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EUA mandam diplomatas deixarem Arábia Saudita em meio a ataques dos Houthis

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e seus familiares deixem suas missões na Arábia Saudita, informaram autoridades norte-americanas à Reuters.

Além disso, o governo de Donald Trump planeja retirar familiares de várias outras missões norte-americanas no Golfo Pérsico, ainda de acordo com as fontes.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma postagem no X que o departamento ordenou a saída de “funcionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos Houthis, um grupo apoiado pelo Irã, do Iêmen contra alvos civis no país.

O governo Trump havia enviado de volta alguns integrantes do corpo diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos haviam sido retirados quando o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações norte-americanas após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

“Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”, justificou Pigott.

Quatro autoridades norte-americanas disseram à Reuters que as missões dos EUA em outros países do Golfo Pérsico também estariam ordenando que familiares deixassem o local.

Pigott não se pronunciou sobre mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita.

A embaixada dos EUA em Riade emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira (21) sobre possíveis novos ataques dos houthis à Arábia Saudita, após recentes ataques mortais, incluindo um ao aeroporto de Riade.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

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Trump diz que guerra contra Irã é “uma das melhores coisas que já fizemos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a guerra contra o Irã como “uma das melhores coisas que já fizemos”, apesar de o conflito continuar sendo profundamente impopular internamente e de muitos candidatos do Partido Republicano defenderem o seu fim.

Questionado nesta quarta-feira (21) se lamenta ter iniciado a guerra, Trump disse aos repórteres: “Não, acho que é uma das melhores coisas — acho que é uma das melhores coisas que já fizemos”.

“Impedimos o Irã de ter uma arma nuclear. É uma das melhores coisas que já fizemos”, continuou ele, acrescentando que sua decisão de atacar o país do Oriente Médio em fevereiro “exigiu muita coragem”.

No entanto, quase oito meses após o início da guerra, o presidente não conta com grande apoio da população dos EUA: uma nova pesquisa da CNN, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que apenas 30% dos americanos aprovam a sua condução da política externa.

A CNN conversou com muitos eleitores, inclusive em comícios do presidente, que apontaram o impacto do conflito nos preços dos combustíveis e no custo de vida como uma questão central para as próximas eleições.

Enquanto isso, alguns republicanos que enfrentam disputas eleitorais difíceis neste outono têm se distanciado do presidente no que diz respeito à guerra.

Trump diz que deixou instruções para atacar Irã caso seja assassinado

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Suprema Corte dos EUA mantém acesso de presos transgênero a tratamentos

A Suprema Corte dos Estados Unidos impediu o presidente Donald Trump nesta quarta-feira (21) de suspender a terapia hormonal e outros tratamentos para americanos transgêneros em prisões federais.

O tribunal emitiu uma decisão de apenas uma frase, sem apresentar justificativas. De toda forma, esta é considerada uma vitória rara para as pessoas transgênero na Suprema Corte, que é de maioria conservadora.

“Esta é uma decisão fundamental para nossos clientes e para todas as pessoas transgênero sob custódia do Departamento Federal de Prisões”, afirmou Li Nowlin-Sohl, advogada sênior do Projeto LGBTQ & HIV da ACLU.

“Negar cuidados de saúde clinicamente necessários — incluindo tratamentos de afirmação de gênero — a pessoas encarceradas constitui uma violação de seus direitos constitucionais fundamentais. Continuaremos a defender os direitos de nossos clientes e de todas as pessoas privadas de liberdade”, adicionou.

O Departamento de Justiça dos EUA não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

Dois juízes conservadores — Clarence Thomas e Samuel Alito — manifestaram-se contrariamente à decisão desta quarta-feira, mas não apresentaram justificativa.

A ausência de explicação foi particularmente notável, dado que o caso já contava com todos os documentos e argumentos apresentados pelas partes, estando pronto para uma decisão há quase duas semanas.

Desde o retorno de Trump ao poder, no ano passado, a Suprema Corte permitiu que o governo americano proibisse pessoas trans de servir nas Forças Armadas e autorizou uma política que exige que a designação de sexo nos passaportes dos EUA corresponda ao sexo atribuído ao indivíduo no nascimento.

Além disso, neste ano, a Corte manteve leis estaduais que proíbem atletas transgênero de competir em equipes esportivas femininas.

Recurso de emergência apresentado à Suprema Corte

Este recurso de emergência apresentado pelo governo americano aborda uma questão que Trump explorou durante sua campanha de 2024, por meio de uma série de anúncios televisivos que criticavam a candidata democrata Kamala Harris por sua postura em relação aos americanos transgênero.

Em seu primeiro dia de volta à Casa Branca, Trump assinou uma ordem executiva proibindo “qualquer procedimento médico, tratamento ou medicamento” que visasse “adequar a aparência de um detento à do sexo oposto”.

Posteriormente, o Departamento Federal de Prisões implementou uma política que permite o acesso a serviços de psicoterapia e psiquiatria para detentos com disforia de gênero, mas exclui terapias hormonais, cirurgias e “adaptações sociais” — categoria que pode incluir itens como vestuário e maquiagem.

Um tribunal distrital e um tribunal federal de apelações em Washington, D.C., impediram, em caráter provisório, a entrada em vigor da política de Trump.

Em uma decisão concisa emitida no mês passado, o Tribunal de Apelações do Circuito de D.C. concluiu que a medida do governo era, provavelmente, arbitrária, uma vez que o Departamento Federal de Prisões não havia considerado “de forma adequada” a sua “própria experiência na oferta de cuidados de afirmação de gênero sob a política anterior”.

Em seu recurso de emergência à Suprema Corte, o governo Trump argumentou que, de fato, levou em consideração essa experiência, e que o tratamento e as acomodações anteriormente oferecidos “suscitavam preocupações relacionadas à segurança e à administração prisional que superavam quaisquer benefícios limitados que pudessem proporcionar”.

Três detentos, que afirmaram receber terapia hormonal há anos, contestaram a política, argumentando que se tratava de uma mudança abrupta em relação a décadas de diretrizes, a qual interromperia o tratamento de quase mil pessoas sob custódia.

A alegação de preocupações com a segurança nas prisões, segundo a American Civil Liberties Union informou à Suprema Corte, soava estranha, “visto que o BOP [Departamento Federal de Prisões] não apontou um único incidente de segurança relacionado à oferta desse tratamento ao longo dos últimos 30 anos”.

Hospitais nos EUA suspendem cuidados a menores trans sob pressão do governo

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Marco Rubio diz que não haveria Ucrânia sem os Estados Unidos

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (21) que a Ucrânia não existiria hoje sem a assistência dos Estados Unidos, incluindo a fornecida durante o governo de Donald Trump. A declaração foi feita de forma enfática, com Rubio defendendo que Washington deve parar de ser defensivo sobre o tema.

“Não vamos mais nos colocar na defensiva sobre esse assunto”, disse Rubio. Segundo ele, sem o apoio americano, a Ucrânia como Estado simplesmente não existiria.

Reconhecimento ao esforço ucraniano

Ao mesmo tempo, Rubio ressaltou que o valor e a coragem dos ucranianos não devem ser ignorados. “Isso não significa que a bravura da Ucrânia não se destaque, porque eles absolutamente lutaram por seu país e fizeram coisas extraordinárias com o apoio que lhes foi fornecido”, afirmou.

Para Rubio, a combinação entre o suporte americano — que envolveu bilhões de dólares — e o esforço do povo ucraniano foi determinante para a sobrevivência do país diante de um adversário muito maior.

Negociações em andamento

Rubio também comentou sobre as tratativas diplomáticas em curso. Segundo ele, um representante americano se reuniu com Volodymyr Zelensky — em encontro que teria ocorrido na Noruega — e, em seguida, seguiu para São Petersburgo para dialogar com o lado russo.

“Você tem que saber o que o outro lado está disposto a aceitar. E então você tem que tentar reduzir as diferenças entre os dois”, explicou Rubio, reconhecendo a complexidade das negociações.

Rubio afirmou que o encontro com Zelensky foi positivo e que não houve surpresas. “Nada inesperado, nada surpreendente”, disse ele, acrescentando que o principal desejo da Ucrânia é garantir segurança de longo prazo para que o país nunca seja invadido novamente no futuro.

Rubio reconheceu, porém, que as negociações são complexas e que ainda há um longo caminho a percorrer para que algum progresso seja alcançado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Trump injeta US$ 277 milhões em reta final da campanha republicana nos EUA

O presidente americano Donald Trump injetou mais de US$ 277 milhões em uma blitz publicitária de última hora, em TV e correio, nas seis semanas finais da campanha das eleições de meio de mandato nos EUA.

O objetivo é ajudar candidatos republicanos que enfrentam dificuldades em várias disputas que são fundamentais para as chances do partido manter o controle do Congresso americano.

O maior volume de dinheiro foi direcionado às disputas pelo Senado no Texas, em Michigan e em Ohio, onde os candidatos republicanos estão em corridas apertadas e atrás dos desafiantes democratas na maioria das pesquisas, segundo dados da FEC (Comissão Eleitoral Federal).

Trump afirmou nas redes sociais que planejava gastar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões até o dia da eleição, que está a menos de duas semanas de distância.

O presidente americano canalizou US$ 225 milhões dos gastos recentes por meio de dois “super PACs” – comitês que arrecadam dinheiro de doadores para candidatos ou causas políticas nos EUA.

Foram gastos mais de US$ 36 milhões na disputa pelo Senado no Texas em favor do republicano Ken Paxton, US$ 30,1 milhões para ajudar Mike Rogers em Michigan e mais de US$ 28 milhões em apoio a Jon Husted em Ohio.

As três cadeiras são fundamentais para que os republicanos mantenham o controle do Senado, onde o partido tem maioria de 53 a 47.

Os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras nas eleições de meio de mandato de novembro para ganhar o controle do Senado, de 100 cadeiras.

Suas chances melhoraram à medida que os preços astronômicos dos combustíveis, as operações do ICE e a guerra com o Irã levaram a popularidade de Trump a níveis historicamente baixos.

Os dados mais recentes do analista eleitoral Nate Silver colocam as chances dos democratas de conquistar o Senado em mais de 77%, com maioria de 53 a 47, e as da Câmara em mais de 94%, com maioria de 240 a 195.

Elon Musk juntou-se a Trump no despejo de dinheiro no Texas, para onde Musk transferiu as sedes da Tesla e da SpaceX nos últimos anos.

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

 

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Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Logo Agência Brasil

Mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, impulsionadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, ajudam a explicar por que o país está passando pelo pior surto de sarampo em mais de três décadas. Mais de 4,4 mil casos já foram confirmados este ano, com três mortes. Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados. 

A avaliação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti, é que os Estados Unidos passam por um período de retrocessos que ameaça todo o continente.

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"O governo americano, além de chancelar discursos negacionistas, tem um secretário de Saúde, que é o equivalente ao nosso ministro, declaradamente antivacina", destaca.  

"Espero que o mundo não olhe isso como exemplo. Eles estão colhendo frutos. A vacina contra o sarampo é uma vacina de bloqueio. Quem se vacina não pega nem transmite. O descontrole de casos lá [nos EUA] está muito relacionado a esse discurso crescente negacionista", complementa o diretor do PNI. 

>> Nova York declara estado de emergência por surto de sarampo

 

Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York, EUA
14 de março de 2025
REUTERS/Shannon Stapleton Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York, EUA
14 de março de 2025
REUTERS/Shannon Stapleton
Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que registrou 61 casos da doença este ano, a maioria com origem importada. Como não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, o país permanece certificado como área livre do sarampo, mas a manutenção desse status tem sido desafiadora. 

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", ele garante. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", alerta Gatti. 

De acordo com o diretor do PNI, a reconquista do certificado só foi possível graças a um trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde, com governos estaduais e municípios, para melhorar a vigilância e os índices de vacinação.

 

Pessoa com sintomas de sarampo. Foto: OMS Pessoa com sintomas de sarampo. Foto: OMS
Criança com sintomas de sarampo. Foto: OMS

Perda de confiança

Em agosto, o governo americano reduziu de 17 para 11 o número de imunizantes recomendados para todas as crianças. Trump também estipulou que a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, aplicada desde a década de 1970, seja separada em três imunizantes distintos, um para cada doença, administrados em ocasiões diferentes. 

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, as novas recomendações foram motivadas por questões políticas e não têm base científica, além de serem inviáveis. As vacinas individualizadas contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, já não são fabricadas há quase 20 anos. Mesmo assim, o dano é imediato. 

"Isso leva a uma grande confusão na população, porque a Academia Americana de Pediatria continua recomendando as vacinas exatamente como eram antes, e, por outro lado, tem um órgão governamental fazendo uma série de mudanças. E a confiança é fundamental para a gente ter sucesso na vacinação", avalia o diretor da SBIm. 

O diretor da SBIm também enfatiza o risco trazido pelo aumento da ocorrência nos Estados Unidos e em outros países americanos. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), os casos no continente já passam de 56 mil, com pelo menos 80 mortes. 

"O sarampo é uma das doenças com a maior facilidade de transmissão quando encontra alguém suscetível, que não foi adequadamente vacinada, e existem pessoas, recém-nascidos, ou com algum problema de imunidade, que não podem tomar essa vacina. Mas, se 95% das pessoas ao redor estiverem vacinadas, eu tenho um ambiente protegido, uma imunidade coletiva", ele explica. 

Cunha considera que a vigilância no Brasil tem respondido muito rapidamente aos casos, para bloquear a transmissão. Mas esse esforço tem um custo enorme.

Sempre que há suspeita de sarampo, as autoridades sanitárias são acionadas para confirmar a infecção, isolar o doente e monitorar todas as pessoas com quem ele teve contato. Também é feito um bloqueio vacinal, com reforço da vacinação em toda a comunidade. 

No estado de São Paulo, onde a maior parte dos casos foi confirmada, quase 4 milhões de doses extras de vacina foram aplicadas somente este ano. No Amazonas, que teve casos confirmados em setembro e outubro, chegando a 17 no total, já foram quase 192 mil doses aplicadas. 

O diretor da SBIm destaca que a vacinação contra a doença precisa ser mantida com cobertura de 95%, não apenas em situações de risco.

"Muitas vezes, a vacina é vítima do próprio sucesso. Ela diminui tanto a doença, que as pessoas acham que não precisam mais se vacinar. A gente chama isso de complacência, que é a falsa sensação de segurança".

 

São Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil São Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Vacina tríplice viral previne contra o sarampo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Desinformação

Mesmo que as mudanças promovidas pelo governo Trump não tenham sido reproduzidas pelo Brasil de nenhuma forma, Juarez Cunha pondera que elas reverberam entre a nossa população, especialmente pelas redes sociais, além de estarem relacionadas a discursos de desinformação propagados no mundo todo. 

Ao justificar a ordem de fracionamento da tríplice viral, Donald Trump disse que isso acarretaria redução nos casos de autismo. No entanto, a associação entre as vacinas e transtorno do espectro autismo já foi descartada por diversos estudos científicos. 

Outra decisão do governo americano também já está causando problemas isolados no Brasil. Pela ordem executiva dada em agosto, a vacina contra a hepatite B, dada logo após o nascimento, deixou de ser recomendada para todos os bebês americanos e passou a ser aplicada apenas em crianças de alto risco, ou por decisão combinada do médico e da família. 

"A gente já observa, em especial nas maternidades particulares, pais não autorizando a fazer a vacina da hepatite B ao nascer. Se nós, adultos, nos infectarmos com esse vírus B, temos 90% de chance de não ter uma doença crônica, que pode se tornar cirrose e câncer de fígado. Na criança, é exatamente o contrário: a chance de se tornar crônica é de 90%", alerta Cunha. 

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Multa histórica para Meta: pagará 25.000 millones de dólares en Nuevo México por las malas prácticas de Facebook

Nuevo México ha tomado la delantera como un Estado pionero a la hora de poner freno a los abusos de las compañías tecnológicas. Este miércoles, un juez ha ordenado a Meta —la compañía matriz de Facebook, Instagram y WhatsApp— pagar nada menos que 25.000 millones de dólares (más de 22.000 millones de euros), tras decidir que la compañía es culpable de engañar a sus usuarios, en concreto a los de Facebook, con respecto a la moderación de contenidos y también con sus políticas de privacidad.

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© NurPhoto (NurPhoto via Getty Images)

El logo de la compañía Meta.
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Nascidos de 26 semanas, gêmeos só podiam ser tocados por buracos no vidro — até o pai testar uma incubadora de ficção científica no próprio colo

O nascimento de um bebê prematuro extremo impõe uma barreira dolorosa para as famílias nas UTI (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais: a limitação do toque físico. Quando os gêmeos Silas e Simone nasceram com apenas 26 semanas de gestação, em 7 de agosto, no Children’s Memorial Hermann Hospital, no Texas, Estados Unidos, o destino imediato foi a incubadora tradicional.

Diante do vidro protetor, os pais só podiam tocar os recém-nascidos pelas pequenas aberturas laterais do equipamento.

A mãe das crianças, a médica obstetra Tiffany Ikwuagwu, relatou a angústia de acompanhar a rotina sem poder acolher os filhos no colo. A distância forçada pela fragilidade da saúde dos bebês, no entanto, foi encurtada dez dias após o parto graças a um equipamento experimental chamado Skincubator, descrito por Tiffany como um dispositivo que até parecia “de ficção científica“.

‘Parecia ficção científica’: a estreia de um pai nos EUA

O marido de Tiffany, Dorian Ojemen, tornou-se o primeiro pai nos Estados Unidos a utilizar a tecnologia em um ensaio clínico. A experiência de segurar os filhos diretamente sobre o peito, ouvir a respiração e encará-los de perto trouxe o alívio do vínculo paternal imediato.

Dorian ressaltou que, mesmo não tendo carregado os bebês na barriga, a inovação permitiu sua participação ativa na equipe de bem-estar dos gêmeos.

O estudo pioneiro no hospital norte-americano é conduzido pela médica Jaclyn Ruggiero. Para famílias em situação de prematuridade extrema, a oportunidade de realizar o contato pele a pele de forma segura representa uma transformação na assistência psicológica e física durante a internação hospitalar.

Como funciona o ‘casulo portátil’ seguro para a UTI

Diferente das incubadoras fixas convencionais, o Skincubator funciona como uma estrutura portátil e vestível que se acomoda no colo dos pais.

O bebê é transferido temporariamente para esse casulo móvel, que reproduz rigorosamente o controle de temperatura e mantém níveis altíssimos de umidade para evitar a hipotermia, além de permitir a manutenção de todos os equipamentos de suporte à vida acoplados ao recém-nascido.

Essa arquitetura médica resolve um dos principais entraves do ambiente intensivo. A OMS, (Organização Mundial da Saúde) recomenda mais de oito horas diárias da prática conhecida como método canguru, o contato direto pele a pele, mas a complexidade técnica dos tratamentos faz com que recém-nascidos graves recebam, em média, menos de 30 minutos diários de acolhimento nos braços dos pais.

Benefícios para o bebê e cenário da tecnologia

A ampliação do tempo de contato direto traz ganhos comprovados à saúde dos prematuros, como a regulação da frequência cardíaca, a diminuição do estresse e o fortalecimento do vínculo familiar. Antes de chegar aos ensaios clínicos norte-americanos, o dispositivo já passou por utilizações em hospitais na Alemanha e em Israel.

Embora a técnica humanizada do método canguru seja amplamente consolidada no sistema de saúde pública do Brasil, o equipamento Skincubator ainda se encontra em fase experimental nos Estados Unidos e não está disponível comercialmente no mercado brasileiro.

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Estoques de petróleo dos EUA caem 3,06 milhões de barris, diz DoE

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram queda de 3,06 milhões de barris, a 412,517 milhões de barris, na semana encerrada em 16 de outubro, informou nesta quarta-feira (21) o DoE (Departamento de Energia, na sigla em inglês) do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam queda de 300 mil barris.

Os estoques de gasolina caíram 2,952 milhões de barris, a 205,31 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade. Já os de destilados subiram 1,675 milhao de barris, a 104,286 milhões de barris, enquanto a previsão era de queda de 1,3 milhão de barris.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias caiu de 93,5% na semana anterior para 93,4% na mais recente, contra expectativa de alta a 93,6%.

Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram crescimento de 987 mil barris, a 27,594 milhões de barris. Já a produção média diária dos EUA caiu 410 mil barris na semana, em 16,269 milhões de barris.

Fonte: Dow Jones Newswires

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La candidata que se hizo viral por decir que los demócratas también tienen armas: “Tomé unas cervezas antes de la entrevista”

La sensación de las elecciones a punto de celebrarse en Estados Unidos no está en Washington, Nueva York o Los Ángeles, sino en un pueblo de Indiana. Y no la protagonizan los grandes nombres de la política nacional, sino una candidata completamente desconocida para el gran público hasta la semana pasada.

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© Connersville TV3

Jaime West, en una entrevista en la televisora Connersville TV3.
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“Máquina política” de Trump ainda pode usar US$ 181 milhões para Midterms

A operação política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nas semanas finais da campanha para as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, com quase US$ 181 milhões (equivalente a cerca de R$ 909 milhões) em reservas para impulsionar os candidatos do Partido Republicano nas disputas para a Câmara e o Senado, segundo revelam novos documentos apresentados às autoridades eleitorais.

A equipe de Trump já gastou US$ 300 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão), segundo o próprio presidente, e os balanços dos comitês políticos alinhados a ele mostram que há recursos suficientes para cumprir a promessa de investir US$ 400 milhões (equivalente a cerca de R$ 2 bilhões) até o dia da eleição.

Seu principal super PAC (grupo de doações), o MAGA Inc., arrecadou mais de US$ 464 milhões (equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões) — um montante sem precedentes para um presidente que não pode mais se reeleger.

Doações de indivíduos ricos e corporações ajudaram a financiar campanhas publicitárias e ações de mobilização de eleitores em diversas disputas acirradas nos EUA, enquanto o presidente trabalha para preservar a maioria do Partido Republicano no Congresso.

Os recursos do MAGA Inc. financiaram outros dois super PACs — o No Going Back PAC Inc. e o Safety & Affordability PAC Inc. —, que estão realizando gastos vultosos nas Eleições de Meio de Mandato, embora seus nomes não estejam diretamente vinculados à marca “MAGA” de Trump.

Ao todo, o MAGA Inc. transferiu US$ 225 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) para esses comitês até o dia 14 de outubro, conforme indicam registros da Comissão Eleitoral Federal.

Dados da AdImpact mostram que esses dois super PACs afiliados utilizaram os recursos rapidamente: o No Going Back PAC investiu mais de US$ 160 milhões (equivalente a cerca de R$ 804 milhões) em publicidade, incluindo gastos na casa das dezenas de milhões de dólares em disputas cruciais para o Senado em Michigan, Ohio e New Hampshire, além de outros milhões destinados a outras corridas para o Senado e dezenas de disputas para a Câmara dos Representantes.

Além disso, o Safety & Affordability PAC gastou mais de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de 201 milhões) em anúncios, segundo a AdImpact, concentrando-se exclusivamente em disputas para a Câmara.

Entre os principais alvos estão as eleições no 1º Distrito do Arizona, no 7º Distrito de Michigan e no 2º Distrito do Maine.

Os novos documentos apresentados à Comissão Eleitoral Federal também revelam que alguns dos indivíduos mais ricos do país continuam a financiar os gastos políticos de Trump.

Somente em setembro, três grandes doadores foram responsáveis ​​por três quartos dos US$ 24 milhões (equivalente a cerca de R$ 120 milhões) arrecadados pelo MAGA Inc. naquele mês.

O magnata dos cassinos Steve Wynn doou US$ 8 milhões (equivalente a cerca de R$ 40 milhões), enquanto o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e a bilionária do setor de coberturas de Wisconsin, Diane Hendricks, doaram US$ 5 milhões (equivalente a cerca de R$ 25 milhões) cada.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

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Pesquisa CNN: Índice de aprovação de Trump atinge nível mais baixo nos EUA

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o patamar mais baixo já registrado, de 32%, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pelo instituto SSRS.

Os eleitores demonstram insatisfação generalizada tanto com a economia quanto com a situação do país, quase dois anos após o início de um período em que o Partido Republicano passou a controlar, de forma unificada, o governo federal.

O índice de aprovação de Trump caiu um ponto percentual em relação ao pior nível anterior, situando-se sete pontos abaixo do patamar registrado pouco antes das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato de 2018.

A parcela da população que aprova fortemente sua gestão é de 13%, uma queda de 17 pontos percentuais em comparação com o período das Eleições de Meio de Mandato de 2018.

Os americanos avaliam o desempenho de Trump em um cenário político bastante distinto daquele observado há oito anos.

No outono de 2018, 55% da população afirmava que, de modo geral, “as coisas nos EUA iam bem”, e 69% consideravam as condições econômicas favoráveis. Às vésperas das Midterms de 2026, esses índices estão em 30% e 26%, respectivamente.

E, embora em 2018 a economia fosse um ponto positivo para Trump — a maioria aprovava sua condução dessa questão, mesmo com sua popularidade geral em patamares negativos —, hoje ela é o fator que mais o prejudica.

Os índices de aprovação do presidente em questões econômicas estão abaixo de sua popularidade geral: 27% aprovam sua atuação na economia, e 23%, sua gestão da inflação.

Dois terços dos americanos, incluindo cerca de um terço dos republicanos, afirmam que as políticas dele pioraram as condições econômicas.

E, embora a maioria considere que Trump foi longe demais no uso de seus poderes presidenciais e na condução de deportações, quase 7 em cada 10 dizem que ele não foi longe o suficiente em seus esforços para reduzir os preços.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

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Exclusivo CNN: EUA minimizam perigos na América Latina em novas avaliações

O Departamento de Estado dos Estados Unidos faz alertas públicos sobre crimes violentos em partes da América Latina. No entanto, em âmbito interno, a agência forneceu aos agentes que avaliam pedidos de asilo novas avaliações que argumentam que as condições em alguns desses mesmos países não são mais perigosas do que em certas cidades dos EUA, segundo documentos internos analisados com exclusividade ​​pela CNN.

Os documentos aos quais a CNN teve acesso têm como foco México, Honduras, Guatemala e El Salvador.

Geralmente, avaliações do Departamento de Estado enfatizam problemas relacionados aos direitos humanos e à prevalência de sequestros e extorsões nesses países. Porém, os novos documentos comparam as taxas de crimes violentos nestas nações com as de cidades americanas como Baltimore, Houston e Memphis, sugerindo um cenário menos grave.

Essas novas avaliações fazem parte de um esforço mais amplo da administração de Donald Trump para reformular a forma como os pedidos de imigrantes são analisados ​​pelos agentes de asilo — e para restringir quem tem o direito de permanecer nos Estados Unidos.

O que essa nova avaliação dos EUA significa?

Os solicitantes de asilo precisam provar que não podem ou não querem retornar ao seu país de origem devido a um “temor fundamentado” de perseguição.

Ao minimizar as ameaças percebidas nesses países, as novas avaliações provavelmente terão um impacto direto sobre esses pedidos, inclusive na determinação de se os imigrantes poderiam, de forma segura, se realocar dentro de seu próprio país, em vez de buscar permanecer nos Estados Unidos.

“Houve uma simplificação excessiva dos perigos reais nesses países durante outras administrações, mas isso parece estar indo longe demais na direção oposta”, disse Andrew Selee, presidente do Migration Policy Institute, um centro de estudos apartidário.

O Departamento de Estado afirma que as avaliações foram elaboradas por funcionários com experiência regional e distribuídas para análise, inclusive para missões dos EUA no exterior.

Isso tem como objetivo “fornecer um embasamento para os responsáveis ​​pela análise de pedidos de proteção”, diz um dos documentos.

O DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA), que gerencia os pedidos de asilo, encaminhou as perguntas da CNN sobre os relatórios ao Departamento de Estado.

Em um comunicado por escrito à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o órgão “pode fornecer informações sobre as condições em países estrangeiros ao USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA) e aos tribunais de imigração”.

“Tais informações visam oferecer um embasamento útil para a equipe do USCIS e para os juízes de imigração”, complementou o texto.

Novo parâmetro para pedidos de asilo nos EUA

Os novos documentos foram distribuídos ao USCIS, uma agência vinculada ao DHS que processa benefícios imigratórios, e afirmam que a criminalidade violenta no México, em Honduras, na Guatemala e em El Salvador é menor do que em algumas grandes cidades dos Estados Unidos.

No México e em El Salvador, por exemplo, os documentos alegam que muitas áreas “apresentam taxas de criminalidade violenta pelo menos uma ordem de grandeza inferiores às de grandes cidades americanas”.

Os agentes responsáveis ​​por processos de asilo geralmente recorrem ao relatório anual sobre direitos humanos do Departamento de Estado para avaliar as condições no país de origem do solicitante.

Esse relatório, que abrange o ano anterior e costuma ser divulgado em março ou abril, sofreu um atraso este ano. As novas avaliações, portanto, oferecem aos agentes informações mais recentes sobre as condições nos países, a serem consideradas durante a análise dos pedidos.

O número de pedidos de asilo negados já é elevado. Em junho, por exemplo, 94% dos casos de asilo foram indeferidos, segundo o Centro de Acesso a Registros Transacionais da Universidade de Syracuse.

Trata-se de um aumento drástico em relação a dois anos atrás, quando a taxa de indeferimento de pedidos de asilo girava em torno de 50%.

Os documentos revelam como a administração Trump utiliza comparações com os Estados Unidos para avaliar dois pontos que podem ser decisivos para um pedido de asilo:

  • se o governo do país de origem é capaz de oferecer proteção
  • e se o solicitante poderia se mudar, com segurança, para outra região dentro do próprio país

“Quando um relatório governamental diverge tanto de relatórios anteriores, isso acende um sinal de alerta, especialmente se as condições locais não tiverem sofrido mudanças significativas que justifiquem tal alteração”, afirmou Selee, presidente do centro de estudos Migration Policy Institute.

“Certas mudanças são aceitáveis. É possível ajustar a ênfase dada em relatórios anteriores, mas, neste caso, parece haver uma mudança radical na realidade local”, adiciona o especialista.

O Departamento de Estado dos EUA desaconselha viagens a Honduras, citando crimes violentos e terrorismo, segundo um alerta em seu site. O órgão menciona especificamente o departamento de Gracias a Dios, uma região de Honduras, devido à criminalidade local.

O alerta público de viagem do Departamento de Estado menciona a criminalidade na região, mas documentos internos indicam que as taxas de crimes violentos no local — bem como em outras cidades hondurenhas — “comparam-se favoravelmente às taxas de crimes violentos em partes dos Estados Unidos”, incluindo Baltimore, Houston e Memphis.

“É claro que esses números não representam a totalidade dos Estados Unidos”, afirma o documento em um trecho.

“Na verdade, eles demonstram que, mesmo em países desenvolvidos, as condições variam. Além disso, mostram por que não é possível fazer uma avaliação geral sobre as condições de um país com base na situação de áreas específicas”, adiciona.

Os solicitantes de asilo podem se realocar com segurança?

Os documentos também afirmam que a polícia em Honduras está “disposta e apta a responder a pedidos de assistência dos moradores, sendo as principais limitações a escassez de veículos, os desafios quanto ao tempo de resposta e as dificuldades de acesso em áreas rurais”.

O documento ressalta que situações como essa também podem ocorrer nos Estados Unidos.

Contudo, a realidade no local é mais complexa, pontuou Selee.

“Isso subestima claramente o grau em que as forças policiais estão em conluio com grupos do crime organizado”, disse.

“A diferença em relação aos Estados Unidos é que, muitas vezes, as pessoas enfrentam a violência, mas não contam com instituições confiáveis ​​que possam protegê-las”, prossegue,

Os novos documentos afirmam que as pessoas podem se deslocar livremente dentro de cada um desses países — inclusive vítimas de abusos e extorsão.

Embora especialistas reconheçam que isso possa ser verdade, eles ressaltam que alguns grupos do crime organizado representam uma ameaça em nível nacional; portanto, mesmo mudando de localidade, as pessoas continuam em potencial perigo.

“A realidade é que há pessoas que entram em conflito com grupos criminosos e não conseguem estar seguras em lugar nenhum do país”, afirmou Selee.

Ex-funcionários do USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA) relataram que verificar se uma pessoa tem condições de se mudar para outra parte do próprio país tem feito parte das perguntas habituais feitas pelos agentes responsáveis ​​pela análise de pedidos de asilo.

“A questão de saber se é possível se mudar para outra região dentro do próprio país sempre foi algo que um agente pode — e deve — levar em consideração”, garantiu à CNN um ex-funcionário do USCIS.

Representantes do governo Trump afirmaram, em diversas ocasiões, que os alertas de viagem — que são distintos dos relatórios sobre direitos humanos do Departamento de Estado — destinam-se a cidadãos americanos, e não aos nacionais do país em questão.

Em junho, Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna dos EUA, em conversa com Jake Tapper, da CNN, defendeu as políticas da administração ao ser questionado sobre a segurança no Haiti, país que também é alvo de um alerta de viagem.

“Temos recomendações de ‘não viajar’ ou outros tipos de avisos para locais no México. Na verdade, se você consultar o site do Departamento de Estado, verá que existem alertas para muitos destinos de férias; emitimos esses avisos por causa dos riscos reais para os americanos”, explicou Mullin.

“Isso não significa que haja risco para as pessoas que vivem nesses locais”, acrescentou.

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Brasileiro é preso e acusado de vender documentos falsos nos EUA

Um brasileiro de 39 anos foi preso e acusado pela Justiça Federal dos Estados Unidos de vender documentos de identificação falsificados em Braintree, no estado de Massachusetts.

Segundo o Departamento de Justiça americano, em 18 de julho ele teria vendido um cartão de residente permanente legal e um cartão do Seguro Social falsificados em troca de dinheiro.

Dez dias depois, em 28 de julho, teria vendido outros 11 cartões do Seguro Social falsificados e uma carteira de habilitação brasileira falsificada.

 

O acusado compareceu ao tribunal federal de Boston em 13 de outubro. Uma nota divulgada pelo Departamento de Justiça em 15 de outubro informou que uma audiência de custódia foi realizada no dia 16 do mesmo mês.

Pena pode chegar a 15 anos de prisão

A acusação de transferência consciente de documento de identificação falso prevê pena de até 15 anos de prisão, três anos de liberdade condicional supervisionada e multa de US$ 250 mil.

O réu também está sujeito à deportação após o cumprimento de eventual pena.

O Departamento de Justiça ressalta que as informações dos documentos de acusação são alegações e que o réu é considerado inocente até que sua culpa seja comprovada.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do acusado.

Itamaraty

O Itamaraty se pronunciou sobre o caso. Veja abaixo a nota:

“O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Boston, está à disposição para prestar assistência consular ao brasileiro, quando solicitado.

O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional.”

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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Netanyahu alimenta el temor a un nuevo ataque a Irán a días de las elecciones en Israel y EE UU

Apenas quedan seis días para las elecciones en Israel, pero las conversaciones sobre los comicios suelen terminar con un: “Bueno, si no hay una guerra antes, claro”. No es casual. El primer ministro, Benjamín Netanyahu, viene subrayando casi a diario su deseo de otro conflicto con Irán (tras el que inició en febrero junto con EE UU) y ha subido el tono este miércoles, al señalar que el régimen de Teherán “aún no ha aprendido la lección”, así que ha ordenado su derrocamiento al ejército y al Mosad, los servicios secretos en el exterior.

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© Amir Levy (Getty Images)

Benjamín Netanyahu, en un acto de campaña en Dimona, en el sur de Israel, este miércoles.
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Sentimento anti-Trump beneficia democratas, aponta pesquisa

Uma pesquisa da CNN Internacional revelou que o sentimento anti-Trump entre os eleitores americanos ampliou significativamente a vantagem dos democratas nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

O levantamento, que considera apenas eleitores registrados para votar, aponta que 49% dos entrevistados preferem o candidato democrata de seu distrito, contra apenas 39% que optam pelo republicano.

Essa diferença de 10 pontos percentuais representa a maior vantagem democrata desde o início do levantamento, que remonta ao período anterior às eleições de 2020. O principal motor desse resultado é a insatisfação com a economia e um forte desejo de mudança por parte dos americanos.

Desejo de mudança e insatisfação econômica

A pesquisa indica que 8 em cada 10 eleitores enxergam as eleições de meio de mandato como uma oportunidade de mudar os rumos de Washington. Além disso, 6 em cada 10 afirmam que o voto servirá como uma mensagem direta sobre a gestão atual.

Esses números refletem um clima de descontentamento generalizado com as políticas econômicas em vigor. Os preços elevados de alimentos, moradia e combustível figuram entre os principais fatores de insatisfação.

A gasolina, que estava abaixo dos US$ 3 por galão antes do início do conflito no Irã, passou a ser comercializada acima dos US$ 4, agravando ainda mais o sentimento negativo da população. Quase 7 em cada 10 americanos consideram que Donald Trump fez menos do que deveria para reduzir os preços.

Aprovação de Trump atinge mínima histórica

A aprovação de Donald Trump chegou a 32%, o menor índice já registrado nessa pesquisa. O levantamento mostra que ele não conta com a aprovação da maioria dos eleitores em nenhum dos aspectos avaliados. O único item em que a taxa de aprovação se mostrou ligeiramente superior foi na condução de assuntos ligados à votação e às eleições, com 41%.

Em relação à economia, apenas 27% aprovam a gestão de Trump, enquanto somente 23% avaliam positivamente sua atuação frente à inflação. Dois terços dos americanos afirmam que as políticas do presidente pioraram as condições econômicas do país — avaliação que inclui aproximadamente um terço dos próprios eleitores republicanos.

Eleitores independentes inclinam-se aos democratas

Um dado considerado especialmente relevante para as eleições de meio de mandato é a intenção de voto dos eleitores independentes, que costuma refletir o sentimento em relação ao partido no poder.

Entre esse grupo, 44% declaram preferência pelos democratas para o Congresso, contra apenas 29% que optam pelos republicanos. O resultado reforça a tendência apontada pela pesquisa de um ambiente eleitoral desfavorável para o campo republicano.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Rússia diz que enviará primeira carga de diesel aos EUA nesta semana

A Rússia enviará seu primeiro navio-tanque com diesel para os Estados Unidos na quinta-feira (22), informou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak — segundo o veículo de notícias Vedomosti —, após um acordo firmado com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Pequim suspendeu, em 9 de outubro, a proibição que ela mesma havia imposto às exportações de diesel — medida adotada para enfrentar a escassez interna provocada por ataques de drones ucranianos a refinarias — após chegar a um acordo com Trump para fornecer diesel aos mercados globais.

Novak afirmou nesta quarta-feira (21) que a embarcação transportará 40 mil toneladas métricas do combustível, acrescentando que os trâmites burocráticos para o fornecimento estão quase concluídos, segundo relatos da imprensa.

Ele não especificou de qual porto a carga partirá.

“Outros carregamentos virão, naturalmente. Foram firmados acordos entre os dois líderes. Atenderemos às necessidades dos Estados Unidos, na medida de nossas possibilidades”, disse Novak, conforme citado pela agência de notícias RIA.

Trump declarou que a Rússia exportaria, de imediato, 300 mil toneladas métricas — o equivalente a 2,25 milhões de barris —, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “logo na sequência”.

Os Estados Unidos exportam cerca de 1,5 milhão de barris de diesel por dia.

O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta-feira o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.

O acordo de exportação de diesel entre a Rússia e os EUA provocou uma deterioração acentuada nas relações entre os Estados Unidos e a Ucrânia.

Durante as conversas em São Petersburgo, Witkoff agradeceu a Putin pela suspensão das restrições à exportação.

Putin também mencionou o acordo, observando que os preços globais do diesel caíram entre 5% e 6% após a sua formalização.

“Este é um exemplo de nossa cooperação; quero agradecer por isso”, disse Witkoff em declarações transmitidas pela televisão.

Putin afirmou ainda que os primeiros navios-tanque russos carregados com diesel partirão dentro de dois a três dias.

“Estamos preparando o envio de várias embarcações — navios-tanque — neste momento. Eles partirão um após o outro. A questão financeira deve ser devidamente encaminhada”, disse ele, acrescentando que a Rússia também teria condições de fornecer fertilizantes em “grandes quantidades” ao mercado norte-americano.

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Rússia liberta professor americano que estava sob custódia desde 2022

Stephen Hubbard, um professor aposentado dos Estados Unidos, de 74 anos, que estava sob custódia russa desde 2022, foi libertado da prisão nesta quarta-feira (21) e levado ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, informou o presidente Vladimir Putin.

O líder do Kremlin fez o anúncio durante uma reunião com o enviado americano Steve Witkoff, em São Petersburgo, sem fornecer mais detalhes.

“O presidente agradece, toda a nossa nação agradece, por causa de Stephen Hubbard”, disse Witkoff a Putin, em um encontro transmitido pela televisão. “Graças ao senhor, ele está voltando para casa, para sua família.”

Martin De Luca, advogado de Hubbard nos EUA, agradeceu ao presidente Donald Trump, a Witkoff e a outras autoridades americanas por garantirem a libertação de Hubbard.

Em um comunicado, ele descreveu o fato como “um dividendo conquistado ao longo do árduo caminho para a paz”.

Trump confirmou a libertação em uma publicação na rede social Truth Social, afirmando que os EUA não precisaram oferecer nada em troca.

Hubbard, natural de Michigan, cumpria uma pena de seis anos e 10 meses de prisão na Rússia, após ter sido condenado por atividades mercenárias em um julgamento realizado a portas fechadas.

Ele foi detido em abril de 2022 na cidade de Izyum, no leste da Ucrânia, onde, segundo a promotoria russa, ele teria atuado em um posto de controle militar ucraniano.

Os promotores alegaram que Hubbard havia se juntado a uma unidade de defesa territorial ucraniana, recebido treinamento, armas e munição, e que lhe teria sido prometido um pagamento de mil dólares por mês (cerca de cinco mil reais).

A mídia estatal russa informou que ele se declarou culpado das acusações.

No entanto, Martin De Luca, advogado de Hubbard nos EUA, havia dito anteriormente à agência de notícias Reuters que Hubbard afirmou que as acusações eram falsas e que ele não integrava nenhuma unidade de combate ou militar.

Em uma entrevista à Reuters em 2024, a irmã de Hubbard, Patricia Fox Hubbard, também contestou a ideia de que seu irmão teria pegado em armas por qualquer governo, descrevendo-o como alguém “totalmente alheio a questões militares” e ressaltando sua idade avançada.

Até quarta-feira, Hubbard era o único prisioneiro americano mantido pela Rússia que havia sido classificado por Washington como “detido injustamente”.

No ano passado, o governo Trump conseguiu a libertação de outro americano que estava preso na Rússia: o professor Marc Fogel, que cumpria uma pena de 14 anos de prisão por tráfico de drogas.

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