425 candidaturas ao apoio de 12 milhões para viticultores

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

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Na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a gestão do tempo, o stress e a dificuldade em conciliar os estudos com a vida pessoal são alguns dos desafios identificados pelos estudantes, que consideram essencial garantir a continuidade dos projetos de promoção da saúde mental no Ensino Superior.
A preocupação com estas respostas é também partilhada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), que manifestou apreensão com a falta de garantias de continuidade e financiamento dos Programas de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, desenvolvidos ao longo dos últimos três anos. Estes programas, financiados com 12 milhões de euros, apoiaram 40 projetos em 68 universidades e institutos politécnicos e permitiram reforçar os serviços de apoio psicológico, contratar psicólogos e implementar iniciativas de prevenção e promoção da saúde mental.
Em comunicado, a Bastonária da OPP, Sofia Ramalho, alerta que a interrupção destes programas pode comprometer “os resultados alcançados, a manutenção dos profissionais e o apoio prestado aos estudantes, numa fase da vida particularmente exigente”. Por isso, a OPP defende que a transição para o programa SOMA+ Academia, anunciado pelo Governo, deve garantir um financiamento efetivo, previsível e uma implementação rápida.
Entre os estudantes, as dificuldades emocionais estão frequentemente relacionadas com a exigência de conciliar diferentes áreas da vida. Lara Brito, estudante na UTAD na licenciatura em Comunicação e Multimédia, revelou à VTM que a gestão do tempo entre as atividades curriculares e extracurriculares é uma das suas principais dificuldades. A jovem referiu que a falta de organização pode contribuir para “o aumento do stress e da ansiedade”.
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As organizações de agricultores, cooperativas e produtores agroflorestais de Trás-os-Montes e Alto Douro manifestaram apoio às reivindicações da CAP, que exige ao Governo um pacote extraordinário de 140 milhões de euros para compensar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade do setor face a Espanha.
Francisco Pavão, da Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), destaca à VTM a “subida abrupta dos fatores de produção, fertilizantes e combustível, que nos limita muito sermos competitivos, sobretudo, perante os nossos vizinhos espanhóis, que têm apoios completamente diferenciados e muito superiores aos portugueses”.
Diz Francisco Pavão que “o agricultor é sempre aquele que é o elo mais fraco da cadeia, aquele que perde, defendendo uma política de apoio aos agricultores que acompanhe as medidas adotadas pelos restantes países europeus.
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O mural resultou das Oficinas de Cerâmica promovidas em várias localidades do concelho, no âmbito do projeto “Território Vivo – Cultura para Todos”. Cada participante contribuiu com uma peça de barro, posteriormente integrada na composição final, transformando o trabalho individual numa homenagem partilhada à figura de António Cabral.
De acordo com o presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, “António Cabral continua, hoje, muito presente no imaginário deste território e, de um modo muito especial, em Castedo do Douro, a sua terra natal”. O autarca acrescenta que “pela sua poesia, que é intemporal, e pelo seu trabalho no estudo e divulgação dos jogos populares, António Cabral é uma referência identitária para o concelho de Alijó”.
A inauguração contou com a presença de familiares do escritor, num momento de reconhecimento da importância de preservar e transmitir o seu legado às gerações mais novas. A escolha de Castedo do Douro, terra natal do autor, reforçou a ligação entre a obra, a comunidade e a identidade local.
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A nova EIP permitirá reforçar a presença operacional do corpo de bombeiros, assegurando uma maior disponibilidade de recursos humanos e uma capacidade de intervenção mais estruturada e permanente.
Vítor Sequeira, comandante dos bombeiros de Favaios, explicou à VTM que esta EIP representa um “acréscimo muito significativo na nossa capacidade diária de ocorrer a qualquer tipo de ocorrência”, numa “luta que tem alguns anos que agora está concretizada através do apoio do município de Alijó, da Autoridade Nacional de Proteção Civil e do Instituto Nacional de Emergência Médica, a quem agradecemos”.
O comandante afirmou ainda que “estamos muito felizes pela sua constituição, porque é uma equipa de cinco elementos bem preparada para ajudar a população”.
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O concelho de Alijó passou a dispor de quatro Postos de Emergência Médica (PEM), com a entrada em funcionamento de três novas valências em Favaios, Pinhão e Sanfins do Douro, que se juntam à já existente nos Bombeiros Voluntários de Alijó, desde o dia 1 de outubro.
Os novos postos resultam de protocolos entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e as respetivas associações humanitárias. Em Alijó e Sanfins do Douro, o serviço funciona 24 horas por dia, durante todo o ano, enquanto em Favaios e no Pinhão está assegurado entre as 8h00 e as 20h00, pelo menos até ao final deste ano, existindo a forte possibilidade de passarem, também, a funcionar durante todo o dia.
Para Vítor Sequeira, comandante dos Bombeiros de Favaios, a concretização do PEM representa o cumprimento de uma ambição antiga. “Era algo que ambicionávamos há cerca de oito anos”, afirmou à VTM, sublinhando que a nova resposta reforça significativamente a disponibilidade de meios no concelho.
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Comprar este artigo — 1,00€The post Concelho conta com mais três novos Postos de Emergência Médica appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
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A Associação Humanitária de Bombeiros de Mogadouro lançou hoje o concurso público para a construção da Unidade Local de Formação para Agentes de Proteção Civil, com um valor base estimado em 1,2 milhões de euros. Em declarações à agência Lusa, o presidente desta associação, João Gouveia, disse que as empresas interessadas têm um período de 14 dias para apresentar as suas propostas.
João Gouveia expressou a esperança de que o concurso não fique deserto devido à escassez de mão-de-obra e que as propostas sejam apresentadas para uma empreitada com um prazo de execução previsto de um ano. “Esperemos que haja propostas para a construção deste equipamento, e que no espaço de cerca de um ano a Unidade Local de Formação para Agentes da Proteção Civil seja uma realidade e estamos otimistas”, sublinhou.
O projeto consultado revela que esta nova unidade surge da necessidade dos bombeiros de Mogadouro terem acesso a uma estrutura moderna e funcional, ajustada às exigências atuais do treino operacional. O espaço incluirá um edifício destinado à formação, campos de treino interiores e exteriores, uma torre escola e contentores técnicos, permitindo a realização tanto da formação teórica como prática em condições realistas e seguras.
De acordo com João Gouveia, este novo equipamento estará disponível para todas as corporações de bombeiros da região e do país que desejem realizar exercícios e treinos relacionados com as missões no combate a incêndios urbanos e florestais.
O autarca António Pimentel revelou que o município disponibilizou cerca de 800 mil euros provenientes do orçamento destinado à Proteção Civil, que será utilizado pelos bombeiros na construção do campo de treinos. Em janeiro de 2025, foi assinado um contrato entre o município e a Associação Humanitária dos Bombeiros locais para a cedência de um terreno com 2,5 hectares na zona de Vale Calheiros, em Mogadouro, onde será instalada esta nova unidade.
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A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Recorde-se que, como O MINHO noticiou, a estes valores acrescem as transferências diretas para os municípios (667 milhões). Portanto, para os distritos de Braga e Viana do Castelo, através das freguesias e dos municípios, o Governo encaminhará, em 2027, um total de 724 milhões de euros.
Pode consultar abaixo o valor que será transferido para a sua freguesia.
Barreiros – 64 639
Bico – 64 513
Caires – 68 802
Carrazedo – 63 750
Dornelas – 63 022
Fiscal – 65 653
Goães – 77 310
Lago – 80 778
Rendufe – 69 529
Bouro (Santa Maria) – 70 667
Bouro (Santa Marta) – 87 124
União das freguesias de Amares e Figueiredo – 100 145
União das freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos – 112 835
União das freguesias de Ferreiros, Prozelo e Besteiros – 141 246
União das freguesias de Torre e Portela – 77 386
União das freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas – 111 478
Total – 1 318 877
Abade de Neiva – 86 933
Aborim – 71 056
Adães – 64 285
Airó – 66 642
Aldreu – 68 258
Alvelos – 83 851
Arcozelo – 193 421
Areias – 68 252
Balugães – 64 639
Barcelinhos – 78 215
Barqueiros – 86 713
Cambeses – 71 538
Carapeços – 90 850
Carvalhal – 70 831
Carvalhas – 64 639
Cossourado – 70 698
Cristelo – 83 088
Fornelos – 67 997
Fragoso – 95 398
Gilmonde – 76 905
Lama – 70 841
Lijó – 86 922
Macieira de Rates – 86 253
Manhente – 77 188
Martim – 85 940
Moure – 66 330
Oliveira – 71 978
Palme – 74 671
Panque 68 951
Paradela 72 044
Pereira 73 298
Perelhal 81 413
Pousa 89 567
Remelhe 76 521
Roriz 86 212
Rio Covo (Santa Eugénia) 73 563
Galegos (Santa Maria) 92 657
Galegos (São Martinho) 78 298
Tamel (São Veríssimo) 96 705
Silva 65 172
Ucha 74 377
Várzea 76 131
Vila Seca 72 338
União das freguesias de Alheira e Igreja Nova 90 250
União das freguesias de Alvito (São Pedro e São Martinho) e Couto 105 074
União das freguesias de Areias de Vilar e Encourados 95 831
Barcelos 113 082
Vila Boa 82 644
Vila Frescaínha (São Martinho) 87 491
Vila Frescaínha (São Pedro) 80 040
União das freguesias de Campo e Tamel (São Pedro Fins) 84 045
União das freguesias de Carreira e Fonte Coberta 92 783
União das freguesias de Chorente, Góios, Courel, Pedra Furada e Gueral 147 126
União das freguesias de Creixomil e Mariz 84 045
União das freguesias de Durrães e Tregosa 84 220
União das freguesias de Gamil e Midões 84 045
União das freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria 105 835
União das freguesias de Negreiros e Chavão 99 203
União das freguesias de Quintiães e Aguiar 84 045
União das freguesias de Sequeade e Bastuço (São João e Santo Estevão) 105 074
Silveiros 75 708
Rio Covo (Santa Eulália) 74 985
União das freguesias de Tamel (Santa Leocádia) e Vilar do Monte 89 199
União das freguesias de Viatodos, Grimancelos, Minhotães e Monte de Fralães 141 490
União das freguesias de Vila Cova e Feitos 113 498
Total – 5 541 292
Adaúfe 111 206
Espinho 72 287
Esporões 80 738
Figueiredo 68 991
Gualtar 113 585
Lamas 62 897
Mire de Tibães 88 466
Padim da Graça 75 674
Palmeira 129 625
Pedralva 78 183
Priscos 73 206
Ruilhe 68 989
Braga (São Vicente) 152 229
Braga (São Vítor) 268 090
Sequeira 82 639
Sobreposta 73 873
Tadim 69 929
Tebosa 68 581
União das freguesias de Arentim e Cunha 83 478
União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade) 243 563
União das freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto) 253 815
União das freguesias de Cabreiros e Passos (São Julião) 93 126
União das freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro 163 050
União das freguesias de Crespos e Pousada 83 812
União das freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estevão e São Vicente) 105 201
União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) 123 464
União das freguesias de Ferreiros e Gondizalves 167 034
União das freguesias de Guisande e Oliveira (São Pedro) 83 530
União das freguesias de Lomar e Arcos 145 954
União das freguesias de Merelim (São Paio), Panoias e Parada de Tibães 139 356
União das freguesias de Merelim (São Pedro) e Frossos 108 797
União das freguesias de Morreira e Trandeiras 83 529
União das freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães 212 458
União das freguesias de Nogueiró e Tenões 118 209
União das freguesias de Real, Dume e Semelhe 200 301
União das freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra 83 529
União das freguesias de Vilaça e Fradelos 83 529
Total – 4 314 923
Abadim 96 333
Basto 84 592
Bucos 100 864
Cabeceiras de Basto 111 292
Cavez 115 697
Faia 80 904
Pedraça 92 177
Rio Douro 130 999
União das freguesias de Alvite e Passos 103 663
União das freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune 112 104
União das freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas 140 766
Refojos de Basto 147 292
Outeiro 94 636
Painzela 89 644
Total – 1 500 963
Agilde 91 810
Arnóia 110 989
Borba de Montanha 93 607
Codeçoso 89 080
Fervença 96 713
Moreira do Castelo 82 544
Rego 102 116
Ribas 90 626
Basto (São Clemente) 104 209
Vale de Bouro 85 537
União das freguesias de Britelo, Gémeos e Ourilhe 151 456
União das freguesias de Caçarilhe e Infesta 98 335
União das freguesias de Canedo de Basto e Corgo 105 369
União das freguesias de Carvalho e Basto (Santa Tecla) 98 758
União das freguesias de Veade, Gagos e Molares 119 356
Total -1 520 505
Antas 92 143
Forjães 95 015
Gemeses 72 777
Vila Chã 79 218
Apúlia 121 370
Fão 103 885
Belinho 93 181
Mar 77 810
Esposende 102 128
Marinhas 143 374
Gandra 80 672
União das freguesias de Fonte Boa e Rio Tinto 98 020
Palmeira de Faro 92 186
Curvos 73 457
Total – 1 325 236
Armil 81 305
Estorãos 93 780
Fafe 255 588
Fornelos 87 092
Golães 99 157
Medelo 86 714
Paços 84 090
Quinchães 108 721
Regadas 95 524
Revelhe 82 544
Ribeiros 80 314
Arões (Santa Cristina) 88 255
São Gens 106 791
Silvares (São Martinho) 91 883
Arões (São Romão) 119 133
Travassós 95 564
Vinhós 77 309
União de freguesias de Aboim, Felgueiras, Gontim e Pedraído 139 455
União de freguesias de Agrela e Serafão 108 865
União de freguesias de Antime e Silvares (São Clemente) 108 329
União de freguesias de Ardegão, Arnozela e Seidões 128 817
União de freguesias de Cepães e Fareja 113 858
União de freguesias de Freitas e Vila Cova 104 638
União de freguesias de Monte e Queimadela 116 913
União de freguesias de Moreira do Rei e Várzea Cova 139 528
Total – 2 694 167
Aldão 69 800
Azurém 167 275
Barco 75 199
Brito123 221
Caldelas 116 701
Costa 108 962
Creixomil 159 043
Fermentões 117 889
Gonça 75 343
Gondar 89 907
Guardizela 89 669
Infantas 82 550
Longos 81 135
Lordelo 117 062
Mesão Frio 109 725
Moreira de Cónegos 128 179
Nespereira 92 516
Pencelo 70 257
Pinheiro 69 216
Polvoreira 104 876
Ponte 131 371
Ronfe 115 311
Prazins (Santa Eufémia) 70 833
Selho (São Cristóvão) 82 614
Selho (São Jorge) 131 587
Candoso (São Martinho) 71 699
Sande (São Martinho) 90 947
São Torcato 107 180
Serzedelo 107 691
Silvares 89 578
Urgezes 125 025
União das freguesias de Abação e Gémeos 108 350
Airão (Santa Maria) 81 124
Airão São João 73 846
Vermil 75 145
União das freguesias de Arosa e Castelões 104 638
União das freguesias de Atães e Rendufe 115 076
União das freguesias de Briteiros Santo Estevão e Donim 95 514
União das freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia 95 039
União das freguesias de Candoso São Tiago e Mascotelos 112 634
Conde 75 682
Gandarela 74 889
União das freguesias de Leitões, Oleiros e Figueiredo 114 529
União das freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião 178 824
Prazins Santo Tirso 73 846
Corvite 66 103
União das freguesias de Sande São Lourenço e Balazar 92 055
Sande (Vila Nova) 84 476
Sande (São Clemente) 84 636
União das freguesias de Selho São Lourenço e Gominhães 95 836
Serzedo 79 119
Calvos 73 846
União das freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar 114 888
Tabuadelo 83 339
São Faustino 73 566
Total – 5 399 361
Covelas 77 309
Ferreiros 78 463
Galegos 77 309
Garfe 86 176
Geraz do Minho 80 008
Lanhoso 84 265
Monsul 78 926
Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) 138 467
Rendufinho 85 125
Santo Emilião 78 623
São João de Rei 81 097
Serzedelo 88 310
Sobradelo da Goma 90 345
Taíde 95 224
Travassos 80 182
Vilela 79 923
União das freguesias de Águas Santas e Moure 97 833
União das freguesias de Calvos e Frades 98 331
União das freguesias de Campos e Louredo 98 796
União das freguesias de Esperança e Brunhais 98 331
União das freguesias de Fonte Arcada e Oliveira 109 678
União das freguesias de Verim, Friande e Ajude 111 677
Total – 1 994 398
Balança 77 309
Campo do Gerês 132 864
Carvalheira 88 655
Covide 98 935
Gondoriz 84 564
Moimenta 79 881
Ribeira 76 892
Rio Caldo 95 886
Souto 77 680
Valdosende 91 885
Vilar da Veiga 155 278
União das freguesias de Chamoim e Vilar 104 271
União das freguesias de Chorense e Monte 114 690
União das freguesias de Cibões e Brufe 122 414
Total – 1 401 204
Cantelães 91 158
Eira Vedra 82 545
Guilhofrei 91 789
Louredo 84 564
Mosteiro 89 496
Parada de Bouro 84 564
Pinheiro 89 081
Rossas 125 395
Salamonde 85 578
Tabuaças 88 910
Vieira do Minho 104 125
União das freguesias de Anissó e Soutelo 98 331
União das freguesias de Anjos e Vilar do Chão 119 778
União das freguesias de Caniçada e Soengas 91 749
União das freguesias de Ruivães e Campos 144 226
União das freguesias de Ventosa e Cova 98 331
Total – 1 569 620
Bairro 102 037
Brufe 84 772
Castelões 82 128
Cruz 78 357
Delães 104 110
Fradelos 121 214
Gavião 110 041
Joane 166 273
Landim 96 856
Louro 87 151
Lousado 112 550
Mogege 78 496
Nine 97 699
Pedome 81 272
Pousada de Saramagos 78 409
Requião 105 773
Riba de Ave 96 923
Ribeirão 176 610
Oliveira (Santa Maria) 104 350
Vale (São Martinho) 82 269
Oliveira (São Mateus) 90 988
Vermoim 97 532
Vilarinho das Cambas 81 319
União das freguesias de Antas e Abade de Vermoim 158 972
União das freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures 128 673
Avidos 78 425
Lagoa 73 848
União das freguesias de Carreira e Bente 96 515
Esmeriz 88 064
Cabeçudos 79 021
Gondifelos 97 003
Cavalões 82 956
Outiz 73 848
União das freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei 122 534
Ruivães 87 939
Novais 73 848
União das freguesias de Seide 84 294
União das freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela 159 587
União das freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário 282 879
Total – 4 085 535
Atiães 78 620
Cabanelas 100 000
Cervães 104 170
Coucieiro 78 857
Dossãos 77 309
Freiriz 87 852
Gême 77 309
Lage 105 686
Lanhas 77 309
Loureira 82 132
Moure 89 713
Oleiros 85 716
Parada de Gatim 78 926
Pico 77 309
Ponte 77 309
Sabariz 77 309
Vila de Prado 131 785
Prado (São Miguel) 82 545
Soutelo 98 809
Turiz 90 419
Valdreu 103 902
Aboim da Nóbrega e Gondomar 105 689
União das freguesias da Ribeira do Neiva 235 506
União das freguesias de Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago) 104 641
União das freguesias de Escariz (São Mamede) e Escariz (São Martinho) 104 641
União das freguesias de Esqueiros, Nevogilde e Travassós 127 931
União das freguesias de Marrancos e Arcozelo 104 641
União das freguesias de Oriz (Santa Marinha) e Oriz (São Miguel) 104 478
União das freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós 128 821
União das freguesias de Sande, Vilarinho, Barros e Gomide 153 000
União das freguesias de Valbom (São Pedro), Passô e Valbom (São Martinho) 127 924
União das freguesias do Vade 169 426
Vila Verde e Barbudo 170 868
Total – 3 500 552
Santa Eulália 132 279
Infias 77 300
Vizela (Santo Adrião) 86 373
União das freguesias de Caldas de Vizela (São Miguel e São João) 210 559
Tagilde 81 563
Vizela (São Paio) 77 695
Total – 665 769
Total – Distrito de Braga 36 832 402
Aboim das Choças 77 309
Aguiã 79 651
Ázere 77 309
Cabana Maior 94 254
Cabreiro 121 674
Cendufe 77 309
Couto 82 545
Gavieira 129 627
Gondoriz 123 454
Miranda 89 905
Monte Redondo 77 309
Oliveira 77 309
Paçô 84 326
Padroso 89 081
Prozelo 81 748
Rio Frio 103 330
Rio de Moinhos 77 309
Sabadim 84 564
Jolda (São Paio) 77 309
Senharei 88 490
Sistelo 104 280
Soajo 138 946
Vale 96 813
União das freguesias de Alvora e Loureda 98 331
União das freguesias de Arcos de Valdevez (São Paio) e Giela 102 039
União das freguesias de Arcos de Valdevez (Salvador), Vila Fonche e Parada 123 699
União das freguesias de Eiras e Mei 90 450
União das freguesias de Grade e Carralcova 103 170
União das freguesias de Guilhadeses e Santar 90 450
União das freguesias de Jolda (Madalena) e Rio Cabrão 90 450
União das freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) 90 390
União das freguesias de Portela e Extremo 102 355
União das freguesias de São Jorge e Ermelo 115 620
União das freguesias de Souto e Tabaçô 98 191
União das freguesias de Távora (Santa Maria e São Vicente) 98 331
União das freguesias de Vilela, São Cosme e São Damião e Sá 112 696
Total – 3 450 023
Âncora 71 971
Argela 76 574
Dem 84 030
Lanhelas 70 017
Riba de Âncora 73 582
Seixas 79 320
Vila Praia de Âncora 124 309
Vilar de Mouros 74 541
Vile 62 764
União das freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João) 151 960
União das freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho 100 032
União das freguesias de Gondar e Orbacém 99 133
União das freguesias de Moledo e Cristelo 91 978
União das freguesias de Venade e Azevedo 84 355
Total – 1 244 566
Alvaredo 78 914
Cousso 85 758
Cristoval 81 242
Fiães 94 254
Gave 95 758
Paderne 99 112
Penso 85 370
São Paio 87 465
União das freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro 217 108
União das freguesias de Chaviães e Paços 98 331
União das freguesias de Parada do Monte e Cubalhão 134 161
União das freguesias de Prado e Remoães 90 450
União das freguesias de Vila e Roussas 119 586
Total – 1 367 509
Abedim 89 781
Barbeita 87 621
Barroças e Taias 77 309
Bela 78 635
Cambeses 77 988
Lara 80 914
Longos Vales 96 470
Merufe 117 792
Moreira 78 135
Pias 90 494
Pinheiros 77 309
Podame 77 309
Portela 89 081
Riba de Mouro 96 204
Segude 77 309
Tangil 109 250
Trute 84 564
União das freguesias de Anhões e Luzio 107 175
União das freguesias de Ceivães e Badim 98 331
União das freguesias de Mazedo e Cortes 129 101
União das freguesias de Messegães, Valadares e Sá 118 866
União das freguesias de Monção e Troviscoso 133 464
União das freguesias de Sago, Lordelo e Parada 104 126
União das freguesias de Troporiz e Lapela 97 871
Total – 2 275 099
Agualonga 82 213
Castanheira 86 040
Coura 84 102
Cunha 91 525
Infesta 82 226
Mozelos 77 309
Padornelo 83 388
Parada 82 986
Romarigães 86 261
Rubiães 87 366
Vascões 84 564
União das freguesias de Bico e Cristelo 99 264
União das freguesias de Cossourado e Linhares 98 331
União das freguesias de Formariz e Ferreira 113 473
União das freguesias de Insalde e Porreiras 108 544
União das freguesias de Paredes de Coura e Resende 107 799
Total – 1 455 391
Azias 86 907
Boivães 77 330
Bravães 78 968
Britelo 92 776
Cuide de Vila Verde 77 309
Lavradas 86 236
Lindoso 131 454
Nogueira 77 309
Oleiros 77 309
Sampriz 84 503
Vade (São Pedro) 77 309
Vade (São Tomé) 76 967
União das freguesias de Crasto, Ruivos e Grovelas 119 142
União das freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil 145 603
União das freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães 151 221
União das freguesias de Touvedo (São Lourenço e Salvador) 90 971
União das freguesias de Vila Chã (São João Baptista e Santiago) 103 817
Total – 1 635 131
Anais 89 800
São Pedro d’Arcos 81 221
Arcozelo 116 877
Beiral do Lima 84 625
Bertiandos 63 021
Boalhosa 76 856
Brandara 63 021
Calheiros 88 566
Calvelo 67 571
Correlhã 101 782
Estorãos 98 320
Facha 89 861
Feitosa 72 452
Fontão 71 428
Friastelas 77 309
Gandra 69 475
Gemieira 78 977
Gondufe 81 121
Labruja 96 541
Poiares 85 655
Refóios do Lima 98 084
Ribeira 86 709
Sá 63 021
Santa Comba 63 021
Santa Cruz do Lima 63 021
Rebordões (Santa Maria) 72 442
Seara 64 764
Serdedelo 82 404
Rebordões (Souto) 75 991
Vitorino das Donas 69 917
Arca e Ponte de Lima 120 567
Ardegão, Freixo e Mato 129 805
Gaifar 88 136
Sandiães 88 136
Vilar das Almas 88 136
Bárrio e Cepões 104 641
Cabaços e Fojo Lobal 104 641
Cabração e Moreira do Lima 125 802
Fornelos e Queijada 104 359
Labrujó, Rendufe e Vilar do Monte 111 471
Navió e Vitorino dos Piães 114 713
Total – 3 574 260
Boivão 89 081
Cerdal 98 527
Fontoura 86 886
Friestas 64 239
Ganfei 79 711
São Pedro da Torre 75 955
Verdoejo 64 638
União das freguesias de Gandra e Taião 101 896
União das freguesias de Gondomil e Sanfins 107 783
União das freguesias de São Julião e Silva 98 331
União das freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão 151 732
Total – 1 018 779
Afife 88 075
Alvarães 97 039
Amonde 70 276
Anha 94 108
Areosa 130 770
Carreço 92 969
Castelo do Neiva 98 317
Darque 161 735
Freixieiro de Soutelo 80 055
Lanheses 82 801
Montaria 113 145
Mujães 75 989
São Romão de Neiva 75 903
Outeiro 90 341
Perre 103 410
Santa Marta de Portuzelo 113 917
Vila Franca 82 255
Vila de Punhe 86 174
Chafé 94 565
Barroselas 112 238
Carvoeiro 86 746
Cardielos 76 435
Serreleis 74 417
União das freguesias de Geraz do Lima (Santa Maria, Santa Leocádia e Moreira) e Deão 135 808
Mazarefes 76 598
Vila Fria 80 887
União das freguesias de Nogueira, Meixedo e Vilar de Murteda 122 053
União das freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã 117 134
União das freguesias de Torre e Vila Mou 84 043
União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela 390 177
Total – 3 188 380
Cornes 82 843
Covas 126 427
Gondarém 89 473
Loivo 84 647
Mentrestido 79 611
Sapardos 84 518
Sopo 98 745
União das freguesias de Campos e Vila Meã 107 843
União das freguesias de Candemil e Gondar 99 868
União das freguesias de Reboreda e Nogueira 98 730
União das freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe 107 354
Total – 1 060 059
Total – Distrito de Viana do Castelo 20 269 197
O conteúdo Saiba quanto vai receber a sua freguesia do Orçamento do Estado aparece primeiro em O MINHO.
VTM
A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro edita o livro Douro Intenso, uma obra contemporânea sobre a região na sua diversidade, do rio aos seus afluentes, da paisagem Património Mundial ao que raramente se revela.
Entre o ensaio e o álbum, o livro reúne fotografia de 35 autores, a maioria de percurso reconhecido nas áreas do fotojornalismo e da fotografia de autor, propondo uma nova forma de apresentar e promover o território, aproximando a sua linguagem à dos grandes livros de viagem, cultura e arte, num registo de rigor e de leveza a um só tempo. A concepção e direção editorial é da responsabilidade da Greengrape, empresa especializada na comunicação e organização de eventos, nas áreas da gastronomia e vinhos.
Em formato generoso e capa dura, no clássico género do ‘coffee table book’, este objeto editorial de forte identidade, original na literatura da região, divide-se em dois capítulos, Essência Douro e Além Douro, propondo, nas suas 204 páginas, um olhar sobre a região que o rio Douro e os seus afluentes abarcam.
“Como um coração que se ramifica em afluentes de boa saúde, o Douro é também gastronomia e produtos agrícolas, património e cultura, pessoas”, comenta o presidente da CIM Douro, João Gonçalves. Esta Comunidade Intermunicipal “está a trilhar esse caminho”, acrescenta: “Queremos deixar um legado para que as novas gerações possam criar valor no Douro, tecer essa teia de valorização dos nossos ativos. Preservar o património é importante, mas o património só é economicamente poderoso quando continua a ser produzido, consumido e remunerado”.
Essa é também a lógica que atravessa o livro, contrariar a ideia de que o Douro “é vinho e o resto é paisagem”, refere ainda o presidente da CIM Douro: “O tomate coração de boi, a amêndoa do Douro Superior, a castanha de Sernancelhe, a maçã de Armamar ou os produtos de Carrazeda de Ansiães e Moimenta da Beira podem fazer, pela via da gastronomia e da bioeconomia local, muito mais pelo desenvolvimento da região do que geralmente se supõe”. É essa sofisticação simples, feita de tradição, de horta e de mesa, que o livro procura também registar.
Com edição em português e inglês (3000 unidades em cada língua), o livro Douro Intenso será distribuído pelos hotéis e unidades de enoturismo da região, bem como junto de parceiros nacionais e internacionais na divulgação e promoção do Douro.
A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro integra 19 municípios da região duriense: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real. Tem como propósitos impulsionar o desenvolvimento sustentável, a coesão e a competividade económica do território. Localizada numa região de beleza singular e marcada pelo património da UNESCO, a CIM Douro procura valorizar a identidade duriense, atrair visitantes e investidores e elevar a qualidade de vida de quem habita na região.
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A Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) comunicou já esta segunda-feira “ser alheia” em “relação aos atrasos na prestação de socorro” na freguesia vizinha de Vilar da Veiga.
“Nas últimas semanas, a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa tem recebido preocupações de pessoas e de empresas da freguesia de Vilar da Veiga, no concelho de Terras de Bouro, em relação a atrasos na prestação de socorro”, segundo afirma a CVP de Rio Caldo.
“Apesar de sermos o meio de emergência geograficamente mais próximo, foram identificadas situações em que as suas ambulâncias e as suas equipas (socorristas), estando disponíveis, não foram acionadas para ocorrências naquela freguesia”, diz o comunicado enviado a O MINHO.
“A ativação e o despacho dos meios operacionais são da responsabilidade do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), desconhecendo por isso esta Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa os motivos que estiveram na origem dessas decisões”, acrescenta a CVP de Rio Caldo, afirmando que “toda a nossa população pode continuar a contar” com a delegação.
“Perante uma situação de emergência, a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa recomenda que a população contacte sempre o 112, indicando claramente a localização e a natureza da ocorrência, podendo informar o operador da proximidade desta Delegação”, refere.
“Está também disponível o contacto telefónico direto com atendimento 24 horas por dia esta estrutura operacional de socorro e de salvamento”, sendo que “a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o INEM e restantes entidades, mantendo o compromisso de servir a população com responsabilidade, dedicação e prontidão”, refere o comunicado da CVP de Rio Caldo emitido esta segunda-feira.
A Delegação de Rio Caldo da CVP é presidida por José Dias Antunes e coordenada por Jacob Alves, dispondo de meia centena de socorristas, sendo seis profissionais, a fim de corresponder às suas múltiplas solicitações.
Conta com quatro veículos de emergência, servindo todo o concelho e lugares de municípios limítrofes, até Montalegre, Vila Real, Trás-os-Montes. Dispõe ainda de dois veículos de transporte de doentes e um terceiro com idêntica finalidade, mas com a mais-valia de transportar doentes em macas.
Fundada a 29 de julho de 1985, a Delegação de Rio Caldo da CVP serve ininterruptamente há 41 anos uma área imensa, com destaque, nesta época estival do ano, para assistir caminheiros desorientados em trilhos e feridos nas cascatas do Gerês, além de durante o ano na assistência aos peregrinos até ao “Sãobentinho” (Santuário de São Bento da Porta Aberta), em Rio Caldo.
Tem também operacionais com formação em busca e salvamento em grandes áreas, Tripulante de Ambulância de Transportes (TAT) e de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS) condução de emergência, com intenção de diversificar cada vez mais a formação, de acordo com as necessidades da sua área de intervenção, segundo comunicação da estrutura de socorro e de salvamento.
O conteúdo Terras de Bouro: Cruz Vermelha de Rio Caldo “alheia” a demoras no socorro aparece primeiro em O MINHO.

© MANUEL MOURA/LUSA
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Amares – 15.472.638 euros
Barcelos – 67.430.659 euros
Braga – 69.847.301 euros
Cabeceiras de Basto – 18.095.387 euros
Celorico de Basto – 20.663.455 euros
Esposende – 17.478.545 euros
Fafe – 35.793.572 euros
Guimarães – 75-661.898 euros
Póvoa de Lanhoso – 17.123.023 euros
Terras de Bouro – 13.095.503 euros
Vieira do Minho – 14.698.923 euros
Vila Nova de Famalicão – 59.355.925 euros
Vila Verde – 34.784.838 euros
Vizela – 14.125.160 euros
Total – 473.626.827 euros
Arcos de Valdevez – 26.517.721 euros
Caminha – 12.699.506 euros
Melgaço – 12.855.327 euros
Monção – 18.027.381 euros
Paredes de Coura – 12.996.839 euros
Ponte da Barca – 14.202.199 euros
Ponte de Lima – 32.224.516 euros
Valença – 12.492.641 euros
Viana do Castelo – 39.246.384 euros
Vila Nova de Cerveira – 12.183.265 euros
Total: 193.445.779 euros
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VTM
A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que a interrupção da circulação ferroviária na Linha do Douro ocorrerá entre os dias 3 de novembro e 24 de março. Durante este período, será assegurado um transporte rodoviário alternativo, com paragens nas localidades servidas pela linha do comboio.
As obras visam a modernização e eletrificação do troço entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, tendo já iniciado em 2025. Este projeto inclui uma suspensão anterior da circulação por cinco meses e foi programado para o inverno, época de menor procura pelo serviço ferroviário.
O investimento total na empreitada é de 110 milhões de euros, prevendo-se a eletrificação integral dos cerca de 47 quilómetros deste troço. Os trabalhos estão estimados para durar três anos, com três períodos distintos de interrupção da circulação ferroviária.
Atualmente, a eletrificação da Linha do Douro está concluída até ao Marco de Canaveses. A IP expressou agradecimento pela compreensão dos utilizadores face aos constrangimentos causados por estas intervenções, que considera essenciais para modernizar e reforçar a segurança na infraestrutura ferroviária.
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VTM
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Comercial Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), João Neves, disse que o principal problema da Feira dos Gorazes, no momento, reside na falta de espaço para acolher os expositores que procuram este certame e há lotação esgotada com cerca de 140 expositores.
“Temos tido muitas solicitações por parte de expositores um pouco de todo o país, mas não temos espaço para os colocar, e, lamentavelmente, temos de recusar as inscrições. Estes empresários acreditam no potencial desta feira e por isso somos procurados por empresas de vários ramos de atividade” disse o dirigente.
Segundo João Neves, “este ano a Feira dos Gorazes foi muito procurada por parte de empresários de Mogadouro e região Planalto Mirandês”.
A secular feira anual Feira dos Gorazes, que ao longo das últimas três décadas transformou uma feira de origem medieval num certame de fim de colheitas e que dá a conhecer as multiatividades económicas da região do distrito de Bragança.
Segunda a ACISM, o orçamento para a edição deste ano é de 260 mil euros.
Este certame prevê a presença de 140 expositores de vários ramos de atividade, como comércio local, agricultura, artesanato, maquinaria agrícola, gastronomia, cultura ou turismo.
Segundo João Neves, a Feira dos Gorazes é um certame onde se fazem negócios, com destaque para expositores que apostam em mostrar novos produtos comerciais ou serviços.
“Trata-se de um certame de relevo no panorama da feira anual do Nordeste Transmontano devido à sua tradição e à multiplicidade dos produtos apresentados, a aposta cada vez maior de novas empresas da de Mogadouro da região”, vincou.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, disse que reconhece que há falta de espaço no recinto municipal de feiras e exposições e que terá de arranjar uma solução, estando em cima mesa várias sugestões para serem analisadas.
“Por vezes, lamentavelmente, são rejeitados expositores com produtos com potencial para o território e daí ser necessário conseguir mais espaço no recinto da feira para receber mais expositores”, vincou.
Segundo o autarca, a Feira dos Gorazes continua a ser uma montra do que de melhor se faz no concelho Mogadouro e no Planalto Mirandês.
Segundo a organização do certame, a entrada no recinto da feira é gratuita e a música será outro dos ingredientes, com o palco reservado para os 4 MENS dia 15, enquanto no dia seguinte será a vez do Chico da Tina e, no dia 17, a festa fica a cargo dos D.AM.A.
A Feira dos Gorazes tem associada uma componente gastronómica, com posta de vitela assada na brasa e a marrã servidas nos restaurantes do concelho, que se juntam os vinhos da sub-região do Planalto Mirandês que está integrada na Comissão Vitivinícola das Terras de Trás -os – Montes.
Segundo o historiador António Rodrigues Mourinho, o nome da feira terá origem medieval e não se trata apenas de uma tradicional feira de fim de colheitas, mas de um local de diversão e importante centro para o comércio do artesanato e de outros produtos tradicionais.
A origem da palavra “Gorazes” também é assunto de discussão quanto à sua origem, mas há investigadores que acreditam ser grega e relacionada com a carne de porco, iguaria deste tempo de festa.
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VTM
Uma mulher, de 25 anos, ficou gravemente ferida na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros, ocorrida por volta das 8h00, na variante entre Benagouro e a A24.
Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca, Orlando Matos, a vítima ficou encarcerada no interior da viatura, tendo sido necessária a intervenção dos meios de socorro para a retirar. A mulher foi transportada para o Hospital de Vila Real.
A mulher sofreu uma fratura, necessitou de assistência hospitalar e teve mesmo que ser sujeita a cirurgia referiu Orlando Matos à VTM.
O alerta para o acidente foi dado antes das 8h00, tendo sido mobilizados meios de socorro para o local, incluindo elementos dos bombeiros, duas ambulâncias, com dois elementos cada uma, a VMER e elementos da GNR.
No total, segundo dados da Proteção Civil estiveram no local 9 operacionais e três meios terrestres.
As circunstâncias em que ocorreu a colisão não são, para já, conhecidas.
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VTM
Nascido em 25 de novembro de 1925, em Bruçó, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, José Telmo Ferraz foi visto como “um verdadeiro missionário do bem” por aqueles com quem se cruzou, nomeadamente operários que construíram as barragens do Picote e de Miranda do Douro, nos anos 1950, por ter denunciado as condições desumanas de trabalho, o que lhe valeu a perseguição pelas autoridades da ditadura.
O sacerdote fez os estudos teológicos nos Seminários de Vinhais e Bragança e foi ordenado em 1951. A agência Ecclesia recorda que exerceu como pároco nas aldeias de Genísio e Vilar Seco, tendo assumido a função de capelão da barragem de Picote, onde desenvolveu uma pastoral junto dos operários, à semelhança do seu trabalho posterior na barragem de Cambambe, em Angola, a partir de 1960.
Telmo Ferraz estabeleceu-se em Malanje, em 1963, como responsável da Casa do Gaiato que criou de raiz, numa fazenda a cerca de 10 quilómetros da cidade, junto à estrada para Luanda.
Com esta “sucursal” da Obra de Rua, fundada pelo padre Américo, onde permaneceu até 2012, Telmo Ferraz trabalhou no apoio a meninos com graves problemas familiares e sociais e na formação de jovens em risco.
Numa entrevista à agência Lusa, em janeiro de 2018, disse que “pela Casa do Gaiato de Malanje, passaram cerca de dois mil rapazes, que ao longo de meio século, e após receberem a devida instrução escolar, se transformaram em ministros, generais, empregados bancários, empresários, advogados, entre outras profissões”.
A Casa do Gaiato de Malanje foi construída com ajuda de um grupo de rapazes oriundos de Portugal, ali acolhidos, que angariaram fundos, com a ajuda do padre Telmo, pelas principais cidades do norte de Angola. Ao longo da sua vida, a casa passou por momentos conturbados, chegando a carecer de géneros alimentares e roupas.
Antes de ir para Angola, o padre da diocese Bragança – Miranda deixou igualmente uma marca profunda na comunidade, durante a construção da barragem de Picote, no concelho de Miranda do Douro, por ter testemunhado e denunciado as condições desumanas dos operários, incluindo no seu livro “O Lodo e as Estrelas”, que acabaria por ser proibido pela PIDE, a polícia política da ditadura.
Da obra literária do padre Telmo Ferraz destaca-se ainda “Rostos de uma Barragem, o álbum de Telmo Ferraz“, livro lançado em julho de 2022, que reproduz 200 fotografias, a preto e branco, sobre a “dura realidade” da construção da barragem de Picote, na década de 1950.
O investigador Henrique Manuel Pereira, docente da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, que coordenou a obra, disse na altura à agência Lusa que este álbum constitui um documento único da época, comas suas 200 fotografias absolutamente inéditas, na sua maioria da autoria do padre Telmo Ferraz, legendadas pelo próprio.
“Este é um retrato dos inícios da construção da barragem de Picote, no Douro Internacional, até a sua inauguração. Portanto, estamos a falar de uma janela temporal de cinco anos. Este trabalho figura um documento social e histórico único, porque põe em diálogo a fotografia com textos do icónico livro escrito pelo padre Telmo Ferraz, ‘O Lodo e as Estrelas’”, indicava na altura o académico.
Ao longo dos anos foram feitas varias homenagens ao padre Telmo Ferraz, principiadamente por antigos trabalhadores das barragens de Picote e Miranda do Douro que com o clérigo se cruzaram, e também pelas autarquias de Mogadouro e Miranda do Douro e as juntas de freguesias de Picote e Bruçó, a sua terra natal.
Em 2025, quando completou 100 anos, o sacerdote foi condecorado pelo Governo angolano pelo “papel e realce na luta, conquista e manutenção da paz, pelo desenvolvimento” daquele país e pela “harmonia entre os angolanos, no espírito de reconciliação nacional, tolerância e perdão recíproco”.
Segundo a diocese de Bragança – Miranda, as cerimónias fúnebres realizam-se hoje, 09 de outubro, a partir das 17:00, na Casa do Gaiato, em Paço de Sousa, Penafiel.
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O Museu da Terra de Miranda, localizado em Miranda do Douro, reabre as suas portas ao público hoje, após um período de encerramento para obras de requalificação e ampliação que durou quatro anos. O programa de reabertura é gratuito e irá decorrer até domingo.
As obras realizadas incluíram a aquisição de três imóveis adjacentes e tiveram um custo aproximado de dois milhões de euros, maioritariamente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), conforme recordou Celina Pinto, diretora do museu, à agência Lusa no final de setembro.
A nova experiência museológica destaca a língua mirandesa, que assume um papel central ao lado do português. Segundo a Museus e Monumentos de Portugal, “o novo percurso valoriza o património material e imaterial” e coloca em evidência não apenas os objetos, mas também as pessoas e as práticas que lhes conferem significado.
Os temas abordados na nova experiência incluem a língua e o território, a história, as artes e ofícios, o espaço doméstico, os trajes, a dança e a música. O programa inicia-se às 16:00 com uma performance comunitária intitulada “L’AMPEÇO”, desenvolvida em colaboração com as comunidades locais sob a orientação artística da Ondamarela.
Além disso, será apresentada uma exposição temporária chamada “Ramos de Oferenda da Terra de Miranda”, que se dedica à tradição associada ao ciclo agrícola e à celebração comunitária do pão. Entre as 18:00 e as 23:00 ocorrerá uma festa na Praça D. João II.
No domingo, às 16:00, está agendada uma visita guiada denominada “Loas cantadas”, conduzida pelo Grupo Etnográfico do Centro Cultural de Sendim. Fundado em 1982 por António Maria Mourinho, o Museu da Terra de Miranda possui coleções provenientes dos municípios vizinhos como Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro.
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VTM
Os viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD) que queiram aceder ao apoio excecional podem fazê-lo até segunda-feira, através de uma plataforma ‘online’ lançada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).
Seguem-se algumas perguntas e respostas sobre a crise na viticultura duriense e o apoio excecional do Governo:
Em que consiste o apoio do Governo?
O regime excecional para os viticultores da RDD foi aprovado, em Conselho de Ministros, a 04 de setembro, e tem uma dotação orçamental de 12 milhões de euros.
O Governo explicou que esta medida se destina à área de vinha que, na campanha vitivinícola de 2026/2027, seja total ou parcialmente deixada por vindimar, e que o apoio assume a natureza de subvenção não reembolsável.
Podem beneficiar pessoas singulares ou coletivas que sejam viticultores na RDD, incluindo os associados das adegas cooperativas.
O montante será pago diretamente pelo IVDP em função da quantidade de uvas que fique por colher.
A portaria n.º 431/2026/1, de 15 de setembro, que estabelece as regras de concessão do apoio, concretiza que se pretende “assegurar a esses viticultores um rendimento mínimo, prevenindo o abandono da vinha e a consequente degradação da paisagem vitícola e do potencial produtivo da região” que é Património Mundial da UNESCO desde 2001.
Para terem direito à ajuda, os viticultores não podem “colher, transformar, comercializar ou por qualquer forma dar destino às uvas não colhidas, desde a data de apresentação da candidatura e até à realização do pagamento previsto que será feito diretamente pelo IVDP, de uma só vez e por transferência bancária.
Terão também que permitir o acesso aos locais e aos documentos necessários ao acompanhamento e controlo do apoio.
Se as candidaturas ultrapassarem a dotação orçamental de 12 milhões de euros, será aplicado um rateio, ou seja, procede-se à redução proporcional do montante individual.
Depois de terminado o prazo para entrega das candidaturas, na segunda-feira, o IVDP tem oito dias para confirmar as candidaturas, as parcelas abrangidas, a quantidade apoiada e o montante do apoio.
A 23 de setembro foi publicada uma alteração à portaria, que especifica que se entende por ‘coeficiente de não colheita’ o valor resultante da divisão da produção não colhida pelo maior valor entre a produtividade média de referência e a produtividade média das últimas cinco campanhas vitivinícolas da RDD.
E por ‘produção não colhida’ entende-se a diferença entre a produtividade média de referência, apurada pelo IVDP, e a quantidade reportada na declaração de colheita e produção (DCP) da campanha 2026-2027, referente às parcelas situadas na RDD, expressa em quilogramas por hectare.
O Ministério da Agricultura e Mar justificou que este regime de exceção para o Douro se “insere num quadro de medidas para normalizar o setor vitivinícola, salvaguardar a sustentabilidade económica, social e ambiental, e proteger os produtores e o património cultural e paisagístico da região duriense”, que tem área classificada como Património Mundial pela UNESCO há 25 anos.
Qual foi a reação das organizações da RDD?
Logo após o anúncio do apoio excecional, a Casa do Douro, organização representativa da produção que tem sede na Régua, considerou que a medida “não é a ideal”, mas “é a possível”.
A Casa do Douro esclareceu que defendia a medida “da uva para destilar”, à semelhança do que foi implementado no ano passado, e que ajudaria a retirar excedentes, transformando-os em aguardente que poderia ser introduzida no vinho do Porto.
A Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro), também com sede na Régua, demarcou-se do apoio excecional, considerando que esta solução não resolve o problema da falta de escoamento.
Para a tomada de posição da Prodouro pesou o facto de a medida lançada pelo Governo não ter sido aprovada pelo Conselho Interprofissional do IVDP, órgão onde estão representadas as organizações da produção e do comércio.
Para esta associação, a medida limita-se a compensar parcialmente o produtor pela não realização da colheita, deixando por responder questões essenciais relacionadas com a gestão dos excedentes, o equilíbrio do mercado, a valorização da uva e a sustentabilidade económica das explorações.
A Associação Lutar pelo Douro, sediada em São João da Pesqueira (Viseu), disse que “todas as medidas que venham em prol do viticultor são benéficas”, no entanto, realçou que este ano “peca efetivamente por ser muito tardia” ao ser anunciada numa fase em que já se estava em plena vindima e, por isso, muitos viticultores já tinham optado por vender as uvas sem preço ou até abaixo do preço de produção.
As direções das organizações regionais do PCP de Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu consideraram que se trata de uma medida desadequada e que desperdiça uvas, que ficam por vindimar e poderiam ser usadas na produção de aguardente.
Alertaram que “o Governo paga para que se deixe apodrecer uvas de alta qualidade, enquanto o mercado importa mostos e vinhos de qualidade inferior”.
Como reagiram organizações a nível nacional?
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) realçou que a “medida extraordinária não substitui as medidas estruturais de que a RDD necessita, a começar pela proibição de compra das uvas abaixo dos custos de produção, o aumento do quantitativo do benefício, a utilização de aguardente regional na produção de vinho do Porto e a efetivação de condições para que a Casa do Douro possa atuar para estabilizar ‘stocks’ e preços.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) saudou as medidas anunciadas pelo Governo para os viticultores do Douro, mas avisou que todo o setor enfrenta uma crise, exigindo a extensão dos apoios a todo o país.
A organização assinalou que o mercado nacional está pressionado pela “entrada maciça” de vinho espanhol, muitas vezes sem controlo, e comercializado a preços com os quais Portugal não consegue competir.
Quando se agravou a crise na viticultura do Douro?
Durante anos, pequenos e médios viticultores da RDD reclamaram um preço justo para a venda da uva, denunciando situações em que entregam as uvas sem preço, ou seja, sem saberem que remuneração vão usufruir, e outros casos em que o rendimento não cobre os elevados custos de produção.
A situação agravou-se na fase pós pandemia de covid-19 e, em 2024, alegando quebras nas vendas e ‘stocks’ cheios, empresas avisaram, antes da vindima, que não iriam ao mercado ou só iriam comprar as uvas para cumprir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto.
Cada pipa de vinho do Porto pode corresponder a uma média de mil euros pagos aos viticultores, sendo o benefício uma das principais fontes de rendimento dos produtores durienses.
O benefício desceu das 104 mil pipas em 2023 para as 90 mil em 2024 e as 75 mil em 2025, numa quebra em três anos de 29 mil pipas. Este ano subiu mil pipas, para as 76 mil.
No ano passado anteviam-se dificuldades na vindima no Douro, mas um quebra acentuada na colheita para as 178 mil pipas de vinho (550 litros cada), devido, sobretudo, aos problemas de míldio em meados de maio e junho e ao calor e seca anormais que se fizeram sentir nos meses de julho e agosto, atenuou os efeitos da crise que se agravou, agora, em 2026.
Este ano, viticultores e associações da região alertaram para uma maior dificuldade em escoar a colheita e para a venda da uva a preços reduzidos, abaixo dos custos de produção, que são cada vez mais elevados nesta região de montanha, de terrenos íngremes atenuados pelos degraus em socalcos, de dificuldades de mecanização e onde a mão de obra é cada vez mais escassa.
O comércio de vinho na RDD está a decrescer?
A crise no setor tem contornos internacionais e o consumo mundial de vinho caiu 2,7% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 1957.
No Douro, a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) tem alertado para a queda estrutural nas vendas de vinho do Porto, apontando para um decréscimo da comercialização em volume que ultrapassa os 30% desde o ano 2000.
Segundo dados estatísticos do IVDP, entre janeiro e junho de 2026, o volume de negócios relacionado com o comércio do vinho do Porto sofreu um decréscimo de 10,2% para os 134 milhões de euros.
Em todo o ano de 2025, o volume de negócio, nos ‘Porto’ foi de cerca de 365 milhões de euros em 2025, menos 2% do que no ano anterior.
Já os vinhos de Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro representaram um volume de negócios de 235 milhões de euros em 2025, menos 1,5% do que em 2024.
Que outras medidas foram implementadas no Douro nos últimos três anos?
Em julho de 2024 foi anunciada a atribuição de 15 milhões de euros da União Europeia para apoiar produtores de vinho portugueses com graves perturbações do mercado, num ‘bolo’ total de 77 milhões de euros para quatro países.
O apoio à destilação de vinho em caso de crise foi justificado, pelo Governo, devido ao excedente de vinho existente no mercado português, agravado pela aproximação de uma nova campanha vitivinícola, aliado à queda do consumo e das exportações.
Do financiamento total de 15 milhões de euros destinados a Portugal, foi atribuída uma dotação de 4,5 milhões de euros para a Região Demarcada do Douro e uma dotação de 10,5 milhões de euros para as restantes regiões vitivinícolas.
Para o Douro, foi disponibilizado um pagamento adicional nacional até ao limite de 3,5 milhões de euros, com origem nos saldos de receitas próprias do orçamento do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.
Para acesso a esta medida, foram excluídos os produtores, vitivinicultores ou vitivinicultores-engarrafadores que adquiriram ou comercializaram vinho proveniente de outro Estado-membro ou país terceiro nas campanhas vitivinícolas de 2021/2022, 2022/2023 e 2023/2024.
Nesse ano, cerca de 10,7 milhões de litros de vinho foram encaminhados para a destilação.
Já no ano a seguir, no final de agosto de 2024, o Governo aprovou o plano de ação para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola da RDD, que incluiu a medida “uvas para vinho a destilar” dirigida à vindima daquele ano e com o objetivo de o apoio chegar diretamente aos produtores.
A medida tinha uma dotação máxima de 15 milhões de euros e, segundo dados revelados em outubro do ano passado, foram submetidas 2.607 candidaturas que foram avaliadas pelo IVDP.
Das candidaturas apresentadas, foram aprovadas 2.046, que corresponderam a 2.024 viticultores, num montante total máximo de 3,6 milhões de euros.
Que medidas municipais estão a ser criadas para ajudar viticultores do Douro?
A Câmara de Sabrosa criou um apoio dirigida aos pequenos viticultores do concelho, que teve retroativos à campanha 2024/2025 e já apoiou cerca de 60 produtores do concelho.
A medida lançada pelo município do distrito de Vila Real visa mitigar dificuldades sentidas no escoamento da uva e no aumento dos custos de produção.
As candidaturas à campanha deste ano estão em curso e podem ser feitas até 31 de dezembro, estimando a autarquia que o número de candidaturas sejam largamente ultrapassado este ano.
O município de Alijó anunciou que quer implementar uma taxa turística, que será de dois euros por dormida e dois euros por chegada ao concelho nos barcos-hotéis, para reinvestir no turismo e apoiar viticultores do Douro.
De acordo com aquela câmara, também do distrito de Vila Real, 50% da receita da taxa turística reverterá para os agricultores, os “fazedores da paisagem”, das vinhas, socalcos e muros de xisto classificados pela UNESCO há 25 anos.
Em que consiste o Plano para a Gestão Sustentável e Valorização do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro?
A RDD reclama medidas estruturais para o vinho e a vinha, a principal atividade económica desta região, e, nesse sentido, foi delineado um plano que se pretende concretizar até 2032.
O plano executivo para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola RDD tem coordenação do IVDP, foi entregue ao ministro da Agricultura em julho e quer corrigir desequilíbrios estruturais do setor vitivinícola como o excesso de oferta, a pressão sobre os preços da uva e a fragilidade económica dos viticultores.
O documento define como principais objetivos a redução de 20% do volume dos ‘stocks’, o aumento de 10 a 15% do preço médio da uva ao ano, o crescimento do rendimento dos pequenos produtores, o crescimento de 10% do valor das exportações e a implementação de rastreabilidade digital integral.
O plano tem cinco eixos estratégicos e agrega medidas de natureza económica, regulatória, institucional, ambiental e de promoção.
Entre as medidas está a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental e valorização da paisagem que poderá abranger dormidas turísticas na RDD, passeios fluviais ou no comboio histórico, com a receita a reverter prioritariamente para os exploradores das vinhas.
Prevê ainda o reforço da promoção e internacionalização dos vinhos e do destino Douro, com um programa plurianual com financiamento de cerca de cinco milhões de euros.
Com vista à sustentabilidade económica, quer-se implementar um regime de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho, para dar previsibilidade e garantia de preço aos produtores, com reporte anual dos contratos ao IVDP para monitorização.
O reforço e modernização das cooperativas estão incluídos e, para a regulação da oferta, as ações passam por um programa voluntário de redução da área da RDD, com uma meta de redução até 5.000 hectares da área produtiva em zonas marginalmente viáveis, e a suspensão de novas plantações.
Sobre a aguardente regional, reclamada por muitos como solução para a produção excedente, o plano aponta para a criação de um mecanismo voluntário para utilização de aguardente da região para o vinho do Porto e para produção de aguardente Indicação Geográfica Protegida (IGP) Douro.
O plano propõe uma abordagem integrada, atuando simultaneamente sobre a regulação da oferta, o reforço da procura, a sustentabilidade económica, o controlo e certificação, bem como a inovação e sustentabilidade ambiental.
Integra medidas para pequenos e médios produtores e quer melhorar a competitividade das explorações vitivinícolas, mas não se limita ao produto vinho, procurando valorizar a paisagem, o património e a notoriedade internacional das denominações de origem Porto e Douro.
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Jorge Laranjinha, um dos membros do manifesto e dirigente da Associação de Criadores da Churra Galega Bragançana salientou à Lusa que a agricultura “está a ficar sufocada”, porque os produtores “estão a pagar cada vez mais para produzir a mesma coisa” devido ao aumento do preço dos combustíveis e, por sua vez, dos adubos, fertilizantes, o que vai provocar “o abandono das explorações e do território”.
Por isso, as organizações pedem ao Governo para “atacar nos aumentos que estão a acontecer nos combustíveis” e “tabelar o máximo de aumento”, mas também “intervir na questão dos fertilizantes, das matérias-primas associadas à maquinaria e aos equipamentos”.
Outra das reivindicações é o ajustamento dos apoios à montanha e sequeiro, com medidas agroambientais e fundos comunitários adaptados às necessidades da região.
Para Jorge Laranjinha, o Governo tem de “criar novas formas de financiar a permanência dos agricultores nas regiões”, com “apoios diretos e indiretos à produção”, que permitam investir no setor, ainda mais agora com o aumento dos custos de produção.
“Tem de haver outra forma de olhar para agricultura. A agricultura é a base da economia nacional, se não olharmos dessa forma, então estamos a governar mal, estamos a fazer mal as coisas. (…) Tem de haver aqui uma mudança política geral, não é só setorial, tem de haver uma mudança radical nos governos, neste e nos futuros, têm de olhar para a agricultura com outros olhos (…) e atribuir o valor que agricultura, a floresta e a pecuária têm na economia portuguesa”, apontou Jorge Laranjinha.
As organizações agrícolas de Trás-os-Montes e Alto Douro mostraram-se solidárias com as reivindicações apresentadas pela CAP, solicitando a aprovação do pacote de emergência proposto pela confederação, que consiste num “pacote de 140 milhões de euros em medidas de apoio aos agricultores”.
Em 28 de setembro, a CAP exigiu ao Governo que avance com um pacote de 140 milhões de euros de medidas de apoio aos agricultores, alertando que se não houver medidas para recuperar a competitividade do setor a convocação de protestos “será inevitável”.
A decisão foi tomada por unanimidade na reunião extraordinária do Conselho de Presidentes da CAP, que decorreu em Lisboa.
A CAP referiu que, “com os 60 milhões de apoios já anunciados, que são um valor manifestamente exíguo face às medidas de apoio concedidas por outros governos, e nomeadamente pelo Governo espanhol que ascendem a 1.100 milhões de euros, o valor total de 200 milhões (60 milhões já concedidos + 140 milhões a conceder) é o mínimo indispensável para mitigar o brutal fosso de competitividade que existe atualmente”.
Adiantou ainda que cerca de 100 dirigentes associativos agroflorestais de várias regiões do país vão concentrar-se, na segunda-feira, junto ao parlamento para entregar ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares do PSD, Chega, PS, IL e CDS a mesma carta de exigência que será entregue ao primeiro-ministro.
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