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Fim de servidores em possível governo Flávio repercute no Parlamento

A proposta apresentada pela coordenação econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de substituir gradualmente servidores públicos por sistemas de Inteligência Artificial (IA) em vez de realizar novos concursos provocou forte repercussão política e institucional na Bahia. A ideia, defendida pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, prevê o enxugamento da máquina pública ao não repor o fluxo natural de aposentadorias no funcionalismo. A medida, no entanto, encontrou dura resistência entre parlamentares baianos, entidades do setor público e analistas políticos.A controvérsia ganhou força após participação de Daniella Marques no podcast G4, em 30 de setembro, quando questionou a continuidade dos certames: "E aí substitui e faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?", declarou. A economista já vinha sinalizando essa direção desde agosto, em eventos empresariais, defendendo a revisão de carreiras operacionais para reduzir a estrutura do governo federal para 20 a 25 ministérios, ante os 38 atuais.Reação parlamentarA sinalização do fim progressivo dos concursos públicos acendeu o sinal de alerta nas bancadas baianas no Congresso Nacional. O senador Otto Alencar (PSD-BA) classificou as propostas como "vazias" e defendeu a indispensabilidade do concurso público para a manutenção da capacidade técnica do Estado."Servidores de carreira se fazem com concursos públicos. Ninguém nomeia um auditor-fiscal, por exemplo. São cargos que precisam de um certame para que se encontre material humano técnico", pontuou o senador.Na mesma linha, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) criticou o projeto, afirmando que a medida reflete uma postura de desvalorização do setor público. Para o parlamentar, eventuais gestos de aceno ao eleitorado não passam de estratégia eleitoral."Segue a lógica do desprezo ao serviço público, ao servidor público, sem nenhuma garantia de direitos, com a lógica da privatização das atividades. Mesmo que eles agora tentem afirmar ou fingem que estão comprometidos com serviços públicos, como o SUS e o concurso, a equipe e as pessoas que estão no entorno sabem que isso não é verdade. Cabe reação, cabe denunciar e ficarmos atentos", declarou o deputado. Dados contestadosA proposta também enfrenta contestação sob o aspecto estatístico e operacional. Em 9 de outubro, o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) publicou um alerta sobre os riscos da medida. Pressionada pela repercussão, Daniella Marques voltou a se manifestar no programa Pânico em 19 de outubro, alegando que suas declarações teriam sido distorcidas, mas sem detalhar quais categorias seriam afetadas ou os critérios para substituição.Os dados utilizados para sustentar o plano foram rebatidos pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). De acordo com o órgão, a taxa real de aposentadorias no Executivo federal gira em torno de 2,7% ao ano — número substancialmente inferior aos 20% sugeridos pela economista, o que fragiliza a projeção e o ritmo da substituição pretendida.A ausência de delimitação sobre quais carreiras seriam atingidas amplia as dúvidas sobre a manutenção de serviços essenciais, como atendimento no INSS, fiscalização, universidades e hospitais públicos, que exigem análise humana, responsabilidade técnica e atendimento presencial.Impacto socioeconômicoSe por um lado o discurso busca acenar ao mercado financeiro com a promessa de rigor fiscal e contenção de gastos, por outro acende um alerta sobre as consequências regionais. O cientista político Cláudio André destaca que, embora a modernização digital seja um processo natural, a eliminação de quadros qualificados pode afetar diretamente a economia do interior do país.De acordo com o analista, o funcionalismo público desempenha um papel fundamental no giro financeiro de dezenas de municípios."Eu vejo que é uma saída muito difícil. Se a gente pensar no impacto social que o serviço público tem na dinâmica das cidades em torno da questão financeira, essa ação pode gerar, inclusive, inequalities e dificuldades econômicas que podem levar a um processo de mais pressão social a médio prazo", avalia Cláudio André, ressaltando que a sociedade deve acompanhar atentamente o desdobramento da pauta.

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André Mendonça relata ação de Lula sobre quebra de sigilo de candidatos

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficará responsável por analisar o pedido apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico sejam divulgados, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, também autorize a divulgação dos próprios dados.Protocolada nesta terça-feira, 20, a ação foi apresentada após Lula lançar o desafio durante o debate da Band, realizado no último domingo, 18. O presidente pede que as informações sejam tornadas públicas antes da próxima quarta-feira, 21.A solicitação também prevê que a medida alcance familiares e sócios dos dois candidatos à Presidência. Entre as pessoas incluídas está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é alvo de investigações da Polícia Federal.A petição estabelece ainda que a autorização abranja empresas ligadas aos candidatos e pessoas que tenham responsabilidade financeira sobre contas bancárias dessas companhias. “Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou ‘usuários master'”, diz a petição.Flávio é alvo de investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiroO senador Flávio Bolsonaro é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Entre os elementos analisados está uma conta bancária vinculada à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado, na qual Flávio aparecia como “usuário master”.Ao justificar a urgência da divulgação, a ação apresentada ao TSE sustenta que o acesso público às informações deve ocorrer antes do prazo estabelecido para que os eleitores possam conhecer os dados dos dois candidatos.“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21.10 2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, diz a petição enviada ao TSE.

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Rangel mostra-se favorável ao regresso de Inglaterra à UE

O chefe da diplomacia portuguesa reuniu-se com Ed Miliband e deixou um aviso: sem cumprir critérios e obrigações, Londres não pode escolher vantagens da UE "à la carte".

© RODRIGO ANTUNES/LUSA

O ministro adiantou que Ed Miliband, o ministro dos negócios estrangeiros britânico, deverá visitar Lisboa no primeiro semestre de 2027
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André Janones recebe alta e deixa hospital em São Paulo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta na tarde desta terça-feira (20) e deixou o Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

O parlamentar estava internado desde a madrugada desta segunda-feira (19), em razão de uma arritmia cardíaca. 

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Antes da hospitalização, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.

O deputado coordena o canal Exército do Lula, criado por ele para reforçar a campanha do presidente à reeleição. O canal tem mais de 5,6 milhões de seguidores.

“Eu tenho que trabalhar nessa reta final, não deixar de me alimentar, de me hidratar. Mas, pelo que eu sei até aqui, não foi nada grave, nada que eu precise ter algum cuidado redobrado. E eu volto com força máxima ainda. A gente fez realmente uma revolução digital no nosso país”, disse Janones ao deixar o hospital.

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Eleições: saiba quais documentos são aceitos para votar no 2° turno

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No domingo (25), os 158 milhões de brasileiros deverão retornar às urnas para o segundo turno das Eleições Gerais. Além do cargo de presidente da República, em cinco estados e o Distrito Federal terão disputa para governador. Para ter direito a votar, o eleitor deve comparecer a uma das 499 mil seções eleitorais e apresentar um documento oficial com foto.  

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital: 

  • e-Título (desde que apareça a foto do eleitor no aplicativo) 
  • carteira de identidade 
  • identidade social 
  • passaporte 
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei 
  • certificado de reservista 
  • carteira de trabalho física 
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

As certidões de nascimento ou de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar. 

É possível votar sem o título de eleitor? 

Sim. Documentos oficiais com foto, físicos ou digitais, serão aceito para identificação.  

No entanto, para votar apresentando somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é preciso que o aplicativo contenha a foto do eleitor.  

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Flávio recusa desafio de Lula e decide não divulgar sigilos bancários e telefônicos

A tentativa de levar a disputa pela transparência patrimonial para os últimos dias da campanha presidencial não deve contar com a adesão de Flávio Bolsonaro (PL). O senador, que disputa a Presidência da República, decidiu não aceitar a proposta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tornar públicos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos e de seus familiares.A decisão foi confirmada nesta terça-feira, 20, por aliados do parlamentar. Dentro da campanha, a iniciativa do presidente é interpretada como uma “armadilha” eleitoral, diante da proximidade do segundo turno, marcado para domingo, 25.“Lula não vai ter esse gostinho”, afirmou um integrante da campanha de Flávio, ao justificar a decisão de não aderir ao desafio.O grupo do senador avalia que uma eventual divulgação de documentos a poucos dias da votação poderia abrir novas frentes de contestação, sem tempo hábil para investigações aprofundadas. A campanha também considera que aceitar a proposta deslocaria o debate para um terreno escolhido pelo adversário.Lula condiciona divulgação à adesão de FlávioO presidente formalizou nesta terça-feira um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para abrir seus sigilos e os de integrantes de sua família. A solicitação estabelece que a medida também seja adotada pelo senador e por seus parentes.A proposta prevê a divulgação de informações referentes aos oito anos anteriores. Entre os registros contemplados estão declarações de Imposto de Renda, movimentações financeiras, patrimônio, rendimentos, dívidas e dados telefônicos.O alcance do pedido inclui pessoas próximas aos dois presidenciáveis. No caso de Lula, são citados a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e os filhos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; Lurian Cordeiro Lula da Silva; Marcos Cláudio Lula da Silva; Sandro Luís Lula da Silva; e Luís Cláudio Lula da Silva.A relação apresentada para Flávio abrange a mulher dele, Fernanda Bolsonaro, os pais Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro. O documento também menciona empresas ligadas ao senador e a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, aparece como sócio da empresa.A abertura de informações pertencentes aos familiares, porém, depende da autorização dos próprios titulares ou de determinação judicial.Debate na Band desencadeou disputa sobre sigilosA proposta surgiu no confronto entre Lula e Flávio durante o debate presidencial da Band, no domingo, 18. Na ocasião, os dois candidatos trocaram acusações envolvendo pessoas próximas a cada um.Lula questionou o senador sobre suas relações com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio, por sua vez, levantou suspeitas envolvendo Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.Foi nesse contexto que o presidente propôs a divulgação dos dados dos candidatos e de seus familiares antes da votação. Flávio disse, durante o encontro, que não tinha nada a esconder, mas não se comprometeu a autorizar a abertura dos registros.A cobrança continuou na segunda-feira, 19, quando Lula participou de um ato de campanha em Porto Alegre. Na ocasião, o petista voltou ao assunto e anunciou que encaminharia o pedido à Justiça Eleitoral.Novo confronto pode ocorrer na sexta-feiraA discussão sobre os sigilos se tornou mais um ponto de divergência entre as campanhas na reta final do segundo turno. Aliados de Lula consideram que a negativa de Flávio pode ter repercussão eleitoral, enquanto o grupo do senador sustenta que não há tempo suficiente para que uma eventual divulgação produza apurações aprofundadas antes de domingo.O tema poderá reaparecer no próximo debate entre os presidenciáveis, previsto para sexta-feira, 23, na TV Globo.

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Meta recusa pedido federal para criar canal de proteção a jornalistas

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Dona do Instagram, do Facebook, do WhatsApp e de outras plataformas digitais e redes sociais, a empresa de tecnologia Meta se negou a criar um canal direto para receber denúncias de ameaças, assédio, ataques digitais, bloqueios e suspensão de contas de jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação.

A criação de um canal para o encaminhamento e acompanhamento de casos urgentes foi solicitada pelo Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais (Observatório), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e responsável por monitorar e apoiar as investigações das denúncias envolvendo comunicadores sociais.

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Em nota, o observatório informou que agiu motivado pelos “recorrentes relatos de bloqueios, suspensões e outras restrições envolvendo jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação”, mas que a Meta, ao negar o pedido, alegou a “complexidade técnica, jurídica e operacional” da medida.

“[A empresa] afirmou que o mecanismo poderia representar a “assunção [aceitação] de novas obrigações regulatórias”, revelou o observatório.

O órgão acrescentou que a Meta argumentou também que a análise do pedido exigiria um prazo maior, compatível com a complexidade do tema, e que suas políticas se aplicam a todos os usuários, igualmente, de forma que, para a Meta, os canais gerais já disponíveis são suficientes.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da Meta, que respondeu que a empresa não vai comentar o assunto.

Violência Digital

Em nota, as secretarias de Justiça (Senajus) e de Direitos Digitais (Sedigi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Políticas Digitais (SPDGI) da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República destacaram que foram registrados 14.182 ataques digitais contra jornalistas e veículos de comunicação durante o primeiro turno, segundo a Coalizão em Defesa do Jornalismo.

Além disso, a organização CTRL+Z reuniu 1.121 relatos de restrições a contas e conteúdos políticos, incluindo bloqueios e remoções sem justificativa específica.

“Os levantamentos expõem duas ameaças ao debate público: a escalada da violência contra quem produz informação e a falta de transparência nas decisões que podem restringir sua circulação, com potencial impacto no legítimo exercício da liberdade de expressão”, apontam as secretarias.

O texto divulgado reforça a “necessidade de mecanismos específicos e permanentes de proteção a jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação no ambiente digital”, para além do período eleitoral.

“Os canais gerais da Meta e a cooperação com a Justiça Eleitoral não substituem um mecanismo de proteção capaz de responder a situações urgentes de violência contra jornalistas, inclusive fora do período eleitoral”, insistiu o ministério.

A pasta ressalta que ataques e restrições ao exercício do jornalismo “ultrapassam a esfera individual e podem comprometer o direito de toda a sociedade à informação”.

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"A reunião sem Kiev dá mais força à Rússia"

Martinho Lucas Pires afirma que um encontro sem Zelensky beneficia Moscovo. O professor alerta ainda para a interferência russa nas eleições e a estratégia do Irão contra Trump.

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Empresa ligada a Willer Tomaz foi administrada por diretor da Polícia Civil do DF

Uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz – alvo da segunda fase da operação Sem Descontos, que apura desvios indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS – teve como administrador um diretor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Durante quatro meses de 2025, Delcimar de Oliveira Silva, que havia assumido a diretoria de Tecnologia da Informação (TI) em fevereiro de 2023, respondeu como administrador da Direção Táxi Aéreo LTDA enquanto era remunerado pela instituição pública, o que é vedado por lei.

A Direção Táxi Aéreo LTDA foi adquirida em maio de 2024 pela Jet Line Locações e Serviços Aéreos S/A, naquele ano representada por Lídia Maria Figueiredo Mazelli, apontada como administradora de empresas de Willer Tomaz. Sete meses após a incorporação, a Direção Táxi Aéreo passou a ser administrada pelo então diretor da PCDF, informação que consta no contrato social da empresa, conforme documentos obtidos pela Agência Pública. 

Procurado, Delcimar de Oliveira Silva afirmou ser “policial civil aposentado” e declarou que, “durante o curtíssimo período em que estive no [Direção] Táxi Aéreo, encontrava-me afastado das minhas funções na PCDF”. O servidor saiu da ativa no ano passado. Segundo o Portal da Transparência do Distrito Federal, no entanto, o então servidor recebeu proventos pela função de “diretor/ delegado de polícia” da corporação entre dezembro de 2024 e abril de 2025, como confirmado por cópias dos comprovantes de pagamento, obtidas pela Pública.

  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública
  • Comprovantes de pagamento de Delcimar de Oliveira Silva obtidos pela Pública

A reportagem apresentou os dados das guias de pagamento a Silva. Também questionou o motivo de ter sido exonerado do cargo de diretor em período similar à sua saída da Direção Táxi Aéreo. O ex-diretor, no entanto, limitou-se a dizer que “não tem outras considerações a acrescentar”.

Arranjo incomum

De acordo com o inciso X do artigo 17 da Lei 8.112/1990, é vedado a servidores públicos participação em gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, e de exercerem o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário. 

Comprovante da participação de Delcimar de Oliveira Silva na administração da empresa
Comprovante da participação de Delcimar de Oliveira Silva na administração da empresa
O que a legislação proíbe expressamente é a participação na gestão empresarial, seja formalmente, como administrador designado no contrato social, seja materialmente, por meio da condução efetiva dos negócios. Essa restrição decorre das peculiaridades da atividade policial, que exige dedicação ao serviço público, disponibilidade funcional, imparcialidade e prevenção de conflitos de interesses.”
Vinícius Nascimento
Consultor legislativo e professor de direito para carreiras policiais

Segundo a Lei 15.047/2024, que institui o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal e atualiza a legislação de 1965, “participar da gerência ou da administração de empresa, de fato ou de direito, qualquer que seja a sua natureza” é considerada uma das “infrações disciplinares praticadas por servidor puníveis com demissão”. De acordo com Nascimento, a regra não é diferente “quanto ao policial que exerce cargo de confiança”. A lei foi sancionada pelo presidente Lula e entrou em vigor em 17 de dezembro, dois dias antes de Delcimar de Oliveira Silva assumir a administração da empresa ligada a Willer Tomaz.

Procurada para explicar o arranjo incomum que permitiu que o então diretor de TI ocupasse um cargo de administração em empresa privada, a PCDF informou que Delcimar de Oliveira Silva não integra mais o quadro ativo na instituição. A instituição admitiu não ter “conhecimento da situação” e que a questão foi “encaminhada para a Corregedoria Geral de Polícia para conhecimento”.

Delcimar assumiu a administração da empresa dois dias após a entrada em vigor da Lei 15.047/2024
Delcimar assumiu a administração da empresa dois dias após a entrada em vigor da Lei 15.047/2024

Sucessão recorrente dentro da família Tomaz

Conforme certidão de inteiro teor da Direção Táxi Aéreo LTDA, o diretor da PCDF deixou a administração da empresa em maio de 2025, quando o cargo passou para Flávia Tomaz, esposa do advogado. No mesmo mês, Delcimar de Oliveira Silva foi exonerado da direção da Polícia Civil e saiu em licença não remunerada. Um ano depois, ao retornar à ativa, em maio de 2026, o então servidor solicitou aposentadoria. Dias após consegui-la, porém, foi agraciado com abono de permanência – benefício pago a servidores que cumpriram requisitos para se aposentar voluntariamente, mas escolheram continuar trabalhando.

No mesmo período em que o então servidor se retirou da Direção Táxi Aéreo, Lídia Mazelli deixou a sociedade da Jet Line, passando o controle total da empresa a Flávia Tomaz. Diferentemente da vida luxuosa do casal, Mazelli mora em um prédio de três andares, sobre uma loja de móveis, no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal.

Segundo os documentos aos quais a Pública teve acesso, todas as modificações e alterações no contrato social da Direção Táxi Aéreo foram feitas pela Voga Serviços Contábeis – companhia de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e irmão de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL). Alexandre Reis também faz a contabilidade de empresas do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Trecho de alteração contratual da direção da empresa Táxi Aéreo LTDA
Trecho de alteração contratual da direção da empresa Táxi Aéreo LTDA

Questionado sobre o período da administração de Delcimar de Oliveira Silva, Willer Tomaz informou que o gestor “encontrava-se afastado de suas funções na Polícia Civil do Distrito Federal durante o período em que participou da administração da empresa de táxi aéreo”. “As empresas às quais Willer Tomaz está vinculado exercem suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização”, declarou o advogado em nota à Pública.

Empresa “familiar”

Segundo dados públicos, a Jet Line foi constituída em setembro de 2008, com capital social de R$ 1 milhão. Na Receita Federal, apenas os nomes de Flávia Oliveira Correa Tomaz e Christine Tomaz de Souza, irmã de Willer Tomaz, constam no quadro societário da Jet Line. 

A Jet Line funciona no mesmo endereço da empresa que adquiriu em 2024 – a Direção Táxi Aéreo LTDA, aberta em 2021, com capital social de R$ 200 mil, por um servidor público e uma médica.

Apesar de estar oficialmente em nome de Flávia Tomaz, o site oficial da Direção Táxi Aéreo aponta como responsável pelo domínio o advogado Willer Tomaz. 

Além do diretor da PCDF, a Direção Táxi Aéreo também teve, a partir de janeiro de 2026, um coronel da reserva da Aeronáutica como administrador. O militar Virgínio Augusto Corrieri de Castro permaneceu no cargo por cinco meses até devolver o cargo para a esposa de Willer Tomaz, em maio deste ano.

A Pública tentou contatar Castro por meio do telefone de uma das empresas pertencentes a ele, mas não obteve retorno. O espaço será atualizado no caso de manifestação.

De acordo com a Receita Federal, a Direção Táxi Aéreo funciona no Hangar 36 do Aeroporto Internacional de Brasília e tem como principais funções o transporte aéreo de passageiros não-regular, manutenção e reparação de aeronaves, comércio atacadista de outras máquinas, além do transporte aéreo de carga e serviços de reservas.

A Jet Line conta com ao menos quatro aeronaves. Uma delas era do DJ Alok e foi vendida à empresa ligada a Willer em setembro de 2024. Em 2018, esse mesmo jatinho transportava Alok e convidados quando saiu da pista durante decolagem no Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora (MG). Ninguém ficou ferido.

Relação com a Anac

Em 20 de julho de 2026, Willer Tomaz pediu permissão à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a construção de um aeródromo de uso privado, denominado WT-01, no interior de uma casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, onde funciona seu escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a ele.

A solicitação foi feita pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, também ligada a Tomaz. De acordo com investigações da Polícia Federal, o CNPJ da WT foi utilizado na compra da residência de R$ 6 milhões do senador Weverton Rocha (PDT-MA), no Lago Sul, e de um apartamento de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, em São Paulo. O imóvel de Zettel foi utilizado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial, segundo a revista piauí. Foi também a WT Administração que teria recebido R$ 136,5 mil do Senado, pagos como complemento de auxílio-moradia desde 2023 em benefício do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

Casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, em Brasília, onde funciona o escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a Willer Tomaz
Casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, em Brasília, onde funciona o escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a Willer Tomaz

O imóvel de Willer que recebe o aeródromo é uma velha conhecida da política brasileira. Em 2004, a residência ficou conhecida como “República de Ribeirão”, quando servia de ponto de encontro para políticos, empresários e lobistas ligados ao então ministro da Fazenda Antonio Palocci e ocorriam negociações investigadas no episódio do Mensalão.

O pedido à Anac foi feito apesar do histórico da Jet Line junto à agência reguladora. Em 2022, a empresa foi punida por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”. Naquele ano, a fiscalização solicitou cópia autenticada das páginas do diário de bordo que contém o termo de abertura, páginas e os dados dos voos realizados entre 1º de setembro de 2019 e 31 de dezembro de 2019; além da lista de passageiros de todos os voos realizados nesse período, e os motivos de cada viagem. As informações não foram apresentadas e, apesar de Tomaz recorrer como advogado da Jet Line, alegando não obrigatoriedade de manutenção desses registros, teve de pagar R$ 8 mil em multa.

A Anac também instaurou procedimento investigatório após o piloto de uma aeronave da Jet Line impedir a inspeção de servidores da agência, também em 2022. Após o início do processo, a empresa apresentou os documentos solicitados pelos agentes. O procedimento foi arquivado.

A Pública procurou a Agência Nacional de Aviação Civil, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. No caso de manifestação, o espaço será atualizado.  

O advogado Willer Tomaz ao lado do senador Flávio Bolsonaro
Willer Tomaz mantém uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro

A origem do advogado famoso em Brasília

A trajetória de Willer Tomaz começou no setor de informática. Em 1999, ele abriu uma empresa em Taguatinga (DF), que faliu. Tomaz migrou de área, formou-se em direito e passou a atuar como advogado e empresário. Ele acumulou patrimônio com imóveis, propriedades rurais, veículos de luxo e participações em empresas.

Em 2017, Tomaz foi preso na Operação Patmos, que também atingiu o então presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves. O advogado foi investigado por suspeita de atuar junto ao procurador da República Ângelo Goulart Villela em favor dos interesses de Joesley Batista e sua empresa, a JBS. O advogado negou as acusações. Dois meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua soltura.

Tomaz mantém uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro. Os amigos, como se declaram, são vistos com frequência juntos. Recentemente, além de ter utilizado o apartamento de São Paulo do advogado durante a campanha presidencial, Flávio também usufruiu de propriedade de Tomaz em Angra dos Reis (RJ). 

Algumas das propriedades e negócios de Tomaz aparecem associados a empresários investigados em outros casos, entre eles Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em agosto de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do advogado durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Tomaz nega participação nas fraudes.

O amigo de Flávio Bolsonaro voltou para a mira da Polícia Federal (PF) depois que foi tornado público um processo que ele moveu contra a empresa de apostas online Blaze. Tomaz alega sofrer de ludopatia e pede ressarcimento por perdas em bets na ordem de R$ 163,2 milhões. O Ministério da Fazenda e a PF se voltaram ao caso para apurar irregularidades da plataforma e verificar a possibilidade de lavagem e dinheiro em operações no episódio. 

A defesa de Willer Tomaz afirma em nota que as empresas às quais o empresário está vinculado “suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização. Quanto às locações imobiliárias, os contratos são regulares, celebrados a valores de mercado e sujeitos aos deveres legais de confidencialidade e proteção de dados pessoais. Os pagamentos são realizados diretamente pelos locatários, não cabendo à locadora prestar esclarecimentos sobre a origem de seus rendimentos.”

Além disso, o advogado diz não ter “qualquer envolvimento com as fraudes investigadas na Operação Sem Desconto e ressalta que a denúncia oferecida contra ele no âmbito da Operação Patmos, em 2017, foi definitivamente rejeitada”, além de que “repudia a tentativa de associá-lo a supostas irregularidades por meio da reunião de episódios distintos, sem demonstração de qualquer conduta ilícita de sua parte.”

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Janones recebe alta após internação em UTI e retoma campanha

O deputado federal André Janones recebeu alta hospitalar na tarde desta terça-feira, 20, após permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo. O parlamentar havia sido admitido na unidade de saúde após sofrer um episódio de arritmia cardíaca. De acordo com o deputado, os primeiros sintomas de mal-estar surgiram cerca de 30 minutos após o encerramento do debate presidencial promovido pela Band. Naquele momento, ele participava da gravação de um vídeo acompanhado de Simone Tebet. Ao deixar o hospital, onde dezenas de apoiadores o aguardavam, Janones conversou com jornalistas e descartou que a complicação tenha sido provocada por embates do encontro.“Não acredito que tenha sido por conta de alguma provocação, eu não senti fortes emoções nem me envolvi em discussões durante o debate. Tenho dormido pouco, me alimentado mal”, declarou o parlamentar.Apesar de não ter recebido um diagnóstico definitivo, Janones informou ter sido orientado pela equipe médica a intensificar os cuidados com repouso e alimentação ao longo dos próximos dias, na preparação para a votação do segundo turno. Mídias digitais e mobilização de militantesRecuperado, o parlamentar projetou retorno imediato às atividades digitais de apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Criador do canal intitulado Exército do Lula, Janones destacou que o grupo registrou um acréscimo de mais de 500 mil inscritos em 48 horas, projetando ultrapassar 10 milhões de usuários nos próximos dias. O deputado voltou a defender uma postura espontânea na produção de conteúdo para as redes sociais.“A gente precisa unir as pessoas que acreditam na democracia. De fato, não existe uma estratégia (fechada), porque eleição é emoção, é sentimento. Eu não tenho a mínima ideia do que vou soltar no canal daqui uma hora, pra não ficar um modelo engessado”, afirmou.Janones defendeu ainda que o conhecimento repassado à militância sobre o funcionamento dos algoritmos gerou uma mudança permanente no equilíbrio de forças no ambiente digital. De acordo com ele, o projeto continuará ativo independentemente dos resultados das urnas.

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Chega admite viabilizar propostas do PS para a habitação e desafia socialistas a aprovarem as suas

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By: Lusa

O Chega admitiu esta terça-feira viabilizar propostas do PS para a habitação e desafiou os socialistas a aprovarem as suas, num “esforço conjunto”, e defendeu que as soluções para a crise têm de estar previstas no Orçamento do Estado.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o presidente do Chega mostrou-se disponível para apoiar a proposta do PS para isentar de mais-valias a venda de casas até 300 mil euros, num sinal de “boa vontade”, apesar de considerar que essa medida terá um impacto residual.

Quanto aos arrendatários, André Ventura considerou que “só há duas formas” de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: “Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS”.

“É só dizer qual é a solução, nós estamos dispostos às duas. Aprovaremos a que for possível”, indicou, indicando que o Chega “está aberto” a encontrar soluções”, mas devem passar pelo Orçamento do Estado ou “não servirão para nada”.

“Ou consta do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas”, argumentou.

O líder do Chega apelou ao PS que viabilize as propostas do pacote anunciado pelo Chega no fim de semana, apesar de ter voltado a acusar o partido de hipocrisia.

“Façam também a vossa parte, vamos lá ajudar a resolver este problema”, desafiou.

Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que “seja uma coligação positiva” e um “esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas”, porque “o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação”.

O líder do Chega acusou ainda o Governo de estar “preocupado em passar uma qualquer imagem de dureza ‘cavaquista’ do exercício do poder” e de ter perdido “toda a ligação com os cidadãos, toda a empatia com os seus problemas”.

Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma “conversa aberta e franca” destinada encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que “não é com estas reuniões que se encontram soluções”.

“Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas”, referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.

Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação “é apenas uma parcela da crise da habitação” porque “também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação”.

Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua “paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras”.

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