A ConstruGomes, construtora de Perelhal, Barcelos, concluiu a sua participação na reconstrução da Rezatbrücke, uma ponte integrada na autoestrada A6, entre Herrieden e Lichtenau, na Alemanha.
Com 248 metros de extensão por tabuleiro e seis vãos, a execução da nova infraestrutura envolveu a utilização de cimbres autolançáveis M45-I da BERD e cofragem tradicional, adiantou a empresa nas redes sociais.
“A presença da ConstruGomes na Alemanha teve início em 2013 e desde 2017 mantém uma atividade contínua no país, participando em sucessivos projetos e consolidando a sua posição num mercado reconhecido pelos elevados padrões de qualidade, rigor técnico e exigência construtiva”, sublinha a ConstruGomes.
A concluir, a empresa destaca que “a conclusão de mais este projeto reforça um percurso marcado pela experiência adquirida, pela capacidade de resposta a desafios técnicos e pelo compromisso das nossas equipas com a qualidade de execução”.
“Mais um marco numa trajetória de crescimento, continuidade e confiança no mercado alemão”, conclui a construtora de Barcelos.
A canção “Sementes de Amor”, interpretada pelo Grupo de Jovens de Galegos Santa Maria, consagrou-se a vencedora do Festival Arciprestal da Canção de Barcelos.
A iniciativa decorreu na noite desta sexta-feira, no auditório do CESM – Seminário da Silva, em Barcelos, e foi subordinada ao tema “Nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo”.
Além do primeiro lugar, o grupo vencedor arrecadou também a distinção para Melhor Música, enquanto o prémio para Melhor Letra foi atribuído ao Grupo de Gueral e Alvelos.
Em vésperas da celebração do Dia Mundial das Missões, o arciprestado reuniu-se previamente para a Vigília Missionária. Este momento de oração contou com a presença especial da réplica da Cruz das JMJ (Jornadas Mundiais da Juventude), que se encontra a peregrinar pelo arciprestado de Barcelos durante todo o mês de outubro.
Com esta vitória, o grupo de Galegos Santa Maria garantiu a oportunidade de representar o arciprestado no Festival Arquidiocesano da Canção, que irá realizar-se no Espaço Vita, em Braga, no dia 29 de novembro.
Quatro dos 16 arguidos que, quinta-feira, começaram a ser julgados no Tribunal de Braga por tráfico de estupefacientes, praticado em Barcelos, Ponte de Lima, e Vila Verde, confessaram ao coletivo de juízes, a prática dos crimes, embora não assumindo a totalidade dos que constam na acusação.
Além de negarem parte dos crimes, dizendo “nesse caso não fui eu, nem estava lá”, os arguidos tentaram demonstrar aos juízes que, em julgamento, estão, não uma mas duas redes de tráfico, uma de Barcelos e a outra de Ponte de Lima, e que não havia nenhum, ou quase, contacto entre eles. Contrariando, assim, a acusação e a pronúncia do Tribunal de Instrução.
O grupo, 12 homens e quatro mulheres (a maioria de Barcelos), que ia comprar droga a Espanha e atuava também em Braga, em Serzedelo, Guimarães e em Ermesinde, foi pronunciado em novembro de 2024 pelo Tribunal de Instrução local que concordou com a acusação do Ministério Público de 2023.
A pronúncia diz que o arguido Roberto P., desde 2018, se dedica à venda a terceiros, – tendo 60 clientes habituais – mediante contrapartida monetária (ou outros bens/objetos de valor) -, para consumo direto e/ou revenda, de canábis, cocaína e MDMA, o que fazia em Ponte de Lima e áreas limítrofes.
Nessa atividade é coadjuvado pela companheira, Maria da P..
Já o arguido Gilberto C. desde 2019, vende drogas para consumo direto e/ou revenda, também em Ponte de Lima. E coadjuvava o Roberto.
O magistrado elenca, ainda, outro arguido, o qual, desde 2019, vende a partir de Ponte de Lima, Vila Verde e Braga. É ajudado por uma irmã.
Aponta, também, o arguido Vítor F., que desde 2019, vendia droga, a partir de quatro residências em Remelhe, Barcelos, era ajudado pela mulher, Marina B.
Quatro dos arguidos são defendidos pelo advogado João Ferreira Araújo, de Braga.
Droga armazenada num café
Já o arguido Nuno R., que explora um café – onde guarda produto estupefaciente – em Barcelos é auxiliado pela companheira, Andreia.
Diz que o Nuno R. e o Vítor F. exerciam em conjunto a atividade de tráfico sendo ajudados por Rogério A. e Marta R.
Por sua vez, os arguidos Torcato M. e Arcélio R. desde 2019, atuavam em Barcelos, em Serzedelo, Guimarães, em Lijó e em Ermesinde.
Além do crime de tráfico, que abrange, ainda, dois outros homens, o MP acusou um deles de um crime de resistência e coação sobre funcionário, por ter tentado albarroar uma viatura da GNR. Dois outros estão, ainda, pronunciados por condução sem carta.
A acusação, que detalha a atuação dos 16 envolvidos, foi feita pela GNR e baseia-se em interceções telefónicas; relatórios periciais; autos de notícia; autos de apreensão; autos de busca e apreensão; relatórios de vigilância; suportes fotográficos; informações do registo automóvel, de portagens, da Via Verde, das autoridades de controlo de fronteiras) e depoimentos recolhidos.
As buscas domiciliárias permitiram apreender várias dezenas de drogas e mais de 30 mil euros em dinheiro.
Uma colisão a envolver três veículos ligeiros provocou três feridos, ontem à noite, na Estrada Nacional 103, em Barcelos.
As vítimas, todos do sexo masculino, seguiam naquela estrada que liga Barcelos a Braga, mais concretamente na freguesia de Martim, quando ocorreu o acidente.
Foto: João Constantino / O MINHOFoto: João Constantino / O MINHOFoto: João Constantino / O MINHO
Prestaram socorro os Bombeiros de Barcelinhos, transportando as vítimas para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.
A seleção portuguesa de hóquei em patins falhou hoje a presença na final do Campeonato do Mundo, ao perder com a França por 6-3, após prolongamento, nas meias-finais da competição que decorre no Paraguai.
Marc Rouzé adiantou os franceses (20 minutos), antes de Gonçalo Alves (23), Miguel Rocha (26) e Hélder Nunes (39) colocarem Portugal a vencer por 3-1, só que Carlo Di Benedetto (43) e Rouzé (47) empataram o encontro. No prolongamento, Rouzé (53 e 58) e Di Benedetto (59) asseguraram a vitória dos gauleses, que se apuraram pela primeira vez para a final de um Mundial.
Tal como na edição anterior, em 2024, a seleção nacional, 16 vezes campeã mundial, cai nas meias-finais e vai disputar a medalha de bronze no domingo, diante da detentora do título e recordista de troféus Espanha ou da Argentina, que hoje se defrontam na outra meia-final.
Uma bebé nasceu, na madrugada desta sexta-feira, numa ambulância dos Bombeiros de Barcelinhos.
Por volta das 02:30, a corporação barcelinense foi acionada para prestar assistência a uma mulher grávida de 37 semanas, que estava em parto iminente, na freguesia de Perelhal, concelho de Barcelos.
Os dois bombeiros, Catarina Teixeira e João Castro, que também é enfermeiro, ajudaram a pequena Clarinha a nascer já dentro da ambulância.
Após o parto, foi realizado rendez-vous com a VMER de Barcelos, seguindo-se o transporte da mãe e da bebé para o Hospital de Braga, tendo tudo corrido da melhor forma.
“Estão bem”, disse a O MINHO o comandante dos Bombeiros de Barcelinhos, José Beleza.
O Museu de Olaria de Barcelos inaugura, no sábado, às 15:30, a exposição “Arlindo Fagundes – Uma Aventura no Barro”.
O Município adiantou que se trata de uma homenagem ao artista e ceramista português, falecido em 2025 e conhecido pelas ilustrações da coleção “Uma Aventura”, que reúne trabalhos representativos de um percurso marcado pela cerâmica, desenho, ilustração, banda desenhada, pintura e escultura. A exposição estará patente na Sala da Capela até 08 de janeiro de 2027.
Nascido em Ovar, em 1945, Arlindo Fagundes desenvolveu uma carreira ligada a diferentes áreas artísticas. Depois de estudar Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e cinema em Paris, regressou a Portugal após o 25 de Abril e, em 1975, fixou-se em Braga, reativando, na Vila de Prado, a Olaria Ágata, onde iniciou uma importante etapa do seu percurso como ceramista.
Foi na cerâmica que aproximou a sua formação como pintor e desenhador da tradição popular minhota. As figuras que criou, marcadas pelo desenho, pelo humor e pela caricatura, contribuíram para a renovação da cerâmica figurativa portuguesa. A ligação a Barcelos fez-se também através da formação: em 1987, dirigiu a oficina de cerâmica tradicional da Conferência Europeia do Artesanato, promovida pelo World Craft Council, em Barcelos.
Perito em Ilustração
Arlindo Fagundes ficou igualmente ligado ao imaginário de várias gerações de leitores portugueses através da ilustração. Em 1982, iniciou a colaboração com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada na coleção infantojuvenil “Uma Aventura”, dando identidade visual às suas personagens. Uma colaboração que se prolongou durante mais de quatro décadas e por mais de 60 títulos, até “Uma Aventura na Torre do Tesouro”, publicada em 2024.
A exposição “Arlindo Fagundes – Uma Aventura no Barro” apresenta uma seleção representativa da sua obra e evidencia a diversidade de um percurso artístico no qual a cerâmica ocupa um lugar particularmente relevante.
A fadista barcelense Gisela João vai doar a medula óssea a um dos irmãos que se encontra a lutar contra uma doença oncológica e apela à dádiva. A cantora deu conta do início de processo de doação da medula numa publicação nas redes sociais.
A partilha surge algumas semanas depois de ter anunciado uma pausa no trabalho para acompanhar o irmão neste processo.
“Eu sou a dadora compatível, e vou parar uns tempinhos para tomar conta do meu irmão”, afirmou no programa da Antena 1, “Fala com Ela”, a 30 de setembro, citada pelo Jornal de Notícias.
Na publicação partilhada no Instagram, Gisela João relata: “Dia zero. A derradeira notícia chegou-nos no início de agosto e, a partir daí, a minha vida mudou. Vou falar da minha vida, porque não quero expor a privacidade do meu irmão. Mas posso falar de tudo o que mudou em mim. A minha sensação de missão nesta vida ficou muito clara: ajudar os outros. Neste caso, ajudar o meu irmão. Desde o primeiro dia, não tive dúvidas de que faria tudo o que estivesse ao meu alcance. Até cortar um braço, se fosse preciso, para o ter ao meu lado durante muitos anos e continuar a azucrinar-lhe a cabeça”.
A fadista conta que entrar no IPO do Porto a fez “lembrar a entrada num shopping”, com “tanta gente, tantos corredores, tantos pisos, possibilidades, tantos sorrisos e tantos bons dias”.
“Por momentos, quase me esquecia de onde estava: um lugar de onde todos queremos estar bem longe e onde, ainda assim, há tanta vida a acontecer”, descreve.
“Passei o dia com lágrimas nos olhos a ver médicos, enfermeiros e auxiliares a trabalhar, a explicar, a receber e a cuidar. Não quero falar de guerreiras ou guerreiros, nem de frases que me irritam. Quero falar de pessoas que fazem um trabalho extraordinário num lugar onde a fragilidade humana está em todo o lado. Naquelas pessoas vejo esperança. Muita esperança. Saí de lá com uma energia enorme. Não porque tenha deixado de ter medo, mas porque percebi que há tanta gente a fazer tudo o que pode para que a vida continue”, acrescenta.
De seguida, Gisela João faz um apelo à dádiva: “Quero começar a falar convosco sobre a dádiva de medula óssea. Sobre o que significa ser dador, como funciona o processo e a importância de nos inscrevermos como potenciais dadores. Porque podemos vir a ser compatíveis com alguém que precisa de nós para ter uma oportunidade de continuar a viver. Falar-vos da Liga, da Acreditar que me emocionam Ainda tenho muito para aprender, mas quero usar a minha voz para partilhar este caminho, esclarecer dúvidas e dar visibilidade a quem merece ser visto”.
“Às vezes, ajudar alguém começa antes de sabermos quem essa pessoa é. Está na disponibilidade para estarmos lá. Ontem foi o dia zero. O primeiro passo de um caminho que vou fazer abraçada ao meu irmão, e a chatear-lhe a cabeça durante muitos anos”, conclui.
O Governo lançou hoje um projeto-piloto de 500 mil euros para incentivar o abate adicional de javalis em mais de 1.300 zonas de caça, distribuídas por 65 concelhos de 15 distritos de Portugal continental.
Segundo um aviso hoje publicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os apoios destinam-se às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça, com incentivos de 50 euros por macho e 70 euros por fêmea abatidos acima da média histórica, até ao limite de 2.000 euros por zona de caça.
No distrito de Braga, o projeto abrange os concelhos de Barcelos, Amares e Vila Verde.
Fonte: ICNFFonte: ICNF
Denominado “Controlo de Densidades Excessivas de Javali em Áreas Críticas”, o projeto abriu hoje as pré-inscrições e decorrerá até 31 de maio de 2027, procurando reduzir os prejuízos agrícolas e florestais, os acidentes rodoviários e os riscos sanitários associados à espécie.
O programa prevê ainda um incentivo adicional de 10 euros por exemplar encaminhado para um estabelecimento aprovado de manuseamento de caça, promovendo o aproveitamento da carne em condições de segurança alimentar, valor igualmente sujeito ao limite máximo de apoio.
Podem beneficiar destes incentivos as entidades titulares de zonas de caça associativas ou turísticas e as gestoras de zonas de caça municipais ou nacionais, desde que cumpram os requisitos legais e administrativos estabelecidos pelo ICNF.
Os apoios serão calculados com base nos abates adicionais comprovados relativamente à média das épocas venatórias de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, sendo estabelecido um limiar mínimo de 10 animais por zona de caça, mesmo quando não exista histórico validado.
A seleção dos 65 concelhos assentou em sete critérios técnicos, científicos e territoriais, incluindo os danos agrícolas e florestais, a pressão populacional da espécie, as características dos habitats, a proximidade de áreas urbanas, a sinistralidade rodoviária, o risco sanitário e a expansão territorial do javali.
O ICNF considerou igualmente um estudo da Universidade de Aveiro sobre a evolução da presença e expansão de javalis no território nacional.
Os exemplares abatidos terão de ser identificados com selos específicos, registados individualmente na plataforma RUBUS e acompanhados de fotografias georreferenciadas e amostras de pelo, para permitir a verificação dos resultados e prevenir irregularidades.
As montarias abrangidas pelo projeto devem ser comunicadas ao ICNF com uma antecedência mínima de oito dias, estando previstas ações de acompanhamento, verificação e fiscalização.
O aviso estabelece ainda que, caso os pedidos de pagamento ultrapassem a dotação global de 500 mil euros, os montantes elegíveis serão reduzidos proporcionalmente, podendo o programa terminar antecipadamente se as verbas forem esgotadas.
A adesão é efetuada através da plataforma eletrónica https://javalicontrol.icnf.pt/, podendo as entidades interessadas consultar as condições de participação, os critérios de elegibilidade e a lista dos 65 concelhos abrangidos no aviso publicado pelo ICNF, disponível aqui.
Após a conclusão do projeto-piloto, será avaliada a eficácia deste modelo de incentivos enquanto instrumento de gestão sustentável das populações de javali.
No Médio Tejo, os municípios de Mação e Sardoal promoveram recentemente reuniões com associações de caçadores para discutir medidas de controlo da espécie, perante os prejuízos na agricultura e os riscos para a segurança rodoviária.
A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tinha manifestado disponibilidade para os seus 11 municípios integrarem este projeto-piloto, mas apenas Abrantes, Mação e Sardoal constam da lista agora publicada.
Um taxista, com cerca de 70 anos, foi detido por excesso de álcool após ter estado envolvido numa colisão rodoviária na qual ficaram feridas duas raparigas, de 13 anos, ontem à noite, na freguesia de Alvito S. Pedro, em Barcelos.
Ao que O MINHO apurou, a colisão deu-se na Rua de São Pedro, cerca das 21:00, envolvendo um táxi e outro veículo ligeiro.
As duas vítimas foram transportadas, pelos Bombeiros de Barcelos, para o hospital local, com ferimentos ligeiros.
Já o condutor do táxi foi submetido a despistagem de álcool e apresentou uma taxa-crime, ou seja superior a 1,2 g/l.
De acordo com fonte da GNR, o homem foi detido e notificado para comparecer em tribunal.
A Minerália, responsável pela exploração da Mina da Borralha, em Montalegre, disse hoje que a operação não vai captar água em cursos naturais ou fazer descargas para o meio natural, após preocupações da Academia Portuguesa da Água.
“Na sequência da notícia sobre as preocupações manifestadas pela Academia Portuguesa da Água relativamente a um suposto risco de contaminação das águas da bacia do rio Cávado, a Minerália, empresa responsável pelo projeto da Mina da Borralha, esclarece que a operação não captará água em rios, ribeiras, nascentes ou albufeiras, nem descarregará águas utilizadas na operação para o meio natural”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado.
Segundo a empresa, “qualquer informação que apresente o projeto como uma operação que retirará água ou lançará efluentes nesses meios não corresponde à realidade do sistema previsto”.
Na Borralha, a operação vai utilizar “a água acumulada nas antigas galerias alagadas”, bombeada para reservatórios, e funcionará em circuito fechado, sendo a água depois tratada e devolvida para ser reutilizada.
“A Minerália decidiu ainda complementar o projeto apresentado no Estudo de Impacte Ambiental com um sistema de recolha da água da chuva que entre em contacto com a área industrial. Esta água será tratada e integrada no circuito de reciclagem”, acrescentam os promotores.
Risco de contaminação do Cávado
A Academia Portuguesa da Água alertou para os riscos de contaminação da bacia hidrográfica do rio Cávado, face à futura reativação da mina da Borralha, em Montalegre, no distrito de Vila Real, exigindo um estudo epidemiológico feito do zero e a “isenção laboratorial absoluta”.
“Face à recente decisão da Comissão Europeia de classificar a reativação da Mina da Borralha como projeto estratégico da União Europeia, a Academia Portuguesa da Água (APA) vem a público alertar que a urgência geopolítica e económica não pode, sob pretexto algum, atropelar a segurança sanitária das populações e a proteção do património hídrico nacional”, pode ler-se na nota divulgada.
Esta reativação da mina de tungsténio, segundo a academia, pode afetar as linhas de água que “alimentam diretamente a bacia hidrográfica do rio Cávado”, uma “linha vital que assegura o abastecimento público a cerca de 400 mil habitantes nos concelhos de Braga e Barcelos”.
Criticando o “silêncio administrativo das entidades oficiais”, a presidente da academia, Rosário Norton, enviou exposições aos ministérios da Saúde e do Ambiente, além da Agência Portuguesa do Ambiente, para exigir a ativação destas salvaguardas.
Na sexta-feira, o Movimento Não às Minas – Montalegre considerou que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.
Projeto selecionado pela Comissão Europeia como estratégico
O projeto da Mina da Borralha foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou no final da semana passada essa instituição.
A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).
“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu o movimento, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.
A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente, e a concessão está a cargo da Minerália, que viu a decisão europeia como uma “conquista” e oportunidade.
A empresa propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.
A Olaria de Barcelos e o Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, no mesmo concelho, foram inscritos no Registo da União das Indicações Geográficas de Produtos Artesanais e Industriais, obtendo, assim, proteção europeia, anunciou hoje o município.
Em comunicado, o município acrescenta que as decisões, emitidas pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) na quarta e quinta-feira, respetivamente, estabelecem o dia 07 de janeiro de 2026 como o início da proteção das duas denominações.
A data de 07 de janeiro corresponde ao dia em que Portugal comunicou à Comissão Europeia a intenção de registar as denominações.
“A inscrição representa mais um passo na salvaguarda do património artesanal de Barcelos, contribuindo para a valorização de duas tradições ligadas à identidade cultural e aos saberes do concelho”, lê-se no comunicado do município.
O comunicado vinca que este reconhecimento constitui também um instrumento para reforçar a notoriedade da Olaria de Barcelos e do Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira, promovendo a sua divulgação no espaço europeu.
“Depois do Figurado de Barcelos, cuja inscrição no Registo da União Europeia foi decidida em agosto deste ano, estas duas produções artesanais passam igualmente a beneficiar do regime europeu de proteção das indicações geográficas, reforçando a afirmação do património artesanal de Barcelos no espaço europeu”, conclui o comunicado.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
A construção do novo hospital de Barcelos ficou fora da proposta do Orçamento do Estado para 2027. O Livre acusa o Governo de voltar “a falhar com Barcelos”. A Câmara tomará posição esta quarta-feira.
Em comunicado, o Livre de Barcelos manifestou “profunda preocupação e desagrado pela ausência de qualquer dotação orçamental específica no Orçamento do Estado para 2027 destinada à construção do tão prometido Novo Hospital de Barcelos”.
“Após anos de promessas, anúncios e sucessivos compromissos políticos, os barcelenses voltam a assistir a mais um adiamento de uma infraestrutura absolutamente essencial para o concelho e para toda a região. O Governo da AD demonstra, uma vez mais, que a construção do Novo Hospital de Barcelos não constitui uma prioridade política, apesar das evidentes carências da atual unidade hospitalar e das crescentes necessidades de cuidados de saúde da população”, critica o partido.
E acrescenta: “Esta situação é ainda mais incompreensível quando o próprio Município de Barcelos, liderado também pela AD, avançou com a aquisição dos terrenos destinados à futura construção do hospital, numa operação que representou um investimento público na ordem dos 4 milhões de euros. Um esforço financeiro significativo suportado pelos contribuintes, que agora corre o risco de revelar-se um investimento sem qualquer retorno efetivo para a população”.
Por isso, o Livre “exige ao Governo que esclareça imediatamente quais são as suas intenções relativamente ao Novo Hospital de Barcelos e reclama a inclusão urgente das verbas necessárias para o arranque da obra”.
“Exige igualmente ao executivo municipal que deixe de se limitar a acompanhar passivamente este processo e assuma uma posição firme e exigente na defesa dos interesses dos barcelenses”, pode ler-se no comunicado.
Contactada por O MINHO, a autarquia remeteu uma posição sobre assunto para amanhã, quarta-feira.
O novo hospital é uma aspiração antiga de autarcas e populações de Barcelos e Esposende, os dois concelhos servidos pelo hospital.
Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.
O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.
Atualmente, o hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
O atelier de arquitetura Risco Singular, de Barcelos, foi duplamente premiado nos Loop Design Awards 2026, com a distinção do projeto House M.
Venceu nas categorias de “Design de Interiores – Residências e Moradias” (Vencedor da Categoria) e de “Arquitetura – Residências e Moradias” (Menção Vencedora), distinguindo o trabalho desenvolvido tanto na vertente arquitetónica como no desenho dos interiores.
Em comunicado enviado a O MINHO, o escritório sublinha que estas distinções “vêm reforçar o percurso da Risco Singular e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo gabinete, assente numa abordagem integrada à arquitetura, ao design de interiores e à relação entre espaço, matéria e luz”.
A House M, situada no concelho de Barcelos, junta-se assim a um “conjunto de projetos que têm vindo a marcar o percurso do gabinete, refletindo uma prática orientada pelo rigor, pela atenção ao detalhe e pela procura de respostas singulares para cada projeto”.
Para a Risco Singular, este novo reconhecimento representa “não apenas a valorização de uma obra, mas também a afirmação de um percurso e de uma forma de fazer arquitetura que procura aliar exigência, identidade e qualidade espacial”.
O projeto da House M, concluído em 2025, é da autoria dos arquitetos Paulo Costa e Sónia Abreu.
Os Loop Design Awards, registados desde 2021 em Portugal, contam com uma equipa global composta ainda por elementos dos Estados Unidos da América e Japão.
Sinopse do projeto
Onde a luz se revela com serenidade e o terreno se abre de forma generosa, a habitação renasce como uma composição de volumes que se sucedem num movimento contínuo e intencional. A intervenção parte da preexistência, não como memória congelada, mas como ponto de partida para um conjunto que se organiza numa relação clara entre interior e exterior, entre resguardo e abertura.
O primeiro volume acolhe o quotidiano de forma contida, deixando que as aberturas moldem a luz ao longo do dia. A partir dele, a casa prolonga-se em direção ao exterior através de uma sequência de espaços que encontram na paisagem próxima o seu contraponto: áreas de estar, de convívio e de lazer que se afirmam pela sua relação direta com a piscina e com o jardim envolvente. Aqui, a vegetação, cuidadosamente escolhida, não é cenário, mas matéria que confere profundidade, filtrando a claridade e marcando a passagem entre os diferentes momentos habitados.
Esta sucessão de volumes desenha o terreno e delimita-o, formando um U que abraça um único pátio central — um espaço onde a luz, a sombra e a presença da água estruturam a vivência exterior. Não há dispersão, mas continuidade. O pátio torna-se o centro vital da composição, lugar onde a habitação se abre e respira.
Num dos volumes mais recatados, um abrigo destinado a aves de coleção introduz uma dimensão sensorial e contemplativa, revelando a relação afetiva dos moradores com o lugar.
O percurso culmina então num prisma de vidro escurecido, onde se desenvolve a piscina interior. A sua presença dialoga com a vegetação envolvente, que se prolonga no reflexo da água, dissolvendo limites. Aqui, as paredes rasgam-se rumo ao verde e a arquitetura torna-se permeável, permitindo que o exterior participe plenamente no espaço interior. A água, silenciosa, articula o conjunto, tornando-se o elo que unifica esta casa que se abre ao mundo de forma subtil, serena e profundamente pensada.
Foto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo TavaresFoto: Ivo Tavares
Num contexto industrial marcado por uma crescente pressão sobre a produtividade, a disponibilidade de recursos e a capacidade de adaptação, as empresas procuram cada vez mais soluções que lhes permitam produzir de forma mais eficiente e responder aos desafios de mercados em constante evolução.
É neste contexto que a KAPPO Engineering, com sede em Várzea, Barcelos, desenvolve máquinas especiais, sistemas de automação e soluções de engenharia concebidas para responder às necessidades específicas de cada organização.
A KAPPO acredita que não existem duas realidades industriais iguais. Por isso, cada projeto começa pela análise do processo produtivo e pela identificação de oportunidades de melhoria capazes de gerar valor para o cliente.
“Cada empresa enfrenta desafios diferentes. Acreditamos que as melhores soluções não são standardizadas. São concebidas para responder a objetivos específicos de produtividade, qualidade e crescimento”, explica César Fernandes, CEO e fundador da KAPPO Engineering.
A partir de um trabalho de diagnóstico, a empresa desenvolve soluções ajustadas às necessidades de cada projeto, acompanhando todas as fases do processo, desde a engenharia e desenvolvimento até ao fabrico, implementação e acompanhamento técnico.
Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 22Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 23Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 24Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 25Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 26Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 27Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 28Empresa de Barcelos desenvolve máquinas especiais para responder aos desafios da indústria portuguesa 29
A atividade da KAPPO Engineering abrange o desenvolvimento de máquinas especiais, sistemas de automação industrial, células robotizadas, equipamentos de apoio à produção e projetos de melhoria e otimização de processos.
Com uma filosofia assente na engenharia à medida, a KAPPO Engineering pretende afirmar-se como um parceiro estratégico para as empresas que procuram aumentar a competitividade, modernizar processos produtivos e preparar a sua atividade para os desafios do futuro.
Para conhecer melhor a KAPPO Engineering, os seus projetos e soluções, consulte o website e acompanhe a empresa nas redes sociais.
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
O concelho de Barcelos conta, desde ontem, com um novo parque de lazer. O equipamento foi inaugurado ontem, na freguesia de Silveiros.
O Parque de Lazer Manuel Pereira de Sousa homenageia o antigo presidente da Junta de Freguesia, reconhecendo os seus 38 anos de dedicação ao serviço da comunidade, assinala a Câmara de Barcelos em comunicado.
Na cerimónia, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, destacou a importância de investir em espaços públicos que promovam o encontro e a convivência entre gerações, proporcionando melhores condições para a vida em comunidade.
Citado no comunicado, o autarca salientou ainda o significado da homenagem a Manuel Pereira de Sousa no ano em que se assinalam os 50 anos do poder local, realçando o contributo dos autarcas para o desenvolvimento das freguesias e para a melhoria das condições de vida das populações. Neste sentido, considerou que a atribuição do nome do antigo autarca ao parque constitui um reconhecimento do seu percurso de dedicação e serviço público em prol de Silveiros.
Foto: CM Barcelos
O investimento, no valor de 160 mil euros, foi integralmente assegurado pelo Município de Barcelos, permitindo “concretizar um espaço pensado para servir a população e reforçar a oferta de equipamentos de lazer na freguesia, constituindo mais um contributo para a valorização do território e para a qualidade de vida dos seus habitantes”.
Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Silveiros, Sérgio Pereira, destacou a importância da infraestrutura, salientando que o parque foi pensado para as pessoas, para as famílias, para as crianças e para todos os que vivem na freguesia. O autarca agradeceu o apoio financeiro do Município de Barcelos, sublinhando que a comparticipação integral foi determinante para a concretização da obra.
Também citado no comunicado, Sérgio Pereira destacou, igualmente, o percurso de Manuel Pereira de Sousa, recordando a sua disponibilidade para servir a população, a dedicação à causa pública e o trabalho desenvolvido em prol da freguesia. A atribuição do seu nome ao parque constitui, segundo o autarca, uma forma simbólica de expressar a gratidão de Silveiros e de preservar o legado deixado às gerações futuras.
Helena Sousa, filha do homenageado, evocou os 38 anos de percurso autárquico do pai ao serviço de Silveiros, destacando o espírito de missão, o sentido de responsabilidade e o respeito pelas pessoas com que sempre desempenhou as suas funções. Na sua intervenção, sublinhou ainda a importância de ouvir todos os cidadãos, independentemente das suas convicções políticas, religião ou condição social, defendendo uma atuação pública assente na proximidade, na disponibilidade e no respeito por todos.
O Município de Barcelos foi distinguido na 7.ª edição do Prémio Autarquia do Ano – Grupo Mosqueteiros, com o projeto “BarcElos d’Abrigo”, na área do Apoio Social, subcategoria “Combate à Exclusão Social”. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e contou com a presença do vereador da Câmara de Barcelos, José Paulo Matias, responsável pelo pelouro da Ação Social.
Na ocasião, José Paulo Matias destacou a importância deste reconhecimento, que reflete o trabalho desenvolvido pelo Município e pelas entidades parceiras no apoio às pessoas em situação de maior vulnerabilidade social. O vereador sublinhou ainda a necessidade de continuar a apostar em respostas de proximidade, assentes numa intervenção articulada entre instituições, que promovam a inclusão social, a autonomia e a dignidade humana.
A distinção assume particular significado num dia como hoje, em que se assinala o Dia Mundial da Pessoa em Situação de Sem-Abrigo, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo Município na promoção da inclusão social e na criação de respostas que garantam condições de vida dignas às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Entre agosto de 2023 e dezembro de 2025, a Equipa BarcElos d’Abrigo acompanhou 249 pessoas, tendo contribuído para a alteração da condição de sem-abrigo de 149 pessoas e para a integração de 43 pessoas em situação crónica de sem-abrigo. Através de uma ampla rede de parceiros, foram ainda asseguradas mais de 2000 prestações gratuitas de bens e serviços.
Assente numa intervenção de proximidade, humanizada e individualizada, a equipa desenvolve um acompanhamento continuado, procurando respostas nas áreas da habitação, saúde, proteção social e integração profissional, com o objetivo de promover a autonomia e a reconstrução de projetos de vida.