Com 780 metros quadrados, mais de 160 anos de história e uma localização privilegiada entre o Oceano Atlântico e o Caminho Português da Costa de Santiago, um edifício no centro de Vila Praia de Âncora desperta interesse pelo seu potencial para hotelaria, turismo e habitação. Fábio Neves, CEO do Grupo NBT, analisa as possibilidades de investimento nesta propriedade histórica.
Há edifícios que contam a história de uma localidade e outros que parecem reunir as condições para escrever um novo capítulo dessa mesma história.
Em pleno centro de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, encontra-se um prédio construído em 1865, com 780 metros quadrados, cuja localização e características arquitetónicas abrem diferentes possibilidades de aproveitamento.
A poucos passos do mar e próximo do percurso do Caminho Português da Costa de Santiago, o imóvel beneficia de uma envolvente marcada pelo turismo balnear, pela gastronomia, pelo comércio tradicional e pela passagem de peregrinos que percorrem o litoral Norte de Portugal.
Atualmente comercializado pela Fábio Neves Imobiliária, através da marca FNAI Quintas & Luxo, o edifício apresenta potencial para projetos de reabilitação ligados à hotelaria, ao alojamento turístico ou à habitação.
Mas o que torna esta propriedade particularmente interessante para quem procura investir no mercado imobiliário do Alto Minho?
Investir em Vila Praia de Âncora: entre o Atlântico e os Caminhos de Santiago
Vila Praia de Âncora beneficia de uma localização que reúne diferentes motivos de visita. À sua tradição balnear juntam-se a proximidade a Caminha, as paisagens naturais do litoral minhoto e a ligação ao Caminho Português da Costa, uma das rotas utilizadas pelos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela.
Esta conjugação de fatores é particularmente interessante para projetos turísticos que pretendam chegar a diferentes públicos.
Para Fábio Neves, fundador da Fábio Neves Imobiliária e CEO do Grupo NBT, a localização constitui um dos principais argumentos deste edifício.
O que distingue este prédio de outras oportunidades de investimento imobiliário na região?Fábio Neves:“Estamos a falar de um edifício com mais de 160 anos, no centro de uma vila costeira, a poucos passos da praia e muito próximo de uma rota de peregrinação internacional. É uma combinação interessante. Temos a história do imóvel, a dimensão, o mar e uma localização que pode servir diferentes projetos. Não é uma propriedade que se encontre todos os dias.”
Caminho de Santiago e turismo: uma oportunidade para a hotelaria?
O Caminho Português da Costa tem vindo a afirmar-se como uma rota de peregrinação procurada por viajantes de diferentes nacionalidades.
Ao contrário do turismo exclusivamente balnear, associado sobretudo aos meses de verão, os percursos de peregrinação podem contribuir para a procura de alojamento noutras épocas do ano.
Para investidores interessados em hotelaria, esta diversidade de públicos pode ser um fator relevante na definição de um projeto.
Um hotel de charme, uma unidade de alojamento turístico ou um conceito de hospitalidade associado à história e à cultura local são algumas das possibilidades que poderão ser estudadas para o edifício de 1865.
A proximidade ao Caminho de Santiago pode representar uma vantagem para um futuro projeto hoteleiro?Fábio Neves:“Sem dúvida que é um fator a considerar. Vila Praia de Âncora não recebe apenas visitantes que procuram praia e férias. Está também ligada a um percurso internacional de peregrinação, que atrai pessoas com diferentes motivações e em diferentes alturas do ano. Um projeto hoteleiro bem pensado poderá explorar essa diversidade, oferecendo uma experiência ligada à identidade da região e à história do próprio edifício.”
A eventual transformação do imóvel numa unidade hoteleira dependerá, naturalmente, da avaliação das condições técnicas, urbanísticas e legais necessárias à sua concretização.
Um prédio histórico com potencial para habitação e investimento imobiliário
Embora a hotelaria seja uma das utilizações possíveis, o edifício apresenta igualmente características que justificam uma análise para fins habitacionais.
Com uma área de 780 metros quadrados e espaços atualmente destinados a comércio e habitação, a propriedade poderá permitir estudar soluções de reabilitação residencial, incluindo a criação de apartamentos ou a combinação de diferentes utilizações.
A localização central, a proximidade à praia e a facilidade de acesso ao comércio e aos serviços constituem características relevantes para quem procura habitação permanente, segunda residência ou imóveis destinados ao arrendamento.
Para além do turismo, considera que existe potencial para um projeto habitacional?Fábio Neves:“A habitação é uma possibilidade que merece ser estudada. O edifício tem dimensão e uma localização muito interessante. Podemos imaginar um projeto residencial que preserve a identidade arquitetónica da construção e, ao mesmo tempo, responda às necessidades atuais. O importante é encontrar a solução que melhor valorize o imóvel, respeitando sempre as condições técnicas e legais.”
Reabilitar um edifício de 1865: os cuidados antes de investir
A recuperação de imóveis históricos exige uma abordagem diferente da aquisição de uma propriedade recente.
Antes de avançar, importa avaliar o estado estrutural do edifício, os custos de intervenção, as condicionantes urbanísticas e a viabilidade da utilização pretendida.
A preservação dos elementos arquitetónicos originais pode também assumir um papel importante na valorização de um projeto, sobretudo quando se pretende criar uma unidade turística diferenciadora.
Que aconselhamento daria a um investidor interessado em recuperar um prédio com estas características?Fábio Neves:“O primeiro passo é conhecer bem o imóvel e perceber o que é possível fazer. É essencial estudar os custos, as condições estruturais e o enquadramento legal. Uma boa localização e um edifício com história são excelentes pontos de partida, mas um investimento deve ser sustentado por um projeto realista e tecnicamente bem fundamentado.”
Com uma carreira iniciada aos 22 anos e experiência na liderança de equipas responsáveis por mais de 400 milhões de euros em vendas, Fábio Neves tem vindo a desenvolver a atividade imobiliária no mercado nacional e internacional.
Através da FNAI Quintas & Luxo, a empresa aposta na comercialização de propriedades diferenciadoras, incluindo quintas, imóveis históricos e edifícios com potencial de valorização.
O acompanhamento aos investidores pode ir além da aquisição. A integração da imobiliária no Grupo NBT, do qual faz parte a Brigitte Works, permite articular serviços de arquitetura, engenharia e acompanhamento de obras, particularmente importantes em projetos de reabilitação.
Um novo futuro para um edifício histórico em Vila Praia de Âncora
Entre o mar, a história e os Caminhos de Santiago, Vila Praia de Âncora reúne características que permitem equacionar diferentes projetos imobiliários.
O prédio de 1865 é um exemplo de como o património existente pode ganhar uma nova utilização, contribuindo simultaneamente para preservar a identidade arquitetónica da vila.
Que mensagem deixaria a quem esteja a considerar investir nesta propriedade?Fábio Neves:“Acredito que há imóveis cujo verdadeiro potencial só se percebe quando olhamos para além da sua utilização atual. Este edifício tem história, dimensão e uma localização que merece atenção. Seja para hotelaria, turismo ou habitação, o essencial é desenvolver um projeto que respeite o seu passado e lhe dê uma nova vida.”
Com 780 metros quadrados e localização central em Vila Praia de Âncora, o imóvel encontra-se disponível em exclusividade através da Fábio Neves Imobiliária, na sua marca FNAI Quintas & Luxo.
Para quem procura investir no litoral Norte de Portugal, esta propriedade representa uma possibilidade de conciliar património histórico, turismo e novas soluções habitacionais.
Influencer João Amorim encontrou uma víbora-de-seoane. Filmou uma interação com essa cobra venenosa. Não há perigo, garante. Só há dois tipos de cobras venenosas e perigosas em Portugal: João Amorim cruzou-se com uma delas, a víbora-de-seoane. João é influencer; comprou meia aldeia em Castro Laboreiro, em Melgaço, para recuperar um projeto de turismo rural. Enquanto caminhava pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, encontrou uma cobra venenosa, a tal víbora-de-seoane. João Amorim explicou que existem quatro tipos de cobras venenosas em Portugal, mas só duas são perigosas: víbora cornuda e víbora-de-seoane. “Normalmente, as víboras-de-seoane têm um padrão, só que aqui nesta zona
A Câmara de Vieira do Minho realiza, no próximo dia 25 de outubro (domingo), mais uma caminhada integrada no projeto “A Serra da Cabreira em Família”, que desta vez será dedicada ao tema “Santa Marta de Rossas: Entre a Paisagem do Ermal e a Arte dos Caldeireiros”.
Em comunicado, a autarquia adianta que a iniciativa tem início marcado para as 10:00, com ponto de encontro no parque de estacionamento do teleski, e propõe um percurso de aproximadamente quatro quilómetros, que permitirá aos participantes desfrutar da paisagem envolvente da Ilha do Ermal e conhecer alguns dos elementos que marcam a identidade cultural e patrimonial desta região.
“Um dos momentos de destaque será a visita às oficinas dos caldeireiros de Santa Marta em Rossas, numa oportunidade para conhecer de perto esta arte tradicional, recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de Salvaguarda Urgente. Este reconhecimento reforça a importância de preservar e valorizar um saber-fazer transmitido ao longo de gerações, que constitui uma referência da memória coletiva e da identidade local”, salienta a autarquia.
O percurso contempla ainda a passagem pelas capelas de Santa Marta e de Santa Marinha, conjugando o contacto com a natureza com a descoberta do património religioso e cultural da freguesia.
“Com esta caminhada, o Município pretende incentivar a prática de atividade física ao ar livre, promover o convívio entre famílias e dar a conhecer os recursos naturais, históricos e culturais do concelho, valorizando o património que distingue cada comunidade”, destaca o comunicado.
A participação está sujeita a inscrição, disponível através do formulário online (aqui).
Os Fins de Semana Gastronómicos de Vieira do Minho estão de volta, no sábado e domingo, numa edição dedicada aos pratos confecionados com castanhas.
A iniciativa “Vieira, tradição à mesa 2026” pretende “valorizar a riqueza da gastronomia local, dar destaque aos produtos da época e promover a restauração do concelho, proporcionando a quem visita Vieira do Minho uma experiência que alia os sabores tradicionais à identidade do território”.
Durante este fim de semana, as castanhas assumem o protagonismo à mesa, integrando pratos que “evocam os sabores do outono e a tradição gastronómica minhota”.
“A iniciativa constitui também uma oportunidade para descobrir a oferta dos restaurantes aderentes e desfrutar da hospitalidade que caracteriza Vieira do Minho”, sublinha a autarquia.
A edição de 2026 dos Fins de Semana Gastronómicos apresenta um calendário diversificado, com propostas que percorrem os sabores “mais representativos da cozinha tradicional” ao longo do ano.
Depois das couves com feijão amarelo, do cozido à portuguesa, do cabrito da serra, do anho bordaleiro, do arroz de feijão amarelo com nacos à Vieira e da vitela assada, o programa prossegue em novembro com os pratos com cogumelos, terminando em dezembro com as papas de sarrabulho com rojões e castanhas.
A iniciativa é promovida pelo Município de Vieira do Minho e conta com a participação de diversos estabelecimentos de restauração do concelho. Para o próximo fim de semana, os interessados devem contactar os restaurantes aderentes para efetuar reserva, sendo que a participação gastronómica termina ao domingo.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu hoje aos manifestantes do Movimento pela Habitação, no Porto, que “não sejam egoístas” quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser “extraordinariamente criteriosas e respeitadoras”.
O Movimento pela Habitação que está em protesto no Porto desde sábado denunciou que durante a madrugada de hoje houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 37 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.
“Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa. E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso, sobre a dimensão […] daquilo que é legítimo, que é protestar, que é exprimir uma posição política face àquilo que é dominante no país”, declarou Luís Montenegro em resposta aos jornalistas.
Falando na chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia em que o Movimento pela Habitação denunciou uma forte intervenção policial durante a noite, o chefe de Governo vincou: “Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está”.
“Eu não tenho elementos para poder emitir uma opinião, [mas] aquilo que me parece é que as nossas forças de segurança são extraordinariamente criteriosas e respeitadoras destes princípios, o princípio da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, adiantou.
Cerca de 70 docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade do Minho (UMinho) assinam um manifesto, hoje divulgado, de repúdio pela receção do embaixador de Israel em Portugal na Câmara de Guimarães, assumindo “perplexidade” perante a iniciativa.
“Um grupo de docentes, investigadores e trabalhadores não docentes e não investigadores da Universidade do Minho, com ligação à vida política, social e cultural do Município de Guimarães, subscreveu um manifesto de repúdio pela receção do Embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, pelo Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, no passado dia 14 de setembro”, lê-se no manifesto, enviado à agência Lusa.
Aquando da receção, o município explicou que o encontro permitiu explorar novas possibilidades de colaboração em áreas estratégicas para o desenvolvimento do território, como a inovação, a tecnologia, a proteção civil, a qualificação de recursos humanos e a atração de investimento.
“Mais tarde, em resposta à contestação cívica que o facto suscitou, o autarca respondeu, invocando a normalidade das relações diplomáticas e rejeitando que a receção do embaixador representasse uma tomada de posição sobre a política internacional daquele país. A nosso ver, porém, o facto é gravíssimo por objetivamente branquear um genocídio de dimensões terríveis que prossegue quotidianamente na Palestina”, frisam os signatários.
Um mês depois, estes 66 elementos da comunidade académica da UMinho, sediada em Braga e com um polo em Guimarães, “manifestam perplexidade” perante a iniciativa e os seus objetivos.
“Consideram que, perante a gravidade da situação vivida na Palestina, este encontro não pode ser entendido como um simples ato de normalidade diplomática, contribuindo, pelo contrário, para a normalização da atuação do Estado de Israel e para o branqueamento das graves violações dos direitos humanos denunciadas no manifesto”, sustentam os subscritores.
Os signatários lembram que “a atuação de Israel como potência ocupante da Palestina é reconhecida pela comunidade internacional, dos seus órgãos multilaterais aos cidadãos comuns, como profundamente criminosa e passível de condenação na justiça”.
“O Sr. Oren Rozenblat, recebido tão galhardamente na Câmara de Guimarães, é o representante desse crime no nosso país. E não por acaso tem assumido, em inúmeras ocasiões, com uma arrogância acintosa e insolente, a defesa dos atos hediondos praticados pelo governo, os militares e os colonos. Além disso, costuma acrescentar ameaças e comentários inaceitáveis em relação aos que no nosso país denunciam o genocídio em curso”, refere o manifesto.
Os signatários dizem não acreditar que o presidente da Câmara de Guimarães “concorde com o governo do estado sionista em que Israel terá adquirido um direito superior e absolutamente ilimitado de se defender, justificando, assim, a matança de dezenas de milhares de civis inocentes, como inevitavelmente o são as crianças, e classificando-os como danos colaterais”.
“Mas terá consciência de que o seu gesto, mesmo que reduzido a um mero ato formal, apenas contribui para obliterar tal situação? Não entenderá que manter uma atitude de ‘business as usual’ significa acatar este nível de violência como algo aceitável que, quer queiramos quer não, levaremos por diante em função dos nossos interesses mútuos? Achará mesmo que um genocídio pode ser apagado por um aperto de mão condescendente?”, questionam.
A receção do presidente da câmara de Guimarães, Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP), ao embaixador de Israel em Portugal provocou também contestação política no concelho, com PS, BE, Livre e CDU a questionarem a estratégia seguida pelo município.
Também o compositor César Viana deixou a direção artística do Festival de Música Religiosa de Guimarães, motivada pelo “profundo desacordo com a aproximação institucional e comercial” entre este município e Israel, no atual contexto da situação em Gaza.
Militares da GNR recolheram uma águia ferida, na freguesia de Friastelas, no concelho de Ponte de Lima, foi hoje anunciado.
Numa publicação nas redes sociais, o Comando Territorial de Viana do Castelo adianta que “a ave foi colocada em segurança, tendo sido assegurado o seu posterior encaminhamento, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.
“A proteção da fauna selvagem e a preservação da biodiversidade são compromissos da GNR, que atua diariamente na defesa da natureza e do ambiente”, conclui a publicação.
O Resiste – Movimento de Estudantes da Universidade do Minho convocou para o próximo dia 21 de outubro, às 13:00, no campus de Gualtar, em Braga, uma manifestação contra o aumento do preço dos quartos das residências públicas. Contestam ainda o aumento da propina e pedem a sua gratuitidade.
Agora, avançam para um protesto. “Esta manifestação é uma direta oposição ao aumento brutal do preço dos quartos das Residências Públicas tanto para estudantes bolseiros como não bolseiros, que o Governo decretou. Como já referido anteriormente, este ano letivo o teto máximo por cama para bolseiros passou de 91,44 para 161,14 euros, destacando-se ainda a prática de valores acima do limite máximo permitido por lei para estudantes bolseiros em quartos individuais nas Residências da Universidade do Minho, podendo atingir os 200 euros. Assim, é ultrapassado o teto máximo estabelecido no Decreto-Lei n.º 148/2026, de 20 de julho”, defendem.
Questionados por O MINHO, os Serviços de Ação Social explicaram que “os preços de alojamento em vigor foram aprovados pelo Conselho de Gestão dos SASUM e pelo Conselho de Ação Social, no qual estão representados os estudantes”.
E acrescentam: “A definição de preços diferenciados para os quartos individuais e duplos justifica-se pela existência de condições de alojamento distintas, nomeadamente ao nível da privacidade e conforto, mas também pela diferente afetação dos recursos disponibilizados. Neste contexto, a aplicação de um preço superior aos quartos individuais, relativamente aos quartos duplos, constitui um mecanismo de diferenciação tarifária fundamentado nas diferentes condições de alojamento oferecidas e na necessidade de assegurar uma gestão equilibrada e sustentável dos recursos da residência, permitindo ainda disponibilizar aos estudantes alternativas de alojamento com diferentes níveis de serviço e diferentes preços, consoante as suas preferências e as vagas disponíveis”.
Para os manifestantes, “considera-se um mau precedente que, numa Residência Estudantil Pública, pelo que se pode retirar das declarações, possa ser considerado aceitável exceder o limite decretado para que os estudantes possam viver em maior ‘privacidade e conforto’. Também a referência ao complemento de alojamento como forma de compensar esses aumentos é por si só errada. A existência do complemento de alojamento (que não seria suficiente para cobrir os aumentos) não permite que seja alterado o teto máximo. Para além disso, o novo Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) retira este ano letivo esse mesmo complemento de 50 euros a milhares de estudantes deslocados”.
Para os estudantes, “entre as razões que motivam a mobilização encontram-se ainda outras consequências da revisão do RABEEES que resultaria, no próximo ano letivo, numa descida do valor das bolsas para muitos dos estudantes que vêm de meios mais desfavorecidos, a descida do valor da bolsa de referência e a retirada da bolsa mínima a muitos dos estudantes que aos dias de hoje cumpriam os critérios para a receber. Acrescenta-se a estas razões a intenção de aumentar o valor das propinas, avançada pelo governo no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027, caminho contrário à gratuitidade do Ensino Superior que é reivindicada”.
“Também a revisão do Regime Jurídico de Graus de Diplomas do Ensino Superior, que excluiria estudantes de acederem a licenciaturas, mestrados e doutoramentos, é motivo de descontentamento”, acrescenta o manifesto.
“Sendo esta uma luta de todos apela-se à mobilização de todos os estudantes da Academia Minhota, inclusive de núcleos, associações, secções, comissões e grupos culturais, destacando-se a Associação Académica da Universidade do Minho que, como representante dos estudantes, deve assumir o papel de estar ao lado dos mesmos quando ataques desta magnitude nos são direcionados”, conclui o movimento estudantil.
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) espera ter a inteligência artificial (IA) a ajudar os produtores na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora até final de 2027, foi hoje divulgado.
Em comunicado, a CVRVV explica estar em causa “um projeto pioneiro”, promovido pela pela EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima , em parceria com a CVRVV e o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, com sede no Porto.
O SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de Vinhos arrancou em janeiro de 2026 e, “até ao final de 2027, será capaz de ler um rótulo, identificar as menções obrigatórias e assinalar o que está em falta ou apresentado incorretamente”.
A plataforma de inteligência artificial e certificação tem como objetivo “reduzir até 80% o tempo médio de resposta aos produtores, o que se traduz em maior celeridade também para quem exporta”, assinala a CVRVV.
O objetivo é “agilizar processos e a orientar os produtores, detetando os erros mais comuns e acelerando um processo moroso e complexo”, descreve a CVRVV.
“O desenvolvimento dos algoritmos de análise de imagem está a cargo do INESC TEC e a CVRVV contribui com o conhecimento do processo de apreciação e com rótulos reais da Região dos Vinhos Verdes, necessários ao desenvolvimento dos algoritmos, sob coordenação da EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes”, esclarece.
Pedro Carvalho, responsável de projeto no INESC TEC e professor da Universidade do Porto, afirma que a intenção é que os algoritmos de análise de imagem e a inteligência artificial em desenvolvimento “ajudem a CVRVV na sua missão, agilizando os processos e reduzindo overheads [custos indiretos] para os seus peritos, resultando num melhor serviço para os seus associados”.
“Desta forma o conhecimento gerado na investigação transferir-se-á para o mercado, e contribuindo para a economia nacional”, sustenta o docente.
Para a presidente da CVRVV, Dora Simões, está em causa “”um importante passo na otimização do processo de certificação, uma vez que cada garrafa de Vinho Verde certificada passa pela etapa de aprovação da rotulagem”.
De acordo com a responsável, aprovam-se anualmente “mais de 7.000 rótulos” na região.
“Tendo em vista que cada vez há mais referências de vinhos e o número de rótulos para aprovação tem incrementado, estamos muito expectantes quanto ao impacto extremamente positivo que o SMARTLabel terá no dia-a-dia dos produtores e dos técnicos, permitindo-lhes focar apenas na informação fundamental”.
Numa parceria entre o município de Chaves e a Universidade do Minho, Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, destacou a importância deste encontro como espaço de aproximação entre ciência, comunidade e território.
“O objetivo passa por valorizar os nossos recursos humanos e qualificar os nossos ativos, sejam empresas, sejam pessoas ou instituições, através do conhecimento”, num evento que de uma forma próxima e informal “permite colocar em diálogo investigadores, professores, jornalistas e outros profissionais”.
O autarca sublinhou que esta partilha é importante para criar novas formas de pensar e encontrar soluções para os desafios atuais. “Conhecimento é errar, mas errar é acrescentar e evoluir naquilo que possam ser novas soluções e novas formas”, sustentou, adiantando que a presença de personalidades reconhecidas do mundo científico e académico representa “qualidade, valor e diversidade” para transmitir conhecimento à comunidade.
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A Universidade do Minho tem 72 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, foi hoje divulgado pela instituição.
A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2026”, inclui quase 250 mil investigadores, sendo 1.060 deles ligados a instituições de Portugal. A UMinho surge com 17 unidades representadas e os seus primeiros nomeados na lista global são Natália Cruz-Martins (3.221.º lugar), Paulo Lourenço (5.738.º), Rui L. Reis (7.466.º), Fernando Pacheco-Torgal (9.545.º) e Assunção Flores (12.025.º).
De acordo com a UMinho, o documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 20 áreas e 174 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus referentes ao ano de 2025.
Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de “criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação”.
Da parte da UMinho, o Centro de Engenharia Biológica aparece com 19 investigadores: António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Carla Manuela Silva, Diana Priscila Pires, Eduardo Gudiña, Hugo Oliveira, José António Teixeira, Joana Azeredo, Lígia Rodrigues, Lúcia Chaves Simões, Luciana Pereira, Lucília Domingues, Luís Melo, Madalena Alves, Miguel Gama, Nuno Cerca, Ricardo N. Pereira, Russell Paterson e Sónia Silva. O Centro de Física tem dez representantes: Carlos Miguel Costa, Filipe Vaz, Frank Nelson Crespilho, João C. Barbosa, José Pedro Silva, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Libânio Martins, Senentxu Lanceros-Mendez e Vasco Teixeira.
Seguem-se com oito elementos o Grupo 3B’s (Banani Kundu, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis, Sandra Pina, Subhas Kundu, Tiago Silva, Vítor Correlo) e, com seis, o Centro Algoritmi (Anabela Alves, João Luís Afonso, João Varajão, Paulo Cortez, Sandro Pinto, Vitor Monteiro). Já o Centro de Microssistemas Eletromecânicos surge com Filipe Marques, Filipe Samuel Silva, Flávio Bartolomeu, Hélder Puga e Paulo Flores. Da parte do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde estão Agostinho Carvalho, António Salgado, João Espregueira-Mendes, Natália Cruz-Martins e Rui M. Reis.
Com três cientistas aparecem o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (Andrea Zille, Helena Felgueiras, Raúl Fangueiro), o Centro de Química (Daniela Correia, Renato Gonçalves, Rita Figueira) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (Joaquim Barros, Shaghayegh Karimzadeh, Paulo Lourenço).
A lista inclui igualmente Assunção Flores e Rute Santos, do Centro de Investigação em Estudos da Criança, além de Fernando Pacheco-Torgal e Paulo Ribeiro, do Centro de Território, Ambiente e Construção. Juntam-se ainda Ronaldo Sousa (Centro de Biologia Molecular e Ambiental), Beatriz Casais (Centro de Investigação em Gestão, Mercados e Sociedade), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais), José Brilha (Instituto de Ciências da Terra), Loïc Hilliou (Instituto de Polímeros e Compósitos) e Rui A. Lima (Centro de Engenharia Mecânica e Sustentabilidade de Recursos).
O estudo da Universidade de Stanford e da Elsevier apresenta uma segunda lista, de “carreira”, em que da UMinho surgem também Marian Brownell Anderson (Escola de Medicina), José Covas, Júlio Viana (ambos do Instituto de Polímeros e Compósitos), Manuel Filipe Costa, Yuliy Bludov (ambos do Centro de Física) e Wolfram Erlhagen (Centro de Matemática).
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Luís Miguel Loureiro, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, foi distinguido pela International Listening Association (ILA) como autor do melhor artigo publicado em 2025 na International Journal of Listening, a principal revista científica mundial de estudos sobre Escuta, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a academia minhota explica que o argumento central do artigo laureado desenvolve-se a partir da noção de que, no ecossistema comunicacional contemporâneo, a Escuta se torna, não só, essencial à própria existência da comunicação, mas um imperativo ético, uma vez que a saturação ruidosa do visível, a velocidade e o frenesim da experiência social encapsulam o indivíduo e constituem um bloqueio a uma comunicação que produza significado, diferença e relação com o outro.
O prémio foi atribuído pela primeira vez nos quase 40 anos da International Journal of Listening, editada pela ILA e que faz parte do vasto portefólio de revistas científicas do grupo Routledge/Taylor & Francis. A revista integra o nível mais elevado de indexação Scopus, encontrando-se no primeiro quartil da escala global de referenciação, na área da Comunicação – um dos indicadores mais utilizados na medição da qualidade da ciência produzida à escala global.
O júri do conselho editorial da International Journal of Listening – formado por 40 investigadores de universidades espalhadas pelos cinco continentes, das Américas à Europa, da Oceânia à Ásia e a África – avaliou todos os trabalhos do último ano nesta publicação, destacando “Toward an Understanding of Listening as Ethics”, de Luís Miguel Loureiro, “pelo contributo inovador no avanço da pesquisa em Escuta”.
Ruído bloqueia compreensão da diferença e do outro
O artigo parte da teoria dos sistemas do sociólogo Niklas Luhmann e de duas experiências de silêncio e de ruído, para propor que, num mundo comunicacionalmente afundado no ruído, na intensidade e na aceleração, as práticas de Escuta se tornam decisivas para a própria comunicação. “O problema não é apenas som e informação em demasia, mas um ambiente que fecha o sujeito na sua subjetividade e bloqueia o acesso ao significado dos acontecimentos e à diferença”, nota Luís Miguel Loureiro.
“Escutar deixa de ser um mero complemento da comunicação, para se transformar num ato decisivo, criador da própria instância comunicacional, por isso, um ato com profundas consequências éticas, sociais e políticas, no qual o sujeito-ouvinte é, verdadeiramente um sujeito político, um sujeito de ação ligado ao mundo e ao outro”, diz o autor, citado no comunicado.
Biografia
Luís Miguel Loureiro tem 57 anos e é natural da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro. Inicialmente licenciado em Bioquímica, em Coimbra, em 1992, concluiria, vinte anos depois, o doutoramento em Ciências da Comunicação, na UMinho, onde é atualmente professor no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais, sendo diretor da licenciatura em Ciências da Comunicação. Acumula estas funções com as de investigador integrado do CECS e membro da equipa de coordenação do Barómetro para a Qualidade da Informação da UMinho.
Além do trabalho recente na área dos estudos da Escuta, os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno da interseção entre jornalismo de guerra e propaganda, ativismo em rede e cultura visual.
Antes da carreira académica, foi jornalista durante três décadas, fundando a Rádio Terra Nova, na Gafanha da Nazaré, e passando depois pelas redações da Rádio Nova, da Rádio Comercial e, principalmente, da RTP, onde foi grande repórter e jornalista de investigação premiado (UNESCO, AMI, SPA). Para manter a ligação ao jornalismo, passou este ano a dirigir, pro-bono, o novo jornal digital De Norte a Sul.
A Câmara de Vila Nova de Cerveira adjudicou à Engigreen, Unipessoal Lda, construtora sediada em Caminha, a obra de requalificação do Centro Escolar de Covas pelo valor de 442.954 euros (mais IVA).
Segundo o contrato público publicado no portal Base.gov, hoje consultado por O MINHO, o prazo de execução é de 180 dias.
A empreitada de requalificação global do Centro Escolar de Covas será paga com 370 mil euros contemplados no orçamento municipal de 2026 e o valor restante no do próximo ano.
“A adjudicação é feita pelo valor de 442.954,92 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor. O encargo resultante do presente contrato, no montante de 469.532,22 euros, com o compromisso n.º 1304/2026, de acordo com o previsto no n.º 3 do artigo 5.º da LCPA, na importância de 369.756,62 pelo orçamento do ano de 2026 e no valor de 99.775,60 euros pelo orçamento do ano de 2027 e pela seguinte rubrica da classificação económica do orçamento do Município de Vila Nova de Cerveira, que apresenta a dotação disponível de € 370.265,00 (trezentos e setenta mil e duzentos e sessenta e cinco euros) e de € 100.000,00 (cem mil euros), respetivamente”, pode ler-se no contrato.
O treinador do Famalicão, Carlos Carvalhal, mostrou-se hoje confiante na vitória frente ao Alverca, na segunda-feira, na oitava jornada da I Liga de futebol, embora antecipe um encontro difícil.
“Estudámos bem o adversário. Treinámos, acho que, muito bem”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa, sublinhando estar com “muita confiança na equipa e na conquista dos três pontos”.
O técnico descreveu o Alverca como “uma equipa agressiva, jovem, também como o Famalicão”, destacando que defende alto em 4-4-2 e se organiza em 5-4-1 quando recua.
O treinador apelou ainda à “força extra” dos adeptos para superar uma “boa equipa”.
Sobre a interrupção de três semanas do campeonato, classificou-a como “altamente negativa”, tanto para os clubes como para os adeptos, reconhecendo uma quebra na continuidade da evolução da equipa.
“Os clubes não têm receitas, estão praticamente imobilizados. Os jogadores não se valorizam”, sustentou, embora tenha destacado a resposta nos particulares dos futebolistas que permaneceram no clube e o regresso dos internacionais em boas condições.
O técnico confirmou ainda a disponibilidade de Tom van de Looi, recuperado de lesão, e não antecipa grandes alterações no ‘onze’, admitindo ajustes estratégicos.
O Famalicão, 13.º classificado, com sete pontos, recebe o Alverca, 10.º, com oito, na segunda-feira, às 20:15, no Estádio Municipal de Famalicão, no encontro que encerra a oitava jornada da I Liga, com arbitragem de Sérgio Guelho, da associação da Guarda.
Melissa Mattedi, antiga diretora-geral de Turbo e Thermal Technologies da BorgWarner no Brasil, assumiu a direção da fábrica da empresa em Viana do Castelo.
A executiva brasileira iniciou funções no novo cargo em setembro e tornou-se a primeira mulher brasileira a liderar uma planta da BorgWarner na Europa. A unidade de Lanheses, que combina negócios de combustão e eletrificação, é praticamente o dobro do tamanho da operação que Melissa comandava no Brasil.
A fábrica de Viana produz sistemas de recirculação de gases de escape (EGR) e soluções de gestão térmica para veículos eletrificados, como sistemas de aquecimento e arrefecimento de baterias e habitáculo, destinando-se a veículos ligeiros e pesados.
Entre os principais objetivos da nova diretora-geral está a melhoria da eficiência operacional e da rentabilidade da unidade, aplicando uma gestão integrada que aproxime as diferentes áreas da empresa, modelo que já tinha implementado com sucesso no Brasil.
Os restos mortais da beata Alexandrina, conhecida como a “Santinha de Balazar”, foram trasladados este sábado da Igreja Paroquial para o novo Santuário Eucarístico, em Balazar, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.
A cerimónia, presidida pelo arcebispo de Braga, José Cordeiro, decorreu esta manhã e marca o início das celebrações de inauguração do espaço, que será celebrado amanhã, domingo, às 16h00, pelo núncio apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso.
O novo santuário, cujo investimento rondou os 14 milhões de euros, tem capacidade para cerca de 1.800 pessoas sentadas e foi projetado para acolher os cerca de 250 mil peregrinos que anualmente visitam Balazar.
A Embaixada da Índia em Lisboa emitiu esta sexta-feira um comunicado oficial em que condena o que descreve como um caso de “vilificação e discriminação direcionada” contra pessoas de origem indiana, que resultou numa altercação num festival indiano em Odivelas, no passado domingo.
O caso em questão foi provocado pelo ativista de extrema-direita Afonso Gonçalves, que habitualmente invade festas da comunidade indiana em Portugal para fazer vídeos para as redes sociais.
O português, líder do movimento de extrema-direita “Reconquista”, voltou a inserir-se na festa e entrou em confronto com alguns dos participantes, acabando por ter de correr em fuga a alguns elementos da diáspora indiana que o queriam agredir.
Recorde-se que o movimento Reconquista celebrou no passado mês de setembro um encontro com outros apoiantes da extrema-direita no restaurante “O Dragão”, em Famalicão, levando a que o estabelecimento emitisse um comunicado dias depois afirmando a sua neutralidade.
Algumas das ideias radicais do movimento passam por deportar todos os imigrantes e retirar o voto às mulheres, havendo alguns que defendem a prisão de políticos e até a sua morte por enforcamento, como sugeriu recentemente na rede social “X” o Manuel Morgado, um dos apoiantes e orador nos congressos da Reconquista – e que, entretanto, apagou a sua conta naquela rede social.
No comunicado da embaixada indiana, a representação diplomática indiana afirma ter tomado conhecimento do incidente e considera-o “um motivo de preocupação”. Recorda que a Índia tem “uma longa tradição de tolerância e respeito pela diversidade de fés e pontos de vista, evidenciada pela coexistência pacífica de várias religiões e comunidades ao longo da sua história”.
A Embaixada destaca ainda o contributo positivo da diáspora indiana – estimada em mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo – “para o desenvolvimento dos países de acolhimento e para o enriquecimento cultural das sociedades onde reside, incluindo Portugal”.
“Incidentes de ataque injustificado a locais de culto indianos e a pessoas de origem indiana constituem, por isso, motivo de preocupação”, sublinha o texto.
A Embaixada agradece às autoridades portuguesas e expressa a expectativa de que “continuem a garantir a segurança, a dignidade e a proteção da comunidade indiana em Portugal, bem como a prevenir quaisquer formas de discriminação”.
A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é marcada sobretudo pela continuidade, apelando a que essa estabilidade se traduza em alívio fiscal real e em execução.
“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém uma trajetória responsável nas contas públicas e contém sinais positivos para famílias e empresas. É, contudo, uma proposta marcada sobretudo pela continuidade. O seu valor dependerá menos dos anúncios e mais da capacidade de produzir alívio fiscal real, investimento produtivo e resultados mensuráveis na economia”, refere a AEMinho, em comunicado.
A associação classifica de “sinais positivos” as previsões de um saldo orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de crescimento económico de 2,1% e de redução da dívida pública para 84,5%.
“A AEMinho valoriza a disciplina orçamental e a previsibilidade, que são condições importantes para o investimento. Estes indicadores devem, porém, ser lidos também em termos reais”, assumem os empresários do Minho.
Com uma inflação prevista de 2,3%, “a subida dos preços tende a aumentar a receita fiscal nominal e o próprio PIB nominal”, diz esta associação, sublinhando que um “PIB nominal mais elevado pode melhorar mecanicamente o rácio da dívida sem corresponder, na mesma proporção, a maior produtividade, poder de compra ou capacidade de investimento”.
A AEMinho defende que “este efeito não invalida o esforço de consolidação, mas recomenda prudência na leitura dos resultados”.
Do ponto de vista fiscal, a associação entende que a proposta “altera pouco”.
“Os códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI não sofrem alterações. A atualização dos escalões de IRS em 3,88% é positiva e ajuda a limitar a progressividade fria. Também a taxa geral de IRC prevista para 2027, de 18%, representa uma evolução favorável, embora resulte de uma trajetória anteriormente definida e não de uma reforma introduzida por esta proposta”,avalia a AEMinho.
Para esta associação, o alívio fiscal anunciado deve ser avaliado pelo seu efeito concreto.
“A carga fiscal e contributiva deverá permanecer em 35% do PIB, mantêm-se várias contribuições setoriais e as taxas ambientais aumentam 4%. A ausência de agravamentos generalizados é positiva, mas não equivale a uma redução estrutural da carga fiscal”, adverte a AEMinho.
Nesse sentido, “importa evitar uma ilusão fiscal em que a receita e os rácios melhoram nominalmente, sem que famílias e empresas ganhem capacidade económica real”, referem os empresários do Minho, salientando que “mais faturação nominal também não significa maior rentabilidade quando os custos aumentam”.
A AEMinho vê igualmente como positivo o objetivo de valorização salarial e a manutenção de incentivos associados aos prémios de produtividade e aos aumentos das remunerações.
Contudo, os empresários do Minho defendem que “os salários só podem crescer de forma sustentada quando acompanhados por produtividade, investimento, escala e maior valor acrescentado”.
Esta associação entende que o “Estado deve participar nesse esforço através de menor tributação sobre o trabalho e de condições que permitam às empresas investir, inovar e competir”.
A AEMinho refere também que para o Minho e para o Norte “é essencial que o investimento público seja territorializado”.
“Mobilidade, ligações ferroviárias e rodoviárias, energia, água, áreas de localização empresarial, relação económica com a Galiza e infraestruturas como o PLISAN [Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves] são fatores concretos de competitividade. A referência ao investimento em todo o território deve traduzir-se em projetos, verbas e calendários”, indica o comunicado.
A AEMinho, presidida por Ramiro Brito, diz que vai acompanhar “de forma construtiva a discussão parlamentar do OE2027, mantendo a exigência quanto aos resultados”.