Russia and Iran are making copycats of China’s Great Firewall



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Russian missiles and drones killed one person and injured 24 in Kyiv overnight on 22 October, the Kyiv City Prosecutor’s Office said. Damage spread across six of the city’s districts, the city military administration reported.
The strike came hours after Kremlin aide Yuri Ushakov said Putin had told Witkoff that Russia was “in principle” ready to resume three-way talks with the US and Ukraine in mid-November. President Volodymyr Zelenskyy read the overnight attack as a sign that Russia’s attitude has not changed. A day earlier, Russian drones killed two people in a 24-story Kyiv apartment block.
Russia fired 21 ballistic missiles at Kyiv overnight, Zelenskyy said. The barrage came in three waves, around 22:00, at about 02:00, and around 03:30.

Across Ukraine, air defenses downed or suppressed 181 of 210 Russian drones, the Air Force said. Its report did not mention any ballistic missiles shot down.
The only death in Kyiv came in the Dniprovskyi district, on the city’s left bank. There, Russian strikes destroyed 13 detached houses on several streets, prosecutors said. Police said the man killed was 48 and that six people were injured in the district, four of them children, the youngest aged five.
Of the injured, five are minors and two are young children, and prosecutors reported acute stress reactions among them. A 16-year-old boy is in hospital with a closed head injury, prosecutors said. Sixteen of the injured were hospitalized, the city military administration said. The final number of injured is still being established.
In the Holosiivskyi, Obolonskyi, Pecherskyi, and Sviatoshynskyi districts, the attack damaged eight apartment buildings, prosecutors said. It also damaged a building-supply hypermarket, a restaurant, a monastery building, a post office, and office premises.
In Pecherskyi, Russia damaged an ambulance station and six ambulances, Kyiv Mayor Vitali Klitschko wrote. The State Emergency Service said eight people were injured in that district, three of them children, and reported damaged transport infrastructure in the Darnytskyi district.

The strikes damaged metro infrastructure on the Pivdennyi (Southern) Bridge, Kyiv Metro said. As of the morning, green-line trains ran in two sections, Syrets–Vydubychi and Osokorky–Chervonyi Khutir. Inspections and repairs would continue after the all-clear, the metro said.
Oleksii Biloshytskyi, head of Ukraine’s Patrol Police Department, announced that traffic across the bridge toward the left bank was temporarily closed. The city is adding buses on routes 22 and 91, the city administration said. Russian drones had already hit the bridge repeatedly in early October.
Europe’s leaders can no longer trust a word that comes out of Washington. No more slaps on the wrist – we need concrete steps to punish Trump
Historical comparisons are always inexact. No one conflict precisely mirrors another. Yet Donald Trump’s shameless appeasement of Vladimir Putin carries more than a noxious whiff of Neville Chamberlain’s failed attempt in Munich in 1938 to head off war with Nazi Germany. To be fair to the former UK prime minister – and history largely hasn’t been – his peacemaking efforts had the enthusiastic backing of most people in Britain and France who, like him, were desperate to avoid a repeat of the horrors of the first world war. Trump enjoys no equivalent public support for his treachery. Nor does he face the prospect of a US war with Russia. His betrayal of Ukraine is cynically self-interested, globally dangerous and utterly contemptible.
US-Russian talks on agreeing the shoddy terms of a precedent-setting American sell-out of Ukraine are at an advanced stage, after meetings in St Petersburg this week. Trump has zigzagged over the war ever since returning to office. Now, panicked by record-low poll ratings, he seems determined to scapegoat Ukraine and force its de facto capitulation. Recent steps – his shocking decision to fund Putin’s war machine by buying Russian diesel, his waiving of tougher sanctions, his mysterious, lethal interruptions in US satellite and intelligence sharing with Kyiv, and his renewed attempt to oust Ukraine’s president, Volodymyr Zelenskyy – mark Trump out as the skulking Judas, the craven Brutus of the modern age. He makes Chamberlain look like a man of iron principle. All that’s lacking is an umbrella.
Simon Tisdall is a Guardian foreign affairs commentator
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© Photograph: Kevin Lamarque/Reuters

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Se Donald Trump fosse presidente da Rússia, ele certamente aceitaria um acordo rápido e simples para pôr fim à brutal guerra na Ucrânia, talvez, como já sugeriu, em apenas 24 horas.
Do ponto de vista de Trump, a decisão seria óbvia.
Uma solução para o conflito prolongado, que já está em seu quinto ano, não apenas interromperia a morte dos milhares de “jovens e lindos garotos” que, segundo Trump, são mortos todos os meses na linha de frente, mas também seria — e isso é fundamental — extremamente lucrativa.
As sanções contra Moscou poderiam ser suspensas, enquanto acordos comerciais lucrativos inevitavelmente surgiriam. Em outras palavras, a paz e a prosperidade prevaleceriam.
Mas, é claro, Trump não é o presidente da Rússia. Esse cargo pertence a Vladimir Putin, e o líder do Kremlin parece ter pouquíssimo interesse em abrir mão de seus objetivos declarados na guerra da Ucrânia, seja para preservar vidas russas e ucranianas, seja para acrescentar bilhões de dólares aos cofres do Estado russo.
Esse é um equívoco fundamental que tem orientado os esforços infrutíferos do governo Trump para negociar o fim dos combates. Ele voltou a ficar evidente durante a mais recente reunião crucial em São Petersburgo entre Steve Witkoff, parceiro de negócios de Trump que se tornou seu principal negociador, e o próprio Putin.
Durante o encontro, Putin disse a Witkoff que estava “curioso” sobre o resultado das reuniões realizadas na Noruega no dia anterior, quando autoridades dos Estados Unidos, da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para elaborar possíveis novas propostas de paz, incluindo incentivos econômicos para Moscou.
Mais tarde, um assessor de alto escalão do Kremlin confirmou que o enviado de Trump havia informado o líder russo sobre as discussões. Em seguida, acrescentou, como era de se esperar, que “na verdade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana”.
O resultado era inteiramente previsível por parte de um Kremlin que se recusa obstinadamente a abandonar suas posições rígidas, incluindo a exigência de controlar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia, e de ter influência sobre os futuros acordos de segurança de Kiev.
Ainda assim, a Casa Branca pode ter esperado genuinamente que o Kremlin demonstrasse maior disposição para fazer concessões, sobretudo depois que Trump suspendeu, na semana passada, as sanções às exportações russas de diesel. A medida, motivada politicamente pela tentativa de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato, também representou um enorme benefício econômico para Moscou.
Posteriormente, Trump anunciou um cessar-fogo energético que não teve sucesso e que obrigaria a Ucrânia a interromper os ataques de drones que danificavam refinarias de petróleo russas.
Em meio à troca de acusações, durante a qual o compartilhamento de informações de inteligência pelos Estados Unidos foi afetado, Trump também defendeu uma mudança na liderança ucraniana — tudo o que o Kremlin gostaria de ouvir.
Para Moscou, porém, os acordos, os incentivos e até o desprezo compartilhado por Kiev não são vistos como sinais de que chegou a hora de cooperar e recuar. Pelo contrário: são interpretados como evidências de que a estratégia russa em relação aos Estados Unidos está dando resultados.
E essa estratégia, ao contrário da de Washington, é pragmática e bem definida. O líder do Kremlin entende o que motiva Trump e consegue distraí-lo com facilidade, prometendo grandes acordos econômicos ao seu temperamental interlocutor na Casa Branca.
Mais propostas desse tipo foram apresentadas pelo Kremlin durante a reunião com Witkoff em São Petersburgo. Putin elogiou o controverso acordo sobre o diesel e sugeriu que a Rússia também poderia ampliar as exportações de fertilizantes essenciais para os Estados Unidos, entre outras possibilidades.
“Também estamos discutindo diferentes projetos, como centros de dados, projetos no setor de energia e cooperação energética”, afirmou Kiril Dmitriev, chefe do fundo soberano russo e interlocutor importante do Kremlin junto a autoridades do governo Trump, após o encerramento das conversas, que duraram três horas.
E não são apenas as vantagens econômicas que o Kremlin utiliza para agradar, conquistar simpatia ou manter um interlocutor receptivo na Casa Branca.
Antes da reunião em São Petersburgo, Putin libertou Stephen Hubbard, um cidadão americano de 74 anos que estava detido pela Rússia desde que foi capturado na Ucrânia, em 2022, no início da invasão russa em larga escala. Um Witkoff bajulador descreveu a libertação como um ato “humanitário”.
Hubbard, natural do estado de Michigan, teria sofrido graves problemas de saúde durante os quatro longos anos em que permaneceu preso em uma colônia penal russa remota. Sua libertação, porém, foi celebrada pela Casa Branca como uma demonstração da capacidade de Trump de fechar acordos e da deferência de Putin em relação ao presidente americano.
“Os Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não precisaram oferecer nada em troca — uma situação sem precedentes para a Rússia”, dizia um comunicado publicado na própria plataforma Truth Social de Trump.
Mas é improvável que o ex-agente da KGB, conhecido por sua postura dura no Kremlin, veja a situação dessa maneira.
Ao libertar um ex-professor de 74 anos, provavelmente mantido como moeda de troca justamente para uma ocasião como essa, Trump concedeu a Putin um aval inestimável para as ações do Kremlin — e representou uma dolorosa traição à Ucrânia.
Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia
Experts say Russia is trying to destroy energy infrastructure before winter and US ‘appeasement and flattery’ will not achieve peace
Russia has carried out a massive “demonstrative” attack on Ukraine, bombarding Kyiv with ballistic missiles just hours after Vladimir Putin said he had agreed to resume trilateral negotiations after talks with the US envoy Steve Witkoff.
Overnight, Moscow pounded the Ukrainian capital, killing at least two people and wounding 22, including four children. Targets included the southern bridge over the Dnipro River, civilian houses, energy infrastructure, an ambulance station, office buildings and a monastery.
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© Photograph: Efrem Lukatsky/AP

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Experts say Russia is trying to destroy energy infrastructure before winter and US ‘appeasement and flattery’ will not achieve peace
Russia has carried out a massive “demonstrative” attack on Ukraine, bombarding Kyiv with ballistic missiles just hours after Vladimir Putin said he had agreed to resume trilateral negotiations after talks with the US envoy Steve Witkoff.
Overnight, Moscow pounded the Ukrainian capital, killing at least two people and wounding 22, including four children. Targets included the southern bridge over the Dnipro River, civilian houses, energy infrastructure, an ambulance station, office buildings and a monastery.
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© Doug Mills/The New York Times
Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy confirmed on Thursday morning that at least two people had been killed and 34 injured, including five children, in Russian attacks affecting 12 Ukrainian regions. The capital sustained extensive damage, with strikes reported against railway and metro infrastructure, shopping centres, industrial premises and a monastery.
The bombardment followed a three-hour meeting between Witkoff and Putin on Wednesday, during which the Russian president indicated his willingness to resume trilateral negotiations involving Moscow, Washington and Kyiv. The Russian attacks continued despite the diplomatic initiative, prompting Zelenskyy to call for renewed international pressure on the Kremlin.
In a statement published on Telegram, Zelenskyy said Russian forces had launched three waves of ballistic missiles against the Ukrainian capital, causing numerous direct hits and widespread destruction.
The Ukrainian president referred sarcastically to Russia’s supposed humanitarian intentions, an apparent reference to Witkoff’s description of Putin as a humanitarian during their meeting the previous day.
Emergency services were deployed across several districts of Kyiv, where residential and commercial buildings suffered damage. Part of the capital’s metro infrastructure on the Southern Bridge was affected, disrupting traffic, while a strike on an ambulance station in the Pecherskyi district damaged six emergency vehicles. No medical personnel were injured at that location.
According to Ukrainian military and emergency service reports, the overnight assault also involved 210 attack drones and several types of missiles, including Iskander-M, S-400, Zircon and Oniks weapons.
By Thursday morning, Ukrainian air defences had intercepted or suppressed 181 drones. Russian weapons struck 32 locations, while debris from intercepted drones fell at eight others.
The assault followed several consecutive days of Russian attacks against Kyiv, including earlier strikes on hospitals, residential buildings and the capital’s transport network.
The timing of the latest bombardment placed renewed scrutiny on Washington’s diplomatic engagement with Moscow.
On 21 October, Witkoff met Putin at the Konstantin Palace in St Petersburg, accompanied by Russian officials, including Kirill Dmitriev, the Kremlin’s representative for international economic cooperation. The discussions lasted approximately three hours.
The meeting followed talks in Oslo on 20 October, where Witkoff and Jared Kushner met Zelenskyy alongside Norwegian Prime Minister Jonas Gahr Støre and Finnish President Alexander Stubb.
Following the St Petersburg meeting, Witkoff described the discussions as constructive and indicated that negotiations would continue at the technical level between representatives of the United States, Russia and Ukraine.
Putin reportedly expressed agreement in principle to restarting trilateral negotiations, potentially during the first half of November. However, no agreement on a ceasefire or suspension of Russian attacks was announced.
The meeting also attracted controversy after Witkoff praised Putin as a humanitarian following the release of Stephen Hubbard, a 74-year-old American citizen who had been detained in Russia for more than four years.
The remarks prompted criticism from Republican lawmakers in Washington, who questioned the characterisation of the Russian president while Moscow continued its military campaign against Ukraine.
Zelenskyy characterised the overnight missile attack as evidence that Russia’s participation in negotiations had not produced any substantive change in its conduct.
He argued that diplomatic efforts to end the war should continue but must be accompanied by measures capable of altering Moscow’s military calculations.
Those measures, according to the Ukrainian president, include stronger air defence capabilities, faster deliveries of interceptor missiles, the ability to destroy Russian ballistic missile launchers and continued economic sanctions.
The latest attacks also place Ukraine’s air defence requirements firmly within the ongoing negotiations with Washington. Kyiv has repeatedly sought additional Patriot missiles and more reliable advance warning of Russian ballistic launches, particularly as repeated strikes place increasing demands on its interception capabilities.
For the Trump administration, the immediate question is whether Russia’s stated willingness to negotiate can produce verifiable commitments to reduce hostilities.
The Kremlin has offered the prospect of further talks without announcing a halt to its offensive operations. Kyiv, meanwhile, continues to face missile and drone attacks against civilian infrastructure even as discussions concerning a possible settlement proceed.
The events of 21–22 October leave Washington’s diplomatic initiative moving forward against the background of an expanding Russian aerial campaign, with no indication that Moscow intends to suspend its attacks while negotiations continue.
L’improvvisa accelerazione diplomatica dei giorni scorsi per porre fine alla guerra in Ucraina potrebbe portare a un obiettivo fino alla scorsa settimana impensabile. C’è una “discussione in corso” su un possibile vertice tra Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Donald Trump. Lo ha detto oggi il vice ministro degli Esteri russo Serghei Ryabkov, rispondendo alla domanda se questo sia stato tra gli argomenti dell’incontro di ieri a San Pietroburgo tra l’inviato americano Steve Witkoff e il presidente russo. “L’argomento è stato sollevato, ma al momento non c’è ancora una chiara comprensione in merito. Non c’è un accordo completo, ma la discussione è in corso“, ha detto Ryabkov, citato dall’agenzia Interfax.
La dichiarazione di Ryabkov giunge all’indomani dell’incontro durato circa tre ore al Palazzo di Costantino a San Pietroburgo. La visita di Witkoff in Russia non è stata isolata: il giorno precedente, l’inviato di Trump si trovava a Oslo, dove ha incontrato Zelensky e i leader di Finlandia e Norvegia per gettare le basi di un quadro di pace coordinato con gli alleati europei e la Nato. Durante il colloquio con Putin, anche il consigliere americano Jared Kushner si è unito telefonicamente per presentare alcune proposte.
L’incontro di San Pietroburgo potrebbe aver segnato un netto passo avanti rispetto al ristagno delle trattative degli ultimi mesi. Secondo quanto riferito dai consiglieri del Cremlino, Putin avrebbe accettato “in linea di principio” di avviare un nuovo ciclo di negoziati trilaterali a partire da metà novembre. La sede ipotizzata per il confronto a tre tra Stati Uniti, Russia e Ucraina è Abu Dhabi. Se confermati, i colloqui si concentrerebbero sulla definizione di un sistema di garanzie di sicurezza per l’Ucraina e la Russia al termine delle ostilità.
Sul terreno, intanto, si continua a morire. “Tre ondate di missili balistici sono state lanciate contro Kiev dai ‘compassionevoli‘ russi da ieri sera – ha scritto sui social Zelensky, ironizzando sull’espressione usata da Witkoff per definire Putin -. Sono stati impiegati 21 missili. Purtroppo, numerosi luoghi in tutta la città sono stati colpiti e danneggiati, persino un monastero”. “Quasi immediatamente dopo un altro ciclo di colloqui, la Russia ha lanciato un attacco mirato. Ciò significa che il suo atteggiamento nei confronti di tutto ciò che sta accadendo non è realmente cambiato”.
Le autorità ucraine hanno denunciato anche che le forze russe hanno attaccato un mercato a Lozova, nell’oblast di Kharkiv. Secondo i dati preliminari, due persone sono rimaste uccise e il numero dei feriti è di almeno 17 persone.
L'articolo Vertice Putin-Zelensky-Trump, Mosca: “La discussione è in corso” proviene da Il Fatto Quotidiano.
O encontro, realizado em São Petersburgo, ocorreu após a reunião “produtiva” de Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Os Estados Unidos buscam avançar propostas para encerrar a guerra.
Putin afirmou que estaria disposto a retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro, segundo um relato divulgado após a reunião por seu assessor, Yury Ushakov. O assessor disse que o Kremlin gostaria de discutir a criação de uma “estrutura de segurança” para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito, sem dar mais detalhes sobre as exigências russas para esse mecanismo.
A próxima rodada de negociações trilaterais poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, afirmou Ushakov em resposta a uma pergunta do canal estatal russo Russia 24.
Zelensky disse na quarta-feira que gostaria que o encontro ocorresse “no máximo até o início de novembro”.
“A Rússia disse muitas vezes que estava pronta para uma reunião, mas depois as coisas mudaram e ela foi cancelada”, acrescentou Zelensky. “Vamos ver o que acontece desta vez.”
Um comunicado de uma autoridade americana confirmou que a reunião ocorreu e afirmou que o objetivo era avançar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Witkoff descreveu os encontros com Putin e Zelensky como “construtivos” em uma publicação na rede social X após a reunião de quarta-feira e afirmou que as discussões continuariam nas negociações trilaterais.
“Embora ainda haja trabalho importante a ser feito, o presidente Trump continua comprometido em ver esta guerra terminar e alcançar uma paz abrangente e duradoura”, escreveu.
Os enviados americanos Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram uma reunião trilateral que foi “aceita pelos ucranianos em Oslo ontem e pelos russos em São Petersburgo hoje”, segundo o comunicado.
Apesar das declarações positivas sobre possíveis negociações futuras, até o momento não há sinais de que a Rússia tenha recuado de suas posições maximalistas.
As exigências anteriores da Rússia equivalem a uma vitória quase total: Moscou pede que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, atualmente sob ocupação russa em sua maior parte. O governo russo também exigiu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Durante as conversas mais recentes, Putin demonstrou interesse na retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia. Isso ocorre após medidas recentes do governo Trump para suspender sanções contra a Rússia e fechar um acordo sobre exportações de diesel.
Em declarações à imprensa após a reunião, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev afirmou que não havia “dúvida” de que a cooperação econômica entre Estados Unidos e Rússia continuaria. Ele acrescentou que um acordo sobre diesel anunciado recentemente entre os dois países seria mantido, apesar das críticas europeias.
Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava detido no país havia mais de quatro anos.
Em declarações amplamente criticadas, Witkoff elogiou Putin como um “humanitário” por conceder o perdão a Hubbard. Um vídeo obtido pela CNN após a reunião mostrou o cidadão americano libertado conversando com Witkoff no aeroporto de São Petersburgo.
Em imagens do início da reunião de três horas, Witkoff afirmou: “Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz”.
Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda e discutiram uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard. A reunião prosseguiu a portas fechadas, e Kushner, que também participa das negociações de paz, acompanhou o encontro remotamente porque está gripado.
Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.
“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.
No entanto, o assessor do Kremlin Yury Ushakov minimizou essas discussões na quarta-feira. Segundo ele, embora Witkoff tenha apresentado a Putin “certas novas abordagens e mudanças nas posições adotadas pelos europeus e por Kiev”, na realidade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana.
A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de territórios que a Ucrânia controla.
Zelensky reiterou uma posição defendida há tempos: a Ucrânia aceitaria um acordo de cessar-fogo que congelasse as posições ao longo da atual linha de frente — o que significaria manter apenas cerca de 75% do território ucraniano — e, em seguida, pediria garantias de segurança efetivas aos aliados.
Zelensky também afirmou que a Ucrânia quer negociações trilaterais envolvendo Trump, Putin e ele próprio, mas disse que o processo seria “melhor com os europeus”.
O Kremlin já havia rejeitado a ideia de negociações trilaterais, com exceção de um convite anterior para que Zelensky fosse a Moscou — uma possibilidade considerada inviável pelos demais lados.
Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou avaliará o que Witkoff apresentar, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS.
Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.
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Mísseis atingiram Kiev nas primeiras horas desta quinta-feira (22), segundo uma testemunha da Reuters, e a Ucrânia enviou centenas de drones em direção a Moscou durante a noite. Os dois lados mantiveram uma série de ataques, apesar das mais recentes tentativas de mediação dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.
Os ataques russos deixaram 15 pessoas feridas e danificaram a infraestrutura do metrô na Ponte Sul, sobre o rio Dnipro, na capital ucraniana, além de restringirem o tráfego no local, informaram autoridades de Kiev. Os bombardeios ocorreram após outro ataque à cidade na noite de quarta-feira (21), que deixou seis pessoas feridas.
Um ataque russo matou uma mulher e feriu outras quatro pessoas na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, informou o governador regional, Oleh Syniehubov, no Telegram.
Um drone também atingiu a infraestrutura energética na área de Kremenchuk, na região de Poltava, segundo uma autoridade local que publicou a informação no Telegram, sem fornecer detalhes.
Localizada às margens do rio Dnipro, Kremenchuk é um importante polo industrial e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia. A região tem sido alvo frequente de ataques russos, incluindo um bombardeio em 2022 contra um shopping center lotado, que matou pelo menos 21 pessoas.
Na Rússia, duas pessoas ficaram feridas nos arredores de Moscou depois que 630 drones foram enviados em direção à capital durante a noite, informou o prefeito Sergei Sobyanin no Telegram. A maioria dos drones foi abatida ainda a longa distância, acrescentou.
Na cidade de Lipetsk, onde fica uma importante siderúrgica a cerca de 400 quilômetros ao sul de Moscou, um homem ficou ferido após drones atingirem prédios residenciais e uma unidade de saúde, informou o governador Igor Artamonov no Telegram.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, após anexar a península da Crimeia, território de seu vizinho ao sul, oito anos antes, dando início ao conflito mais mortal no continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
Os ataques mais recentes ocorrem após o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, realizar conversas nesta semana com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma tentativa de mediar o fim do conflito.
Zelensky afirmou na quarta-feira que a Ucrânia apoiava uma proposta dos Estados Unidos para a realização, o mais rápido possível, de conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, com a participação de negociadores. O Kremlin informou que Putin concordou em retomar as negociações de paz com Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, já no próximo mês.
Entenda o que é a Crimeia, região da Ucrânia anexada pela Rússia
Cuando hace cinco meses caractericé por primera vez el principio rector de la política exterior de Donald Trump como el suicidio de una superpotencia, ya resultaba evidente que su capricho de entrar en guerra contra Irán era una catástrofe estratégica. Ese fracaso es ahora aún más evidente y, lo que es peor, le ha dado a Trump otro pretexto para recompensar a Rusia. La debilidad ha engendrado aún más debilidad.
Missili balistici lanciati dalle forze russe hanno colpito diverse località di Kiev, ferendo sei persone e causando esplosioni che hanno scosso la città. Lo riferiscono i media ucraini. Intorno alle 2 del mattino (ora locale) nel quartiere di Dniprovsky sono stati colpiti due edifici residenziali e “potrebbero esserci persone intrappolate sotto le macerie”, secondo quanto dichiarato dal sindaco, Vitali Klitschko, citato dal Kyiv Independent. Un’ora più tardi missili balistici hanno nuovamente preso di mira la capitale: almeno 13 esplosioni hanno scosso la città in meno di otto minuti. Una terza ondata di esplosioni è stata avvertita intorno alle 3:35.
Un edificio adibito a struttura medica è stato danneggiato nel quartiere di Pecherskyi, mentre nel quartiere di Sviatoshynskyi, a seguito di un attacco nemico, è scoppiato un incendio all’interno di un ristorante”, ha riferito l’Amministrazione militare della città. Massiccio attacco di droni ucraini verso Mosca. Secondo quanto riferito dal sindaco della capitale russa, Sergei Sobyanin, tra le 20.30 di ieri e le 4 di oggi, 650 velivoli senza pilota hanno sorvolato la zona, la gran parte dei quali sono stati abbattuti.
Le forze ucraine hanno colpito con un attacco di droni la città russa di Lipetsk, importante centro industriale e capoluogo dell’omonima provincia, a 335 chilometri a est del confine ucraino. Secondo quanto riportato dal Kyiv Independent, nell’attacco è stato colpito un edificio di diversi piani e sono state udite esplosioni in città. Testimoni oculari hanno diffuso video che sembrano mostrare droni ucraini che sorvolano la città a bassa quota e fiamme che illuminano il cielo notturno. Lipetsk ha una popolazione di circa 500.000 abitanti e ospita l’acciaieria di Novolipetsk, un imponente impianto che assicura il 20% della produzione totale di acciaio grezzo della Russia ed è il più grande stabilimento siderurgico del paese.
L'articolo Guerra in Ucraina, altra notte da incubo a Kiev: ripetuti attacchi missilistici russi: 13 esplosioni in otto minuti proviene da Affaritaliani.it.

O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, esteve em São Petersburgo nesta quarta (21), no que foi a oitava visita dele à Rússia desde 2025.
Em encontro com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram em formar reuniões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia para tentar dar um fim à guerra. Seria o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano, em Genebra.
O encontro de Witkoff com Putin foi longo: aproximadamente três horas em que ambos discutiram, especialmente, o conflito no leste europeu.
O Kremlin demonstrou interesse em montar uma estrutura de segurança com o fim do conflito. Porém, evitou tratar de temas cruciais sobre a guerra, como o controle de Donbas e uma possível adesão ucraniana à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Segundo o enviado americano, Kiev já tinha aceitado o retorno das tratativas. Menos de um dia antes, Witkoff esteve com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, em Oslo — capital da Noruega.
Segundo Witkoff, as conversas com ambos os líderes foram “produtivas”, e o governo de Donald Trump continua empenhado em pôr um fim na guerra. Zelensky disse apoiar as negociações com russos e americanos e buscou apaziguar o tom após os recentes desentendimentos com os Estados Unidos.
“É importante negociar de forma trilateral. Acho que essa é a melhor maneira. O presidente Trump, com a sua liderança, eu e o líder russo, de forma trilateral”, afirmou o ucraniano.
Nas últimas semanas, Zelensky disse se sentir traído por Trump e criticou a redução do apoio dos Estados Unidos aos ucranianos — incluindo na inteligência militar, com a diminuição do sinal dos satélites da Starlink.
Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tinha retomado as críticas contra a Ucrânia.
“Mas vamos ser bem claros: não haveria Ucrânia hoje se não fosse pela ajuda que os Estados Unidos deram à Ucrânia, na casa dos bilhões de dólares, desde o governo Biden e também ao longo deste governo”, disse Rubio.
Enquanto o tom contra Kiev é mais duro, a administração Trump mantém um diálogo mais ameno com Moscou. Recentemente, Washington firmou um acordo de compra de diesel vindo de Moscou — retirando sanções que estavam em vigor. Agora, Putin espera que a parceria se amplie.
“E, claro, acredito que os dois lados teriam interesse em discutir temas ligados aos nossos planos de restabelecer as relações bilaterais e os contatos entre Rússia e Estados Unidos, inclusive na área de cooperação econômica”, destacou o russo durante a reunião com Witkoff.
E, nesta quarta, o russo devolveu o carinho. Ele concedeu perdão ao prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Hubbard estava detido desde 2022, quando autoridades russas o capturaram sob acusações de ser um mercenário de Kiev.
O Departamento de Estado americano disse que o Kremlin teria fabricado as informações. Mas a libertação de Hubbard rendeu novos elogios por parte da Casa Branca. Witkoff chamou Putin de um líder humanitário. O TPI (Tribunal Penal Internacional) emitiu um mandado de prisão contra o russo por crimes de guerra.
“O presidente manda seus agradecimentos. Todo o nosso país manda seus agradecimentos por Stephen Hubbard. Graças ao senhor, ele está voltando para casa, para a sua família”, concluiu Witkoff.
* com informações da Reuters
