❌

Reading view

Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

✇ECO
By: ECO

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

  •  

Santander em parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de IA para a banca

Santander Ana Botín

O Banco Santander está a reforçar a parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de inteligência artificial especializados em tarefas bancárias, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento ao cliente e reduzir custos operacionais, anunciou o banco numa nota de imprensa esta quarta-feira.

No âmbito do Santander AI Lab, a instituição está a testar e a aperfeiçoar modelos e agentes de IA adaptados a necessidades específicas da banca, passando progressivamente de grandes modelos de uso geral para versões mais pequenas e especializadas.

Em casos de uso experimentais, esta abordagem permitiu reduzir os custos de processamento de cerca de 5 euros por interação para aproximadamente 0,03 euros, mantendo elevado desempenho. Num projeto-piloto de atendimento ao cliente, o banco melhorou a qualidade das conversas e cortou os custos de serviço em mais de 50%.

O Santander criou a plataforma Model Arena para avaliar modelos de pesos abertos (open-weight) em tarefas bancárias e identificar o mais adequado a cada caso. O banco está também a especializar modelos com o Nvidia NeMo Customizer e a usar a família de modelos NVIDIA Kumo para dados estruturados, além de industrializar a inferência com a solução Nvidia Dynamo-Triton.

Para dar continuidade ao trabalho, as duas empresas firmaram um acordo-quadro de colaboração de três anos. O entendimento abrange modelos fundacionais, agentes de IA, prevenção de fraude e combate ao branqueamento de capitais, tomada de decisões em tempo real e tecnologias de simulação, incluindo o conceito de “digital twin”.

“A Nvidia é um parceiro fundamental nas infraestruturas, no software e na investigação, impulsionando de forma significativa os mais recentes avanços em inteligência artificial”, afirmou Iñaki Bernal, responsável global de Inteligência Artificial do Santander.

“Ao conjugarmos estas capacidades com a escala do Santander em áreas de negócio, clientes e geografias, acreditamos estar numa posição única para transformar, com sucesso, esses avanços em capacidades bancárias concretas”, acrescenta-

Já Aser Blanco, responsável global pelo setor bancário na Nvidia , destacou que a banca é um dos setores mais intensivos em dados e que “o custo por resultado de inteligência é uma métrica fundamental”. Segundo ele, o Santander está a demonstrar como a abordagem com modelos mais pequenos e especializados com dados próprios funciona em produção e à escala de um banco global.

O Santander AI Lab continua a desenvolver processos rigorosos de experimentação, otimização de desempenho e testes adversariais a sistemas de IA conversacional, antes de implementar à escala as soluções que demonstrem valor em todo o Grupo.

  •  

Trabalhadores do Banco de Fomento e da SGM abrangidos pelo primeiro acordo coletivo

Os cerca de 600 trabalhadores do Banco Português de Fomento e da Sociedade de Garantia Mútua (SGM) passam a estar abrangidos pelo primeiro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assinado na segunda-feira 21 de outubro pelos sindicatos MAIS, SBN e SBC.

O anúncio chega depois do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários ter feito o mesmo anúncio.

O acordo estabelece um conjunto de direitos e condições laborais para os trabalhadores das duas instituições, incluindo tabelas salariais, categorias profissionais, subsídios e regras relativas aos horários de trabalho e às férias.

Entre as medidas previstas está a fixação de períodos normais de trabalho de sete horas diárias e 35 horas semanais, bem como um mínimo de 25 dias de férias e o pagamento de diuturnidades de cinco em cinco anos.

O ACT contempla ainda subsídios de natalidade, infantil e de estudo, sendo estes últimos pagos a ambos os progenitores, desde que não trabalhem na mesma instituição. O subsídio de refeição terá um valor mínimo correspondente ao dobro do praticado na função pública.

Na área dos benefícios sociais, o acordo prevê assistência médica assegurada pelo Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) e condições de acesso ao crédito à habitação, com uma taxa de juro suportada pelo trabalhador equivalente a 65% da taxa mínima de proposta aplicável às operações principais de refinanciamento do Banco Central Europeu (BCE).

Estão também previstas faltas justificadas por falecimento contabilizadas em dias úteis, vários dias de dispensa do cumprimento do dever de assiduidade e compensação mensal pela isenção de horário de trabalho, com um pagamento adicional não inferior a 25% ou 50% da remuneração base, consoante o regime aplicável.

Em comunicado, os sindicatos consideram que o objetivo do acordo foi alcançado, ao garantir aos trabalhadores direitos semelhantes aos dos restantes bancários e assegurar um instrumento de regulamentação coletiva de trabalho que os proteja de ficarem dependentes exclusivamente do Código do Trabalho.

Com a entrada em vigor do ACT, os direitos e deveres dos trabalhadores deixam de estar dependentes de decisões unilaterais das instituições, sendo que as disposições acordadas só poderão ser alteradas com a concordância dos sindicatos.

O MAIS, o SBN e o SBC afirmam que vão continuar a negociar para alargar a aplicação de instrumentos de regulamentação coletiva a mais instituições e abranger mais trabalhadores.

  •  

Falha na nuvem da Google deixou clientes da Revolut sem pagamentos nem transferências

Um “power event” travou audiências nos tribunais e deixou clientes da Revolut, do Lloyds e do HSBC sem poder pagar ou mover dinheiro. Serviços restabelecidos para a maioria dos utilizadores. Uma falha nos serviços de nuvem da Google no Reino Unido causou uma perturbação generalizada, atingiu tribunais e deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e sem o poder enviar em bancos como o Lloyds, o HSBC e a Revolut. A Google atribuiu a um “power event” a falha nas suas operações de computação em nuvem sediadas em Londres, na terça-feira, que afetou a “zona europe-west2-b“. Segundo a tecnológica

  •  

Banco de Fomento assina primeiro acordo coletivo de trabalho com sindicatos da UGT e SNQTB


O Banco Português de Fomento e a Sociedade de Garantia Mútua assinaram esta semana o primeiro acordo coletivo de trabalho com os três sindicatos bancários da UGT e com o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB). O anúncio foi feito esta quarta-feira pelos representantes dos trabalhadores, que destacam, nomeadamente, a fixação de uma tabela salarial própria, o subsídio de refeição de 13,33 euros por dia em 2026 e a remuneração por isenção de horário de trabalho de 25% ou 50% da retribuição base.

“O MAIS, SBN e SBC assinaram na segunda-feira o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho com o Banco Português do Fomento e a SGM – Sociedade de Garantia Mútua. [O objetivo foi] proteger os trabalhadores destas instituições (cerca de 600) através de um Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho que lhes atribuísse direitos semelhantes aos dos restantes bancários, não os deixando à mercê do Código do Trabalho”, sublinham os sindicatos bancários da UGT, numa nota enviada esta manhã às redações.

Já o SNQTB destaca que este acordo representa “um marco relevante na negociação coletiva, estabelecendo um quadro de direitos e garantias adaptado à realidade das instituições abrangidas e reconhecendo o contributo dos seus trabalhadores”.

Em concreto, segundo os representantes dos trabalhadores, o novo ACT prevê, além de 25 dias de férias e dispensa na véspera de Natal, dispensa no dia de aniversário, na tarde de Quinta-Feira Santa e um dia adicional no período do Natal ou Ano Novo. Consagra ainda meio dia para acompanhar os filhos no ingresso no primeiro e segundo ciclo escolar, um dia anual de licença remunerada para os trabalhadores que atinjam 55 anos de idade ou 30 anos de serviço e que as faltas justificadas por falecimento sejam contadas em dias úteis.

Já quanto às remunerações, o acordo estabelece uma tabela salarial própria e um subsídio de refeição de 13,33 euros por dia em 2026, além de uma remuneração por isenção de horário de trabalho de 25% ou 50% da retribuição base, consoante o regime aplicável. Ficou também salvaguardada a manutenção do complemento de nível, “que não pode ser eliminado, reduzido, integrado ou absorvido e acompanha a atualização anual da tabela salarial”.

Quanto ao desenvolvimento de carreira, o ACT, indicam os sindicatos, reforça a transparência nos processos de recrutamento, avaliação e progressão profissional, “incluindo o direto de reclamação e resposta fundamentada”.

Há também condições preferenciais no crédito à habitação, isto é, os trabalhadores com contrato de trabalho sem termo poderão aceder a crédito para habitação própria permanente até 300 mil euros, através de uma instituição de crédito protocolada. O regime prevê que a empresa suporte integralmente o spread e ainda uma componente da taxa de juro, nos termos e condições definidos no regulamento acordado. Este ACT regula também o teletrabalho, prevendo um subsídio diário e o respeito pelo direito à desconexão.

“O acordo entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego, com efeitos das cláusulas de expressão pecuniária reportados, em regra, a 1 de junho de 2026, sem prejuízo dos calendários específicos de aplicação previstos no regime transitório. A vigência inicial é de 24 meses, com revisão anual da tabela salarial“, adianta o SNQTB.

“Para o SNQTB, este acordo demonstra a importância da negociação coletiva na construção de soluções que reforçam direitos, valorizam os trabalhadores e promovem o desenvolvimento sustentável das instituições“, salienta a mesma estrutura sindical.

Já os sindicatos bancários da UGT realçam que, “com a existência deste ACT, os direitos e deveres dos trabalhadores não ficam dependentes de decisões unilaterais das instituições e o que nele fica consagrado só pode ser alterado com a concordância dos Sindicatos”.

  •  

DBRS: Bancos europeus mantêm folgas de capital sólidas apesar de dividendos recorde

fusão

Os bancos europeus continuam a apresentar níveis de capitalização sólidos, mesmo num ambiente operacional marcado por distribuições recorde aos acionistas, expansão do balanço, atividade de fusões e aquisições e incerteza geopolítica. É a conclusão de uma análise da Morningstar DBRS a 40 grandes bancos europeus, divulgada esta quarta-feira, que mostra que a relação Common Equity Tier 1 (CET1) média superou os 15% no final do primeiro semestre de 2026.

Os rácios de payout (distribuição de dividendos) subiram na maioria dos países em 2025, com os nórdicos (80%) e os italianos (72%) nos níveis mais elevados. “Esperamos que as distribuições aos acionistas permaneçam generosas, mas cresçam a um ritmo mais lento à medida que a rentabilidade se normaliza e os bancos convergem para os seus objetivos de capital”, afirmou Andrea Costanzo, Vice-Presidente de Ratings de Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, no comunicado.

Apesar de os bancos terem distribuído cerca de 81 mil milhões de euros em dividendos relativos aos resultados de 2025 — um máximo histórico, 8% acima do ano anterior e 28% acima de 2023 —, além de continuarem a recorrer a buybacks, as folgas de capital médias rondaram os 450 pontos base acima dos requisitos regulamentares mínimos.

Segundo a DBRS, Portugal destaca-se com a maior folga da amostra (800 pontos base), seguido da Alemanha (530), Irlanda (520) e Países Baixos (510). Os bancos nórdicos (230) e britânicos (210) apresentam as folgas mais apertadas.

A resiliência do setor tem por base uma rentabilidade mais forte do que o inicialmente previsto: o retorno sobre o capital próprio médio (ROE) anualizado melhorou em quase todos os países entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, com os bancos espanhóis a liderar (16,6%), seguidos dos nórdicos (14,3%), italianos (14,1%) e britânicos (13,8%), segundo o comentário da agência de rating.

As margens de juro protegidas por hedges estruturais, o crescimento de crédito, a diversificação para comissões e um baixo custo do risco mais do que compensaram a pressão sobre os rendimentos financeiros desde que o BCE iniciou o ciclo de descida das taxas, em junho de 2024, acrescenta a DBRS.

Folgas a apertar-se gradualmente

A análise sublinha, no entanto, que o headroom de capital (folga) está a reduzir-se paulatinamente. Entre o final de 2022 e junho de 2026, os ativos ponderados pelo risco (RWA) cresceram cerca de 10% em agregado, impulsionados pelo crescimento de crédito e por operações de consolidação — com destaque para a Grécia (+18%) e Itália (+14%). Os rácios CET1 recuaram ligeiramente na maioria dos países no primeiro semestre de 2026 face ao final de 2025, refletindo os acréscimos de distribuições, o crescimento de crédito e a atividade de M&A, e não uma deterioração da qualidade dos ativos, que continua contida.

Os principais riscos apontados são a incerteza geopolítica e geoeconómica, que poderá abrandar o crescimento económico e pressionar a qualidade dos ativos, bem como o alargamento dos spreads da dívida soberana, embora este último tenha um impacto gerível dado o peso das carteiras de obrigações públicas contabilizadas pelo custo amortizado.

Simplificação regulamentar trará mais flexibilidade

Outro eixo da análise é a simplificação regulamentar em curso na União Europeia e no Reino Unido. A DBRS antecipa que as reformas — que incluem a fusão de buffers existentes em menos componentes, alguns dos quais autoridades poderiam libertar em períodos de stress — alterarão mais a estrutura e a usabilidade dos requisitos de capital do que o seu nível global. “Um enquadramento menos fragmentado e buffers mais libertáveis podem dar aos bancos maior flexibilidade na gestão de capital”, acrescentou Costanzo, acrescentando que o impacto nos perfis de crédito dependerá de como os bancos usarão essa flexibilidade.

Entretanto, os requisitos Pillar 2 (P2R) tornaram-se ligeiramente menos exigentes em 2026 face a 2025 em sete dos nove países analisados, de acordo com dados do BCE atualizados em fevereiro, embora os requisitos globais de capital tenham aumentado em média devido a buffers contracíclicos e de risco sistémico mais elevados.

Os bancos europeus entram assim na próxima fase numa posição de força de capital — bem equipados para absorver choques geopolíticos, comerciais e económicos —, mas com folgas que se espera continuem a afinar-se gradualmente num cenário de distribuições elevadas, crescimento do balanço e consolidação do setor.

  •  

Saída do BPI do maior banco moçambicano abre capital a mulheres via bolsa

O Presidente moçambicano disse hoje que decorrem conversações para a colocação em bolsa da participação do português BPI no Banco Comercial e de Investimentos (BCI), permitindo alargar, nomeadamente, o acesso feminino ao capital do maior banco nacional.

“Neste momento, há um acionista do banco BCI que está a sair. Estamos em conversações para que estas ações sejam cotadas na bolsa e mulheres moçambicanas possam comprar ações e amanhã cada uma das moçambicanas aqui presentes possa dizer que eu também sou dona do BCI”, disse Daniel Chapo, em Maputo.

Falando durante a abertura do Diálogo Nacional do II Fórum Económico da Mulher, o Presidente defendeu uma maior participação feminina não apenas no empreendedorismo, mas também na propriedade das empresas e dos ativos económicos do país.

As declarações surgem uma semana depois de Daniel Chapo ter anunciado uma proposta para alienar a participação do BPI no BCI: 11% do capital ao público e 25% a investidores nacionais.

Segundo o chefe de Estado, os grandes investimentos, as parcerias público-privadas e o mercado de capitais devem representar oportunidades para as mulheres participarem mais diretamente na criação e distribuição da riqueza nacional.

“Quando falamos de grandes investimentos, das parcerias público-privadas, dos projetos de grande dimensão, das concessões empresariais e do mercado de capitais, estamos também a falar de oportunidades enormes para as mulheres moçambicanas, não apenas como fornecedoras de bens e serviços, mas também como empresárias, investidoras, acionistas e participantes nas decisões económicas”, afirmou.

O Presidente apelou ainda à Bolsa de Valores de Moçambique, às instituições financeiras e às organizações empresariais para promoverem a educação financeira e criarem mecanismos que aproximem as mulheres das oportunidades de investimento.

Em 14 de outubro, o chefe de Estado afirmou que estava em análise uma proposta para destinar 11% do capital ao público moçambicano e 25% a investidores institucionais e empresariais nacionais, através da dispersão da participação atualmente detida pelo banco português.

Na cerimónia do 28.º aniversário da Bolsa de Valores de Moçambique, em Maputo, o chefe de Estado afirmou que o executivo está a trabalhar para transformar a alienação da participação do banco português numa oportunidade para alargar a presença de investidores moçambicanos no maior banco do país.

O BPI controla 35,67% do capital do BCI, banco liderado pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos, que detém 51%.

O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais (138 milhões de euros) e uma estrutura acionista liderada pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 51%, seguindo-se o também português BPI, com 35,67% – que anunciou publicamente a intenção de sair -, e a própria CGD, diretamente, com 10,51%, entre outros acionistas.

Segundo o mais recente relatório e contas, o BCI manteve em 2025 a liderança do sistema bancário moçambicano, servindo cerca de 2,5 milhões de clientes.

Os lucros, contudo, recuaram 40,3%, para 3.604 milhões de meticais (48,6 milhões de euros), impacto que a instituição atribuiu ao reforço das imparidades para exposições à dívida pública, devido ao agravamento do risco soberano, e a custos extraordinários associados à devolução de comissões.

  •  

Juros voltam a pesar mais de metade da prestação da casa


Mais de um ano depois, os juros voltam a pesar mais de metade da prestação da casa, refletindo a subir das taxas desde o início da guerra no Irão, em fevereiro.

Em setembro, a prestação média da casa voltou a subir pelo sétimo mês seguido, fixando-se nos 423 euros, mais cinco euros em relação ao mês anterior e mais 30 euros do que em setembro de 2025, segundo os dados revelados esta quarta-feira pelo INE.

A parcela relativa a juros representou 50,4% da prestação média, ou seja, 213 euros. Desde agosto de 2025 que tal não acontecia e reflete o agravamento da Euribor desde o eclodir do conflito no Médio Oriente, há oito meses. Já o capital amortizado representou 49,6%, ou 210 euros, de acordo com o instituto de estatísticas.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Isto significa na prática que, perante o forte agravamento das taxas Euribor nos últimos meses, portugueses voltam a pagar mais em juros do que conseguem amortizar capital quando pagam a mensalidade do empréstimo da casa.

Segundo os dados do INE, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,194% em setembro, traduzindo um aumento de 3,2 pontos base face ao mês anterior. Foi o quarto mês seguido a subir, atirando a taxa para o valor mais alto desde setembro do ano passado.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto, para 2,959% em setembro, a mais elevada desde maio de 2025. Nestes contratos, o valor médio da prestação subiu 13 euros, para 757 euros, correspondendo a um aumento homólogo de 13,7%.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 655 euros, atingindo 80.843 euros.

(Notícia atualizada às 11h33)

  •  

Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a terça-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:40 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,904%, contra 3,884% na terça-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,465%, contra 3,450%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,174%, contra 3,153% na véspera.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, mantinham-se em 3,399%, enquanto os de França subiam, para 4,962%, contra 4,929%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 156,8 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

No mesmo sentido, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos subiam, para 5,112%, contra 5,111% na véspera.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:40:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

21/10…….3,174…3,465…..3,904

20/10…….3,153…3,450…..3,884

Espanha

21/10…….3,209…3,535…..4,044

20/10…….3,200…3,520…..4,027

Grécia

21/10…….3,290…3,813…..4,376

20/10…….3,262…3,784…..4,350

Itália

21/10…….3,533….4,007…..4,553

20/10…….3,501….3,973…..4,518

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

  •  

Sonangol forçada a vender ações do BCP para evitar BCE

✇ECO
By: ECO

A Sonangol precisará de vender ações do BCP para manter a sua participação no banco português abaixo dos 20% e evitar a necessidade de obter autorização do Banco Central Europeu (BCE). A petrolífera estatal angolana, segunda maior acionista da instituição financeira, terá de alienar cerca de 56 milhões de títulos, avaliados em aproximadamente 62 milhões de euros, para preservar uma posição de 19,9% do capital.

Segundo as contas do Jornal de Negócios, a participação da Sonangol poderia já ter aumentado para 20,3% caso a empresa não tivesse vendido ações no âmbito do programa de recompra de títulos próprios lançado pelo BCP em maio. A operação permite ao banco reforçar a remuneração dos acionistas, complementando a distribuição de dividendos, mas a extinção dos títulos adquiridos reduz o número total de ações em circulação e aumenta proporcionalmente a participação dos acionistas que mantêm as suas posições.

Este é o segundo ano consecutivo em que a Sonangol enfrenta o risco de ultrapassar involuntariamente o limiar dos 20%. Em 2025, a participação da petrolífera aumentou de 19,49% para 19,9% devido ao programa de recompra e extinção de ações próprias do BCP.

A legislação prevê que a aquisição de participações que atinjam determinados patamares, incluindo os 20%, seja comunicada previamente ao Banco de Portugal, cabendo exclusivamente ao BCE decidir sobre a autorização de participações qualificadas em instituições de crédito. Entretanto, o programa de recompra já levou à aquisição de cerca de 285 milhões de ações, num investimento de aproximadamente 315 milhões de euros, correspondente a 77% do objetivo definido pelo banco.

  •  

Parvalorem avança com limpeza de 1,8 mil milhões de euros em ativos tóxicos do BPN


A entrar na reta final do processo de liquidação, a Parvalorem avançou com uma profunda limpeza dos ativos tóxicos que herdou da falência do BPN, há quase duas décadas. Uma operação no âmbito da qual se vai desfazer de cerca de 1,8 mil milhões de euros em créditos problemáticos e imobiliário do antigo banco de Oliveira e Costa, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO.

O veículo criado em 2010 para administrar os despojos do antigo BPN, nacionalizado em 2008, há muito que se vem preparando para fechar as portas, prevendo a conclusão do processo de liquidação…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos
  •  

Pablo Hernández de Cos busca apoyos en Francia y Alemania para impulsar su candidatura a presidente del BCE

El puesto con mayor poder económico de Europa puede decidirse en las próximas semanas. Un español, el exgobernador del Banco de España y actual director gerente del Banco Internacional de Pagos de Basilea, Pablo Hernández de Cos, está entre los favoritos para presidir el BCE, en una carrera cuyas condiciones cambian cada semana que pasa. Ya ha empezado a mover sus fichas, con contactos informales con las capitales europeas, con la difícil tarea de conjugar los intereses de una Francia en llamas y una Alemania renqueante, así como el resto de países del club del euro.

Seguir leyendo

© Pablo Monge (CINCODIAS)

Pablo Hernandez de Cos, gobernador del Banco de España.
  •  

BCP anuncia reembolso antecipado de 300 milhões de euros em obrigações subordinadas

O Banco Comercial Português (Millennium BCP) anunciou nesta terça-feira que decidiu exercer a opção de reembolso antecipado da totalidade das suas obrigações subordinadas de 300 milhões de euros com vencimento em 17 de maio de 2032.

Em comunicado ao mercado, o banco liderado por Miguel Maya diz que “as 300.000.000 euros Subordinated Fixed Rate Reset Notes due 17 May 2032”, emitidas em 17 de novembro de 2021 no âmbito do programa de notas de 25 mil milhões de euros, serão reembolsadas a 17 de novembro de 2026 pelo montante de capital em dívida acrescido dos juros vencidos, “de acordo com a condição 6(d) dos termos e condições das notas”.

 

  •  

Jefferies eleva preço-alvo do BCP para 1,30 euros e mantém recomendação de compra

O Jefferies manteve a recomendação de “comprar” (‘Buy’) para o Banco Comercial Português (BCP) e aumentou o preço-alvo da ação em 5%, de 1,24 para 1,30 euros, num research em antecipação dos resultados do terceiro trimestre, previstos para 28 de outubro. Com as ações do banco a cotar perto de 1,11 euros, a nova meta implica uma valorização potencial de cerca de 18%.

Na nota, os analistas projetam um lucro de 293 milhões de euros no terceiro trimestre, 2% abaixo do consenso de mercado, de 301 milhões de euros. Ainda assim, o Jefferies considera que o foco dos investidores estará na evolução da margem de juros, sobretudo em Portugal, onde antecipa desempenho acima das estimativas no trimestre e maior potencial de subida nos anos seguintes.

A casa de investimento prevê que a margem financeira do BCP em Portugal cresça 14% em 2026, 12% em 2027 e 8% em 2028, em termos homólogos, num cenário que assume uma taxa de depósito do Banco Central Europeu de 2,75% no final de 2026. Estas projeções colocam o banco de investimento norte americano em 1%, 3% e 5% acima do consenso para a margem em Portugal em cada um desses anos e 1%, 2% e 3% acima ao nível do grupo (nas contas consolidadas).

Quanto ao capital, o banco de investimento estima um rácio CET1 de 14,8% no terceiro trimestre, uma descida de 30 pontos-base face ao trimestre anterior, excluindo eventuais benefícios de operações de transferência de risco significativo (SRT), ou seja, titularização de crédito.

A Transferência Significativa de Risco (Significant Risk Transfer ou SRT) é um conceito regulatório bancário estabelecido nos acordos de Basileia III (e refletido na União Europeia através do Regulamento de Requisitos de Capital – CRR) que permite a um banco reduzir os seus requisitos de capital regulatório ao transferir uma parte substancial do risco de crédito de uma carteira de ativos para investidores terceiros, sem a necessidade de vender os empréstimos originais ou retirar os ativos do seu balanço.

O Jefferies estima cerca de 40 pontos-base de alívio de capital com esta atividade no quarto trimestre, o que permitiria uma recuperação de 30 pontos-base até ao final do ano.

No terceiro trimestre, antecipa ainda um impacto de cerca de 10 pontos-base associado ao mark-to-market da carteira ALCO.

O Jefferies vê ainda espaço para o BCP atualizar as metas estratégicas para 2028, apresentadas no quarto trimestre de 2024. Os analistas esperam lucros acumulados entre 2025 e 2028 20% acima da orientação da empresa e um retorno sobre capital próprio de cerca de 19% em 2028, face a uma meta superior a 13,5%, apoiado numa melhor margem financeira, maior eficiência e menor custo do risco.

Segundo a análise, a recente correção das ações do BCP — cerca de 10% nas últimas três semanas, em linha com a desvalorização do setor bancário europeu — constitui uma oportunidade de compra.

O Jefferies destaca que o banco negocia a 9,6 vezes o lucro estimado para 2028 e a 1,8 vezes o valor contabilístico ajustado, com um prémio de 10% face ao setor que considera justificado pelo crescimento mais forte dos lucros, pela maior rentabilidade e pela exposição a Portugal, um dos mercados com menor custo de capital próprio na Europa.

  •  

Pensionistas do setor bancário recebem suplemento extraordinário em dezembro

A portaria que regulamenta o pagamento do suplemento extraordinário de pensão aos bancários reformados já foi publicada. A Portaria n.º 456/2026/1, de 14 de outubro regulamenta e estabelece os procedimentos para o pagamento do suplemento extraordinário de pensão aos bancários reformados, dando cumprimento ao Decreto-Lei n.º 201/2026, de 8 de outubro.

De acordo com o diploma legal, têm direito a este apoio os pensionistas do setor bancário cujas pensões sejam devidas até 30 de novembro de 2026, inclusive, e cujo valor mensal global — incluindo as respetivas atualizações extraordinárias — não ultrapasse o limite de três vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

O montante será liquidado em dezembro de 2026, acumulado com o pagamento da pensão regular, sem que os beneficiários tenham de submeter qualquer pedido formal.

O valor a receber varia consoante o rendimento mensal global bruto de cada pensionista: 200 euros para pensões de valor igual ou inferior a 537,13 euros; 150 euros para montantes superiores a 537,13 euros e até 1.074,26 euros; e 100 euros para quem aufere valores superiores a 1.074,26 euros e até 1.611,39 euros.

A distribuição será assegurada pelas entidades responsáveis pelo pagamento das pensões, sendo este montante isento de retenção na fonte em sede de IRS.

Face à medida, os sindicatos Mais, SBN e SBC já anunciaram que vão manter uma atitude vigilante quanto à aplicação prática do diploma, fiscalizando o cumprimento dos prazos e o correto pagamento dos valores devidos, com o propósito de intervir perante quaisquer constrangimentos que afetem os reformados.

  •  

Bancários reformados apelam para a participação nos protestos e greve de 30 de novembro

O secretariado de reformados do Mais Sindicato apelou hoje aos reformados do setor para participarem “ativamente nas concentrações” previstas para o próximo mês, incluindo na greve de 30 de novembro.

“O secretariado de reformados do Mais Sindicato apela a todos os reformados para que participem ativamente nas concentrações agendadas Por Todos Os Sindicatos do Setor para novembro e que apoiem com a sua experiência os colegas no ativo na greve nacional de bancários do dia 30”, refere um comunicado hoje divulgado por esta estrutura.

No documento, é referido que muitos reformados têm pensões inferiores ao salário mínimo nacional e que “é urgente a imposição” da tabela única para ativos e reformados, bem como a atualização de pensões que ficaram congeladas.

Nesse sentido, lamentam que os bancos deixem a proposta nos 2%, “o que nem sequer cobre a inflação anual”.

Os sindicatos bancários afetos à UGT (Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) e o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) anunciaram uma greve para dia 30 de novembro, em protesto contra a proposta de aumentos de 2%.

Além da greve, estão previstas concentrações em 04, 11 e 25 de novembro junto dos edifícios dos principais bancos a atuar em Portugal.

  •  

Mais de metade dos portugueses recorreu a crédito para pagar faturas, aponta estudo

✇ECO
By: Lusa

Mais de metade dos portugueses (53%) recorreu a dinheiro emprestado ou a cartões de crédito nos últimos seis meses para pagar as suas contas, numa percentagem que sobe para 79% entre os rendimentos abaixo da média, refere um estudo.

De acordo com o “European Consumer Payment Report 2025” (ECPR) da Intrum, que inquiriu mil pessoas em Portugal, este recurso ao crédito acontece apesar da confiança demonstrada pelos consumidores na gestão das finanças do dia-a-dia.

Segundo os resultados, 79% dos inquiridos têm confiança na sua capacidade para pagar todas as contas mensais e 70% dizem conseguir fazer face a uma despesa imprevista sem pedir dinheiro emprestado, dois indicadores que sobem face ao verificado em 2025 (71% e 57%, respetivamente).

Face ao inquérito anterior, o estudo da Intrum verificou um aumento do número de respondentes que pagaram pelo menos uma fatura após o prazo de vencimento (de 22% para 24%) e da população que utiliza inteligência artificial (IA) para gerir as suas finanças pessoais (de 8% para 33%).

O estudo apontou ainda que 17% dos inquiridos são considerados financeiramente frágeis, contra 26% no ano passado, e que 38% utilizaram a opção de pagamento “compre agora, pague depois” (BNPL, Buy Now Pay Later, na sigla em inglês). Este tipo de pagamento é utilizado de forma particularmente elevada por consumidores com rendimentos abaixo da média (73%). No entender dos autores do estudo, as soluções de pagamento flexíveis “ganham cada vez mais espaço nos hábitos de consumo, afirmando-se como uma ferramenta de gestão do orçamento”.

Durante o período analisado, quase um em cada quatro consumidores (24%) tiveram uma fatura paga com atraso. Três em cada quatro consumidores (75%) pagam as faturas dentro dos prazos, abaixo dos 77% um ano antes, enquanto a proporção da população que se atrasou no pagamento de entre duas a quatro faturas subiu de 10% em 2025 para 17% este ano.

Entre as principais causas para os atrasos nos pagamentos estão o esquecimento do pagamento (59%) e a falta de dinheiro para realizar estas operações (24%). Já os problemas técnicos são responsáveis por 13% dos atrasos.

O estudo aponta que 20% dos inquiridos contraíram empréstimos pelo menos uma vez nos últimos seis meses para pagar faturas — acima dos 18% um ano antes — e que metade recorreu ao cartão de crédito para pagar contas no mesmo período — acima de 46% em 2025.

O cartão de crédito foi, de resto, mais utilizado pelos boomers — nascidos entre 1946 e 1964) –, com 67%, que pelos millennials — nascidos entre 1981-1996.

No conjunto do país, o índice de gestão financeira desenvolvido pela Intrum registou uma subida de dois pontos face a 2025, para 82 pontos, “evidenciando uma melhoria global na capacidade dos consumidores para gerir as suas finanças”, tendo havido subidas em todas as gerações, com exceção dos ‘boomers’, que se mantiveram em 83 pontos.

Os inquiridos com dificuldades de pagamento apontaram o aumento do custo de vida (59%), as despesas inesperadas (46%) e a estagnação dos salários (38%) como as principais causas de pressão financeira, todos com subidas face a 2025 e acima da média europeia (43%, 31% e 28%, respetivamente).

Entre os portugueses, 72% dizem poupar mensalmente para situações de emergência (acima de 60% em 2025 e da média europeia de 66%) e que 65% privilegiam a poupança, “mesmo quando exige sacrifícios pessoais” (63% em 2025 e média europeia de 49%).

O inquérito para a Intrum foi realizado entre 09 de julho e 20 de agosto e conduzido pela FT Longitude em 20 países europeus, junto de 20.000 consumidores.

  •  
❌