”, pode ler-se na nota divulgada.
Esta reativação da mina de tungsténio, segundo a academia, pode afetar as linhas de água que “alimentam diretamente a bacia hidrográfica do rio Cávado”, uma “linha vital que assegura o abastecimento público a cerca de 400 mil habitantes nos concelhos de Braga e Barcelos”.
Criticando o “silêncio administrativo das entidades oficiais”, a presidente da academia, Rosário Norton, enviou exposições aos ministérios da Saúde e do Ambiente, além da Agência Portuguesa do Ambiente, para exigir a ativação destas salvaguardas.
Na sexta-feira, o Movimento Não às Minas – Montalegre considerou que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.
Projeto selecionado pela Comissão Europeia como estratégico
O projeto da Mina da Borralha foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou no final da semana passada essa instituição.
A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).
“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu o movimento, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.
A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente, e a concessão está a cargo da Minerália, que viu a decisão europeia como uma “conquista” e oportunidade.
A empresa propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.
A Olaria de Barcelos e o Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, no mesmo concelho, foram inscritos no Registo da União das Indicações Geográficas de Produtos Artesanais e Industriais, obtendo, assim, proteção europeia, anunciou hoje o município.
Em comunicado, o município acrescenta que as decisões, emitidas pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) na quarta e quinta-feira, respetivamente, estabelecem o dia 07 de janeiro de 2026 como o início da proteção das duas denominações.
A data de 07 de janeiro corresponde ao dia em que Portugal comunicou à Comissão Europeia a intenção de registar as denominações.
“A inscrição representa mais um passo na salvaguarda do património artesanal de Barcelos, contribuindo para a valorização de duas tradições ligadas à identidade cultural e aos saberes do concelho”, lê-se no comunicado do município.
O comunicado vinca que este reconhecimento constitui também um instrumento para reforçar a notoriedade da Olaria de Barcelos e do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, promovendo a sua divulgação no espaço europeu.
“Depois do Figurado de Barcelos, cuja inscrição no Registo da União Europeia foi decidida em agosto deste ano, estas duas produções artesanais passam igualmente a beneficiar do regime europeu de proteção das indicações geográficas, reforçando a afirmação do património artesanal de Barcelos no espaço europeu”, conclui o comunicado.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
A construção do novo hospital de Barcelos ficou fora da proposta do Orçamento do Estado para 2027. O Livre acusa o Governo de voltar “a falhar com Barcelos”. A Câmara tomará posição esta quarta-feira.
Em comunicado, o Livre de Barcelos manifestou “profunda preocupação e desagrado pela ausência de qualquer dotação orçamental específica no Orçamento do Estado para 2027 destinada à construção do tão prometido Novo Hospital de Barcelos”.
“Após anos de promessas, anúncios e sucessivos compromissos políticos, os barcelenses voltam a assistir a mais um adiamento de uma infraestrutura absolutamente essencial para o concelho e para toda a região. O Governo da AD demonstra, uma vez mais, que a construção do Novo Hospital de Barcelos não constitui uma prioridade política, apesar das evidentes carências da atual unidade hospitalar e das crescentes necessidades de cuidados de saúde da população”, critica o partido.
E acrescenta: “Esta situação é ainda mais incompreensível quando o próprio Município de Barcelos, liderado também pela AD, avançou com a aquisição dos terrenos destinados à futura construção do hospital, numa operação que representou um investimento público na ordem dos 4 milhões de euros. Um esforço financeiro significativo suportado pelos contribuintes, que agora corre o risco de revelar-se um investimento sem qualquer retorno efetivo para a população”.
Por isso, o Livre “exige ao Governo que esclareça imediatamente quais são as suas intenções relativamente ao Novo Hospital de Barcelos e reclama a inclusão urgente das verbas necessárias para o arranque da obra”.
“Exige igualmente ao executivo municipal que deixe de se limitar a acompanhar passivamente este processo e assuma uma posição firme e exigente na defesa dos interesses dos barcelenses”, pode ler-se no comunicado.
Contactada por O MINHO, a autarquia remeteu uma posição sobre assunto para amanhã, quarta-feira.
O novo hospital é uma aspiração antiga de autarcas e populações de Barcelos e Esposende, os dois concelhos servidos pelo hospital.
Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.
O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.
Atualmente, o hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.