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Revalida 2026/2: divulgado resultado de casos de logística e de saúde

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O resultado individual da análise de solicitações apresentadas por participantes da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) 2026/2, que tiveram problemas logísticos durante a prova ou faltaram por doenças infecciosas, foi divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O resultado está na Página do Participante, dentro do Sistema Revalida.

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Os recursos aprovados dão garantia ao participante da isenção da taxa de inscrição na primeira edição do Revalida de 2027.

O participante que não se inscrever na 1ª Etapa do Revalida 2027/1 perderá automaticamente o direito à isenção da taxa de inscrição dessa etapa e nas próximas edições do exame.

As ocorrências relacionadas a problemas logísticos durante a aplicação das provas ou a doenças infectocontagiosas devem estar entre as previstas no edital do exame.

Revalida

O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.

Do autoexame à dor inesperada: histórias reais e os desafios do câncer de mama

19 October 2026 at 21:14
“Fiz o autoexame em casa e descobri um nódulo. Depois disso, fui ao mastologista e fiz os exames. Em dezembro, depois da biópsia e do imuno-histoquímico, veio o diagnóstico de câncer de mama triplo-negativo, que é um tipo de câncer agressivo.”O depoimento é da corretora de seguros Isabela Gargur, de 30 anos, que descobriu que estava com câncer de mama no segundo estágio. Ela lembra que era outubro de 2025 quando decidiu fazer pela primeira vez o autoexame, após participar de uma palestra do Outubro Rosa — campanha de conscientização e prevenção do câncer de mama.Na época, Isabela tinha 29 anos e não sentia nenhum sintoma. “Eu não tive nenhum tipo de sintoma, dor ou nada. Só vi mesmo o caroço. Apesar de não sentir nada, descobri que já estava em um estágio mais avançado”, explica.“Primeiramente, foi um choque. No dia em que abri o resultado, para mim foi devastador. Mas, depois que comecei a fazer o tratamento em si, fui levando com certa naturalidade”, esclarece a corretora de seguros. Ainda em tratamento, ela revela que, apesar do diagnóstico assustador, a parte mais complicada é conciliar a vida de mãe atípica com a de paciente oncológica. Ela é mãe de um menino de seis anos com autismo. Isabela descobriu o câncer ao 29 anos - Foto: Arquivo pessoal Tratamento, reconstrução e investigação genéticaIsabela iniciou o tratamento em janeiro deste ano e, desde então, já fez 12 quimioterapias brancas e quatro vermelhas. Em julho, fez uma cirurgia conservadora, na qual retirou um quadrante da mama e alguns linfonodos da axila. O procedimento também incluiu a reconstrução mamária com gordura do próprio corpo, sem o uso de prótese.Isabela explica que, embora exista histórico familiar da doença, seu caso não foi considerado hereditário.“Eu tive parentes distantes que tiveram a doença e fiz duas vezes os testes genéticos, mas nenhum deles deu como hereditário. A geneticista me explicou que, quando a gente está no útero, pode ocorrer uma má-formação quando os genes se multiplicam. Mas que fosse hereditário, não foi”, finaliza.Atualmente, ela realiza sessões diárias de radioterapia e, entre uma sessão e outra, compartilha sua rotina de tratamento, os desafios enfrentados e as experiências durante o processo de recuperação em sua página na rede social, @belagargur. O objetivo é dividir sua vivência com outras mulheres e ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.Estimativas e dados do câncer de mama na BahiaO caso de Isabela faz parte da estatística do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2023-2025. O órgão estimou para a Bahia 4.230 novos casos de câncer de mama por ano. Desse total, 1.340 seriam contabilizados em Salvador.Embora os números projetados não correspondam à quantidade real de diagnósticos registrados, eles permitem estimar a dimensão do problema e compreender a importância do autocuidado e da adoção de medidas preventivas para reduzir os riscos e favorecer a identificação precoce do câncer de mama.Para 2026, o INCA prevê 4.480 novos casos da doença na Bahia, com taxa bruta de 58,54 casos por 100 mil mulheres. Em Salvador, a projeção é de 1.340 novos casos, com taxa de 94,41 por 100 mil mulheres.Dados consolidados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgados em 2025, mostram que 1.349 mulheres morreram em decorrência da doença no estado em 2024, correspondendo a uma taxa de mortalidade de 17,5 óbitos por 100 mil mulheres.Do autoexame à dor inesperada: caminhos distintos até o diagnóstico“Eu sempre tive vontade de fazer a cirurgia de redução de mama, porque tinha uma mama muito grande, considerada gigante. Eu protelei várias vezes. Em fevereiro de 2025, senti uma dor na mama esquerda, uma única dor que me fez ir à emergência.”Foi em um atendimento de emergência, após fazer uma tomografia do tórax para investigar uma dor precordial, que a enfermeira Ana Carla Andrade, na ocasião com 37 anos, descobriu um nódulo na mama esquerda.“A tomografia não vê mama, mas o médico disse: ‘tem um nódulo na sua mama, procure um médico’”, lembra Ana Carla, revelando que, em 13 de março, foi a uma consulta com um mastologista. Ana Carla descobriu o câncer ao sentir dor na mama esquerda - Foto: Arquivo pessoal “O mastologista fez o exame físico e falou que tinha todas as características de câncer. Eu falei: ‘doutor, eu sou enfermeira, sou da área de saúde e quero que o senhor seja claro comigo. Quais são as possibilidades?’. Ele disse que precisava de um exame para confirmar, mas que tinha 90% de certeza de que era um câncer de mama, por causa do tamanho, da irregularidade e da retração da pele”, lembra.“Meu mundo desabou naquele dia. Eu ainda precisava fazer o exame de punção para confirmar o diagnóstico. Em 16 de abril já estava na primeira quimio. Fiz quatro vermelhas, que derrubam o cabelo, e 12 brancas semanais”, conta ela sobre o início do tratamento.Durante o processo, Ana Carla perdeu os cabelos e fez mastectomia radical bilateral — a esquerda por necessidade e a direita por prevenção. Após a colocação das próteses, precisou voltar à mesa de cirurgia para mais dois procedimentos extras por conta de uma inflamação e infecção da prótese. Em março deste ano, ela iniciou a hormonioterapia — tratamento que será realizado durante dez anos — e o bloqueio ovariano, por um ano.Falta de autocuidado, abandono e pesquisa científicaQuando descobriu a doença, Ana Carla diz que mantinha uma rotina intensa, dividida entre o trabalho e as responsabilidades familiares com o marido e com os filhos. Raramente tinha tempo de se cuidar.“Eu trabalhava 12 horas por dia, estava com 107 kg, era sedentária e, quando tinha tempo livre, ficava em casa com meus filhos. Toda a minha programação era voltada para eles e para o meu marido. Eu não ia ao médico”, conta.“Eu tinha um relacionamento de 7 anos, ia fazer 8 em novembro. Ele foi a primeira pessoa que virou as costas quando fiquei doente. Entrei na estatística das mulheres que são abandonadas pelo marido quando têm câncer. Hoje, sou mãe solo”, lamenta a enfermeira. Sobre o histórico familiar, Ana reflete: “A princípio, pensei que o câncer pudesse ser hereditário, porque uma tia por parte de pai já teve câncer de mama. Mas fiz o teste genético e deu negativo. Não tenho predisposição genética identificada para nenhum tipo de câncer”.Embora o teste genético não tenha identificado predisposição hereditária para a doença, Ana segue em busca de respostas sobre o seu desenvolvimento.“Inclusive, estou participando de uma pesquisa da UFBA [Universidade Federal da Bahia]. Fiz uma entrevista e estou esperando o andamento do processo da pesquisa. A médica estudou meus 100 genes e disse que vai me incluir em uma análise mais completa de DNA e RNA para tentar entender o que aconteceu para eu ter desenvolvido esse câncer”, esclarece. Orientação médica e a importância dos exames preventivosReceber o diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado, marcado por dúvidas, muito medo e insegurança. Para muitas mulheres, enfrentar a doença também significa lidar com mudanças nos planos, na rotina e na forma de enxergar o futuro. Nesse contexto, o acompanhamento médico e o acolhimento durante todas as etapas do tratamento são fundamentais.A oncologista Lygia Tinoco, do Hospital Fundação Bahiana de Cardiologia e Combate ao Câncer (HFBCCC), ressalta que, apesar do susto inicial, as mulheres não devem se desesperar diante de uma alteração na mamografia, já que esse resultado não significa, necessariamente, um diagnóstico de câncer de mama.No entanto, a especialista explica que o achado exige uma investigação criteriosa para esclarecer a causa da alteração e definir os passos seguintes, evitando que o resultado seja associado automaticamente à confirmação da doença.“Se 14,2% dos exames realizados pelo SUS na Bahia em 2024 tiveram resultado de risco elevado, isso não significa que todas essas mulheres tenham recebido diagnóstico de câncer, mas que uma parcela dos exames exigiu uma investigação mais criteriosa”, esclarece.A oncologista explica que, quando o câncer é confirmado, a investigação considera características como o tipo histológico, o tamanho da lesão, o comprometimento dos linfonodos, os receptores hormonais e o HER2, entre outros marcadores. Ela pontua que esses fatores são fundamentais para determinar a abordagem terapêutica mais adequada a cada paciente. Por isso, duas mulheres com câncer de mama podem receber tratamentos diferentes, de acordo com o estágio e as características da doença.“Nesses casos, o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica, conforme o estágio e as características da doença. Por isso, é importante que a mamografia seja feita ao menos uma vez ao ano, como forma preventiva, conforme a faixa etária ou histórico familiar de cada mulher”, destaca a oncologista Lygia Tinoco.

Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).

O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

Investimento de 43 milhões vai criar 83 postos de trabalho no Hospital de Guimarães

19 October 2026 at 19:14

O Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, vai receber o Instituto de Teranóstica do Alto Ave (ITAAVE), num investimento estimado de 43 milhões de euros e 83 postos de trabalho previstos, indicou hoje o município.

“Com instalação prevista no campus do Hospital da Senhora da Oliveira, o ITAAVE representa um investimento estimado em 43 milhões de euros e prevê a criação de uma unidade avançada de teranóstica e medicina nuclear”, explica a Câmara de Guimarães, em comunicado.

A abordagem teranóstica combina exames que permitem identificar características específicas de uma doença com tratamentos dirigidos, procurando tornar a abordagem terapêutica mais precisa e personalizada, nomeadamente na área oncológica.

A assinatura do memorando de entendimento entre os parceiros, nomeadamente a Unidade Local de Saúde (ULS) Alto Ave – do qual faz parte o Hospital Senhora da Oliveira – e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), decorreu na sexta-feira, no Teatro Jordão, em Guimarães, distrito de Braga, nas IV Jornadas de Estruturação do Ecossistema Colaborativo e Multimodal em Saúde do Alto Ave.

Segundo o comunicado, o presidente da Câmara enalteceu “o alcance do projeto para o futuro do concelho, sublinhando que a sua concretização poderá reforçar a capacidade de Guimarães para acolher conhecimento especializado, criar emprego qualificado e afirmar-se numa área de elevado valor científico e tecnológico”.

Ricardo Araújo “destacou a saúde como uma prioridade estratégica do executivo, defendendo uma visão de desenvolvimento sustentável em que a inovação científica contribua para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

“Não há desenvolvimento verdadeiramente sustentável sem comunidades saudáveis. Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas”, afirmou o autarca, salientando a importância de Guimarães em “criar condições para atrair conhecimento especializado, gerar emprego qualificado e reforçar” a sua projeção nas áreas da ciência e da inovação.

“Este investimento não é residual. Falamos de 43 milhões de euros e a previsão de 63 postos de trabalho diretos e 20 indiretos, e de um projeto único que nos dá a oportunidade de consolidar a ambição de afirmar Guimarães ‘do Berço da Nação ao Berço da Inovação’”, disse Ricardo Araújo.

O presidente da CCDR-N, destacou, por seu lado, a importância de transformar o conhecimento produzido na região em melhores serviços, novas atividades económicas e maior valor acrescentado.

“Um dos nossos principais desafios continua a ser o de reforçar a ligação entre diferentes capacidades, assegurando que o conhecimento produzido se transforma em melhores serviços, em novas atividades económicas, em emprego qualificado e em maior valor acrescentado para a nossa região”, frisou Álvaro Santos, citado no comunicado.

O responsável pela CCDR-N acrescentou que “a excelência científica e tecnológica não tem de estar concentrada nos grandes centros urbanos”, enquadrando o ITAAVE numa visão de desenvolvimento regional mais equilibrado, alinhada com as prioridades da Estratégia Norte 2040.

Já o presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Ave apresentou o projeto como uma nova capacidade clínica e científica a desenvolver a partir do Hospital da Senhora da Oliveira.

“O Instituto pretende integrar teranóstica e medicina nuclear numa estrutura que articule diagnóstico, terapêutica, investigação, desenvolvimento e formação, reforçando a capacidade de resposta na abordagem de doenças como o cancro”, detalhou Pedro Guimarães Cunha.

Citado no comunicado, o também médico disse ser “fundamental que esta nova capacidade se desenvolva com elevados padrões de qualidade e segurança e com ligação ao sistema público de saúde”.

“É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.

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234 associações culturais numa só plataforma

19 October 2026 at 19:08
A RNAC, promovida pela associação Lúcia-Lima de Cantanhede, já está online em rnac.pt. O objectivo: aproximar associações e dar visibilidade à cultura de todo o país.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

No período da pandemia Covid-19 algumas associações encerraram a sua atividade

Inteligência Artificial na Saúde em debate nas I Jornadas dos TSDT da ULSBA em Beja

19 October 2026 at 17:22

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), através da Comissão Organizadora dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), promove as I Jornadas dos TSDT da ULSBA, nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, na Universidade Politécnica de Beja, em Beja.

Subordinadas ao tema ‘A Influência da Inteligência Artificial nas Áreas Profissionais dos TSDT’, as Jornadas têm como objetivo promover a partilha de conhecimentos e a reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial na transformação dos cuidados de saúde, nas práticas profissionais e no desenvolvimento das diferentes áreas das tecnologias da saúde.

O evento reunirá profissionais de saúde, especialistas, investigadores e docentes de diversas instituições, num programa que integra conferências, mesas-redondas e apresentações científicas. Serão abordadas as oportunidades e os desafios da aplicação da Inteligência Artificial em áreas como a imagem médica, as análises clínicas, a cardiologia, a reabilitação, a nutrição, a saúde ambiental e a saúde oral.

A iniciativa pretende valorizar o papel dos TSDT na inovação em saúde, promovendo a reflexão sobre a utilização segura, ética e responsável destas tecnologias e o seu contributo para a qualidade, a segurança e a eficiência dos cuidados prestados à população.

Com a realização destas primeiras Jornadas, a ULSBA reforça o seu compromisso com a valorização dos profissionais, a atualização científica e a partilha de conhecimento, acompanhando os desafios da transformação digital na área da saúde.

Taxa de incidência de malária acelerou em 2025 em Cabo Verde

19 October 2026 at 18:23
O INE cabo-verdiano alerta para subida da taxa de incidência de 0,11 para 0,29 por mil habitantes. País certificado pela OMS como livre de malária em 2024.

© ELTON MONTEIRO/LUSA

Apesar da trajetória recente, o valor continua abaixo do máximo da série, de 0,83 casos por mil habitantes, registado em 2017

Mondim de Basto acolhe Feira da Saúde com diversas atividades

19 October 2026 at 17:12

VTM

A Câmara Municipal de Mondim de Basto organiza a primeira edição da Feira da Saúde, que terá lugar nos dias 22 e 23 de outubro. O evento contará com um programa diversificado que inclui rastreios, conversas temáticas, showcooking, atividades para crianças, dádiva de sangue e desporto.

A abertura oficial está agendada para as 10h00 do dia 22 de outubro e será presidida por Bruno Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, e Pedro Cunha, Presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Ave. O primeiro dia inicia-se com uma mesa-redonda intitulada «Esperança com Nome e Rosto», focada na prevenção do cancro.

O showcooking «Do Saudável ao Saboroso» será conduzido pelo chefe Fábio Bernardino, que demonstrará como é possível aliar uma alimentação equilibrada a refeições saborosas. Durante a tarde do primeiro dia, haverá atividades dedicadas à saúde infantil, incluindo o teatro «Pastilhas no Reino dos Sorrisos» e a iniciativa «Dentinho Feliz», centrada na saúde oral.

Na sexta-feira, dia 23 de outubro, as atividades começam às 09h30 com o teatro infantil «O Mistério da Água na Quinta da Tia Nini». O programa inclui várias conversas com especialistas sobre alimentação e saúde pública. Entre os temas abordados estarão as dietas da moda e a preparação de lancheiras saudáveis para crianças.

Os rastreios de saúde decorrerão nos dois dias entre as 10h30 e as 17h00 sob o lema «Prevenir, Avaliar e Cuidar», reforçando a importância da deteção precoce e do acompanhamento regular da saúde. Além disso, haverá uma campanha de dádiva de sangue na sexta-feira entre as 09h00 e as 12h30 e das 14h00 às 16h00.

O evento culminará com a «Caminhada/Corrida – Juntos pela Saúde», marcada para as 19h00 do dia 23. A Feira da Saúde visa promover uma cultura de prevenção junto da comunidade através do esclarecimento de dúvidas e contacto com especialistas na área da saúde.

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Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

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A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) determinou a apreensão dos lotes Z005197 e Z012354 do medicamento Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mL, indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União. 

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Em nota, a Anvisa informou que a própria empresa detentora do registro do produto, Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., identificou no mercado unidades dos lotes com características divergentes das constantes no medicamento original.

A suspeita é que sejam produtos falsificados.

Bens da falida clínica de fertilidade de Cascais vão amanhã a leilão

Os ativos da Ovomcare, que corporizou a primeira insolvência de uma clínica de fertilidade em Portugal, tendo falido com dívidas de 1,6 milhões de euros, dos quais 425 mil euros a 75 pacientes por tratamentos pagos e não prestados, vão a leilão com um valor base de 52 mil euros.

Anvisa determina apreensão de lote falsificado de toxina botulínica

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A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) determinou a apreensão do lote 025155 do medicamento Dysport, um neuromodulador à base de toxina botulínica. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a própria detentora do registro do produto, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., identificou unidades do lote com características divergentes das do medicamento original.

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Segundo a empresa, além da data de validade incorreta, o frasco possui formato diferente do genuíno e o código de barras corresponde ao lote nº W26232. Foram identificados ainda problemas relativos ao rótulo da caixa de embalagem secundária.

De acordo com a agência, os produtos não podem ser vendidos, distribuídos nem utilizados.

Faro abre Gabinete de Nutrição com acompanhamento gratuito para jovens

19 October 2026 at 15:18

O serviço funciona no Faro Youth Lab e destina-se a jovens dos 14 aos 30 anos, com orientação e esclarecimento de dúvidas sobre alimentação e hábitos de vida.

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Novo laboratório na FMUP vai detetar cancro e Alzheimer

19 October 2026 at 16:52
Robô que classifica tumores em tempo real e análise de Alzheimer por amostra de sangue são destaques do novo Laboratório de Biomarcadores, financiado pelo PRR.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

A inauguração está marcada para quarta-feira-feira às 11h00 no Centro de Investigação Médica da FMUP

Viver a menopausa de forma plena

19 October 2026 at 16:19
O Dia Mundial da Menopausa é uma oportunidade para quebrar mitos, esclarecer dúvidas e lembrar que esta fase pode ser vivida com saúde, confiança e bem-estar.

© Getty Images

15h. Passos Coelho defende regresso à Lei do Aborto de 2015

19 October 2026 at 15:17
Antigo primeiro ministro esteve em colóquio sobre o aborto promovido pela Federação Portuguesa pela Vida. Ainda, julgamento de José Sócrates adiado para 30 de outubro devido a dois requerimentos.

Falhas no sistema informático do SNS em resolução

19 October 2026 at 14:27

Os constrangimentos no sistema informático do SNS, que impediam médicos de passar receitas e consultar processos clínicos, começaram a ser resolvidos, com alguns a funcionaram pelas 12:00, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Em resposta à agência Lusa, os SPMS explicaram que os constrangimentos registam-se desde cerca das 10:00 de hoje, devido a problemas no ‘data center’ da entidade.

“O problema foi identificado de imediato e as equipas técnicas estão a trabalhar para a rápida reposição de serviços e sistemas de apoio ao SNS” e, “pelas 12 horas, já se encontravam repostos alguns sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais”, sublinham.

A entidade que gere os serviços de suporte e as tecnologias de informação do SNS agradece ainda “a colaboração e a compreensão dos profissionais e utentes”.

A falha no sistema informático foi denunciada à Lusa pela Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que alertou para a indisponibilidade da Prescrição Eletrónica Médica (PEM) e do Registo de Saúde Eletrónico (RSE) em várias unidades locais de saúde (ULS).

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, afirmou que os médicos estavam impossibilitados de passar receitas e de consultar os processos eletrónicos dos doentes.

“Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho”, disse, dando o seu próprio exemplo: “Estou em consulta neste momento e tenho a consulta toda atrasada por não estar a conseguir passar as receitas que os meus doentes precisam”.

Lamentou que os utentes sejam os mais prejudicados, sobretudo os que têm hoje consulta num centro de saúde ou num hospital.

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Sistema informático do SNS está em baixo e médicos não conseguem passar receitas nem consultar processos dos doentes

19 October 2026 at 14:00

O sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a registar falhas esta segunda-feira, 19 de outubro, deixando vários médicos impossibilitados de emitir receitas e consultar os processos eletrónicos dos doentes. A situação começou a ser reportada por volta das 10h00 e está a afetar diferentes unidades de saúde do país.

Segundo a agência Lusa, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) alertou para a indisponibilidade de duas ferramentas essenciais ao funcionamento dos serviços de saúde: a Prescrição Eletrónica Médica (PEM) e o Registo de Saúde Eletrónico (RSE).

A falha está a provocar atrasos nas consultas e dificuldades no acompanhamento dos utentes, uma vez que os profissionais de saúde não conseguem aceder a informações clínicas necessárias à prestação de cuidados.

Médicos não conseguem passar receitas nem consultar processos clínicos

De acordo com Joana Bordalo e Sá, vice-presidente da FNAM, os problemas começaram a ser identificados durante a manhã e rapidamente surgiram relatos de diferentes unidades locais de saúde.

“Há cerca de 25 minutos que estamos sem sistema informático e isto provavelmente é mesmo nacional”, afirmou a dirigente sindical à Lusa, pelas 10h30.

Entre as unidades afetadas, a responsável identificou a Unidade Local de Saúde de São João, a ULS de Matosinhos e a ULS do Médio Ave, acrescentando que continuavam a chegar relatos de outros locais.

A indisponibilidade da Prescrição Eletrónica Médica impede os profissionais de emitir receitas, enquanto a falha no Registo de Saúde Eletrónico impossibilita a consulta dos processos clínicos dos doentes.

Segundo a FNAM, ao tentarem utilizar a plataforma de prescrição, os médicos encontram uma mensagem a indicar que não é possível aceder à página. Já no Registo de Saúde Eletrónico surge a indicação de que o sistema não está ligado.

Consultas estão a sofrer atrasos e utentes podem ser prejudicados

A situação está a ter consequências diretas no funcionamento das consultas, uma vez que os médicos não conseguem completar determinados procedimentos necessários ao acompanhamento dos doentes.

Joana Bordalo e Sá, que também preside ao Sindicato dos Médicos do Norte, explicou que estava a realizar consultas quando se deparou com a falha informática.

“Estou em consulta neste momento e tenho a consulta toda atrasada por não estar a conseguir passar as receitas que os meus doentes precisam”, relatou à Lusa.

A dirigente sindical considera que a impossibilidade de consultar os processos eletrónicos compromete as condições em que os profissionais prestam cuidados, além de provocar atrasos no atendimento.

A responsável alertou ainda para o impacto que uma falha desta dimensão poderá ter nos milhares de utentes com consultas agendadas para esta segunda-feira em centros de saúde e hospitais.

Federação Nacional dos Médicos responsabiliza Ministério da Saúde

Perante a situação, a FNAM criticou o Ministério da Saúde, considerando que as falhas informáticas são recorrentes e prejudicam o funcionamento dos serviços.

Joana Bordalo e Sá responsabilizou a tutela pela falta de modernização dos sistemas, defendendo que os profissionais precisam de ferramentas informáticas fiáveis para realizar procedimentos tão básicos como emitir receitas ou consultar informações clínicas.

A dirigente classificou a situação como “absolutamente inaceitável” e lamentou que os problemas continuem a repetir-se, apesar dos alertas anteriormente apresentados.

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde foram contactados

A agência Lusa contactou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), entidade responsável pela gestão dos sistemas informáticos, pelas 10h45 desta segunda-feira.

À hora da divulgação da notícia, ainda não tinha sido recebida uma resposta sobre as causas da falha ou o prazo previsto para o restabelecimento dos serviços.

Também não existia confirmação oficial de que a indisponibilidade estivesse a afetar todas as unidades de saúde do país, embora a FNAM tenha admitido que o problema possa ter dimensão nacional.

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