A Minerália, responsável pela exploração da Mina da Borralha, em Montalegre, disse hoje que a operação não vai captar água em cursos naturais ou fazer descargas para o meio natural, após preocupações da Academia Portuguesa da Água.
“Na sequência da notícia sobre as preocupações manifestadas pela Academia Portuguesa da Água relativamente a um suposto risco de contaminação das águas da bacia do rio Cávado, a Minerália, empresa responsável pelo projeto da Mina da Borralha, esclarece que a operação não captará água em rios, ribeiras, nascentes ou albufeiras, nem descarregará águas utilizadas na operação para o meio natural”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado.
Segundo a empresa, “qualquer informação que apresente o projeto como uma operação que retirará água ou lançará efluentes nesses meios não corresponde à realidade do sistema previsto”.
Na Borralha, a operação vai utilizar “a água acumulada nas antigas galerias alagadas”, bombeada para reservatórios, e funcionará em circuito fechado, sendo a água depois tratada e devolvida para ser reutilizada.
“A Minerália decidiu ainda complementar o projeto apresentado no Estudo de Impacte Ambiental com um sistema de recolha da água da chuva que entre em contacto com a área industrial. Esta água será tratada e integrada no circuito de reciclagem”, acrescentam os promotores.
Risco de contaminação do Cávado
A Academia Portuguesa da Água alertou para os riscos de contaminação da bacia hidrográfica do rio Cávado, face à futura reativação da mina da Borralha, em Montalegre, no distrito de Vila Real, exigindo um estudo epidemiológico feito do zero e a “isenção laboratorial absoluta”.
“Face à recente decisão da Comissão Europeia de classificar a reativação da Mina da Borralha como projeto estratégico da União Europeia, a Academia Portuguesa da Água (APA) vem a público alertar que a urgência geopolítica e económica não pode, sob pretexto algum, atropelar a segurança sanitária das populações e a proteção do património hídrico nacional”, pode ler-se na nota divulgada.
Esta reativação da mina de tungsténio, segundo a academia, pode afetar as linhas de água que “alimentam diretamente a bacia hidrográfica do rio Cávado”, uma “linha vital que assegura o abastecimento público a cerca de 400 mil habitantes nos concelhos de Braga e Barcelos”.
Criticando o “silêncio administrativo das entidades oficiais”, a presidente da academia, Rosário Norton, enviou exposições aos ministérios da Saúde e do Ambiente, além da Agência Portuguesa do Ambiente, para exigir a ativação destas salvaguardas.
Na sexta-feira, o Movimento Não às Minas – Montalegre considerou que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.
Projeto selecionado pela Comissão Europeia como estratégico
O projeto da Mina da Borralha foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou no final da semana passada essa instituição.
A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).
“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu o movimento, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.
A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente, e a concessão está a cargo da Minerália, que viu a decisão europeia como uma “conquista” e oportunidade.
A empresa propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.
A Olaria de Barcelos e o Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, no mesmo concelho, foram inscritos no Registo da União das Indicações Geográficas de Produtos Artesanais e Industriais, obtendo, assim, proteção europeia, anunciou hoje o município.
Em comunicado, o município acrescenta que as decisões, emitidas pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) na quarta e quinta-feira, respetivamente, estabelecem o dia 07 de janeiro de 2026 como o início da proteção das duas denominações.
A data de 07 de janeiro corresponde ao dia em que Portugal comunicou à Comissão Europeia a intenção de registar as denominações.
“A inscrição representa mais um passo na salvaguarda do património artesanal de Barcelos, contribuindo para a valorização de duas tradições ligadas à identidade cultural e aos saberes do concelho”, lê-se no comunicado do município.
O comunicado vinca que este reconhecimento constitui também um instrumento para reforçar a notoriedade da Olaria de Barcelos e do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, promovendo a sua divulgação no espaço europeu.
“Depois do Figurado de Barcelos, cuja inscrição no Registo da União Europeia foi decidida em agosto deste ano, estas duas produções artesanais passam igualmente a beneficiar do regime europeu de proteção das indicações geográficas, reforçando a afirmação do património artesanal de Barcelos no espaço europeu”, conclui o comunicado.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
A construção do novo hospital de Barcelos ficou fora da proposta do Orçamento do Estado para 2027. O Livre acusa o Governo de voltar “a falhar com Barcelos”. A Câmara tomará posição esta quarta-feira.
Em comunicado, o Livre de Barcelos manifestou “profunda preocupação e desagrado pela ausência de qualquer dotação orçamental específica no Orçamento do Estado para 2027 destinada à construção do tão prometido Novo Hospital de Barcelos”.
“Após anos de promessas, anúncios e sucessivos compromissos políticos, os barcelenses voltam a assistir a mais um adiamento de uma infraestrutura absolutamente essencial para o concelho e para toda a região. O Governo da AD demonstra, uma vez mais, que a construção do Novo Hospital de Barcelos não constitui uma prioridade política, apesar das evidentes carências da atual unidade hospitalar e das crescentes necessidades de cuidados de saúde da população”, critica o partido.
E acrescenta: “Esta situação é ainda mais incompreensível quando o próprio Município de Barcelos, liderado também pela AD, avançou com a aquisição dos terrenos destinados à futura construção do hospital, numa operação que representou um investimento público na ordem dos 4 milhões de euros. Um esforço financeiro significativo suportado pelos contribuintes, que agora corre o risco de revelar-se um investimento sem qualquer retorno efetivo para a população”.
Por isso, o Livre “exige ao Governo que esclareça imediatamente quais são as suas intenções relativamente ao Novo Hospital de Barcelos e reclama a inclusão urgente das verbas necessárias para o arranque da obra”.
“Exige igualmente ao executivo municipal que deixe de se limitar a acompanhar passivamente este processo e assuma uma posição firme e exigente na defesa dos interesses dos barcelenses”, pode ler-se no comunicado.
Contactada por O MINHO, a autarquia remeteu uma posição sobre assunto para amanhã, quarta-feira.
O novo hospital é uma aspiração antiga de autarcas e populações de Barcelos e Esposende, os dois concelhos servidos pelo hospital.
Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.
O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.
Atualmente, o hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
O atelier de arquitetura Risco Singular, de Barcelos, foi duplamente premiado nos Loop Design Awards 2026, com a distinção do projeto House M.
Venceu nas categorias de “Design de Interiores – Residências e Moradias” (Vencedor da Categoria) e de “Arquitetura – Residências e Moradias” (Menção Vencedora), distinguindo o trabalho desenvolvido tanto na vertente arquitetónica como no desenho dos interiores.
Em comunicado enviado a O MINHO, o escritório sublinha que estas distinções “vêm reforçar o percurso da Risco Singular e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo gabinete, assente numa abordagem integrada à arquitetura, ao design de interiores e à relação entre espaço, matéria e luz”.
A House M, situada no concelho de Barcelos, junta-se assim a um “conjunto de projetos que têm vindo a marcar o percurso do gabinete, refletindo uma prática orientada pelo rigor, pela atenção ao detalhe e pela procura de respostas singulares para cada projeto”.
Para a Risco Singular, este novo reconhecimento representa “não apenas a valorização de uma obra, mas também a afirmação de um percurso e de uma forma de fazer arquitetura que procura aliar exigência, identidade e qualidade espacial”.
O projeto da House M, concluído em 2025, é da autoria dos arquitetos Paulo Costa e Sónia Abreu.
Os Loop Design Awards, registados desde 2021 em Portugal, contam com uma equipa global composta ainda por elementos dos Estados Unidos da América e Japão.
Sinopse do projeto
Onde a luz se revela com serenidade e o terreno se abre de forma generosa, a habitação renasce como uma composição de volumes que se sucedem num movimento contínuo e intencional. A intervenção parte da preexistência, não como memória congelada, mas como ponto de partida para um conjunto que se organiza numa relação clara entre interior e exterior, entre resguardo e abertura.
O primeiro volume acolhe o quotidiano de forma contida, deixando que as aberturas moldem a luz ao longo do dia. A partir dele, a casa prolonga-se em direção ao exterior através de uma sequência de espaços que encontram na paisagem próxima o seu contraponto: áreas de estar, de convívio e de lazer que se afirmam pela sua relação direta com a piscina e com o jardim envolvente. Aqui, a vegetação, cuidadosamente escolhida, não é cenário, mas matéria que confere profundidade, filtrando a claridade e marcando a passagem entre os diferentes momentos habitados.
Esta sucessão de volumes desenha o terreno e delimita-o, formando um U que abraça um único pátio central — um espaço onde a luz, a sombra e a presença da água estruturam a vivência exterior. Não há dispersão, mas continuidade. O pátio torna-se o centro vital da composição, lugar onde a habitação se abre e respira.
Num dos volumes mais recatados, um abrigo destinado a aves de coleção introduz uma dimensão sensorial e contemplativa, revelando a relação afetiva dos moradores com o lugar.
O percurso culmina então num prisma de vidro escurecido, onde se desenvolve a piscina interior. A sua presença dialoga com a vegetação envolvente, que se prolonga no reflexo da água, dissolvendo limites. Aqui, as paredes rasgam-se rumo ao verde e a arquitetura torna-se permeável, permitindo que o exterior participe plenamente no espaço interior. A água, silenciosa, articula o conjunto, tornando-se o elo que unifica esta casa que se abre ao mundo de forma subtil, serena e profundamente pensada.
Foto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo Tavares
Num contexto industrial marcado por uma crescente pressão sobre a produtividade, a disponibilidade de recursos e a capacidade de adaptação, as empresas procuram cada vez mais soluções que lhes permitam produzir de forma mais eficiente e responder aos desafios de mercados em constante evolução.
É neste contexto que a KAPPO Engineering, com sede em Várzea, Barcelos, desenvolve máquinas especiais, sistemas de automação e soluções de engenharia concebidas para responder às necessidades específicas de cada organização.
A KAPPO acredita que não existem duas realidades industriais iguais. Por isso, cada projeto começa pela análise do processo produtivo e pela identificação de oportunidades de melhoria capazes de gerar valor para o cliente.
“Cada empresa enfrenta desafios diferentes. Acreditamos que as melhores soluções não são standardizadas. São concebidas para responder a objetivos específicos de produtividade, qualidade e crescimento”, explica César Fernandes, CEO e fundador da KAPPO Engineering.
A partir de um trabalho de diagnóstico, a empresa desenvolve soluções ajustadas às necessidades de cada projeto, acompanhando todas as fases do processo, desde a engenharia e desenvolvimento até ao fabrico, implementação e acompanhamento técnico.
Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 22Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 23Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 24Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 25Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 26Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 27Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 28Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 29
A atividade da KAPPO Engineering abrange o desenvolvimento de máquinas especiais, sistemas de automação industrial, células robotizadas, equipamentos de apoio à produção e projetos de melhoria e otimização de processos.
Com uma filosofia assente na engenharia à medida, a KAPPO Engineering pretende afirmar-se como um parceiro estratégico para as empresas que procuram aumentar a competitividade, modernizar processos produtivos e preparar a sua atividade para os desafios do futuro.
Para conhecer melhor a KAPPO Engineering, os seus projetos e soluções, consulte o website e acompanhe a empresa nas redes sociais.
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
O concelho de Barcelos conta, desde ontem, com um novo parque de lazer. O equipamento foi inaugurado ontem, na freguesia de Silveiros.
O Parque de Lazer Manuel Pereira de Sousa homenageia o antigo presidente da Junta de Freguesia, reconhecendo os seus 38 anos de dedicação ao serviço da comunidade, assinala a Câmara de Barcelos em comunicado.
Na cerimónia, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, destacou a importância de investir em espaços públicos que promovam o encontro e a convivência entre gerações, proporcionando melhores condições para a vida em comunidade.
Citado no comunicado, o autarca salientou ainda o significado da homenagem a Manuel Pereira de Sousa no ano em que se assinalam os 50 anos do poder local, realçando o contributo dos autarcas para o desenvolvimento das freguesias e para a melhoria das condições de vida das populações. Neste sentido, considerou que a atribuição do nome do antigo autarca ao parque constitui um reconhecimento do seu percurso de dedicação e serviço público em prol de Silveiros.
Foto: CM Barcelos
O investimento, no valor de 160 mil euros, foi integralmente assegurado pelo Município de Barcelos, permitindo “concretizar um espaço pensado para servir a população e reforçar a oferta de equipamentos de lazer na freguesia, constituindo mais um contributo para a valorização do território e para a qualidade de vida dos seus habitantes”.
Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Silveiros, Sérgio Pereira, destacou a importância da infraestrutura, salientando que o parque foi pensado para as pessoas, para as famílias, para as crianças e para todos os que vivem na freguesia. O autarca agradeceu o apoio financeiro do Município de Barcelos, sublinhando que a comparticipação integral foi determinante para a concretização da obra.
Também citado no comunicado, Sérgio Pereira destacou, igualmente, o percurso de Manuel Pereira de Sousa, recordando a sua disponibilidade para servir a população, a dedicação à causa pública e o trabalho desenvolvido em prol da freguesia. A atribuição do seu nome ao parque constitui, segundo o autarca, uma forma simbólica de expressar a gratidão de Silveiros e de preservar o legado deixado às gerações futuras.
Helena Sousa, filha do homenageado, evocou os 38 anos de percurso autárquico do pai ao serviço de Silveiros, destacando o espírito de missão, o sentido de responsabilidade e o respeito pelas pessoas com que sempre desempenhou as suas funções. Na sua intervenção, sublinhou ainda a importância de ouvir todos os cidadãos, independentemente das suas convicções políticas, religião ou condição social, defendendo uma atuação pública assente na proximidade, na disponibilidade e no respeito por todos.
O Município de Barcelos foi distinguido na 7.ª edição do Prémio Autarquia do Ano – Grupo Mosqueteiros, com o projeto “BarcElos d’Abrigo”, na área do Apoio Social, subcategoria “Combate à Exclusão Social”. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e contou com a presença do vereador da Câmara de Barcelos, José Paulo Matias, responsável pelo pelouro da Ação Social.
Na ocasião, José Paulo Matias destacou a importância deste reconhecimento, que reflete o trabalho desenvolvido pelo Município e pelas entidades parceiras no apoio às pessoas em situação de maior vulnerabilidade social. O vereador sublinhou ainda a necessidade de continuar a apostar em respostas de proximidade, assentes numa intervenção articulada entre instituições, que promovam a inclusão social, a autonomia e a dignidade humana.
A distinção assume particular significado num dia como hoje, em que se assinala o Dia Mundial da Pessoa em Situação de Sem-Abrigo, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo Município na promoção da inclusão social e na criação de respostas que garantam condições de vida dignas às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Entre agosto de 2023 e dezembro de 2025, a Equipa BarcElos d’Abrigo acompanhou 249 pessoas, tendo contribuído para a alteração da condição de sem-abrigo de 149 pessoas e para a integração de 43 pessoas em situação crónica de sem-abrigo. Através de uma ampla rede de parceiros, foram ainda asseguradas mais de 2000 prestações gratuitas de bens e serviços.
Assente numa intervenção de proximidade, humanizada e individualizada, a equipa desenvolve um acompanhamento continuado, procurando respostas nas áreas da habitação, saúde, proteção social e integração profissional, com o objetivo de promover a autonomia e a reconstrução de projetos de vida.
“Não queremos abandonar aquilo que somos. Queremos evoluir a partir daquilo que somos.” Foi com esta mensagem que o presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino Lopes, defendeu uma mudança de paradigma económico para o concelho, assente na inovação, no conhecimento e na criação de valor, durante o Fórum Económico 2035, realizado ontem, no Theatro Gil Vicente, e que ficou marcado pela apresentação do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico.
Na sua intervenção, o autarca sublinhou que a estratégia pretende valorizar a tradição industrial de Barcelos, reforçando a competitividade das empresas, a atração de investimento e a criação de emprego qualificado, com o objetivo de melhorar os salários e proporcionar novas oportunidades aos jovens.
“O verdadeiro sucesso desta estratégia não será medido apenas pelo número de empresas que conseguirmos atrair ou pelo volume de investimento que formos capazes de mobilizar. Será medido pela capacidade de melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Também presente no Fórum, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, destacou a importância da estratégia apresentada pelo Município e a sua articulação com os desafios económicos nacionais e europeus, identificando três prioridades para reforçar a competitividade: a simplificação da relação entre a Administração Pública e as empresas, a aposta na inovação e o reforço da internacionalização.
O governante defendeu uma maior aproximação entre o conhecimento científico e o tecido empresarial, a modernização dos processos produtivos e a criação de marcas capazes de gerar maior valor acrescentado nos mercados internacionais. Salientou ainda a importância de preparar as empresas para as oportunidades de financiamento europeu e manifestou disponibilidade para reforçar a cooperação entre o Governo e o Município na concretização dos objetivos estratégicos para Barcelos.
Município aposta na atração de investimento e na criação de emprego qualificado
No âmbito das medidas previstas para reforçar a competitividade e a atratividade económica do concelho, Mário Constantino Lopes anunciou que a revisão do Plano Diretor Municipal contempla cinco novas áreas de acolhimento empresarial.
O presidente da Câmara destacou também o projeto Barcelos Smart Digital and Design Hub, desenvolvido em articulação com a Universidade Politécnica do Cávado e do Ave (UPCA) e parceiros empresariais, cuja candidatura recebeu recentemente uma intenção de aprovação. Esta infraestrutura pretende aproximar o conhecimento científico das necessidades das empresas, através do design industrial, da digitalização, da inteligência artificial e da transferência de tecnologia.
O autarca recordou ainda os investimentos municipais realizados nos últimos anos, nomeadamente a requalificação da antiga Escola Gonçalo Pereira, que passou a acolher a Escola Superior de Design, enquanto exemplo da aposta na ligação entre o ensino superior, o conhecimento e o desenvolvimento económico.
“Created in Barcelos”: uma nova visão para a economia do concelho
O Fórum Económico 2035 teve início com a apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico, conduzida por João Cerejeira, professor e investigador da Universidade do Minho.
O estudo, desenvolvido com os contributos do Conselho Consultivo do Created in Barcelos e de diversos agentes locais, identifica como principais desafios o aumento da produtividade, a melhoria dos salários, a diversificação económica e a criação de oportunidades para fixar os jovens qualificados no concelho.
Apesar da forte capacidade industrial e exportadora, Barcelos apresenta níveis de produtividade e remuneração inferiores à média nacional, contrastando com os elevados níveis de qualificação das gerações mais jovens.
A estratégia, sintetizada no conceito Created in Barcelos, pretende afirmar o concelho como um território que, para além de produzir, aposta na criação de conhecimento, no design, na tecnologia e na inovação, promovendo atividades de maior valor acrescentado.
Para concretizar esta visão, o Plano estabelece cinco agendas prioritárias: talento e qualificações; inovação e internacionalização; atratividade e investimento; transformação digital; e valorização dos recursos culturais e territoriais.
Entre as principais propostas, destacam-se a criação de um Parque Tecnológico Urbano, próximo da UPCA, de uma Agência Municipal de Desenvolvimento Económico e o reforço da ligação entre o ensino superior, a investigação e as empresas.
Debate reuniu representantes das instituições e do tecido empresarial
A iniciativa incluiu ainda a mesa-redonda “O Desenvolvimento 360° de Barcelos”, moderada por João Cerejeira, com a participação de Maria José Fernandes, vice-presidente da CCDR-N; João Miranda, empresário, gestor de empresas e investidor; Alexandra Malheiro, reitora da UPCA; e Carlos Costa, professor e investigador da Universidade de Aveiro.
O debate centrou-se na importância da cooperação institucional, da inovação, da qualificação e da internacionalização para reforçar a competitividade e a atratividade económica do concelho.
Com horizonte em 2035, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico pretende orientar uma nova etapa de desenvolvimento de Barcelos, promovendo uma economia mais competitiva, inovadora e sustentável, capaz de gerar melhores oportunidades para as empresas, os trabalhadores e as famílias.
O salário médio em Barcelos é quase 300 euros mais baixo do que a média nacional, uma realidade que resulta do défice de produtividade, segundo o Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico do concelho para o horizonte 2026-2035, hoje apresentado.
Elaborado por João Cerejeira, investigador da Universidade do Minho, o plano refere que o salário médio em Barcelos é de 1.267 euros, contra os 1.576 euros da média nacional.
Por outro lado, a produtividade em Barcelos é inferior em 22% à média do país.
“O défice de produtividade traduz-se num défice salarial”, sustenta o plano.
O documento sublinha, no entanto, que, nos setores tradicionais, a produtividade em Barcelos ultrapassa a média nacional, como acontece na agricultura e produção animal (140 por cento), indústria do vestuário (117) e construção (104).
Elevada concentração na têxtil
O diagnóstico aponta, assim, para uma indústria forte mas produtividade baixa.
“O objetivo não é abandonar a indústria, mas elevar o seu conteúdo tecnológico e diversificar o perfil setorial com atividades de maior valor acrescentado”, defende João Cerejeira.
O estudo dá conta de que Barcelos tem perfil exportador, mas pouco diversificado.
São mais de mil milhões de euros exportados, com elevada concentração (77 por cento) em têxteis e calçado.
Uma realidade que, ainda segundo o estudo, mostra a vulnerabilidade a choques externos e reforça a necessidade de evoluir para cadeias de marca e diferenciação.
Novas gerações com formação acima da média nacional
O estudo lembra que, em Barcelos, as novas gerações têm níveis de qualificação acima da média nacional, com 87% dos jovens entre os 20 e os 29 anos com ensino secundário ou superior, sendo o desafio evitar que este investimento em educação seja exportado para outras regiões.
“Barcelos tem ativos fortes, mas precisa de os articular num ecossistema capaz de gerar produtividade, rendimento e talento”, advoga o plano.
Para o autor do documento, “a escolha estratégica é clara: Barcelos deve atuar como território de inovação aplicada, com identidade cultural forte e a Universidade Politécnica do Cávado e Ave como âncora de conhecimento”.
Por isso, define, até 2035, uma agenda com cinco pastas, uma das quais tem como título “Talento e Qualificações” e pretende colocar Barcelos entre as cidades de média dimensão do país com maior capacidade de atrair talentos qualificados e empreendedores.
Inovação e Internacionalização, Atratividade e Investimento, Transformação Digital e Cultura, Território e Inovação são as outras pastas.
Para o efeito, propõe a criação de uma Estrutura de Missão Barcelos 2035, no âmbito da Agência de Desenvolvimento Económico do Município de Barcelos (ADEMB) e do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Económico do Concelho de Barcelos.
“O desenvolvimento territorial depende da capacidade coletiva de transformar conhecimento, indústria e cultura em prosperidade partilhada”, remata o plano.
Para o presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino, o caminho tem de ser o traçado no plano: criar condições para reter no concelho os jovens qualificados e incentivar as empresas a diversificarem a oferta e irem à procura de base tecnológica maior para introduzir valor na sua escala de desenvolvimento.
Além da UPCA, o autarca diz que no processo vai estar também envolvida a Universidade do Minho.
Os autarcas do Pentágono Urbano pediram hoje ao Governo respostas para os setores têxtil, do vestuário e do calçado, que passam por uma “crise complicada, muito fruto do contexto internacional”.
No final de uma reunião em Barcelos, o presidente do Pentágono Urbano, Mário Constantino Lopes, sublinhou que a região do Minho representa quase 50% dos setores têxtil, do vestuário e do calçado a nível nacional.
O Pentágono Urbano é uma associação de municípios que junta Barcelos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Viana do Castelo.
“Percebemos que a nossa região é muito forte nestes três setores, do têxtil, do vestuário e do calçado, e que, atualmente, passamos uma crise complicada nestes setores, muito fruto do contexto internacional que vivemos”, disse Mário Constantino, também presidente da Câmara de Barcelos.
Aludiu, concretamente, à questão da energia, à questão dos mercados, à retração do consumo e também à “competição desleal com alguns dos mercados que têm custos de contexto muito mais acessíveis do que Portugal”.
Nesse sentido, o Pentágono decidiu sentar à mesa empresários daqueles setores e vários organismos tutelados pelo Ministério da Economia, incluindo o secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, para identificar as dificuldades e constrangimentos daqueles setores e quais as oportunidades e os caminhos à disposição.
“Só nestes cinco municípios, e nos municípios que integram também o Ave, o Cávado e o Alto Minho, estão 50% do têxtil, vestuário e calçado a nível nacional, o que é um número absolutamente avassalador”, sublinhou.
A operação da Brigada de Investigação Criminal (BIC) da PSP de Barcelos deu cumprimento a vários mandados de busca e detenção, tendo também sido apreendida droga e armas.
A polícia apreendeu 37 doses de cocaína, 2.648 euros, duas viaturas, 50 munições 6.35mm, seis telemóveis, quatro soqueiras, dois sabres, um taco de basebol, uma estrela de lançar e dois punhais.
Entre sexta-feira e domingo, o Galo Assado à Moda de Barcelos volta a ser a estrela à mesa de 28 restaurantes do concelho.
A iniciativa, promovida pelo Município de Barcelos, integra o programa promocional “7 Prazeres da Gastronomia”, numa junção harmoniosa entre a gastronomia tradicional e a identidade local.
Em comunicado, a autarquia explica que, “associado à célebre Lenda do Galo de Barcelos, o Galo Assado é uma das iguarias que melhor traduz a ligação entre a gastronomia e o património cultural do concelho”.
Assim, “ao longo de três dias, os restaurantes aderentes apresentam esta especialidade aos comensais, proporcionando diferentes oportunidades para conhecer e saborear esta tradição gastronómica”.
Restaurantes aderentes
Arcos na Praça
Galo Recheado Assado no forno Praça de Pontevedra, n.º 15, 4750-328 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 826 265 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Babette
Galo à Babette Largo Dr. Martins Lima, n.º 18, 4750-318 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 083 363 | 935 908 879 Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Bagoeira
Galo à Patrão Av. Dr. Sidónio Pais, n.º 495, 4750-333 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 811 236 6.ª-feira: jantar Sábado e domingo: almoço e jantar
Dom Gallo
Galo Assado Recheado Rua Bom Jesus da Cruz, n.º 18, 4750-270 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 822 165 6.ª-feira: jantar Sábado e domingo: almoço e jantar
Furna
Galo Assado à Nossa Moda Largo da Madalena, n.º 105, 4750-314 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 811 177 6.ª-feira: jantar Sábado e domingo: almoço e jantar
Galliano
Galo da Confraria Campo 5 de Outubro, n.º 20, 4750-274 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 815 104 Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Muralha
Galo Assado Recheado com Castanhas à Peregrino Largo da Porta Nova, 4750-329 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 812 042 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Restaurante O Ás
Galo de Ouro Assado Rua Padre Alfredo Rocha Martins, n.º 29, 4750-255 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 811 204 Sábado e domingo: almoço e jantar
Restaurante Pérola
Galo Assado no Forno Av. D. Nuno Álvares Pereira, n.º 50, 4750-324 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 821 363 Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Três Marias
Galo Assado na Lenha Recheado com Farofa Rua Barjona de Freitas, n.º 137, 4750-265 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 253 813 200 Sábado e domingo: almoço
Vera Cruz
Galo Assado à Nossa Moda Av. Dr. Sidónio Pais, n.º 379, 4750-333 Barcelos (ver no mapa) Tel.: 927 526 184 Domingo: almoço
Restaurante Barro – Solar de Vila Meã
“Homenagem” | Galo Recheado Assado com Arroz de Merendeiro Rua Principal, n.º 101, 4775-237 Silveiros (ver no mapa) Tel.: 253 400 850 6.ª-feira: jantar Sábado e domingo: almoço e jantar
Belchior
Galo Assado à Belchior Rua Parque Desportivo, n.º 298, 4750-361 Campo (ver no mapa) Tel.: 253 882 503 Sábado: jantar Domingo: almoço
Casa da Cocheira
Galo Recheado no Forno de Lenha Rua da Breia, n.º 610, 4905-096 Fragoso (ver no mapa) Tel.: 915 027 787 6.ª-feira e sábado: jantar Domingo: Almoço
Chuva
Galo à Tia Alice Avenida de S. João, 4755-065 Barcelinhos (ver no mapa) Tel.: 253 831 242 6.ª-feira: jantar Sábado e domingo: almoço e jantar
Restaurante do Cruzeiro “O Rabeca”
Galo Assado à Moda do Rabeca Rua D. Elvira Gomes Barroso, n.º 1421, 4755-230 Gilmonde (ver no mapa) Tel.: 253 832 630 Sábado e domingo: almoço
Dom Carlos
Galo no Forno Recheado com Castanhas Rua da Estrada, n.º 637, 4750-677 Silva (ver no mapa) Tel.: 253 881 311 Sábado: almoço
Restaurante NuSal
Galo Recheado Rua Miguel Ângelo, n.º 187, 4755-054 Barcelinhos (ver no mapa) Tel.: 937 696 822 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar
Os Mouros
Galo Assado à Mouros Rua Henrique Correia, 4750-164 Arcozelo (ver no mapa) Tel.: 253 816 865 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Pedra Furada
Galo Recheado Assado à Moda de Barcelos Rua Santa Leocádia, n.º 1415, 4755-392 Pedra Furada (ver no mapa) Tel.: 252 951 144 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Rústico
Galo das Vindimas Rua Nossa Sr.ª da Conceição, n.º 18, 4750-571 Mariz (ver no mapa) Tel.: 253 815 250 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Solar das Fontes
Galo à Romaria Rua de Crujães (EN 204), n.º 364, 4755-536 Várzea (ver no mapa) Tel.: 966 117 037 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Sonho do Cávado
Galo no Pomar Rua da Igreja, n.º 37, 4750-556 Manhente (ver no mapa) Tel.: 253 843 099 Sábado e domingo: almoço *reserva com 3 dias de antecedência
Taberna do Armindo
Galo à Taberna do Armindo Rua de Santa Marinha, n.º 2190, 4755-440 Remelhe (ver no mapa) Tel.: 914 842 280 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar
Taberna Lopes
Galo Assado Rua da Igreja, n.º 5, 4755-231 Gilmonde (ver no mapa) Tel.: 253 831 530 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar
Taberna “O Manhoso”
Galo Recheado e Assado no Forno Avenida das Pontes, n.º 264, 4750-754 Tamel S. Veríssimo (ver no mapa) Tel.: 253 071 820 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar
Taberninha O Chico
Galo Assado à Taberninha Largo da Nossa Senhora do Alívio, 4750-622 Perelhal (ver no mapa) Tel.: 253 862 289 6.ª-feira: jantar Sábado: almoço e jantar Domingo: almoço
Tasquinha do Cândido
Galo Assado Rua Dr. Teotónio José da Fonseca, n.º 26, 4755-490 Rio Côvo Sta. Eulália (ver no mapa) Tel.: 963 555 622 Sábado: jantar Domingo: almoço
Os dias e horários de serviço do Galo Assado variam consoante o restaurante, pelo que o Município aconselha a consulta do cartaz da iniciativa e a reserva antecipada.
Trilho do Galo Assado à Moda de Barcelos
Integrado no programa do fim de semana dedicado ao Galo Assado à Moda de Barcelos, o sábado fica também marcado pela realização do “Trilho do Galo Assado à Moda de Barcelos”, uma caminhada que alia a descoberta da paisagem, da gastronomia e das tradições do concelho à valorização do seu património histórico.
Aproveitando a coincidência com as comemorações do Dia Nacional dos Castelos, o programa “Touring Barcelos” associa-se ao programa “+Património” contemplando uma passagem pelo Castelo de Faria, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer um dos mais emblemáticos testemunhos da história medieval de Barcelos e de revisitar as memórias e lendas que fazem parte da identidade do território.
A participação no trilho é gratuita e limitada, estando as inscrições disponíveis através da Agenda de Barcelos (aqui).
O projeto “Integrar para Cuidar”, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende, conquistou o 1.º Prémio na categoria de Transformação Organizacional da 5.ª edição do Integrated Care Award (ICA) 2026.
Em comunicado, a ULS refere que a distinção foi entregue na passada sexta-feira, em Elvas, distrito de Portalegre, e reconhece o modelo de gestão de caso por si desenvolvido para o acompanhamento de pessoas com doença crónica complexa.
“Neste modelo, o gestor de caso acompanha o percurso de cada pessoa e articula a intervenção dos diferentes profissionais e níveis de cuidados envolvidos, de acordo com as necessidades de cada situação”, explica o comunicado.
O trabalho desenvolvido pela ULSBE foi também selecionado para integrar o Handbook de Gestão de Caso, com um capítulo dedicado à experiência da instituição.
O modelo foi apresentado no encontro do ICA, que reuniu diferentes experiências na área dos cuidados integrados.
“O prémio e a inclusão do modelo no Handbook de Gestão de Caso são também um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas equipas da ULSBE e da qualidade da resposta que tem vindo a ser desenvolvida na área da gestão de caso e da integração de cuidados”, conclui o comunicado.
O Município de Barcelos, a Universidade do Cávado e do Ave (UPCA) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) promovem, entre segunda e quarta-feira, a Feira de Emprego “Grow Your Skills Up”, com atividades a decorrer no campus da UPCA e na Casa da Juventude, em Barcelos.
Em comunicado, a autarquia adianta que, ao longo dos três dias, a iniciativa apresenta um programa dedicado à empregabilidade, desenvolvimento de competências e preparação para os desafios do mercado de trabalho, reunindo sessões temáticas, momentos de contacto com profissionais e entidades e oportunidades de aproximação ao mundo empresarial.
O programa arranca na segunda-feira, com várias iniciativas no campus da UPCA e na Casa da Juventude. A elaboração do currículo e da carta de apresentação, a gestão da ansiedade no início da carreira e a preparação para entrevistas e negociação salarial são alguns dos temas em destaque durante a manhã.
À tarde, as sessões abordam áreas como investimentos, oportunidades de carreira na União Europeia e entrada no setor tecnológico em Portugal. O programa integra ainda ‘speed interviews’, entre as 15:00 e as 17:00, proporcionando aos participantes um contacto mais direto com o mercado de trabalho.
Na Casa da Juventude, o primeiro dia contempla as sessões “Como pensar criticamente na era da Inteligência Artificial”, dinamizada por Juliana Araújo, e “Portefólio – Destaca-te no mundo do Design”, por Raquel Costa.
A programação prossegue na terça-feira, com uma sessão dedicada às medidas de apoio do IEFP, dinamizada por Florbela Figueiredo e Mary Belkys, e outra sobre competências transversais e a sua aplicação no mercado de trabalho, orientada por Juliana Araújo.
Na quarta-feira, realiza-se, a partir das 10:30, uma sessão com o Exército Português. Na terça e quarta-feira, a Associação Exsad Gaming estará também presente na Feira.
“Com uma programação dirigida a diferentes perfis e áreas profissionais, a Feira de Emprego ‘Grow Your Skills Up’ pretende reforçar a preparação para a entrada no mercado de trabalho, promover o desenvolvimento de competências e facilitar o contacto entre participantes, profissionais e entidades empregadoras”, salienta o comunicado.
Os interessados em participar na Feira de Emprego “Grow Your Skills Up” podem efetuar a sua inscrição aqui.
A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) foi reconhecida com o Prémio BPI Fundação “la Caixa” – Infância, com um projeto que promove a saúde mental na infância.
O Prémio BPI Fundação “la Caixa” – Infância reconhece o compromisso da instituição em “antecipar e combater dificuldades de aprendizagem”, atribuindo um apoio financeiro de 10.500 euros.
O provedor da SCMB, Nuno Reis, foi o porta-voz da satisfação da instituição pelo reconhecimento validado: “Este prémio é um estímulo ao trabalho desenvolvido. Voltarmos a ser agraciados, num espaço de tempo relativamente curto, e numa das principais áreas de ação da Santa Casa, é algo de notável e que gostaria de dedicar a cada uma das pessoas que ao longo destes anos têm sabido inovar, percebendo a importância de fazermos bem as coisas boas”.
O projeto Fora da Caixa 2.0 – Laboratórios transformadores tem como objetivo geral “promover a saúde mental e o desenvolvimento adaptativo da criança, mitigando as situações de vulnerabilidade social nas práticas parentais e no bem-estar psicológico infantil”.
Intervindo e envolvendo, nesse processo, comunidade, profissionais de educação, famílias e crianças, o projeto integra abordagens da psicologia educacional, educação inclusiva, promoção da saúde mental e desenvolvimento comunitário.
Concretamente, o Fora da Caixa 2.0 – Laboratórios Transformadores pretende “promover a saúde mental infantil, através de acompanhamento psicológico e laboratórios de regulação emocional”; “reforçar competências pedagógicas e práticas inclusivas de agentes educativos (Laboratórios Profissionais)”; “desenvolver a Plataforma Digital (Laboratório Digital)”; e “capacitar pais/mães/cuidadores/as para práticas parentais positivas (Laboratório Parental)”.
A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos foi uma das 32 instituições sociais distinguidas, entre 170 candidaturas apresentadas na edição deste ano.
A distinção acontece pela segunda vez, num espaço curto de tempo, depois de, em finais de 2023, ter sido reconhecido o projeto “Fora da Caixa”.
O Tribunal de Braga adiou, hoje, a leitura do acórdão, prevista para a próxima sexta-feira, do ex-presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes que foi julgado num caso de ajustes diretos a uma empresa de segurança privada.
O processo envolve, ainda, o seu então vice-presidente, Domingos Pereira, sendo que ambos estão acusados de prevaricação por titulares de cargos políticos e de abuso de poder.
Neste caso dos ajustes diretos a uma empresa de segurança privada, e conforme O MINHO reportou, o Ministério Público (MP) pede que o autarca e os ex-vereadores socialistas sejam inibidos de exercer funções públicas e exige, ainda, a devolução ao Estado, de cerca de 450 mil euros, que diz terem sido obtidos ilicitamente.
Em causa está o alegado favorecimento à empresa de segurança privada GProtect, de Barcelos, que o MP considera ter sido criada exclusivamente para os ajustes diretos, distorcendo a livre concorrência, em conluio com o ex-presidente, Miguel Costa Gomes, do então vice-presidente, Domingos Pereira, dos ex-vereadores do PS Maria Armandina Saleiro e Alexandre Maciel, e do adjunto da presidência, Vasco Real (sobrinho do ex-presidente).
O barcelense Pedro Ferreira Martins, da Universidade do Minho, está a representar Portugal no programa de design sustentável e intercâmbio cultural “Weaving Futures”, que reúne estudantes de dez países na Tailândia.
Em comunicado, a academia minhota explica que a agenda inclui, até 25 de outubro, um workshop intensivo em Banguecoque, experiências de imersão cultural e técnica em Chiang Mai e uma residência criativa de novo na capital tailandesa.
O objetivo é cruzar saberes do artesanato, diferentes culturas, design criativo e práticas sustentáveis para responder melhor aos desafios ambientais, sublinha o comunicado.
Pedro Ferreira Martins frequenta o 3.º ano da licenciatura em Design de Produto na Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho, é de Barcelos e participa na iniciativa com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
O programa “Weaving Futures: a cross-cultural journey in sustainable design” é promovido pelo núcleo tailandês da EUNIC (EU National Institutes for Culture) e cofinanciado pela União Europeia. Junta alunos de instituições de nove países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal) e do país anfitrião.
Os participantes do programa. Foto: Princess Maha Chakri Sirindhorn Anthropology Centre
Esta metodologia prática e de intercâmbio visa colocar os alunos em contacto direto com o património artístico e os saberes locais, desafiando-os a integrá-los em propostas inovadoras de design contemporâneo que partilhem um compromisso firme com a responsabilidade ambiental. Os participantes trabalham também em pares, orientados por profissionais de ambos os continentes, para desenvolver novas visões e protótipos.
Estes trabalhos serão finalizados e apresentados publicamente naquele país asiático, no âmbito da Galleries’ Nights Bangkok (20 e 21 de novembro) e da Chiang Mai Design Week (5 a 13 de dezembro).
Ontem, choveu dentro do Mercado Municipal de Barcelos, que reabriu há cerca de um mês, após obras de requalificação de 4,8 milhões de euros.
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a água a cair com intensidade do telhado, alagando os corredores.
Vídeo: Celeste Costa / Facebook
Contactada por O MINHO, a Câmara de Barcelos garante que as “infiltrações não afetaram nenhum operador do Mercado, pelo que não causaram qualquer prejuízo”.
“Tendo em conta que a obra ainda se encontra dentro do prazo de garantia, o empreiteiro foi contactado de imediato pela Câmara Municipal e comprometeu-se a proceder em conformidade para corrigir a situação com a maior urgência”, acrescenta a autarquia.
Em relação ao inicialmente previsto, há uma derrapagem de cinco anos no prazo de execução e de 2,9 milhões de euros no investimento.
Uma derrapagem que o município justifica com o facto de o concurso lançado pelo anterior executivo (PS) não respeitar a legislação atual e conter “deficiências técnicas que impediam a reabertura” do mercado.
O concurso público foi lançado em 2018, quando a Câmara de Barcelos era liderada pelo Partido Socialista (PS).
“Após a conclusão da referida empreitada, e já durante o primeiro mandato do executivo municipal liderado pela coligação PSD/CDS-PP/BTF, verificou-se que o concurso lançado pelo anterior executivo não respeitava a legislação atual e continha deficiências técnicas que impediam a reabertura do Mercado Municipal”, explicou o município.
Houve, assim, necessidade de lançar novo concurso e de promover obras adicionais, aumentando o prazo de execução da obra e inflacionando os custos.
O investimento foi financiado em 3,2 milhões de euros por fundos europeus.
Enquanto decorreram as obras, o mercado funcionou em instalações provisórias.
A intervenção incidiu sobre os dois principais pátios interiores, que passaram a ser cobertos e encerrados através de estruturas metálicas, madeira e vidro, com soluções de controlo térmico e iluminação natural.
“Estas novas estruturas permitem proteger os espaços da chuva, vento, frio e excesso de exposição solar, reduzindo simultaneamente o impacto visual da intervenção sobre a envolvente”, sublinhou o município, em comunicado, na altura da inauguração.
Acrescentou que os espaços centrais ganharam também “maior versatilidade” e passaram a poder acolher, para além da atividade regular do mercado, feiras, exposições, atividades culturais e outros eventos.
“A reabilitação pretendeu conciliar a preservação do valor arquitetónico do mercado com a sua adaptação às exigências contemporâneas, assegurando melhores condições de utilização e reforçando a sua capacidade para acolher novas funções e dinâmicas”, lia-se ainda no comunicado.
Segundo o município, o mercado, além de um espaço de comércio, foi pensado para se tornar num “verdadeiro ponto de encontro da comunidade”.