Uma aplicação portuguesa chamada POP prepara a entrada no Norte e pretende chegar em breve a Braga e a Guimarães, bem como à Área Metropolitana do Porto.
A plataforma, que começou a operar no início do mês em Lisboa e Vale do Tejo, quer competir com a Uber e a Bolt com serviços diferenciados e apoio ao cliente em português.
A empresa cobra uma comissão de 15% aos motoristas parceiros e realça a possibilidade de agendar viagens, acompanhar o percurso e contactar uma equipa de apoio em Portugal.
Nos primeiros dez dias de operação em Lisboa, a POP regista mais de 2.000 passageiros e cerca de 500 motoristas inscritos (números de registos, não necessariamente de viagens realizadas ou motoristas ativos). A expansão para o Porto, Braga e Guimarães ainda não tem data marcada e dependerá da capacidade da plataforma e da adesão dos condutores.
Nasceu de uma proposta dos cidadãos no âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e representou um investimento municipal de cerca de 250 mil euros. O Parque da Cidade de Guimarães ganhou um novo espaço, onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons. O Parque da Imaginação Musical (PIM), idealizado pelo músico e compositor vimaranense Tiago Simães, foi inaugurado recentemente e já é uma atração na cidade.
A partir de uma ideia que nasceu há 14 anos, o PIM procura levar a música para fora das salas de aula e dos auditórios, criando um espaço onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir, independentemente da idade ou dos conhecimentos musicais.
Foto: CM Guimarães
“Num tempo em que grande parte das nossas vidas acontece através de ecrãs, parece-me particularmente importante criar lugares que nos devolvam ao mundo físico, à curiosidade, à brincadeira”, afirma Tiago Simães, citado em comunicado da autarquia.
O parque integra mais de 65 postos musicais e afirma-se como uma obra artística habitável, onde o som, o movimento e a natureza se cruzam para proporcionar uma experiência de descoberta, experimentação e criatividade.
Na inauguração, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, destacou a origem comunitária do PIM e a importância de transformar a participação dos cidadãos em projetos concretos. “É um projeto da comunidade para a comunidade”, afirmou, sublinhando que a Capital Verde Europeia só faz sentido com o envolvimento ativo dos cidadãos. O presidente da Câmara salientou ainda que, embora a obra tenha sido iniciada e concluída em 2026, a sua importância ultrapassa a concretização física: “É, sobretudo, e bem mais importante do que isso, um projeto que eu espero que perdure no tempo”.
Foto: CM Guimarães
A concretização do projeto, que representa um investimento municipal de cerca de 250 mil euros, contou ainda com o envolvimento das empresas municipais Vitrus Ambiente e Laboratório da Paisagem.
A intervenção articula criação artística, arquitetura e valorização ambiental, incluindo a introdução de 14 novas espécies vegetais, num total de 2.750 exemplares, e a incorporação de princípios de economia circular, através da valorização de pneus recolhidos em Guimarães, utilizados em elementos como o palco em forma de disco de vinil.
A arquitetura, da autoria de João Mendes, integra os equipamentos e percursos na paisagem envolvente.
Alerta foi dado às 02h28, tendo o fogo deflagrado no pavilhão de pinturas manuais situado na Rua Manuel Lopes Vieira, em Nespereira. O incêndio não causou feridos e foi dado como extinto às 03h30.
Um pavilhão especializado em pinturas manuais, situado em Nespereira, no concelho de Guimarães, ardeu hoje por completo, sem causar vítimas, disse à Lusa fonte da proteção civil.
De acordo com a fonte do Comando Sub-Regional do Ave, o incêndio, cujo alerta foi dado às 02:28, deflagrou no pavilhão de pinturas manuais situado na Rua Manuel Lopes Vieira, em Nespereira.
“O incêndio, que não causou feridos, ficou confinado a este pavilhão. O fogo foi dado como extinto às 03:30”, indicou.
O incêndio foi combatido pelos Bombeiros de Vizela e no local esteve ainda a GNR e uma equipa da E-Redes.
No total estiveram 22 operacionais, com o apoio de sete viaturas.
De 12 a 21 de novembro, o festival regressa ao Centro Cultural Vila Flor. Kurt Elling com a Orquestra Nacional de Jazz da Macedónia do Norte fecha o cartaz.
"Não obstante esta celebração, a perspetiva do Guimarães Jazz foi sempre baseada no princípio de que o mais importante é o que está para acontecer e não o que já foi feito", sugere o festival no 'site'
Trabalhadores da Universidade do Minho assinam manifesto de repúdio face à receção do embaixador de Israel em Guimarães. "Achará mesmo que um genocídio pode ser apagado por um aperto de mão?".
Um grupo de docentes, investigadores e trabalhadores não docentes e não investigadores da Universidade do Minho, com ligação à vida política, social e cultural do Município de Guimarães, subscreveu o manifesto
Cerca de 70 docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade do Minho (UMinho) assinam um manifesto, hoje divulgado, de repúdio pela receção do embaixador de Israel em Portugal na Câmara de Guimarães, assumindo “perplexidade” perante a iniciativa.
“Um grupo de docentes, investigadores e trabalhadores não docentes e não investigadores da Universidade do Minho, com ligação à vida política, social e cultural do Município de Guimarães, subscreveu um manifesto de repúdio pela receção do Embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, pelo Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, no passado dia 14 de setembro”, lê-se no manifesto, enviado à agência Lusa.
Aquando da receção, o município explicou que o encontro permitiu explorar novas possibilidades de colaboração em áreas estratégicas para o desenvolvimento do território, como a inovação, a tecnologia, a proteção civil, a qualificação de recursos humanos e a atração de investimento.
“Mais tarde, em resposta à contestação cívica que o facto suscitou, o autarca respondeu, invocando a normalidade das relações diplomáticas e rejeitando que a receção do embaixador representasse uma tomada de posição sobre a política internacional daquele país. A nosso ver, porém, o facto é gravíssimo por objetivamente branquear um genocídio de dimensões terríveis que prossegue quotidianamente na Palestina”, frisam os signatários.
Um mês depois, estes 66 elementos da comunidade académica da UMinho, sediada em Braga e com um polo em Guimarães, “manifestam perplexidade” perante a iniciativa e os seus objetivos.
“Consideram que, perante a gravidade da situação vivida na Palestina, este encontro não pode ser entendido como um simples ato de normalidade diplomática, contribuindo, pelo contrário, para a normalização da atuação do Estado de Israel e para o branqueamento das graves violações dos direitos humanos denunciadas no manifesto”, sustentam os subscritores.
Os signatários lembram que “a atuação de Israel como potência ocupante da Palestina é reconhecida pela comunidade internacional, dos seus órgãos multilaterais aos cidadãos comuns, como profundamente criminosa e passível de condenação na justiça”.
“O Sr. Oren Rozenblat, recebido tão galhardamente na Câmara de Guimarães, é o representante desse crime no nosso país. E não por acaso tem assumido, em inúmeras ocasiões, com uma arrogância acintosa e insolente, a defesa dos atos hediondos praticados pelo governo, os militares e os colonos. Além disso, costuma acrescentar ameaças e comentários inaceitáveis em relação aos que no nosso país denunciam o genocídio em curso”, refere o manifesto.
Os signatários dizem não acreditar que o presidente da Câmara de Guimarães “concorde com o governo do estado sionista em que Israel terá adquirido um direito superior e absolutamente ilimitado de se defender, justificando, assim, a matança de dezenas de milhares de civis inocentes, como inevitavelmente o são as crianças, e classificando-os como danos colaterais”.
“Mas terá consciência de que o seu gesto, mesmo que reduzido a um mero ato formal, apenas contribui para obliterar tal situação? Não entenderá que manter uma atitude de ‘business as usual’ significa acatar este nível de violência como algo aceitável que, quer queiramos quer não, levaremos por diante em função dos nossos interesses mútuos? Achará mesmo que um genocídio pode ser apagado por um aperto de mão condescendente?”, questionam.
A receção do presidente da câmara de Guimarães, Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP), ao embaixador de Israel em Portugal provocou também contestação política no concelho, com PS, BE, Livre e CDU a questionarem a estratégia seguida pelo município.
Também o compositor César Viana deixou a direção artística do Festival de Música Religiosa de Guimarães, motivada pelo “profundo desacordo com a aproximação institucional e comercial” entre este município e Israel, no atual contexto da situação em Gaza.
O Guimarães Jazz vai cumprir a sua 35.ª edição em novembro com um cartaz composto por estreias no festival, com a “honrosa exceção” do cantor norte-americano Kurt Elling, acompanhado pela Orquestra Nacional de Jazz da Macedónia do Norte.
De acordo com a informação disponível no ‘site’ do festival, que tem o seu coração no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), entre as estreias de destaque no evento contam-se o trompetista Peter Evans, o guitarrista Kurt Rosenwinkel e o “supergrupo” ARTEMIS, “composto por cinco instrumentistas de excelência – Ingrid Jensen, Nicole Glover, Noriko Ueda, Allison Miller e Renee Rosnes”.
O festival – que na sexta-feira lança um livro para assinalar as mais de três décadas de trabalho – começa no dia 12 de novembro com o quarteto do brasileiro Toninho Horta com a Orquestra de Guimarães, num dia em que há ‘jam sessions’ com o quintento de Lex Korten e a inauguração da exposição “Corpo e Alma – O jazz e os seus divulgadores em Portugal”.
Até ao encerramento, no dia 21 de novembro, com Kurt Elling e a Orquestra Nacional de Jazz da Macedónia do Norte, vai haver ainda atuações de conjuntos com o trio composto por Dave Rempis, Jason Adasiewicz e Chris Corsano, o quinteto de João Tavares e apresentações resultantes das várias parcerias do festival com projetos como a Sonoscopia, a Porta-Jazz, a Orquestra de Jazz da Escola Superior de Músicas e Artes do Espetáculo, entre outros.
“Não obstante esta celebração, a perspetiva do Guimarães Jazz foi sempre baseada no princípio de que o mais importante é o que está para acontecer e não o que já foi feito, pelo que é no presente que nos devemos centrar”, pode ler-se na página do festival.
Ao longo das décadas, o Guimarães Jazz tem recebido vários dos principais nomes mundiais do jazz naquele concelho do distrito de Braga.
Em declarações à Lusa em 2025 sobre a edição desse ano, o programador Ivo Martins afirmou que o festival “tem feito mais ou menos um percurso através do tempo e tenta congregar no mesmo conjunto de concertos diversas fórmulas, diversas formações, que apresentam o mais possível jazz diferente, nas suas diversas abordagens”.
O objetivo do programa é criar “espaços de abertura, respeitando a singularidade dos músicos”, e tentar “estabelecer uma visão articulada da realidade” daquele género musical.
Entre janeiro e final de setembro de 2026, Braga é o terceiro distrito com maior número de empresas com novos processos de insolvência, a seguir ao Porto e Lisboa. E Guimarães é a cidade com mais falências, revela o Barómetro da Informa D&B.
Segundo a análise, entre janeiro e setembro de 2026, registaram-se 203 novas insolvências no distrito de Braga, com a indústria têxtil e moda a representar um terço das insolvências do distrito, refletindo a exposição do tecido empresarial do distrito às dificuldades enfrentadas por estas indústrias.
As insolvências no distrito concentram-se fortemente em quatro concelhos: Guimarães (45), Vila Nova de Famalicão (41), Braga (38) e Barcelos (31). Em conjunto, estes concelhos representam cerca de 76% do total registado no distrito entre janeiro e setembro de 2026, salienta o Barómetro.
Por seu turno, o distrito de Braga é também o terceiro com maior número de empresas ativas no país.
Menos insolvências do que em 2025
Apesar de manter o 3.º lugar entre os distritos com mais novos processos de insolvência, os números de 2026 registam um recuo de 7,3% face ao mesmo período de 2025, correspondendo a menos 16 empresas insolventes. A nível dos concelhos, Guimarães registou menos 12 insolvências e Vila Nova de Famalicão menos 6. Barcelos e Braga aumentaram as insolvências, respetivamente mais três e mais uma.
A descida no distrito de Braga foi impulsionada sobretudo pela indústria. Este setor, que continua a ser o que tem maior expressão nas insolvências do país, registou menos nove insolvências no distrito, totalizando 87 novas insolvências no acumulado de 2026, o que corresponde a 43% do total de insolvências do distrito durante este período.
No total do país, desde início do ano até final de setembro, registaram-se 1.503 empresas com novos processos de insolvência, menos 0,2% (-3 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior.
O Tribunal de Instrução do Porto procede em outubro à decisão instrutória de um inquérito que envolve 16 pessoas, 15 homens e uma mulher, que o Ministério Público (MP) do Porto acusou do crime de tráfico de armas praticado, entre 2020 e 2021 na zona de Braga e em concelhos limítrofes.
O juiz de instrução já procedeu ao debate instrutório, realizado após vários arguidos o terem solicitado, por não aceitarem a validade dos crimes de que estão acusados.
Conforme O MINHO noticiou, a atividade do grupo, com arguidos residentes em Braga, Amares, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Santo Tirso foi investigada pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto que detetou a venda de dezenas de armas a cidadãos, entre pistolas, revólveres, carabinas e espingardas (uma delas elétricas, outras de ar comprimido) e ainda detonadores, facas, soqueiras, aerossóis lacrimogéneos e coldres.
Na operação de desmantelamento da rede, que era liderada pelos arguidos Luís Lopes, de 51 anos e Domingos Marques, de 42, ambos de Braga, a PJ apreendeu mais de cem armas de várias tipologias e milhares de munições, quase todas elas sem registo ou com calibres de guerra.
Contactado por O MINHO, o advogado João Ferreira Araújo, defensor de Domingos Marques, disse, apenas, que espera que se faça justiça.
Venda de armas fora do circuito legal
A acusação diz que Luís Lopes, Domingos Marques, Carlos Carneiro, Daniel Machado, Carlos Osório, Armando Ribeiro, João Azevedo, Tiago Batista, Rui Azevedo, Ricardo Tavares, Rúben Machado, João Gomes, António Araújo e Miguel Cunha “faziam parte de um grupo de indivíduos que estabelecia contactos entre si para a concretização de negócios para aquisição e venda de armas fora do circuito legal”.
Acentua que Luís Lopes, também conhecido como “Simpson”, e Domingos Marques, conhecido como “Mingos”, “assumiam um papel preponderante e, desde fevereiro de 2020, dedicaram-se à compra e venda de armas de fogo e munições, fazendo-o fora do circuito comercial devidamente condicionado e controlado e com o propósito de obterem vantagens patrimoniais”.
O magistrado sublinha que Luís Lopes “é o mentor e líder deste grupo, sendo o arguido Domingos Marques o seu colaborador direto, cabendo ao primeiro a implementação dos negócios de compra e venda de armas de fogo e munições, e ao segundo a permanente e direta coadjuvação, sendo o propósito de ambos alcançarem vantagem patrimonial com esses negócios, valendo-se de contactos que estabeleciam com os demais arguidos com quem repartiam os lucros”.
Diz, também, que o Luís Lopes “acordou com a sua companheira, Paula Moreira, que esta procedia à recolha e entrega de armas de fogo e munições, sempre que fosse necessário, na sua ausência e de acordo com as suas instruções”.
Na casa do Luís Lopes foram apreendidos 17 mil euros, além de dezenas de armas e milhares de munições.
Assim, os dois principais arguidos acordaram, ainda, com o arguido Carlos Carneiro que este lhes angariava armas de fogo para venderem e com o Daniel Machado, também conhecido como “Né”, que este lhes arranjava compradores para as armas de fogo e as munições.
O inquérito indica o nome de 13 inspetores do Porto da PJ como testemunhas do caso.
Armas especiais ficam para a PJ
O MP promove que algumas armas, com caraterísticas especiais, sejam declaradas perdidas a favor do Estado, e afetas à PJ – Diretoria do Norte.
São elas: uma pistola “High Standard” modelo “Derringer”, de calibre 22 Winchester Magnum Rimfire; duas armas, do tipo “caneta pistola” de fabrico artesanal; uma arma, do tipo “bastão pistola” de fabrico artesanal; uma carabina, da marca “Anschutz”, de calibre 22 Long Rifle, com um moderador de som (de construção artesanal) nela instalado e uma mira telescópica da marca “Gamo”.
Para a PJ vai, também, uma bengala/espingarda, sem marca, de fabrico industrial e uma bengala/espingarda, de fabrico artesanal.
O Tribunal de Trabalho de Guimarães adiou o julgamento do processo da funcionária que reclama 161 mil euros a uma empresa têxtil, alegando que, durante 36 anos, apenas pagou parte do salário mínimo e não fez os descontos devidos.
A informação foi avançada hoje à agência Lusa por fonte judicial, explicando que o adiamento do julgamento, previsto arrancar na quinta-feira, se deve a um recurso pendente no Tribunal da Relação de Guimarães.
A operária, hoje com 55 anos, reclama 161 mil euros a uma empresa têxtil de Guimarães, alegando que a empresa, durante 36 anos, pagou “apenas uma fração” do salário mínimo e não fez os descontos devidos junto da Segurança Social.
“Atualmente, a autora [funcionária] encontra-se de baixa médica, recebendo apenas cerca de quatro euros diários de subsídio, montante diretamente afetado pela omissão da ré [empresa] no registo das remunerações efetivamente devidas”, lê-se na ação declarativa.
A PI conta que a mulher iniciou funções na têxtil em 1989, “exercendo desde então, de forma ininterrupta, as funções de ‘ajudante’, ao abrigo de contrato de trabalho verbal”.
O documento indica que a funcionária prestava trabalho sob a autoridade, direção e fiscalização da empresa, cumprindo o horário de 40 horas semanais (8 horas/dia), sendo-lhe exigidas horas extraordinárias, sem que estas fossem pagas, além de lhe ter sido exigido, por várias vezes, trabalho extraordinário aos sábados.
“Desde o início da relação laboral, a autora sempre exerceu funções permanentes e essenciais à atividade da ré, integrando a sua estrutura organizativa. Contudo, até setembro de 2016, a ré nunca declarou a autora como sua trabalhadora junto da Segurança Social, fazendo-a figurar como trabalhadora do serviço doméstico, apesar de esta prestar trabalho subordinado e integrado na empresa, nomeadamente nas suas instalações”, diz a PI.
A defesa da funcionária lembra que a retribuição convencionada “era sempre o salário mínimo”, com as devidas atualizações anuais, acrescentando que o pagamento de vencimentos à sua constituinte “era frequentemente feito em numerário e em valor muito inferior ao devido”.
“A título de exemplo, em outubro de 2016, a autora tinha direito a auferir 530 euros (salário mínimo nacional), mas apenas lhe foi pago o montante de 120 euros. Tal prática era reiterada ao longo dos anos, sendo paga apenas uma fração do salário devido”, lê-se no documento.
A PI frisa que a empresa têxtil “aproveitou-se da ingenuidade e analfabetismo” da funcionária.
“Explorando-a de forma a pagar-lhe apenas uma fração do salário devido, sem qualquer justificativa legal ou contratual, e sem cumprir as suas obrigações de registo de contribuições sociais. Apesar das sucessivas tentativas da autora de obter esclarecimentos e receber os valores devidos, a ré manteve o pagamento irregular e insuficiente”, alega a defesa.
A ação declarativa de condenação emergente de contrato de trabalho frisa que a funcionária “nunca deixou de comparecer ao trabalho, cumprindo todas as funções exigidas, muitas vezes além do horário normal, sem que qualquer compensação fosse concedida”.
A defesa da funcionária pede ao Tribunal de Trabalho de Guimarães que seja “reconhecida a existência de contrato de trabalho” entre a sua constituinte e a empresa têxtil, desde 1989.
Pede ainda na PI que a empresa seja condenada “a regularizar junto da Segurança Social a situação contributiva” da sua cliente, “fazendo constar a totalidade das remunerações devidas desde 1989”.
Promoção de antigos dirigentes e responsáveis partidários do PSD para cargos de direção técnica merece apreensão por parte da oposição. Opção "suscita sérias dúvidas de legalidade", sublinham.
A Câmara de Guimarães "esclarece que a reestruturação orgânica da autarquia decorreu em estrita e rigorosa observância da lei e sob critérios de absoluta transparência"
A Universidade do Minho tem 72 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, foi hoje divulgado pela instituição.
A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2026”, inclui quase 250 mil investigadores, sendo 1.060 deles ligados a instituições de Portugal. A UMinho surge com 17 unidades representadas e os seus primeiros nomeados na lista global são Natália Cruz-Martins (3.221.º lugar), Paulo Lourenço (5.738.º), Rui L. Reis (7.466.º), Fernando Pacheco-Torgal (9.545.º) e Assunção Flores (12.025.º).
De acordo com a UMinho, o documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 20 áreas e 174 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus referentes ao ano de 2025.
Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de “criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação”.
Da parte da UMinho, o Centro de Engenharia Biológica aparece com 19 investigadores: António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Carla Manuela Silva, Diana Priscila Pires, Eduardo Gudiña, Hugo Oliveira, José António Teixeira, Joana Azeredo, Lígia Rodrigues, Lúcia Chaves Simões, Luciana Pereira, Lucília Domingues, Luís Melo, Madalena Alves, Miguel Gama, Nuno Cerca, Ricardo N. Pereira, Russell Paterson e Sónia Silva. O Centro de Física tem dez representantes: Carlos Miguel Costa, Filipe Vaz, Frank Nelson Crespilho, João C. Barbosa, José Pedro Silva, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Libânio Martins, Senentxu Lanceros-Mendez e Vasco Teixeira.
Seguem-se com oito elementos o Grupo 3B’s (Banani Kundu, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis, Sandra Pina, Subhas Kundu, Tiago Silva, Vítor Correlo) e, com seis, o Centro Algoritmi (Anabela Alves, João Luís Afonso, João Varajão, Paulo Cortez, Sandro Pinto, Vitor Monteiro). Já o Centro de Microssistemas Eletromecânicos surge com Filipe Marques, Filipe Samuel Silva, Flávio Bartolomeu, Hélder Puga e Paulo Flores. Da parte do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde estão Agostinho Carvalho, António Salgado, João Espregueira-Mendes, Natália Cruz-Martins e Rui M. Reis.
Com três cientistas aparecem o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (Andrea Zille, Helena Felgueiras, Raúl Fangueiro), o Centro de Química (Daniela Correia, Renato Gonçalves, Rita Figueira) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (Joaquim Barros, Shaghayegh Karimzadeh, Paulo Lourenço).
A lista inclui igualmente Assunção Flores e Rute Santos, do Centro de Investigação em Estudos da Criança, além de Fernando Pacheco-Torgal e Paulo Ribeiro, do Centro de Território, Ambiente e Construção. Juntam-se ainda Ronaldo Sousa (Centro de Biologia Molecular e Ambiental), Beatriz Casais (Centro de Investigação em Gestão, Mercados e Sociedade), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais), José Brilha (Instituto de Ciências da Terra), Loïc Hilliou (Instituto de Polímeros e Compósitos) e Rui A. Lima (Centro de Engenharia Mecânica e Sustentabilidade de Recursos).
O estudo da Universidade de Stanford e da Elsevier apresenta uma segunda lista, de “carreira”, em que da UMinho surgem também Marian Brownell Anderson (Escola de Medicina), José Covas, Júlio Viana (ambos do Instituto de Polímeros e Compósitos), Manuel Filipe Costa, Yuliy Bludov (ambos do Centro de Física) e Wolfram Erlhagen (Centro de Matemática).
O PS de Guimarães acusou hoje o presidente da Câmara de nomear antigos dirigentes e responsáveis do PSD para cargos de direção técnica da administração municipal, considerando que a opção de Ricardo Araújo “suscita dúvidas” legais, institucionais e éticas.
“O Partido Socialista de Guimarães considera politicamente grave a opção do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, de promover antigos dirigentes e responsáveis partidários do PSD para cargos de direção técnica da administração municipal, recorrendo a nomeações em regime de substituição, sem concurso público prévio e sem demonstrar adequadamente os fundamentos legais que justificam essas escolhas”, sustenta a concelhia do PS de Guimarães, em comunicado.
Em resposta enviada à agência Lusa, a Câmara de Guimarães “esclarece que a reestruturação orgânica da autarquia decorreu em estrita e rigorosa observância da lei e sob critérios de absoluta transparência”.
“Suscita sérias dúvidas de legalidade”
Na reunião de câmara de segunda-feira, André Sousa Casalta, “com um percurso de responsabilidade política no PSD”, foi proposto pela maioria PSD/CDS-PP para diretor municipal de Planeamento, Desenvolvimento do Território e Turismo.
“A esta nomeação junta-se a recente designação de Tiago Laranjeiro, antigo dirigente da JSD e até então adjunto do presidente da Câmara, para diretor do Departamento de Investimento, Inovação, Economia e Turismo, igualmente em regime de substituição e sem concurso público prévio”, refere a concelhia do PS.
Segundo o PS de Guimarães, esta opção “suscita sérias dúvidas de legalidade”, sublinhando que “o regime de substituição constitui um mecanismo excecional e transitório, não podendo ser utilizado para afastar, sem fundamentação suficiente, os princípios de transparência, mérito e igualdade de oportunidades que devem orientar o recrutamento de dirigentes municipais”.
“Não está em causa o direito de qualquer cidadão, independentemente da sua filiação partidária, de exercer funções na Administração Pública. Está em causa a obrigação de garantir que o acesso aos cargos de direção técnica obedece a critérios objetivos, procedimentos transparentes e exigências de mérito, competência e independência”, lê-se na nota.
Para os socialistas, “a passagem direta de elementos de confiança política do presidente da Câmara para posições de direção técnica da administração municipal levanta uma questão ética e institucional que não pode ser desvalorizada”.
“Os gabinetes políticos existem para apoiar os titulares de cargos políticos. Os dirigentes municipais existem para assegurar a continuidade, a competência técnica, a imparcialidade e a autonomia da Administração, independentemente de quem exerce o poder político”, sustenta a concelhia.
Autarquia diz que agiu no “estrito cumprimento da lei”
Na resposta enviada à Lusa, o município explica que “foram criadas novas unidades orgânicas na estrutura municipal, perfazendo atualmente a totalidade de 67 unidades orgânicas”, visando “dar resposta às necessidades emergentes do concelho e em cumprimento do programa político sufragado pela maioria dos vimaranenses”.
“É função do município assegurar a continuidade da prestação do serviço público, que não pode ser interrompido, razão por que a lei prevê todo um sistema de designação de dirigentes em regime de substituição. Seria, aliás, uma enorme irresponsabilidade aguardar pela realização de mais de 20 concursos para prover os novos cargos dirigentes, com as conhecidas delongas que os procedimentos concursais tipicamente acarretam”, justifica a autarquia.
A Câmara afirma que “não desconhece os procedimentos legais de nomeação de dirigentes”, reiterando que “cumpriu e cumprirá com rigor” a legalidade.
“É, assim, no estrito cumprimento da lei que irá submeter todos os dirigentes nomeados em regime de substituição ao necessário procedimento concursal, dentro dos prazos que a lei estabelece e com criteriosas regras de avaliação e transparência, que, ademais, serão públicas e escrutináveis”, assume o município.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Ricardo Araújo, autarca de Guimarães, assinalou hoje o primeiro aniversário da eleição como presidente da Câmara Municipal, deixando um “profundo agradecimento” aos vimaranenses.
“Ser presidente da Câmara Municipal de Guimarães é a maior honra da minha vida cívica e política. Um ano depois, o meu primeiro sentimento é de profundo agradecimento pela confiança dos vimaranenses e pela força com que, juntos, vivemos e sentimos o nosso concelho”, referiu.
Numa publicação na rede social Facebook, acompanhada pela música “People Have The Power”, de Patti Smith, o presidente da Câmara sublinha que este é um projeto que, desde a primeira hora, “se constrói verdadeiramente com e para todos os vimaranenses”: “É com esse compromisso, contando com todos, que estamos a construir o futuro de Guimarães”.
“Estamos a cumprir e a transformar com trabalho, proximidade e ação. Hoje, estamos cada vez mais Juntos por Guimarães”, conclui.
A Coligação Juntos Por Guimarães (PSD/CDS-PP) venceu as eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025 com maioria absoluta, elegendo seis vereadores, enquanto o PS, que governou este município nos 36 anos anteriores, elegeu quatro vereadores, e o Chega um.
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Os Jardins Históricos da Casa de Margaride, em Guimarães, passam a integrar a mais prestigiada Rota internacional de Jardins Históricos, juntando-se ao Parque de Serralves, aos Jardins do Palácio Nacional de Queluz e aos Parques da Pena e de Monserrate, em Sintra, foi hoje anunciado.
Em comunicado enviado a O MINHO, a Casa de Margaride explica que a candidatura foi aprovada na Assembleia Geral da European Route of Historic Gardens (ERHG), realizada em Atenas de 07 a 09 deste mês.
“Esta admissão constitui um novo marco num percurso de conservação, valorização e reconhecimento patrimonial que, ao longo dos últimos catorze anos, tem alcançado sucessivas distinções nacionais e internacionais”, salienta o comunicado.
Para a Casa de Margaride, reveste-se de particular importância a integração numa Rota certificada como Itinerário Cultural do Conselho da Europa, distinção que confere a este reconhecimento uma dimensão europeia de especial prestígio.
“A admissão dos Jardins Históricos da Casa de Margaride inscreve este património vimaranense num percurso de valorização da história, da cultura e da paisagem europeias, reforçando a sua projeção internacional e o seu significado para Guimarães”, destaca.
Em 2012, a classificação da Casa e dos Jardins de Margaride como Monumento de Interesse Público reconheceu a dimensão arquitectónica deste conjunto histórico. Dez anos depois, em 2022, a classificação do jardim como Arvoredo de Interesse Público consagrou também o seu valor botânico, tendo, nesse mesmo ano, três das suas árvores sido autonomamente classificadas como de Interesse Público.
“Esta dupla classificação reconhece, assim, duas dimensões complementares do seu valor patrimonial e faz de Margaride o único jardim privado do Norte de Portugal duplamente inscrito no rol do Património Nacional”, observa a Casa de Margaride.
Em 2023, uma camélia japónica do jardim, classificada como de Interesse Público em 2022, foi eleita Árvore do Ano de Guimarães. Em 2024, o mesmo exemplar conquistou o título de Árvore do Ano de Portugal e, em 2025, representou o país no concurso Árvore Europeia do Ano, alcançando o quarto lugar.
“Em 2026, a integração na Rota Europeia de Jardins Históricos vem dar continuidade a este percurso e coroar o consistente e apurado trabalho de conservação, valorização e promoção que a Casa e os Jardins de Margaride têm vindo a desenvolver. Às classificações patrimoniais de 2012 e 2022 e às distinções alcançadas entre 2023 e 2024 sucede agora a admissão numa Rota internacional, que reconhece o valor histórico, paisagístico e botânico de um jardim que alia património vivo, autenticidade e continuidade familiar”, pode ler-se no comunicado.
Documentada desde 1021 e na mesma família há mais de cinco séculos, ao longo de treze gerações, a Casa de Margaride conserva um jardim barroco português criado por volta de 1675. Murado e organizado em três espaços de composição sequencial, axial e simétrica, distingue-se pela singularidade e raridade da sua coleção de camélias multiseculares, cujo porte e trabalho em topiária lhe conferem excecional valor botânico e paisagístico.
Sobressai a Casa de Fresco: uma estrutura vegetal composta por uma monumental camélia com cerca de quinze metros de altura, circunscrita por uma alta sebe de buxo, formando um círculo com cerca de quarenta metros de perímetro. Parterres de flores sazonais, fontes, muros e um antigo sistema hidráulico em pleno funcionamento completam o conjunto.
“No ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, esta distinção evidencia o contributo dos agentes públicos e privados para a conservação da natureza e do património, demonstrando como a preservação de um jardim histórico pode conciliar memória, biodiversidade e valorização do território”, enfatiza.
“Membro fundador da Rota Portuguesa de Jardins Históricos, Margaride reforça, com esta admissão, a sua projeção internacional e abre novas oportunidades de cooperação e turismo cultural. Estima-se que, ao longo de 2026, a Casa e os Jardins de Margaride recebam cerca de 2.000 visitantes, contribuindo para a valorização da oferta cultural e turística de Guimarães”, conclui o comunicado.
O Vitória de Guimarães afunda na crise com uma nova derrota. Enquanto isso o Santa Clara surpreende no topo e o voleibol do Sporting vence a Taça Ibérica.
Fogo teve origem numa queima não autorizada, tendo o autor perdido o controlo. O suspeito foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.